Capítulo 7 O chamado do Lord

Enquanto os dois jovens amantes dormiam placidamente, a bastantes quilômetros de ali um aristocrático loiro estava sentado em seu cadeirão preferido em frente à lareira com uma copa de Remy Martin Louis XIII Black Pearl, (um exclusivo conhaque francês de 27.000 € a garrafa) entre as mãos, movendo-a suavemente, enquanto pensava em todo o ocorrido nas últimas horas.

A ruiva tinha-lhe servido como fonte de entretenimento e como não de prazer, além de ser uma fonte de informação de todo o que estava ocorrendo em Hogwarts, mas suas exigências a tinham convertido em um estorvo que tinha que tirar de em médio o quanto antes.

Não se arrependia para nada da decisão de desfazer dela, já encontraria a outro que ocupasse seu posto. Desta vez não ia cair no erro de uma garota, são, para seu gosto, demasiado enamoradas e ao final lhe iam pedir algo mais, o que ele não estava disposto a dar.

Em sua cabeça já tinha madurado o que ia ser o substituto da garota, teria que ser um garoto e ademais que fosse amigo de seu filho, ou tudo o que Draco considerava como tal. Os candidatos não eram muitos e por suposto, ele, Lucius Malfoy, não se ia envolver com qualquer, teria que ser um rapaz atraente, não demasiado inteligente para poder manipular a seu desejo e por suposto sangue limpo.

A lista reduziu-se a dois candidatos Theodore Nott e Blaise Zabini. Se decantou por Zabini, atraia lhe ter entre suas cobertas de seda a um garoto de cor. Diziam que tinham o pênis muito grande e que sabiam dar e receber muito prazer. Com um sorriso, marca Malfoy, deu outro gole a sua taça, quando um ardor em seu antebraço direito quase lhe faz derramar o conteúdo da taça. Imediatamente depositou-a na mesinha e foi ao chamado de seu senhor.

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Nas masmorras de Hogwarts dois amantes estavam tranquilamente conversando sobre o ocorrido com a pequena dos Weasley, não lhes convencia a primeira versão que tinham dado os medimagos forenses em St. Mungo, que a garota tinha sido violada e morta por um comensal.

Severus por desgraça tinha presenciado muitas violações e mortes como a de Ginny e o rosto das vítimas estava completamente transformado pelo sofrimento e mais se eram tão jovens como ela. Algo raro tinha nessa morte, seu sexto sentido de antigo comensal e atual espião lhe indicava que tinha algo turvo em tudo isto.

Lupin por sua vez não podia achar que Ginny tivesse estado envolvida com um comensal, via nela ainda a uma menina inocente, apaixonada de Harry e nesse momento se lhe fez uma luz em sua mente.

- Isso é Severus, quiçá não ande tão desencaminhado, Ginny com segurança foi recusada por Harry, e por despeito se uniu a um comensal para poder se vingar de Harry, algo a fez mudar de opinião, ou o comensal se fartou dela e acabou com sua vida.

- Acha que alguma vez saberemos a verdade?

- Não o creio Remus, se esse comensal estava com uma traidora ao sangue poderia ter problemas com o improvável, não vai ir pregoando a morte a não ser que se invente alguma história que faça ver aos demais que o fez para obter informação dela ou simplesmente que a violou e a mato como um mero jogo.

- Não sei, isto é um pouco estranho, ainda que quiçá não ande muito desencaminhado, tentarei averiguar tudo o que possa.

Nesse momento Severus notou um pungente em seu antebraço, acercou-se a Remus, deu-lhe um beijo nos lábios, disse-lhe um quero-te, voltarei cedo e desapareceu.

Remus deixou escapar umas lágrimas de seus formosos olhos dourados. Não podia suportar que Severus se marchasse à guarida desse psicopata. Temia pela vida de seu amor, era muito o que se jogava, pressentia que em qualquer momento o chamariam para lhe matar porque tinham descoberto seu jogo.

Remus encaminhou-se a suas habitações, não podia fazer outra coisa mais que esperar, decidiu preparar sua próxima classe, isso lhe manteria ocupado o tempo que seu amante estivesse fosse.

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Em grande salão da antiga mansão Riddle os comensais reuniam-se em semicírculo ajoelhados em sinal de obediência ao redor de seu senhor. Nagini permanecia alerta ao lado de Voldemort, enroscada e com a cabeça levantada disposta a atacar ao menor sinal de ameaça para o Lord.

- Comensais reuni-vos porque já é hora de começar a tomar a iniciativa nesta guerra. Não posso consentir que um fedelho se ache que é um rival digno para mim.
Devemos desbaratar todos os planos que Dumbledore tem pensados na contramão de nós. Somos poderosos mais do que esse velho pensa e seu menino de ouro não é mais que uma pequena moléstia.

- Já é hora de atuar, devemos começar a minar sua confiança. Dentro de Hogwarts devemos buscar adeptos novos para nossa causa. Assim quando o ataque se concentre no colégio a patética Ordem da Fênix se encontrará entre duas frentes. Os adultos junto com os gigantes e os homens lobos atacaremos desde o exterior e os jovens liderados por Severus desde o interior.

- Sua missão, -disse com uma mirada que gelaria ao mesmo fogo. -Severus, será começar a recrutar entre as filas do sangue limpo seguidores para nossa causa. Não será difícil os buscar em Slytherin, muitos são filhos dos aqui presentes, por tanto também deverá o fazer desde as outras casas.

- Meu senhor sabe que não sou muito querido por meus alunos e não demonstram muitas simpatias para minha pessoa.

- Não se preocupe, eu tenho tudo pensado, Vlad, se acerca, ele te ajudará em seu cometido. Este professor é a última aquisição de Dumbledore, traz excelentes referências de Durmstrang e como casualmente vossa querida professora de astronomia se pôs doente ele cobrirá sua praça, em todo momento se verá respaldado por ele e não duvido que entre os dois recrutaremos a mais de um.

Severus não deixou transluzir o pânico que começava se apoderar dele. Dava-se conta que o senhor tenebroso começava a desconfiar de seu papel, senão a troco de quê lhe enviava a outro comensal, para lhe ajudar a recrutar novos adeptos? Ou para ter-lhe vigiado? A partir desse momento teria que ser extremamente escrupuloso com o que fazia, pois não só ele, senão também seu amor poderia se ver fortemente implicado, não estaria seguro entre as filas do licantropo Greyback se a Dumbledore lhe dava por lhe enviar outra vez ali.

- Está bem meu senhor, como ordene, será um prazer trabalhar ao lado de Vlad e conseguir adeptos a nossa causa, ainda que sejam umas pouco crianças.

- Bem não se fale mais do assunto. Pode marchar, salvo você Severus e você Lucius.

Quando ficaram sozinhos o Lord lhes fez um gesto para que o acompanhassem até seus aposentos privados. Nagini seguiu lhes fechando a comitiva. Severus não pôde reprimir um calafrio, demasiado bem sabia o que lhe ós esses encontros sentia-se sujo e com um sentimento de culpa por não ter feito nada para o impedir, mas estavam em jogo demasiadas coisas como para se descobrir.

Entraram na habitação do Lord, que estava presidida por uma grande cama, uma lareira e uma banquinho em frente a esta completavam o mobiliário da habitação. Os armários estavam ocultos depois de uns painéis na grande parede situada à direita da habitação, umas grandes janelas flanqueavam a grande cama e uma porta situada à esquerda da cama dava passo a um grande e luxuoso banho de mármore com uma banheira que mais bem parecia uma piscina.

- Bem, -disse Voldemort. -já sabem ao que tende vindo. -Lentamente Severus situou-se à esquerda da grande cama, despojou-se de sua roupa deixando-se somente a capa e a máscara de comensal. À direita da mesma Lucius com as mesmas prendas que Severus.

- Comecem a masturbar até que tenham uma ereção enorme e a deixem assomar por sua capa, o demais de vocês não me interessa.

O Lord deu umas palmadas e as portas do banho abriram-se deixando passar a um formoso jovem de ébano. Lucius sorriu embaixo de sua máscara. Após tudo não ia ser muito difícil converter a Zabini em seu informador e amante, uma vez que o Lord o tivesse iniciado essa noite.

- Impressionam-te essas duas vergas tão erguidas pequeno. Veem para a cama, não te assustes eles somente vão a presenciar como te fode-lo. Gosto de ter testemunhas do que faço a primeira vez com meus neófitos.

- Vamos não se demores, sobe à cama e se põe a quatro patas que te vou possuir.

O rapaz não podia dizer nada, o Lord lhe tinha lançado um feitiço de silêncio e de submissão no momento que tinha entrado em seus aposentos e enquanto estava com seus comensais o jovem tinha sido atendido pelos elfos domésticos de Voldemort. Tinham-lhe banhado e untado com azeites aromáticos, tinham-lhe posto um edema para que estivesse também limpo por dentro para seu senhor.

Depois tinham-lhe colocado uma túnica transparente de cor negro e uma máscara que também era transparente. Ao Lord gostava de ver o rosto de medo que provocava em seus neófitos.

Blaise não podia se negar aos caprichos do senhor tenebroso, sua mãe lhe tinha entregado em bandeja. Ela tinha todo o dinheiro que queria de seus casais, mas lhe faltava um posto mais elevado entre o sangue limpo e que melhor para o conseguir que entregando a Voldemort a seu filho.

Ela desde depois não tinha demasiados instintos maternais e via a seu filho como um meio para conseguir seus propósitos. O que não sabia é que seu filho por nada do mundo se ia converter em um comensal, odiava todas essas ideias do sangue limpo e de um mundo sem muggles. Ele só queria, ao igual que seu amigo Draco, levar uma vida normal apaixonar de alguma garota ou garoto, acabar seus estudos e formar uma família.

O destino jogou-lhe uma má passada, sua mãe chamou-lhe fingindo que estava doente e quando chegou a sua casa lhe enfeitiçou e caiu em um sono do que acordou já na mansão do Lord e a partir desse momento começou seu pesadelo.

- Vamos rapaz obedece se não quer que te lance um crucio.

Blaise não pôde fazer nada para o impedir, se subiu à cama e o Lord sem piedade o penetro fazendo que o jovem corpo se estremecesse de dor. Sem importar-lhe o mais mínimo, Voldemort começou a entrar e sair do corpo do menor a cada vez mais rápido até que se derramou nas entranhas deste. Saiu tão bruscamente como tinha entrado provocando outro estremecimento de Blaise.

- Vamos levanta-te não quero nenhum jovenzinho histérico chorando em minhas habitações, vai ao banheiro, te lava e veem outra vez aqui. Quero ver como te penetram um destes dois, decidirei qual quando venha.

Severus rezava mentalmente para não ter que ser ele, não suportaria fazer sofrer a esse rapaz que o conhecia desde os onze anos. Era seu aluno e um jovem bom, amigo de Draco. Sua única culpa tinha sido ser filho de sua mãe.

Malfoy se relambia só de pensar que a cada vez seus planos estavam mais cerca de se cumprir, o trataria com doçura e lhe lançaria um feitiço para que não sofresse, enquanto lhe contava ao ouvido para que confiasse nele.

Blaise levantou-se como pôde da cama, as pernas mal lhe sujeitavam, lhe começou a escorrer um líquido quente entre suas pernas, era o sêmen do Lord misturado com seu próprio sangue. Uma dor forte subiu-lhe até as costas e as pernas dobraram lhe. Lucius correu a sujeitá-lo e lhe içou entre seus braços.

- Vejo Lucius que te estás abrandando com os anos, em outro momento o teria deixado cair de bruços no chão. Bom se este é seu desejo leva até o banheiro e faz com ele o que queira. Esta noite não tenho vontade de mais diversão. Retira-te e você Severus veem até mim.

- Sim meu senhor. -disse este agachando a cabeça em sinal de submissão.

Sua ereção tinha-se perdido por completo ao presenciar a terrível violação de seu aluno. Fato que não tinha passado desapercebido ao Lord, sabia que ia receber um castigo por parte deste.

- Acerca-te, põe-te de joelhos e limpa com sua língua. -disse isto ao mesmo tempo que se abria grosseiramente de pernas. Severus não pôde reprimir uma náusea que quase o delata, mas graças a que tinha a cabeça agachada e que lhe tampava o cabelo a cara pôs passar desapercebido.

Armando-se de valor acercou sua boca ao membro flácido do Lord e começou a lamber até que ficou limpo todo o pênis. Em sua boca misturou-se sua saliva com o sêmen de tenebroso e o sangue de seu aluno. Não pôde reprimir uma arcada e o Lord lançou uma gargalhada, que mais bem, parecia um apito.

- Definitivamente nos anos fizeram-te a cada vez mais delicado. Não gosto nada que sintas arcadas quando me tomas com de sua boca. Acho que isso merece um castigo, CRUCIO. -uma descarga que parecia que lhe ia romper todos seus ossos lhe sacudiu fazendo que caísse para atrás e se golpeasse a cabeça contra o solo.

O Lord seguiu rindo-se e quanto mais via sofrer a Severus mais crescia sua ereção. Quando considerou que o outro tinha tido suficiente parou.

- Não te portaste bem, Severus e te vou castigar, sabe que gosto de ter espectadores quando possuo a um jovenzinho e quero que estes desfrutem tanto como eu ao me ver a mim gozar. Suas ereções não podem se perder como você tem perdido a sua e por suposto, sabe que gosto que acabem se possuindo entre deles.

- Desta vez entre a debilidade do rapaz, o arranque de cavalerosidade de Malfoy e seus refilos têm acabado com minha diversão, por esse motivo tem que ser castigado e mais quando quase vomita ao se limpar. Essa tem sido uma ofensa que não posso permitir.

-Tira-te a túnica e põe-te de pé ao lado da cama. -O lord lançou um feitiço e umas sensatas ataram as mãos de Severus a um suporte do baldaquino da cama. Fez aparecer um chicote e açoitou as costas do moreno até arrancar-lhe atiras de pele. Este aguentou sem lançar um só grito, o que tivesse provocado que o Lord se ensamarra mais com ele.

Quando Voldemort se cansou de açoitar as costas e as nádegas de Severus o desatou, e este caiu sobre a cama de bruços com as pernas fora da mesma. Ante tão gloriosa visão o Lord lançou-se como um animal sobre o corpo ferido de Severus e o possuiu selvagemente. Quando se veio dentro dele lhe feito a capa por em cima e lhe ordenou que se fosse dali.

- Vai-te e espero que tenha aprendido a lição, a próxima vez não serei tão magnânimo.

Severus a duras penas levantou-se da cama, limpou-se como pôde o sêmen que lhe corria por suas pernas se vestiu só com as calças, se jogou a capa sobre os ombros e saiu da habitação torpemente, enquanto em sua cabeça retumbava o riso do Lord.

Apareceu um pouco depois em seus aposentos em Hogwarts rezando para que Remus não estivesse ali, não podia suportar que lhe visse nesse penoso estado. Parecia que pelo menos isso lhe ia sair bem, mas seu desejo não se cumpriu, Remus estava lhe esperando não tinha podido suportar o estar em seus aposentos corrigindo enquanto seu amor podia estar em perigo, por esse motivo se foi até as masmorras, sabia que esse seria o primeiro lugar que Severus visitaria quando chegasse ao colégio, quando lhe viu aparecer com o rosto banhado em dor se acercou a ele e ao o abraçar um grito de dor saiu da garganta de Severus e se colapsou no solo.

Remus alarmado tirou-lhe a camada e viu suas costas como um enredar de carne machucadas com sangue seco nos cílios que lhe tinha proporcionado o Lord. Alarmado ante o estado de Severus chamou a Dumbledore pela lareira e a Madame Pomfrey. Ambos foram rapidamente, transportou a Severus com todo cuidado até a cama o depositou ali com muito cuidado e lhe tirou a roupa para que a enfermeira pudesse o cuidar.

Madame Pomfrey fez gala de toda sua destreza e lhe aplicou vários feitiços curativos e de limpeza lhe cobriu as costas e as nádegas com umas gases e lhe deu de beber uma poção calmante para que pudesse descansar.

Na outra habitação Remus e Dumbledore discutiam baixinho para que Severus não pudesse lhes ouvir.

- Não posso permitir que Severus siga vendo a esse louco engendro, não sabemos o que lhe ocorreu hoje, podia o ter matado e não suportaria que morresse. -disse isto Remus entre lágrimas de dor pelo sofrimento ao que tinha sido submetido seu companheiro.

- Acalma-te rapaz, Severus agora está bem, é forte sairá desta. Está tranquilo esta tem sido a última vez que tem ido com esse desquiciado.

Madame Pomfrey saiu da habitação de Severus e dirigindo-se a ambos lhes disse que este ia dormir durante umas horas pelos efeitos da poção e que quando acordasse suas feridas estariam praticamente curadas.

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Enquanto Malfoy tinha levado a Blaise até as habitações de sua mansão onde se encontrava com Ginny anteriormente. Com uma delicadeza impropria dele depositou ao garoto na cama de bruços. Mandou chamar a um elfo para que lhe trouxesse poções e unguentos com os que curar ao jovem ferido.

Sua mente trabalhava a grande velocidade, tinha-se convertido em seu salvador e, este fato, o rapaz não poderia o ignorar, lhe devia muito e lhe faria pagar com cresces.

Continuasse…

Nota tradutor:

Mas esse Lucius não é nada delicado com um varão, muito menos num salvador do garoto… enfim espero que tenham gostado do capitulo, vejo vocês nos próximos capítulos.

Ate breve

Fui…