Quando chegaram em casa, foram surpreendidos por uma voz que vinha da cozinha. Ambos correram até lá para encontrar Jim Moriarty sentado sobre a mesa.

- Sua atuação no restaurante foi hilária, pena que por sua causa aquela garotinha tola tenha de morrer.

Sherlock estava prestes a atacar Moriarty, mas foi detido por John.

- Você não pode fazer nada contra ela. – declarou John. – Ela conhece o seu rosto, você não vai conseguir se aproximar dela.

Jim começou a rir, irritando ainda mais os dois.

- Já está feito. Enquanto vocês dois estavam discutindo no restaurante, aproveitei para colocar uma pequena porção de veneno na taça dela. Já deve ter sido efetivo, se você não tivesse saído correndo tão rápido, poderia tê-la visto morrer.

Ficaram em choque ao ouvir essas palavras. Dessa vez, John não impediu Sherlock de pegar a arma dele. Os três primeiros tiros erraram Jim, que saiu rindo e correndo pela casa. O detetive consultor seguiu atirando e só parou para recarregar o revolver. Parecia incapaz de acertar seu inimigo, mas não iria desistir.

Em nenhum momento passou por sua mente que já havia matado Moriarty, porque se se lembrasse disso, perceberia que quem envenenou Molly foi ele. Já não era capaz de enfrentar suas ilusões, e ignorava completamente a parte de sua mente que sabia que nada daquilo estava acontecendo.

Estava tão descontrolado atirando que não ouviu os passos próximos à porta. Soi só quando ouviu o som de um corpo caindo pelas escadas que percebeu que uma de suas balas havia atravessado a porta. Correu até ela, ignorando o riso de Moriarty. Caída no chão estava a sra. Hudson, em meio a uma poça de seu próprio sangue. John se aproximou dela para verificar os sinais vitais, mas era tarde demais.

- Sherlock... – começou John.

- Moriarty causou isso!

- Sherlock, alguém deve ter ouvido os tiros, eles vão chamar a polícia. Precisamos sair daqui, rápido!

Foi então que John notou que Sherlock estava tremendo. Poderia ter pensado que era uma reação ao que aconteceu, se não conhecesse muito bem os sinais do que realmente estava acontecendo.

- Sherlock. – chamou agora com um tom preocupado. – Sherlock, você está tendo uma crise de abstinência, precisamos conseguir uma nova dose e depois sair correndo daqui.

Sherlock estava em um estado quase catatônico, causado pelo choque e pela abstinência. Deixou-se levar por John para dentro do apartamento, e ficou no sofá esperando enquanto John preparava sua droga. Tinham pouco tempo antes de a polícia chegar, mas já sabiam que era muito mais móvel sob influência da cocaína do que sofrendo com a falta dela.

- Não vamos conseguir escapar, vamos? – perguntou finalmente, enquanto John procurava uma veia.

Se não estivesse tão doente, poderia ter percebido o olhar de culpa no rosto de John. Em vez disso, deixou a droga entrar em seu organismo, sem conscientemente saber que a dose era muito maior do que estava acostumado.

- Nós não precisamos fugir. Você pode vir comigo e com a sra. Hudson.

E foi assim que a onda de assassinatos cometida por Sherlock terminou.


Estava em dúvida entre esse final e um outro, em que ele iria invadir uma sala de aula para matar um professor com o nome de Moriarty, e que a polícia seria chamada e Lestrade seria obrigado a atirar nele, mas preferi o final mais leve. Sim, esse é o final mais leve.

Só falta mais um capítulo, que explica o que aconteceu depois disso e mostra a visão de Lestrade e Mycroft.

Sei que tinha dito que iria fazer uma pausa dramática, mas acho que já fiz todo mundo esperar de mais.