N/A: Oi!! Desculpem a demora... Andei fazendo umas mudanças nos capítulos que já estavam prontos. Mas agora estou aqui pra postar o capítulo 7!
Ah, adorei todas as reviews, muito obrigada a todas que comentaram: zix black, Rose Anne Samartinne, carol mamoru, Flor Cordeiro, Ninha Souma. Seus comentários são sempre muito bem-vindos e me deixam muito feliz, vejo que a fic está dando certo, está agradando! Beijos e aqui está o capítuo!
Cogumelos
Uma vez na floresta, Lily soltou um suspiro nervoso. Tinha estado ali poucas vezes, nunca ouvira falar de nenhum lago iluminado e não tinha ideia de por onde começar. Olhou para James, que apenas lhe lançou um olhar confiante e pegou em sua mão, conduzindo-a por entre as árvores. A garota não objetou.
Passados alguns minutos, eles já tinham andado muito e não tinham visto nada a não ser árvores e mais árvores. O primeiro impulso da monitora fora reclamar que o rapaz estava guiando-a pelo caminho errado e que deveriam voltar, mas decidiu ficar quieta. Já tinha sido bastante inconveniente. E pensando bem, achou realmente que deveria dar um voto de confiança ao rapaz. Ao invés de ser chata, resolveu tentar ser simpática.
- Então... Você e os outros marotos costumam vir muito aqui, escondidos? – perguntou casualmente. Ainda estavam de mãos dadas, para a surpresa do rapaz; ou talvez houvesse uma explicação para isso. Tinha chovido na madrugada anterior e os caminhos estavam escorregadios demais para a garota. Ela contava com ele para ampará-la caso caísse. Gostou desse pensamento.
- Hum, está pensando em nos delatar, é? – a garota corou e ele percebeu, mesmo na escuridão. James viu que ela estava sendo amigável e talvez não fosse hora pra fazer piadas. – É, nós costumamos vir aqui de vez em quando. Mas não posso te contar mais do que isso. Coisa de Marotos.
- Ah, sei. – respondeu ela. Sabia que tinha algo a ver com Remus e a condição "especial" dele; mas não ousou dizer nada. Tinha descoberto sozinha e manteria essa informação para si, até o amigo resolver lhe contar pessoalmente. Não queria parecer enxerida. – E você já viu esse tal lago?
- Talvez... – respondeu o rapaz, fazendo uma curva inesperada. Lily, distraída, tropeçou, mas James segurou-a pela cintura antes que caísse no chão lamacento. Ficaram mudos, abraçados. Ela murmurou um "obrigado" quase inaudível e recomeçaram a andar. – Lembro de ter visto um lago aqui uma vez, mas passei longe. Não tenho certeza se é o que procuramos, mas não custa tentar. Fica mais pra lá...
Antes de voltarem ao silêncio, Lily resolveu falar.
- Olha, Potter... Eu queria pedir desculpas. Pelo jeito que eu te tratei mais cedo. Não queria... Te ofender. – admitiu a ruiva, corando e sentindo a mão direita queimando ao toque da mão do rapaz.
James ficou surpreso. E um pouquinho feliz também.
- Desculpas aceitas... Mas eu quero que saiba que eu te entendo. Sabe, é da sua natureza fazer as coisas todas certas, sem quebrar as regras... E eu admiro isso, de verdade. – falou ele quando percebeu que a garota ficara sem graça ao ser praticamente chamada de "certinha" – Eu... Acho bonitinho isso em você. – corou, mas ela não percebeu, porque tinha corado também – E, como eu ia dizendo... É da minha natureza ser o oposto disso. Por isso estamos sempre brigando.
Ele sorriu com esse pensamento. Eram tão opostos, tão contrários... Mas de certa forma, se atraíam (pelo menos em sua visão). Completavam-se. Viviam em harmonia. Juntos eram um paradoxo. Como o amor e o ódio. E seguindo essa linha de pensamento, lembrou-se de um antigo ditado: "Existe uma linha tênue entre o amor e o ódio". Talvez toda essa raiva que Lily sentia dele um dia pudesse se transformar num sentimento mais puro, mais bonito. Será que era isso o que a professora Trebell queria que eles descobrissem? Que eram feitos um para o outro? Que o destino deles era ficar juntos?
Antes que pudesse dizer qualquer uma dessas suas teorias para a ruiva, ela se pronunciou.
- Olhe!
James olhou. Estavam diante do tal lago. Ele era estranhamente iluminado, brilhava como se um enorme holofote estivesse posicionado sob a água. Antes que pudesse dar-se conta, Lily já tinha soltado sua mão e corrido para a margem do lago. Correu atrás dela.
- Olhe Potter, são cogumelos mesmo! Eles é que produzem essa luminescência...
Ainda meio atordoado por seus pensamentos anteriores, o rapaz não deu importância aos objetos de sua busca misteriosa.
- Lily... Será que você poderia me tratar pelo primeiro nome? – a garota o olhou, o rosto meio azulado devido à luz proveniente dos cogumelos. – Sabe... Eu gosto do meu nome. Gostaria que você me chamasse de James. E que, se não se importasse, me deixasse te chamar de Lily. Afinal, nos conhecemos há tanto tempo. Não há necessidade dessa formalidade toda.
A garota ponderou, em silêncio. Sempre detestara que ele a chamasse pelo primeiro nome, e até que ele finalmente tinha aprendido a chamá-la pelo sobrenome. Não queria que tivessem uma relação tão íntima a ponto de se tratarem pelos primeiros nomes. Mas por algum motivo, isso não lhe parecia um grande problema agora.
- Tudo bem. James.
O rapaz sorriu. Ela voltou o olhar para o lago, tentando ignorar.
- Então... Chegamos ao lago. E agora? – perguntou ele, esperando uma resposta sábia.
- Bom... A maior parte dos cogumelos se concentra no meio do lago, pelo que eu posso ver. Os que estão aqui na margem não são brilhantes, parecem cogumelos comuns. Acho que vamos ter que entrar no lago pra pegar os maiores e mais iluminados.
- Hum... Imagino que essa seja então uma tarefa para mim, certo? – a garota mexeu a cabeça afirmativamente. Estava sim fascinada com a beleza do lago, mas morrendo de medo do que poderia acontecer se entrasse ali. Não era tão boa nadadora, embora o lago parecesse raso. E só Dumbledore sabia quais criaturas habitavam aquelas águas.
James descalçou os sapatos, as meias, tirou os óculos, a capa, a gravata, a camisa...
- Ei! Você precisa ficar semi-nu pra entrar num lago? – perguntou a garota, de repente irritada e envergonhada pela visão do peitoral definido do rapaz, virando o rosto para o outro lado.
- Não sabia que a afetava dessa maneira... – a garota revirou os olhos e soltou um bufo – Bom, eu não trouxe roupa de banho, e não quero voltar com as roupas encharcadas pro castelo.
- Você sabe que pode fazer um feitiço pra secar as roupas, não é? – perguntou ela ironicamente.
- Hum... É. Mas estou com vontade de dar um mergulho e não vou ficar confortável de roupa.
E quando começava a tirar as calças...
- Por favor, mantenha suas calças! – gritou ela, corando. O rapaz sorriu, satisfeito e entrou no lago de calças.
Foi deslizando com cuidado para dentro da água anormalmente morna; o chão era escorregadio devido à quantidade de musgo no fundo. Quando chegou ao meio do lago, seus pés já não alcançavam mais o chão.
- É fundo aqui. – e antes que Lily pudesse dizer qualquer coisa, ele mergulhou e sumiu sob as águas brilhantes.
- James? – chamou Lily, depois de alguns minutos. Começou a se preocupar. Esse lago não podia ser assim tão fundo. Podia? Por que ele estava demorando a voltar? Será que alguma criatura o tinha capturado? O que faria? – Se você morrer aqui eu te mato, James Potter...
Tirando os sapatos e as meias com agilidade e por fim a capa e a gravata, Lily entrou no lago do mesmo jeito que fizera James, com cuidado para não escorregar. Com a varinha em punho e o coração batendo acelerado, ficou sem chão antes de chegar ao meio do lago, pois era bem mais baixa que o rapaz. E ele não estava ali. Onde tinha se metido? Quando preparava-se para fazer um feitiço cabeça-de-bolha e mergulhar ao encontro dele, sentiu algo agarrando seu pé com força. Gritou.
No mesmo instante, James emergiu da água rindo, uma bolha se desmanchando de sua cabeça. O rapaz continuou rindo enquanto a ruiva se recuperava do susto.
- James, seu desgraçado! – ela atirou água nele e tentou estapeá-lo, em vão; ele a detera com as mãos fortes. – Eu pensei que você tinha sido morto ou coisa parecida!
O rapaz se divertia com as tentativas patéticas da ruiva de lhe atingir, gargalhando alto. Mas parou de rir quando notou que a blusa branca dela tinha ficado completamente transparente, colando-se ao corpo dela e revelando suas formas arredondadas. Estranhamente ele sentiu-se envergonhado por ter acesso àquela visão. Voltou sua atenção para os olhos dela.
- Você ficou preocupada comigo? – perguntou ele sem o tom brincalhão, mas sorrindo de um jeito bastante sedutor. Ela lhe atirou um pouco mais de água.
- Fiquei. Como eu voltaria para o castelo sem você? – respondeu, tentando não mostrar tanto interesse pelo rapaz. Mas ele percebeu que ela se importava de verdade.
- Ah, sei. Bom, eu estava estudando o fundo do lago. É fundo, mas não é um abismo. Tem só uns dois metros e meio de profundidade, três no máximo. Os cogumelos realmente estão lá e tem vários tamanhos. Tem uns realmente gigantes, que acho meio difícil de carregar, e outros menores, de tamanho normal. Mas eu não consegui arrancá-los de lá. Acho que preciso da sua ajuda.
Findas as explicações, os dois mergulharam com cabeças de bolha até o fundo do lago. Lily ficou maravilhada com os cogumelos gigantes, mas não perdeu muito tempo. Tentou arrancar com as mãos os menores, como fizera James, e não conseguira. Lançou um feitiço e alguns soltaram-se facilmente. Olhou para James e sorriu; ele não tinha pensando nisso antes.
Voltaram à superfície. Lily ia guardar os cogumelos em sua bolsa e James vinha logo atrás, mas escorregou no musgo, caindo e espalhando água para todo lado. A garota, com a água na cintura, atirou os cogumelos para a margem e virou de costas para ajudar o rapaz a se levantar, mas logo ele já estava de pé e agora era ela que escorregava; mas foi amparada pelo abraço de James.
A lua brilhava no céu e os dois monitores estavam abraçados dentro daquele lago azulado. A garota estava arrepiada, embora a água fosse morna. Não tinha coragem de se livrar do abraço do rapaz, muito menos de desviar do olhar penetrante dele. Não tinha escapatória. Sentiu que a respiração dele estava tão acelerada quanto a dela e que era questão de segundos até suas bocas finalmente se colarem, como costumava acontecer nesses momentos que ela tanto tentava evitar. Mas dentro dela algo lhe dizia que se isso acontecesse, não se importaria nem um pouquinho.
James estava fascinado pela beleza da ruiva, mesmo com os cabelos molhados e desalinhados. Ela o tinha surpreendido àquela noite, primeiro pedindo desculpas por seu comportamento implicante; aceitando que se tratassem pelo primeiro nome; agindo de forma genial e corajosa ao mergulhar no lago e recolher os cogumelos; e por fim, mostrando-se encantadoramente linda... E sensual. Ele já não conseguia não olhar para a blusa transparente dela, e quando o fez novamente, notou que alguns botões tinham se aberto, revelando no decote seu colo branco como a lua que brilhava lá no alto. Mas novamente corou.
Sem mais pensar, James beijou Lily. Não daquela forma desesperada de antes; mas doce e delicadamente. E, para sua surpresa, ela correspondia também sem nenhuma objeção. Não demorou muito para que ele a empurrasse gentilmente contra a relva da margem do lago, sem parar de beijá-la, agora com o seu corpo parcialmente sobre o dela.
Lily estava delirando. Definitivamente não conseguia ter nenhum pensamento racional. Tudo o que povoava sua mente era: "estou beijando o Potter, estou beijando o Potter, estou beijando o Potter!" Mas isso não lhe parecia de modo algum perturbador. Estava surpresa por apreciar tanto aqueles beijos carinhosos, que logo se tornaram ardentes e cheios de desejo. Ele desceu os lábios para o seu pescoço com urgência enquanto apertava sua cintura com uma mão e afagava-lhe os cabelos com a outra. Ela nunca sentira nada parecido; nunca sentiu tanta necessidade de ter os lábios dele nos seus.
Tinham esquecido completamente que estavam na Floresta Proibida e precisavam voltar para o castelo, quando um farfalhar de folhas os assustou. Lily imediatamente despertou do transe e empurrou o garoto para longe, que ficou confuso.
- Lily... Que houve? Eu pensei... – começou ele bobamente, mas ela não prestou atenção.
- Você não ouviu isso? – perguntou ela, começando a vestir as roupas apressadamente – Não podemos ficar aqui, precisamos voltar para o castelo... Não estamos seguros!
James também tinha começado a se vestir, mas parou por um segundo. Aproximou-se da garota, acariciando-lhe os cabelos.
- Lily, não precisa ficar com medo. Eu estou aqui, não vou deixar que nada te aconteça. – a ruiva o olhou, descrente.
- Você não entende mesmo, não é? Só fica aí pensando em... Se dar bem e... Aproveitar o momento e... Ora, não é hora pra essas coisas! Eu falo sério, tem alguma coisa por aqui. Mexa-se e vamos voltar agora!
Nesse exato instante, algo saiu de trás das árvores. Os dois jovens engoliram em seco. Lily tentou pensar em como sair daquela situação. Se fosse um centauro, eles poderiam conversar, mas tinha quase certeza de que ele os expulsaria de forma bem rude; pelo o que sabia de Hagrid, os centauros não gostavam de invasores na floresta. Se fosse um testrálio ela não poderia saber, já que nunca tinha visto alguém morrer. Por mais que o guarda-caças assegurasse que os que aqui viviam era domesticados, podia não ser bem assim e ela acabar sendo atacada sem poder enxergar de onde vinha o golpe. Se fosse uma aranha gigantesca, como ouvira em alguns boatos que circulavam pela escola, estariam perdidos sem dúvida. De qualquer forma, seria bem desagradável.
A garota estava com os olhos fechados, de repente apavorada. Ouviu a coisa se aproximando. Notou que James estava de repente quieto, quando sentiu os braços dele sobre seus ombros.
- Lily... Olhe! – sussurrou, parecendo maravilhado.
A garota abriu os olhos e ficou encantada. Ali, bem à sua frente, estava um belíssimo unicórnio, tão alvo quanto à lua, com o chifre bem pontudo na testa e a crina prateada reluzindo suavemente enquanto o animal bebia da água do lago calmamente. Lily estava sem palavras. Nunca em sua vida pensou que veria um unicórnio, e assim, tão de perto! Eram tão raros. Caminhou lentamente em direção a ele, deixando um James alarmado para trás.
Estava a centímetros do animal quando notou que ele a olhava nos olhos, enquanto bebia a água delicadamente. A garota hesitou um pouco, mas esticou uma mão e tocou a crina prateada do ser mítico. Ficou emocionada! O unicórnio pareceu gostar do carinho e se aproximou ainda mais, deixando que ela alisasse o seu pêlo.
- James... – sussurrou ela – Isso é incrível! Você precisa ver...
Mas no momento em que ela abriu a boca o unicórnio afastou-se e, num salto gracioso, desapareceu por entre as árvores em grande velocidade.
Saindo do transe, Lily tomou consciência da situação. Voltou-se para suas coisas, apanhou a bolsa com os cogumelos e começou a andar pelo caminho que vieram.
- Está na hora de ir, James.
O rapaz a seguiu, tentando segurar sua mãe novamente, mas ela não deixou. Com mais agilidade do que antes, rumaram de volta para a segurança do castelo, agradecendo a Merlin por terem encontrado um atalho mais rápido e por não terem sido atacados por mais nada.
Já perto da cabana do guarda-caça, James tirou da mochila sua capa de invisibilidade e cobriu a si mesmo e Lily para não serem vistos fora dos dormitórios tão tarde da noite. Ela não falara mais nada durante todo o caminho de volta, simplesmente ignorara as perguntas e comentários do rapaz sobre a vida selvagem na floresta.
Ele estava intrigado. Tinham tido um momento maravilhoso lá no lago, cheio de beijos, paixão, sentimento... Pelo menos era o que ele pensava. Mas Lily parecia ter voltado a ser a velha e chata monitora-chefe. E o mais estranho não era ela ignorar completamente o acontecido, mas não ter feito um escândalo, acusando-o de pervertido, aproveitador, imbecil e tudo o mais que ela pudesse inventar de chamá-lo. Parecia brava, mas como sempre fora. E simplesmente agia como se não tivesse acontecido. Bom, ela tinha dito algo sobre ele só estar interessado em aproveitar o momento pouco antes da visita do unicórnio. Mas não sabia se ela estava chateada de verdade ou só nervosa por estarem aparentemente em perigo. E achou que ela não se permitiria brigar com ele enquanto ainda estavam na floresta, desprotegidos, e que esperaria até estar segura para poder lhe dar a devida bronca. Mas agora já estavam atravessando o saguão e ela se mantivera quieta! Ele simplesmente não conseguia entender essa garota...
Quebrando o silêncio, James perguntou:
- Vamos para a Torre ou para os nossos aposentos de monitores?
- Pra onde você não for eu vou. – respondeu ela secamente, fazendo o rapaz suspirar de frustração. Mas ele não ia contrariá-la. Não agora.
- Tudo bem. Te deixo no salão dos monitores antes de voltar para a Torre.
- Tudo bem. – disse Lily simplesmente.
Chegando lá, ela apenas entrou sem dizer mais nada. James queria ir atrás dela, sacudi-la, fazê-la enxergar a verdade – que eles deveriam ficar juntos – abraçá-la e não largá-la nunca mais. Mas algo no fundo de sua mente – sua consciência pouco valorizada, talvez – lhe dizia que aquele não era o momento propício. Apenas murmurou um boa-noite para o quadro na parede e se encaminhou para o dormitório da Grifinória.
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Lily atirou a bolsa com os cogumelos a um canto do quarto assim que entrou e em seguida atirou-se na cama, exausta. Mas não era da caminhada. Seu cansaço era mental, emocional. Estava cansada de ter tantas dúvidas. Estava cansada de não poder prever o que ia acontecer. Cansada de não conseguir mais confiar em suas ações. Mas principalmente cansada de conviver com James Potter.
Ele não era um completo idiota como ela sempre julgara. Era um bom amigo. Era divertido, agradável. E algumas vezes doce e gentil. E a olhava de uma maneira...! Mas na maior parte do tempo era um egocêntrico arrogante! Ele não pensava nos sentimentos dela em momento algum. Só queria saber de lhe roubar beijos e conquistá-la a qualquer custo. Não se importava se ela queria ser conquistada. Não se importava com o que ela sentia pelo namorado, não reconhecia o compromisso que ela tinha com Amos Diggory. Se ele não era capaz de respeitar um relacionamento, como poderia ter um com Lily? Porque ela não aceitaria menos do que um namoro sério. Não aceitaria ser apenas uma diversão descartável.
E pelo visto, James ainda não tinha mudado o suficiente para encaixar-se em seus padrões de qualidade. Por mais que não pudesse negar a atração que sentiam um pelo outro, isso não lhe era suficiente. Ela precisava de garantias, provas de que ele gostava dela de verdade. De que era capaz de amá-la, respeitá-la e fazê-la feliz. Dar-lhe segurança.
Esse último aspecto ela tinha encontrado em Amos. Ele era um companheiro com que podia contar. E ele respeitava seus interesses, seus desejos, seu espaço. Tratava-a com carinho. Ela tinha certeza de que não estava apaixonada por ele e que não o amava, mas via no rapaz um amigo com quem podia contar. E um namorado não deve ser o seu melhor amigo? Ela pensava que sim.
Em meio a tantas reflexões, Lily acabou adormecendo com as roupas molhadas no corpo.
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Beijos,
Lulu Star ;D
