Oi gente!

Bom, eu estou postando mais um capítulo dessa fic embora essa não fosse a minha intenção no momento, mas como recebi muitos pedidos nos últimos dias resolvi colocar mais um pedacinho.

Essa história é muito boa e como em todas as minhas fics que fazer o máximo para que fique bom, por isso a tendência é que eu demore mais para atualizá-la porque como informei é uma fic com várias fases e preciso alinhar os detalhes para não ficar incoerente depois. Espero que compreendam.

Boa leitura!

O primeiro dia de trabalho do ano chegou rapidamente para Sesshoumaru. Ele levantou-se cedo como de costume, tomou um banho, se trocou e foi direto para o hospital. Faltavam pouco mais de duas horas para o horário da consulta com seu novo paciente então quando chegou ao hospital se dirigiu ao restaurante que havia ali para tomar o café da manhã. Chegando lá ele encontrou dois de seus colegas médicos e se sentou com eles.

- Ohayo! - Cumprimentou a todos.

- Ohayo Sesshoumaru! - Responderam Bankotsu e Jinenji em uníssono.

- Soube que vai pegar um caso difícil hoje... - Bankotsu iniciou.

- É. O caso é bastante complicado, mas eu nunca fugi de desafios e acho que ele tem chances se a abordagem for correta.

- Não há dúvidas de que nessa área você é o melhor aqui. Essa família fez bem em buscar uma segunda opinião. - Disse Jinenji.

- Por que tanta expectativa em relação a isso, e por que todos estão sabendo a respeito? – Perguntou Sesshoumaru sério.

- É que esse é o primeiro grande caso que você pega desde que voltou à ativa. – Falou Bankotsu que assim como Sesshoumaru era um jovem médico, mas sua especialidade era cardiologia.

- E alguém duvida que eu possa lidar com isso? Acham que perdi minha capacidade e esqueci tudo o que aprendi enquanto estive em coma?

- Eu não duvido de sua capacidade em lidar com o caso. Como eu disse você é o melhor aqui. – Afirmou Jinenji um renomado cirurgião torácico.

Sesshoumaru tomou o café da manhã em companhia dos colegas de trabalho e depois rumou para seu consultório que ficava no 15º andar do hospital.

O paciente, um homem de meia idade, casado e com filhos estava na sala de espera o aguardando. A enfermeira que o assistia veio ao seu encontro para dar as informações e dizer que o homem e a esposa já estavam a sua espera.

- Bom dia Dr Taisho!

- Bom dia Tsubaki!

- O senhor Iwano Akira e a esposa já estão aguardando.

- Ótimo!

- Eu já iniciei a ficha com os dados preliminares no sistema, o senhor terá acesso.

- Certo. Obrigado.

- De nada. – A enfermeira respondeu.

Tsubaki era uma enfermeira extremamente experiente, tinha quase vinte anos de profissão. Ela trabalhava com Sesshoumaru desde que ele terminara a residência, embora o tenha conhecido bem no início de seu curso de medicina, quando ele vinha ao hospital mesmo antes de estar habilitado a lidar com pacientes, apenas para observar. No início Tsubaki imaginou que ele fosse apenas mais um jovem estudante de medicina arrogante e que se achava um deus apesar de muitas vezes nem saber fazer um diagnóstico preciso.

A rivalidade e a rixa entre médicos e enfermeiros são conhecidas em todos os hospitais ainda mais quando se trata de uma enfermeira experiente que tem que obedecer às ordens de um médico recém formado. Tsubaki tinhas suas reservas em relação a Sesshoumaru, o nome de sua família era conhecido no meio médico e eles eram donos daquele hospital, ela imaginava o quanto teria que aturar do rapaz, mas Sesshoumaru logo deixou claro a Tsubaki que não era como os outros, ele era dedicado e habilidoso, poucas vezes ela viu tanta segurança em um novato na primeira vez em um centro cirúrgico conduzindo uma operação. Ele era fantástico ela pensou e o melhor de tudo, a respeitava e aos seus anos de experiência, quando a consultava pedindo opinião sobre cada evento do qual participariam e desde então ela sempre esteve com ele.

Sesshoumaru voltou a caminhar em direção a sua sala e cumprimentou o homem que estava sentado em uma das confortáveis poltronas ali e estava acompanhado não só pela esposa, mas também por outros membros da família. Havia dois rapazes que deviam ter entre dezessete e vinte anos, provavelmente os filhos e mais um casal.

- Bom dia! – Sesshoumaru os cumprimentou usando seu tom de voz habitual e sua expressão normalmente indecifrável.

- Bom dia! – Todos responderam em uníssono.

- Por favor, entrem. – O médico os chamou e a mulher fez sinal indicando aos outros que esperassem ali.

O casal entrou na sala e Sesshoumaru fechou a porta atrás de si, depois caminhou imponente até sua cadeira enquanto observava um laudo de exame que estava em sua mão, sob o olhar atento da senhora Iwano.

- Sentem-se. – A voz de Sesshoumaru soou mais uma vez.

- Obrigada por nos receber assim tão de repente Doutor. Eu sei o quanto sua agenda é repleta de compromissos e que o senhor abriu uma exceção para avaliar o meu caso. – O homem falou fazendo uma reverencia.

A mulher ainda olhava fixamente para Sesshoumaru e isso não passou despercebido por ele.

- Não se preocupe senhor Iwano, o seu caso me interessou logo que fui informado sobre ele.

- Eu imaginei que ainda fosse demorar para conseguir consultá-lo, afinal nessa época de festas é complicado.

- É verdade, mas em casos como o seu quanto mais rápido agirmos melhor. Bom, eu analisei todo o seu histórico, exames e laudos dos médicos que o atenderam. Eu concordo com o diagnóstico, mas minha abordagem para o tratamento seria diferente da sugerida pelo médico que vocês consultaram anteriormente. O seu tumor está localizado em uma área extremamente difícil e a cirurgia é arriscada, mas pode ser decisiva. A intervenção tem que ser feita o mais rápido possível, mas deve ser muito bem planejada.

O homem e a esposa ouviam a tudo com atenção e a apreensão era visível no rosto de ambos.

- Eu preciso que vocês tenham ciência dos riscos do procedimento antes de tudo e depois eu vou solicitar a realização de novos exames complementares a estes, com uso de uma tecnologia mais avançada. – Sesshoumaru concluiu.

- Então o meu marido pode ser salvo Dr Taisho?

- Pode sim. Como disse o procedimento envolve risco, como todo procedimento cirúrgico, mas essa pode ser a única chance dele. Não é a primeira vez que faço esse tipo de cirurgia, na verdade ela é bastante freqüente e o percentual de sucesso é satisfatório.

O médico falava com a habitual frieza e distância necessária nesses casos. Não era recomendável a um médico um envolvimento pessoal com seus pacientes, isso poderia ser desgastante e penoso, mas mesmo assim as palavras dele foram suficientes para animá-los.

Um brilho de esperança surgiu nos olhos do senhor Iwano, que parecia confiante nos resultados positivos daquela operação.

Eram quase onze horas da manhã quando o casal Iwano, deixou o consultório. O homem agradeceu ao médico mais uma vez fervorosamente e parou no balcão onde a enfermeira Tsubaki estava para lhe dar algumas informações e marcar uma nova consulta.

- A senhora trabalha com o Dr Taisho há muito tempo? – Perguntou a senhora Iwano se dirigindo a Tsubaki.

- Sim. Há muitos anos, desde que ele se formou na verdade. – A enfermeira respondeu sorrindo. – Não se preocupe senhora Iwano, seu marido estará em boas mãos com ele.

A mulher sorriu ainda demonstrando preocupação.

- Eu não esperava que ele fosse tão jovem. – Ela disse sem jeito.

- Entendo. São poucos os que alcançam o nível profissional dele tão cedo, mas o Dr Taisho é uma dessas raras exceções.

- Eu já disse para ela não se preocupar. – Manifestou-se um outro homem que devia ser irmão do paciente, pois eles eram muito parecidos. – Ele foi muito recomendado. Eu busquei informações com vários conhecidos meus e até na internet, o médico que nos encaminhou até aqui me disse que ele é o melhor nesse tipo de cirurgia.

- É verdade. Como eu disse o senhor estará em muito boas mãos. – A enfermeira concluiu fitando o paciente.

A família despediu-se após receber as orientações sobre locais para realização dos exames pedidos por Sesshoumaru e ter marcado o retorno, já com os resultados.

O médico continuou no hospital pelo restante do dia atendendo a pacientes e no final da tarde teve uma pequena reunião presidida por seu chefe e tio Hakudoushi.

- Sesshoumaru, o caso Iwano. Você já decidiu se vai pegá-lo? – Perguntou Hakudoushi de pé na cabeceira da mesa onde outros médicos da equipe estavam sentados.

- Já. Eu vou admiti-lo. Espero apenas os resultados de alguns novos exames que solicitei e quando recebê-los vou planejar a cirurgia e interná-lo para o procedimento.

- Quais são os riscos?

- Altos. 40 de chance de óbito, mas ele está ciente assim como a família e quer arriscar.

- Você disse que arriscaria se estivesse no lugar dele, não é?

- Certamente. – O jovem respondeu sério à pergunta que o diretor do hospital fez sorrindo.

- Certo. Então em breve teremos um grande evento. Hiten? – Hakudoushi chamou o jovem médico que se sobressaltou na cadeira que ocupava. – Eu soube que você está devendo relatórios referentes ao pronto-socorro.

- É que... Dr Taisho...eu...eu é que... eu ando muito ocupado, não tenho tido tempo para nada ultimamente.

- Talvez você possa ter tempo livre suficiente se for demitido, o que acha?

- Não Dr Taisho. Me desculpe, eu prometo que vou atualizar os relatórios hoje mesmo nem que eu passe a noite aqui.

- É o que eu espero Dr Matsumoto. Você foi nomeado chefe da emergência interinamente enquanto Hayashi está licenciado, porque ele próprio o recomendou. Eu não tenho razões para duvidar do que Hayashi me disse a seu respeito, mas espero que você faça jus à oportunidade que recebeu.

- Hai. – Confirmou veemente. – Eu não vou desapontá-lo e nem ao Dr Hayashi, tem a minha palavra.

- Ótimo! Agora que estamos todos felizes, eu tenho mais uma coisa a dizer. Eu recebi a informação de que a Senhorita Nagasahi Rin retornará ao hospital na próxima semana para retirar os pontos. Como vocês devem saber, ela é uma figura pública e a presença dela aqui pode causar certa comoção por parte dos funcionários, dos pacientes e de todo o resto. A imprensa com certeza acampará em nossa porta para obter uma declaração, fotos ou que quer que seja. Eu preciso que vocês controlem seus estagiários e a si próprios para que a rotina no hospital seja alterada o mínimo possível. E mais uma coisa, nenhuma declaração deve ser dada a quem quer que seja sobre esse caso.

Todos ouviam calados ao que seu chefe dizia e ele fitava cada um dos "lideres" de sua equipe com atenção. Continuou.

- Bom, levando em conta que foi você quem a atendeu da última vez, devo presumir que você vai atendê-la Sesshoumaru? – Hashi perguntou encarando o sobrinho.

- Não. – Ele respondeu simplesmente com a face inalterável e todos ali o olharam. – Eu estarei ocupado com coisas mais importantes, qualquer um pode retirar os pontos dela.

Hakudoushi arqueou a sobrancelha e quase riu da atitude do sobrinho.

- Pois bem, veremos depois quem prestará o atendimento. Estão dispensadas crianças. – O médico falou sorrindo e todos se levantaram das cadeiras, menos Sesshoumaru.

Os médicos, cada um responsável por um setor no hospital saíram da sala.

- Cara, o Dr Taisho é terrível. Fiquei com medo que ele fosse mesmo me demitir. – O jovem médico Hiten dizia ao sair da sala. – Imagine começar o ano perdendo o emprego.

- A apresentação dos relatórios é importante para a administração do hospital Matsumoto. – Falou Bankotsu.

- É verdade. Hakudoushi é muito exigente. Você deu sorte dele não demiti-lo, acho que só não fez isso por causa de Hayashi.

- Eu sei, mas, hoje é ainda o primeiro dia do ano, não imaginei que ele já começasse com as cobranças. Uma reunião no dia de hoje... mal me recuperei das comemorações de fim de ano.

- É bom se recuperar logo, ele não vai perdoar outra falha sua. – Falou Hideki, um outro jovem médico, mas que fazia parte da equipe há mais tempo.

- Espero que isso não tenha me feito ficar marcado pra ele. – O jovem Hiten disse temeroso.

- Não se preocupe rapaz, Hakudoushi é muito severo e exigente, ele briga, mas segundos depois é como se nada tivesse acontecido. Ele não vai implicar com você por causa disso, mas é bom você procurar se redimir. – Disse Jinenji em seu tom sábio habitual.

- É o que eu vou fazer. Até mais! – Despediu-se dos colegas de trabalho e caminhou rapidamente para a sala dos médicos onde pretendia organizar os relatórios.

De volta à sala, Sesshoumaru e o tio conversavam ainda sentados à mesa.

- O que foi isso Sesshoumaru? Achei que você e a senhorita Nagasahi fossem amigos. Por que não vai atendê-la se o primeiro atendimento foi seu?

- Tecnicamente o atendimento é do Ken, o plantão era dele naquele dia e foi ele quem assinou a alta dela.

- Isso não responde a minha pergunta.

- Não é por nada demais, eu realmente vou estar muito ocupado nos próximos dias. Rin não se importará de ter os pontos retirados por outro médico.

Hashi continuou a fita o sobrinho como se aquela resposta não o tivesse satisfeito e o rapaz devolveu o olha sem se alterar.

- Tudo bem Sesshoumaru. Eu desisto de tentar entender isso. Você vai para casa agora?

- Vou para minha casa.

- Você saiu da casa dos seus pais?

- Saí. Já teria feito isso há mais tempo se não fosse por Izayoi. Ela me segurou lá todo esse tempo.

- Ela não queria que você ficasse sozinho depois que saiu do hospital. – Hashi falou sério.

- Eu sei. Isso era justificável assim que eu saí, afinal não conseguia fazer nada sozinho, mas depois... se pudesse tenho certeza que ela nos manteria lá pra sempre. – O jovem disse referindo-se a si e ao irmão.

Hashi sorriu, era verdade Izayoi gostava de manter a família unida e os filhos sempre por perto.

Terminada a conversa com o tio, Sesshoumaru deixou o hospital e depois de passar em casa para tomar banho e trocar de roupa, foi ao hotel para ver Rin como haviam combinado.

Esse capítulo foi mais focado no Sesshy e no trabalho dele. Vimos um pouco da relação dele com os colegas de trabalho e como estes o veem. Sesshoumaru é respeitado por todos por ser um excelente profissional apesar de fazer parte do grupo dos jovens na seleta equipe de Hakudoushi.

Vocês vão perceber que esse Sesshoumaru é mais sensível do que costumamos ver por aí. O comportamento aparentemente frio dele se deve a vários acontecimentos pelos quais ele teve que passar ao longo da vida. A distância que ele procura manter das pessoas é meramente uma defesa. Vocês verão que ele não é frio e insensível, muito pelo contrário.

Respondendo aos reviews encaminhados até agora, quero dizer para vocês não se preocuparem.

Tudo será mostrado. Contarei como e porque Sesshoumaru e Kagura terminaram e como ele e Rin se conheceram e se envolveram. Você entenderam que ele e a Rin se envolveram enquanto ele ainda estava com a Kagura, não é? Pois é, o Sesshy traiu sim a vaca voadora. rsrsrs

Eu vou mostrar também porque a relação dos irmãos é tão complicada e posso adiantar que isso começou na adolescência e o motivo é ciúme.

Outra informação. Eu pretendo postar uma fic paralela, contando como Oyakata e Izayoi se conheceram e tudo o que aconteceu até eles se casarem e formarem uma família, depois mostrarei a infância do Sesshy e do irmão. Essa fase será importante para vocês compreenderem o comportamente dele.

Ai chega! Já falei mais do que devia.

Continuem acompanhando e deixem seus comentários.

Beijos queridos!