Capítulo Seis
Bella sentou-se à mesa e enfrentou seus pais. Suas mãos tremiam com alegria e alívio quando empurrou o cheque sobre a mesa da cozinha coberta com um plástico amarelo.
- Edward e eu queremos que vocês recebam isso para pagar a hipoteca. Anunciou ela.
- Não haverá argumentos ou protestos. Nós conversamos sobre isso por um longo tempo, e temos sorte de ter tanto dinheiro. Nós queremos compartilhar. Isso significa muito para nós, por isso, aceitem como nosso presente.
Suas expressões atordoadas fizeram lágrimas picarem em seus olhos. Quantas noites sem dormir, sentindo-se culpada por não ter conseguido dinheiro para tirar seus pais de sua bagunça financeira?
Como a irmã mais velha, ela odiava o desamparo que a sufocou. Ela decidiu que lidar com Edward e suas próprias emoções crescentes valiam a pena. A recompensa de segurança e proteção para sua família tirava um peso de seus ombros desde que seu pai teve um ataque cardíaco.
- Mas como você pode fazer isso? – Renné apertou as mãos trêmulas nos lábios quando Charlie colocou seu braço ao redor dela.
- Edward não deve sentir que nós somos um fardo. Vocês são um casal jovem com sonhos. Para sua livraria. Para uma família com muitos filhos. Você não deve tomar o cuidado de nós Isabella. Nós somos os pais. Charlie assentiu. - Eu já decidi ter um trabalho extra. Nós não precisamos do dinheiro. Ela suspirou com a teimosia inata de seu pai.
- Ouça-me. Edward e eu temos muito dinheiro e isso é importante para nós. Pai, um segundo trabalho não é uma opção em sua condição, a menos que queira morrer. Você ouviu o médico? - Isso vai dar-lhe a casa quitada e claro que você pode se concentrar em pagar as outras contas. Economizar para a faculdade de Lizzi e Kate. Ajudar Emmett em seu último ano de medicina. Nós não estamos dando a você o suficiente para aposentar-se, apenas o suficiente para tornar as coisas um pouco mais fáceis.
Eles trocaram olhares. Esperança brilhava nos olhos de sua mãe enquanto ela segurava o cheque. Bella lhes deu uma cotovelada pequena para empurrá-los sobre a borda.
- Edward não quis vir comigo hoje. Há uma condição para esse dinheiro, ele nunca mais quer ouvir sobre isso de novo.
Renné engasgou. - Eu tenho que agradecer a ele. Ele precisa saber o quanto nós apreciamos isso, como ele mudou nossas vidas.
Ela engoliu um nó na garganta. - Edward não gosta de mostrar um monte de emoção. Quando discutimos isso, ele insistiu que ele nunca queria o dinheiro mencionado novamente.
Charlie franziu o cenho. - Ele não vai aceitar um simples obrigado? Afinal, se não fosse por mim, não estaríamos nessa confusão.
- Qualquer pessoa pode ter o pai doente. - ela sussurrou.
A tristeza do passado devastou seu rosto. - Mas eu deixei vocês.
- E voltou. - Renné agarrou sua mão e sorriu. - Você voltou para nós e fez o certo. Sem mais conversas como essa. Sua mãe se endireitou na cadeira, os olhos brilhando de emoção. - Vamos aceitar o cheque Isabella. E nós nunca vamos mencionar a Edward. Enquanto você prometa ir para casa e dizer que ele é o nosso anjo. Sua voz quebrou.
- Eu estou tão orgulhosa que você é minha filha.
Bella a abraçou. Depois de mais alguns momentos de conversa, ela beijou seus pais e saiu de casa. O horário para começar a noite de poesia na BookCrazy se aproximava e ela não podia se atrasar. Ela arrancou com seu Volkswagen tremendo e se dirigiu para sua loja quando seus pensamentos giraram.
O casamento pelo dinheiro era lamentável, mas necessário. Ela nunca admitiria a Edward quão ruim era a situação financeira de seus pais. A imagem dele jogando um maço de dinheiro para ela com dólares suficientes que poderiam resolver qualquer problema a fez se contorcer. Seu orgulho era importante, e assim eram os seus pais. Eles resolveram seus próprios problemas. Ela tinha um instinto de que Edward Masen acreditava que o dinheiro tomou o lugar da emoção, que foi uma lição que seus pais haviam emitido em uma base diária. Ela estremeceu com o pensamento.
Não, ela conseguiria fazer isso por conta própria.
Ela se recuperou e dirigiu para o trabalho.
...
Bella olhou ao redor da sua livraria com satisfação. Noites de poesia atraíam uma grande multidão, e todos eram compradores de livros. Toda sexta-feira, ela transformava a parte de trás da sua loja em um centro de performance. A música de fundo flutuava pelos corredores escuros iluminados. Cadeiras estofadas na cor maçã verde e mesas de café foram arrastadas da despensa e dispostas em um círculo informal. A multidão era uma mistura agradável de intelectuais, alguns bastante graves e outros que só queria uma divertida noite fora. Ela arrastou o microfone para a pequena plataforma levantada e olhou para o relógio novamente. Cinco minutos para o inicio. Onde estava Alice?
Ela viu pessoas sentadas nas cadeiras resmungando sobre o café enquanto discutiam estrofes, imagens e o sangramento de emoção. Em sugestão, a porta se abriu para liberar uma onda de ar vivo e Alice entrou.
Bella correu e pegou dois copos de café fumegante.
- Graças a Deus. Se eu não trouxesse um pouco de cafeína que tinha conseguido no outro lado da rua no Starbucks eu estava ferrada.
Alice colocou a bandeja de papelão para baixo e alinhou os copos. Seu cabelo cor de canela encostou em seu queixo quando ela balançou a cabeça.
- Bells, você está louca. Você sabe quanto dinheiro você gasta em café apenas para que esses artistas possam ler poesia em frente um do outro? Deixe-os pagar seu próprio café.
- Eu preciso do negócio. Até eu encontrar uma forma de obter um empréstimo para expandir a loja, eu preciso mantê-los com cafeína.
- Pergunte a Edward. Ele é tecnicamente o seu marido.
Ela lançou a sua amiga um olhar de advertência. - Não, eu não quero ele envolvido. Você prometeu que não ia dizer nada.
Alice jogou as mãos para cima. - Qual é o grande negócio? Edward sabe que você pegou o empréstimo.
- Eu quero fazer isso por conta própria. Eu levei o pagamento inicial e o acordo está fechado. Não mais. Este casamento não é um casamento de verdade.
- Você deu o dinheiro para seus pais?
Bella sorriu. - Quase fez o meu casamento com seu irmão valer a pena.
- Eu ainda não entendo. Porque não basta dizer para Edward a verdade sobre o dinheiro? Ele é um pé no saco, mas tem um bom coração. Por que você está jogando esse jogo, amiga?
Ela virou-se, com medo de enfrentar sua amiga. Ela sempre foi uma péssima mentirosa. Como ela poderia dizer a Alice que ela cobiçou seu irmão e precisava de todas as barreiras imagináveis para manter a distância? Se ele acreditasse que ela era uma caçadora de dinheiro fria, ele a deixaria sozinha. Alice estudou seu rosto por um longo tempo. Seus olhos verdes cheios de choque como uma lâmpada de repente brilharam.
- Tem algo mais acontecendo com vocês dois? Você não está atraída por ele, não é?
Bella forçou uma risada. - Eu odeio o seu irmão.
- Você está mentindo. Eu sempre sei quando você mente. Você quer dormir com ele, não é? Oh, eca!
Bella pegou a última xícara de café. - Essa conversa acabou. Eu não estou atraída por seu irmão e ele não se sente atraído por mim.
Alice seguiu de perto em seus calcanhares. - Ok, agora que eu estou sobre a grosseria inicial da ideia, vamos falar sobre isso. Ele é o seu marido, certo? Você pode muito bem ter sexo pelo próximo ano com alguém.
Bella caminhou até a plataforma. Todos os olhos estavam agora sobre ela. A palavra sexo definitivamente chamou a atenção das pessoas, ela pensou. Ignorou sua amiga e fez as apresentações iniciais para a noite de poesia.
Quando o primeiro poeta fez o seu caminho no palco, ela deu um passo para o lado e sentou-se em sua cadeira. Ela pegou seu notebook em caso de precisar escrever quaisquer pepitas de inspiração e limpou sua mente para a leitura.
Alice ajoelhou-se e sussurrou: - Eu acho que você deveria dormir com ele.
Bella soltou um suspiro longo de sofrimento. - Deixe-me em paz.
- Estou falando sério. Eu já tive alguns minutos para pensar. É perfeito. Vocês dois têm de ser fiel mesmo, então você sabe que ele não vai dormir com alguém. Desta forma, você obtém o sexo que precisa, e em um ano, apenas diz adeus.
Sem ressentimentos. Sem complicações.
Ela se encolheu. Não porque ela estava envergonhada pela sugestão de Alice. Era exatamente o oposto. A possibilidade intrigava. Ela deitou acordada à noite, imaginando-o no quarto ao fundo do corredor. Seu corpo nu e musculoso estendido na cama, esperando por ela. Seus hormônios sacudiram avidamente a imagem.
Inferno, a este ritmo, ela ia acabar na instituição mental até o final do ano. Causa: O celibato.
Alice estalou os dedos na frente do rosto e sacudiu Bella de seu devaneio.
- Você está ouvindo? Edward virá hoje à noite?
- Oh, sim, o seu irmão iria adorar esse tipo de noite. Ele provavelmente prefere um tratamento de canal e um exame de próstata.
- Como vocês dois estão se dando? Além da atração física.
- Tudo bem.
Alice revirou os olhos. - Mentiu novamente. Você não vai me dizer, não é?
Bella percebeu que ela sempre confessou tudo para Alice, exceto um evento. A primeira vez que Edward a beijou. Ela sabia que o amava desde então. Amizade se tornou rivalidade e em seguida para uma paixonite de menina. Seu coração batia para ele, cheio de alegria com a possibilidade de eles estarem juntos, então ela pronunciou as palavras, sua voz ecoando através das árvores.
- Eu te amo.
Então esperou por ele para beijá-la novamente. Em vez disso, ele se afastou dela e riu.
Chamou-a de bebê boba e foi embora. Ela aprendeu a primeira lição de coração partido ali naquele momento. Quatorze anos de idade. Na floresta com Edward Masen. Ela não estava prestes a repetir a lição. Ela empurrou a memória longe e decidiu manter o segredo de Alice.
- Não há nada acontecendo. Bella repetiu. - Posso ouvir o próximo poema em paz, por favor?
- Eu não acho que a paz está nos poemas esta noite, querida.
- O que você quer dizer?
-Edward está aqui. Seu marido. O cara que você não se sente atraída.
Ela balançou a cabeça e olhou em choque para a figura na porta. Ele estava obviamente fora de seu elemento, mas sua presença era tão confiante, tão esmagadoramente masculina que ela prendeu a respiração e percebeu que o homem tinha o poder de caber em qualquer lugar. E ele não estava vestindo preto.
Edward usava calça jeans Calvin Klein como se ele usasse nada. O jeans abraçou as coxas e quadris como se dobrando à sua vontade. Ele refletia um homem que conhecia a si mesmo e não dava a mínima ao que os outros pensam.
A gola de um creme de caramelo no fundo de uma camisa grossa de malha que enfatizou seu peito e esticou sobre os ombros largos.
Definitivamente Ralph Lauren. As botas eram Timberland. Seu cabelo cor de cobre cuidadosamente despenteado. Sua mandíbula se apertou com a demanda inconsciente quando ele procurou a livraria escura. Mas seus olhos...
Um redemoinho de esmeraldas com as bordas meio douradas que lembravam um uísque envelhecido. Uma combinação que pingava do sexo pecaminoso e desejos indulgentes. Ela esperou ele percorrer a sala, patinar sobre ela, parar, depois veio lentamente de volta.
Seus olhos se encontraram.
Bella odiava clichês, e o que ela mais odiava estava se tornando um. Mas, naquele momento, seu batimento cardíaco trovejou, as palmas das mãos suavam, e sua barriga mergulhou e mergulhou como se estivesse em uma montanha-russa. Seu corpo entrou em alerta total, pedindo-lhe para vir a ela, prometendo-lhe rendição. Se ele lhe dissesse para ir para casa, ficar na cama, e esperar por ele, Bella tinha certeza que ia seguir suas instruções.
A fraqueza da sua vontade enfureceu. Sua honestidade a fez admitir que faria isso de qualquer maneira.
- Oh sim. Definitivamente não há atração. As palavras sarcásticas de Alice quebraram o feitiço estranho e permitiu a Bella reunir a compostura. Ela tinha convidado Edward para a noite de poesia porque ele não conhecia sua livraria. Ele recusou educadamente, citando o trabalho como uma desculpa e ela foi surpreendida. Mais uma vez, ela lembrou-se de que eles vieram de mundos diferentes e Edward não tinha desejo de visitar o dela. Enquanto caminhava para ela, ela perguntou-se por que ele tinha mudado de idéia.
...
Edward pegou seu caminho através das estantes. Um cara vestido de preto falou no microfone sobre a correlação entre as flores e a morte e o cheiro de café mocha subiu para suas narinas. Sons de flauta e do chamado fraco de um lobo derivou para seus ouvidos. Todas as suas impressões eram secundárias à vista de sua esposa. Cabelo castanho caía solto e selvagem dos ombros. Seus óculos de armação preta, na verdade, aumentava seus olhos chocolates, ligeiramente ampliados com surpresa ao vê-lo se aproximar. O suéter abraçava cada centímetro daqueles seios deliciosos, em seguida, abria na largura de um sino em torno de seu quadril. A minissaia preta apertada parava no meio da coxa. Na segunda olhada, Edward revisou sua opinião para uma opção muito mais curta, uma vez que o tecido se esgueirou em sua forma confortável na posição sentada e agora mal a cobria, botas altas de couro preto até o joelho completavam o visual. Aquelas longa pernas estavam envoltas em meias pretas e Edward sabia que ela nada usava por baixo.
Sua sensualidade na verdade estava na sua ignorância de seu efeito sobre os homens. Agravamento de cócegas em seus nervos. Ele vivia em constante estado de turbulência emocional e odiava cada momento. Ele era a pessoa mais calma em volta e dedicou o seu caminho para evitar sentimentos confusos. Agora, o seu dia normal variou de contrariedade à frustração para a raiva. Ela o fez louco com seus argumentos e discursos apaixonados. Ela também fez ele rir. Sua casa parecia mais viva desde que ela se mudou.
Ele a alcançou. - Oi.
- Oi.
Ele dirigiu a sua atenção para a irmã. - Alice Masen, como vai?
- Bem querido. O que te traz aqui? Você não vai ler o poema que escreveu quando tinha oito anos, não é?
Bella inclinou a cabeça. - Que poema?
Ele percebeu que as duas mulheres na frente dele eram as únicas que já o fizeram perder a compostura. - Não a escute.
- Eu pensei que você tinha trabalho a fazer. Disse Bella.
Ele tinha. E ele não sabia por que estava aqui. Ele havia deixado o escritório e entrou em uma casa vazia e o silêncio incomodou. Ele pensou nela cercada por pessoas na livraria que criou e queria se juntar ao seu mundo apenas mais um pouco. Ele não disse nada, porém, encolheu os ombros. - Terminei cedo. Pensei em conferir a noite de poesia. Tem muitos artistas e fumaça aqui. Há uma longa fila do lado de fora e eles estão todos fumando.
Alice riu e esticou as duas pernas no chão. Suas costas ficaram encostadas ao lado da cadeira. Seus olhos verdes viam na luz a provocação de uma irmã mais nova que ainda gostava de torturar seu irmão mais velho.
- Ainda tem desejos, Edward? Aposto que eu poderia arranjar um cigarro para você.
- Obrigado. É sempre bom ter um membro da família como seu traficante de drogas.
Bella engasgou. - Você fuma?
Edward balançou a cabeça. - Fumava. Parei anos atrás.
- Sim, mas quando ele fica estressado ou chateado, ele regride. Você acredita que ele não acha que conta, desde que ele não compra?
Bella riu. - Isso é muito esclarecedor, pessoal. Precisamos nos reunir mais vezes. Diga-me Alie, se seu irmão trapaceia no jogo de cartas?
- Todo o tempo.
Edward estendeu a mão e agarrou os dedos de Bella, puxando-a da cadeira.
- Mostre-me o resto da loja enquanto esse cara termina.
Alice riu e sentou-se na cadeira vazia. - Ele está com medo do que vou dizer a seguir.
- Você está absolutamente certa.
Edward levou-a para longe da multidão. Com um movimento instintivo, ele parou em um canto sombreado da seção de RELACIONAMENTO. Ele a guiou pressionando suas costas contra a estante, em seguida, caiu-lhe a mão. Edward trocou seus pés e amaldiçoou sob sua respiração em sua súbita inquietação. Ele não tinha planejado o que dizer, só sabia que tinha que quebrar a tensão entre eles, antes que ele ficasse louco e a arrastasse para sua cama. De alguma forma, ele precisava levar o relacionamento de volta à amizade. Voltar ao irmão mais velho, camaradagem com a irmã mais nova. Mesmo que isso o matasse.
- Eu quero falar com você.
Um leve sorriso contraiu os lábios dela. - Ok.
- Sobre nós.
- Ok.
- Eu não acho que devemos ir para a cama.
Ela jogou a cabeça para trás e riu. Edward não sabia se ele estava irritado com sua diversão, ou fascinado por sua beleza aberta. Esta era uma mulher que gostava da vida e deu uma risada de barriga cheia. Não um daqueles sorrisos calculados ou pequenas risadas. Ainda assim, ele odiava quando ela ria dele. Mesmo que ele fosse mais velho, ela arrastou-o de volta a um tempo em que ele foi infinitamente tentado a ser legal, e ela frustrou todos os passos.
- Engraçado, eu não me lembro de ter oferecido o meu corpo para você. Perdi alguma coisa?
Ele franziu a testa, negligência ocasional de seu problema.
- Você sabe o que eu estou tentando dizer. A noite da festa ficou fora de controle, e eu fico com toda a responsabilidade.
- Como você é cavalheiro.
- Pare de ser uma boca inteligente. Estou tentando dizer que eu estava fora da linha e não vai acontecer de novo. Eu tinha bebido muito, eu estava chateado com o Conde e eu descontei em você. Tenho a intenção de ficar com o nosso acordo original e eu sinto muito de ter pedido meu controle.
- Desculpas aceitas. Sinto muito por contribuir para o episódio inteiro, também. Vamos deixá-lo para trás.
Edward não gostava do jeito dela, denominando o desejo sexual como um episódio, mas ignorou a pontada. Ele perguntou por que ele não estava se sentindo aliviado com seu fácil acordo. Ele limpou a garganta.
- Temos um longo ano pela frente, Bella. Por que não vamos tentar construir uma amizade? Vai ser melhor para as aparências e para nós.
- O que você tem em mente? Mais jogos de poker?
Uma imagem dela deitada em seu colo brilhou em sua mente. De seios fartos pressionando contra seu peito. Se contorcendo, carne macia e feminina em cima dele, pronta para queimar em seus braços. Como se na sugestão, ele olhou para cima e leu o título do livro a seu lado na apresentação completa.
Como dar a uma mulher orgasmos múltiplos.
Merda.
- Edward?
Ele balançou a cabeça e tentou limpar a neblina. Dar a ela orgasmos múltiplos? Ela balançou em seus braços durante um simples beijo. Como seria o seu corpo quando ele lhe desse um tratamento sexual, usando seus lábios e língua e dentes para empurrá-la sobre a borda? Será que ela gritaria? Será que ela lutaria em sua resposta?
- Edward?
Suor se formava em sua testa quando ele puxou o foco do livro de volta à realidade. Ele era um maldito idiota. Dois segundos depois de afirmar que eles poderiam ser amigos, ele estava vindo com fantasias.
-Ummm, certo. Quero dizer, com certeza, podemos jogar jogos de cartas. Menos poker.
Ela deu um bufo pouco feminino. - Você sempre roubou nesse jogo. Lembre-se quando Alice o fez chorar quando desembarcou em Boardwalk? Você tentou barganhar, mas ela queria dinheiro. Você não falou com ela por uma semana.
Ele franziu o cenho. - Você está pensando em Harold, o garoto que morava na mesma rua. Eu nunca chorei em um jogo.
- Claro. Seus braços cruzados e a expressão lhe disse que não acreditava nele.
Afrontado, ele arrastou os dedos sobre seu rosto e perguntou quando ela o fez perder mais um jogo Monopoly que nunca aconteceu.
- Então, vamos ser amigos. Eu posso viver com isso.
- Negócio fechado.
- É por isso que você veio para a leitura de poesia?
Ele olhou em seu rosto e mentiu com os dentes. - Eu queria te mostrar que posso me comprometer.
Ele não estava preparado para o sorriso doce e ensolarado que curvou seus lábios. Ela parecia genuinamente satisfeita, embora ele não admitisse que tinha vindo para vê-la.
Ela tocou em seu braço. - Obrigado, Edward.
Assustado, ele se afastou. Em seguida, lutou com constrangimento.
- Esqueça isso. Você vai ler esta noite?
Bella assentiu. - É melhor eu voltar. Eu geralmente sou a última. Vá em frente e olhe em volta.
Ele observou-a voltar para a multidão e vagou pelas prateleiras. Ele ouviu distraidamente ao poeta seguinte, que recitou linhas através da música num deserto silenciado e torceu o nariz. Deus, ele odiava poesia. O derramamento de emoção, confusa e desenfreada, para qualquer estranho pegar e compartilhar. As comparações complicadas entre natureza e raiva, os clichês sem fim, e as imagens confusas faziam o homem questionar sua inteligência.
Um tom familiar rouco derramou sobre o microfone. Ele fez uma pausa nas sombras e assistiu Bella tomar o pequeno palco. Ela brincou um pouco com a multidão, agradeceu-lhes por terem vindo e introduziu seu novo poema.
- Um lugar pequeno e escuro. Disse ela.
Edward preparou-se para um grande drama e já começou a formar alguns elogios em sua mente. Afinal, não era culpa dela que ele não gostava de poesia. Ele estava determinado a não fazer piada de algo tão importante para ela, e até mesmo dar incentivo.
- Escondida entre a pele macia e camurça suave;
Minhas pernas apertadas e dobradas debaixo de mim.
Eu espero para o final e para o início,
Eu espero que a luz brilhante limpa, me traga de volta;
Para o mundo de cores brilhantes e de aromas perfumados que atacam minhas narinas;
Para o mundo das línguas afiadas, serpenteando para rasgar sorrisos moles. Eu escuto os sons do gelo contra o líquido âmbar.
Queimaduras de calor dentro, uma lembrança de um suicida do passado; uma lembrança de um assassinato silencioso.
Segundos ... minutos ... séculos ...
O conhecimento súbito torce minha barriga, eu estou em casa. Abro os olhos para o flash ofuscante de uma abertura de porta. E me pergunto se vou me lembrar.
Bella dobrou o pedaço de papel e acenou para seu público. O silêncio caiu sobre todos.
Algumas pessoas escreveram febrilmente em seus cadernos. Alice deu um grito. Ela riu e saiu do palco, e então ela começou a recolher os copos vazios e conversar quando a noite chegou ao fim.
Edward estava sozinho e a observava.
Uma emoção estranha borbulhava dentro dele. Uma que ele nunca tinha experimentado antes, ele não podia procurar um nome. Foi pouca coisa na vida que o tocou, e ele admitiu que gostava dessa maneira.
Hoje à noite, alguma coisa mudou.
Bella tinha compartilhado uma parte importante de si mesma com uma sala de estranhos. Com Alice. Com ele. Aberta para críticas, vulnerável aos caprichos dos outros, ela levou o que sentia e fazia sentir-se, também. Sua coragem roubou seu fôlego. E por mais que ele a admirasse, a dúvida se levantou dentro dele como um monstro fora de um pântano e se perguntou se além de todas as suas racionalizações ele era apenas um covarde.
- O que você acha?
Ele piscou para Alice, em seguida, tentou se concentrar. - Ah. Eu gostei. Eu nunca ouvi seu trabalho antes.
Alice sorriu como uma mãe orgulhosa. - Eu continuo dizendo que ela pode obter uma delas publicada, mas ela não parece interessada. Sua verdadeira paixão é a BookCrazy.
- Ela não pode fazer as duas coisas?
Alice bufou. - Claro. Eu e você faríamos isso num piscar de olhos, porque nós nunca perdemos uma oportunidade. Bells é diferente. Ela está feliz apenas por compartilhar, ela não precisa da glória da publicação. Ela escreveu em algumas revistas, e ela vai para um grupo de crítica, mas é mais para os outros do que para ela.
Esse é o nosso problema, mano. Sempre foi.
- O que?
- Nós somos melhores em decidir. Parte de nossa infância meio conturbada, eu acho. Os dois assistiram Bella quando ela acompanhou seus clientes fora da porta com seu bom humor habitual. - Mas Bells encontrou seu caminho, fazendo o oposto. Não há nada que ela não vai fazer por alguém.
Alice de repente se voltou contra ele. Seus olhos brilhavam com uma ferocidade e ele se lembrou dos velhos tempos. Seu dedo espetado em seu peito.
- Um aviso, amigo. Eu te amo muito, mas se você machucá-la, eu vou pessoalmente chutar o seu traseiro. Entendeu?
Em vez de se irritar com ela, ele surpreendeu-se rindo. Em seguida, ele deixou cair um rápido beijo em sua testa. - Você é uma boa irmã, Alice. Não. Eu não vou magoá-la. Eu só espero que o cara certo apareça um dia.
Ela deu um passo para trás. Sua boca aberta. - Você está bêbado? Ou é um impostor? Onde foi que meu irmão mais velho foi?
- Não abuse da sorte. Edward fez uma pausa e olhou ao redor da livraria. - O que está acontecendo com a expansão? Ele viu o olhar de sua irmã ampliar e conteve uma risada. - Não se preocupe, não é mais um segredo. Bella admitiu que o dinheiro era para adicionar um café. Dei-lhe, mas pensei que ela me pediria uma consulta. Sua irmã piscou e se recusou a falar. Edward franziu o cenho.
- O gato comeu sua língua, Alice Masen?
- Oh, merda.
Ele arqueou uma sobrancelha. - Qual é o problema?
De repente, ela se ocupou com as xícaras de café isoladas e na limpeza da mesa. - Nada. Umm, eu acho que ela pode ficar constrangida porque ela ia contratar alguém para fazê-lo. Não queria incomodá-lo.
Ele lutou contra uma onda de irritação. - Eu tenho tempo para ajudá-la.
Alice riu, mas tinha um tom estranho, desesperado. - Eu vou deixar você sozinho, mano. Tenho que ir. Até mais.
Ela saiu rapidamente. Edward balançou a cabeça. Talvez Bella não quisesse envolvê-lo em seu projeto. Afinal, ela havia falado muitas vezes que seu relacionamento era baseado em um contrato de negócios.
Assim como ele queria.
Ele fez uma careta e voltou desses pensamentos. Ele ajudou a fechar e levou sua mulher para seu carro.
- Você vai jantar? - Perguntou ele.
Ela balançou a cabeça. - Não há tempo. Quer pegar uma pizza no caminho?
- Eu vou fazer alguma coisa para nós em casa. Sua língua tropeçou na última palavra. Estranho, ele começou a pensar em seu santuário agora como parte dela.
- Não vai demorar muito.
- Tudo bem. Vejo você em casa. Ela virou-se, em seguida, ele virou.
- Oh, Edward, não se esqueça. A salada.
Seus olhos se arregalaram e seus poderes de expressão pareciam abandoná-la por um momento. Ela se recompôs com uma velocidade que ele admirava. E ela nem sequer questionou como ele sabia.
- Certo. A salada.
Então ela deu partida no seu carro. Edward começou a assobiar quando ele fez o seu caminho em direção ao seu BMW. Isso foi definitivamente uma aprendizagem. Ele gostava de pegar ela de surpresa.
Ele assobiou a maior parte do caminho para casa.
A coisa vai começar a esquentar para esse dois!
Estão gostando? Deixe-me saber!
Se eu conseguir reviews, eu posto o próximo ainda hoje. O que acham?
Nat Krauss ;)
