Capítulo 7 - Desejos.

Sansa se esticou na cama, esticando os braços acima da cabeça. A barriga pesava em suas costas e seus seios estavam tão pesados de leite que agora vazavam durante a noite.

Coçando os olhos, ela se levantou. Jon já havia se levantado e saído do quarto.

Sansa Stark estava prestes a dar a luz. Com o ventre inchado pelo poder da vida que se mexia dentro dela; Sansa nunca imaginara tamanha força dentro de si. Com seu tempo quase chegando todos em Winterfell aguardavam e cochichavam sobre o dia que nasceria o herdeiro de Winterfell alguns juravam que ela um menino. "Pelo formato da barriga, oras! Olha como o bebê está alto, isso é menino!". Já outros estavam convictos que seria uma menina, a perfeita herdeira de Winterfell, bela como a mãe e forte como o pai.De qualquer maneira, Sansa e Jon apenas queriam um bebê saudável, no final das contas, era apenas isso que precisavam. Homens e mulheres fortes que um dia seriam lordes e reis, senhoras e rainhas.

Depois do café, a Senhora de Winterfell resolveu que atenderia aos pedidos do dia e escutaria a todos, mas que depois disso, nada mais! Enquanto ela ouvia e ouvia e ouvia, Sansa só pensava em quanto gostaria de tirar os sapatos, no quão apertados pareciam. A criança em seu ventre se mexia, dando-lhe cutucões que as vezes a machucava. Seu Meister havia lhe dado um livro para ler, um livro pequeno e mal ilustrado sobre o mistério da gestação, e sobre como afetava as mulheres com dores nas costas e enjoos. Inchaços e cansaço.

Sansa bufou, voltando a realidade.

_ Muito obrigada, Ser. Deixo minha palavra que suas queixas serão levadas em consideração.

Levantando da cadeira, arrumada com travesseiros para seu conforto, Sansa sorriu e lançou uma leve cortesia. Todos na sala se levantaram e abaixaram suas cabeças em respeito à ela enquanto ia em direção a saída acompanhada de Brienne.

_ Brienne, encontre Jon e peça para ele me encontrar no solar... E peça por toalhas quentes também, minhas costas doem.

Olhando com certa desconfiança, Brienne apenas se curvou e seguiu em direção ao pátio. Sansa foi ao solar escortada por dois guardas para sua segurança e os dispensou quando chegou ao solar.

Deitando em um dos tapetes, repletos de almofadas e travesseiros, Sansa se permitiu fechar os olhos e apenas sentir.

Suas costas doíam como um onda quente, e não havia posição ou almofada nesse reino que conseguiu lhe ajudar durante toda manhã.

Quando a próxima onda veio Sansa entendeu tudo. Eram essas as ondas que tanto lhe falavam... Mas... Seria mesmo?

Com os olhos cheios de lágrimas ela sussurrou uma prece, pedindo para os novos e velhos deuses lhe dessem força, que sua mãe lhe trouxesse conforto, para que sua hora fosse rápida e tranquila. Que o bebê que carregava viesse bem. E que ela também, ficasse bem.

Jon entrou no solar sorrindo, ele tinha as toalhas em uma cesta que trazia nas mãos.

_ Trouxe para você amor. _ ele anunciou enquanto adentrava o quarto, indo em direção a ela.

_ Que bom. _ ela sorriu. _ Mas... avise que precisaremos de mais. E de um Meister também.

Os olhos arregalados de Jon quase a fizeram rir.

_ É hora? _ ele perguntou exasperado.

Sentindo mais uma onda percorrer o seu corpo com força, ela apenas consentiu.

_ Chegou a hora, querido.