Capítulo 7

Ela suspirava em baixo de si, as unhas arranhavam de leve as suas costas e seus movimentos eram sincronizados. Tudo era somente em nome do prazer, era mais uma noite que passava com mais uma atraente mulher.

- Ka... Kakashi! – a voz dela saia falha por causa do prazer que sentia.

Colocou sua mão tremula na nuca dele e deslizou seus dedos lentamente pelos cabelos cinza do ninja, ela queria beijá-lo. Ele desviou e ficou a olhar para o lado, posou sua cabeça no ombro dela, via os cabelos castanhos de sua acompanhante espalhados pela cama. Preferiu fechar os olhos.

Lembrança de uma borboleta amarela a planar vinha em sua mente. Fechou os olhos com mais força e forçou-se mais contra a mulher para poder esquecer, não conseguia. A borboleta subia descia, ela ficava bela contrastando com o céu azul. Ele tirou as mãos dela sobre si e segurou seus pulsos contra a cama, forçou mais fundo e continuava com os olhos fechados, não queria lembrança, não agora. Em companhia da borboleta amarela vinham risadas de um garoto que corria em busca daquele delicado inseto.

- Não. – falava para si mesmo, ele só não queria lembrar. Kakashi sabia que a mulher já estava chegando íntimo prazer, ele também estava quase.

O garoto corria delicadamente atrás da borboleta, seu cabelo castanho já estava desarrumado fora do lugar. Sua risada era tão doce e inocente, as mãos estavam estendidas para pegar a borboleta, seus olhos brilhavam com ansiedade. Uma doce cena que prendia qualquer um.

Gemeram juntos e chegaram ao auge. A mulher fechava os olhos devagar por causa do cansaço que sentia e adormeceu de imediato. Kakashi sentado olhava aquela mulher, era ela atraente pele delicada e longos cabelos castanhos, mas não era ideal. Mais uma de suas noites. Nem se quer fez questão de saber o nome dela. O que importava? Ela não era importante para ele.

Olhou para a janela com um olhar perdido. Aquela lembrança o atormentava, era a primeira vez que pensava em outra coisa quando estava a ter relações, ainda mais pensar em uma cena tão simples daquela.

- Logo isso vai acabar. – era o que ele desejava.

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- K, ONDE ESTA VOCÊ? – Iruka gritava com as mãos no ar em busca pelo cachorro.

O cachorro desaparecera e Iruka estava a procura dele a vila inteira, ficou tão pouco tempo com o animal e já criara um vinculo com ele. Nesses dias que o cachorro não aparecia ele se sentia desolado sem ninguém para conversar, mesmo que fosse um animal ele gostava de K. E não ligou por ter gritado no meio da vila, e ligou muito menos por as pessoas estarem o olhando como se fosse um louco.

- Por que você sumiu? – falou baixinho para que somente ele pudesse escutar.

- Olá Iruka! – escutou atrás de si uma voz familiar, ao se virar viu que era uma velha senhora segurando um gato e outros felinos em sua volta.

- Como vai senhora Genkai? – foi cordial com a velha senhora.

- Ainda está a procurar seu cachorrinho? – ela se aproximou.

- Sim, mas... Bem, ele não é meu, senhora Genkai. – sorriu docemente.

- Mas bem que você gostaria, não é? – ela olhava seu gatinho com interesse.

- É, eu sei que isso é loucura. – ele coçou a cabeça sem jeito.

- Pelo o que sei quem sofre de loucura aqui sou eu. – a velha falou brincando, colocou seu gatinho no chão junto com os outros. – Por mais que seja um animal o nosso melhor amigo, não é loucura querer tê-lo ao nosso lado sempre. Os animais são os seres mais verdadeiros que alguém pode encontrar. – ela olhava Iruka bem no fundo de seus olhos.

- São belas palavras. – ele se sentiu mais tranquilizado.

- Tenho que te dizer uma coisa que percebi daquele cachorro. – ela ficou seria.

- O quê? – ficou curioso sobre o assunto, até abriu um pouco mais os olhos.

- Dá pra ver o amor que aquele animal sente por ti, só que ele não percebeu. – ela começou a andar indo embora e sendo seguida pelos gatinhos. – Espero que vocês sejam muito felizes juntos.

Iruka ficou parado vendo a velha senhora seguir o seu caminho, ele não entendera nada da ultima frase que ela dissera. Felizes juntos? Como assim?

- Talvez as pessoas estejam certas, ela deve ser louca.

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Kakashi andava pela vila lendo, como sempre, o seu interminável livro. Não lendo exatamente, estava pensando em sua ultima lembrança. E daí que conhecera Iruka ainda jovem, não ligava pela borboleta e muito menos que naquela época Iruka havia chamado seu amigo de Obito-kun.

"Vamos esquecer isso Kakashi, hoje você vai fazer uma aproximação mais efetiva. Não vai existir K hoje e nem nunca mais." Pensava com sigo mesmo. "Ta certo que ele gosta muito do cachorro, mas você é o cachorro. Vamos logo acabar com essa aposta ridícula e seguirmos nossa vida como sempre fez."

Olhou para frente vendo aquela senhora louca que conhecera quando era K vindo e sendo seguida por seus gatos. Não ligava para ela, aquela senhora não o conhecia mesmo, e ele fingiria que a não conhecia. Voltou a ler o seu livro. Lentamente ela passou por seu lado e já estava atrás de si.

- Iruka-sensei sente muita falta do cachorro K. – Kakashi escutou ela dizer, quando ele se virou ela já havia cruzado um beco.

- Por que ela me disse isso?

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Iruka andava pela vila reparando nas possas d'agua que tinha no chão. Estava chovendo muito ultimamente. Parou e ficou olhando seu reflexo em uma possa, porém tinha um outro reflexo ali que não era o seu. Olhou para trás um pouco assustado.

- Me desculpe por ter lhe assustado Iruka-sensei. – era Kakashi. Ele ficou ainda com a boca um pouco aberta e um tanto receoso com a aproximação do outro, será que ele apareceu para falar mais coisas ruins? Ele se perguntava.

- Tudo bem Kakashi-sensei. – ele falou sem jeito e estava pronto para ir embora.

- Eu também queria me desculpar sobre aquelas coisas que lhe disse naquele dia, eu tive um probleminha e acabei descontando na primeira pessoa que vi. Você! – Kakashi coçava a cabeça.

- Esta tudo bem, aquilo não me afetou em nada. – Iruka balançava seus braços, Kakashi sabia que ele estava mentindo, sabia que havia deixado Iruka triste. – Bem, agora vou indo. Deu dois passos.

- Como um pedido de desculpas te convido para um lamen. – falou calmamente.

Kakashi estava lhe convidando para comer Lamen? Seria como se fosse um encontro? Iruka ficou vermelho. Estava começando a pensar em besteiras, encontro? Que isso. Então ele se lembrou como foi que conheceu Kakashi e ficou mais vermelho.

- Sabe como é, serve para que dois amigos possam colocar seus assuntos em dia. – falou para tentar acalmar o jovem sensei, ele estava muito vermelho por algum motivo.

- Ta bom. Isso não vai fazer mal nenhum. – olhou para todas as direções menos para Kakashi, ele se sentia um estúpido por ter pensado naquilo.

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Depositaram sobre a bancada duas tigelas de lamen, Iruka agradeceu pela comida e começou a apreciar o gosto do lamen. Por um mínimo de tempo esquecera do restante do mundo, mas reparou que seu acompanhante nem se quer se movera para degustar o lamen. Parou de comer e puxou um fiozinho de macarrão pra dentro, olhou para Kakashi que estava a encará-lo com seu único olho visível de uma forma estranha. Da mesma forma que o olhava na primeira vez que o viu. Ficou sem jeito novamente.

- Não vai comer o seu lamen Kakashi-sensei? – perguntou olhando para a sua própria tigela, ele sabia que Kakashi ainda o observava.

- Eu vou. – respondeu sem piscar.

Para comer, Kakashi teria que tirar a mascara, e Iruka estava ansioso por isso. Nunca tinha visto o rosto do ninja sentado ao seu lado.

- Como anda a vida Iruka-sensei? – Kakashi perguntou.

- Hum... Um pouco desanimada, sinto falta do Naruto. – colou sua mão no queixo e sorriu para si mesmo.

- Desanimada? – Kakashi olhou para a bancada. – Dizem por aí que você estava muito animado com o seu cão.

- As pessoas falam demais Kakashi-sensei.

"Isso é verdade." Kakashi concordara mentalmente.

- Eu não tenho cão. – falou mais triste.

- Por que se preocupa tanto com ele então? – perguntou por perguntar. – Naquele dia você estava extremamente interessado em saber onde esse cão estava.

- O nome dele é K. – corrigiu por impulso. – Perdão, é que ele é um pouco especial para mim. – Agora Kakashi se surpreendera.

- Especial como?

- Ele me ajuda a fugir da realidade. – seu olhar ficou perdido.

- Por que você quer fugir da realidade?

- Nada não. – abaixou a cabeça, seus olhos ficaram em negro e mexeu sua tigela sem ânimo.

"Ele só se abre pro cachorro."

- Você ainda esta atrás de K? – perguntou.

- Lógico. – olhou esperançoso para Kakashi. – O senhor o viu?

- Não! – foi direto e curto. Ficou preso nos olhos de Iruka.

Ficaram se encarando, o vento soprava um pouco mais forte e mais frio, anunciando que em breve choveria. Folhas vinham sendo carregadas pelo vento, e um objeto em especial. Uma fita azul! Essa fita passou por entre eles trazendo com sigo certas coisas.

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Estava cansado, debilitado. Aquela missão ANBU fora muito difícil, felizmente conseguira realizar com sucesso. Tirou sua mascara anbu e encostou-se em uma arvore, ainda usava o uniforme do esquadrão. Olhou para cima vendo que as copas das arvores daquele campo tampavam a visão do céu. Só queria descansar. Um barulho lhe chamou a atenção, do meio dos arbustos surgira uma bola simples que rolou até ele. Parou a bola com o seu pé. Há muito tempo não chegava perto de uma bola, passava a maior parte do seu tempo a treinar. Fechou seus olhos, não se arrependia de ter perdido praticamente sua infância, ele chegou ao topo. Tornara-se um ninja esplendido mesmo sendo muito jovem. Ele, Hatake Kakashi, não se arrependia de nada.

Escutou passos indo a sua direção, deixou a bola de canto e se escondeu entre as folhas de uma arvore. Ficou para ver o dono da bola, se surpreendeu com o que viu, era o mesmo garoto que perseguia uma borboleta de semanas atrás, Umino Iruka. O garoto pegou a bola lentamente e sorriu vendo que ela estava inteira. Ele olhou para todos os lados e para as arvores, ele se sentia sendo observado. Estava voltando pelo caminho que viera e decidiu olhar uma ultima vez para uma arvore, viu Kakashi de cabeça para baixo com os pés grudados na arvore, ele segurava um mascara de formato de um animal e permanecia com os braços cruzados.

- Olá Kakashi-san! – sorriu enormente para o mascarado que lhe encarava de uma forma estranha. Suas bochechas ficaram levemente rosadas.

- O que faz aqui? – perguntou ríspido. Iruka deixou de sorrir.

- Só estava brincando com o meu pai. – olhou para a bola.

Kakashi estreitou mais os olhos, ele nunca brincara com seu pai. O que isso importava?Nada. Apareceu de relance perto de Iruka, que se assustou com a súbita aproximação de Kakashi, próxima até demais. Deu alguns passos para trás e deixou a bola cair. Kakashi percebendo que o assustara desaproximou. Sentou-se no chão com as costas apoiadas numa arvore e deixou sua mascara ANBU de lado, levantou uma perna e apoiou seu braço nela e continuando a olhar fixamente Iruka.

- Você faz parte do esquadrão ANBU? – perguntou com um sorriso singelo.

- Eu pensei que isso fosse obvio pelas minhas roupas!

- Desculpa foi uma pergunta idiota. – ficou sem graça. Aproximou-se de Kakashi e agachou em sua frente. – Você esta lá há quanto tempo?

- Desde meus dez anos¹. – decidiu matar a curiosidade do garoto.

- E agora você tem quantos anos?

- Treze.

- Ainda é muito novo. – sorriu com a graça.

- E você por acaso não é? – não gostou da brincadeira.

- Sim, tenho doze anos. Sou um ano mais nove que você Kakashi-san. – sorriu abertamente. – Você acha que um dia eu poderia me tornar um ninja?

- Eu acho que não, você é fraco!

- Eu não sou fraco. – ficou emburrado.

- Por favor, não faça bico. – o encarou mais seriamente.

- Por que não? – inclinou a cabeça de lado.

- Só quero me manter controlado. – falou de uma maneira diferente.

Iruka não entendeu o que o outro dissera, decidiu pensar em outra coisa. Lembrou de uma coisa que tinha em seu bolso e a tirou. Era uma fita azul.

- Olha o que eu achei hoje. – mostrou sorrindo.

- Nossa que interessante. – disse sarcasticamente, não entendia como aquele garoto mudava de assunto tão rápido.

Iruka não ligou para o que o outro falou, amarrou uma ponta da fita no dedo do mascarado e a outra ponta no seu próprio dedo. Ficou a balançar a fita.

- Então Kakashi-san, por que você usa essa mascara? – Kakashi não respondeu ficou a olhar a fita amarrada em seu dedo.

- Isso me fez me lembrar de uma lenda. – mudou de assunto.

- Que lenda?

- Dizem por aí que as pessoas predestinadas estão ligadas por uma fita e que os laços que se formam a partir daí nunca se rompem. ² - falou sorrindo por debaixo da mascara.

Iruka ficou vermelho, se levantou para desamarrar a fita de seu dedo. Com um só puxão Kakashi fez com que Iruka caísse com o rosto sobre a sua barriga, ele o olhou mais vermelho e tremulo. Kakashi passou seus dedos sobre a nuca de Iruka.

- O que foi garoto? Tem medo que essa lenda seja real? – Iruka percebia que a voz de Kakashi estava diferente, um pouco maliciosa.

- Claro que não! Lendas não são reais. – fingiu confiança. Levantou rapidamente e já iria voltar a tentar desamarrar o laço que fizera. – É que eu tenho que ir, meu pai esta me esperando. – estava todo sem jeito.

Agora com um puxão mais forte na fita Iruka caiu de joelhos entre as pernas de Kakashi, este enlaçou a sua cintura aproximando-o mais de si, Iruka colocou suas mãos no ombro dele como apoio. O coração do jovem de cabelos castanhos estava disparado.

- Sabe o que eu acho Iruka-kun? – prendeu seus olhos nos do outro. – Que isso é desculpa para fugir de mim. – sua voz hipnotizava. – Afinal, tem medo que essa lenda seja real e você fique para sempre preso a mim?

- Iruka! – uma voz masculina gritou o garoto. Era o pai dele, agora. Porque antes era uma desculpa.

Iruka se desgrudou apressadamente dele e desfez o laço com a mão tremendo, apanhou a bola que estava no chão e correu.

- Estou indo pai!

Kakashi permaneceu sentado vendo o outro correr em busca do pai. Sabia que ele estava fugindo de si. Sorriu por debaixo da mascara, com o que ele tinha feito atravessou uma barreira que não tinha mais volta. Olhou a fita que ainda estava amarrada em seu dedo, desamarrou-a e a jogou ao vento.

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A fita azul que voava foi segurada por Kakashi. Iruka estava com os olhos arregalados com a lembrança que veio em sua mente, olhou para todas as direções menos pro ninja ao seu lado. Torcia para que Kakashi não lembrasse desse acontecimento, mal sabendo ele que o ninja copiador estava lembrando disso tudo.

Kakashi olhava a fita em sua mão sem interesse aparente. Já era outra lembrança para lhe atormentar.

- Você gosta de borboletas Iruka-sensei?

Iruka olhou assustado para Kakashi. Será que ele estava lembrando? Olhou ao fundo uma pessoa que não queria encontrar andando por aquele caminho, levantou-se apressado.

- Tenho que ir. Até logo. – correu.

Kakashi achou que sua pergunta havia assustado Iruka, mas quando olhou para trás e viu Kaito andando naquela direção pôde perceber o porquê do outro correr. Ficou a encarar com fúria Kaito passar por aí perto com um sorriso esnobe, talvez ele não tivesse percebido Iruka. Pegou a tigela de lamen e jogou na cabeça dele o sujando todo.

- QUEM FOI O DESGRAÇADO? – ele virou com fúria, a barraquinha de lamen estava vazia. – Se eu descobrir quem foi eu mato ele. – tirou a tigela de sua cabeça.

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Pingos começavam a cair do céu, não atrapalhavam Iruka de dar passos largos. Ele estava atordoado com essas lembranças que vinham. Seu corpo estava molhado com os pingos de chuva, colocou uma mão sobre os seus olhos. Precisava de K para desabafar. Aos poucos ele escutava latidos.

- Devo estar louco, até latidos estou escutando! – os latidos ficaram mais altos.

Olhou para trás e viu correr em sua direção K, ele vinha velozmente, latia. Esguichava lama por correr. Iruka sorriu e abriu os braços esperando o cachorro que pulou em cima dele o fazendo cair no chão e se sujar de lama.

- Olha o que você fez molenga! Me sujou de lama. – fingiu estar bravo, mas sorria abertamente. – Obrigado por ter aparecido.

"Descidi ser Kakashi e K ao mesmo tempo, o que você acha?" O cachorro saiu de cima de Iruka e ficou a correr na lama. O sensei corria atrás do animal tentando segura-lo mas sempre caia junto ao cão na lama. Estava gostando da brincadeira

- Nunca mais suma K. – corria junto ao cão, sem se importar da sujeira. – Você é meu melhor amigo!

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Abriu a porta de sua casa tendo o maior cuidado de entrar e não sujar nada de lama, o cachorro entrou folgadamente com a língua de fora e deitou-se no sofá.

- Eu não acredito. Sai daí! – puxou o cão pela coleira vendo o estado deplorável que ficou o móvel. – Isso vai demorar pra ser limpado. Pra falar a verdade a casa toda.

"Foi você que quis brincar na lama." Kakashi pensava enquanto analisava junto ao Iruka o estado do sofá. Era engraçado agir feito um cão. Iruka lhe segurou pela coleira e o puxou em direção ao banheiro, chegando lá começou a encher a banheira de água.

- Você precisa de um banho! – falou olhando o cachorro.

"Você também, mas eu não falo nada." Iruka desligou a torneira vendo que a banheira estava completamente cheia.

- Anda, entre!

"Eu vou banhar em casa, não se preocupe."

- Entra. – o cachorro não o obedecia, pegou-o pela coleira e o forçou a entrar, o cão fazia força para não entrar. – Eu pensei que você gostasse de banho, sempre anda limpinho. – o cachorro forçava na direção oposta a banheira.

"Eu gosto de banho só não gosto que os outros me banhe!" Iruka puxou com mais força a coleira, porém devido a lama, ela saiu do pescoço de K. Com o impulso dado Iruka caiu na banheira jogando água para fora. O Kakashi esperou Iruka gritar. Esse se sentou na banheira segurando a coleira e com uma veia pulsante na cabeça.

- Custe o que custar você vai tomar um banho. – por seu cabelo estar desajeitado o soltou. O cachorro o ficou olhando de uma forma estranha. – Não gostou de me ver de cabelo solto?

"Na verdade gostei muito, muito até demais." Abaixou a cabeça.

- Depois você se acostuma de me ver assim! – se preparou para sair da banheira.

"Espero mesmo ti ver assim mais vezes." Viu Iruka colocar um pé fora, então ele se afastou. O sensei percebendo que o animal estava se afastando se apresou a sair e escorregou no chão de cerâmica e caindo de costas. O cachorro viu o pé de Iruka mexer levemente como se fosse um tique.

"Será que ele esta bem?" se aproximou, e o sensei se levantou com uma cara furiosa.

- Agora você VAI TER que tomar um banho. – o cachorro correu. – Volta aqui.

Ficou a perseguir o cão a casa inteira, tudo estava se sujando de lama. Corria entre os móveis, pulava o sofá, batia nos armários derrubando alguns livros. Kakashi na forma de cão reparava no jeito de Iruka que parou e sentou no chão ofegante, seus cabelos soltos estavam bagunçados e sua face vermelha. Sorria docemente.

"Por incrível que pareça você está sexy Iruka." Por estimulo correu até o sensei e o derrubou de vez no chão e começou a lambê-lo.

- Eca na boca não. – limpou os lábios com as costas da mão, acariciou a cabeça do animal e sorriu. – Bem vindo de volta K.

CONTINUA...

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1- Não sei se foi com essa idade que ele entrou para a Anbu, se eu errei me desculpem.

2 - Não sei direito sobre essa lenda, eu acho que é mais ou menos assim.

Obrigada por lerem e comentem por favor. Estou fazendo ao máximo para agrada-los. ^^