Princesa Sakura : ainda bem .. pois eu pisto s opa ver os meus leitores felizes … isso e que interessa … brigada … bem aqui vai mais um… com algumas surpresas … espero que gostes
Avisos:
Não liguem aos graus de parentesco para lerem esta fanfiction.
Tanto as personagens de Card Captor Sakura bem como a história não me pertencem... mas som pertencem respectivamente a CLAM ... e a Marion Mckenna..
Espero que gostem desta história bem como eu gostei, por isso resolvi posta-la.
Resumo
Quando Sakura Kinomoto regressou a Tomoeda depois da morte da sua mãe, pensou que o passado estava definitivamente enterrado. Que ninguém recordaria já o escândalo depois do qual se vira obrigada a abandonar a aldeia sete anos antes. Que nunca lhe chamariam como antes, " a amante do cigano ". Mas Sakura enganava-se. Alguém tinha esperado por ela dia após dia, mês após mês, ano após ano, ansioso por vingança. Alguém que a havia amado loucamente e que se sentia morrer quando ela rompera o pacto de amor eterno que, na juventude, ambos haviam selado ao luar…
Capitulo 7
-Quem é? – Atendeu uma voz feminina com um sotaque estrangeiro.
-Desejo falar com o senhor Shaoran Li.
-De parte de quem?
-Uma amiga – respondeu a jovem, aliviada porque a sua interlocutora era uma velha e nao uma das 10 amantes do seu antigo amor.
-Qual delas?
-Chamo-me Sakura kinomoto.
-Que prazer! Não a esperava tão cedo.
-Como diz?
-Conhecemo-nos no sábado.
-Nós?
-Olha que a tua memoria é tão má como a tua reputação, rapariga.
-Não sei do que está a falar, senhora.
-Shaoran está a dormir. Telefona à tarde.
E aquela pessoa desligou o telefone sem esperar resposta. Sakura pensou, pensou, mas não conseguia recordar ninguém com aquela voz.
Às duas da tarde tentou novamente. Desta vez foi o próprio Shaoran quem atendeu.
-Estou.
-Olá. Sou a Sakura.
Fez-se um desagradável, doloroso e longo silencio.
-Julguei que terias a decência de não voltar.
-A minha mãe morreu…
-Eu sei.
-E os teus pais?
-Debaixo de terra – respondeu ele, brutalmente, como se a quisesse agredir com palavras.
Quero que nos encontremos.
-Para quê?
-Gostaria de te contar o que se passou, aquilo que passei durante estes anos – disse Sakura, à beira das lágrimas.
-Já não me interessa.
-Não queres saber porque me casei?
-Os motivos são o menos. Faltaste à tua palavra e ponto final.
-De qualquer maneira, preciso de falar contigo.
-Queres que te devolva a hipoteca?
-Sim.
-Foi o que supus.
-É pelo meu pai. Perder a casa vai mata-lo.
-Não percebo porquê. Quando jogou ao póquer isso não lhe importou.
-Está doente.
-Que tem?
-Está mentalmente doente.
-Pois digo-te que esse é um mal incurável. É melhor esqueceres isso e voltares para o Canadá.
-Não tenho para onde ir.
-Julguei que te tinhas transformado numa viúva rica e que me ias oferecer uma boa quantia pela casa dos teus antepassados.
-Pois estás enganado. O meu marido deixou o dinheiro todo à irmã.
-Deves ter sido muito má esposa.
Sakura calou-se. Recordou por instantes as últimas semanas de Yukito, as noites que passara acordada a tratar dele, as agressões que tinha recebido dele.
-Tens razão, Shaoran, fui uma má esposa, mas não sou má filha. – Foi a resposta que Sakura deu.
-Pois eu não te vi no funeral da tua mãe, embora pouco me importa o que fazes. Tens com que pagar a hipoteca ou não?
-Não tenho dinheiro, mas poderia trabalhar para te pagar.
Foi então que uma ideia macabra assomou à mente do homem.
-Poderia interessar-me.
-Deixas-me pagar em prestações?
-Veremos. Vou mandar alguém buscar-te daqui a uma hora e conversaremos em minha casa. Talvez cheguemos a um acordo.
O coração da rapariga começou a bater furiosamente. E se Shaoran a matasse?
"Seria melhor para ti que eu morresse agora mesmo", dissera-lhe ele. E para Sakura aquelas palavras haviam sido uma espécie de ameaça velada: o seu pai seria capaz de tudo, até de se suicidar se fosse para a rua.
-Daqui a uma hora estou ai. Não precisas de mandar ninguém.
-Mas fá-lo-ei porque sou um cavalheiro – dissera ele, com sarcasmo. – Então, até logo.
Ás quatro da tarde, o Mercedes vermelho de Shaoran estacionou em frente da mansão Kinomoto.
Um motorista de farda branca bateu na porta e foi atendido por uma rapariga loira , vestida com um sóbrio fato cor malva. Uma vez no carro, encolheu-se num canto temerosa e começou a massajar as têmporas pois parecia que a cabeça lhe estalava.
Cerca de vinte minutos depois, o Mercedes detinha-se em frente a um portão de ferro, que rodeava uma gigantesca propriedade privada.
O motorista fez um gesto ao rapazito que estava de vigilância para que levantasse as barreiras e seguiu pelo caminho que conduzia ao edifício. Tratava-se de uma casa de pedra, muito sóbria, semelhante a um pequeno castelo medieval. O motorista abriu a porta do automóvel, ajudou-a a descer e acompanhou-a até á porta. Ali, uma jovem com uniforme rosa, conduziu-a directamente ao escritório do proprietário.
O silêncio era absoluto. Dava a impressão que na casa todos dormiam. E assim era, já que ás dez jovens habitantes da mansão costumavam fazer a sesta nos seus quartos. O escritório, no rés-do-chão, estava impecavelmente arrumado.
A rapariga sentou-se numa poltrona e esperou.
-Boa tarde. – Disse uma voz nas suas costas.
Era ele. Mais corpulento, com alguns cabelos brancos, impecavelmente vestido.
-Prazer em ver-te. Shaoran – disse Sakura.
-Deixa de lado as formalidades. Senta-te e ouve.
-Estou a ouvir. – Respondeu ela, magoada com a frieza.
-Vou devolver-te a hipoteca.
Os olhos de Sakura brilharam de alegria. Aquilo iria devolver ao pai o gosto pela vida.
-Mas só ta devolvo se assinares este contrato.
-De que se trata?
-Disseste que estavas disposta a trabalhar para cancelar a divida de Fujitaka Kinomoto.
-Assim é.
-Pois estou a oferecer-te um emprego.
A jovem empalideceu. Lembrou-se do clube nocturno que Shaoran estava para abrir em Tomoeda.
-Que tipo de trabalho?
-Lê.
Ela tentou ler mas estava tão nervosa que tinha a vista toldada. Então começou a entender.
-Parece-te bem?
-Ainda não acabei.
-Pois eu resumo-te. Serás a minha governanta durante um ano. Cumprindo esse prazo poderás levar a hipoteca e não nos voltaremos a ver.
-Não me parece que seja um bom negocio para ti, poderias conseguir uma governanta por muito menos.
-Mas não teria o grande prazer de te ter ao meu serviço. De vez em quando posso dar-me ao luxo de fazer um mau negócio.
-E que tipo de tarefas inclui o contrato?
-Nenhuma que te possa dar prazer, rapariga. Para isso já tenho quem o faça nesta casa.
Então era verdade, aquele homem tinha ali o seu harém e ia obriga-la, durante um ano, a presenciar as orgias que tinham lugar todos os dias.
Esteve prestes a atirar-lhe à cara aquele contrato, mas logo se lembrou dos anos terríveis que passara junto ao marido e chegou à conclusão de que, para ela, aquela provação era uma brincadeira de crianças.
Era evidente que Shaoran queria vingar-se, faze-la sofrer. Então deixa-lo ter esse prazer não era um preço demasiado elevado se fosse para evitar o sofrimento do seu pai. No entanto, havia um problema.
Que diria Fujitaka Kinomoto se soubesse que a sua filha estava ao serviço daquele pervertido?
-Trabalharei para ti, Shaoran, mas não quero que o meu pai saiba. Aliás não quero que ninguém na terra saiba.
-Temes pela tua reputação – Comentou ele.
-Talvez.
-Nem as minhas raparigas nem eu diremos nada sobre a tua presença aqui. Inventa uma desculpa qualquer para o teu pai e diz-lhe que aos domingos poderás visita-lo. Será o teu dia de folga. De acordo?
-De acordo.
-Espero-te amanha ás oito.
-Aqui estarei.
Sakura assinou o contrato, pensando que lhe doía mais aquela caneta sobre o papel do que o golpe na pele que Shaoran lhe fizera havia anos.
Aquele tinha sido um pacto de amor e este era um pacto de ódio.
A diferença era que ela agora ia cumprir a sua parte do trato e, assim, talvez que o compromisso que outrora houvera entre os dois se desfizesse para sempre. Saiu da mansão no mesmo Mercedes que a tinha levado. Ás cinco em ponto da tarde saiu do automóvel à porta de sua casa. Sem sequer se despir, estendeu-se sobre a cama e desatou a chorar.
