Nota: Bem, queridos leitores, eu recebi um e-mail perguntando se eu era a autora da fic, No primeiro capitulo eu coloquei que e uma adaptação, claro eu mudo algumas coisa, mas me mantenho fiel ao livro.
Capítulo 6
— Vêem aqui, Sesshoumaru deixou cair uma enxurrada de maldições que tivessem envergonhado até a um marinheiro.
Rin abriu uns olhos como pratos. Não estava muito segura do que lhe surpreendia mais: se o ataque do Sesshoumaru ao desconhecido ou a linguagem que estava usando.
Como ele não deixava de lhe dar murros, o tipo começou a defender-se; mas suas habilidades na luta não se aproximavam, nem de longe, às do Sesshoumaru.
Esquecendo por completo a Sango, Rin pôs-se a correr para eles com o coração pulsando desbocado enquanto tentava pensar o que fazer. Não havia maneira de interpor-se entre os dois homens, tendo em conta que tentavam matar o um ao outro.
— Sesshoumaru, detenha antes de que lhe faça mal! —gritou a garota que lhes acompanhava.
Rin se deteve o escutá-la, incapaz de mover-se.
Como é que conhecia o Sesshoumaru?
A mulher dava voltas ao redor de ambos, em um intento de ajudar ao homem e estorvar ao Sesshoumaru.
— Céu, tome cuidado, vai a… Ai, isso deveu doer! —a mulher se encolheu em um gesto de dor, quando Sesshoumaru golpeou ao tipo no nariz—. Sesshoumaru, deixa de lhe maltratar desse modo! vais fazer que lhe enche o nariz. Uf, coração, te agache!
O homem não se agachou e Sesshoumaru lhe atirou um tremendo murro no queixo, que o fez cambalear-se para trás.
O olhar de Rin passava do Sesshoumaru à mulher com total incredulidade, aniquilada.
Como era possível que se conhecessem?
— Inuyasha (Eros), coração! Não! —gritou a garota de novo, agitando as mãos freneticamente diante da cara.
Sango se aproximou de Rin.
— Este é o Eros que Sesshoumaru invocou? —perguntou-lhe Rin.
Sango encolheu os ombros.
— Pode ser; mas jamais me teria imaginado ao Cupido desse jeito.
— Onde está Narak (Príapo)? —perguntou Sesshoumaru ao Inuyasha(Eros), enquanto lhe agarrava para lhe empurrar sobre o corrimão de madeira, sob a qual discorria o rio.
— Não sei —lhe respondeu, lutando para apartar as mãos do Sesshoumaru de sua camiseta.
— Não te atreva a me mentir —grunhiu Sesshoumaru.
— Não sei!
Sesshoumaru lhe sujeitou com a força que outorgam dois mil anos de dor e raiva. As mãos lhe tremiam enquanto lhe atirava da camiseta. Mas ainda piores que o desejo de lhe matar ali mesmo, eram as implacáveis pergunta que ressonavam em sua cabeça.
por que ninguém tinha acudido antes a suas chamadas?
por que o tinha traído Inuyasha?
por que o tinham deixado sozinho para que sofresse?
— Onde está? —perguntou de novo Sesshoumaru.
— Comendo, arrotando; demônios! Não sei. Faz uma eternidade que não o vejo.
Sesshoumaru o separou do corrimão de um puxão e o soltou. Tinha a cara desencaixada pela ira.
— Tenho que encontrá-lo —disse entre dentes—. Agora.
Na mandíbula do Inuyasha começou a palpitar um músculo enquanto tentava alisá-las rugas da camiseta.
— Bom, me dando uma surra não vais chamar a atenção dele.
— Então possivelmente deva lhe matar —lhe respondeu Sesshoumaru, aproximando-se de novo a ele.
Súbitamente, os outros homens reagiram para detê-lo.
Ao aproximar-se deles, Inuyasaha se agachou para esquivar o murro do Sesshoumaru e se interpôs entre este e seus amigos.
— lhe deixem em paz, meninos —lhes disse enquanto agarrava ao mais próximo pelo braço e o empurrava para trás—. Não quererão lutar com ele. Me faça-se caso. Poderia lhes tirar o coração e fazer que lhes comessem isso antes de que caíssem mortos ao chão.
Sesshoumaru estudou aos homens com um furioso olhar que desafiava a qualquer deles a aproximar-se. Rin sentiu terror ante a ira refletida em seus olhos. Uma ira letal que parecia confirmar as palavras do Inuyasha.
— Está louco? —perguntou o mais alto observando incrédulo ao Sesshoumaru—. Não acredito que seja capaz de tanto.
Inuyasha se limpou o sangue do lábio e sorriu fracamente ao olhar o dedo.
— Sim, bom. Confiem em mim. Seus punhos são como marretas, e tem a condenada habilidade de mover-se tão rápido que não poderão esquivá-lo.
Apesar de suas poeirentas calças de couro negro e a rasgada camiseta, Inuyasha era incrivelmente bonito e não parecia estar esgotado, como o resto de seus companheiros. Seu arrumado seu rosto formoso rodeado de uma barba de três dias, e o cabelo longo.
— Além disso, não é mais que uma pequena rixa familiar —continuou Inuyasha, com um estranho brilho nos olhos. Deu uns tapinhas a seu amigo no braço e soltou uma gargalhada—. Meu irmão sempre teve um caráter desagradável.
Rin intercambiou um atônito e incrédulo olhar com Sango, ao mesmo tempo que ambas ficavam boquiabertas pelo assombro.
— escutei bem? —perguntou Sango—. Não é possível que seja irmão do Sesshoumaru. Ou sim?
— Como quer que saiba?
Sesshoumaru disse algo ao Inuyasha em grego que fez que os olhos de Sango se abriram como pratos e que o sorriso desaparecesse do rosto do deus.
— Se não fosse meu irmão, mataria-te por isso.
Os olhos do Sesshoumaru o fulminaram.
— Se não necessitasse sua ajuda, já estaria morto.
Em lugar de zangar-se, Inuyasha riu a gargalhadas.
— Não te ocorra rir —lhe advertiu com aborrecimento a garota—. É melhor que recorde que é das poucas pessoas capaz de cumprir essa ameaça.
Eros assentiu e se girou para falar com seus companheiros.
— Parte —lhes disse—. Nos reuniremos com vós mais tarde.
— Está seguro? —perguntou o mais alto dos quatro, olhando com nervosismo ao Sesshoumaru—- Podemos te dar uma mão, se te fizer falta.
— Não, não passa nada —disse movendo a mão despectivamente—. Não recordam que vos tinham que ver alguém? Meu irmão está um pouco cheio o saco comigo, mas lhe passará.
Rin se apartou para deixar passar aos homens; todos partiram, com a exceção da imponente mulher, que ficou ali de pé, observando cautelosamente aos dois homens com os braços cruzados sobre o generoso peito coberto de couro.
Totalmente alheio a ela, a Sango e à mulher, Inuyasha caminhou lentamente ao redor do Sesshoumaru, desenhando um círculo para poder lhe examinar atentamente.
— te relacionando com mortais? —perguntou-lhe Sesshoumaru, deslizando um olhar igualmente frio e desdenhoso sobre o Inuyasha—. Vá, Cupido… é que se congelou o Tártaro desde que me parti?
Inuyasha fez caso omisso de suas iradas palavras.
— Dane-se, menino! —exclamou incrédulo—. Não trocaste um ápice. Acreditava que foi mortal.
— supunha-se que devia sê-lo mas… —e de novo começou a soltar impropérios, um após o outro.
Os olhos do Inuyasha começaram a brilhar, ameaçadores.
— Com uma boca como essa, deveria te acotovelar com Are. Droga, maninho!, não sabia que pudesse conhecer o significado de todo isso.
Sesshoumaru voltou a agarrar a seu irmão pela camiseta, mas antes de poder fazer nada mais, a mulher elevou o braço e fez um estranho movimento com a mão.
Sesshoumaru ficou imóvel como uma estátua. Pela expressão de seu rosto, Rin podia afirmar que não estava muito contente.
— me deixe, Kagome(Psique) —grunhiu.
Rin abriu a boca pela surpresa. Kagome? Seria possível?
— Só se prometer não voltar a golpeá-lo —respondeu ela—. Sei que não têm a melhor das relações, mas respeita o fato de que eu goste de sua cara tal e como está, e que não suporte que lhe dê um só murro mais.
— Li-bé-ra-me —voltou a dizer Sesshoumaru, recalcando cada sílaba.
— É melhor que o faça, Kagome —lhe disse Inuyasha—. Está sendo amável contigo, mas pode livrar-se de ti muito mais facilmente que eu, graças a mamãe. E se o faz, acabará ferida.
Kagome baixou o braço.
Sesshoumaru liberou a seu irmão.
— Não te encontro para nada gracioso, Cupido. Nada disto me resulta gracioso. E agora, me diga onde está Narak.
— Maldita seja! Não sei. Quão último soube dele é que estava vivendo no sul da França.
Rin ficou com os ouvidos zumbindo ante a informação que estava descobrindo. Não podia deixar de olhar ao Inuyasha e a Kagome. Seria possível? Poderiam ser verdadeiramente Cupido e Psique?
E seriam família do Sesshoumaru? Seria possível tal coisa?
De novo supôs que seria tão lógico como a imagem de duas mulheres bêbadas conjurando a um escravo sexual grego, que estava encerrado em um velho livro.
Captou o olhar ávido e encantado da Sango.
— Quem é Narak( Príapo)? —perguntou-lhe Grace.
— Um deus fálico da fertilidade que sempre se representou totalmente juntado —lhe sussurrou.
— E para que o necessita Sesshoumaru?
Sua amiga se encolheu de ombros.
— Porque possivelmente foi ele quem lhe amaldiçoou? Mas então aqui haveria algo muito divertido: Narak é irmão do Inuyasha, portanto, se Inuyasha for irmão do Sesshoumaru, há muitos possibilidades de que Narak também o sejam.
Condenado a uma eternidade como escravo por seu próprio irmão?
O simples pensamento a punha doente.
— Chama-o —disse Sesshoumaru com tom ameaçador ao Inuyasha.
— Chama-o você. Eu estou fora de jogo para ele.
— Fora de jogo?
Cupido lhe respondeu em grego.
Com a mente totalmente embotada por tudo o que estava acontecendo, Rin decidiu interrompê-los e ver se conseguia algumas respostas.
— me perdoe mas, o que está acontecendo aqui? —perguntou ao Sesshoumaru—. por que lhe golpeaste?
Ele a olhou com regozijo.
— Porque gostava de muito...
— Muito bonito — disse Cupido lentamente ao Sesshoumaru, sem nem sequer olhar a Rin—. Não vê há… quanto?, dois mil anos? E em lugar de me dar um abraço fraternal e amistoso, acabo esmurrado. —Cupido sorriu para Kagome—. E mamãe se pergunta por que não me relaciono mais com meus irmãos…
— Não estou de humor para agüentar seus sarcasmos, Cupido —lhe advertiu Sesshoumaru entre dentes.
Cupido soprou.
— É que não vais deixar de me chamar por esse nauseabundo nome? Jamais pude suportá-lo, e não posso acreditar que você goste, dado o muito que odiava aos romanos.
Sesshoumaru lhe dedicou um frio sorriso.
— Utilizo-o porque sei o muito que o odeia, Cupido.
Cupido apertou os dentes e Rin notou que se conteve com muita dificuldade para não equilibrar-se sobre o Sesshoumaru.
— me diga, chamou-me tão somente para me surrar? Ou há algum outro motivo, mais produtivo, que explique minha presença?
— Para te ser sincero, não pensava que te incomodasse em vir, posto que me ignoraste as últimas três mil vezes que te chamei.
— Porque sabia que foste pegar me —disse Cupido destacando-a bochecha torcida—; e o tem feito.
— E então, por que acudiste esta vez? —inquiriu Sesshoumaru.
— Para te ser sincero —respondeu, repetindo as palavras do Sesshoumaru—, assumia que estava morto e que me chamava um simples mortal cuja voz era muito similar à tua.
Rin observou como as emoções abandonavam ao Sesshoumaru. Como se as palavras do Cupido tivessem matado algo em seu interior. A ele também pareceram afetá-lo, já que se via mais acalmado.
— Olhe —disse ao Sesshoumaru—, sei que me culpa do que aconteceu, mas não tive nada que ver com o que aconteceu a Kagura. Não tinha forma de saber o que Narak ia fazer ao descobri tudo.
Sesshoumaru fez um gesto de dor, como se Cupido o tivesse esbofeteado. Uma agonia se refletiu em seus olhos e em seu rosto. Rin não tinha nem idéia de quem era a tal Kagura, mas parecia bastante óbvio que tinha significado muito para o Sesshoumaru.
— Ah, não? —perguntou-lhe Sesshoumaru com a voz rouca.
— Juro-lhe isso, maninho —respondeu Cupido em voz baixa. Lançou um rápido olhar a Kagome e de novo se centrou no Sesshoumaru—. Nunca tive a intenção de lhe fazer danifico, e jamais quis te trair.
— Já —disse ele com um sorriso zombador—. E esperas que eu acredite nisso? Conheço-te muito bem, Cupido. você adora causar estragos nas vidas dos mortais.
— Mas não o fez contigo, Sesshoumaru —disse Kagome com voz triste—. Se não acredita nele, confia em mim. Ninguém quis que Kagura morre-se dessa maneira. Sua mãe ainda chora suas mortes.
O furioso olhar do Sesshoumaru se endureceu ainda mais.
— Como suporta falar dela? Afrodita estava tão ciumenta de ti que tentou te casar com um homem horrível, e depois quase te matou para evitar que te casasse com o Cupido. Para ser a deusa do Amor, não tem muito para outros, tudo o esbanja nela mesma.
Kagome apartou o olhar.
— Não fale assim de —lhe espetou Cupido—. É nossa mãe e se merece nosso respeito.
A sinistra ira que refletiu o rosto do Sesshoumaru teria aterrorizado ao muito mesmo diabo, e Cupido se encolheu ao vê-la.
— Não te atreva jamais a defendê-la diante de mim.
Foi então quando Cupido notou a presença de Rin e de Sango. Olhou-as duas vezes, surpreso, como se acabassem de aparecer de repente em metade do grupo.
— Quais são?
— Amigas —respondeu Sesshoumaru, para surpresa de Rin.
O rosto do Cupido adotou uma expressão dura e fria.
— Você não tem amigas.
Sesshoumaru não respondeu, mas a tirante careta que torceu seus lábios afetou profundamente a Rin.
Aparentemente inconsciente da dureza de suas palavras, Cupido se aproximou indolentemente até Kagome.
— Ainda não me há dito por que é tão importante para ti encontra Naraku.
A mandíbula do Sesshoumaru se esticou.
— Porque me amaldiçoou a passar a eternidade como um escravo, e não posso escapar. Quero o ter diante o tempo suficiente para começar a lhe arrancar partes do corpo que não possam voltar a lhe crescer.
Cupido perdeu a cor do rosto.
— Cara. Mamãe o teria matado se soubesse.
— A sério que vou acreditar me que Naraku me fez isto sem que ela se inteirasse? Não sou tão estúpido, Cupido. A essa mulher não interessa nada o que possa me ocorrer.
Cupido negou com a cabeça.
— Não comece com isso. Quando te ofereci seus presentes me disse que me colocasse isso por meu orifício traseiro. Lembra-te?
— por que o faria? —perguntou Sesshoumaru com sarcasmo—. Zeus me expulsou do Olímpio horas depois de meu nascimento, e Afrodita jamais se incomodou em discutir a decisão. Só lhes aproximavam de mim para me torturar de algum modo. — Sesshoumaru olhou ao Cupido com fúria assassina—. Quando a um cão lhe golpeia com freqüência, acaba voltando-se agressivo.
— Certo, admito-o. Alguns de nós poderíamos ter sido um pouco mais condescendentes contigo, mas…
— Nada de mas, Cupido. Não fizeram nada por mim, nenhuma vez. Especialmente ela.
— Isso não é certo. Mamãe jamais superou que lhe desse as costas. Foi seu favorito.
Sesshoumaru soprou.
— E por isso estive apanhado em um livro os últimos dois mil anos?
Rin sofria por ele. Como podia Cupido escutá-lo tão tranqüilo, sem nem sequer pensar em usar seus poderes para liberar a seu irmão de um destino pior que a morte? Não era de sentir saudades que Sesshoumaru lhes amaldiçoara. Súbitamente, Sesshoumaru agarrou uma adaga do cinturão do Cupido e se fez um profundo corte na boneca.
Ela ofegou horrorizada, mas antes de poder abrir a boca, a ferida se fechou sem ter derramado uma só gota de sangue.
Cupido abriu os olhos de par em par.
— Que droga! —ofegou—. Essa é uma das adagas do Hefesto.
— Já sei —lhe respondeu Sesshoumaru enquanto lhe devolvia a arma—. Até você pode morrer se lhe ferem com uma destas, mas eu não. Até aí chega a maldição do Naraku.
Rin contemplou o horror nos olhos do Cupido ao ser consciente da magnitude do ocorrido.
— Sabia que te odiava, mas jamais pensei que cairia tão baixo. Droga, no que estava pensando?
— Não me importa o que pensasse, só quero me liberar disto.
Cupido assentiu. Pela primeira vez, Rin viu simpatia e preocupação em seu olhar.
— Muito bem, maninho. Passo por passo. Não vá muito longe enquanto vou procurar a mamãe e vejo o que tem que dizer a respeito.
— Se me quiser tanto como diz, por que não a chamas para que venha aqui e falo diretamente com ela?
Cupido lhe olhou pensativamente.
— Porque a última vez que mencionei seu nome, esteve chorando durante um século. Fez-lhe muito dano.
Embora a aparência do Sesshoumaru seguia sendo rígida e distante, Rin suspeitava que, no fundo, devia ter sofrido tanto como sua mãe.
Se não mais.
— Consultarei-o com ela e voltarei em um momento —lhe disse enquanto passava um braço ao redor dos ombros de Kagome—. De acordo?
Sesshoumaru alargou o braço, agarrou o pendente que Cupido levava a pescoço e atirou dele com força.
— Deste modo me asseguro de que retorne.
Cupido se esfregou o pescoço; parecia bastante mal-humorado.
— Tenha muito cuidado. Esse arco pode ser muito perigoso se cair nas mãos equivocadas.
— Não tema. Lembro-me muita bem como dói.
Ambos intercambiaram um olhar carregado de significado.
— até agora —se despediu Cupido dando uma palmada, e junto com Kagome, desvaneceu-se entre os vapores de uma neblina dourada.
Rin retrocedeu um passo, com a mente em ebulição. Não podia acabar de acreditá-lo que tinha presenciado.
— Devo estar sonhando —murmurou—. Ou isso, ou vi muitos episódios da Xena.
Permaneceu muito quieta enquanto se esforçava por digerir tudo o que tinha visto e ouvido.
— Não pode ter sido real. Deve ser algum tipo de alucinação.
Sesshoumaru suspirou com cansaço.
— Eu gostaria de poder acreditá-lo.
— Deus Santo!, esse era Cupido! —exclamou Sango extasiada—. Cupido. O real. Esse querubim tão macaco que tem poder sobre os corações.
Sesshoumaru soprou.
— Cupido é algo menos «bonito». E com respeito aos corações, encarrega-se de destroçá-los.
— Mas faz que a gente se apaixone.
— Não —lhe respondeu, apertando com mais força o pendente entre seus dedos—. O que ele oferece é uma ilusão. Nenhum poder celestial pode conseguir que um humano ame a outro. O amor provém do coração —confessou com uma nota afligida na voz.
Rin procurou seu olhar.
— Falas como se soubesse de primeira mão.
— Sei.
Rin sentia sua dor como se fosse o dela. Alargou o braço para lhe tocar brandamente o braço.
— Isso foi o que ocorreu a Kagura? —perguntou-lhe em voz baixa.
Sesshoumaru apartou o olhar de Rin, mas ela captou o sofrimento que se refletiu em seus olhos.
— Há algum lugar onde possa me cortar o cabelo? —perguntou inesperadamente.
— O que? —respondeu Rin, consciente de que tinha trocado o tema para, desse modo, não ter que responder a sua pergunta—. Por que?
— Não quero ter nada relacionado, mas com meu passado.
A contra gosto, Rin assentiu.
— Há um lugar no Brewery.
— Por favor, me leve.
E Rin o fez. Abriu a marcha de volta ao centro comercial, até chegar ao salão de beleza.
Ninguém disse uma palavra até que esteve sentado na cadeira com a estilista detrás.
— Está seguro de que quer cortar-lhe perguntou a garota, passando as mãos com uma carícia reverente entre os compridos e prateadas mechas—. Lhe asseguro que é magnífico. A maioria dos homens não fica bem com o cabelo comprido, mas em você esta maravilhoso, tem-no tão saudável e suave! eu adoraria saber o que usa para acondicioná-lo.
O rosto do Sesshoumaru permaneceu impassível.
— Corte o.
A garota, uma diminuta morena, olhou por cima de seu ombro procurando Rin.
— Sabe? Se tivesse isto em minha cama todas as noites e pudesse acariciá-lo, eu não gostaria de nada que queria danificá-lo.
Rin sorriu. Se a garota soubesse…
— É seu cabelo.
— Está bem —respondeu com um suspiro resignado. Cortou-o justo por cima dos ombros.
— Mais curto —disse Sesshoumaru enquanto a garota se afastava.
A estilista pareceu surpreendida.
— Está seguro?
Sesshoumaru assentiu com a cabeça.
Rin observou em silêncio como a garota lhe cortava o cabelo deixando-lhe com um estilo que recordava ao David do Miguel Anjo, com os cachos alvoroçados lhe emoldurando o rosto.
Estava mais deslumbrante que antes, se é que isso era possível.
— Tudo bem? —perguntou-lhe a garota finalmente.
— Está bem —lhe respondeu ele—. Obrigado.
Rin pagou o corte e lhe deu uma gorjeta à garota. Olhou ao Sesshoumaru e sorriu.
— Agora parece desta época.
Ele voltou a cabeça com um gesto rápido, como se lhe tivesse dado um bofetão.
— Ofendi-te? —perguntou-lhe Rin, preocupada com a possibilidade de lhe haver feito mal inadvertidamente. Isso era quão último Sesshoumaru necessitava.
— Não.
Mas Rin o intuía. Um pouco relacionado com seu comentário lhe tinha ferido. Profundamente.
— Então —disse Sango pensativamente, enquanto se uniam à multidão que lotava o Brewery—, é filho da Afrodita?
Ele a olhou de esguelha, furioso.
— Não sou filho de ninguém. Minha mãe me abandonou, meu pai me repudiou e cresci em um campo de batalha espartano, sob o punho de qualquer que andasse perto.
Suas palavras rasgaram o coração de Rin. Não era de sentir saudades que fosse tão duro. Tão forte.
Assaltou-a uma inquietação: o teria abraçado alguém com carinho alguma vez? Só uma vez, sem que ele tivesse que agradar a esse alguém primeiro.
Sesshoumaru encabeçava a marcha e Rin observava seu andar sinuoso. Parecia um depredador esbelto e letal. Levava os polegares metidos nos bolsos dianteiros dos jeans, e caminhava totalmente alheio às mulheres que suspiravam e babavam a seu passo.
Tentou imaginar-se ao Sesshoumaru com a aparência que teria tido levando sua armadura de batalha. Dada sua arrogância e seu modo de mover-se, devia ter sido um feroz lutador.
— Sango —chamou a seu amiga em voz baixa—. Não li na faculdade que os espartanos golpeavam a seus filhos todos os dias, para comprovar o grau de dor que podiam suportar?
Sesshoumaru lhe respondeu em seu lugar.
— Sim. E uma vez ao ano, faziam uma competição em busca do menino que agüentasse a surra mais dura sem chorar.
— Um grande número deles morria pela brutalidade das competições —acrescentou Sango—. Bem durante a surra ou pelas posteriores feridas.
Rin o recordou tudo de repente. Suas palavras a respeito de ser treinado na Esparta e seu ódio pelos gregos.
Sango olhou com tristeza a Rin antes de dirigir-se ao Sesshoumaru
— Sendo o filho de uma deusa, suponho que agüentaria mais de uma surra.
— Sim, suportava-as —disse sinceramente, com a voz carente de emoções.
Rin nunca teve tanto desejos de abraçar a outro ser humano como nesse momento. Queria sustentar a Sesshoumaru entre seus braços. Mas sabia que não lhe agradaria.
— Bom —comentou Sango, e por seu olhar, Rin soube que tentava alegrar o ambiente—, tenho um pouco de fome. Por que não comemos uns hambúrgueres no Hard Rock?
Sesshoumaru franziu o cenho até formar uma profunda V.
— por que tenho constantemente a impressão de que falam em outro idioma? O que é
Rin soltou uma gargalhada.
— O Hard Rock é um restaurante.
Sesshoumaru pareceu horrorizado.
— Comem em um sítio cujo nome anuncia que a comida é mais dura que uma rocha?
Rin riu ainda mais. Por que alguma vez se precaveu disso?
— É muito bom, sério, já verá.
Saíram do Brewery e atravessaram o estacionamento em direção ao Hard Rock Café.
Felizmente, não tiveram que esperar muito antes de que a garçonete lhes buscasse uma mesa.
— Ouça! —disse um menino quando se aproximavam da mulher—. Nós chegamos antes.
A garçonete lhe lançou um olhar glacial.
— Sua mesa ainda não está preparada —e se voltou para Sesshoumaru com olhos tenros—. Se for tão amável de me seguir…
A garota abriu a marcha rebolando os quadris, como se não tivesse outra coisa que fazer.
Rin olhou a Sango agüentando a risada, e lhe indicou com um gesto que olhasse à garota.
— Não o tenha em conta —lhe respondeu sua amiga—. Nos penetrou por diante de dez pessoas.
A garçonete lhes levou até uma mesa na parte traseira.
— Aqui se pode sentar —disse enquanto roçava ligeiramente o braço do Sesshoumaru — e eu me encarrego de que sua comida não tarde muito.
— E nós somos invisíveis? —perguntou Rin quando a garota se afastou.
— Começo a acreditar que sim —respondeu Sango, sentando-se no banco situado cara à parede.
Rin se sentou em frente, com o muro a suas costas. Como era de esperar, Sesshoumaru ocupou um sítio a seu lado.
Lhe ofereceu o menu.
— Não posso ler isto.
—Suponho que não ensinavam a ler aos soldados da antigüidade.
Sesshoumaru se passou uma mão pelo queixo e pareceu adotar uma atitude mal-humorada ante o comentário.
— Em realidade sim o faziam. O problema é que me ensinaram a ler grego clássico, latim, sânscrito, hieróglifos egípcios e outras línguas que faz muito que desapareceram. Usando suas próprias palavras, este menu está em grego para mim.
Rin se encolheu.
— Não vais deixar de me recordar que escutou tudo o que disse antes de que aparecesse, verdade?
— Temo-me que não.
Apoiou o braço na mesa e, nesse momento, Sango apartou a vista do menu e lhe olhou a mão. Então ofegou.
— Isso é o que eu acredito? —perguntou enquanto lhe elevava a mão.
Para surpresa de Rin, ele permitiu que lhe agarrasse a mão e que olhasse o anel.
— Rin, viu isto?
Ela se incorporou no assento para poder vê-lo mais de perto.
— Não, a verdade. Estive um tanto distraída.
Um tanto distraída, sim, claro. Isso é como dizer que o Everest é um paralelepípedo.
Ainda sob a tênue luz do local, o ouro emitia luminosos brilhos. A parte superior era plaina e tinha uma espada gravada rodeada de folhas de louro, e incrustadas entre as folhas, havia umas pedras preciosas que pareciam ser diamantes e esmeraldas.
— É formoso —disse Rin.
— É um anel de general, certo? —perguntou Sango—. Não foi um simples soldado da pé. Foi um puto general!
Sesshoumaru assentiu sobriamente.
— O término é equivalente.
Sango soltou o ar totalmente aniquilada.
— Rin, não tem nem idéia! Sesshoumaru teve que ser alguém realmente relevante em seu tempo para ter este anel. Não o davam a qualquer —e moveu a cabeça—. Estou muito impressionada.
— Não o esteja —lhe respondeu Sesshoumaru.
Pela primeira vez em anos, Rin invejou a licenciatura em História Antiga de seu amiga. San sabia muito mais a respeito do Sesshoumaru e de seu mundo do que ela jamais poderia averiguar.
Mas não parecia necessitar esse grau de conhecimento para entender quão doloroso devia ter sido para ele passar de ser um general que ordenava a um exército, a um escravo governado pelas mulheres.
— Então e verdade que foi um magnífico general —disse Rin.
Sesshoumaru a olhou, captando a sinceridade com a que tinha pronunciado suas palavras. Por alguma inescrutável razão, seu interesse lhe reconfortou.
— Fiz o que pude.
— Certo, acolocou pra corre varios exércitos —continuou ela.
Ele sorriu. Não tinha pensado em suas vitórias desde fazia séculos.
— Chutei a uns quantos romanos, sim.
Rin riu ante o uso do vocabulário.
— Aprende rápido.
— Ouça! —exclamou Sango, interrompendo-os—. Posso da uma olhada ao arco do Cupido?
— Sim! —exclamou Rin—. Podemos?
Sesshoumaru o tirou de seu bolso e o deixou sobre a mesa.
— Com cuidado —advertiu a Sango enquanto alargava o braço—. A flecha dourada está carregada. Um movimento errado e te apaixonará pela primeira pessoa que veja.
Ela retirou a mão.
Rin agarrou o garfo e com ele arrastou o arco até o ter perto.
— supõe-se que deve ser tão pequeno?
Sesshoumaru sorriu.
— É que nunca ouviste essa frase que diz: «O tamanho não importa»?
Rin pôs os olhos em branco.
— Não quero nem escutar isso chamas poderíamos dizer de você.
— Rin! —ofegou Sango—. Jamais te tinha ouvido falar assim.
— fui extremamente comedida, considerando tudo o que vocês me hão dito estes últimos dias.
Sesshoumaru acariciou o cabelo que lhe caía sobre os ombros. Esta vez, Rin não se retirou. Estava fazendo progressos.
— Então, me diga como usa Cupido isto —lhe disse ela. Sesshoumaru deixou que seus dedos acariciassem as sedosas mechas de seu cabelo. Brilhavam até com a escassa luz do restaurante. Desejava tanto sentir esse cabelo estendendo-se sobre seu peito nu… Enterrar seu rosto nele e deixar que lhe acariciasse as bochechas.
Com o olhar escurecido, imaginou como se sentiria ao ter o corpo de Rin rodeando-o. E o som de sua respiração junto ao ouvido.
— Sesshoumaru? —perguntou ela, tirando o de seus pensamentos—. Como o utiliza Cupido?
— Pode adotar um tamanho semelhante ao do arco, ou pode fazer que a arma se faça maior. Depende do momento.
— Sério? —perguntou Sango—. Não sabia.
A garçonete chegou correndo e colocou a bandeja sobre a mesa, enquanto devorava com os olhos ao Sesshoumaru como se fosse o especial do dia.
Muito discretamente, Sesshoumaru recolheu o arco de em cima da mesa e o devolveu a seu bolso.
— Sinto muito lhe haver feito esperar. Se tivesse sabido que não foram atender lhe imediatamente, eu mesma lhe teria tomado nota nada mais.
Rin lhe dirigiu à garota um olhar carrancudo. Vaca!, é que Sesshoumaru não podia ter cinco minutos de tranqüilidade, sem que uma mulher lhe oferecesse abertamente?
E isso não inclui a ti?
Ficou geada ante o giro de seus pensamentos. Ela se comportava exatamente igual às demais, lhe olhando o traseiro e babando ante seu corpo. Era um milagre que ele suportasse sua presença.
Afundando-se no assento, prometeu-se a si mesmo que não o trataria daquele modo. Sesshoumaru não era uma parte de carne. Era uma pessoa, e merecia ser tratado com respeito e dignidade.
Pediu o menu para os três, e quando a garçonete retornou com as bebidas, trouxe uma bandeja de frango ao estilo Búfalo.
— Nós não pedimos isto —apontou Sango.
— OH, já sei! —respondeu a garota, sorrindo ao Sesshoumaru —. Há muito trabalho na cozinha e demoraremos um pouco mais em poder lhe servir a comida. Pensei que deveria estar faminto e por isso lhe traga essa porção. Mas se não gosta, posso trazer qualquer outra coisa; a casa paga, não se preocupe. Preferiria outra coisa?
Puaj! O dobro sentido era tão óbvio que Rin deve vontades de arrancar da raiz o cabelo.
— Está bem assim, obrigado —lhe disse Sesshoumaru.
— Ai, Meu deus!, pode falar um pouco mais? —pediu-lhe a garota, a ponto de deprimir-se—. OH, por favor, diga meu nome! Meu nome é Mary.
— Obrigado, Mary.
— Ooooh! —exclamou a garçonete—. Pôs-me a pele arrepiada — e com um último olhar ao Sesshoumaru, carregada de desejo, afastou-se deles.
— Não posso acreditá-lo —comentou Rin —. As mulheres sempre se comportam assim contigo?
— Sim — respondeu ele com a ira refletida na voz—. Por isso não gosto de ir a lugares públicos.
— Não deixe que isso te incomode —lhe disse Sango, enquanto agarrava uma pedaço de frango—. Definitivamente, sua presença resulta muito útil. De fato, proponho que devemos sair com mais freqüentemente.
Rin deixou escapar um bufido.
— Sim, bom; se essa criatura anotar seu nome e seu número de telefone na conta antes de nos dar isso terei que lhe dar um bofetão.
Sango estalou em gargalhadas.
Antes que Rin pudesse perguntar qualquer outra coisa, Cupido entrou sem pressas no restaurante, e se aproximou até eles.
Tinha um ligeiro roxeamendo no lado esquerdo da cara, onde Sesshoumaru o tinha golpeado. Tentou mostrar-se indiferente, mas mesmo assim, Rin percebeu a tensão em seu interior, como se estivesse preparado para fugir em um momento dado. Arqueou uma sobrancelha ante o cabelo curto do Sesshoumaru, mas não disse nenhuma palavra enquanto tomava assento junto à Sango.
— Então? —perguntou Sesshoumaru.
Cupido suspirou profundamente.
— Quer que primeiro te dê as más notícias ou prefere as péssimas?
— Vejamos… que tal se fizermos que meu dia seja mais memorável? Começa com as péssimas e segue com as más para tentar melhorar o ambiente.
Cupido assentiu.
— De acordo. No pior dos casos, a maldição jamais se poderá romper.
Sesshoumaru se tomou a notícia melhor que Rin; apenas se fez um gesto de aprovação.
Rin olhou ao Cupido com os olhos entre abredos.
— Como pode lhe fazer isto? Deus Santo!, meus pais teriam removido céu e terra para me ajudar, e você te limita a te sentar sem nem sequer lhe dizer o sinto. Que classe de irmão é?
— Rin —dize Sesshoumaru —. Não lhe desafie. Não sabemos que conseqüência pode trazer.
— Isso é certo mort…
— lhe toque interrompeu Sesshoumaru — e utilizarei a adaga que leva no cinturão para te tirar o coração.
Cupido se moveu para afastar-se dele.
— Por certo, se esqueceu alguns detalhes suculentos quando me contou sua história.
Sesshoumaru lhe olhou furioso, com os olhos entrecerrados.
— Como o que?
— Como o fato de que te deitasse com uma das sacerdotisas vírgenes do Naraku. Cara, no que estava pensando? Nem sequer se preocupou de lhe tirar a túnica enquanto tomava. Não foi tão estúpido para fazer isso, pode-se saber o que te ocorreu?
— Se por acaso te esqueceu, estava muito zangado com ele naquele momento —disse com amargura.
— Então deveria ter procurado uma das seguidoras de mamãe. Para isso estão.
— Ela não foi a que matou a minha esposa. Foi Naraku.
Rin esteve a ponto de sofrer um enfarte ao escutar. Estava falando a sério?
Cupido ignorou a aberta hostilidade do Sesshoumaru.
— Bom, Naraku ainda está um pouco sensível com respeito ao tema. Parece que o vê como o último de seus insultos.
— Ah, já entendo! —grunhiu Sesshoumaru —. O irmão maior está zangado comigo por me haver atrevido a tomar a uma de suas virgens consagradas, é que esperava que me sentasse tão tranqüilo e deixasse que ele matasse a minha família a seu desejo? —A ira que destilava sua voz fez que Rin lhe arrepiasse o pêlo da nuca—. Te incomodou em lhe perguntar ao Naraku por que foi atrás deles?
Cupido se passou uma mão pelos olhos e deixou escapar um suspiro entrecortado.
— Claro, recorda que perseguiu o Livio e o derrotou na batalha? Pois ele pediu que se vingasse sua morte, justo antes de que lhe cortasse a cabeça.
— Estávamos em guerra.
— Já sabe o muito que sempre te odiou Naraku. Estava procurando uma desculpa para poder lançar-se sobre ti sem temor a sofrer represálias; e a deu você mesmo.
Rin observou ao Sesshoumaru, cujo rosto era uma máscara inexpressiva.
— Há- dito ao Naraku que quero vê-lo? —perguntou-lhe.
— Está louco? Maldição! Claro que não. Mencionei seu nome e esteve a ponto de estalar de fúria. Disse que podia te apodrecer no Tártaro durante toda a eternidade. me acredite, você não gostaria de estar perto dele.
— Sim! eu adoraria!
Cupido assentiu.
— Claro, mas se o matas, terá que se ver com Zeus, Tesífone e Némesis.
— E crie que me assustam?
— Já sei que não, mas não quero verte morrer desse modo. E se não fosse tão teimoso como uma mula, ao menos durante três segundos, você mesmo te daria conta. Venha já! De verdade quer desencadear a ira do grande chefe?
Pela expressão do Sesshoumaru, Rin houvesse dito que lhe dava exatamente igual.
— Mas —continuou Cupido—, mamãe assinalou que existe um modo de acabar com a maldição.
Rin conteve a respiração enquanto a esperança revoava nos olhos do Sesshoumaru. Ambos esperaram a que Cupido se explicasse.
Em lugar de seguir, ele se dedicou a observar o interior do sombrio local.
— Acredita que esta gente come esta mer…?
Sesshoumaru estalou os dedos diante dos olhos de seu irmão.
— O que faço para romper a maldição?
Cupido se moveu no assento.
— Já sabe que tudo no universo é cíclico. Tudo o que começa tem um final. Posto que foi Alexandria a que originou a maldição, deve ser convocado por outra mulher dedicada ao Alexandria. Uma que também necessite algo de ti. Deve fazer um sacrifício por ela e… —então, estalou em gargalhadas.
Até que Sesshoumaru se estirou por cima da mesa e lhe agarrou pela camiseta.
— E…?
Lhe deu um tranco para que lhe soltasse e adotou uma atitude séria.
— Bom… —continuou olhando a Rin e a Sango—. Desculpam um momento?
— Sou uma sexóloga —lhe disse Rin—. Nada do que diga poderá me surpreender.
— E eu não penso me levantar desta mesa até que escute as suculentas fofocas —confessou Sango.
— De acordo então —dize Cupido, enquanto olhava de novo ao Sesshoumaru —. Quando a mulher consagrada ao Alexandria invoque, não poderá se colocar em seu delicioso corpo ate o ultimo dia do prazo. Será então quando deverem lhes unir carnalmente antes da meia-noite, e te encarregará de não separar seus corpos até o amanhecer. Se sair dela em qualquer momento, por qualquer motivo, retornará imediatamente ao livro e a maldição seguirá vigente.
Sesshoumaru amaldiçoou e olhou para outro lado.
— Exatamente —lhe respondeu seu irmão—. Sabe quão forte é a maldição do Naraku. Não há outra forma de que agüente trinta dias sem te atirar a sua invocadora.
— Esse não é o problema —disse Sesshoumaru entre dentes—. O problema radica em encontrar a uma mulher consagrada a Alexandria que me invoque.
Com o coração pulsando desenfreado por causa dos nervos, Rin se incorporou no assento.
— O que significa o de «uma mulher consagrada a Alexandria»?
Cupido encolheu os ombros.
— Que tem que levar o nome Alexandria.
— Como sobrenome? —perguntou ela.
— Sim.
Rin elevou os olhos e procurou o olhar afligido do Sesshoumaru.
— Sesshoumaru, meu nome completo é Rin Alexander.
Bem será que o Sesshy ira aquentar trinta dias sem pular na cama da Rin.
Beijos:
Yuri: realmente e uma adaptação, e devo dizer que a autora e uma das melhores, tenho todos os livros dela.
Meyllin: dessa vez não foi o Ban, mas sim o inu.
Sandramonte:desculpinha os erros, meu filhinho vez o favor de quebra meu óculos e sou meio ceguinha. Mas domarei, mas cuidado, beijos.
Ana Spizziolli:eu não conheço a historia de eros e psique, tem algum livro que vc saiba que eu possa ler.
Sereninha: se quiser mando por e-mail esse livro pra vc. Traduzido.
Tamy Regina: sei como é também estou procurando.
Rukia-hime: que bom que gostou, acho que esses dois nunca se taram bem, são como cão e gato, mesmo eles sendo cachorros.
Meros detalhes.
Hachi-chan 2: eu me enrolei na hora de escrever, foi o Kohako, e ele vez uma aposta com os amigos que levaria a Rin pra cama.
Kuchiki Rin: também gostei e de digo que vai ficar melhor ainda.
Rin Taisho Sama:não vamos matar o Ban dessa vez, mas sim na outra fic.
Jeh-chan: que isso, como vc pode quere morre antes de ler toda a fic, e concordo com vc que homem.
individua do mal: dessa vez não foi o Naraku e sim o Inu. Sabe como e ele não pode perde o costume.
bek-chan: desculpe a demora, e que eu gosto de fazer um suspense.
