Capítulo 7
Edward POV
Depois de ficar ali olhando para ela por uma fração de segundo, pulei em ação. Eu estava em choque. Estava quase com medo que ela fosse uma invenção da minha imaginação parada lá na cozinha do meu irmão... vestindo a camiseta velha dele do Chicago Bears e um short de pijama.
Mas, não... realmente era ela, e ela estava realmente parada lá.E estava realmente machucada, porra.
"Ah, merda!"
Eu estava bêbado, mas fiquei sóbrio imediatamente. Seu queixo tremia e suas pernas estavam ficando muito vermelhas por causa da água escaldante. Eu tinha feito isso... assustado-a. Eu me senti uma merda. Estendi a mão para ela, mas ela se encolheu, como se estivesse com medo de mim ou algo assim. Isso não podia ficar assim. Eu fui até ela, a sentei no balcão, e abri a torneira da pia para pegar um pouco de água fria. Ela apenas olhou para mim, de boca aberta e olhos arregalados. Era como se ela não pudesse acreditar que era eu. Eu sabia como era o sentimento.
"Querida, eu vou mover suas pernas para a pia. Vamos deixar escorrer um pouco de água nelas, ok?" Ela me respondeu com um aceno fraco. Eu cuidadosamente movi as pernas de modo que elas ficaram esticadas na pia dupla. Testei a água e fiquei satisfeito que estava fria o suficiente, e deixei que escorresse por suas pernas. Ela assobiou.
"Ow, ow, ow."
Eu queria chorar. Não conseguia tirar os olhos dela. "Vai ajudar a diminuir a dor. Eu não acho que seja tão ruim assim."
Ela piscou para se livrar das lágrimas, mas eu podia vê-las. Seus olhos estavam brilhantes e molhados.
Ela estava tremendo ligeiramente, e eu poderia dizer que ela ainda estava em choque por me ver lá.
"O que você está fazendo aqui? Quero dizer... como?"
Boa pergunta. Eu me perguntava a mesma coisa sobre ela. Ergui a minha sobrancelha e sorri para ela.
"Eu poderia te perguntar a mesma coisa. Como foi que você vem a ser amiga da minha cunhada?"
"Eu sou a babá dela", disse rapidamente. "Eu trabalho como babá. Eu cuidei deles essa noite."
Eu ri. Parecia que ela não estava tão contundentemente sóbria. Ela estava nervosa, mas sendo honesta.
Foi refrescante. Isso a tornou mais interessante, como um quebra-cabeça que eu não poderia esperar para montar. Realmente não era nada ruim que ela fosse tão bonita que fazia o meu coração bater como um louco.
"Eu meio que percebi isso já. Mas, o que eu quero dizer é como?"
Ela começou a assentir. "Eles são verdes", disse ela em um sussurro. "Eu sabia!"
Eu não consegui me segurar e estendi a mão para tocar seu rosto. Ela era tão suave quanto a primeira vez que a vi, e eu não podia esperar para senti-la novamente. Ela suspirou enquanto meus dedos se moviam para trás e para frente, suavemente e com reverência. Seu nariz era tão bonito, tão delicado e com uma ligeira inclinação. A parte superior era salpicada de sardas leves, assim como suas bochechas.
"Você se lembra dos meus olhos?" Eu perguntei.
Eu com certeza não tinha esquecido dos dela. Eles eram tão calorosos, um castanho tão suave. Eu só tive um minuto para olhar para eles, mas tinha sido o suficiente. Eu só me arrependi de não tê-la encontrado mais cedo. Eu tinha ido até lá fora novamente para encontrá-la depois que ajudei Tanya se livrar de um bêbado que estava vomitando na casa toda, e ela simplesmente se foi. Então, eu passei mais de uma hora me escondendo de Tanya, e a minha pequena morena estava longe de ser encontrada.
"Sim", ela disse, abaixando o queixo. "Eu me lembro."
Isso me deixou incrivelmente feliz. Pensei que ela não quisesse nada comigo pela forma que desapareceu, e saber que ela tinha pensado em mim, ou pelo menos nos meus olhos, era bom saber. Olhei para as pernas dela; não estavam tão vermelhas quanto antes e não havia bolhas, então eu fechei a torneira.
"Ainda dói?"
Ela balançou a cabeça. "Não realmente. Ainda meio que arde, mas eu não acho que seja muito ruim."
Eu queria muito tocá-las; toda aquela pele suave e leitosa, músculos delgados e firmes. Eu me perguntei se ela era uma atleta, ou dançarina. Eu gostaria de saber um monte de coisas, e eu teria dois meses para perguntar. Quando eu tinha retornado para Illinois após as férias de primavera, eu dificilmente pensava em outra coisa. Ela era a primeira coisa que eu pensava quando acordava e a única coisa que eu sonhava à noite.
"Deixe-me levá-la de volta para o sofá. Está tudo bem se eu te carregar?"
Ela deu uma risadinha. Uma risadinha de menina, e foi a coisa mais doce que eu já ouvi. Era tão livre, tão real e natural. Tudo nela estava apenas... ali, bem na frente do meu rosto. Eu queria saber tudo... tudo.
"Você não tem que me carregar", disse ela, limpando a voz. "Eu posso andar... eu acho."
Eu balancei minha cabeça. Acho que ela se sentiu um pouco vulnerável e desconfortável, então eu sabia que não deveria forçá-la, mas eu também queria abraçá-la novamente.
"Deixe-me ajudá-la, eu irei me comportar. Eu prometo."
Ela me deu um pequeno sorriso e deu de ombros. Sorri de volta, peguei uma toalha da gaveta e a sequei. Em seguida, ergui-a nos braços e levei para a sala, colocando-a no sofá.
"Eu não sei se devemos colocar algo na queimadura ou não... talvez eu devesse acordar Rosalie."
Seus olhos ficaram mais arregalados. "Não!" ela disse em voz alta, sacudindo a cabeça. "Não a acorde... oh!" Ela gritou. "Eu preciso ir limpar aquela bagunça senão Riley pode se machucar!"
Eu me inclinei para beijá-la... Eu não consegui me segurar. Ela era tão doce, e Deus... aquilo estava me matando. Eu queria beijá-la por tanto tempo. Então eu beijei. Suavemente... lentamente, pegando-a de surpresa. Beijei-a duas vezes nos lábios, uma vez de sua testa e me levantei.
"Deite-se. Eu vou limpar a cozinha e já volto. Ok, linda?"
Ela puxou o lábio entre os dentes, me dando um sorriso tímido e levou a minha força de vontade para soltá-la. Mas, eu queria catar os cacos e limpar a água antes que alguém escorregasse ou se cortasse, e eu só tive que ter esperança de que ela estivesse acordada quando eu terminasse. Eu realmente queria beijá-la novamente.
Quando saí da sala, eu a ouvi dizer o meu nome em voz baixa, provavelmente pensando que eu não podia ouvi-la, mas ouvi em alto e bom som. Eu também virei a tempo de vê-la se jogar contra as almofadas e dar uma risadinha.
Ela era fodidamente perfeita.
Só me levou um minuto para limpar as coisas, e quando eu cheguei de volta na sala, ela estava enrolada no cobertor, olhando fixamente para a parede em frente a ela. Eu me ajoelhei na frente dela, e sorri, passando o polegar sobre os lábios carnudos.
"Você está com sono?" Eu sussurrei.
Ela assentiu com a cabeça, e seus olhos cansados se fecharam mesmo que ela estivesse tentando desesperadamente mantê-los abertos. "Um pouco."
Eu afastei os cabelos do rosto dela, suspirando quando os fios macios passaram pelos meus dedos. "Você deveria dormir."
Ela suspirou da mesma forma que ela fez naquela noite no banheiro. Aquele pequeno som que fez eu me apaixonar por ela naquela noite, ou pelo menos, alguma porra aconteceu. Eu só sabia que eu queria aquela menina nos meus braços o tempo todo. Assim, suave, calma e morna. Nada mais.
"Eu não quero", disse ela, bocejando. "Não quero que você suma novamente."
Eu não queria ir também. "Você ficaria confortável o bastante se eu me sentasse com você?"
Ela assentiu com a cabeça e sorriu preguiçosamente.
Eu sentei, ergui a cabeça dela, e coloquei delicadamente no meu colo. "Vou ficar aqui, querida."
Ela cantarolou e acenou, e aquilo foi direto para o meu pau. Meio que inevitável desde que ela estava de bruços no meu colo, e caramba, se não era totalmente certo tê-la lá.
"Eu quero conhecer você." Sussurrei, mas eu queria que ela ouvisse. Eu queria que ela soubesse que eu não ia a lugar nenhum.
Algum tempo depois adormeci, apenas para ser acordado por Rosalie me batendo na parte de trás da cabeça. Eu ergui a mão para esfregar o local que ela bateu e fiz uma careta para ela.
"Que diabos?"
Ela tinha uma mão em seu quadril, e Bree do outro lado. Ela ainda estava de pijama, seu cabelo parecia que ela tinha enfrentado uma guerra, e sua maquiagem estava manchada em todo o rosto. Eu não consegui me segurar... Eu ri.
"O que você pensa que está fazendo? Seu pervertido... Eu disse-lhe para deixá-la em paz."
Eu balancei a cabeça e sorri. "É ela, Rose. A menina!"
Sua boca se abriu e ela balançou a cabeça em descrença. "Não... isso não está acontecendo! Você é o cavaleiro de armadura brilhante dela? O cara sexy de botas?" Ela bufou e então olhou para mim. "Não. Apenas... não, Edward. Ela tem apenas dezessete anos!"
Foda-se.Isso não era o que eu queria ouvir.
Eu olhei para a menina em meus braços e decidi que não importava. Eu esperaria por ela se tivesse que esperar... eu seria seu amigo. Não era como se eu fosse um bárbaro... eu não ia molestá-la. Eu realmente queria conhecê-la... eu estava falando sério.
"Isso não importa, Rose."
"Como diabos isso não importa", ela retrucou. "O pai dela é o chefe de polícia! Você acabou de fazer vinte e dois! Isso definitivamente importa. Além disso, eu a amo, Edward. Ela não é apenas a melhor babá que já tivemos, mas ela é como um membro da família agora. Você irá magoá-la e então eu vou perdê-la. Não, seu idiota egoísta. Você não pode ficar com ela... ela é minha!"
Eu soltei uma gargalhada, muito mais alta do que queria e senti Bella se mexer. "Você vai acordá-la! Apenas... recue e deixe-me lidar com isso."
O olhar no rosto dela me disse que ela não iria recuar. "Deixe-a dormir, mas eu juro pelos meus filhos que se você tocá-la, eu vou te machucar!"
Eu sorri. "Honestamente, Rose. Eu gosto dela. Eu disse antes... não sei o que há nela, mas eu senti algo no segundo que olhei para ela. Há algo especial nela."
Ela suspirou e balançou a cabeça. "Eu sei disso. É por isso que eu não quero que você mexa com ela. Ela é apenas uma menina, Edward... por favor. Ela é tão importante para mim."
Eu dei um longo olhar para Rosalie. Não era sempre que eu a via tão emocional. Ela era uma bola de demolição. Ela não era uma cadela, não é isso, mas ela era forte e feroz com aqueles que amava, e era óbvio que ela realmente amava Bella.
Eu acho que era contagiante.
"Eu não vou fazer nada para afetar a amizade de vocês, Rose. Só quero conhecê-la. Eu não sei o que é isso, ou se há alguma coisa. Eu mal falei com ela... não vou estragar isso."
Ela me deu um pequeno aceno de cabeça. "Sem toques nela, e você não irá dormir aqui. Suba e vá dormir no quarto de Riley. Entendido?"
Eu sorri. "Entendi. Só um pouco mais. Ela estava falando dormindo... é bonitinho."
Ela revirou os olhos. "Oh, irmão! Você tem que estar brincando comigo."
Eu ri e voltei a passar minhas mãos no rosto de Bella. "Pode parecer loucura, mas eu estou ligado em você, garota bonita", sussurrei.
Parece que Rose vai dificultar a vida do nosso casal... Sim, Bella é menor de idade e isso poderia mandar Edward para a cadeia. Vocês acham que isso irá afastá-o dela?
Eu estou literalmente de boca aberta com o quanto vocês parecem estar gostando de Pinky Promises! Somos uma ótima equipe, não somos? ;)
Beijo
Nai
