Capítulo 7

Desde o inicio de seu reinado Stannis fez algumas coisas bem estranhas que deixavam vários Lordes nobres se sentindo bem desconfortáveis como tornar a prostituição ilegal, ordenar que as meninas da corte tivessem a mesma educação acadêmica que os meninos, e um de seus principais conselheiros era um ex contrabandeante que estava aprendendo a ler e que diziam que ele ia fazer deste a Mão do Rei quando a sua educação se completasse. Ele cancelou a maioria das festas e torneios marcados por considerá-los inúteis e um desperdício de dinheiro. E ele tinha uma tendência a punir pessoas, até mesmo aquelas de bom nascimento, ele até recentemente recebera uma carta de Meistre Aemon da Patrulha do Noite o agradecendo pela grande quantidade de homens que haviam sido mandados para a Muralha desde que ele havia assumido o poder.

E não dava para fazer uma nova rebelião porque não dava para tirar alguém do poder porque ele estava seguindo as regras e em geral levando o seu trabalho a sério, e também o povo em geral estava feliz. Stannis ainda não era exatamente querido pela população, mas quando perguntavam o porque dificilmente mencionavam suas políticas ou a qualidade do seu trabalho, era sempre algo com relação a como ele era mal-humorado e frio, porque a verdade é que o Reino sob a supervisão dele estava funcionando bem de um jeito que não funcionava desde os dias de Aegon V. Stannis Baratheon era um Rei bem esquisito, principalmente porque ele realmente fazia o seu trabalho.

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Cesare tinha continuado na corte da Fortaleza Vermelha a comando de seu pai que não confiava em Jane para defender os interesses da família, uma preocupação que acabou sendo completamente justificada já que Jane parecia ter muito mais interesse em andar de cavalo ao redor do reino, e para a sua irritação ficar conversando com Tyrion que seu pai também havia ordenado que permanecesse na cidade, Cesare nem precisou falar muito para convencê-la a fazer dele o seu representante no conselho.

O que estava sendo bem menos prazeroso do que Cesare esperava, ele sentava ao lado dos homens que controlavam o futuro de Westeros e ainda assim não tinha controle nenhum quanto as mudanças excêntricas que o Rei tinha feito, seu pai não estava completamente insatisfeito já que com algum esforço Cesare havia conseguido negociações favoráveis com relação a impostos e suprimentos, apesar de frequentemente ainda mencionar em suas cartas que ele estava decepcionado por Cesare não ter conseguido um matrimônio entre Jane e Stannis, ele não entendia, Stannis nunca faltava a uma única reunião do conselho mas Cesare não via porque já que no final ele sempre acabava fazendo o que ele queria usando a desculpa de estar fazendo o que era certo de acordo com as leis.

Mas o que Cesare considerava pior era que o Rei insistia que seu irmão mais novo também assistisse as reuniões do conselho, ele dizia que era para educá-lo sobre o funcionamento do reino, mas Cesare tinha certeza que era só para humilha-lo, colocar uma criança na mesma posição que ele, o irmão do Rei e o irmão da rainha, ele o herdeiro da casa Lannister, o homem que tinha acabado com um Rei e na sua frente um menino que ficava vermelho e gaguejava toda vez que Cesare lhe demonstrava o mínimo de atenção.

Cesare dizia para si esmo que com Robert seria pior, mas as vezes era difícil convencer até mesmo a si mesmo.

O Rei nunca bebia, nunca usava prostitutas, nunca competia em torneios, nunca se divertia de nenhuma maneira que pudesse ser usada como desculpa para uma morte acidental, e nunca parecia não estar prestando atenção, nele ou em qualquer outro. Cesare se considerava criativo, mas com Stannis não havia brechas, mas ele era um otimista, homens bem maiores do que o Baratheon sem carisma caíram, talvez um dia houvesse uma chance, algo que não o incriminaria, um simples gesto que fosse tão fácil quanto foi cortar a garganta de Robert, então até lá ele continuaria sorrindo e sendo tão charmoso quanto ele sempre soube ser, mesmo com o menino irritante sentado na frente dele.

Obrigada por ler, comentários são sempre apreciados.