Capitulo 7

— O que diabos você fez? — Bella perguntou para o rosto ruborizado no espelho do seu banheiro.

Ela continuava balançando a cabeça para si mes ma. Toda a sua coragem de antes agora não passava de uma vaga lembrança.

O resto do almoço transcorrera em uma espécie de limbo, assim como a volta de táxi para casa. Não tinha falado muito. Mas Edward também não. Não até saltarem do táxi.

— Dê-me algum tempo para organizar as coisas — pediu ele. — São três horas. Venho buscar você às quatro. Como eu disse, você não precisa de muita coisa. Uma muda de roupa íntima e coisas de uso pes soal. Talvez algo casual se sairmos para uma cami nhada.

Bella tentou parecer tão fria quanto Edward até chegar à privacidade de seu apartamento.

Agora, aqui estava ela, quase aos prantos.

Até que, de repente, pensou em Jacob. Depois em seu pai.

Eles chorariam se estivessem no lugar dela?

Nunca! Nem em um milhão de anos!

Se Jacob fosse uma mulher, estaria radiante. Embora, pensando bem, ele nunca se veria em uma situação dessas, porque acertaria imediatamente o pedido de casamento de Sebastian.

O dinheiro era tudo para Jacob.

Bella queria pensar mais como um homem. Eles conseguiam separar o amor do sexo com tanta faci lidade! Colocavam os sentimentos em pequenas caixas.

Bella não conseguia fazer isso, embora fosse es pecialista em esconder seus sentimentos. Quando es tava cuidando da mãe, já na fase terminal da doença, especializara-se em fazer cara de valente, em sempre ver um lado positivo na realidade mais deprimente.

Pensar na morte da mãe dava alguma perspectiva aos pensamentos de Bella. Sua situação com Edward, embora perturbadora, estava longe de ser trági ca. Pelo menos teria a oportunidade de fazer amor com o homem que amava . Isso não podia ser tão ruim.

Bella agarrou-se a essa nova atitude mais positi va, enquanto fazia as malas, como ele ordenou. Uma muda de roupas íntimas e. coisas de uso pessoal não eram um problema. Escolher uma roupa informal era um pouco mais difícil porque não havia muito o que escolher no seu guarda-roupa de governanta.

Ela finalmente separou um par de jeans justos que só vestia quando Edward estava fora, uma camiseta simples branca, uma jaqueta azul escura e um par de sapatos pretos.

Com as malas feitas, Bella se despiu e tomou um banho rápido, com o cuidado de não despentear o ca belo. Em seguida, retocou rapidamente a maquiagem e se borrifou com o único perfume que possuía, um perfume floral suave que sua mãe sempre usava e que lhe trazia lembranças agradáveis do afeto que com partilhavam.

Não era nada parecido com o perfume forte almiscarado de Victoria, com o qual ela praticamente tomava banho. Mas também, ela não era nada parecida com Victoria. Exceto, talvez, no tamanho do busto.

Victoria também era curvilínea.

Mas não tanto quanto eu, Bella pensou com uma secreta satisfação. Ela não se esquecera de como Edward olhara para seus seios nus na piscina na noi te passada. Não tinha sido com aversão, mas com desejo.

Como será esta noite, Bella desejou saber, quan do ele a visse sem roupas novamente? Como seria quando ele a tocasse? Quando a beijasse? Quando fizesem amor?

Um leve gemido escapou dos lábios de Bella com esse último pensamento, as mãos tremendo quando vestiu a calcinha de cetim.

Foi por isso que tomou essa corajosa decisão. Sim plesmente porque esse homem tinha que ser seu. Não iria dar as costas a este desejo.

Já vestida, Bella tomou outra decisão corajosa. Não iria mais se preocupar com a manhã seguinte, não iria ficar se preocupando com as conseqüências dessa noite.

Durante o resto do dia, iria colocar seus pensa mentos em pequenas caixas, como os homens fa ziam, bloqueando todas as emoções femininas, focando-se apenas em uma coisa, uma única coisa.

No prazer do momento.

Era prazeroso olhar para seu corpo inteiro no espe lho. Pensar na noite de hoje como uma aventura exci tante em vez de ter medo dela, era ainda mais praze roso. Era extremamente excitante.

Se era assim que os homens pensavam, concluiu Bellaa, era muito melhor do que a maneira como as mulheres pensavam. Prometeu a si mesma adotar essa postura masculina pelo máximo de tempo pos sível.

O toque da campainha dois minutos depois por um momento a desnorteou. Mas logo se recompôs, pe gou sua mala e abriu a porta.

— Oh! — ela exclamou quando abriu e porta e viu Edward. — Você trocou de roupa.

— Só uma parte — ele respondeu pegando a mala dela nas mãos. — O terno é o mesmo. Só troquei a ca misa e tirei a gravata.

Uma camisa preta sem gola, muito atraente.

Bella sempre achou Edward um homem atraen te. Mas nunca o considerou irresistivelmente atraente até se dar conta de sua paixão por ele. Era como se, com essa descoberta, seus olhos finalmente enxer gassem o que seu coração, inconscientemente já enxergara. Que seu chefe possuía um magnetismo físi co totalmente irresistível.

Pelo menos para ela.

O sangue de Bella corria com mais força em suas veias conforme seu olhar o explorava da cabeça aos pés. E esse noite, ele seria dela, assim como ela seria toda dele.

Bella mal podia esperar para se entregar a ele. Mas não como uma espécie de sacrifício. Esta noite, ela estava aberta a dar e receber amor, sem o conflito emocional de um amor não correspondido. Não que ria barreiras de espécie alguma entre eles.

— Aqui tem tudo que você precisa? — perguntou Edward, olhando para a mala em suas mãos.

— Espero que sim.

— Então, vamos.

— Tenho de pegar minha valise.

— Vou descer e colocar isso no carro. Você tranca o apartamento e me encontra na garagem.

Um minuto depois, Bella descia as escadas apres sada, a pulsação tão agitada quanto ela própria. Disse a si mesma para se acalmar e não começar a agir como uma garotinha de colégio em seu primeiro en contro.

Mas era exatamente assim que se sentia.

Só que Edward não namoraria garotas de co légio.

Edward a esperava na garagem, ao lado da porta do carona de seu magnífico carro esporte prateado. Seu rosto abriu-se em um sorriso quando ela apare ceu apressada.

— Você é meu tipo de garota, Bella — ele excla mou abrindo a porta do carona para que ela entrasse. — Não deixa um homem esperando.

Victoria deixava. O tempo todo.

Bella franziu a testa. Droga. Não queria ficar pen sando em Victoria.

Até porque Edward não pediu Victoria em casa mento, não é mesmo?

Quando Edward fechou a porta do carona Bella logo sentiu o cheiro de couro novo. Era um carro novo. O modelo anterior era um BMW mais discreto.

— Gosto do cheiro de carro novo — ela confessou quando Edward sentou-se ao volante.

— Parece que você entende do assunto — ele co mentou ligando o poderoso motor. Bella deu de ombros.

— Meu pai estava sempre trocando de carro.

Edward lançou-lhe um olhar.

— Você nunca falou sobre seu pai antes.

— Ele não é exatamente meu parente mais querido — Bella respondeu.

Edward arqueou as sobrancelhas.

— Então talvez seja melhor falar sobre ele em um outro dia.

— Creio que sim.

— Vamos ater nossa conversa a assuntos mais agradáveis.

— Por favor.

Edward parou de falar enquanto manobrava, mas não por muito tempo.

— Que perfume gostoso — ele exclamou enquan to aguardava a abertura do portão automático da ga ragem.

A reação inicial de Bella foi negativa. Não acredi tava que aquele elogio fosse sincero. É claro que, Edward teria preferido de um perfume mais forte como o de Victoria.

Mas, rapidamente, ela colocou esses pensamentos de lado. Hoje queria pensamentos positivos, não ne gativos.

— O seu também é — ela retrucou com um sorriso.

Aquele elogio o surpreendeu. Mas ele também sorriu, um sorriso tão malicioso que Bella sentiu um frio na barriga.

Finalmente o portão se abriu e eles pegaram a estrada.

— Para onde exatamente estamos indo? — ela perguntou quando passaram pelo primeiro semáforo.

— Para o norte de Wollongong. Norfolk. Lá tem um hotel novo muito agradável. Estive lá no ano passado.

Bella estremeceu. Não com Victoria, ela esperava.

— Não — ele disse imediatamente. — Não foi com Victoria.

Ela virou o rosto.

— Como você sabia que eu estava pensando isso?

— Sei como funciona a cabeça das mulheres.

Bella podia imaginar que sim, dada a quantidade de mulheres que já haviam passado pela vida de Edward. Perfeccionista do jeito que ele era, com certeza aprendeu tudo sobre as mulheres. Ele devia conhecer muito bem a mente e o corpo feminino, pois não aparentava ter dúvidas em relação ao seu desempenho desta noite. Não parecia nem um pouco preocupado.

Bella achava a confiança de Edward excitante.

Não que ela precisasse de algo para que a excitasse no que dizia respeito à Sebastian. Era só estarem junto, e ela já ficava excitada.

Estar no mesmo carro com ele, especialmente em uma máquina tão sexy, estava causando-lhe reações totalmente obscenas. Mal conseguia ficar parada sobre o assento de couro.

Não era de admirar que homens refinados sempre dirigissem carros esportes, Bella concluiu com um misto de admiração e cinismo. Esses carros tornavam as preliminares quase desnecessárias. Ela suspeitava que quando chegassem ao hotel já estaria completamente excitada.

Bella sempre gostou de sexo. Jacob não tinha sido seu primeiro homem. Mas nunca tinha ansiado tanto por sexo quanto neste momento. Nunca quisera o tipo de coisas que de repente estava querendo com Edward .

Esperava que ele não fosse delicado com ela. Ou doce. Muito menos amoroso. Ela queria sexo selvagem, sexo animal.

Pela primeira vez.

Depois, um sexo calmo e sensual para que pudesse deleitar-se com a experiência. Finalmente, queria a oportunidade de dar em vez de receber. Podia se ver agora, beijando o corpo de Edward , imobilizando-o na cama enquanto fazia todas as loucuras possíveis com ele.

O coração de Bella disparou com as imagens que inundavam sua mente.

— Você está muito quieta — comentou Edward . — Não está enjoada com o balanço do carro, está?

Bella engoliu em seco. Demorou um pouco até conseguir se desvencilhar daqueles pensamentos exóticos.

— Normalmente não. Mas você dirige rápido de mais, Edward — ela acrescentou conforme ele fa zia uma curva e entrava em uma rua estreita.

Para ser honesta, Bella não fazia idéia de onde es tava. Era sempre assim em Sydney, caso insistisse em sair das ruas principais. Óbvio, este não era o caso de Edward .

— Sou uma pessoa impaciente por natureza — ele respondeu.

— É mesmo? Não diria que você é impaciente.

— A maioria das pessoas não diria. Mas eu sou. Só escondo meus defeitos melhor do que os outros. Sou muito impaciente e me irrito com facilidade.

— Você nunca perdeu a paciência comigo.

— Ninguém é capaz de perder a paciência com você, Bella.

Bella mão tinha certeza se isso era um elogio. Fa zia com que ela parecesse uma pessoa sem graça. E sem paixão.

— Diferente de Victoria, você quer dizer. — Ela não conseguiu evitar o comentário.

— Que Victoria? — ele gracejou.

— Ah, entendo — ela disse. — Então é assim que funciona com você? Uma vez fora da sua vida, essa pessoa não existe mais?

— Isso mesmo. Bella sacudiu a cabeça.

— Gostaria de conseguir fazer isso também. — Por mais que tentasse odiar seu pai, sabia que não conseguiria. E embora não amasse mais Jacob, nunca esqueceria dele, ou de sua cruel insensibilidade.

— Requer prática — Edward explicou tão fria mente que Bella sentiu um arrepio na espinha.

Ele soava amargurado. E insensível.

Foi nesse momento que percebeu que não sabia quase nada sobre Edward. E claro que havia lido ar tigos sobre sua brilhante perspicácia empresarial e visto uma parte de um programa na televisão que re sumia como sua carreira tinha começado, como ele e um amigo tinham aberto uma das primeiras empresas australiana de telefonia celular, quando só tinham vinte e poucos anos. Edward era o cérebro e seu amigo rico entrara com o dinheiro. Durante o progra ma, Edward revelou que, diferente de seu sócio rico, ele teve de trabalhar durante a universidade, pois sua família era pobre.

Os dois jovens ficaram ricos quando um conglo merado internacional comprou a rede de lojas deles. Depois disso, o amigo desapareceu de cena. Edward abriu sua própria empresa, as Indústrias Cullen, diversificando seus interesses empresariais. Edward controlava desde complexos hoteleiros a clínicas de repouso, além de fazendas de criação de gado e florestas de eucalipto.

Tal façanha permitiu que aos trinta anos fosse in cluído na lista dos duzentos mais ricos da Austrália. Recentemente estava entre os dez mais ricos, um en tre um seleto número de bilionários.

De um modo geral, as pessoas conheciam sua si tuação financeira e seu status de solteiro. Mas o que elas realmente sabiam — Bella se perguntou — so bre o passado dele?

Muito pouco.

Talvez a imprensa investigasse mais se ele fosse o tipo de homem que gosta de se exibir.

Mas ele não gostava. Ele era discreto para um ho mem com seu poder e sua fortuna.

Bella sabia que ele era filho único. Ele fez essa observação quando entrevistou-a para o cargo de go vernanta e ela lhe dissera que era filha única. Fora isso, Bella não sabia coisa alguma sobre os pais dele, ou sobre sua família, exceto que eles nunca o visi tavam.

Acreditava que os pais dele estavam mortos.

Embora curiosa, Bella não iria perguntar.

Porque hoje iriam aproveitar o prazer do mo mento, não iriam conversar sobre assuntos desagra dáveis.

— Agora eu sei onde estou! — ela exclamou quan do Edward finalmente guiou o carro para uma es trada principal. — Lá está o estádio Olímpico.

— Você foi às Olimpíadas? — Edward perguntou.

— Não. Queria ter ido, mas meu namorado naque la época não gostava muito de esportes.

— Você está falando do Jacob?

— Er... não. Do namorado que tive antes dele.

Edward olhou-a fixamente por um breve, mas intenso momento.

— Você não é a garota tímida que vem fingindo ser, é?

— Não tenho fingido nada — ela respondeu na de fensiva. — Simplesmente precisava de um tempo só para mim.

— E agora você está pronta para voltar à ação?

— Estou.

— Com um novo visual.

— Bem, ia ser difícil conseguir um marido com o visual que eu estava, não é?

— Não sei. Você chamou minha atenção.

— Ai, não seja ridículo, Edward. Você mal me enxergava como mulher até o dia que me viu nua.

— Você está errada em relação a isso. Mas real mente mudou meu ponto de vista sobre sua persona lidade quando encontrei você nadando nua na minha piscina. Você não me achava capaz de fazer uma coisa dessas?

— Achei que você não se encaixava no perfil.

— Bem... Isso só mostra que você não sabe tudo sobre mim. Mesmo achando que sabe — ela acres centou maliciosamente.

Ele deu uma risada.

— Você me diverte, Bella.

— Não estou fazendo o menor esforço.

— Eu sei. E é isso que me encanta em você. Você tem alguma idéia do que a maioria das mulheres faria se estivessem no seu lugar hoje?

— Posso imaginar. Mas sou diferente da maioria das mulheres.

— Você pode se explicar melhor?

— Não.

— Droga, Bella. Assim vou acabar perdendo a paciência com você!

— Não vai ser bom para você.

— É — ele suspirou. — Eu sei. Você não ia querer se casar com um homem que grita com você.

— Claro que não. E também não ia querer me ca sar com um homem que não conheço. Quando eu me casar, quero me sentir segura em minha escolha, não quero ter surpresas desagradáveis.

— Mas você me conhece. Droga, Bella, você tra balha para mim há dezoito meses. Você já me viu em todos os tipos de situações e conhece as minhas rea ções. E, o mais importante, nunca tentei impressionar você, ou esconder as coisas de você. Minha vida é um livro aberto. Quanto tempo você acha que vai levar para conhecer assim um homem que ainda nem en controu nesse tal centro de convenções? Anos, caso você queira saber tudo sobre ele. Quando você se sentir segura o suficiente para casar, com certeza seu relógio biológico já vai ter desacelerado ou pa rado. E um filho é o que você quer mais que tudo, não é?

O coração de Bella disparou. O que ela queria mais do que qualquer coisa era um filho dele! Junto com o amor dele... Um sem o outro não teria o mesmo sabor.

— Aceite meu pedido de casamento — ele conti nuou antes de ela responder. — E poderemos come çar a pensar no nosso bebê hoje à noite.

Ofegante, Bella virou-se para encará-lo.

— Você é um homem perverso, Edward Cullen.

— Um homem determinado, Isabella Swan. E, en tão, o que você me diz?

— Não tenho palavras

— Isso não é resposta. Diga-me no que você está pensando.

— Estou pensando que cometi um grande erro em estar aqui com você — ela disse bruscamente. — Eu devia saber que você iria me manipular direitinho para que eu aceitasse sua proposta. Você é um ho mem inteligente, Edward. Mas calculista demais para mim. Não ia querer um homem assim como pai de meus filhos.


Meeninas desculpem a demora, prometi e não cumpri. Siim podem me xingar aagora D;

Já chega neh HAHA' ta ai um cap, mais um dos mais esperados prometo qe. vem a seguir aaain, um dos neh pq terá vaaaarios.

Não se esqesam das minhas reviews, prometo postar ammanha, seeem falta. Amo vse