Capítulo 0 7
Durante o resto do dia Kagome se escondeu em seu quarto, trêmula como um animalzinho preso em uma armadilha. Seu nervosismo não melhorou em nada quando Kaede e Rin entraram e começaram a transferir suas coisas para a suíte nupcial. No fim, não conseguiu mais agüentar e, numa atitude quase histérica, colocou-as para fora, fechando a porta com força.
Não comeu nada durante tarde toda, e só o pensamento de ter que descer para o jantar preparado com todo o carinho por Kaede, em homenagem aos noivos, deixava-a doente. Sabia que, por mais que se esforçasse, não conseguiria partilhar aquela refeição com um homem de corpo e alma marcados, um homem cuja infância amarga o deixara convencido de que todas as mulheres eram mercenárias, cujo afeto nunca era dado livremente, mas só em troca de alguma coisa! Um homem que tinha alcançado o sucesso, levado por uma fria determinação e uma desconfiança cínica e total por seus semelhantes!
Vagarosamente, a escuridão da noite tomou conta de tudo. Olhando pela janela, Kagome contemplou maravilhada, as inúmeras luzinhas que pareciam sobrevoar a superfície azulada do mar, mas que na realidade não passavam das lanternas de acetileno, amarradas na proa dos "grigri", os barquinhos vermelhos que saíam todas as noites do porto, à procura de polvos e lulas.
A batida na porta ecoou através do quarto silencioso com um tiro, assustando-a.
- Vá embora! – O pedido espontâneo saiu aos trancos de seus lábios frios. – Não quero falar com ninguém!
Kagome não havia pensado em trancar a porta, pois os criados sempre pediam licença para entrar. Mas a pessoa que estava ali, evidentemente não tinha intenção de ser ignorada. A maçaneta girou, a porta abriu e uma figura alta entrou no quarto. Antes mesmo de ouvir sua voz, ela já sabia que era Sesshoumaru.
- Você vai ter que me guiar, pois não conheço a disposição dos móveis deste quarto – ele disse delicadamente, sem o menor tom de comando na voz. Parecia tão vulnerável tão dependente de sua cooperação, que Kagome teve de sufocar a vontade que tinha de recusar ajuda.
- Estou sentada ao lado da janela – orientou, esforçando-se para falar com calma. – E não existe nada entre nós.
Com uma segurança que mostrava claramente a confiança total que tinha nela, Sesshoumaru avançou na direção de sua voz com tanta rapidez que ela não pôde evitar uma exclamação de surpresa.
- Eu sou como uma abelha atraída pelo perfume das flores – ele explicou. – E nenhum perfume é tão gostoso quanto o das rosas. Use-o sempre – pediu, parando a poucos centímetros de onde Kagome estava – não mude nunca. Para mim, ele se transformou em uma característica sua, algo que só associo a você.
- Uma vez que este é o único perfume que tenho – ela lhe disse cerimoniosamente, desconfiada daquela mudança de atitude e do charme que a estava deixando mole – um presente de aniversário extravagante da minha irmã,sou forçada a usá-lo com cuidado, e só em ocasiões especiais.
- E que ocasião mais poderia ser mais especial do que o dia do seu casamento? – Sesshoumaru perguntou suavemente, sorrindo com uma ternura que a fascinou.
- O... Que você quer? – ela quis saber, lembrando-se com amargura de que ele era um homem diabólico e que aquele ar de bondade só podia ser fingimento.
- Eu vim lhe pedir desculpas – ele murmurou num tom que fez Kagome se arrepiar da cabeça aos pés. – Quero que me perdoe e tente não dar importância aos comentários que faço levado pela frustração e pela dor. Eu tento combater a depressão que às vezes toma conta de mim, e quase sempre consigo. Mas hoje – continuou passando a mão pela testa num gesto de desânimo e cansaço – a cerimônia do nosso casamento, as pessoas, o barulho deixaram-me tão tenso que não pude suportar. Não posso lhe dizer quanto sinto Kagome, ter descarregado a minha frustração em você.
Em toda a sua vida, Kagome nunca havia conseguido resistir a um pedido daqueles, principalmente quando feito com tanta ternura e humildade. Mas naquele momento ela hesitou, pois uma vozinha interior a avisava para tratar com cautela o homem que tinha o seu coração nas mãos. Ainda estava indecisa, sem saber que atitude tomar, quando ouviu o som distante de uma canção, que chegava através da janela aberta. Era uma canção alegre, cantada por muitas vozes e acompanhada pela música de flautas, violinos, cítaras e bandolins.
- Olhe para a janela e me diga o que vê – ele pediu delicadamente. Uma exclamação de surpresa saiu de seus lábios quando ela olhou para fora. Era como se as estrelas do céu tivessem descido a terra e estivessem avançando lentamente na direção da vila, pela estradinha que ligava à aldeia.
- Parece que todos os habitantes da ilha resolveram nos visitar – disse. – E todos estão carregando tochas acesas!
- Velas – Sesshoumaru corrigiu, aproximando-se tanto, que o coração de Kagome quase parou. – Durante a missa que é rezada um pouco antes da meia-noite, no Sábado de Aleluia, as velas do interior da igreja vão sendo apagadas aos poucos, até que à meia-noite em ponto a igreja está numa escuridão total. Logo depois, o padre sai da sacristia, carregando uma vela acesa, e anuncia ao mundo que Cristo ressuscitou. Os sinos começam a tocar e ele acende, com a sua, as velas dos que estão mais perto dele. Estes, por sua vez, acendem as dos que estão logo em seguida, e assim por diante. E todos trocam os desejos costumeiros dessa ocasião: "Cristos anesti! Alithos anesti"! Isso quer dizer: "cristo ressuscitou! Ele realmente ressuscitou!".
Durante alguns segundos, os dois contemplaram em silêncio a multidão que se aproximava. Depois ele continuou:
- Os habitantes da ilha estão vindo nos desejar tudo de bom, protegendo cuidadosamente suas velas, para que não se apaguem e eles possam traçar uma cruz no batente da porta e das janelas, com a fumaça. Além disso, eles vão reacender as pequenas lamparinas que Kaede já deve ter colocado debaixo de cada ícone. É o modo que eles têm de desejar as bênçãos de Deus para a nossa casa. Para nós, gregos, um novo ano está começando, Kagome, e é hora de esquecer as ofensas, fazer as pazes com nossos inimigos e dar início a uma vida nova. Não quer adotar os nossos costumes? – Os lábios másculos encostaram-se à orelha dela. – Não quer perdoar os meus erros e descer comigo, para receber os nossos convidados?
Os primeiros habitantes da ilha já estavam quase na porta da casa quando Kagome decidiu que podia ser generosa e descer com Sesshoumaru, pois aquela era a última noite que passaria ali.
- Está bem... – concordou em voz baixa e trêmula. – Eu aprendi a amar e respeitar o povo desta ilha nestes dias que fiquei aqui, e é por causa deles que farei o que me pede.
No momento em que eles chegaram ao jardim para cumprimentar todos os moradores da ilha, já havia lanterninhas coloridas penduradas nos galhos de todas as árvores. Inúmeras mesas de vime tinham sido colocadas nos caminhos entre os canteiros de flores, cobertas com toalhas de branco imaculadas, e em cima da cada uma delas havia uma cesta cheia de ovos cozidos, com as cascas pintadas de vermelho vivo, vários pratos, talheres, copos, garrafas de vinho e pãezinhos frescos.
Em pé ao lado do marido, sendo beijada no rosto por cada um daqueles visitantes de olhos escuros e brilhantes, que não escondiam sua intenção de se divertirem, Kagome começou a ficar um pouquinho mais animada, contagiada pela atmosfera de excitamento, bem-estar, calor e amizade que emanava de seus convidados. A beleza tranqüila do ambiente também ajudou, e o jardim banhado pela luz prateada da lua cheia, que brilhava por cima dos enormes ciprestes e dos pinheiros cheirosos, as lanterninhas coloridas, que pareciam pedras preciosas por entre os galhos das árvores, o céu estrelado e a brisa que soprava por entre as oliveiras, descendo a colina até encontrar o mar, que de tão manso mais parecia um espelho, acabaram com a sua depressão.
- " Yassou"!
O brinde tradicional entoado por dezenas de vozes, quando os gregos levantaram os copos para saudar o " Sesshy" e sua tímida noiva, a fez sorrir de leve. Com a aparência mais relaxada que ela já vira Sesshoumaru disse:
- Precisamos retribuir o brinde. Quer beber a saúde deles comigo?
Kagome aceitou o copo contendo uma dose mínima de "ouzo", uma bebida alcoólica incolor, que ficava de um branco opaco quando misturada com água.
Como se pudesse ver a careta que ela fez ao tomar o primeiro gole, Sesshoumaru riu um riso leve e despreocupado, que a fez levantar rapidamente os olhos surpresos para ele.
- O gosto pela nossa bebida nacional só vem aos poucos – ele explicou, os dentes muitos brancos formando um lindo contraste com a pele queimada de sol. – Com o tempo, você vai precisar cada vez menos de água, para bebê-la. No fim, quando gostar de seu sabor de aniz, poderá sentir todos os seus efeitos, que são bem potentes.
- Não creio que isso possa acontecer. – Kagome já havia relaxado, mas seu tom de voz estava longe de ser amigável. – Aprendi, à minha própria custa, que as coisas que parecem mais inofensivas são, na realidade, as mais perigosas. Resumindo, aprendi a lição que muitas outras pessoas aprenderam antes de mim: não confiar nunca nos gregos, principalmente naqueles que vêm oferecendo presentes!
- Mesmo numa ocasião como esta? – Sua voz soou rouca, quando ele deslizou a mão pelo braço de Kagome, procurando os dedos dela.
Em volta deles, os alegres moradores da ilha já se acomodavam nas mesas, decididos a aproveitar ao máximo a festa que Kaede e suas ajudantes haviam lhes preparado. Mais tarde a ausência dos dois seria notada, mas naquele momento, perdidos na sombra de uma das árvores, estavam tão sozinhos quanto numa praia deserta.
Kagome tentou afastar-se quando sentiu a carícia fria de um novo aro de ouro deslizando por seu dedo, mas não conseguiu vencer Sesshoumaru e teve que se submeter à humilhação de ver outro símbolo de sua posse, ao lado da aliança que já usava. Não teria suportado se ele tivesse tentado fazê-la usar o anel de diamante que fora de Kikyou, ou mesmo uma réplica dele. Felizmente, o anel que acabara de receber era completamente diferente, feito com uma única pérola, rosada e perfeita, em forma de lágrima.
- Gosta dele? – ele perguntou asperamente, frustrado por não poder ver a reação dela e por seu silêncio. – Foi imperdoável, de minha parte, ter esquecido que você não tinha um anel de noivado.
Kagome tentou desesperadamente impedir que as lágrimas que inundavam seus olhos escorressem, dizendo-se que não podia deixar que ele percebesse quanto a magoara com aquele presente escolhido ao acaso, com a ajuda de Jaken, num dos inúmeros catálogos que enchiam o seu escritório. Catálogos ostentando nomes de joalherias famosas, que não hesitariam em atender ao pedido de um freguês conhecido, recebido através de um simples telegrama.
- É um presente muito bonito, mas completamente desnecessário – disse num tom de voz frio e cerimonioso.
- Isso é tudo o que você tem a dizer sobre uma pérola considerada perfeita? Uma pérola que se diz ter sido criada pela Rainha da Noite, quando se sentia infeliz por ter visto uma linda princesa ser separada do homem que amava pelos deuses do mal? Ela chorou, e à medida que suas lágrimas caíam do céu escuro eram tocadas pelos raios de luar e se transformaram em pérolas, quando mergulhavam nas águas do mar. Será que a Rainha da Noite derramou suas lágrimas em vão, Kagome? – Sesshoumaru levou a mão da esposa aos lábios e beijou cada ponta de cada um dos dedos rosados. – Eu comprei esse anel há muitos anos, por que gostei do seu brilho, um brilho que parece combinar com a frieza do luar com o calor do sol nascente. E guardei-o até hoje, esperando encontrar uma mulher que tivesse as mesmas qualidades da mais feminina das jóias: uma mulher de pele macia e suave, sem nada da dureza que a gente geralmente associa aos diamantes; uma mulher completamente natural, sem a sofisticação que parece ser tão importante nos dias de hoje. Enfim, uma mulher que pudesse ser escolhida como o símbolo da pureza, da modéstia e do amor.
O cumprimento sincero e gentil fez uma onda de calor invadir o corpo gelado de Kagome. Como se sentisse a incerteza e a timidez que a dominavam, Sesshoumaru removeu os óculos escuros e impessoais e colocou-os no bolso, antes de puxá-la para si, num abraço cheio de ternura.
- Você é minha esposa! – disse com voz emocionada. – No entanto, tudo o que conheço de você é a sua voz. Não quer permitir que eu a conheça melhor, do único jeito que ainda me resta... Pelo tato?
Kagome sentia-se cada vez mais fraca sob a carícia daquela mão máscula que deslizava por seu rosto.
- Você sabe – Sesshoumaru começou, voltando ao tom suave e brincalhão, doce como mel – que não faço a mínima idéia de qual é a sua altura? Não sei se você é rechonchudinha, ou esbelta; e se seus cabelos são claros, ou escuros; se a sua pele é clara como o leite, ou rosada como um pêssego?
Sentindo a respiração dele sobre as pálpebras que havia abaixado rapidamente, para esconder o pânico que a invadira, Kagome estava envergonhada da onda de alívio que tomou conta de si ao lembra-se de aqueles olhos brilhantes e cor de âmbar eram cegos e não podiam desvendar o segredo que de um coração que batia apressado de esperança, mas que não conseguia se livrar do peso da dúvida.
Tomando o silêncio de Kagome como permissão, Sesshoumaru colocou as mãos espalmadas sobre a sua cabeça e começou a deslizá-las vagarosamente para baixo, traçando a curva das maçãs do rosto, a inclinação dos ombros delicados, continuando ao longo dos braços que ela conservava soltos e imóveis ao lado do corpo.
Com as emoções num verdadeiro turbilhão, sentindo-se assustada como um passarinho preso numa armadilha, Kagome imaginava, em pânico, se aquele grego, tão experiente, que antes escolhia as suas companheiras entre as mulheres mais lindas e sofisticadas do mundo, fazia uma idéia da sensualidade e do desejo que suas mãos despertavam nela, na medida em que deslizavam, suavemente, ao longo da coxa. Será que ele percebia o estrago que provocava em seus nervos à flor da pele, quando se demorava mais em um ponto, como se os pensamentos dele tivessem se desviado do que fazia?
- Você é mais esbelta do que Kikyou, apesar de ter a mesma altura. Também se parece com ela fisicamente?
- Tanto quanto uma cópia desbotada se parece com o original – ela respondeu, sentindo pela primeira vez na vida ter que admitir isso.
Essa resposta corajosa despertou nele uma reação que surpreendeu Kagome. Abruptamente seus braços a envolveram, puxando-a de encontro ao peito musculoso com uma força assustadora.
- Por que está se diminuindo tanto? – ele perguntou num murmúrio entre terno e zangado, que a fez corar, confusa. – Eu me recuso a acreditar que uma pessoa que tem os cabelos macios como seda, cuja pele tem a textura do veludo e o perfume atordoante de uma rosa branca, cujo corpo treme de encontro ao meu, traindo uma natureza tão apaixonada quanto o "meltemi", o vento tempestuoso que refresca o calor de nossos verões quentes e secos, possa ser menos que perfeita. "Parakalo!" – ele gemeu de repente. – Tenha pena do meu sofrimento... Deixe-me provar a sua doçura!
Sesshoumaru apossou-se dos lábios de Kagome num movimento rápido, com a precisão de uma abelha à procura do néctar, e beijou-a até que ela se sentiu exausta, desgastada pelo mar tempestuoso de uma paixão turbulenta.
A felicidade de Kagome não diminuiu durante as horas que se seguiram. Juntos, eles dançaram ao som da música dos violinos e das flautas, e ouviram as canções de amor que a habilidade do tocador de "bouzouki" tornava intoleravelmente emocionantes, despertando dor e prazer nos corações de seus ouvintes, transformando a simpatia em amizade, e inflamando a paixão até quase o ponto de virar amor.
O cansaço foi completamente esquecido quando todos se sentaram para comer. No meio de uma atmosfera de alegria, os ovos vermelhos foram distribuídos, e uma competição animada começou cada um batendo seu ovo no do vizinho, até que só sobrou um deles com a casca vermelha inteira. Depois disso, foi servida uma sopa deliciosa, e em seguida os carneiros que estavam sendo assados em espetos colocados sobre um braseiro.
Kagome ouviu o riso de Sesshoumaru soar, em resposta à brincadeira de um dos convidados. Rapidamente ela virou a cabeça na direção do som tão pouco conhecido, uma exclamação de surpresa saindo de seus lábios entreabertos, e foi imobilizada pela visão dos olhos cor de âmbar, atentos como os de um caçador, e que pareciam deixar um rastro de fogo sobre o seu rostinho feliz.
- Você me parece cansada, "elika" – ele brincou, causando um choque em Kagome ao fingir que não podia enxergar.
Ela corou, imaginando se ele realmente a achava tão doce quanto o mel grego, e ficou vermelha como um pimentão quando ouviu o marido confidenciar, em tom de intimidade:
- Nossos convidados entenderão perfeitamente se os deixarmos agora... – Sem lhe dar chance de protestar, Sesshoumaru levantou-se, puxando-a pela mão. – "Kalispera", meus amigos! – falou em voz alta para a multidão que sorria abertamente. – Ou melhor, "hereti", pois já é quase manhã! Minha noiva está cansada e espero que nos desculpem por nos retirarmos agora.
- "Endaksi! Endaksi"!
Os gritos de aprovação os acompanharam quando, com a mão do marido pousada de leve sobre o seu ombro, Kagome guiou-o na direção da casa, a boca seca, o rosto corado e as emoções num verdadeiro turbilhão. Apesar de confusa, ela estava ansiosa, e muito de sua timidez tinham desaparecido sob as carícias leves, os murmúrios tranqüilizadores, os beijos rápidos e o vinho grego, com a qual fora bombardeada durante àquelas horas de sonho.
Um tremor súbito percorreu seu corpo quando, num acordo silencioso, passaram sem se deter pela porta de seu quarto, na direção da suíte nupcial. O "sperveri" brilhava a luz da lua, tão delicado quanto uma teia de aranha, e Kagome parou no meio do quarto com a cabeça baixa, sentindo-se mais uma vez culposamente grata pela cegueira que impedia Sesshoumaru de ver sua enorme timidez.
- Não tenha medo de mim, "ágape mou" – ele murmurou virando-a de frente para ele, os olhos cor de âmbar brilhando como os de um gato na escuridão. – Eu vou ser delicado, prometo!
Seu toque fez uma torrente de emoções escaldantes percorrerem o seu corpo gelado.
- Oh, Sesshoumaru... – ela sussurrou, caindo nos braços dele como uma criança confiante. – Agora que sei que você me ama, o único medo que tenho é de perdê-lo! Jaken disse que você tem o toque de Midas... Por favor, eu lhe imploro, dê-me amor... Ensine-me a transformar em ouro o que não tem valor!
Kagome esta feliz, parece que se entederao, sera que vai durar por muito tempo?
Obrigada Kagome Unmei ( Concerteza a Kagome é ingenua demais, e agora que esta apaixonada ela vai sair cada vez mais magoada, continue acompanhando, bjoos)
Ate Amanha bjoos.
