Capitulo Sete.
Desta vez foi Grissom que dirigiu para o lugar. Chegaram de braços dados na entrada do club.
- LVJD? Grissom? O que significa o nome desse lugar?
- Las Vegas Jazz Departament. - Quando disse aquilo, Sara levou uma mão a boca. – Não ria! Sei que parece ridículo, mas você já vai gostar.
Iam entrando quando se aproximou um segurança com cara de mau. Grissom levou a mão à aba do chapéu e ajustou de maneira que cobrisse ainda mais seu rosto. Tarde demais!
A expressão do segurança mudou completamente ao ver Grissom.
- G.? Sr. G.? Homem, quanto tempo que não vinha aqui! E está com uma linda companhia... – Grissom lançou um olhar fulminante. Sem omitir nenhum som e apenas movimentando os lábios, gesticulou: Cale a boca! – Desculpa G. não te entendi. O que você disse?
Para Sara parecia uma situação muito divertida, mas tratou de manter a seriedade.
- Eu dizia senhor... – Temperou a garganta.- Que desejo entrar. Tenho uma reserva. – Calmamente disse Grissom.
Em que momento reservou? Pensou Sara.
- Senhor?... Mas G. que formal! Qual é? – Riu o segurança ao ver que Grissom não ria junto com ele, decidiu fazer o mesmo. – Está bem, SENHOR. Passe por aqui!
Conduzi-os para a recepção. Quando o segurança começou a andar, Sara não pode mais evitar perguntar para Grissom com um sorriso reprimido.
- Senhor G.?
- Deve ter me confundido!
- Com certeza. – Respondeu ela nada convencida.
- Tem reserva? – Perguntou a recepcionista.
- Sim no nome de...- Abaixou o tom de voz.- Gilbert Grissom.
Ela procurou no livro de reservas.
- Grissom... Grissom... hummm, não tenho nenhuma reserva com esse nome...
De dentro do restaurante chegou correndo um homem.
- Me disseram que estava aqui, Gily! – O abraçou forte. Grissom ficou igual uma pedra. O homem soltou Grissom e olhou Sara. Tomou a mão dela e a beijou. – Encantado de te conhecer, senhorita...
-Sidle. – Disse ela sorrindo e olhando de lado para Grissom. – Sara Sidle.
- Encantado de te conhecer, senhorita Sidle. Eu sou Charles, Charlie para os amigos. – Dirigindo-se a Grissom e acrescentou. – Nossa, primeira vez que vem com... – Grissom abriu os olhos e negou rápido e levemente com a cabeça. Charlie captou a mensagem naquele momento. -... fessado que tem uma reserva. Desculpe a recepcionista... é nova. Chilly Gilly que bom que voltou! Sua mesa de sempre está te esperando! – Indicou uma mesa de visão privilegiada para o palco.Caminharam até ela. Grissom acomodou a cadeira de Sara para ela sentar. Logo tirou o chapéu e se sentou em frete a ela. Charlie chegou com o menu. Entregou um para Sara e depois um para Grissom.
- Obrigado, senhor. – Disse Grissom.
Charlie o olhou estranho. Logo compreendeu e sorriu.
- De nada, SENHOR. Avisem-me quando estiverem prontos para pedir. – Saiu.
- Chilly Gilly?
- Já te disse que estão me confundindo. – Disse ele sem tirar os olhos do menu.
- Bem, esse Charlie não parece que está se confundindo. De todas as formas eu gostei de sua mesa. Daqui dá para ver todo o palco.
- Não é minha mesa. Se enganaram.
- E também vai me dizer que eles estão enganados? – Sara apontou para o palco.
O
contrabaxista, o trompetista e o trambonista o saudaram com
entusiasmo, fazendo gestos. Sara
viu como Charlie foi até
o palco e disse algo a eles que deixaram de saudar, mas não de
sorrir.
Se fosse para Grissom que eles estavam sorrindo, ele estaria verde. Mas continuou fingindo que revisava o menu. Já havia lido "Salmão grelhado com especiarias" sete vezes.
Sara – como boa CSI – não deixava passar nenhum detalhe. Já sabia porque estavam ali. Somente queria fazer Grissom sofrer um pouco mais. Continuou parecendo que não tinha idéia de nada.
- Estou pronto para pedir. E você?
- Também.
Chamaram Charlie. Pediram cada um seu prato e algo para beber. Charlie já havia dado meia volta quando Sara perguntou para ele.
- Que haverá esta noite? O que escutaremos?
Sara não pode ver o sorriso de Charlie que continuou de costas.
- É uma surpresa, senhorita Sidle. – E se foi.
Grisssom sorriu triunfante. – Não disse?
Falaram algum tempo sobre o que tinham pedido para comer. Charlie voltou com um par de taças e um vinho. Serviu um pouco para cada um e saiu velozmente. Grissom levantou sua taça e olhou Sara diretamente nos olhos.
- Saúde!
- Saúde! – Ambas as taças se tocaram. Ao mesmo tempo, beberam um pouco. O vinho estava maravilhoso, mas nenhum dos dois se preocupou muito com isso.
- Grissom...
- Sara... – Disseram novamente juntos.
- Agora é sua vez. – Disse Sara cedendo a palavra.
- Sara... é que... – Sou tão ruim com as palavras! - ... eu ... faz tempo que tenho algo... que quero te dizer... na verdade são tantas coisas que quero te dizer... mas... há uma coisa que é mais importante de todas... na realidade todas são importantes...
Sara estava feliz. Este Grissom é completamente novo para mim. Seu coração batia mais forte.
-... Creio que o mais representativo que quero dizer é que saiba... não, representativo não... tampouco o mais importante... mas sim é importante que saiba... por isso quero te dizer agora... antes que...
- Damas e cavaleiros! – Charlie estava em cima do palco com um microfone.
Ahhhhhh maldição! Por que custa tanto eu dizer?
- Tenho a honra de apresentar nesta noite, aqui no LVJD, um espetáculo fenomenal...
TBC
