Titulo: Uma Só Vez na Vida
Nota: Esta é uma fic Yaoi (Relacionamento entre dois homens) e terá Lemon (cenas de sexo) não sei quanto, mas terá. Se você não gosta não leia, ok? Eu não possuo Saint Seiya é minha paixão escrever!
Boa leitura!
Capítulo 6
Do outro lado da cidade, três pessoas estavam dentro do táxi: Milo, Shaka e Hyoga.
Todos estavam silêncio. Cada qual com seu pensamento.
- Ora pessoal! - Disse Milo- . Animem-se!!! Não estamos indo a nenhum velório.
- Também acho mas, devemos respeitar o momento de cada um.
- Não precisa dar lição de moral Shaka.
- Não temos que agir o tempo todo como tagarelas.
- Desculpem, mas vocês poderiam falar mais baixo? - Pediu Hyoga - . Estou com dor de cabeça.
Foi então que repararam que Hyoga estava com o olhar perdido, entrestecido. E eles discutindo como crianças.
- Desculpe Hyoga. Ás vezes tento melhorar as coisas e acabo piorando.
- Não se preocupe Milo. Não estou me sentindo muito bem. Daqui a pouco melhoro.
- Certo. Já estamos quase chegando. Não iremos incomoda-lo mais. Não é verdade Milo?
- Sim!!
Hyoga sabia que dentro de poucos minutos eles estariam discutindo. Eles eram completamente diferentes.
Shaka ficava tentando colocar Milo na linha. Somente ele que não percebia que estava perdendo tempo.
Algumas vezes chegava ser engraçado outras era estranho o comportamento dos dois.
No momento estava sentindo a falta de de Shun. Se sentiria muito melhor se ele estivesse ao seu lado.
- Chegamos. - Disse Shaka.
- Você interrompeu meus pensamentos... - Resmungou Hyoga.
- Depois quero saber que pensamentos são esses.
- Muito bem. Hyoga, Shaka - interroupeu Milo - vocês vão na frente. Vou acertar com taxista.
- Por que você não vem a gente Milo?
- Porque existe uma barreira em forma de gente lá Hyoga. É melhor voces irem na frente. Estarei logo atrás.
- Tudo bem. Vamos Hyoga.
Hyoga desceu do táxi. Caminhava ao lado de Shaka. Achou a atitude de Milo muito estranha.
- O que aconteceu para Milo agir assim? - Perguntou.
- Ele se desentendeu com o segurança.
- Por quê?
- Está vendo como está cheio de gente lá na frente? - Apontou Shaka.
- Sim. O que toda essa gente faz aqui?
- São os fãs de seu pai. Pessoas que o admiram. Estão torcendo pela sua melhora como todos nós.
- Foi por isso que Milo que brigou? Não entendo..
- Não. Acontece que nesse momento, além de rezarmos e torcemos para que Kamus melhore, devemos deixa-lo descansar. Quando se tornou publico que ele está internado nesse hospital, as pessoas vieram para vê-ló, saber como está seu estado. Já imaginou todas essa gente lá dentro? Seria uma grande confusão.
- Realmente.
- Então. - Continuou Shaka. - Foi dada uma ordem para que os seguranças não deixassem ninguém entrar. Somente os parentes.
- Papai não tem parentes.
- Eu sei querido. No momento que fiquei sabendo peguei o 1º avião para Londres. Quando cheguei eles não queriam me deixar entrar.
- Está sendo muito difícil para você .
- Para todos nós. Estava cansado da viagem e muito preocupado. Acredito que ao ver meu estado e por saber conversar o segurança me deixou entrar.
- E Milo?
- Estava na recepção quando ouvi Milo discutindo. Tive que interferir para acalmar os ânimos.
- Porque não me contou antes?
- Achei que não tinha necessidade.
- Quero saber de tudo que aconteceu e acontece.
- Irei te contado aos poucos, certo?
- OK.
- Agora escute. Aqui tem os fãs de seu pai e repórteres. Não queremos ninguém fazendo perguntas inconvenientes nesse momento. Eles não sabem quem sou mas conhecem você. Fique aqui. Vou procurar Aldebaran.
- Está bem.
- Não vou demorar.
Hyoga ficou observando Shaka até desaparecer. Com certeza haviam mais de 200 pessoas ali.
Ficou feliz por saber que seu pai era tão querido.
Nos últimos tempos tinha reparado o quanto ele estava entrestecido.
Não sabia que tinha acontecido. Na realidade, desde de que sua mãe falecerá, ele havia se tornado uma pessoa triste.
Sempre que podiam conversavam sobre o assunto. Era muito ruim pensar que nunca mais veria sua mãe.
Ela estava olhando por ele. Por isso iria ficar bem. Já havia se conformado com o que tinha acontecido. Kamus ainda carregava esse peso no coração.
Sabia que ele não era seu pai biológico. Isso pouco importava nunca tinha conhecido seu verdadeiro pai.
Desde de que se conhecia por gente Kamus era sua figura parterna.
O amava muito e sabia que seu amor era correspondido. Era isso que importava.
Shaka estava vindo em sua direção.
- Pronto. Já conversei com Aldebram. Podemos ir.
- Não vamos esperar por Milo?
- Não precisam. Estou aqui. - Falou Milo.
- De onde você surgiu?
- Estava logo atrás de vocês Shaka. Iria aparecer se fosse necessário.
- Como assim?
- Se aquele muralha causasse problemas estaria aqui para resolver.
- Quem costuma causar problemas aqui é você. Vamos logo.
Mu estava achando estranho todas aquelas pessoas próximo ao hospital. Praticamente teve que empurra-lás para conseguir andar.
- Essa pessoas não tinham o que fazer? - Pensou.
É um absurdo ficarem amontandas na ruas e calçadas.
Se bem conhecia Shion, ele não devia estar gostando nenhum pouco.
Apressou para chegar na portaria. Que surpresa ao reconhecer o segurança.
- Aldebaran?
- Mu! Há quanto tempo!
- Realmente faz muito tempo. - Respondeu dando um abraço no amigo.
- Você sumiu. Imagino que ainda esteja estudando. - Aldebaram afastou- se.
- Como sempre. Não podemos parar nunca.
- Eu terminei meu curso e hoje estou aqui. Não é bem o que esperava mas estou satisfeito.
- Isso que importa. Não me leve a mau Aldebaran estou com pressa. Preciso falar com meu pai.
- Que isso. Não tem problema. Só não quero vá embora sem falar comigo.
- Pode deixar até mais.
- Até Mú.
Era ótimo ve - ló. Estudaram juntos no ginásio. Mú era um amigo muito querido.
Ficaria atento. Ele não sairia sem seu telefone. Estava sentindo seu coração disparar. Isso não era um bom sinal....
Até que fim havia entrado. Parecia que tinha enfrentado uma batalha. Aos menos tinha visto um rosto amigo.
Aldebaram sempre demonstrou interesse por lutas e artes marciais, deve ter se aprimorado em alguma técnica. Tentaria manter o contado se Shaka não importasse.
Agora estava caminhando para recepção.
Que loucura!!! Médicos, enfermeiros, pacientes....
Graças aos Deuses não trabalhava ali.
- Bom dia. - Disse Mú para recepcionista.
- Bom dia.
- Gostaria de falar com Shion.
- A quem anuncio?
- Diga-lhe que é Mu.
- Aguarde por favor.
- Obrigado.
Mú sentou-se nas cadeiras. Estava nervoso. Não sabia qual seria a reação de seu pai. E se ele o ignorasse por ser homoxessual? Não acreditava nessa possibilidade. Em todo caso era uma opção. Ficaria zangado? Triste? Envergonhado? Não conseguia pensar em nada de bom.
- Você está muito agitado Mú. O que aprontou? - Riu Shion.
- Ora papai, já não tenho mais idade para aprontar.
Mú levantou e o abraçou. Um abraço forte e apertado.
- Está cada vez mais belo Mu.
- Aposto porque sou parecido com você.
- É evidente.
Mú olhou atentamente para Shion. Ele estava com brilho no olhar. Bem arrumando. Ele usava perfume? Shion não gostava de perfume.
- Para de me anilisar Mu. Assim vai me deixar constrangido.
- Oh, desculpe. É que você me parece diferente.
- Você também. Aposto que tem muitas coisas para contar. Vamos para minha sala lá poderemos ficar a vontade.
- Vamos.
Mu o agarrou pelo braço para acompanha-ló. Era gesto que tinha quando era um garotinho.
Muitos olhavam a cena e achavam estranho. Era difícil ver duas figuras tão exóticas andando abraçadas.
Não importava os olhares era muito bom se sentir protegido. O apertou mais ainda.
- Vai acabar me jogando no chão. - Brincou Shion.
- Não reclame papai. Eu sei que adora.
- Realmente meu filho.
Shion sentia muita a falta de Mú. Ele estava sempre viajando, estudando.
Abriu a porta para que pudessem entrar.
- Vamos entrando.
Era a primeira vez Mú entrava na sala de Shion.
Era estranho se dar conta que nos últimos anos pouco tinham se visto. Falavam a maior parte do tempo pelo telefone.
- Sente-se. Quer beber alguma coisa?
- Não papai. Obrigado.
- Você nunca veio na minha sala.
- Era isso que estava pensando. Ficamos muito tempo sem nos ver. Logo terminarei meu curso. Pretendo descansar um pouco.
- Você sempre diz isso.
- Mas agora é verdade. Estou focado em outras coisas. Já tenho uma boa bagagem para começar.
- Já sabe o que pretende fazer?
- Ainda não me decidi.
- Quanto tempo pretende ficar em Londres?
- Não muito tempo. Irei para Paris em breve. Vim porque desejava vê-ló.
- Aconteceu alguma coisa? Você me parece um pouco ancioso.
- Estou ótimo papai. O senhor também me parece bem.
- Estou muito bem Mú. Devo lhe dizer que o amor faz coisas.
- Então realmente as coisas estão mudando! É por isso que está tão diferente! O amor está no ar.
- Realmente Mú. Mas não vamos falar disso. Quero saber de você. O que tem a me dizer?
- Bem é um assunto difícil de lidar. Espero que entenda.
- Pode falar.
- É que...
- Com licença. - Dohko acabava de entrar na sala- . Desculpe não sabia que estava ocupado.
- Não se preocupe Dohko. Chegou em boa hora. Este é meu filho, Mú.
- Muito prazer Mú. Sinto não poder lhe dar atenção. Acredito que saiba muito bem como é corrida nossa profissão.
- Naturalmente Dr. Não se incomode.
- Estou precisando conversar com você Shion.
- O que houve Dohko?
- Os familiares de Kamus chegaram e desejam falar com você.
- Familiares de Kamus? - Indagou Mú. - Como assim?
- Ora Mú. Não notou as pessoas lá fora?
- Sim. Mas o que tem haver com Kamus?
- Ora. Ele está internado aqui. Não sabia?
- Não.
- Com certeza eles estão querendo saber se estamos em condições de atende-lo. Por isso vim chama-ló. Você disse que queria acompanhar o caso de perto.
- Isso mesmo. Não sei se seria prudente liberarmos visitas.
- Também estou na dúvida.
- Quantos são Dohko?
- Três: Milo, Hyoga e Shaka.
- Você disse Shaka?
- Sim Mú. Shaka veio de longe para ve-ló.
- Bem vamos indo Dohko. Volto em um minuto Mú.
- Vamos. Prazer em conhece-ló Mú.
- Igualmente...
Shion e Dohko tinham alguns detalhes para conversar. Iriam converando no caminho. Não seria prudente debater todos os assuntos na frente dos outros. Mesmo sendo filho do diretor.
Mú permaneceu imovél por vários minutos. Seus pensamentos estavam agindo de forma muito rápida. Estava se sentindo um pouco perdido. Shaka com Kamus? Em Londres! O que isso significava?
Seus olhos estavam fuzilando de ódio.
Por mais que quizesse nunca conseguia afasta-ló da sua vida. Tantos hospitais ele tinha logo que estar nesse? E Shaka? Como pode viajar atrás de Kamus sem ao menos avisa-ló?
Enquanto estava preocupado ele ficava ao lado do amigo que deveria ter quebrado uma unha.
Mú pensava no bem estar de ambos e Shaka ficava ao lado de Kamus! Kamus, sempre esse maldito.
Isso fora a gota d´água!!!
Dessa vez Shaka iria ouvir.
Continua...
Bati outro recorde! Esse foi do lado positivo..rsrs
Bom, na realidade era para ser um capítulo. Achei melhor dividi-ló em dois! Se não ficaria enorme.
Talvez as reações de Mú estejam exageradas mas, quem ama exagera!!!! Isso é fato!( Também tenho os meus delises..rsrs)
Gente procurem no google por conexão japão brasil e entrem no blog. Eu achei ótimo.
Espero que tenham gostado do capitulo. Simpleszinho....rsrs.
Muito obrigada Lhu Chan e Athenas de Aries. As reviews de vc´s me fazem um bem enorme!
Lhu obrigadissima por adorar minha fic. Um beijão para te!
Athenas de Aries, adoro suas observações e elogios sou fã de suas fic. Bjs!!!
Um abraço a todos,
Nataly-san.( Outubro-2009)
