140712
Oi gente, muito obrigada pelos comentários, eu ainda me confundo toda aqui e não percebi um review e como não tinha o balãozinho, vou responder aqui.
Celi - Obrigada amiga-musa inspiradora por...tudo? Obrigada mesmo.
Eu respondi seu magnífico comentário, como sempre mas gostaria de dedicar a você por me impulsionar.
Hanajima San – Muito obrigada! Realmente acho que nunca chegamos lá sozinhos e quero que muita gente experimente para ver como é maravilhoso o mundo de Senhor dos Anéis como também o mundo da escrita, da imaginação; espero que eu sempre tenha inspiração para manter o fandom vivinho da Silva como pediu.
Obrigada por comentar e alimentar a autora com petiscos. Penso todos os dias na fic e sei o fim, então um dia ela irá terminar mas poderá demorar. Essa é a segunda fic longa que escrevo e me parece que é assim que o meu motorzinho funciona, rs.
A todos – "Obrigado a todos que lêem minhas histórias. " - Legolas, o muso inspirador de Peamaps, paixão eterna. Paixão passa! Amor eterno! Obsessivo.
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-Espero que vocês não estejam planejando aprontar nenhuma das suas... - Elrond disse por cima do ombro, sob o cavalo que montava.
Elladan e Elrohir se entreolharam boquiabertos:
-Ada, não sei porque o senhor faz tão mal juz de nós. - Elrohir fingiu indignação.
Haldir viu Elrohir olhar em sua direção, sem esconder a malícia no olhar e teve dificuldades para manter sua expressão neutra. Ele já ouviu falar exatamente sobre isso dos gêmeos; suas escapadas repentinas, suas viagens longas que preocupavam seu pai e a fúria que eles tinham pelos Yrchs que quase despedaçaram o coração de Celebrian, a mãe deles e esposa de Elrond que já partira para Valinor. Depois da chegada do filho humano, Elrond teve ainda mais com o que se preocupar pois Estel sempre queria seguir os irmãos.
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-Eu não posso confiar em nenhum deles à não ser Arwen. -Disse Elrond.
Ao perceber que o famoso Curandeiro de Imladris lhe dirigia a palavra Haldir engoliu seco. Sua admiração por aquele que Thranduil deveria ser era grande, sua reputação alcançou todas as fronteiras até chegar na Floresta das Trevas mas até então, em todos esses séculos Haldir jamais havia falado com Elrond.
-Sim senhor. - Haldir recuperou-se depressa, sempre habituado à situações inesperadas por ser um guarda mas além de tudo, um guerreiro.
-Sabe-se lá porque eles querem ficar para trás pois eles não vão me dizer, e sei que estão mentindo ou escondendo alguma coisa. - Elrond ergueu a sobrancelha esquerda e Haldir achou graça ao ver os filhos do grande senhor élfico encolherem. Mas quando o lorde voltou a mesma sobrancelha para ele, Haldir sentiu toda a força moral contida naquele líder e sentiu-se intimidado também. - Portanto, - Elrond continuou, - vou pedir a você que cuide para que meus filhos não se machuquem, apesar de não ter autoridade alguma para isso; apenas lhe peço como um favor.
-Mas é claro senhor, - Haldir consentiu abaixando a cabeça e fugindo daquelas inacreditáveis sobrancelhas arqueadas, - farei de tudo para que nenhum mal lhes ocorra, devo muito a eles além de tê-los todos em grande estima.
Elrond fez com que seu cavalo diminuísse a velocidade e com isso o de Haldir não demorou à alcançá-lo. O Curandeiro pousou a mão sobre o ombro de Haldir.
-O doce Legolas sempre teve sorte em tê-lo à seu lado. Por sua causa Haldir, eu sempre me fui tranquilo sabendo que veria o Príncipe novamente.
-Meu senhor... - Haldir sentiu as palavras sumirem e não soube mais o que dizer.
-Sim, eu sempre soube que Legolas não era amado, e temi por sua segurança. Mas quando vi você pegá-lo no colo, à tantos anos atrás, eu soube que ele estaria bem.
-Por isso o senhor sempre vem visitar.
-Oh, você não imagina quantos convites eu mesmo me fiz, mas Thranduil não pode me negar pela vigésima vez. Sempre que venho aqui é quase de surpresa, eu sei que esse velho teimoso não me quer aqui.
-Ele não quer que ninguém saiba da situação entre ele e seu filho, meu senhor. - Haldir confessou.
-Como se fosse difícil de adivinhar. Como venho de fora a primeira coisa que é visivelmente gritante é que o pobre Legolas morre de medo do próprio pai.
Ainda segurando Haldir pelo ombro, Elrond o puxou e o Guarda moveu as rédeas de forma que seu cavalo entendesse que deveria se aproximar ao do Curandeiro.
-Minha esperança era a de que Arwen se interessasse pelo príncipe e, unindo a ambição de Thranduil com uma vida feliz para Legolas, os dois se casassem e Legolas fosse morar em Rivendell conosco. - Elrond sussurrou para que ninguém ouvisse, além do Guarda.
-Mas isso é maravilhoso... - Haldir mal podia acreditar que Elrond tinha quase o mesmo plano que ele mesmo.
-Mas... - Elrond interrompeu-o logo. - Parece-me que não é possível. Ou Arwen está querendo provar para si mesma que encontrará sua alma gêmea sozinha, ou já está interessada em alguém.
Haldir sentiu seu mundo cair. Seus olhos procuraram Elladan nesse mesmo instante. Quando voltou-se ele enrijeceu-se, sentindo um leve pânico. Elrond olhava-o de forma penetrante:
-Sim Haldir. Também tenho pensado nisso também.
Haldir desviou o olhar até o chão, envergonhado, mas um novo aperto em seu ombro chamou sua atenção e ele fitou o lorde.
-Elladan sempre falou de Legolas, desde que o conheceu. E desde então ele parece não se interessar por mais ninguém, sendo que tantas donzelas o perseguem...
Haldir engoliu seco. Seus olhos novamente pousaram-se sobre Elladan. O elfo conversava com o irmão gêmeo, pelo jeito, usando a telepatia. Os dois concordavam e negavam com a cabeça, mas não emitiam som algum. Ele ouvira falar nos rumores de que os dois podiam se falar assim, mas era a primeira vez que via. Haldir sentiu uma tristeza mas resolveu não dar atenção a isso. Ao invés disso, falou:
-Mas senhor, esse é exatamente o que andamos planejando, por isso que Elladan, Elrohir e Est...
Haldir jamais terminou sua frase. Neste instante eles ouviram cascos de cavalo e todos se voltaram alarmados.
Elladan e Elrohir já estavam com o arco e flecha apontados. Estel saltou de seu cavalo e brandiu sua espada. Elrond e Arwen apenas tiraram as suas do coldre.
Haldir já tinha sua flecha apontada em direção ao barulho do galope. Assim que o misterioso cavaleiro aparecesse, se fosse inimigo iria ao chão mais rápido do que teria chance em se defender. No fundo de sua mente ele sabia que naquele grupo ele era o melhor no tiro ao alvo.
O som foi se tornando mais alto e todos estavam apreensivos. Elrond moveu seu cavalo para se postar entre o desconhecido e sua filha mas ela saiu de trás dele, puxando suas rédeas para o outro lado. Mesmo sendo a caçula e uma mulher, jamais aceitou ser tratada como uma louça frágil que poderia ser quebrada facilmente.
Não adiantava nada pois seus irmãos gêmeos e Estel fizeram um meio círculo em volta dela, e Elrond relaxou.
Um cabelo loiríssimo, quase branco e longo esvoaçava ao vento. Foi a primeira coisa que viram. Então ele apareceu por completo. Era um elfo de Mirkwood galopando em seu cavalo branco. Ele vestia as mesmas roupas de Haldir, e este abaixou seu arco e flecha no mesmo instante.
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O elfo era belíssimo e alto, até mais alto que Elladan e Elrohir. Ele mal esperou o cavalo parar antes de saltar ao chão e quase caiu. O pânico estampado em seu rosto:
-Haldir, você precisa voltar depressa! - O cavaleiro gritou, uma ação rara entre os elfos.
-Morlhach*! - Haldir quebrou a distância entre eles depressa.
Morlhach era o guarda real de Thranduil e Haldir sentiu o ar praticamente deixar seus pulmões ao vê-lo ali.
Morlhach fez uma reverência muito breve, começando a falar sem se demorar:
-O Rei está louco Haldir. Ele está furioso com o Príncipe. Eu quis ficar mas ele me mandou embora.
Haldir empurrou seu inferior de seu caminho, o que não era de seu costume. Sem pensar montou no cavalo de Morlhach esquecendo-se de seu próprio. O outro elfo rapidamente correu e saltou para cima do cavalo de Haldir.
Haldir ouviu os gêmeos e o humano já se movendo para segui-lo:
-Não, - ele levantou a mão. - Fiquem aí, Thranduil ficará ainda mais furioso se vocês voltarem.
-Isso já foi longe demais. Eu vou voltar e conversar com ele. - Elrond disse. - Quem sabe ao ser flagrado em uma discussão com Legolas, eu não possa finalmente dizer que já sei que eles não se dão bem.
-Thranduil... - Haldir começou com impaciência mas uma vida inteira de servitude o fez lembrar com quem ele estava falando. Ele exalou o ar, acalmando-se depressa e no instante seguinte era o mesmo Haldir de sempre. - ...Não... - ele procurou que palavra era melhor usar - discute, com Legolas.
As arqueadas sobrancelhas de Elrond subiram ainda mais, em especial a direita. Seus olhos se arregalaram e o sábio Curandeiro não disse mais nada.
-Esperaremos aqui Haldir, - disse Elrohir, claramente contendo sua raiva do rei de Mirkwood.
Haldir consentiu com a cabeça e partiu em galope rápido. Morlhach o seguiu de perto, alcançando-o depressa.
Chegando no palácio subterrâneo, Haldir viu a entrada das cavernas e seu estômago parecia pesar cada vez mais, conforme afundava em seu corpo. Um líquido ruim subiu-lhe à garganta ao ver a agitação na entrada. Thranduil sempre era discreto em seus 'castigos' à Legolas, desde que ele era pequeno. Ele não conhecia elfo que mais se importasse com a própria imagem. Mas as pessoas ali estavam curiosas, amedrontadas, preocupadas, como se tivessem vindo atraídas por algum barulho.
Ou algo pior.
Ele saltou como Morlhach fizera na floresta e caiu no chão, mas não parou de se mover, chegando a andar vários passos batendo as mãos no chão para não deitar no chão. Morlhach veio à seu socorro mas Haldir havia se recuperado e agora corria para dentro. Havia muita gente na frente e Haldir as empurrava. Muitos ficaram surpresos com a reação do guarda que até hoje nunca se afetara.
Chegando à porta dos aposentos de Thranduil, Haldir chutou a porta com força. Ela até bateu contra a parede do lado de dentro, tamanha sua urgência.
A cena seguinte fez com que o tempo parasse. Sua boca se abriu, seus olhos azuis se arregalaram, tudo parecia congelado.
Menos Haldir.
Ele havia treinado sua vida inteira para isso: para proteger Legolas.
Não lhe importava que o agressor fosse seu próprio pai. Ninguém iria ferir Legolas enquanto Haldir ainda respirasse. Enquanto tivesse um sopro de vida dentro de si.
Sabendo que não ia chegar à tempo para uma luta corporal, ele preparou sua flecha. A mira certeira às costas de Thranduil, calculadamente para acertar onde ele iria ser imobilizado no mesmo instante assim como num lugar mortal. Ele fechou o olho esquerdo e seu direito só via seu alvo. Ele estava pronto.
Legolas estava cheio de hematomas, um olho estava fechado já. Suas duas mãos estavam abertas à frente do corpo numa pobre tentativa de se proteger. Ele tremia e parecia exausto... desistente. Em seus olhos cobertos de lágrimas, seu olhar era o da mais absoluta tristeza.
Thranduil aproximara-se por cima dele, adaga em punho e pronto para desferir o golpe. Mas... ele parecia hesitar um pouco.
-Thranduil... - Haldir rosnou e fez seu rei parar no mesmo instante. Ele tinha certeza que ninguém o enfrentava à milênios. A última pessoa que Thranduil respeitou próximo ao temor foi Oropher e o avô de Legolas estava morto há muito, mas muito tempo.
Lentamente e majestoso, o rei de Mirkwood se voltou para a voz. Ele não parecia ter esperado por aquilo, havia surpresa em seu olhar ao ver Haldir ali, parado, ameaçador e muito perstes à matá-lo.
-O que você pensa que está fazendo? - Thranduil rosnou.
Mesmo querendo auxiliar aquele que ele tanto admirava, Morlhach sem querer afastou-se de Haldir, dando um passo para trás. Embora sua lealdade deveria estar com Thranduil, ele secretamente sempre achou que Haldir estava certo, e admirava a determinação de seu superior em enfrentar o próprio rei para proteger um príncipe que ninguém tratava como tanto. Ele admirava o fato de que Haldir escolhera o lado mais fraco, e sempre arcou com as conseqüências e pagou caro por isso. Quanto mais o tempo passava, mais ele desejava sair de sua covardia, ajudando Haldir e Legolas. Mas Thranduil era terrivelmente intimidador e quem não o amava, o temia. Ele temia o rei.
Mas não mais. Trêmulo, Morlhach voltou o passo que havia recuado, e deu ainda mais um outro. Como esperara, ele atraiu o olhar de seu rei que parecia ainda mais abismado. Haldir sempre o enfrentara mas nunca como desta vez, praticamente assinando sua própria sentença de morte. Mas ver Morlhach assim, contra ele fez Thranduil demonstrar-se traído, mas por breve instante pois no momento seguinte seu olhar cruel e frio como sempre retornou, e o guarda engoliu seco mas manteve seu posto.
-Perdoe-me alteza. - Ele disse, e sacou sua longa espada, postando-se em posição de luta.
-Morlarch, você foi treinado a sua vida toda. Vire sua espada para aonde você deve apontá-la... - Thranduil deu um sorriso de gelar os ossos. Às vezes ele não parecia ser elfo, ou um que estava dominado por Sauron. - Ou você irá se arrepender.
Enquanto ouvia seu rei, que como ele mesmo dissera ele servira a vida inteira, Morlhach não aguentou e abaixou os olhos. Não só ele esteve perto do rei sua vida toda, seu pai havia servido-o antes dele mesmo e parecia-lhe completamente impossível estar agora enfrentando aquele que sempre lhe comandou o destino.
Mas sua lealdade era cega. Até ele completar seu treino e se tornar um dos guardas do rei ele não sabia do que aquele elfo era capaz e o que lhe surpreendeu foi porque seu pai sempre admirou e falou tão bem de Thranduil para ele. Se ele soubesse que o rei não era nem capaz de amar o próprio filho, ele tentaria tentado escapar e não teria aceitado esse cargo.
Então seus olhos caíram-se sobre Legolas. Ele ofegava e parecia tão fraco, tão frágil... Os dois tinham mais ou menos a mesma idade, e Morlhach sempre achou estranho como Legolas era quieto e solitário desde a infância, conforme estudavam juntos e também treinavam o arco e flecha com os mesmos professores. Só depois de adulto ele entendeu por que.
Penalizado, vendo aquele olhar de derrota do príncipe, ele sentiu sua resolução ficar ainda mais forte.
Era por isso que o Valar* havia escondido seu destino então. Ele não conhecera o verdadeiro Thranduil para que tudo lhe fosse revelado na hora certa. De repente tudo pareceu clarear, e centenas de anos de desgosto em servir um senhor que ele não amava, e até desprezava finalmente foram respondidos.
O último pingo de coragem que lhe faltava veio com toda a força e parecia esmagá-lo agora contra o chão. Ele nem notou que sua espada entortara de ângulo em sua mão com sua hesitação, ele a empunhou com firmeza e ela ficou reta. Seu olhar voltou-se para cima e ele fixou-os em Thranduil, sem temor.
-Muito bem então, - Thranduil sorriu.
Morlhach ouviu a corda do arco de Haldir esticar ainda mais.
-Eu vou acabar com você primeiro, - Thranduil disse à Morlhach. - Você me saiu pior do que seu pai, um imprestável. - Thranduil sorriu ao ver o traidor ser atingido. Ele precisava tirar a calma dos dois pois por mais que ele fosse o melhor espadachin de seu reino, ali estavam dois guerreiros treinados em sua própria técnica e em vantagem de número; em frente à porta de saída, travando-lhe a passagem. E ele olhou para Haldir. Ali sim morava o perigo. Ele sempre soube. O guarda de seu filho era como um leão protetor e ciumento. Ele parecia uma sombra sobre Legolas. Com certeza sua falecida esposa fizera Haldir prometer alguma coisa quando ele teve de deixá-la no quarto sozinha com o guarda e Legolas ainda bebê, pois essa era a única explicação plausível já que ele praticamente criara o príncipe.
Sem enviar mais nenhum sinal Thranduil fez que ia avançar sobre eles e com a agilidade dos elfos ele então girou o corpo para o lado, saindo da direção da flecha, que atravessou o aposento e entrou na parede do outro lado. Desgraçado! Haldir iria mesmo matá-lo! Não que ele tivesse dúvidas.
Ótimo, agora ele estava como queria. Sua espada presa à cintura em um instante, no segundo seguinte estava em suas mãos e ele cortou o ar com ela e arrancou o arco das mãos de Haldir. O elfo mais jovem sacou sua espada depressa e conseguiu se proteger do golpe pesado que ele lançou em direção à seu peito, mais especificamente o coração.
Morlhach se mexeu à seu lado e Thranduil não precisou mover a cabeça: viu-o de canto de olho. Com uma cotovelada ele conseguiu quebrar o nariz do guarda. Sua atenção deveria estar sempre em Haldir. Ele poderia sentir e ouvir o que seu guarda idiota e barulhento fosse fazer. Nem o pai, nem Morlhach jamais tiveram talentos para serem guerreiros.
Haldir segurava o golpe de Thranduil e as espadas tiniam. O guarda era forte mas o rei parecia pocesso por alguma força exterior e aos poucos ele começou à ceder. Então surpreso, Haldir viu Thranduil gemer. Morlhach se recuperara e atingira o rei pelas costas. Haldir aproveitou a oportunidade e desferiu-lhe um golpe no rosto, fazendo o imponente rei cair de joelhos.
Haldir respirou profundamente, várias vezes, contendo o desejo louco de passar a espada em sua mão no pescoço branco de Thranduil. Ele ousara matar Legolas. Ele sempre se perguntou se o rei conseguiria, se ele faria isso. Ele sempre desejou que não mas agora ele sabia. Ele estava quase se controlando quando sentiu uma mão apertar-lhe o ombro. Era Morlhach. Mas não era mais necessário, ele já retornara do abismo doentio em que ele quase caíra.
-Se você tocá-lo mais uma vez... Thranduil, - Haldir pronunciou o nome sentindo prazer em deixar o 'rei', 'senhor' e 'majestade' para trás, aquele elfo jamais merecera. - Eu o mato.
Thranduil o encarava e mesmo de sua posição desvantajosa ele não parecia temer. A fúria em seus olhos queimavam.
-Mas também não ficará aqui para chamar os guardas. - Haldir agarrou Thranduil pelos cabeços, fazendo-o ficar em pé. Morlhach apontava sua espada para a garganta de Thranduil, ameaçando-o caso ele ousasse se mover.
Chegando perto da cama do rei, Haldir entrelaçou as duas mãos nos cabelos longos de Thranduil e arremessou sua cabeça com força para cima do criado-mudo. Um, dois, três. Ele deu vários golpes e mesmo depois que Thranduil perdera a consciência, ele continuou a violência.
-Haldir...Haldir! - Morlhach teve de sacudi-lo. -Chega! Está saindo sangue, veja.
Uma pequena mancha vermelha já tingira a madeira e alguns fios de cabelos dourados estavam grudados ali. Haldir largou a cabeça e Thranduil caiu pesadamente por sobre o móvel, e foi ao chão.
Um pouco assustado consigo mesmo e com o prazer que causar dor à aquele que machucara Legolas, Haldir deu um passo para trás, como que acordando de um transe.
-Está tudo bem. Vocês sofreram demais. É natural que você tenha guardado tanto ódio dentro de você.
-Se eu tive ódio...eu ainda nem tinha percebido. - Haldir suspirou.
Então correu até Legolas.
Ele esperava ver o príncipe olhando para ele, com seus globos azuis e inocentes mas eles estavam fechados.
-Legolas?
Haldir agachou ao lado da forma magra e frágil, inerte ao chão. Seu coração batia loucamente em seu peito e ele em momento algum havia desconfiado que Legolas estivesse gravemente ferido.
Ele chacoalhou o príncipe pelo ombro mas não teve resposta, então ele agarrou pelos dois ombros. Então agarrou a gola da túnica, e erguendo-o; só então notando que na parte do peito havia sangue.
-Não! - Haldir gritou.
Ele deitou a forma delicada do príncipe de volta ao chão e com as duas mãos, rasgou a túnica de Legolas, revelando seu peito. Ele estava todo banhado em vermelho.
Em sangue.
*NegraChama
Mor – Negra
Lhach – Chama
Valar – 'Deuses' elfos, os primeiros elfos, no plural. No singular Vala.
Nota – Opa, opa! Se Deus quiser, digo se o Valar quiser a história está andando ^_^
Espero que se divirtam, ou se emocionem, ou xinguem muito o Thranduil. Enfim, que viajem no mundo das emoções.
E escrevam! É maravilhoso! Ver muita tv não faz bem, agora quem lê todo dia até pode evitar Alzheimer ou esquecimento com idade mais avançada viu?
Beijos! O Legolas ama vocês.
