N/A: FullMetal Alchemist não me pertence e essa fic não tem fins lucrativos.

Essa estória se passa após o final do anime mas ignorando o filme.

Fic ADAPTADA do livro:"Aulas de amor - Stella Bagwell"

OBS:

"itálico" - pensamentos da Riza

"negrito" - pensamentos do Roy

S2xS2xS2x S2xS2xS2x S2xS2xS2x S2xS2xS2x - mudança de tempo, espaço ou personagem.


Cap VII (Entrega do diploma)Final

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- Bom dia. – a loira cumprimentou Havoc, Breda, Fuery e Armstrong enquanto passava pelo corredor.

- Você reparou as olheiras dela? Nunca a vi assim. – comentou Fuery quando ela se afastou.

- Soube que o coronel sumiu desde sábado a noite. Ele nem dormiu em casa. – Havoc acendeu um cigarro fitando os colegas.

- Como soube disso? – foi a vez de Breda se manifestar.

- Tenho minhas fontes! – sorriu com malicia.

Antes que eles pudessem continuar a "fofoca" Mustang passou por eles tão sério que nenhum homem se atreveu sequer a olhá-lo.

Meia hora depois Riza ergueu os olhos e viu o moreno entrar na sala.

Não teve coragem de se manifestar, baixou os olhos novamente e fingiu ler o relatório. Ele realmente não voltou para casa desde aquele "trágico" jantar e agora agia como se ela nem mesmo existisse.

"Droga! Eu fiz tudo por você! Por que eu te amo!" – queria gritar tudo isso, no entanto resolveu jogar do mesmo modo.

- Aqui está o relatório do batalhões que avançaram no Sul, três baixas e sete feridos. – deixou o papel em cima da mesa dele e se sentou novamente.

Roy por sua vez nem tocou na pasta, ficou ali sentado fitando-a como se visse o próprio diabo. Num impulso se ergueu e saiu da sala.

Não conseguia suportar ficar na mesma sala que ela, não depois do modo como Riza agira, mas tinha que admitir que estava confuso também.

Caminhou até se sentar no banco próximo ao campo de tiro. Aquele era o lugar onde a tinha beijado pela primeira vez, ainda conseguia sentir o calor daqueles lábios e a sensação de tocar o céu.

- Onde esteve? – a voz grossa soou atrás do moreno.

- Num hotel. – respondeu sem se virar quando o dono da voz se sentou ao seu lado.

- Está com algum problema não é? – o loiro indagou colocando as mãos sobre os joelhos.

Estranhamente Armstrong se tornara um amigo extremamente valioso nos últimos tempos, principalmente depois da morte de Hughes. Mustang não mais se incomodava com aquela diferente personalidade, no final das contas até gostava de poder contar com alguém de novo.

- Não sabia que lia mentes. – brincou mas nem ele sorriu.

- Todo mundo viu como vocês estão. – não alterou o tom de voz.

- Vocês? – questionou já sabendo a resposta.

- A tenente e você, eu vi as olheiras dela. – o loiro demonstrou sua preocupação.

Roy também reparara naqueles círculos escuros emoldurando os olhos castanhos, e aquilo lhe pareceu quase irreal, Riza nunca se deixava abalar por nada, agora parecia mais um zumbi de tão pálida.

- Não é um problema meu. – falou ríspido.

- Olhe pra mim. – o loiro pediu e assim que Mustang o fitou ele sorriu travesso. – Pelo que vejo ainda enxerga de um olho, mas como pode ser tão cego?

"Se não fosse meu superior eu bateria muito nesse cara!"

- Você não vê algo que está na frente de seu nariz! – o grandalhão prosseguiu ignorando o olhar de advertência do coronel.

- Ela me traiu! Mentiu pra mim. – cuspiu essas palavras demonstrando toda a raiva que pressionava seu coração.

- Seria tudo isso por causa do tal Walter? – Armstrong sorriu quando Mustang o fitou quase incrédulo – Na verdade apenas deduzi que era ele, a tenente foi na minha sala quando pedi alguns relatórios e eu mencionei o contrato do Exército com essa industria de armas, e como ex-general que é dono dela. Um dia nesse mesmo banco a vi mentindo sobre amar um tal general que logo associei ao famoso.

Roy demorou alguns segundos para assimilar todas aquelas informações.

- Como sabia que ela estava mentindo? – perguntou amargamente.

- Não seja idiota homem! – Armstrong riu quando Roy se ergueu ultrajado. – Só você não via que ela te ama!

- Está mentindo! – mas não adiantava ele gritar aos sete cantos, pois seu coração já se agarrara a fina corda de esperança.

- Você sabe que não.

- Sua arrogância me irrita. – resmungou se sentando novamente.

- Pense um pouco, todos aqueles elogios, suspiros e rubores foram pra você. – Armstrong se perguntava o que era o tal amor que levava a mente mais perspicaz que ele já conhecera a um poço de ignorância em que Mustang se encontrava.

"É mentira!"

- Ela mudou tudo por você, agora percebo que talvez não mereça esse amor que ela te dedica desde criança. – muito sério o agora general o fitou.

- Ela é quem errou! – inutilmente tentou argumentar, mas pela primeira vez a razão partilhava a mesma opinião com o sentimento.

- Tem certeza? Qual foi o erro dela? Mudar o seu modo de vestir, andar, comer e agir só para buscar sua aprovação? Não me olhe desse jeito, todos perceberam que ela se tornou mais feminina, quase como as garotas que você saía.

Aquele foi o golpe final. Roy percebeu que ambos erraram absurdamente naquilo tudo.

- Ela nunca mentiria sem um bom motivo e o motivo dela foi te amar. – Armstrong se levantou e deixou o moreno com seus tumultuados pensamentos.

Quando Roy voltou para a sala no final da tarde encontrou uma cena que o deixou desconcertado, Riza estava parada em frente as grandes janelas com um copo vazio nas mãos e uma garrafa de wisky na mesa dela.

- Onde conseguiu bebida alcoólica no quartel? – Mustang perguntou aproximando-se alguns passos.

Hawkeye não demonstrou que se assustara, na realidade nem chegara a beber o liquido, encheu o copo e o jogou a substância pela janela.

Diante do silêncio ele a segurou pelo braço e fez com o encarasse, só para ver que ela passara as ultimas horas chorando.

- Você... você estava chorando?! – engasgou-se enquanto o polegar instintivamente enxugava as lágrimas que brotavam das gemas castanhas.

Riza soluçou e soltou o braço que estava preso, sentou-se na cadeira tentando se controlar, não queria que ele percebesse que era assim que passara aqueles últimos dois dias e toda a madrugada desde o jantar.

- Estou bem, só caiu um cisco no meu olho. – mentiu descaradamente se envergonhando da idiotice.

- Se você diz. – conseguiu parecer uma frialdade que não sentia.

Antes que ele se virasse para voltar a sua ela se ergueu e agarrou seu o braço direito.

- Eu sinto muito. – disse num fio de voz escondendo o rosto nas costas dele.

Alguns minutos se passaram e ambos se mantiveram nessa posição, escutando a dificultosa respiração de cada um.

- Eu também sinto, mas não posso ignorar. – dito isso ele se virou e sorriu pra ela. Saiu da sala depois disso.

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No dia seguinte ele não viu Riza durante toda a manhã, chegou a ir até a sala de Armstrong perguntar o que havia acontecido, o loiro no entanto também não sabia de nada.

Quando voltava para sua sala viu alguns soldados correrem em direção ao pátio central, parou um cabo e perguntou do que se tratava.

- A tenente Hawkeye está em cima de uma cadeira e diz estar esperando uma pessoa.- o jovem saiu correndo depois.

A imagem parecia tão absurda que ele não pode resistir a curiosidade e se pegou correndo até lá também.

Logo Riza que tentara sempre transparecer uma seriedade quase inabalável, que jamais gostara de ser o centro das atenções estava de pé com dezenas de soldados em volta.

Quando Mustang se aproximou quase se digladiando com alguns homens para poder ver melhor, percebeu que os orbes castanhos estavam fixos nele.

- Estou aqui para pedir desculpas publicamente a um homem que magoei. – Riza corou quando percebeu a cara de surpresa da grande maioria ali presente, já desconfiava que muitos duvidavam de sua capacidade de "fisgar" um homem.

- Quem é ele? – um soldado gritou no meio da multidão que se juntara.

- O homem que jurei proteger com minha vida, o homem que amei desde o momento que o vi. – as lágrimas novamente vinham aos seus olhos e quase sorriu ao constatar que estava ficando "mole" demais.

No momento que Roy fez menção de se aproximar ela fez um gesto para que ele não continuasse.

- Por favor me deixe continuar. – pediu quase num murmúrio, então ergueu a voz novamente. – Eu menti. – sorriu quando notou a surpresa de todos. – enganei esse homem, mas não faria nada disso não estivesse tão desesperada por seu amor. – foi a vez de todas as mulheres presentes sorrirem e suspirarem.

Naquele instante alguém trazia outra cadeira e Roy percebeu que eram seu homens, colocaram a cadeira do lado da dela.

Mustang subiu e sorriu de modo galante pra "platéia"

Riza não disse nada, apenas ficou ali parada enquanto ele sorria agora para ela. Somente para ela.

- Esse homem também esteve desesperado por seu amor. – o moreno declarou segurando as mãos dela com força. – esse homem agiu feito um idiota por muito tempo e nos últimos meses não foi diferente.

A tenente o fitou desconfiada. Ele então se aproximou do ouvido dela e sussurrou:

- Eu também a enganei, todas aquelas aulas, exercícios e deveres de casa foram parte de um plano para conquistar você.

Ele aguardou ansioso a resposta dela, já esperando o pior.

- Não precisava de tudo isso, me conquistou quando pus meus olhos em você – foi a vez dela sussurrar sorrindo.

Sem se conter ele a segurou pela cintura e a beijou arrancando assobios e aplausos dos inúmeros soldados.

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Na pequena casa branca, um casal se abraçava sentando no sofá.

- Então eu passei nas provas? – Riza perguntou beijando-o levemente.

- Quase. – sorriu malicioso.

- O que me falta então? – perguntou incrédula.

- Temos que praticar esse negócio de beijar, tem alguns truques que quero que aprenda. – ele sussurrou no seu ouvido.

- Então ensine-me – ela murmurou sorrindo.

FIM


Quero agradecer a todas(os) que leram a fic.

Em especial as pessoas que me acompanham desde o princípio.

E desculpem a "viajada" que dei nesse final, apenas quis escrever uma Riza mais ousada...

Mais uma vez obrigada...

Até breve