N/A: Obrigada Bee, que mesmo atolada até o pescoço de trabalho betou esse capítulo aqui e me deixou feliz e viada!

*limpa a poeira da fic e tira as teias de aranha* É, eu sei que demorei tempo demais para aparecer por aqui e nem vou tentar me explicar, porque não tenho explicação. Só entendam que agora eu tenho responsabilidades na vida que antes não tinha e tô meio que engatinhando nessa coisa de ser adulta ainda. Levanto, caio, caio, levanto. É uma rotina difícil de lidar, mas eu tô tentando fazer o meu melhor. Em menos de um ano mudei de cargo na empresa onde trabalho, agora tenho coisas a fazer que exigem muito de mim. Mas eu não vou largar minhas fics, não se preocupem. Isso aqui é a minha válvula de escape, minha forma de descarregar toda a tensão do dia dia no trabalho.

Ok, chega de falar, eu tendo a divagar enquanto escrevo n/a's. Capítulo novo para vocês, perdoem novamente minha demora. Escrevi de coração, espero que gostem.

Boa leitura!


Capítulo 7 – Going back home

BPOV

Eu já estava acordada há mais de meia hora, mas simplesmente me recusava a abrir os olhos; não queria ver a luz do sol me encarando com recriminação, dizendo que era hora de deixar o cobertor quente e macio de lado e enfrentar a pilha de coisas para empacotar em tão pouco tempo.

Uau! Ainda não acreditava que faltava apenas um dia para voltar à Nova York. Meu estômago nessa última semana estava constantemente revirado de expectativa, como se houvesse uma montanha russa em movimento ininterrupto. Eu mal tinha tempo para comer, eram tantos assuntos para resolver que quando dava por mim, o apetite já tinha evaporado.

A agitada maratona de mudança começou assim que me desliguei definitivamente de meu cargo na Publicis, logo após a festa de fim de ano. Edward passou uma madrugada inteira de olhos grudados na tela do computador, vasculhando os sites das companhias aéreas em busca de passagens com tarifas promocionais; estávamos com pouco dinheiro, pois foi preciso pagar a multa de rescisão de contrato de aluguel do apartamento. Isso causou um rombo em nossas contas bancárias que, em um passe de mágicas, ficou praticamente vazia.

Felizmente conseguimos comprar nosso voo de volta para casa por um preço bastante razoável e a partir dali era só fazer as malas e esperar o dia de retornar à Nova York. Era nessas horas que minha barriga se retorcia de excitação; faltava tão pouco.

Eu já podia sentir o cheiro do perfume de Rosalie e a empolgação cansativa de Alice me rondando. Caramba, como sentia falta de minhas amigas.

Só percebi que estava sorrindo de orelha a orelha quando senti os músculos das bochechas doloridos. Ultimamente isso era uma constante; era normal eu me pegar rindo como uma idiota por nenhum motivo aparente.

Meu quarto estava imerso na mais completa paz, exceto pelo barulho firme do aquecedor e o ronco de Edward, que no fim das contas eram praticamente iguais. À propósito, esse era o real motivo que me impedia de cair novamente na inconsciência: Edward parecia um porco dorminhoco, roncava tão alto que assustava a si mesmo. Como dormir com essa sinfonia do terror tocando bem ao do seu ouvido? Impossível.

Apesar disso, eu ainda sentia a enorme vontade de ficar ali em minha cama morninha, onde o tempo parecia ficar suspenso no ar, sem pressa para correr. Deitada em meu colchão macio e confortável, eu até fingia esquecer que tinha uma montanha de livros e objetos pessoais para empacotar, fora as milhares de peças de roupas para dobrar e arrumar nas malas. Deus, eu não queria nem pensar no fato de que iríamos pagar excesso de bagagem, porque isso certamente iria acontecer.

Era uma tragédia anunciada.

Edward deu um salto assustado ao meu lado, provavelmente porque se engasgou com a própria saliva, e eu fiz questão de abrir um olho para observá-lo resmungar um monte de nada e virar de lado, colando a boca no vão entre meu pescoço e orelha. Ri baixinho e suspendi minha respiração ao sentir a enorme mão circulando minha cintura e me puxando com força, como se eu fosse um travesseiro fofo. Ele jogou a perna por cima de meus quadris, me fazendo gemer de dor por causa de sua brutalidade sonolenta. Foi a vez dele de soltar uma risada baixa.

"Você está acordado, seu imbecil!" bati em sua coxa para que ele me soltasse e isso o fez soltar uma gargalhada alta.

"Bom dia pra você também, Bee." disse beijando a pele atrás de minha orelha. Sua barba levemente crescida me fez cócegas.

"Bom dia." respondi me virando lentamente na sua direção, ainda de olhos fechados, e imediatamente senti seus lábios roçando na ponta do meu nariz. Seus selinhos saltitaram rumo à minha boca, me fazendo prender a respiração quando se transformaram em um beijo preguiçoso.

Nossas bocas mal se tocavam algum tempo depois, tamanha a quantidade de risinhos bobos que um lançava ao outro. Eu ainda não tinha coragem de despertar, por isso permaneci de olhos cerrados, apenas sentindo a delícia de sua língua quente deitando na minha.

"Não, fica" pedi quando vi Edward fazer menção de se levantar, subitamente atenta e desperta. "ainda está cedo, fica mais um pouco aqui na cama comigo." Miei dengosa.

"Acordou carente hoje, foi?" Edward perguntou beijando de leve minha testa; suspirei e apertei meu corpo no seu. Estava quente e sua pele cheirava a sono. Tão bom.

"Acordei preguiçosa, é diferente." enterrei o rosto em seu pescoço, passando os dentes levemente pela região. Eu tinha essa mania de mordê-lo quando estávamos assim juntinhos, era uma reação instintiva, algo incontrolável. "Wow, Ed, já viu a quantidade de coisas que temos para arrumar?" de repente o peso da responsabilidade caiu sobre os meus ombros, me fazendo sentir um pouco culpada por ainda estar na cama até aquela hora. Que horas eram? Merda, é melhor nem saber.

"Você não me ouve, já falei que é só jogar tudo dentro da mala e despachar para casa. Alice dá um jeito quando a gente chegar lá." revirei os olhos diante de sua ideia absurda e estapeei sua mão boba brincando com o elástico da calcinha do meu pijama.

"Estou falando sério, Edward, temos uma pilha de coisas para arrumar e nem pense que você vai se livrar dessa, meu amor. Há muito o que fazer hoje!" ao me ouvir, ele soltou um gemido exagerado, digno de dor. Lancei-lhe meu melhor olhar tedioso em sua direção e ele me retribuiu com um sorriso rasgado nos lábios um pouco ressecados pela noite de sono. Peste!

"Você pode não concordar, mas admita que essa é uma ideia interessante. Uniríamos o útil ao agradável, você se livrava de arrumar toda essa bagunça e Alice ganharia o melhor presente de Natal atrasado por ter que organizar tudo à sua maneira. É perfeito, Bee!"

"Isso é maldade, Edward, eu nunca faria isso com minha amiga, não seria justo com ela."

"Isabella Swan, parece que às vezes você se esquece de que eu te conheço desde que você tirava meleca do nariz e grudava no encosto do sofá. Quantas vezes você não fez Alice de escrava?" encarei-o ultrajada e ele retribuiu meu olhar com desafio brilhando nas pupilas. Ah, porcaria, por que ele precisava me conhecer tão bem?

"Algumas vezes, admito. Mas lembre-se de que era a sua irmã que praticamente implorava para arrumar meu quarto e fazer meu dever de casa. Mentira, eu a obrigava a fazer minhas tarefas da escola, porque você dizia que eu podia fazer isso."

"E ela reclamou alguma vez?"

"Não."

"Então, Bee, assunto encerrado. Joga tudo que você tem dentro das malas e despacha pra Nova York, Alice que dê um jeito de arrumar quando a gente chegar lá."

"Alguém já disse o quanto você não presta?"

"O tempo inteiro." Ele riu safado e deixou a mão correr em direção à minha bunda, apertando-a com força. Me ouviu gritar um palavrão e levou um beliscão no braço por ser tão cafajeste. E gostoso.

"E então, vai fazer o que sugeri ou não?"

"Você ainda pergunta? É claro que não, Edward. E nem pense em fugir de mim hoje, vamos acabar de arrumar logo essas drogas de malas de uma vez." Falei autoritária e ele soltou um resmungo meio infantil. Beijei o bico emburrado que ele fazia para aliviar a bronca que lhe dera.

Ficamos deitados por algum tempo na cama, rindo e brincando com os dedos dos pés enroscados uns aos outros; de vez em quando, Edward tocava o fim de minha coluna, deixando um rastro de arrepios que culminava em um sorriso satisfeito esticando meus lábios. Em troca, eu beijava a barba espetada, mordendo seu queixo até que ele protestasse só para ganhar um selinho como pedido de desculpas.

"O que houve, Bee?" Edward perguntou quando nós caímos em um silêncio manhoso.

"Nada, é só que... estava pensando em umas coisas."

"Que tipo de coisas?"

"Do tipo que vai me fazer sentir falta de Paris." suspirei e finquei os olhos na forma como a camisa de algodão frio cobria os músculos de sua barriga; meus dedos amavam brincar por ali.

"Preciso de exemplos." ele falou enquanto enrolava o indicador em meus cabelos embaraçados. A maneira como suas unhas esbarravam em minha nuca causava pequenos tremores que iam se espalhando gradativamente pelo corpo inteiro.

"Fácil. Vou sentir saudade desse apartamento, do bairro, do clima, da comida..." respirei fundo sabendo que não era realmente daquelas coisas que sentiria falta.

O que me mais me deixaria saudosa seria essa liberdade que tinha em Paris e a pequena concha íntima que criei com Edward, nossa vida a dois, todas aquelas briguinhas ridículas por motivos fúteis, como a tampa do vazo aberta ou a toalha molhada em cima da cama. E principalmente momentos como essa manhã, em que nada mais me importava a não ser ficar deitada ao seu lado, sentindo-o esbarrar de propósito a ponta dos dedos na curva de meus seios para então deslizá-las de forma preguiçosa pelos mamilos intumescidos, me deixando zonza e arfante.

Eu sabia que em Nova York seria exatamente a mesma coisa, porém foi aqui, emParis, que tudo começou. Foi naquela cidade linda, fria e romanticamente hostil que meu amor por meu melhor amigo de infância cresceu e se tornou real. Só de pensar que em menos de quarenta e oito horas eu estaria dando adeus ao meu cantinho aconchegante em que só Edward e eu tínhamos permissão de habitar já fazia o peito apertar de tristeza.

Merda, acho que acordei meio melancólica hoje.

"Bella?" Edward chamou ao perceber que eu estava perdida em meus pensamentos.

"Hum?" respondi enquanto vagava os olhos pela linha fina de chuva deslizando pela janela do quarto.

"Só me responde uma coisa, mas eu preciso que você responda com a verdade." Virei-me em sua direção e senti suas pernas ao redor dos meus quadris quando ele cobriu meu corpo com o seu de modo que ficássemos cara a cara. "Você está arrependida de voltar comigo pra Nova York?"

Meu queixo despencou diante de sua pergunta e somente quando vi a preocupação estampada no olhar de Edward percebi que ele estava falando sério.

"Não, pelo amor de Deus, não é nada disso!" ele me fitou temeroso e eu respirei fundo, segurando sua nuca até que sentisse seu nariz colado ao meu. "Acredite em mim quando digo que voltar para casa foi a melhor decisão que já tomei na vida. Depois de aceitar aquele plano maluco de Alice pra te conquistar, é claro." meu coração começou a se acalmar quando notei a sombra de um sorriso surgindo em seus lábios.

"Então me diz por que você está toda estranha e com a cara de quem vai cair no choro a qualquer momento." franzi o nariz em recusa e enterrei o rosto em sua mão esticada firmemente no colchão ao lado de minha cabeça.

"Argh, é só uma coisa idiota, Edward, deixa pra lá."

"Não mesmo. Anda, desembucha de uma vez. O que está acontecendo com você?"

"Grr, você é um chato, sabia?" rosnei ainda com o rosto virado para longe do seu. "Provavelmente vai rir de mim e dizer que isso é uma total besteira, que estou me comportando como uma mulherzinha boba. Você vai estar com toda razão, porque estou mesmo me comportando como uma idiota, mas a culpa é toda sua, já que desde que tive a infeliz ideia de me apaixonar por você me transformei em uma boboca romântica e-"

"Respira, Bella. Respira e fala o que está te deixando tão agitada e insegura." Ele me segurou pelos ombros de forma suave, mas firme e eu fiz o que ele pedira. Traguei o ar com força para expeli-lo calmamente até que sentisse as batidas do meu coração mais compassadas.

"Eu vou sentir saudades de nós assim, Ed, apenas eu e você e nada mais." Soltei, meus olhos presos em qualquer ponto do lado de fora da janela embaçada.

"Espera um pouco. Esse papo todo... Bella, você... você está me dando um pé na bunda?" seu tom falsamente incrédulo me fez cair em uma gargalhada.

"Está vendo só? Não dá pra falar sobre certas coisas com você!" soquei-lhe o ombro e tentei me levantar, mas Edward simplesmente não me deixou sair do lugar.

"Você acha que as coisas entre nós vão mudar só porque vamos voltar pra casa?" ele perguntou sério e eu girei os olhos impaciente.

"Não é isso, é só que... merda, nós construímos uma vida em Paris, algo que pertence somente a nós dois. E eu vou sentir falta disso. De verdade."

"Entenda uma coisa, meu amor" ele passou as mãos de leve por meu rosto e jogou uma mecha do meu cabelo para trás da orelha; seus olhos grudaram nos meus e eu vi um brilho de sinceridade iluminando suas pupilas. "Isso" fez uma pausa para me beijar com vontade e urgência, sugando meu fôlego de forma violenta. "Não vai mudar nunca, nem que a gente se mude para o inferno. Eu te amo, Bella. E vai ser assim em Paris, em Nova York ou na China." Sorri idiota e enterrei os lábios em seu pescoço, degustando o aroma de sua pele quente.

"Portanto esqueça essa história de querer me dar um pé na bunda. Sua vida de solteira em Nova York terminou faz tempo." Ri alto e lhe dei um soquinho no peito antes de puxá-lo novamente para junto do meu corpo. "Você é minha, Bee." Estremeci da cabeça aos pés ao ouvi-lo sussurrar aquelas palavras em meu ouvido antes de beijar a curva próxima à minha nuca.

"Eu te amo." Suspirei roçando a boca em suas bochechas.

"Eu sei." Me deu uma piscadela antes de voltar a tomar meus lábios em um beijo faminto.

Seu corpo sobre o meu se movia quase em câmera lenta, tocando nos pontos certos, provocando reações que deixavam minha cabeça flutuando e a pele arrepiada. Quando nossos gemidos se transformaram em silêncio e seus braços me puxaram de leve meus quadris para moldá-los aos seus, eu tive certeza do que Edward estava falando. Isso, o amor que construímos ao longo de todos esses meses morando juntos em Paris não mudaria apenas pelo fato de não vivermos mais naquela cidade. Permaneceria o mesmo, fosse em Nova York ou em Marte.

[...]

Acordei desorientada e em um sobressalto, que me fez cair sentada no chão frio do quarto. Quando foi que eu peguei no sono novamente? E por que minhas pernas estavam doendo daquele jeito?

Edward...

Oh, claro, agora tudo fazia sentido.

Quem disse que fazer sexo pela manhã deixava o corpo mais disposto era um grande mentiroso. Eu simplesmente ficava acabada pelo resto do dia, com os músculos das coxas travados de tensão. Sem contar na preguiça que não me deixava sair da cama. Caramba, por quanto tempo será que dormi?

Vesti a velha camisa de Edward dos tempos da faculdade que estava largada de qualquer jeito no chão e sai à caça de minha calcinha, que por algum estranho motivo foi parar embaixo da cama. Calcei as meias de lã que usava pra dormir e chutei o aquecedor que agora estava parado e deixava o quarto parecendo um iceberg. Rumei em direção à sala a procura do responsável por me deixar em frangalhos, encontrando-o sentado no sofá rodeado de caixas de papelão e plástico bolha.

"Por que você me deixou dormir por tanto tempo?" resmunguei me jogando ao seu lado no móvel. "Que horas são?"

"Quase onze e meia." Arregalei os olhos de surpresa ao perceber que só tinha dormido duas horas a mais.

"Caramba, pensei que fosse mais tarde. Estou com a sensação de que dormi uma eternidade." Estiquei o corpo e senti cada músculo aos poucos despertando; doía pra cacete. "Merda, minhas pernas estão tremendo de tanta dor."

"Não mandei você montar em mim daquele jeito." Edward sibilou e eu empurrei suas costas sem força.

"Cala a boca!" rosnei e só então prestei atenção no que ele estava fazendo. "Hey, você está empacotando nossas coisas? Isso é sério?"

"Por que esse tom de surpresa? Você não pediu pra eu te ajudar? Então, aqui estou eu fazendo a minha parte."

"Uau, pensei que teria que usar de chantagem pra te convencer a me ajudar com a mudança."

"Só aproveitei que você estava dormindo pra ir adiantando as coisas logo. Nossos livros estão naquela caixa ali e aquelas bugigangas que você usava em cima do aparador estão nessa aqui." Disse enquanto passava uma grossa camada de fita para fechar o enorme quadrado de papelão escrito "Trecos da Bella" nas laterais.

"Bom, então quer dizer que só faltam as nossas malas para arrumar."

"Basicamente sim." Edward concordou brincando com um pedaço de plástico bolha entre os dedos.

"Agora é a hora que eu pulo no seu colo e te cubro de beijos em agradecimento por você ter cuidado de metade da nossa mudança?"

"Considerando que tudo que eu fiz foi empacotar meia dúzia de besteiras e não tive que desmontar nenhum móvel, sim, agora é a hora certa para os agradecimentos." Eu ri e passei os braços por sua cintura, deitando a cabeça nas suas costas.

"Obrigada pela ajuda, Ed." Subi o rosto em direção ao seu e dei um beijo estalado em suas bochechas. "Só não pense que fazendo isso você vai se livrar de arrumar suas roupas nas malas."

"Ei, eu já fiz a minha parte!"

"Como você disse, tudo que fez foi empacotar meia dúzia de besteiras. Você se acha muito esperto, mas eu sou muito mais. Quero suas roupas bem dobradinhas nas malas para que eu não tenha trabalho na hora de fechá-las. Pode começar a fazer isso agora, se quiser. E isso não é pedido, é uma ordem."

"Tirana!" Edward respondeu fazendo um bico aborrecido.

"Nem adianta fazer o truque do menino ressentido porque eu não vou cair. Vou pro banho agora e quando voltar começamos a organizar nossas malas." Levantei do sofá e parei no meio da sala para encará-lo. "E nem tente me seguir, porque a porta do banheiro vai estar trancada. Preciso de um descanso para as minhas pernas."

Quando atravessei o corredor que ligava à sala ao quarto, encontrei Polainas distraído com sua bolinha de lã rolando pelo chão. Miou ao me notar e enroscou-se em minhas pernas, espanando o rabo de um lado para o outro em animação.

"Amorzinho da mamãe!" me abaixei para acariciar sua cabeça peluda e ele rapidamente subiu em meu colo, manhoso. "Mais tarde vamos ao veterinário para pegar sua autorização para viajar. Você vai gostar de morar em Nova York, bebê. Lá tem um monte de gente que vai te adorar. Sua tia Alice vai apertar você e provavelmente não vai querer te largar." Sorri e passei a ponta do indicador em seu focinho gelado, fazendo-o lamber a região em que toquei seguidas vezes.

"Agora mamãe precisa tomar um banho. Por que não vai brincar com o papai um pouquinho, hein?" devolvi Polainas ao chão e joguei sua bolinha de lã na direção da sala, obrigando-o a correr em busca do brinquedo.

Já estava na porta do corredor quando ouvi os resmungos de Edward ecoando pela casa.

"Porra, Bee, maldita hora que você ensinou esse saco de pulgas a subir no sofá!" tratei de ignorá-lo e tranquei a porta do banheiro bem a tempo de ouvi-lo encher a casa de palavrões.

Ele não sabia, mas eu havia prometido dar Polainas para Alice assim que chegasse à Nova York. Seria bom ver meu gatinho sendo cuidado por alguém que amava animais e aliviaria de uma vez por todas as crises alérgicas de Edward.

Porém, enquanto estivéssemos em Paris, Edward seria obrigado a lidar com pêlos espalhados pelo ar e espirros incontroláveis.

[...]

Pouco antes das três da tarde, nós finalizamos a arrumação da última mala e só então eu tive a confirmação do óbvio: pagaríamos mesmo excesso de bagagem. Eu já podia sentir a dor em minha conta bancária se esvaziando um pouquinho mais.

"Quem mandou você comprar tantos presentes? Se tivesse me ouvido teria comprado uma caixa cheia de chaveiros da Torre Eiffel e não teríamos problema com peso extra das nossas malas." Edward falou de dentro do banheiro quando eu gemi a tristeza de saber que teríamos um gasto a mais com a mudança.

"Alice me mataria se eu não comprasse ao menos um item da lista de pedidos dela."

"Seu grande problema é esse: você dá atenção demais aos pedidos da pentelha da minha irmã. Faça como eu, há mais de vinte anos ignoro 99% das coisas que Alice fala."

"Que coisa horrível de se dizer, Edward!"

"Só estou falando a verdade, Bee. Vai por mim, se você fizesse o que eu faço há tempos viveria melhor." Ele respondeu saindo do banho completamente nu enquanto esfregava a toalha na cabeça.

"Eu estava pensando aqui... Já percebeu que vai ser a primeira vez que a nossa família nos verá como um casal?"

"Bella, eles sabem que estamos juntos há quase sete meses." Falou como se estivesse conversando com um demente.

"Você não entendeu. Vai ser a primeira vez que eles realmente vão nos ver como um casal, conviver conosco agora que somos... espera, o que nós somos?" encarei-o com o cenho franzido e ele me devolveu o olhar da mesma forma.

"Sei lá, namorados?"

"Argh, isso é tão high school!"

"Amantes? Amigos com benefícios? Marido e mulher? Eu sei lá o que somos, Bee!" Edward disse exasperado enquanto caçava uma cueca na pilha de roupas extras que eu reservei para usarmos no período que antecedia nossa viagem.

"Tudo bem, já entendi, sem rótulos pra nossa relação."

"Somos dois amigos de infância que se apaixonaram. É isso."

"Hum... soa legal."

"Ah, claro, dois amigos de infância que se apaixonaram e que fazem sexo de uma forma extraordinária." Sorriu torto, convencido.

"Ok, a gente deixa essa última parte incógnita. Sabia que nunca tinha parado para pensar no que realmente nos tornamos depois daquele fim de semana em Miami? Porque pra mim você continua sendo meu melhor amigo, a diferença é que agora também se tornou o homem da minha vida."

"Você já era a mulher da minha vida antes de Miami, mas confesso que agora o significado é maior, diferente. Mais intenso, sei lá o que é isso." Ele sentou ao meu lado, já vestido, e passou os braços ao redor do meu ombro.

"Isso faz da gente um casal complicado? Quer dizer, não saber o que realmente somos?"

"Claro que não, Bee. Nós sabemos o que somos. E principalmente: sabemos o que sentimos um pelo outro."

"Uma vontade louca por sexo, a toda hora e em qualquer lugar." brinquei e ele riu, fazendo um gesto com a cabeça em concordância.

"Isso também. Mas nos gostamos, queremos ficar juntos por um bom tempo, como sempre foi desde que éramos apenas amigos. É o que chamam de amor verdadeiro, sabe?"

"Embora eu tenha achado essa frase linda, ela soou muito, muito, muito gay na sua voz, Ed." foi a minha vez de soltar uma risada ao senti-lo apertando a curva da minha cintura com um beliscão.

"Oh meu Deus, você não percebe? Acabamos de ter a nossa primeira DR. E o melhor: sem choro e nem briga!" gritei sorrindo pra ele como uma idiota.

"Definitivamente somos um casal estranho."

"Viu? Era isso que eu estava tentando explicar desde o começo."

[...]

Run – Snow Patrol*

O resto da tarde foi resumido a visita ao veterinário para a última consulta de Polainas antes da viagem, uma passada no supermercado para comprar algo para o jantar e um packde Heineken vazio ao lado do sofá. Um filme idiota passava na TV, mas eu não prestava a mínima atenção à trama, concentrada demais no carinho delicioso que Edward fazia na minha cabeça. O torpor do álcool recém consumido aliado à preguiça me deixava transitar entre o sono e a consciência. A sensação era maravilhosa.

"Onde você vai?" despertei parcialmente ao perceber Edward escapando do sofá – e parando de acariciar meus cabelos daquele jeito tão gostoso.

"Vou pegar mais cervejas na geladeira, a minha já ficou quente. Quer mais uma?"

"Hm, pode ser." Falei sentando sobre meus pés e coçando os olhos preguiçosos lentamente.

Fitei o chão, deixando a mente vagar inquieta por um assunto que estava me corroendo pouco a pouco durante as últimas duas semanas. A quantidade de álcool em minhas veias me deixava com a língua coçando para botar para fora toda aquela inquietação que sufocava meu peito.

"Eu estou com medo." sibilei assim que senti Edward novamente ao meu lado; permaneci com os olhos fixos no tapete, sem vontade de desviá-los dali.

"Medo do quê, Bee?" ele perguntou preocupado, deixando de lado a cerveja que bebericava sem pressa.

"De Charlie. Quer dizer, de minha relação com Charlie a partir de agora." Finalmente consegui encará-lo e quando percebi que ele não esboçara qualquer reação à minha revelação, resolvi continuar.

"Falar com meu pai no Natal depois de tanto tempo sem contato foi algo fantástico, uma coisa que eu não esperava que fosse acontecer tão cedo. Eu já não tinha mais esperanças de me reconciliar com Charlie, mesmo querendo que isso acontecesse. Só que agora que estamos voltando pra casa, eu simplesmente não sei como vai ser. Conversar por telefone é uma coisa, encará-lo após todos esses anos de separação é outra totalmente diferente."

"E por causa disso você está com medo?" ele perguntou delicadamente.

"Apavorada seria a palavra mais apropriada pra me descrever."

"Você acha que seu pai não te perdoou de verdade, Bee?"

"Não é isso, Ed. É só que... bem, nós nos falamos em uma data especial, onde as pessoas tendem a esquecer as mágoas do passado por um instante só para aliviar um pouco o peso da consciência. Será que meu pai estava falando sério quando disse que quer mesmo me ver? Que quer conversar comigo sobre o que aconteceu?"

"Você só vai saber disso quando for visitá-lo em Jersey." Edward respondeu me abraçando de forma gentil e depositando um beijo quente em minha têmpora.

"E-eu... eu não sei se tenho coragem de voltar a Jersey depois de tudo que aconteceu, Ed."

"Bella, você era apenas uma adolescente que se deixou levar pela lábia de um canalha esperto." Meus olhos se encheram de lágrimas ante a lembrança dolorosa.

"Mas no final das contas o canalha saiu como vítima e eu fui escorraçada de casa como uma vadia. Eu amava o James, Ed." Confessei baixinho, enterrando o rosto em seu peito para abafar os soluços que começavam a pipocar em minha garganta.

"Você era ingênua demais, Bee. Se encantou por um cara mais velho e acreditou em tudo que ele te dizia."

"No começo eu achei que era só uma paixão platônica, coisa normal entre professor e aluna. Mas quando James começou a corresponder, eu percebi que estava apaixonada de verdade."

"E aceitou ter um caso com ele, mesmo sabendo que era um homem casado." Edward completou, sem qualquer resquício de acusação na voz. Ele – mais do que ninguém – sabia de cada mínimo detalhe daquela parte do meu passado que eu lutava tanto pra esquecer.

"James sempre dizia que ia se separar da mulher o mais breve possível. E eu tola e imbecil que era, acreditava em tudo que ele falava." Rosnei com raiva e apertei as unhas nas palmas das mãos, até sentir minha pele dolorida.

"Você só tinha dezoito anos, Bella. Não pode se culpar desse jeito, você simplesmente ainda estava aprendendo a viver." Meus olhos se fecharam e eu enfim permiti que as lágrimas escorressem por minhas bochechas.

"Lembra quando meu pai descobriu toda a verdade, Ed? Lembra como ele me chutou pra fora de casa e disse que não tinha mais filha nenhuma? E-eu não quero passar por isso outra vez."

"Shhh, amor, isso não vai acontecer. Eu estou aqui com você e não vou deixar que nada de ruim te aconteça."

"Elefaria oito anos em março. Quando eu contei para James que estava grávida, ele disse que não poderia ser o pai, porque havia feito vasectomia dois anos antes. Ele me chamou de vagabunda e disse que eu só estava fazendo isso pra destruir o casamento dele. Pensei que ele me amasse, Edward, mas no fim das contas James só queria mesmo se divertir."

"Você passou a noite inteira no telefone chorando. E eu quase levei uma surra por roubar o carro de Carlisle pra te buscar em Jersey no meio da madrugada." Ri em meio ao choro e deitei a cabeça em seu ombro, suspirando entre os soluços.

"Charlie até hoje acha que eu matei meu filho. Eu nunca faria isso, Ed, era meu bebê. Só não tive capacidade suficiente para segurá-lo dentro de mim."

"Lembra do que eu te disse naquela noite, Bee? Quando estávamos voltando do hospital pra minha casa?"

"Se daqui dez anos nenhum dos dois estiver casado,a gente se casa e tem um filho." Repeti exatamente as mesmas palavras que ele me dissera no banco de trás do táxi que nos levava para o rico apartamento dos Cullen no Greenwich Village, em Nova York.

"Temos dois anos sobrando. A promessa ainda está valendo." Sorri e enxuguei o canto dos olhos molhado de lágrimas, arrastando o rosto em direção à curva do pescoço de Edward.

"Naquela época eu nem pensava em me apaixonar por você."

"Eu também não." Ele concordou beijando o topo da minha cabeça de maneira afetuosa. "Que bom que as coisas mudam, hein?" concordei em silêncio e ergui o rosto para beijá-lo timidamente na boca.

"Que tal fazermos uma outra promessa?"

"Qual?" juntei as sobrancelhas em apreensão.

"Assim que voltarmos à Nova York, nós pegaremos o primeiro trem pra Jersey e você vai ter uma conversa séria com seu pai. Já está mais do que na hora de virar essa página sobre James."

"Tudo bem, eu prometo."

"Ótimo, agora a madame vai subir no meu colo e eu vou levá-la pra cama porque esses olhos cheios de remela precisam dormir." gargalhei como uma criança feliz e fiz o que ele mandou. Pulei em seus braços, apertando os dedos em sua nuca e descansei a cabeça em seus ombros largos.

Peguei no sono antes mesmo que ele me colocasse na cama, tamanho o cansaço que tomava conta do meu corpo, sentindo o coração leve e a alma aliviada por ter um homem como Edward sempre ao meu lado.

[...]

Quinze horas depois ali estava eu, apertando o cinto nervosamente enquanto não parava quieta no assento da aeronave que – em mais ou menos seis horas – estaria pousando em Nova York. Ao meu lado Edward remexia na tela luminosa do iPad que eu lhe dera de presente de Natal, distraído com algum jogo online idiota. Como ele conseguia gostar de algo tão besta?

"Não aguento mais ficar sentada sem fazer nada, Ed." Resmunguei abrindo e fechando a portinha da janela de forma entediada.

"Bee, nós só estamos voando há três horas. Ainda faltam seis horas para desembarcarmos. Por que você não dorme um pouco?" Edward sugeriu, largando o maldito tablet sobre a mesinha portátil presa no assento da frente.

"Não estou com sono. E estou preocupada com Polainas. Será que meu gatinho está bem lá embaixo?"

"Bella, Polainas foi sedado e só vai acordar quando estivermos em casa. Dá pra relaxar um pouco?" pediu ligeiramente irritado e eu bufei como uma criança mimada, fazendo um bico visível de aborrecimento.

"O que foi agora?" Edward perguntou quando eu virei o rosto em direção à janela.

"Você só tem olhos pra porcaria desse jogo desde que subimos na porra desse avião. Enquanto isso, eu morro de tédio e você não está ligando à mínima!"

"Tudo bem, tudo bem, sem jogos. Quer usar um pouco a internet? Vai te ajudar a se distrair." Com um estalar de língua entre os dentes, eu puxei o tablet de sua mão e comecei a passear por meus sites favoritos.

Abri minha página no facebook e vi uma mensagem de Alice, ou melhor, trinta e cinco, postadas em meu mural.

"Oh, sua irmã está resmungando porque a gente não atende o telefone de casa e nem o celular."

"Ela vai nos matar quando nos vir chegando em casa de surpresa."

"Ainda não acredito que conseguimos manter segredo dessa viagem. Quase dei com a língua nos dentes um dia enquanto falava com Rosalie pelo skype. Foi ridículo, mas eu arranjei uma desculpa esfarrapada e ela caiu direitinho." ri animada ao deslizar os dedos pela tela sensível, clicando no link que mostrava uma foto de Emmett segurando Audrey no colo.

"Caramba, olha só como a bonequinha está crescida." Apontei para Edward e ele sorriu suavemente. "Não vejo a hora de pegá-la no colo, sentir aquele cheirinho de bebê gostoso."

"Ela está a cara do Emmett." Edward comentou.

"Com o charme de Rosalie." Afirmei.

"Eu não vejo a hora de chegar em casa." Ele sibilou brincando com os dedos enroscados aos meus.

"Eu também. Vamos para o seu apartamento logo ou prefere ir pra casa dos seus pais antes?"

"Pensei que a gente pudesse dormir no meu antigo quarto no apartamento de Esme e Carlisle hoje, até porque minha casa deve estar uma bagunça só. Eu não lembro bem qual estado a deixei quando fui para Paris atrás de você."

"Argh, pelo visto vamos precisar de uma boa faxina por lá."

"Alice vai cuidar disso, tenho certeza."

"Ok, dessa vez que aceito explorar sua irmã um pouquinho, porque eu realmente não tenho a menor intenção de arrumar qualquer coisa quando chegar em casa."

"Vamos para casa dos meus pais então?"

"Uhum." Deitei o rosto em seu ombro e fechei os olhos, subitamente sentindo uma onda de sono tomando conta de mim.

"Dorme um pouco, vai fazer o tempo passar mais rápido." Edward sussurrou com a boca colada em meus cabelos e eu apenas meneei a cabeça em concordância, soltando um bocejo prolongado.

"Me acorda se eu exagerar no cochilo, ok?" pedi fitando-o de forma sonolenta.

"Pode deixar." Ele beijou a ponta do meu nariz e puxou o tablet de volta para sua mesa, enquanto eu virava de lado e adormecia.

Uma eternidade e meia depois eu fui despertada pela voz do piloto ecoando pelos alto falantes espalhados por toda a aeronave, avisando que era hora de apertar os cintos pois estávamos prestes a pousar. Uma rápida olhada para Edward e eu notei que ele estava imerso em um sono profundo, a boca aberta e o cabelo completamente desarrumado caindo na testa. Ele precisava de um corte naquela juba rebelde com urgência.

Espreguicei-me sem pressa a abri a portinhola da janela, arriscando uma olhada para a imensidão negra do lado de fora, interrompida apenas pelos milhares de pontos luminosos que – visto do alto – pareciam mais vaga-lumes pairando no ar.

Soltei um longo suspiro e enterrei a cabeça no peito de Edward, sem desviar os olhos da paisagem que aos poucos ganhava forma.

Nova York.

Era muito bom finalmente voltar para casa.

[...]

Run - Snow Patrol: http : / / www . youtube . com / watch?v=AOBs8dU4Pb8&ob=av2e (basta juntar os espaços para ouvir)


Ficou claro agora o passado da Bella e o afastamento dela e de Charlie? Triste história dela, não? =/

vamos tratar de um assuntinho sério agora? Eu sei que tenho escorregado com vocês e tenho demorado para postar, mas quero tentar não fazer mais isso. Para isso eu preciso que vocês me ajudem. Como? Simples, basta passarem aqui, me darem um oi, falar sobre a fic, dizer o que gosta e o que não gosta dela. Acreditem ou não, mas só de saber que vocês leram o capítulo, já fico toda serelepe para escrever. Vocês são o meu gás para chegar em casa cansada e vir para frente do computador pra passar duas, três horas escrevendo. Eu faço isso com prazer, porque sei que vocês vão estar lá para me apoiar! Obrigada desde já quem veio me puxar a orelha no twitter, quem vem aqui cobrar atualização, pelas pm's enfim, por tudo. E quem não comenta, vamos fazer o esforcinho de clicar no botão de review e falar qualquer coisa sobre a fic? Vocês não sabem o quanto isso é importante para um autor. Faz com que ele se sinta feliz e reconhecido. O faz ter vontade de escrever mais e mais. E só quem ganha com isso, é claro, são vocês.

Estamos combinados assim?

Eu juro que vou tentar postar o próximo capítulo no máximo até o dia 15 de dezembro. Me ajudem, rezem para que eu consiga postar antes. Mas não se preocupem que não vou sumir mais não. Estou organizando meus horários, vai dar tudo certo. Torçam por mim! hahahaha

É isso, gente.

Botem a boca no trombone e me deixem saber tu-do sobre esse capítulo. A gente se vê!

beijo, beijo.

ps: Momento propagandinha. Estou com uma fic nova aqui no ffnet chamada "Teach me how to fly". É um drama teen bem legal e fofinho. Se quiserem ler, basta fuçar meu perfil que o link tá lá. É isso.

Fui!