N/A: Oi oi gente! Só queria me desculpar mais uma vez pela demora, como bem sabem ando muito ocupada.

Gostaria também de agradecer a Maria Beatriz e a Lee pelos comentários. Muito obrigada por todo o carinho e elogio meninas, não sabem o quão importante isso é para mim, de verdade. Agora sim, vamos à fanfic! :*


1994

Tate estava sentado no piso gelado do corredor do Westfield High, seu discman tocava o último CD do Nirvana enquanto folheava um livro sobre pássaros, encantando-se a cada página virada.

Estava distraído e absorto no que estava fazendo, mas não o suficiente para reparar na líder de torcida que parara em sua frente e apoiava as mãos nos quadris observando-o com desdém, preferiu ignorá-la, esse tipo de gente era a escória daquela instituição e dar atenção a eles era apenas um motivo para querer ser humilhado publicamente e Tate não estava com humor para isso.

-Hey você! – Intimou a garota e Tate fingiu que não era com ele. – Estou falando com você, aberração! – E chutou o livro que caiu no colo dele.

Tate respirou fundo e analisou as folhas amassadas e retomou sua leitura.

-O que te faz pensar que é melhor que qualquer um aqui? Fica ai com seus livros de passarinhos e bichinhos e não fala com ninguém. Quem você pensa que é? Anti-social!

-"Há um prazernas florestasintransitáveis ;
Há umêxtasena costasolitária;
sociedade,onde ninguémse intromete,
Pelo marprofundoe músicaemseu rugido:
Eu não amoo homemmenos, masmaisa Natureza"

Recitou em um tom neutro sem levantar os olhos – Lord Byron – concluiu.

–E o que isso quer dizer?

-Que minha paciência está se esgotando e é melhor você desaparecer! – Flechou-a com olhos cheios de fúria.

Ela apertou os olhos fitando-o desafiadora e sorrindo de maneira abusada.

-Ouvi dizer que seu pai o largou quando ainda era pequeno, cara esperto! É verdade que sua mãe chegava bêbada em casa e te espancava e para curar as mágoas você comia a débil-mental da sua irmã? – Tate fulminou-a com o olhar e levantou num pulo, sua mandíbula estava rígida. A líder de torcida se afastou inflando o peito de forma ameaçadora.

-Você não ouse falar da minha irmã sua vadia degenerada e sociopata! – Empurrou-a e saiu o mais rápido que pôde, as vozes começavam a se agitar em sua mente.

- Você não passa de um covarde, Langdon! Ouviu bem? Um covarde! Aberração...

-x-

Chegou em casa e jogou sua mochila em uma cadeira e deixou-se cair na cama com os braços abertos, ficou observando o teto por algum tempo depois esfregou o rosto com as mãos, precisava se acalmar, havia dado uma volta pela praia, ficou sentando na areia observando as ondas quebrando na encosta e a vastidão azul que o chamava silenciosamente até anoitecer, mas nem aquilo o havia acalmado e agora deitado em sua cama naquela casa os problemas pareciam quadruplicar de tamanho.

Constance o chamou para jantar e ele desceu batendo os pés, o teatrinho iria recomeçar. Larry estava sentado à cabeceira da mesa, Constance ao lado de Tate e Addy sentada de frente para ele no lado oposto.

Larry pediu para Tate fazer a oração, que quando começou foi recepcionada por um tapa de Constance, mas ele não parou até terminar de insultar a ela e Larry. Addy riu dizendo "Amém" e Tate sorriu para ela.

Depois de Tate e sua mãe discutirem ele foi para seu quarto e bateu a porta. Ficou acordado a noite inteira, consumiu drogas e ficou inquieto piscando nervosamente sendo perturbado pelas vozes em sua cabeça que o incitavam a cometer pequenos delitos, quando amanheceu ele pegou as armas escondidas debaixo de sua cama e saiu.

Foi até o escritório onde Larry trabalhava e ateou-lhe fogo, foi irônico vê-lo queimar exatamente como sua esposa e filhas algumas semanas antes. Depois ele foi ao Westfield High e atirou em 15 alunos, incluindo a líder de torcida e em um dos professores deixando-o inválido da cintura para baixo.

Mais tarde em casa a equipe da SWAT invadiu a Murder House e atirou nele quando o mesmo tentara pegar a pistola escondida debaixo de seu travesseiro. Quando perguntaram a ele o porquê daquilo, Tate morreu.

-x-

2014

Megan sentou-se a mesa com a mãe para o jantar, estava inquieta e seu rosto mostrava claramente que a jovem estava distraída e um tanto perturbada.

-Meg? – O som da voz de sua mãe a assustou ao tirá-la de seu transe. – Está tudo bem?

-Tudo, é só que uma coisa estranha aconteceu agora a pouco... – Genevieve a olhou confusa e a garota começou a narrar.

"-Mas que p...? O que está fazendo aqui? – Megan estava congelada no mesmo lugar, de onde aquele rapaz saiu?

Tate apenas levantou os olhos e fitou-a de cima a baixo sorrindo inocente. Megan virou-se fazendo menção a chamar pela mãe e quando virou para certificar-se que o estranho rapaz não havia se movido percebeu que ele havia desaparecido."

-Uhm... Talvez seja um dos fantasmas da casa. – Disse Genevieve fingindo um falso desdém.

-Como é?

-Aquela senhora que nos vendeu a casa, Marcy, disse que os antigos donos morreram aqui e ouvi pela vizinhança que a casa é mal assombrada – Fez uma carreta de horror e modificou o tom da voz para o de chacota ao terminar a frase finalizando-a com uma risada maligna.

Megan começou a rir e as duas gargalharam juntas durante alguns minutos.

-Não acho que ele seja um fantasma, claro que foi estranho o que aconteceu, mas ele parecia tão real... E era bem bonito – Cochichou a última frase para si mesma.

-Deve ser um desses adolescentes que entram na casa de vez em quando, ela ficou muito tempo desabitada e sempre tem fanáticos pela vizinhança.

-Não acho que ele faça o tipo que invade os lugares para fazer rituais de bruxaria ou coisa do tipo, mas nunca se sabe não é?

-Exato! E se ele aparecer de novo não se esqueça de convidá-lo para ficar.

-MÃE! – Disse horrorizada.

-O quê? Você o achou bonito não foi? Então qual o problema!

-Às vezes não sei quem puxei. Sério, você não pode ser minha mãe! – Riram juntas e a luz desligou de repente. – Mas o quê?

-Deve ter ocorrido um apagão, vou acender algumas velas. Já volto.

Megan ficou sozinha na sala de jantar esperando que a mãe retornasse quando sentiu uma mão tocando seus cabelos, virou-se exasperada e perguntou quem era, mas não houve resposta, ajeitou-se na cadeira e procurou manter a calma, era só sua imaginação.

Então a mesa começou a tremer e os objetos a sua volta a cair, ela levantou em um pulo e gritou, quando se virou foi pega de surpresa por uma presença que ela não havia notado se aproximar.


N/A: E então o que acharam? Sei que ficou meio pobre, é que ando meio sem imaginação, mas prometo que vai melhorar assim que tiver tempo! Beijos

~T.