Capítulo 7

Acedia

"A preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda."

Mário Quintana – Poeta e jornalista brasileiro

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Olhos negros se abriram lentamente naquela manhã de domingo, a luz do sol invadindo e iluminando o quarto enquanto que uma brisa fresca balançava suavemente as pesadas cortinas azul-marinho. Sonolento, Vegeta suspirou e se remexeu na cama, sua mente estando mais do que preparada para o treinamento que o aguardava pelo restante do dia. No entanto, apesar dos seus pensamentos praticamente gritarem para que ele se levantasse logo e não perdesse mais tempo, seu corpo parecia lutar contra a ideia, estando pesado feito chumbo.

"Vamos... levante-se!" Murmurou suplicante para si mesmo, no entanto, não moveu nenhum músculo.

E continuou deitado.

Numa tentativa de se pôr de pé, virou-se mais uma vez na cama, e seus olhos se suavizaram quando finalmente se depararam com a mulher que dormia ao seu lado. Ela estava deitada de lado, de costas para ele, seu dorso nu exposto para os olhos do príncipe saiyajin, que nunca cansava de admirar a beleza imaculada daquela pele branca. Devagar, pousou uma mão sobre a cintura fina dela, e sorriu um sorriso preguiçoso ao escutá-la suspirar enquanto dormia. Aproximando seu corpo do dela, colou seus lábios no ombro desnudo, beijando-o vagarosamente.

"Humm... alguém acordou de bom humor..." Sorriu contra a pele dela, e a mulher, agora desperta, se virou, ficando cara a cara com ele. "Que surpresa boa acordar com você ao meu lado... sempre que acordo você já está de pé... treinando." Ela disse, sorrindo de leve. Mas então, seu sorriso minguou e ela franziu as sobrancelhas. "O que foi? Aconteceu alguma coisa?"

O cantinho dos lábios dele se curvou num sorriso provocante, e o saiyajin sacudiu a cabeça. "Não aconteceu nada, Bulma. Só estou... um pouco preguiçoso hoje..."

"Humm... sabia que preguiça é o meu pecado favorito?"

"Sério?" Vencendo a moleza do seu corpo, se posicionou sobre o dela, olhando-a com aqueles olhos profundos e cheios de desejo. "E eu aqui torcendo para que fosse luxúria..."

Ela mordeu o lábio inferior, seu corpo esquentando por causa da insinuação dele. "Tarde demais para mudar de ideia?"

"Não..." Abaixou o rosto e a beijou vagarosamente, saboreando os lábios dela com prazer. "Nunca é tarde demais para mudar de ideia."