Bom, gente, este é só um agradinho pra vcs já que eu ando tão sem tempo. Como ninguém conhece Nahuel direito ainda, resolvi apresentá-lo para vocês da melhor forma possível: contando a historia dele.
Sei que vocês estão loucos para ler sobre Nessie, Jacob e Leah , mas eu precisava mostrar quem o meio vampiro é e qual a versão dele sobre Nessie etc. Tenho certeza que ele não vai desapontar vcs! Se você gosta de romantismo, este cap. é pra vc.
Mas, antes:
Marynna Meira – Uhu!!!!Que bom que vc fez o cadastro!Seja mto mto bem vinda!Concordo, ela merece uma sacudida. Ela é tão cheia de defeitos que nem parece que ela é um pouco vampira, mas...enfim, acho que ela ta começando a entender que ela tem que pensar mais nos outros. Adoro seus comentários cheios de descrições, tipo "correndo ao redor da mesa" etc. HUAHUAHAUHAU acho mesmo que somos loucas igualmente.
Dalila Sachiko – Hum....tÔ?Será?Não sei....hauhauhauuha claro, ela ta se mancando um pouco sim. Mtooooooooo obrigada pelo coemntário, adorei.
L. Evans P. – Obrigada msm pelo comentário, com certeza ele sofreu em dobro (primeiro com a mãe, agora com a nessie). Pode deixar que eu vou ler a sua fic (mas soh qnd tiver um feriado maior – talvez final deste mês), enfim, pq eu quase não tenho tempo pra escrever, então, assim...ta impossível minha vida, mas eu vou lá , pode deixar.
Bella Giacon – Bom, não deixei você por último a toa, afinal, esta resposta vai ser maior mesmo. Em primeiro lugar (e claro, mais importante) obrigada pelo comentário e esteja livre para falar o que você achar, afinal, eu não sou perfeita mesmooo e é sempre bom ouvir os outros. Agora, respondendo ao seu comentário:
Jacob + violão – não vejo nada demais, afinal, várias pessoas tocam violão e se amarram em carro etc. Acho um erro pensar no Jake de uma maneira limitadora, como se ele só gostasse de carro, moto e nada mais, obvio que ele tem outros interesses, mas, sem duvida, mecânica é a primeira delas, não discuto isso. Mesmo assim, quem não gosta de música? Ainda mais os índios! Eles são super musicais e os índios e descendentes norte americanos são pessoas que tocam muito violão hoje em dia. "I´m your´s, realmente, pode ter sido um exagero.
Briga forçada -Hum....pode ser, vou rever isso.
Reação do Jake - Não acho a reação exagerada por causa do histórico. Ele ta cansado ne? Depois de tudo o que aconteceu é compreensível. A reação dele não foi por causa da conversa deles em si, foi por causa de tudo, ele explodiu!Tudo que ele tinha guardado dentro dele veio a tona e ele se cegou pelos próprios medos e pela raiva dele. Por isso, acho que até dar pra entender a atitude dele.
O Jake não ta sexy – Bella, ninguém é sexy 24h por dia!Ele tem defeitos e pode ficar feio de vez em quando, isso é normal e humano. Por mais que ele seja um lobisomem, ainda assim, ele parece muito um jovem cheio de aflições como qualquer outro.
Nessie de boa samaritana – ela não é nem nunca vai ser santa, mas acho que ela pode entender onde ela ta errando né? Agora, ela e a Leah de amiguinhas, impossível, só que já tava mais do que na hora de ela crescer.
Outra coisa,é claro que esta é a minha versão dos personagens, eles não são os mesmo que são pra autora, nem os que você imaginou, então, apesar de todos terem muita coisa em comum, nós pensamos neles de maneira diferente. Enfim, é isso. Isso foi só pra explicar tudo. Como eu disse, continua sendo importante saber o que você acha, mas, as vezes eu posso não concordar, normal isso né? Espero que você goste deste cap. (apesar de eu achar que não é mto sua praia melosidades, mas, enfim, pode deixar que o outro que eu escrever vai ser pra vc).
Boa Leitura!
PARTE 21 – NAHUEL
Este é mais um século, mais um que estou conhecendo, mas, apesar disso, a minha memória não é fraca. Infelizmente, pelo contrário, ela é comparável a de um elefante. No caso dos elefantes, a memória ajuda na sobrevivência, no meu caso, é uma brutal forma de tortura.
Lembro de cada mulher que amei. Lembro de seus cheiros, de seus rostos, da maneira como elas prendiam o cabelo e o jeito como eram lindas quando estavam distraídas. Sempre fui um homem de uma mulher só e sempre as respeitei, uma em cada tempo único em que fui delas. Nunca traí, nunca menti. Apesar do veneno mortal que corre pelas minhas veias, nunca ousei transformar nenhuma delas e, por isso, fui obrigado a vê-las sofrer com as doenças que tomaram seus corpos, ou então, ver a velhice levar embora uma juventude que eu negara a preservar por não querer transformá-las em monstros.
Monstro. Sempre me sentira assim. Eu matara a minha mãe, eu era culpado. Com pouco tempo de vida transformei minha tia em algo terrível e, por tudo isso, nunca me foram as primeiras memórias dolorosas das quais me lembro. O rosto de minha mãe se tornando pálido e ausente e os olhos de minha tia ficando vermelhos como o sangue que ela passaria a derramar.
As mortes das mulheres que eu amava vieram logo depois.
A primeira era apaixonada pelas estrelas e pelo mistério da vida. Lia foi a mulher mais enigmática que conheci. Apesar de não ter poderes, ela tinha um incrível sexto sentido. Nunca consegui entender como ela podia ser tão humana e, ao mesmo tempo, tão mágica. Ela compreendia muito a natureza e me mostrou como era amar o mundo e cada pequeno detalhe inserido nele. Lia disse que me amava enquanto entregava seu corpo à tuberculose e eu quis partir com ela. Aquela foi a primeira vez que a morte me encarou com seus olhos furados e escuros. Eu não poderia expor aqui tudo que senti quando não pude mais ouvir o coração dela batendo. O chão pareceu fugir-me debaixo de meus pés e tudo ao redor ficou feio, sem graça, terrível. Me senti sozinho no mundo e pensei que não conseguiria respirar novamente, muito menos, amar. Fiz tudo para morrer, não morri.
Helen veio dez anos depois. Eu ainda estava arrasado e ela apareceu na minha vida numa noite de Londres durante uma tempestade de raios. Ela estava muito molhada e sorriu quando lhe entreguei uma capa. O sorriso doce dela me fisgou de imediato. Ela era muda, mas seus olhos eram mais expressivos do que palavras. Foi com ela que aprendi a linguagem dos sinais, foi ela também quem me ensinou a respeitar as diferenças e a não julgar os outros. A felicidade dela tornou-se parte fundamental de mim. Eu a vi envelhecer, mas nunca deixei de amá-la. Quando ela tinha vergonha das rugas, eu beijava seus olhos com carinho e acariciava cada dobrinha de seu rosto mostrando que meu amor era incondicional. Ela viveu quase sessenta anos comigo. Morreu enquanto fazia carinho no nosso cachorro. A morte a levou da minha vida e voltou uma semana depois para buscar um cãozinho deprimido que sentia falta da dona. Esperei por muitos meses que também eu pudesse ser levado. A morte não fez isso. Ela era algo que me acompanhava, mas que não podia me tocar. Chorei como uma criança esperando que o perfume de Helen se espalhasse pelo ar. Nunca mais senti seu cheiro. Esperei para ouvir o barulho de algo quebrando para correr e ver o que Locky havia aprontado, mas seu latido também nunca mais ouvi.
Dezoito anos depois entrei em um café enquanto rodava por uma cidade desconhecida da Austrália. Uma mulher ruiva e tempestuosa gritou comigo minutos depois da minha chegada. Karen tinha certeza que eu havia pegado a pasta dela, já que eu segurava uma igual nas mãos. Ela me acusou de roubo e fez um escândalo enorme. Não me abalei. Nunca fui de me abalar por nada, somente a morte egoísta me abalava. Gritos, não, eles não mexiam comigo. A atendente achou a pasta dela em um canto logo depois disso e ela ficou envergonhada, mal conseguia olhar para mim, afinal, ela tinha sido injusta e agido como uma maluca com um estranho. A situação fez meus lábios se esticarem e aquele foi meu primeiro sorriso em dezoito anos. Eu a chamei para tomar um café (o café que eu ainda não conseguira tomar) e ela aceitou, mas pediu para que fossemos para outro lugar. Ela tinha os olhos mais verdes que já vi e, ao longo do mês que passei naquele país, fiz muitos poemas sobre eles. Ela nunca poderia substituir Lia ou Helen, mas era como se uma nova parte de mim estivesse pronta para amar de novo. Relutei contra meus sentimentos no início, mas ela me beijou com tanta paixão que minhas dúvidas voaram para longe. Decidimos ir para a Rússia e lá nos casamos em praça pública. Ela era uma mulher incrível, muito a frente de seu tempo. Era determinada e feminista e seu lado sensível só eu conhecia. Ela gostava de romã e, com o tempo, me viciei também na fruta. Passei a comer todos os dias e adorava quando ela oferecia para mim com pedaços em sua boca. Ela era sem dúvida, bonita e tentadora, mas ela não era apenas isso, ela era muito inteligente também. Nós participamos de muitos protestos e ela me ensinou sobre a política de uma forma que homem algum poderia ensinar. Ela lutava pelo comunismo e eu, por ela. Karen morreu de câncer depois de um ano inteiro de batalha contra algo do qual eu não podia protegê-la: a morte. Mais uma vez o foice reluziu e levou com ele a alma da mulher que eu amava.
Logo depois, voltei para a América do sul. Eu sempre sentia falta do cheiro da vegetação e do clima e mesmo quando eu estava com Lia, Helen ou Karen, nunca deixei de querer ficar perto da minha família e de minhas raizes. Eu sempre sentia falta deles, especialmente de minha tia. E, então, eu estava de volta à minha terra natal há apenas alguns anos quando recebi uma visita inesperada: uma mulher chamada Alice me procurava e pedia minha ajuda.
Descobri que outra criança como eu e minhas irmãs estava para nascer e meu coração se encheu de esperança. Corremos e conseguimos evitar que os Volturi a matassem. Ela era uma criança loirinha de sorriso sapeca e gestos firmes. Ela seria um problemão, eu tinha certeza disso. Ela e a existência de sua mãe me mostraram que havia esperanças, que talvez eu não fosse o ser tão terrível que eu imaginava. A partir daquele momento, não me senti tão mal por tudo que havia acontecido, pude encarar tudo o que havia acontecido como uma fatalidade da vida, talvez até destino.
Voltei para meu lar e não pensei mais sobre o que eu era ou sobre o amor. Por muitos anos vivi com minha família e me recusei a voltar a amar alguém. Eu já havia tido muitas perdas, eu não podia encarar mais uma. Muitas mulheres se aproximaram de mim, mas meu coração estava destroçado e eu não poderia entregá-lo a mais ninguém. Me entreguei, somente, aos meus livros, aos meus estudos. Foi, então, que lendo sobre o amor, comecei a sentir falta dele. Nunca fui uma pessoa solitária e eu sentia falta de amar e ser amado. Eu era um apaixonado por natureza, mas eu não queria mais sofrer. Pensei por muito tempo em como tentar ser feliz, muitas vezes tentei ter relacionamentos com vampiras (já que não poderiam morrer), mas elas não eram nem de perto parecidas com o que eu queria para mim e meu coração recusou-se a amá-las.
Somente depois de anos de solidão, decidi visitar Renesmee. Ela era a razão por eu ter deixado de me sentir um monstro, então, talvez, fosse possível que ela fosse a única a poder trazer o amor que eu gostava tanto de sentir. Eu sabia que havia a possibilidade de eu não gostar dela ou ela de mim, mas resolvi tentar. Eu não queria mais pensar tanto nas mulheres de meu passado porque eu sabia que, em vida, eu fizera tudo por elas, mas, agora, eu só maltrataria a mim mesmo relembrando-as constantemente. Não esqueço de nada nelas e, ao mesmo tempo que fico grato por isso, também sinto que é algo que me corrói sempre que algo me lembra uma delas. Como Shakespeare mesmo fala; lamentar uma dor passada no presente é criar outra dor e sofrer novamente. Foi com esta frase que decidi ir atrás de Nessie.
Me matriculei na escola dela como monitor de história e ela, imediatamente, me reconheceu. Ela era esperta, sabia que eu estava lá por ela. As amigas ficaram impressionadas com as investidas dela, ela ia direto ao ponto, falava o que pensava e disse que me queria muito antes do que eu imaginava. Ela era uma criança ainda, seu corpo de mulher era bonito e seu rosto também, mas ela ainda não sabia ser madura. Ela era mimada e teimosa e a maneira possessiva dela mostrou o quanto ela me queria da mesma forma que uma criança quer tomar posse de um brinquedo. Tudo isso, porém, só me trazia para mais perto dela. Ela amava as estrelas como Lia amava e tinha o jeito doce de Helen. Suas ações, no entanto, eram determinadas como as de Karen e, ao perceber tudo isso, entendi que ela era a única que podia me fazer feliz.
Nos amamos muito e intensamente. Ela entregou-se para mim e eu a acolhi com carinho em um saco de dormir durante nossa primeira viagem pelas montanhas. Assim como Lia, Helen e Karen, nunca me esquecerei da primeira vez com Nessie. Acho que eu estava mais nervoso que ela. Ela estava decidida, mas eu tinha medo que ela se arrependesse.
Durante muitos minutos não fiz nada além de deslizar os dedos por seu corpo e acariciá-lo com meus lábios e língua. Ela suspirava quando meus dentes arranhavam sua pele. Quando, finalmente, chegamos ao clímax, ela me beijou e disse, pela primeira vez, que me amava.
Sexo. Transa. Fazer amor....
De todas as expressões, "fazer amor" sempre foi a que mais gostei. Pode parecer muito romântico para grande parte das pessoas, mas para mim, é a expressão perfeita. Nunca toquei com malícia uma mulher que não amava. Todas que beijei e acariciei foram especiais e únicas. Nunca entrei em alguém que já não estivesse metaforicamente dentro de mim também.
Sem dúvida, o ato de se entregar completamente às sensações e ao amor é algo único e, por isso, indispensável para qualquer um que deseje a plenitude da vida. Tem sorte aquele que, nem que seja por um único instante, possa entregar-se plenamente à mulher amada. Perder-se em seus olhares, poder sentir a pele arrepiar ao seu toque, assistir ao deleite, ao prazer, ouvi-la sussurrar seu nome baixinho e implorar por você. Nada se compara a isso.
O amor consumado, abre, distende, engrandece o homem, transforma-o em um deus por aquela fração de tempo. O prazer unido ao amor é como um êxtase que faz parar o tempo, ao redor nada mais parece existir, tudo se desfoca e só você e ela são os donos do mundo. Não existe nada mais doce e terrível. Provar o amor e o prazer é um passo sem volta, depois disso, nunca mais você conseguirá ser feliz sem. Amar e saborear este amor é contemplar nos braços de alguém uma porção dos céus que Deus depôs na carne. Para mim, consumir o amor nunca foi pecado, é o mais próximo do divino que podemos alcançar em vida.
Durante o ato você não é mais você, os pudores não existem e seus movimentos são controlados pelos dela, pela vontade e gemidos dela. As forças não estão mais em condição de ouvir nada além do desejo e ele só fica em segundo plano quando você pensa no desejo da amada. Segurar-se para trazê-la junto a você é ainda mais perturbador e extasiante. Liberar-se e senti-la molhá-lo com seu líquido é ainda mais majestoso.
Foi imerso em tais sensações de indescritível devaneio corporal que adormeci ao lado de Nessie naquela primeira noite e em tantas outras após aquela.
Eu tinha tanta certeza que ficaríamos a eternidade juntos que pedi para que minha família fosse morar conosco. Minha tia, porém, cismava em ir para Las Vegas. Ela adorava ver a cidade na televisão e tinha vontade de ir morar lá. Decidi fazer a vontade dela para agradá-la. Eu também sabia que Nessie ia ter que se mudar de qualquer maneira, por isso, cedi. Fomos para Vegas e, pouco tempo depois, Nessie foi para La Push. Morri de saudade. Eu não gostava de ficar sozinho.
Resolvi vê-la e ela mostrou-se animada e, ao mesmo tempo, relutante com a minha presença. Aos poucos, percebi que ela estava mudada. Eu não poderia, porém, explicar exatamente o que era. Quando ela disse o nome dele eu entendi, finalmente, entendi tudo. Eu queria que ela continuasse a falar o que havia acontecido, mas o anseio de escutar a verdade complicava-se em mim com o temor de a saber. Ela, finalmente, falou e eu escutei.
Ex abundantia cordis os loquitur.
Esta é uma pura verdade. Nessie não disse o que achava. Como o próprio provérbio latino diz, a boca fala do que está cheio o coração. Eu, que perdera tantas mulheres para morte, pelo visto, pela primeira vez, corria o risco de perdê-la para outro homem.
Naquele dia meu estado emocional se alterou de uma forma que não acontecia há muito tempo. Eu senti um tipo de dor que nunca havia sentido antes, mas fiz a vontade ela, eu pensava demais em sua felicidade para poder brigar, pois um homem perdoa na medida em que ama e eu a amava a ponto de querer-lhe apenas o bem. Aceitei partir, mas eu sabia que não ficaria longe por muito tempo.
Como combinado, voltei para La Push três semanas depois. E o que aconteceu lá mudou completamente a minha vida.
Esta foi uma parte pequena e pra dar um suspense mesmo. Espero que tenha agradado apesar de ter sido um pouco diferente do normal! Não me abandonem, mesmo q eu demore, não vou abandonar vcs.
OBS: Bom, Nahuel é um dos personagens mais atípicos desta historia, um romântico nato, como vcs devem ter percebido. Se eu escrevesse melhor, ele seria um poeta perfeito, mas, já que não é assim, tentei mostrar o quão importante o amor sempre foi para ele. Para as poucas românticas, sorry mesmo, mas ele é assim pra mim então eu tinha que mostrar isso. No próximo cap. voltaremos a narrativa normal.
Beijos beijos
Misure
