As coisas pareciam estar caminhando devagar para Jackson e April, não que eles achassem isso ruim.

Com o passar dos dias, após a conversa devastadora que tiveram e que trouxe muitos sentimentos à tona, os dois estavam mais dispostos à voltarem com seu relacionamento.

Tudo era muito novo e agora não era apenas o futuro dos dois que estava em jogo, havia Harriet, que parecia estar em puro êxtase em ter os pais juntos de si mais do que estava acostumada. Ao mesmo tempo que isso alegrava Jackson e April, eles ficavam ainda mais receosos. Não poderiam fazer nada que pudesse magoar os sentimentos da filha ou confundi-la.

E a verdade é que um dos motivos para não se apressarem era ela.

Começaram com uma pequena rotina juntos.

Às vezes Jackson ia até a casa delas pela manhã para levarem Harriet na escola, outras ele chegava para jantar, mas nunca ficava mais tempo, apenas o prazo de colocar a filha na cama e dar um beijo de boa noite. Não precisavam ter pressa, eles se contentavam em curtir novamente como família.

April estava sentada na cama de Harriet um pouco impaciente, balançava as pernas enquanto observava a filha tentar amarrar os tênis.

– Filha... A mamãe pode te ajudar? – ela perguntou, vendo no relógio que já estavam atrasadas.

– Eu estou conseguindo. – ela acenou com uma mão para que a mãe a esperasse, segundos depois sorriu feliz ao ver o feito – Prontinho, mamãe!

– Muito bem! – April sorriu, não demonstrando a impaciência – Temos que ir ou vamos chegar atrasadas!

Harriet desceu as escadas depressa e April carregou a mochila de rodinhas em mãos para não ter que esperar pela filha descendo com ela na vagareza dos dias habituais.

A pequena pegou a lancheira no balcão da cozinha, correu para entrar no carro e facilitar a vida da mãe.

Para agradecimento mental de April, o trânsito estava colaborando e conseguiu chegar na escola dela sem atrasos. Deixou-a em sua sala de aula, sendo cumprimentada pelas professoras ainda como "Sra Avery". Jackson não havia corrigido e April resolveu deixar assim mesmo.

Quando entrou no carro, colocou o celular no suporte e apertou para uma chamada de vídeo com Jackson.

Hei! – ele atendeu, sorrindo. Já estava no uniforme azul marinho e jaleco – Bom dia!

– Bom dia! – ela sorriu também, prestando atenção no trânsito e nele – Sua princesa quase me atrasou com a nova moda de calçar os próprios sapatos! – ela brincou, olhando pro celular e o vendo rir. Tentou reconhecer onde ele estava, mas não conseguiu.

Ela conseguiu? – ele perguntou, orgulhoso.

– Claro, ela é uma Kepner!

E uma Avery! – ele corrigiu, brincando e April assentiu – Finalmente ela está aprendendo.

– Sim, vou precisar adiantar o relógio para isso, mas vai dar certo! – ela brincou, rindo – Começou o dia cedo hoje?

Sim, tive uma cirurgia antes das 6 e estou indo pra outro agora! – ele respondeu, e ela pode ver que aquele era o corredor que dava acesso as salas cirúrgicas.

– Não vou te atrapalhar, nos falamos depois.

Você sabe que não atrapalha, mas realmente preciso ir. – ele parecia chateado por ter que desligar a ligação tão rapidamente.

– Claro! – ela sorriu – Beijo!

– Outro!

Jackson sorriu e April acenou, olhando com um sorriso bobo na tela enquanto encerrava a chamada. Estava realmente gostando daquela coisa de ir devagar, aproveitando o tempo juntos. O recomeço deles estava agradando-a.

Haviam sido amigos durante tantos anos e era maravilhoso poder ter aquilo de novo.


– Hei Avery! – Karev chamou pelo cirurgião plástico ao vê-lo sair da sala de cirurgia.

– Hei! – Jackson o cumprimentou – Quais as novas? – perguntou casualmente, retirando a touca azul marinho.

– Eu vou ser pai! – Alex sorriu de orelha a orelha.

– O que? Sério? – ele franziu o cenho – Como foi que isso aconteceu? – brincou.

– Avery, você tem uma filha, você sabe como essas coisas acontecem! – Alex respondeu, revirando os olhos.

– Eu nem sabia que você e a Jo estavam tentando... Mas, isso é ótimo, parabéns, cara! – Jackson deu um tapinha no ombro de Alex, sorrindo – Filhos são maravilhosos e... Você sabe disso, você meche com crianças o tempo todo!

– Não estávamos, mas aconteceu... Estamos feliz com a notícia! – ele sorriu, empolgado com a ideia.

– Quantas semanas?

– Dezesseis!

– Uau! Quase a metade da gestação. – Jackson disse, enquanto se encaminhavam para o elevador.

– Sim, descobrimos já tem algum tempo mas esperamos para contar à todos. – Alex respondeu, apertando o botão para chamar o elevador.

– Foi uma boa ideia! – Jackson concordou – Eu gostaria de ter outro filho. – murmurou, mais para si mesmo, mas Alex o escutou.

– Você nem namorada tem, Avery. – revirou os olhos, entrando no elevador e Jackson o seguiu. O cirurgião plástico deu de ombros, ignorando a brincadeira do amigo – Ok, entendi. Você e a Kepner voltaram? – cruzou os braços no peito, encarando-o.

– Hum, na verdade não! Conversamos, nos perdoamos, mas ainda é uma incógnita o nosso futuro. Harriet está mais velha agora, não podemos simplesmente decidir que iremos voltar a ficar juntos hoje para não durar dois dias, sabe? – Alex assentiu, pela primeira vez ouvindo atentamente o que Jackson dizia sem deboches – Se formos ficar juntos agora tem que ser algo estilo "até que a morte nos separe". Não vamos envolver nossa filha na nossa bagunça e depois confundi-la.

– Isso é uma grande coisa, Jackson! – Alex comentou – Vocês se entenderam, já é um grande passo!

– Sim, eu sei que é! – assentiu, saindo do elevador com ele – O futuro à Deus pertence!

– Hum, isso foi estranho! – Alex o encarou como se ele tivesse dito algo de outro mundo – Você não era um cara religioso!

– Bom, eu ainda não sou! – deu de ombros – Mas desde o acidente da April passei a ser menos cético em relação à existência Dele!

– Entendi! Sabe... Você e a Kepner irritante poderiam ser padrinhos do bebê, não é? Vocês não estão fazendo nada mesmo! – Alex informou casualmente.

– Você quer que April e eu sejamos os padrinhos do seu filho? – Jackson arqueou as sobrancelhas, zombando. Alex o encarou revirando os olhos – Claro Karev, Kepner irritante e eu... – imitou-o – Vamos gostar de ser padrinhos do seu bebê! – sorriu, e Alex assentiu sem deixar a cara amarrada.

Quando chegaram na emergência, Jo veio a encontro deles, sorridente, a barriguinha ainda não salientava, mas na visão de Alex era como se ela estivesse com um barrigão de quarenta semanas.

– Alex contou a novidade? – Jo perguntou à Jackson, abraçando o marido. Ele lhe beijou no rosto, sorrindo e levando uma mão ao ventre dela.

– Sim, meus parabéns! – Jackson sorriu, encarando-os – Vocês serão ótimos pais!

– Obrigada! – ela sorriu.

– Inclusive, ele e a Kepner serão padrinhos do bebê! – Alex informou à esposa, que assentiu.

– Claro. – sorriu animada – Meredith e Arizona com certeza também vão querer ser!

– Quanto mais padrinhos, mais presentes! – Alex deu de ombros e Jo o cutucou. Jackson riu dos dois. Lembrou-se de perguntar a April sobre os padrinhos de Harriet. Ele não se recordava de ter escolhido alguém.

Foram interrompidos por Bailey chegando na emergência com pressa.

– Vocês três, me ajudem aqui! – indicou Jo, Alex e Jackson – Tiroteio no centro da cidade, três ambulâncias estão chegando!

Os três cirurgiões colocaram seus aventais amarelos e seguiram a chefe de cirurgia.


No Northwest as coisas estavam mais calmas durante a tarde. April estava no refeitório com Dr. Amber Smith, a chefe da neurologia do hospital, aproveitando o momento de descanso.

– Você anda muito sorridente nos últimos dias. – Amber comentou, encarando a amiga. Ela havia sido a primeira pessoa com a qual April se conectou ao chegar no hospital.

– Na verdade eu me sinto mais feliz mesmo. – April concordou, ainda sorrindo.

– Isso por acaso tem a ver com o seu ex marido?

– Hum... Talvez! – ela sorriu.

– Você está voltando com o Matthew? – Amber arregalou os olhos, incrédula.

– O que? – April a encarou, confusa – Matthew?

– Seu ex marido, Matthew!

– Ah meu Deus... Não! Ele, não! – ela negou, rindo. Nunca acostumaria a se referir à Matthew como ex marido – Jackson, o pai da Hatty.

– Hum, eu não conheço sua história com ele! – Amber comentou, franzindo o cenho pensativa.

– Quando nos conhecemos eu já estava com Matthew. – Amber assentiu – É uma longa história.

– De acordo com meu relógio temos tempo! – a loira respondeu, conferindo o relógio de pulso e lhe dando uma piscadela.

– Ok. Vou resumir! Ele interrompeu meu primeiro casamento com Matthew, disse que me amava e que queria ficar comigo. Fugimos juntos, nos casamos, perdemos um filho, eu fui para Jordânia trabalhar no campo de combate, voltei e queria ir de novo pra lá, ele me deu um ultimato, eu fui mesmo assim. Voltei alguns meses depois para ficar, tentamos reatar, não deu certo, engravidei da Harriet, moramos juntos por um tempo para cuidar dela, mas não deu certo e eu fui embora. – deu de ombros – No fim, eu acabei me casando com Matthew e me separando dois anos depois.

– Você já havia deixado o Matthew no altar uma vez? – Amber perguntou, chocada.

– É... Não foi muito legal da minha parte! – April deu um pequeno sorriso, pedindo desculpas – E também não foi legal casar com ele depois.

– Eu gosto do Jackson! – Amber disse, sorrindo e April a encarou – Ele é um cara decidido, interrompeu seu casamento pra dizer que te amava. Gosto de pessoas assim!

– É... Ele é decidido, mas sabe ser um imbecil quando quer! – April revirou os olhos.

– Querida... Ele é homem! Homens são imbecis por natureza! – gargalhou.

– Ah, eu tenho que concordar! – também riu, assentindo – Mas ele é realmente uma boa pessoa. E um ótimo pai. Harriet o ama muito!

– E você também! – Amber disse, ficando séria e observando April falar dele – Seus olhos brilham quando falam dele, eu nunca vi seus olhos brilhando quando você me falava do Matthew. – April deu um sorrisinho, envergonhada – Vocês nasceram para ficarem juntos.

– Por que está me dizendo isso?

– Olha a história de vocês... Daria um belo filme de romance!

April continuou encarando-a, pensativa, e não discordou.

Olhando para trás e vendo tudo o que Jackson e ela passaram, era fácil acreditar que o destino deles era ficarem juntos.

Amber sorriu vendo que havia deixado a amiga pensativa.

O horário de expediente de April estava encerrando quando Cheryl encontrou-a no corredor.

– April, pode entrar numa cirurgia comigo? Preciso muito de você! – a cirurgiã geral perguntou, passando rápido por ela para pegar o elevador aberto.

– Claro! Só preciso enviar uma mensagem para que o pai da Harriet a pegue na escola. – tirou o celular do bolso.

– Te espero lá em cima! – respondeu antes que as portas do elevador se fechassem.

April optou por uma ligação, se Jackson não pudesse busca-la teriam que ter um plano B.

– Oi! – ele atendeu rapidamente – Tudo bem?

– Oi, sim! Você está ocupado? Vou ter que entrar numa cirurgia agora e não vou poder buscar a Harriet na escola, você pode ir? – perguntou, entrando no elevador e apertando o número do andar cirúrgico no painel.

– Claro, já estava indo pra casa! – ele respondeu – Que tal jantarmos juntos?

– Por mim tudo bem, desde que não seja macarronada! – ela brincou, rindo – Estou enjoada de comer isso!

– Farei minha especialidade: purê de batatas, filé e legumes! – pelo tom de voz animado dele, ela podia imaginá-lo sorrindo.

– Parece perfeito pra mim!

– Te espero lá!

– Até mais tarde! – ela sorriu, desligando o telefone e tentando prender o cabelo. Pela pressa de Cheryl, não teria tempo de arrumá-lo perfeitamente.

Ao entrar na sala de cirurgia, April rapidamente se arrependeu de ter marcado o jantar com Jackson. O estado do paciente era caótico.

– O que aconteceu com ele? – April perguntou, chocada ao ver tanta desordem num corpo humano.

– Esmagamento!

– Que droga, eu não consigo ver nada. Suga isto direito, Adams! – ela rosnou para o residente.

– Dr. Kepner estou sugando!

– Se não está sendo o suficiente, pode tirar com as mãos! – ordenou, e o residente atendeu seu pedido.

April e Cheryl saíram da cirurgia por volta das 21hrs.

A ruiva verificou o celular mas não havia nenhuma mensagem de Jackson, com certeza ainda estava esperando-a.

Trocou de roupa e seguiu exausta para a casa dele.

– Vejo que alguém ficou enrolada hoje. – Jackson comentou ao abrir a porta e vê-la.

– Estou exausta, sai da cirurgia agora. – ela comentou, jogando a bolsa no sofá. Precisava de um banho para relaxar – Harriet dormiu? – questionou, procurando a filha pelo cômodo.

– Sim, ela jantou, tomou banho e não durou 10 minutos. Dormiu enquanto assistíamos Dumbo. – ela sorriu – Você quer tomar um banho? Estava te esperando para jantarmos.

– Ainda não comeu? – ela perguntou, surpresa – Não precisava ter me esperado! – ela se aproximou dele.

– Eu te convidei, era meu dever esperar! – ele sorriu, levando uma das mãos e tocando em seus cabelos.

– Consegue esperar mais alguns minutinhos? – ela pediu, fazendo uma carinha fofa.

– Consigo! – concordou – Você trouxe roupas?

– Sou uma pessoa precavida! – ela lhe deu uma piscadinha, sorrindo.

Jackson meneou a cabeça rindo e a viu subir as escadas com pressa.

Acendeu o fogo para aquecer o purê de batatas e os legumes, e ligou a grelha para colocar os filés. April não comia muito, então três pedaços bastaria para os dois.

Quando ela voltou para a cozinha, ele estava terminando de colocar as coisas na mesa. Sorriu ao vê-la de calça de moletom rosa, e uma regata fina da mesma cor. Não deixou de reparar que ela usava um sutiã branco.

Ela não quer me provocar, ele pensou um pouco desanimado.

– Chegou na hora, sente-se! – ele puxou uma cadeira para ela, e sentou-se à sua frente – Fique à vontade, o Cheff Avery preparou tudo pra você! – se gabou, com um sorrisinho nos lábios.

– Desde quando você aprendeu cozinhar? – ela perguntou, brincando.

– Sempre cozinhei, só não sou tão bom como você! – ele sorriu, servindo-se.

– Isso é verdade! – ela concordou, rindo.

– O que?

– As duas coisas! – ele sorriu, parecendo aliviado. April comeu um pouco, soltando um gemido em seguida – Você está de parabéns, está uma delícia!

– Obrigado, madame! Foi no quarto da Harriet?

– Sim! – o encarou, sorridente – Estava dormindo feito um anjinho.

– Tenho uma novidade. – ela o encarou, esperando – Alex e Jo serão papais!

– Nossa! – ela sorriu – Que maravilha. Estão animados?

– Muito! Vamos ser os padrinhos do pequeno monstrinho! – ele brincou, rindo.

– Jackson! – ela o repreendeu – Não o chame assim! – ela riu – Eu vou gostar de ser madrinha, nunca fui!

– Eu também vou, não sei bem o que padrinhos fazem mas irei aprender!

– Basicamente os mimam! – April respondeu, mastigando um pedaço do filé.

– Quando ele me disse que queria que fôssemos os padrinhos fiquei pensando... Nós não escolhemos padrinhos para a Harriet!

– Verdade. Mas ainda temos tempo de escolher! – ela deu de ombros – Que tal Arizona e Owen?

– Gosto da escolha! – ele concordou – Podemos pensar nisso futuramente!

– Com certeza!

Terminaram de comer em silêncio. April ajudou com a louça, e depois de organizar toda a cozinha, Jackson apareceu com um garrafa de vinho em mãos.

– O que você acha? – mostrou-lhe a garrafa.

– Perfeito! – ela sorriu.

Jackson lhe entregou a garrafa e pegou as taças, enquanto ela ia em direção à sala. Ele acendeu a lareira, e April abriu o vinho e os serviu.

Depois de pegar sua taça, ele escorou-se no sofá e ela, instintivamente, escorou-se nele. Ele sorriu e passou o braço desocupado pelos ombros dela.

– Estive pensando... – ela comentou após tomar um gole do vinho – O aniversário da Harriet está chegando, poderíamos fazer uma festinha. O que você acha? – se afastou um pouco dos braços dele para encará-lo.

– Eu concordo. – assentiu, sorrindo – O que você tem em mente? Quer alugar um salão?

– Hum, não! – ela negou, pensativa – Acho que podemos fazer em casa mesmo. A sua tem um espaço bom, não temos muitas pessoas para chamar! – deu de ombros.

– Sim, só os colegas da escola, a família e o pessoal do hospital! – ele concordou – Podemos contratar um buffet, decoração, essas coisas.

– Parece uma boa ideia! – ela sorriu – Ela ficará feliz!

– Não tenho dúvidas, e vai nos deixar loucos também! – Jackson comentou, entre risadas.

– Ah, você pode ter certeza disso! – ela também riu.

April bebeu o restante do vinho e deixou a taça na mesa de centro, Jackson também fez o mesmo e abraçou-a quando ela se endireitou no sofá.

Ficaram em silêncio curtindo a presença um do outro. Ele acariciava-a nos braços nus, e ela tinha uma das mãos na cintura dele por debaixo da camisa. Mas diferente do que estavam acostumados, aquelas carícias não eram sexuais.

Estavam apenas aproveitando o momento.

Minutos depois Jackson sentiu seus olhos ficarem pesados, quando tentou se afastar de April para saber se ela passaria a noite em sua casa, percebeu que ela já estava dormindo.

Sorriu e acariciou seu rosto com a ponta dos dedos. Cogitou acordá-la para poderem subir para o quarto, mas tê-la em seus braços estava bom demais para interromper.

Passar a noite no sofá, e naquela posição não parecia algo agradável, mas Jackson não se importou.

Ajeitou-se o máximo possível, e a trouxe ainda mais para seu corpo. April se remexeu, suspirando. Ele sorriu e fechou os olhos, suspirando também.


April abriu os olhos, confusa ao ver onde estava.

Um braço de Jackson ainda rodeava seu corpo, e o outro estava jogado no sofá. Ele tinha a cabeça jogada para trás, a boca levemente aberta e dormia tranquilamente.

Ela deu um pequeno sorriso, vendo que ele tinha pegado no sono também. Se lembrou de sentir que a cada gole de vinho relaxava mais e mais, e os carinhos dele também.

– Hei... – ela murmurou próximo à ele, tentando acordá-lo – Jackson.

– Hum... – resmungou, respirando fundo e abrindo os olhos – Quantas horas? – perguntou ao ver que ela o encarava.

– Ainda é de madrugada. – ela respondeu, pegando o celular e vendo que eram 2:40 da manhã.

– Vamos subir? – ele perguntou, fazendo menção de se levantar mas ela o deteve.

– Vamos ficar aqui! – ela deu um pequeno sorriso, e ele a olhou, um pouco confuso – Vou colocar o celular para despertar mais cedo, vou em casa me arrumar e venho encontrar a Harriet aqui e leva-la para a escola! – respondeu, parecendo ter pensado na ideia rapidamente.

– Isso é bom! – ele sorriu, concordando.

– Ok, eu já volto!

Ela subiu as escadas com pés descalços, para não fazer barulho. Entrou no quarto de Jackson e pegou um edredom. Quando voltou para a sala, ele já estava deitado confortavelmente no sofá, esperando por ela.

April sorriu, cobriu-o com a peça que havia buscado, colocou o celular para despertar e voltou a se deitar com Jackson no, de costas para o peito dele. Ele colou seu corpo no dela, apertando-a pela cintura.

– Está frio aqui! – ela comentou, esfregando uma das mãos nos braços dele e entrelaçando suas pernas.

– Sim. – murmurou baixinho – Agorinha esquentamos. – ouviu-a murmurar um "aham" – Boa noite.

– Boa noite, Jackson. – ela entrelaçou sua mão com a dele que estava em sua barriga.

Ambos fecharam os olhos e não demorou para que pegassem no sono novamente. Nenhum dos dois conseguia se lembrar quando foi a última vez que dormiram num sofá, e também não se importavam com isso.

Naquele momento, a única coisa que queriam e precisavam era estarem juntos.