A antecipação a mataria, os mataria. Ele respirou forte, uma de suas mãos desceu de volta a cintura dela, enquanto a outra segurou seu queixo erguendo a cabeça dela. Lisa fechou os olhos.

- Não faz isso... – ele pediu bem perto do ouvido dela. – Não peça por favor... Você não precisa fazer assim...

Ela abriu os olhos para ele e, mais uma vez, lambeu os lábios.

- Por favor Hugh... Por favor! – talvez até não precisasse de súplicas, mas enquanto ainda morria de vontade dele continuaria implorando. – Hugh, por...

Ele não deixou que ela terminasse a frase, sua boca desceu sobre a dela com toda a fome que vinha sufocando –o.

Não, eles não se beijavam. Um provava do outro com tanta paixão que suas bocas se devoravam. A língua dele dançou com a dela, e ele a sugou delicadamente.

- OH – ela não segurou o gemido que saiu quase rouco de sua garganta. Todas aquelas horas desejando-o, almejando por seu toque a deixaram tão sensível que o beijo a deixava cada vez mais molhada. A pressão da perna dele entre as dela também não facilitava nada.

- Não suporto estar perto de você e não toca-lo... – foi a única coisa que ela conseguiu falar no breve momento em que ele deixou sua boca.

Hugh ergueu as duas mãos dela acima da cabeça, usando uma das suas mãos para prendê-la. OS lábios dele traçaram caminhos imaginários pelo pescoço dela e a outra mão fechou - se sobre um de seus seios.

Ela geme deliciosamente enquanto ele faz um caminho de volta para sua boca e Hugh sorri, o poder de ser desejado tanto quanto a desejava era intoxicante. O momento em que seus desejos se encontram é delicioso, o momento em que ela disse "por favor" e saber que esse pedido era tudo que ele queria, tudo isso o deixava sem ar, mas nada era mais encantador do que a outra pessoa nesse jogo de necessidades e desejos.

Naqueles minutos não havia nada que pudesse substituir a delicia e a mágica daquele momento, tudo parecia certo demais. Cada sussurro, cada toque era perfeito porque era um presente para os dois, como água para sede que consumia seus corpos. Nada podia ser errado quando a necessidade de um pelo outro era tão certa.

Lisa tenta liberar a mão que a mantém cativa, mas ele aumenta a pressão.

- Não posso suportar se você me tocar! – ele declarou roucamente.

- Eu preciso te tocar!

Ele liberou as mãos dela, mas sabia que não suportaria, não manteria o controle se ela o tocasse. Por alguns segundos um fluxo de razão passou por sua cabeça e ele pensou nas consequências do que estavam fazendo. Isso foi o bastante para fazê-lo relutar, segurando as mão dela que desciam por seu peito.

- Precisamos parar... – Era mais uma tentativa de se convencer do que tentar para-la, mas ela parou.

- Hugh... – súplicas novamente não, ela não faria isso, mesmo que morresse de tanto desejo, mesmo que seu corpo nunca mais fosse capaz de aceitar outro homem outra vez. Mas ela jogaria tudo na cara dele se fosse possível, estava cansada de ser subjulgada, de ter seus desejos deixados para escanteio. – Eu não vou mais implorar...

- Você não precisa... – ele se afastou completamente dela. As mãos passando rapidamente pelos cabelos.

- Droga Hugh, eu não estou sozinha nessa. Não pense que eu não vejo como você me olha quando pensa que ninguém está me olhando, que eu não percebo como seus olhos vão direto para o meu decote em cada cena que temos juntos. Inferno! Eu posso ver como o seu corpo reage ao meu, você não tem tido muito sucesso em esconder isso.

- Eu não estou negando nada! Eu te quero! Mas... Eu sou casado…

- Pro inferno com esse casamento! Que homem consegue ficar sem ver a esposa por tanto tempo como você fica? Ainda existe algo verdadeiro entre vocês?

- Não sei... Mas enquanto houver um "nós" entre eu ela é errado haver entre também entre nós dois.

- Errado é sentirmos isso tudo e nos privarmos. Errado sou eu ir para cama com eu namorado e não conseguir fazer sexo, é me sentir frigida, mas com um olhar seu eu me derreto toda. Fico molhada para você, por sua causa.

Hugh recebeu aquelas palavras como um bálsamo para sua dor. Acontecia com ela o mesmo que com ele. Era incrível ouvir isso, mas saber que ela o desejava tanto quanto ele a queria não era a solução para os problemas.

- Você não entende Lisa...

- Não eu não entendo mesmo.

Ela arrumou os cabelos e a blusa com tanta raiva que poderia ferir a si mesma.

- Como você pode aceitar ou mesmo querer ser a outra em minha vida?

- Eu não quero ser a outra, quero ser a que você deseja. Mas devo ter me enganado quanto a isso também...

Ela tentou sair da sala, mas ele a segurou com força.

- Você acha que eu não te desejo? Você acredita realmente nisso? – OS olhos dela transpareciam a magoa que ainda estava estampada em sua face.

- Hugh, por favor, me deixe ir. – Droga, a voz dela estava carregada como se fosse começar a chorar a qualquer hora.

-Não... Olha para mim!

Com relutância ela ergueu os olhos para ele.

- Você é a única que eu quero, a única que eu desejo...

- Por favor, Hugh, você só me machuca assim...

- Eu não quero, não quero te machucar, mas também não quero que pense que eu não correspondo ao que você sente. – ele respirou fundo antes de prosseguir. – Lisa, eu não consigo mais transar com minha mulher, eu fui a um maldito clube de dança e não consegui me excitar, mas ouço seu sorriso e fico assim... – dizendo aquilo ele tomou a mão dela na dele e a depositou exatamente sobre sua ereção. – Um sorriso e você me tem assim. Você é a única!

- Eu quero você... – ela tinha prometido a si mesma que não suplicaria, mas era mais forte que ela. – Por favor... Uma única vez!

Uma parte dele vibrou de alegria e vontade. Ele a queria, queria jogar tudo pro alto e se perder nela, mas aquela maldita voz em sua cabeça tentava em dizer que não deviam, não podiam perder as rédeas.

Ela o queria tanto que doía, não só a dor excitante da expectativa sexual, mas uma dor que vinha de não tê-lo dentro dela, junto a ela. Era a primeira vez em sua vida que tinha medo das consequências e mudanças que vinham junto com o desejo, junto com a necessidade de ter alguém. Aquele nem era o jogo de sedução que ela costumava jogar, geralmente quando se interessava por alguém ela se cercava de certezas: as preferencias, gostos e manias do preterido, mas com Hugh era diferente, não sabia o que ele pensava, nem o que esperava dela.

Lisa se aproximou dele mais uma vez, as mãos espalmadas no peito forte, nas pontas dos pés, ela o beijou suavemente e de brincadeira mordeu seu lábio inferior, os seios roçarem o peito dele onde as mãos descansavam.

- Faz amor comigo! Me faz sua... Me deixa sentir como é ter você... Hugh?

Ela estava fora de si. Os beijos desceram pelo pescoço dele e quando os dentes encontraram o ponto pulsante em sua jugular, ele perdeu toda a razão que ainda lhe sobrava.

- Lisa... Eu quero você nua. – ele sabia que o corpo dela era glorioso. - Eu quero ver o quanto você é linda. – Lisa sorriu e mordeu o pescoço dele mais uma vez e Hugh não resistiu, desceu a boca sobre os ombros dela, mordiscando a pele enquanto abria sua blusa. – AS bocas deles se encontraram novamente e os beijos famintos se repetiram um após o outro enquanto ele enchia as mãos com seus seios. – eu não serei carinhoso... Quero te devorar… Um pedaço por vez…

- Por favor…

- Para de implorer, ou eu a terei contra essa parede…

- Por favor Hugh...

Ele se afastou dela apenas o suficiente para admirar a beleza de seus seios envoltos no sutiã de seda e renda. Os mamilos forçando o tecido até pareciam dolorosos. Ele abriu o fecho frontal do sutiã e liberou os seios mais lindos que já vira, os mamilos e aureolas rosadas perfeitos para serem devorados.

- Você tem ideia do quanto eu quero te provar? Do quanto eu quero correr minha língua por seus mamilos, saborear sua pele delicada, meus dentes anseiam pelo sabor de sua pele, pela delicadeza de seus seios.

AS palavras era proferidas enquanto ele acariciava os mamilos sensíveis e mantinha os olhos tão fixos nos dela. Era muito excitante...

- Me mostre... Me mostre o quanto você me deseja. – lá estava ela, suplicando mais uma vez.