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Despertar
Lihhelsing
"Ela era a verdade para libertar a sua alma aprisionada em si mesma". O Príncipe Amaldiçoado (Kollynew)
Eu
Eu sei que você estava aqui comigo, deitado nessa cama de um motel qualquer, e talvez, a essa altura, você nem soubesse qual era o meu nome ou como tinha ido para ali comigo. Mas isso não importava porque estávamos juntos e, mesmo sem saber quem eu era, você estava enrolando seus dedos nos meus fios ruivos e fumando seu cigarro predileto. Vez ou outra sua aliança de noivado enroscava em uma mecha e eu soltava um gemido de dor e de frustração. Você estava noivo e eu não podia fazer nada quanto a isso.
Ela
Astoria sempre foi a mulher perfeita para toda a perfeição de Draco. Ela segurava o cigarro mais caro em seus dedos finos de unhas perfeitamente pintadas de vermelhos. Seus lábios eram naturalmente acostumados àquele batom escuro que a deixavam com cara de mulher e seu rosto não tinha nem uma pequena imperfeição. Quando estava com ela Draco era impecavelmente nobre e posava do homem esnobe que era. Ela bebia Chandon em uma taça alta e ria de forma educada, ele pousou a mão no meio das coxas dele e acariciou com delicadeza. Aquele era o Draco que só existia com Astoria. Ele era apenas Malfoy, na verdade.
Você
Você sorriu para mim e jogou aquele cigarro barato fora. Me beijou com desejo, deslizando a mão para dentro da minha calcinha. Gemi seu nome daquela forma que eu sabia que te enlouqueceria e você não parecia ligar por estar deixando Malfoy de lado e sendo apenas Draco. A única coisa que me mantinha sua amante era saber que ali, naquele momento, você era só meu. Porque quando estava com ela, voltava a ser o Malfoy esnobe e cheio de classe que sempre foi. Só comigo você era Draco, um ser humano com sentimentos e que gostava de mim – de verdade. – Só eu te despertava de você.
