N/A: Yo! o/ Gente, capítulo novo! E último da parte da reacção de cada um dos rapazes à briga. Não sei se já perceberam, mas o encontro foi no sábado e eles pensam sobre isso no domingo. Apenas uma informação extra. 8D Como sempre, agradeço a todos que mandam review! É sempre bom saber o que estão a achar da fic. E não tenham medo de me dizer o que pensam, eu não mordo. xD Novamente, podem saltar as linhas seguintes. n.n Boa leitura!
Someone! n.n Antes de mais, obrigado pela review!
Escrever com o Kai é uma dor de cabeça e é algo que tenho vindo a aperfeiçoar ao longo dos anos. Acho que só há pouco tempo o consigo deixar normal, porque antes eu também o devia deixar OOC. xD Embora já tenha lido fics em que só me apetece chorar de ver o Kai agir de forma tão…parva. Mas tenho sempre medo de exagerar (ou não) com ele. Ainda bem que conseguiste ver o Kai. Assim posso admitir que ele já não é um dos meus maiores problemas. xD
Realmente, o Kai só me lembrou poder. (além do que ele é o todo-poderoso Hiwatari xD – comentário desnecessário…) E se me pedissem para encontrar outra palavra não sei se seria capaz de me lembrar de uma.
Whahahaha! A minha nota…nas minhas notas eu costumo ser muito irónica, sarcástica, seca, piadista e pedinte. xD Eu gosto MUITO de exagerar nelas. E naquela eu estava a meter-me com o Kai. Porque ele é O todo-poderoso. O grande Hiwatari. Logo, merece um capítulo à sua altura. (espero que te tenha matado a curiosidade…o.o)
E espero que gostes do capítulo do Tyson! n.n Bye! o/
Advertências: Fic do género Friendship/Angst; número de capítulos definido até ao momento: 9; provavelmente terá insinuações de yaoi, mas sem fundamento 8D; a fic passa-se três anos após o último campeonato contra a BEGA.
Disclaimer: Beyblade pertence a Aoki Takao. Fic escrita sem quaisquer fins lucrativos.
O Espírito do Beyblade
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Capítulo VII
Egoísmo…
Oh…que defeito tão…vulgar. Que defeito mais cínico, mais cobarde, mais…ridículo.
Um defeito que nos faz querer tudo para nós. Que nos faz pensar que só nós merecemos receber, sem ao menos considerar os outros. É um defeito que tentamos encobrir, mas que todo o ser o humano o possui, de alguma forma. Até mesmo os mais altruístas têm alguma forma de egoísmo. É inevitável.
Quer seja um brinquedo, um pedaço de bolo, um vídeo jogo, um caderno, uma caneta ou uma simples pedra. Se não a queremos entregar nas mãos de outra pessoa, nem por um mísero segundo, estamos a ser egoístas. Se não queremos partilhar os nossos brinquedos e jogos, estamos a ser egoístas. Se não queremos emprestar o nosso caderno ou a nossa caneta, estamos a ser egoístas.
Se não queremos deixar que os nossos amigos sigam os seus sonhos porque ficamos sozinhos, estamos a ser egoístas. E ele foi. Inocentemente, inevitavelmente e arrogantemente, ele foi egoísta. Mas…será que ele o percebeu?
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"É o espírito do Beyblade."
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"- Ainda pensas que és a vítima nesta história toda? É verdade, nós abandonámos os Bladebreakers. Mas o único culpado de isso ter acontecido foste tu, Tyson."
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"- Tu já não servias como campeão. Estavas a tornar-te demasiado confiante. Demasiado convencido. Julgavas que tinhas o mundo a teus pés e que esse teu mundo perfeito se iria manter por toda a eternidade, subjugado à tua disposição. Tornaste-te ridículo e nada mais que um perdedor. Um simples fala-barato, sem qualquer moral ou capacidade. Tinhas deixado de servir para a tua coroa. E nós fomos deixados com duas escolhas: encobrir o falhanço do rei ou obrigá-lo a cair. A segunda soou muito melhor."
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Tyson, assim que entrou em casa, nem esperou o avô chegar à entrada para cumprimentá-lo. Rumou directamente para o quarto e fechou-se lá dentro, esmurrando a porta e as paredes com toda a força que tinha, tentando aliviar a frustração que sentia.
Tirou o casaco, atirando-o para um canto qualquer do quarto e começou a andar às voltas, nervoso. Tudo aquilo que acontecera naquele curto espaço de tempo tinha, com certeza, dado cabo do seu habitual bom humor. As palavras que ouvira andavam às voltas na sua cabeça, a raiva que tinha sentido ainda afogava o seu peito, estrangulando-o lentamente.
Numa das suas voltas, encarou o boné vermelho que costumava usar. O mesmo boné que, tão solenemente, presenciara a sua saída infeliz. Agarrou no pedaço de pano e atirou-o para um outro canto, não sem antes esmagá-lo com toda a raiva que possuía.
Naquela noite, Tyson não foi jantar. Deitou-se na cama, apenas com um lençol cobrindo o seu corpo adulto, enquanto, que nem um filme antigo, as imagens daquela tarde rodavam na sua mente. Naquela noite, Tyson também não dormiu.
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Abriu os olhos assim que sentiu os primeiros raios de sol iluminarem o quarto. Afinal, tinha conseguido dormir um pouco, nas últimas horas da madrugada. Levantou-se, sentindo o corpo dorido da falta de descanso. Calçou os chinelos e arrastou-se até ao quarto de banho. Precisava de um duche. Fresco. E demorado.
Vestiu uma roupa qualquer, não muito preocupado, e tomou o pequeno-almoço. Por incrível que pareça, ainda não estava com muita fome, apesar de nem ter jantado no dia anterior.
Depois de comer, foi até ao exterior da casa, sentando-se na beirada de madeira e encostando-se a uma das vigas de suporte. Estava um dia calmo, o sol brilhava fracamente, já se notando a proximidade do Inverno. Tyson observava o céu enquanto aquelas mesmas imagens repetiam-se na sua mente.
Aquelas mesmas palavras, aquelas mesmas reacções, tudo porque ele era casmurro? Ele é que era o casmurro? Ele é que era o teimoso, o burro, que não entendia nada? É, pelos vistos Kai deixara isso muito claro. Pelos vistos, ele fora abandonado porque era convencido. Convencido e detentor de um título que os amigos queriam para si.
Idiotas…eles não passavam de idiotas! Eles os três! Eram uns idiotas, egoístas, que não queriam nada mais que roubar-lhe o seu título. O título que ele recebera por três vezes, o título que ele tanto adorava e idolatrava. O seu título de campeão mundial.
O seu título. Seu…Era seu. Mas eles também eram seus amigos. Os amigos que ele adorava, em quem confiava cegamente e que queria que estivessem sempre ao seu lado, apoiando-o. Mas não foi isso que aconteceu. Passados dois anos, eles abandonaram a equipa, abandonaram-no, sem nunca explicar o verdadeiro motivo.
É certo que Tyson devia ter tentado perceber. Devia ter-se colocado no lugar deles e tentado compreender o porquê de terem deixado a equipa. Porém, ele nunca o fez. Engolira durante o campeonato o abandono, mas nunca o aceitou completamente. Isso não iria negar.
Ao que parecia, ele era mesmo um casmurro, teimoso e cabeça-dura.
Se fosse ele que tivesse de conviver com o campeão, se fosse ele que tivesse de aturar as suas taras e manias, se fosse ele que o tivesse de ver subir ao pódio, dizendo arrogantemente que nunca teria chegado ali sem o apoio dos amigos, o que faria?
Iria aceitar de boa vontade? Iria ignorar e continuar do seu lado? Iria idolatrar o campeão, bajulando-o na primeira oportunidade? Ou iria desafiá-lo?
A última soava melhor. Se o campeão fosse Max, Ray ou Kai, Tyson não se iria importar. Iria admirá-lo e ajudá-lo em tudo o que precisasse. Mas não iria negar: gostaria de desafiá-lo. Não por mal, nem pelo título que ele possuía, mas sim para testar as suas próprias capacidades, para ver até que ponto era capaz de aguentar, até que ponto era forte.
Sim, teria vontade de o fazer, principalmente se o visse falhar. E Tyson, sem querer, proporcionou essa visão aos amigos. Deu-lhes essa esperança, essa espécie de ilusão, mesmo que tenha sido por escassos segundos.
E o campeonato que veio nesse ano também não ajudava a que os companheiros tivessem um desempenho justo. Se perdessem, nem poderiam ir ao mundial. Se Tyson estivesse no lugar deles, certamente iria negar-se a ficar se tivesse uma outra oportunidade, outra hipótese de escolha. E eles tinham. E aceitaram-na. E ele ficou sozinho.
Ele nunca quis entender o porquê de se terem separado. Talvez por teimosia ou talvez por medo de ser capaz de os compreender. Porque, por mais que amasse os Bladebreakers, os seus amigos eram mais importantes. E ele, como amigo deles, tinha como dever apoiá-los nos seus sonhos, nas suas escolhas, evitando o rancor que sempre lhe ficou no peito.
Tinha que lhes pedir desculpa…isso era um facto. Pelo seu comportamento, pelas suas palavras, pela sua teimosia, por tudo! Tinha que admitir o quão idiota havia sido, mais uma vez. Tinha que baixar a cabeça e implorar os seus amigos de volta. Porque, apesar de tudo, eles ainda eram os seus amigos. Os seus melhores amigos.
Levantou-se e dirigiu-se lentamente para a entrada. Agarrou num casaco, calçou os sapatos e saiu de casa. Precisava reflectir sobre o que dizer, sobre como agir e como os encontrar também. Com aquilo tudo nem tivera oportunidade de descobrir onde Max e Ray estavam hospedados. Teria que falar com o Sr. Dickinson…e pedir-lhe desculpa também. A forma como se comportara no escritório do chefe da BBA não havia sido nada agradável.
E, embora os tenha percebido e perdoado, a dor que sentira nunca seria deveras amenizada. Ver os seus amigos do outro lado do stadium…era uma memória dura e que o iria perseguir para sempre. Pois, ser campeão, não é só sorrisos e alegrias. Ser campeão implica mais responsabilidades, maiores desafios e também maiores perdas. E ele enxergara isso da pior forma possível.
Encaminhou-se pela rua contrária que dava para a BBA. Antes de lá ir, havia um sítio que gostaria de visitar. Um sítio onde, certamente, iria conseguir encontrar as melhores palavras para defrontar os antigos companheiros. O antigo local onde costumavam treinar. Por baixo da ponte, ao lado do rio, um pouco mais abaixo da estrada. Aquele singelo local onde, por tantas vezes, haviam brigado e se reconciliado juntos. Sempre juntos.
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"E é por isso que sempre iremos vencer."
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Continua…
N/A: Ficou estranho…o.o' Na altura que o reli não achei. Mas agora…acho-o estranho. Nem sei que dizer. Mas espero gostem de qualquer forma. E que me digam o que acharam.
Vou confessar que este não me custou muito a escrever. Simplesmente, saiu. Talvez seja por isto que o ache estranho…Bah! Digam-me apenas o que acham antes que eu decida reescrevê-lo. 8D
E Ana…VIVA QUEM NÃO TEM BETA READER E NEM QUER TER! – Campanha saudável que não tenciona ofender ninguém nem tem nada contra dos Beta Readers. n.n
Jinhos minna!
Bye, bye!
