Cap.7

Dias se passaram e Sakura já estava melhor. Estava no jardim vendo Bonnie brincar com o pônei. Sasuke foi para onde ela estava. Mammy antes de entrar, o viu e foi falar com ele.

-A Srta. Sakura está bem melhor hoje, Sr. Sasuke.

-Obrigado, Mammy.

Sasuke continuou seu caminho e sentou perto de onde Sakura estava sentada, tomando uma xícara de chá.

-Vim pedir perdão... para podermos dar à nossa vida uma segunda chance.

-Nossa vida? Quando tivemos uma vida?

-Está certa. Mas, se tentarmos, poderemos ser felizes.

-O que há para nos fazer felizes?

-Bem, temos Bonnie, e eu a amo, Sakura.

-Quando descobriu isso?

-Sempre amei você... mas nunca me deixou mostrar.

-O que quer que eu faça?

-Para começar, desista da madeireira. Vamos viajar. Levaremos Bonnie e teremos outra lua-de-mel.

-Desistir? Estamos ganhando dinheiro como nunca!

-Eu sei, mas não precisamos. Venda. Ou dê para Naruto. Hinata é uma grande amiga.

-Hinata, sempre Hinata! Se pensasse mais em mim...

-Estou pensando em você. E acho que... talvez isso esteja afastando você de mim e de Bonnie.

-Sei o que acha. Não a meta nisso. Quer afastá-la de mim.

-Ela ama você.

-Fez de tudo para que ela só amasse você. Está tão mimada... –ela foi interrompida por Bonnie, que apareceu na frente deles, montada em seu pônei

-Mamãe! Papai! Olhem!

-Estamos vendo, querida. Está muito bonita.

-Você também. Vou saltar. Olhe papai.

-Não acho que deva saltar. Acabou de aprender a montar de lado.

-Vou saltar! Posso saltar porque estou crescida... e aumentei o obstáculo.

-Não a deixe saltar!

-Não, Bonnie, não pode. Se cair, não chore nem me culpe! –ela saiu correndo com seu pônei indo para onde estava o obstáculo

-Sasuke, faça-a parar.

-Bonnie! Bonnie!

-Como meu pai! –ela acabou se lembrando de como seu pai havia morrido e arregalou os olhos –Como meu pai!

-Bonnie! Bonnie!

Bonnie não deu ouvidos. Pulou o obstáculo e acabou caindo de cabeça no chão. Sakura gritou e em seguida acabou desmaiando. Sasuke correu até a filha e a pegou nos braços. A chamava, mas nada dela acordar. Ela havia morrido e o enterro foi na própria casa e Hinata havia acabado de chegar no local.

-Graças a Deus, Srta. Hinata. Que bom que veio.

-Essa casa não é a mesma sem Bonnie. Como está Sakura?

-Ela está arrasada, mas não a chamei por causa dela. O que ela tiver de suportar, Deus lhe dará forças. Estou preocupada com o Sr. Sasuke. Ele tem andado transtornado.

-Não, Mammy.

-Nunca vi um homem tão devotado a uma criança. Quando Dr. Meade disse que ela tinha morrido... o Sr. Sasuke pegou a arma e matou o pônei... e pensei que ele fosse se matar.

-Pobre capitão Uchiha.

-E a Srta. Sakura... chamou-o de assassino, por tê-la ensinado a saltar. Disse: "Você matou minha filha"... e ele disse que ela não ligada para Bonnie. Meu sangue gela só de pensar no que disseram.

-Não me conte mais nada, Mammy.

-Então, naquela noite... ele se trancou no quarto com a menina... e nem abriu para a Srta. Sakura quando ela o chamou. E está assim há dois dias.

-Mammy!

-Hoje, a Sra. Sakura disse a ele que o funeral será amanhã... e ele disse: "Tente, e mato você amanhã. Acha que vou colocar minha criança... no escuro, que ela tanto temia?"

-Mammy, ele perdeu a cabeça.

-Sim, essa é a verdade. Não vai nos deixar enterrá-la. Precisa nos ajudar, Srta. Hinata.

-Mas não posso interferir.

-E quem vai nos ajudar? O Sr. Sasuke respeita sua opinião. Por favor, Srta. Hinata.

-Farei o que puder. –já estavam em frente o quarto e ela apenas bateu na porta

-Saia dessa porta e nos deixe em paz.

-É a Sra. Uzumaki, capitão. Deixe-me entrar. Vim ver Bonnie. –ele abriu a porta e deixou que ela entrasse

Mammy ao vê-la entrar, se encostou na parede e sentou no chão.

-Senhor, ajude o Sr. Sasuke nessa hora de pesar.

Depois de muito tempo, Hinata saía do quarto.

-Mammy, quero que faça um café bem forte... e traga para o capitão. Vou ver Sakura.

-Mas...

-Ele concordou com o funeral amanhã de manhã.

-Aleluia! Espero que os anjos estejam a seu lado. Aleluia! –Hinata não estava se sentindo muito bem e acabou desmaiando –Srta. Hina! Srta. Hina!

-Mande chamar o Dr. Meade e tente me mandar para casa.

-Srta. Hina!

Como Hinata havia pedido a levaram para casa. Ela estava deitada na cama e Naruto estava com o filho no colo, juntamente com o médico. Eles estavam saindo do quarto. Sasuke e Sakura estavam junto com os demais na sala.

-Para onde minha mãe vai? E por que não posso ir?

-Nem sempre podemos ir, mesmo querendo muito. Vai voltar para a cama.

-Ela não pode estar morrendo. Não pode.

-Ela não tem sua força, nunca teve. Só tem coração. –Naruto que passou perto deles, escutou o que Sasuke acabara de dizer

-Também sabia disso?

-Para que dormir? É de manhã! –o menino chorava em seu colo

-Ainda não é de manhã.

-Pode entrar, Sakura.

-Deixe-me vê-la. Estou esperando há dois dias. Quero dizer que cometi um erro. –dizia ao médico, uma das amigas de Hinata, que por sinal odiava Sakura

-Ela sabe. Quer ver Sakura.

Sakura já estava pronta para abrir a porta quando ouviu o que ele disse.

-A Srta. Hina vai morrer em paz. Não vou deixar que desabafe... dizendo coisas que não importam agora, entendeu? –ela balançou a cabeça positivamente e entrou no quarto. Ficou bem perto dela e segurou as mãos dela

-Sou eu, Hina.

-Promete?

-Qualquer coisa.

-Cuide do meu filho. Já tinha pedido isso... lembra? Quando ele nasceu.

-Por favor, Hina, não fale assim. Sei que vai ficar bem.

-Prometa... faculdade...

-Sim, na Europa... um pônei... o que ele quiser... mas, Hina, tente...

-Naruto... Naruto e você.

-O que tem ele?

-Cuide dele por mim como... cuidou de mim por ele.

-Cuidarei, Hina.

-Cuide dele... mas não deixe que saiba.

-Boa noite. –beijou-lhe as mãos que até agora pouco segurava

-Promete?

-O que mais, Hina?

-Cap. Uchiha... Seja boa com ele.

-Sasuke?

-Ele a ama muito.

-Sim, Hina.

-Adeus.

-Adeus. –Sakura se inclinou sobre ela e lhe deu um beijo na testa e saiu do quarto, chorando

-As senhoras podem entrar.

-Naruto.

-Não sei onde está o par. Ela deve ter guardado. –ele segurava uma luva

-Pare! Abrace-me. –ela o abraçou -Estou com tanto medo. Tanto medo.

Sasuke, que estava encostado na parede, estava sério. Não agüentando ver aquela cena, foi embora.

-O que vou fazer? Não posso viver sem ela. Tudo o que tenho está indo com ela. –agora ele chorava cada vez mais

-Naruto, você a ama de verdade, não?

-É o único sonho que não morreu na vida real.

-Sonhos! Sempre os sonhos. Nunca a realidade.

-Se soubesse o que passei.

-Deveria ter dito que amava Hina, não a mim... em vez de falar em honra. Mas esperou até ver Hina morrendo... para dizer que significo para você o mesmo que Belle para Sasuke. E eu amei algo que... não existe. E agora... não importa. Não importa mesmo. Nem um pouco. –ela colocou as mãos nos ombros dele tentando consolá-lo -Naruto me perdoe. Não chore. Ela não deve ver que chorou.

-Naruto! –o médico o chamou para dentro do quarto e ele foi correndo sem pensar duas vezes

-Sasuke. –ela olhou para trás e viu que ele não estava mais lá –Onde você está? –abriu a porta e saiu correndo a procura dele –Sasuke, espere por mim! Espere por mim! –ela corria pelas ruas escuras cheias de neblinas e acabou chegando em casa –Sasuke! Sasuke! –subiu correndo as escadas e acabou o achando em um dos quartos –Sasuke?

-Entre. –ela se sentou numa cadeira bem do lado da dele –Hinata? Ela... –apenas assentiu com a cabeça –Que Deus a tenha. A única pessoa realmente boa que conheci. Uma grande dama. Grande mesmo. –olhou para ela –Então está morta. Facilita sua vida, não é?

-Como pode dizer isso? Sabe que eu a amava.

-Não sei, mas é crédito seu gostar dela no final.

-Claro que eu gostava dela. Pensava em todos, menos nela. Antes de morrer, falou em você.

-O que ela disse?

-Para eu ser boa com você, porque me ama muito.

-Disse mais alguma coisa?

-Disse... para eu tomar conta de Naruto.

-É conveniente ter a permissão da primeira esposa, não é?

-O que quer dizer? –ela o viu mexendo em sua mala

-O que está fazendo?

-Deixando você, querida. Só precisa de um divórcio, e seus sonhos se realizarão.

-Não, está enganado! Totalmente enganado! Não quero me divorciar. Quando eu percebi esta noite... que amava você, corri para lhe dizer. Querido...

-Pare com isso. Que esse casamento tenha alguma dignidade. Poupe-nos desse final.

-Final? Sasuke, me escute. –ela olhava para ele, com os olhos marejados –Devo amá-lo há anos, só que fui tola demais para perceber. Por favor, acredite. Deve importar-se. Hina disse que sim.

-Acredito. E Uzumaki Naruto?

-Nunca amei Naruto.

-Fez uma boa imitação até essa manhã. Eu tentei tudo. Se tivesse se esforçado mesmo quando voltei de Londres.

-Fiquei tão feliz em vê-lo, mas você foi tão detestável.

-E, quando adoeceu, por minha culpa... esperei que chamasse por mim, mas não.

-Eu queria. Desesperadamente. Mas achei que não me queria.

-Parece que houve falha de comunicação, não? Mas é tarde. Com Bonnie, havia uma chance de felicidade. Gostava de pensar que Bonnie era você menina... antes do que a pobreza e a guerra fizeram. Ela parecia você. Queria mimá-la, como gostaria de fazer com você. Quando ela se foi, levou tudo. –ele já estava com sua mala pronta em mãos e estava saindo do quarto, mas ela o segurou pelo braço

-Não diga isso. Lamento tanto. Lamento por tudo.

-Querida, você é tão infantil. Acha que dizer que lamenta conserta tudo? Tome meu lenço. Nunca, em nenhuma crise, vi você ter um lenço. –ela ficou uns segundos parada na porta e correu atrás dele novamente, que estava descendo as escadas

-Sasuke, aonde você vai?

-Charleston. Lá é o meu lugar.

-Por favor, me leve com você!

-Não, cansei de tudo isso. Quero paz. Quero ver se acho um lugar que não tenha perdido a graça. Sabe do que estou falando?

-Não. Só sei que amo você.

-Isso é problema seu.

-Sasuke! –ele abriu a porta da frente –Se você for, para onde irei? O que farei?

-Francamente, minha querida, eu não dou a mínima. –então foi embora, naquela noite encoberta por neblina. Sakura não conseguia parar de chorar

-Não posso deixá-lo ir! Não posso! Deve haver um meio de trazê-lo de volta. Não consigo pensar! Vou enlouquecer tentando. Amanhã eu penso nisso. –fechou a porta e parou perto da escada –Mas preciso pensar em algo. Preciso. O que farei? –se deitou lá mesmo, ainda chorando –O que importa? –começou a lembrar das palavras de seu pai

"Está dizendo, Haruno Sakura, que a terra não significa nada? É a única coisa que importa. É a única coisa que dura. Você a ama mais que a mim, mesmo sem saber: Tara. É de onde tira a sua força. De Tara. É a única coisa importante. A única coisa que dura. Você a ama mais do que a mim, mesmo sem saber: Tara. É de onde tira a sua força. De Tara.

-É a única coisa importante.

-Você a ama mais que a mim.

-A terra de Tara!

-Tara!"

Ela já havia parado de chorar e levantou a cabeça.

-Tara... minha casa! Vou para casa! E vou pensar em um jeito de trazê-lo de volta. Afinal, amanhã é outro dia.

Fim

Espero que tenham gostado. Logo começarei a postar a continuação da fic.