Apenas faça, Potter
Título: Apenas faça, Potter
Classificação: M
Shipper: Harry Potter and Severus Snape (Adogooo!)
Aviso: Harry Potter não me pertence, é tudo da Jk. Eu não ganho nada com essa fic. Só um sorriso feliz a cada review, então ajude-me a encontrar a felicidade!
Aviso 2: Palavrões, sexo, homossexualismo. Quem costuma ler minhas fics, sabem que é minha marca registrada. Estão avisados.
Aviso 3: A ideia dessa fic surgiu do nada. Bem, eu me peguei questionando como seria se Harry e Snape não tivessem todo aquele problema da inimizade de Snape e James. Severus poderia gostar de Harry? Eles se dariam bem? Eu sempre achei que eles tinham muito em comum, e eu sempre gostei muito dos dois. O resultado ao imaginá-los sem as intrigas dos marotos e sem a marca profunda da guerra na alma de Snape e de tudo que ele foi obrigado a fazer para se tornar um comensal de confiança, está aqui, nessa fic, que ignora o fim do sétimo livro. Algumas coisas, na verdade. Espero que vocês consigam acompanhar minha visão.
-S2
Capítulo seis:
- Desculpe. Está aborrecido comigo? Não soube a hora de parar com a brincadeira.
- Potter – Severus pronunciou seu nome com certa brusquidão que fez Harry estremecer. – Ainda tenho uma pergunta.
- Ah… Bem, pode perguntar, é claro.
- O que veio fazer aqui?
Harry franziu o cenho.
- Como assim? Por que vim trabalhar com você? Disse que precisava de…
- Por que veio para este lugar? Você não é daqui. Disse a seu tio que nem pretende ficar. Por que veio para cá?
- Eu… - Harry engoliu em seco, sem saber o que dizer. O que estava acontecendo? Snape parecia desconfiado de algo. – Você o ouviu dizendo – recorreu rapidamente. Odiava mentir, mas o que poderia fazer? – Estou fugindo. De tudo e todos. Dos meus tios, do meu mundo, dos amigos que insistem em tentar me encaixar na vida limitada deles. Estou cansado dos mesmos olhares curiosos, da falta de privacidade… Cheguei aqui na intenção de procurar um conhecido… e procurar um lugar onde eu possa ter tranqüilidade.
Surpreendentemente, Harry percebeu que não estava mentindo.
Snape que suavizara a expressão, voltou a franzir o cenho.
- Veio procurar alguém?
- Sim – Harry respondeu simplesmente, dando-lhe as costas. – Não gostaria de falar sobre isso.
Ele ouviu um suspiro entrecortado que lhe chamou a atenção.
- É tão frustrante não se lembrar – Harry ouviu o sussurro e virou-se novamente.
- Você não se lembra… de absolutamente nada?
- Absolutamente nada – Severus repetiu. – Nada do meu passado, nada antes do dia em que acordei extremamente confuso com apenas uma carta minha mesmo para me guiar e um quadro com rostos desconhecidos… Minha família, aparentemente. Não me lembro de nada. Nada a não ser…
Severus se calou, olhando mais uma vez para Harry de maneira intensa.
- A não ser? – Harry o motivou, mas Snape balançou a cabeça.
- É tudo muito confuso. Vamos voltar ao trabalho porque esta conversa está me dando dor de cabeça.
Harry evidentemente não queria se calar, mas o fez em respeito a Snape, que parecia realmente estar com dor de cabeça.
- Quer ajuda? – perguntou, ao vê-lo tentar segurar duas pilhas de caixas de remédio ao mesmo tempo.
- Por favor – Severus aceitou, oferencendo-lhe uma das pilhas.
Quando Harry pegou a caixa, os olhos de Severus alcançaram os seus e havia ali uma intensidade que Harry não conseguia ler. Poderia ser um misto de curiosidade, questionamento, admiração… E havia algo mais, algo que ele não compreendia. Nesse instante, porém, as duas mão se tocaram e…
Eram apenas caixas leves, mas o barulho pareceu ensurdecedor quando chegaram ao chão. Os dois se encararam, ambas as expressões perplexas.
- O que foi isso? – Snape gaguejou. – Essas… faíscas, o que foi?
Harry voltou a olhar para as caixas caídas, como se não acreditasse no que tinha acontecido.
- Eu… Eu não… Eu não faço ideia.
E ele não fazia mesmo. Tentava buscar no seu cérebro alguma explicação, mas não encontrava nenhuma.
- Potter! Não brinque comigo! Você tem alguma coisa em suas mãos? Isso é mais uma brincadeira?
Paralisado pela surpresa, Harry apenas estendeu os dois braços para cima, as palmas abertas, como se houvesse sido pego em flagrante pela polícia.
Snape suspirou.
- Esqueça. Abaixe-as. Eu… Fiquei um pouco perturbado, só isso. Pensei… - calou-se, deixando Harry na curiosidade. – Deve haver alguma explicação, acho que nós dois estamos com muita energia acumulada. Já falei para Lucy que eles deviam diminuir a quantidade de açúcar e carboidratos do cardápio, mas…
Ao falar em Lucy, Snape cortou o assunto e lançou um olhar crítico ao rapaz, que por alguma razão corou até a raiz dos cabelos sob o olhar avaliador.
- Você também está precisando de uma refeição saudável, e nada daquelas coisas gordurosas que sempre come. Venha, vamos jantar, e dessa vez nada de fritas.
- Você não vai me obrigar a comer aquela sua salada, vai? – Harry perguntou com expressão de horror.
- Deveria – Snape bufou, mas nos cantos de seus lábios surgiu um pequeno sorriso que logo tomou forma. – Parece uma criança birrenta
- Se eu prometer comer a salada, vai me levar pra tomar um sorvete mamãe?
A resposta de Severus foi um safanão delicado. Distraídos, caminharam até a lanchonete, sem lembrarem do bizarro evento ocorrido ou da promessa de Severus de que deveria ir visitar Lucy... sem Potter.
Por falar em Lucy, ela estava insuportável hoje. Algo na sua expressão triunfante e nos seus lábios retorcidos denunciaram a Severus que ali tinha coisa. E alguma coisa que ele descobriria logo.
- Já trago a sua salada, Sev. As batatas virão logo depois.
- Hoje o sr. Potter não quer batatas, Lucy – Snape impediu a moça de se retirar. Harry crispou os lábios e fingiu uma expressão azeda. – Ele me confidenciou que hoje gostaria de comer algo mais saudável. Uma salada, além de…
- Se você tiver algo que não seja rúcula – Harry o cortou, agora com uma careta de nojo ao mencionar a verdura. – Por favor. - Acrescentou, tentando ser cordial.
A moça abriu um sorriso maníaco. Harry sentiu até medo.
- Não se preocupe, sr. Potter. Temos algo que provavelmente irá agradar o senhor, chegaram hoje à tarde, fresquinhas.
Harry estava mesmo sentindo medo. Snape percebeu, pois sorriu, sádico.
- Confiamos no seu bom gosto, Lucy. Quanto ao ensopado, traga um de legumes para o sr. Potter hoje. Nada de galinha.
- Mas…
- Você tem alguma objeção a fazer, sr. Potter?
O tom macio de Severus deixava claro para Harry que aquele era mais que um simples desafio. Harry não dava o braço a torcer no mundo bruxo, então não daria agora.
- Nenhuma. Estou ansioso para provar uma série de legumes borrachudos. Pode trazer, Lucy.
Para surpresa dos três, Lucy deixou um sorriso escapar. Depois, corada, retirou-se sem mais comentários.
- Por essa eu não esperava – disse Severus, com a sobrancelha ligeiramente erguida.
Harry ainda estava bobo demais para falar qualquer coisa.
- Acho que você está conquistando Lucy. Ela é uma boa garota. Apostaria que…
Snape não era de não terminar pensamentos, isso foi o bastante para que Harry se recuperasse e o encarasse.
- Você apostaria que…?
- Esqueça.
- Mas...
- Pensamentos aleatórios, Potter. Pensamentos aleatórios.
Snape ainda lhe olhou estranho antes de parecer bastante interessado no cardápio. Harry não viu necessidade de lembrá-lo que eles já haviam feito o pedido. Deixou-o perdido em divagações enquanto se perdia nas suas próprias.
O que diabos estava fazendo ali ainda? Criando laços com o professor que o odiara? Afastando-se de seus amigos?
Harry sabia que estava mais perdido do que Severus, mesmo com suas memórias intactas.
Ele precisava decidir o que faria, isso sim, e dar o fora dali.
- Ei! Posso me sentar aqui com vocês, Severus?
Harry dobrou o corpo na cadeira para enxergar o dono da voz que vinha atrás de si. Severus ergueu os olhos do cardápio com as sobrancelhas levemente franzidas.
O rapaz não esperou uma resposta, aparentemente, puxando uma cadeira e se sentando antes que eles pudessem sequer se recuperar da surpresa.
- Nossa, estou faminto. Se importa de me emprestar o cardápio? Obrigado.
Como se só então tivesse notado Harry, Dylan sorriu.
- Ei! Eu conheço você, não conheço?
- Hãm… - Harry olhou para Severus que ainda tinha as sobrancelhas franzidas. Pigarreou. – Sou Harry. Você me atendeu uma vez na farmácia…
- Ah, sim! É claro que eu me lembro de você, como poderia esquecer esses olhos verdes, não é? Como você está?
- Bem – Harry respondeu tentando ser simpático, apesar de corado. – E você?
- Ótimo, na verdade, apesar de desempregado – Dylan soltou um risada divertida, não parecendo realmente incomodado com esse fato. – O Severus aqui me demitiu, sabia? Só porque eu convidei ele pra sair!
- Isso não é verdade! – Snape exclamou parecendo ultrajado, enfim se recuperando do silêncio. – Você sabe que eu não dou a mínima para…
- ... quem eu como ou deixo de comer, sei sim, só estava brincando com você, Sevie.
Harry tentou disfarçar o riso ao ver a expressão de Snape. Olhou surpreendido para o rapaz, admirado com tanta coragem. Ele não se lembrava de vê-lo tão destemido quando o conheceu.
Dylan tampouco se importou com a falta de reação de Severus, nem com o linguajar, nem com o apelido. Voltou-se para seu cardápio como se não tivesse dito nada demais.
- Bobó de camarão, ensopados, não e não. Saladas, eca. Batatas são uma boa escolha, mas... hum... será? Sim, sim. Hey, Lucy! Como você está? Será que pode me trazer um prato de costelas de porco e uma porção de anéis de cebola frita?
Lucy abriu um sorriso imenso assim que reconheceu quem a chamava. Harry discretamente olhou para Severus, que deu de ombros e girou os olhos.
- Hey, Dylan! Que bom te ver, você sumiu daqui! Já conheceu o seu substituto?
Dylan piscou lentamente na direção de Lucy, parecendo genuinamente confuso. Harry estreitou os olhos na direção da moça, que parecia absurdamente feliz de causar uma possível intriga.
- Desculpe?
- Seu substituto. Na farmácia. Oh... Você não sabia?
Snape pareceu igualmente chocado pela maneira cruel com que Lucy despejava a notícia, crispando os lábios para a moça e se voltando para Dylan, prestes a explicar que não era exatamente assim...
Mas, surpreendendo a todos, Dylan entendeu e começou a rir.
- Seus sacanas! E nem me falaram nada? Está gostando de lá, Harry? Ele não está muito terrível com você, está? Sério, eu chegava a ter pesadelos todas as noites.
Harry sorriu para Lucy antes de se voltar para Dylan novamente.
- Não, é só você não irritá-lo com brincadeiras idiotas.
- Ou derrubar uma de suas preciosas caixas.
- Ou dar em cima dele.
Com isso, Dylan jogou a cabeça para trás e riu com vontade.
- Você está certo, isso deixa ele muito puto!
- Ei, vocês dois! Já se deram conta de que a pessoa de quem estão falando por acaso se encontra à mesa?
- Oh, Severus, não seja estraga-prazeres! É a primeira vez que eu posso zombar de você sem morrer de medo de ser despedido!
- Bom, eu passo essa – Harry entrou na brincadeira. – Estou precisando do emprego.
- Não se preocupe, tudo fica ok se você não der em cima dele... Não esqueça da cerveja preta, Lucy! – ele gritou, quando a moça pareceu se irritar com aquilo e lhes deu as costas. – Aliás, eu não estava interrompendo nenhum encontro íntimo, estava?
- Não seja tolo, Dylan, você sabe muito bem que eu não sou...
- Bem, Sevie, de você eu sei, mas e quanto a ele?
Harry tentou não encarar os olhos de Severus nessa hora, mas quase não conseguiu.
- E então? – Dylan insistiu, encarando-o.
- O que? – Harry fez-se de desentendido, apesar de ter entendido muito bem.
- Não precisa dizer – Dylan abriu um novo sorriso enorme, quase como que dizendo "já entendi tudo". Harry quase afundou na cadeira nessa hora, uma mentirinha e tudo estava virando uma bola de neve...!
- Então... – Dylan voltou a dizer, num tom de voz sugestivo que fez Snape se perguntar se ele se lembrava que ele ainda estava ali. – Você não gostaria de fazer alguma coisa qualquer dia desses? Sair pra dançar, ou algo assim?
Harry definitivamente não podia olhar para Snape agora.
- Hãm... Eu... hum... não sou muito de dançar...
- Sem problemas! Nós podemos ir ao cinema, ou ao teatro. Você gosta de teatro? Conheço um ótimo que… Droga! Será que Lucy vai lembrar de avisar o cozinheiro para não por pimenta na costela? Ela sabe que eu sou alérgico, e... Eu já volto, com licença.
Harry suspirou aliviado por não precisar responder. Tão atento estava com a euforia de ter escapado dessa que não notou o olhar analisador de Severus por um bom tempo.
- Ele não vai desistir, você sabe, não sabe?
Harry já tinha imaginado isso.
- É, eu acho que não.
- Você precisa ser mais direto com ele, Dylan não é muito perspicaz.
Harry deu de ombros.
- Um cinema seria bom, talvez.
As sobrancelhas de Severus foram parar embaixo de seus cabelos negros.
- Você está pensando em aceitar?
Harry franziu o cenho.
- Estou. Quero dizer… É só um cinema, o que tem demais? – Então pareceu achar melhor acrescentar: - E eu vou como um amigo, só isso.
- Amigo? – Snape repetiu, irônico. – Amigo? Você acha que ele está te chamando para ir ao cinema como um amigo?
Harry franziu ainda mais o cenho, confuso e quase entrando em desespero com a reação de Snape. Ali, com as narinas dilatadas e a expressão dura, Harry quase se sentiu de volta à Hogwarts.
- Esqueça. – O professor falou, num tom duro, nem ele próprio entendendo por que estava se comportando dessa maneira. Só sabia que a perspectiva de Harry aceitando os flertes de Dylan... Bem, Severus estava se sentindo um pouco de lado com os dois homens que ele pensava possuir algum interesse por ele... interessados um no outro.
Mas o que Severus poderia querer, afinal? Eles eram dois jovens atraentes e cheios de vida, e o que ele era? Um farmacêutico velho sem nem ao menos as lembranças do homem que fora no passado.
Severus nunca se sentiu tão só e tão abandonado quanto naquele momento.
- Não é da minha conta – ele continuou, tentando não deixar transparecer seus sentimentos feridos. – Só lembre do que lhe pedi antes, de deixar seus relacionamentos do lado de fora da porta do meu estabelecimento comercial, e estaremos de acordo.
Harry abriu a boca para retrucar, nem mesmo sabendo o que, mas nesse momento um sorridente Dylan surgiu, seguido por uma Lucy cuidadosa com uma bandeja cheia de bebidas.
- E então Harry? O que acha de sexta à noite?
N/A: Well, well... Posso ter demorado um pouco, mas não foi tanto quanto da outra vez, certo? Essa fic não tem muito mais chão, viu? Só avisando que as coisas vão começar a desenrolar mais a partir de agora... E o momento que vocês estão esperando tanto, que eu sei que estão, não está longe de acontecer, viu? (Carinha de emoticon (6)).
Quem ficou com um pouquinho de dó no Seviezinho levanta a mão aí. o/
Quero agradecer a todo mundo que deixou review. Sério, essa é uma das fanfics minhas que vocês mais comentam, e eu nem achava que esse casal era tão popular assim... Deixa eu explicar, é que geralmente meu gosto não bate com o da maioria, entendem? HASIUHAUIH
Bem, a faculdade está me matando. Está terrível, sério mesmo, então pensem com muito carinho antes de correr atrás de mim com uma 38 carregada, ok?
Os acontecimentos desse capítulo são por inteira responsabilidade da Priss, quem me convenceu de que o Dylan deveria voltar para a história. Não imaginava que vocês fossem gostar tanto dele, então aí está, Dylan de volta! Espero que a Priss esteja feliz! rsrs.
Agradecer a Rosy SS pela impaciência que me fez pensar: Vou terminar logo antes que ela descubra onde eu moro e jogue uma granada na minha casa. (Sério, não se brinca com leitoras de fanfics). Obrigada pela dedicação e perseverança! Estou muito feliz por causar esse efeito em você! ;) Comente sempre!
Minha mensagem para a Pan kit: Ahá! Por essa você não esperava, não é? Não é que é o Severus que parece querer arrancar os cabelos de Dylan? O que vai virar desse triagulo, heim?
Morg' Malfoy: Tempo é uma coisa séria, e eu te entendo perfeitamente! Mesmo assim, quando arrumar uma brechinha, digite alguma coisinha aí pra mim. Eu adoro emoticons, então você pode deixar um quando estiver sem tempo. Um (:o) quando o capítulo te surpreender. Um (6) quando for quente. Um (*.*) quando for meigo. Etc. xD Só continue lendo, ok?
: O próximo está aí, e eu espero que o Snape não tenha se enganado mesmo. HIAUSHUIASHIUAS Ah, quem sou eu por querer fazer surpresa? Não é segredo nenhum mesmo... HASUHASUIHAUSI Espero que você tenha gostado desse capítulo. Continue lendo e comentando! ;)
MILENA GUEVARA: Obrigada por ler, e muito mais por ter me desejado sorte com Confidências. Meu bebê está engatinhando já, esperando uma oportunidade para dar seus primeiros passinhos, e qualquer pensamento positivo o ajuda muito, pode acreditar! Espero que tenha gostado desse capítulo! Continue acompanhando!
Bem, nada a acrescentar, esse capítulo ficou grandinho, né? Até a próxima, e bom carnaval pra vocês!
