Capítulo 7: O Culpado

A Inspectora Jane convocou os sete suspeitos, Glorita, Russ, Magda, Madilena, Ciprino, Martinho e Biatrix, que já estava presa preventivamente. Mas a Lara, o Miguel, a Slayra, a Victória e o Alfred tinham feito questão de estarem presentes também e a Inspectora Jane acabou por ceder, reunindo-os todos numa sala.

Jane: Ora bem, estamos aqui reunidos para falarmos da morte de Jil de Deus.

Magda: Eu nem sei porque é que estou aqui. Nem conhecia o rapaz.

Jane: Cale-se. Deixe-me acabar de falar. Ora bem, sete de vocês já foram convocados por mim por outro homicídio.

Alfred: E a morte deste rapaz? O que tem a ver com o outro homicídio?

Jane: O assassino ou assassina deixou um bilhete e segundo o bilhete, essa mesma pessoa foi o responsável pela outra morte, ou seja, um dos sete suspeitos matou as duas pessoas.

Victória: Credo...

Russ: Mas porque é que alguém quereria matar aquele rapaz?

Jane: Não o queriam matar a ele. Queriam matar esta rapariga, a Slayra, que tinha provas contra os suspeitos. - disse ela. - E resolveu confrontá-los. Só que na noite em que o assassinou ou assassina quis matar a Slayra, ela tinha trocado de quarto com o Jil e por isso o rapaz foi morto por engano, mas, o facto é que foi morto e, posso estar enganada e estar-me a escapar algo, mas ao que tudo indica, a pessoa que matou o Jil, está nesta sala.

Ninguém disse nada.

Jane: Ora bem, vou analisar a situação dos suspeitos.

Biatrix: Eu não matei ninguém! Estava presa, por isso não podia ir a lado nenhum matar ninguém.

Jane: É verdade. Tem toda a razão, Biatrix. Está ilibada dos crimes, mas segundo as provas que o tal homem tinha, ele tinha várias identidades, ele trabalhou num banco e ajudou-a a si a fazer o desfalque.

Biatrix: Oh... e ele tinha mesmo provas?

Jane: Tinha e estão na posse da polícia, por isso você vai ser julgada por esse crime.

Slayra: A minha tia está inocente também!

Jane: Sim, Glorita, a senhora está ilibada porque na altura do primeiro crime esteve de facto nos correios. Quando de lá saiu já era tarde e segundo a peritagem o crime teria de ter sido cometido entre a altura que esteve nos correios, por isso está ilibada.

Glorita: Ah, ainda bem.

Jane: O seu segredo não tem nada a ver com a polícia, por isso vou passar à frente. Se o quiser revelar um dia, é consigo. - disse ela. - E agora, temos a Madilena. Você continua a ser suspeita do crime e ainda por cima, estava na estalagem, o mesmo local onde decorreu o crime.

Madilena: Eu estou hospedada lá. Mas não cometi crime nenhum!

Jane: O seu segredo também não tem nada a ver com a polícia, por isso não terei de o revelar, mas o facto é que continua a ser suspeita. Não tem álibi para a noite do crime.

Miguel: Desculpe senhora Inspectora, mas ela tem. Eu passei a noite com a Madilena.

A Inspectora Jane olhou atentamente para o Miguel.

Jane: Tem a certeza?

Miguel: Claro que tenho.

Jane: Ela não me referiu isso há pouco.

Miguel: Nós queríamos manter o nosso namoro em segredo, mas é verdade, passámos a noite juntos. E bem agarradinhos. Sei que ela nunca saiu do quarto.

Jane: Está disposto a assinar uma declaração confirmando isso?

Miguel: Estou.

A Slayra estava boquiaberta e a Madilena também.

Jane: Ora bem, então Madilena, está ilibada. - disse ela. - E isto leva-nos até aos últimos quatro suspeitos. Martinho, Magda, Ciprino e Russ. Nenhum de vocês tem álibi.

Ciprino: Eu não matei ninguém!

Martinho: Nem eu!

Jane: É assim, vocês são todos suspeitos e pronto. Não há nada que os ilibe. Magda, o seu segredo não é bom, mas a policia não pode fazer nada. Ciprino, o tal Abacácio tinha escrito que você matou uma pessoa e enterrou o corpo num certo lugar. Estamos a investigar isso e se encontrarmos realmente o corpo, está em maus lençóis.

Ciprino: Lá por encontrarem um corpo, não quer dizer que eu tenha matado ninguém!

Jane: Russ, você foi acusado de ter roubado uma peça rara do museu e o Abacácio, não sei como, tem uma cassete de vigilância que escapou à polícia, onde o senhor aparece a cometer o crime.

Russ: Pronto, é verdade, eu fiz o roubo. Mas não matei ninguém. E eu pensei… pelo menos disseram isso… que as câmaras nessa ala estavam desligadas… mas digo novamente, não matei ninguém!

Jane: Veremos. E por fim, Martinho, você foi acusado de matar uma pessoa num acidente.

Martinho: É mentira!

Jane: O Abacácio tinha provas. Ele conhecia bem o seu pai e gravou uma conversa dele, onde o seu pai, Artur Telhas, já falecido revelava o que tinha acontecido.

Martinho: O meu pai está morto. E essas declarações não provam nada. Aliás, nem podem servir de prova. O meu pai podia estar a ser obrigado a declarar essas coisas.

Jane: Claro que podia, mas também podia estar a dizer a verdade. E pronto, continuo de olho no Ciprino, na Magda, no Russ e no Martinho. Podem todos ir embora, menos o Russ. Temos de falar.

Todos, menos o Russ e a Inspectora Jane, saíram da sala. A Madilena aproximou-se do Miguel.

Madilena: Porque é que mentiste? Não passámos a noite juntos.

Miguel: Queria proteger-te. Sei bem que não mataste ninguém. E assim, ficas com um álibi.

A Glorita aproximou-se da Slayra.

Glorita: Slayra, está na hora de eu contar a verdade à Lara. Quando chegar à estalagem, conto-lhe tudo.

Slayra: Ok. Então, temos de levar algumas destas pessoas connosco.

Glorita: Porquê? É algo pessoal.

Slayra: Tia, a mãe da Lara está aqui. E o meio-irmão e a meia-irmã dela também. Mais vale contar tudo à frente de todos e esclarecer tudo.

A Glorita encolheu os ombros.

Slayra: Atenção! Pessoal, por favor, venham connosco até à estalagem da minha tia.

Magda: E porque é que haveríamos de ir?

Slayra: Porque há um assunto importante a resolver. E você Magda, tem mesmo de vir. Vamos!

A maioria das pessoas ficou confusa, mas todos aceitaram e foram até à estalagem. Ao chegarem lá, o Diogo estava à espera deles.

Diogo: Então, correu tudo bem?

Slayra: Mais ou menos. Vamos todos ter uma conversa importante. Também tens de assistir.

A Slayra e a Glorita levaram toda a gente até à sala de refeições e todos se sentaram, menos elas as duas.

Slayra: Ora bem, estamos aqui reunidos, porque é preciso esclarecer algumas coisas importantes.

Glorita: Bom... esperei muito tempo para dizer isto, se calhar foi tempo de mais...

Ela aproximou-se da Lara.

Glorita: Querida, tenho de te dizer uma coisa importante.

Lara: O que é, mãe?

Glorita: Querida, eu não sou a tua verdadeira mãe.

A Lara ficou de boca aberta.

Lara: N-não és?

Glorita: Não, querida. Tu foste deixada à porta do orfanato. Eu não podia ter filhos e consegui adoptar-te.

Lara: Mas então... a história que me contou sobre o meu pai ter-se ido embora, era mentira?

Glorita: Desculpa querida, mas era. Não te queria magoar.

Slayra: Não deves ficar zangada com ela, Lara. Ela criou-te como se fosses filha dela.

Glorita: E no meu coração, és minha filha, Lara.

Lara: E tu sempre serás a minha mãe. - disse ela, abraçando a Glorita.

Madilena: Desculpem lá, mas o que é nós temos a ver com isto?

Slayra: Eu explico. Nós convocámos-vos aqui para saberem a verdade sobre a Lara. Sobre quem são os pais dela.

Lara: Tu sabes quem são? – perguntou ela, espantada.

Slayra: Sei. O teu pai já morreu, Lara, mas a tua mãe está nesta sala. É a Magda!

Todos se viraram para a Magda, espantados.

Madilena: Mamã, isso é verdade?

Slayra: É verdade sim. A Magda teve uma relação fora do casamento e dessa relação nasceu a Lara. Como a Magda tinha medo do que poderia acontecer ao seu casamento e ao casamento do amante, abandonou a Lara. O Abacácio era amigo do amante da Magda, por isso sabia de tudo.

Madilena: Mamã, responda. Isto é verdade?

Magda: Não vale a pena negar. É verdade, sim! - disse ela. - Mas eu não podia arruinar o meu casamento por causa de uma bastarda.

Glorita: Como se atreve a falar assim da Lara, sua malvada? Ela é uma pessoa maravilhosa!

Lara: E então, você é que é a minha mãe.

Magda: Quem me dera que não fosse. Bem podias ter morrido quando te abandonei!

Victória: Credo, você é mesmo malvada, Magda. – disse ela, chocada.

Martinho: Não está a medir o que diz, Magda.

Slayra: Calma, porque ainda fica pior. O amante da Magda era o pai do Martinho, ou seja... o Martinho e a Lara são meios-irmãos.

Todos pareceram chocados, mas a Lara e o Martinho foram, obviamente, os mais afectados.

Lara: Meios-irmãos? Oh meu Deus...

Martinho: Não pode ser... o meu pai...

Slayra: É tudo verdade. Há provas, fotografias e até uma conversa gravada.

Martinho: Como é que se atreveu a envolver-se com o meu pai, Magda?!

Magda: Ora, ele também se quis envolver comigo. Não era nenhum santo.

Madilena: Então, eu e a Lara somos meias-irmãs...

Slayra: Resumindo, a Lara que foi abandonada pela Magda, foi criada pela Glorita. A Lara é meia irmã do Martinho e meia irmã da Madilena.

Madilena: Mas que confusão...

Martinho: E nós a namorarmos... e afinal éramos irmãos...

Magda: Não tenho de ficar aqui a ouvir mais nada! Vou-me mas é embora! Não quero saber se a Lara é minha filha ou não. Para mim, é uma desconhecida.

A Magda saiu dali e o Ciprino seguiu-a.

Lara: A minha vida virou-se de pernas para baixo... tenho de ir pensar...

Ela saiu dali rapidamente.

Diogo: Coitada...

Martinho: E-eu também me vou embora...

O Martinho saiu dali e a Victória e o Alfred foram com ele.

Diogo: Devíamos ir apoiar a Lara.

Slayra: É melhor ela ficar sozinha.

Glorita: Coitadinha da minha filha...

O Miguel estava a olhar para a Madilena.

Miguel: Sentes-te bem?

Madilena: Mais ou menos... eu e a Lara não nos dávamos nada bem... e agora, descobrimos que somos irmãs. - disse ela, chocada. - Estou ainda bastante confusa...

Miguel: É normal. Mas desculpa lá, a tua mãe, é mesmo malvada. O que ela disse à Lara...

Madilena: A minha mãe é para esquecer. - disse ela. - Mas agora... acho que tenho de me aproximar da Lara. Afinal... se somos irmãs, mais vale sermos unidas.

Miguel: Claro. Assim é que deve ser.

Madilena: Vou falar com ela agora.

Miguel: Não é melhor esperar?

Madilena: Não. Quero fazer já as pazes. Vai ser mais fácil para ela se for assim. Pelo menos, espero que sim.

A Madilena foi até ao quarto da Lara e bateu à porta.

Lara: Quero estar sozinha. - disse ela, de dentro do quarto.

A Madilena abriu a porta na mesma e entrou no quarto.

Lara: Eu disse que queria ficar sozinha. - disse ela, encarando a Madilena.

Madilena: Pois, eu ouvi, mas temos de falar e pronto.

Lara: Não quero falar contigo.

Madilena: Olha lá, eu fiquei tão surpreendida como tu. - disse ela. - Claro que saberes que és adoptadas, que a minha mãe... bem, que afinal é nossa mãe e que namoras com o teu meio-irmão não é fácil, mas tens de seguir em frente.

Lara: Isso é fácil de dizer.

A Madilena aproximou-se da Lara.

Madilena: Olha, não vou dizer que estou feliz por sermos irmãs e que gosto muito de ti e blá blá blá, porque estaria a mentir se dissesse isso, mas também não é assim tão mau. Até nos podemos vir a dar melhor.

Lara: Duvido...

Madilena: Nunca se sabe.

Lara: E nunca, mas nunca vou querer estar perto da Magda.

A Madilena suspirou.

Madilena: Compreendo. O que ela te disse foi mesmo mau... não te critico. Eu também não quero nada com ela. Ela pôs-me fora de casa, porque eu lhe disse que não queria reconquistar o Martinho. Eu queria seguir com a minha vida em frente e não ter a minha vida controlada para conseguir ganhar dinheiro.

Lara: Então foi por isso que acabaste por vir parar aqui...

Madilena: Foi. E agora, vou mudar a minha vida. Vou arranjar um emprego e não quero saber mais da minha... da nossa mãe.

Lara: O que me custa mais... é que eu e o Martinho... somos meios-irmãos...

Madilena: Sei que é complicado, mas vais ter de o esquecer. - disse ela. - Com o tempo, vais mesmo esquecer esses sentimentos que tens por ele.

Lara: Mas custa-me muito. Não consigo esquecê-lo assim sem mais nem, menos não é?

Madilena: Claro que não. Mas tens de tentar. - disse ela. - Eu ajudo-te.

A Lara suspirou.

Lara: Obrigada.

A Madilena sorriu-lhe.

Madilena: Vai tudo correr pelo melhor.

Enquanto isso, na esquadra, a Inspectora Jane estava a interrogar o Russ.

Russ: Não vale a pena continuarmos nisto. Já disse que roubei a peça rara do museu.

Jane: E porquê? Pelo dinheiro?

Russ: Sim. - respondeu ele. - A minha família estava a atravessar dificuldades económicas muito graves. Foi a única ideia que tive para nos salvar da extrema pobreza. Consegui vender a peça rara no mercado negro e consegui um bom dinheiro.

Jane: Roubou a peça rara por causa da sua família?

Russ: Sim. E agora, estou disposto a pagar pelo que fiz.

Jane: Bom, o crime já foi realizado há bastante tempo, por isso vou ver o que posso fazer por si. De qualquer maneira, vai ser condenado, mas pode ser que tenha a pena suspensa. E claro, vai ter de pagar uma multa.

Russ: Eu sei. Estou preparado para isso.

Jane: Óptimo.

Naquele momento, o Alfred ia a conduzir o carro do Martinho. O Martinho ia ao seu lado e a Victória ia no banco de trás.

Victória: Foram revelações impressionantes. - disse ela, ainda em choque. - Martinho, o que vais fazer agora?

Martinho: O que é que eu posso fazer?

Victória: Bem... vais ter de terminar tudo com a Lara.

Martinho: Victória, isso ficou explicito no momento em que descobri que somos meios-irmãos, não achas?

Victória: B-bem... claro.

Alfred: Martinho, há-de ficar tudo bem. - disse ele, apoiando o amigo.

Martinho: Espero que sim.

À noite, a Slayra entrou no seu quarto. Não iria voltar a dormir ali. Não conseguia suportar a ideia de que o Jil tivesse morrido ali e ainda por cima, por culpa dela.

Slayra (pensando): Desculpa Jil, é tudo culpa minha. Não devia ter sido tão bisbilhoteira. Se não tivesse feito isso, ainda estarias vivo. Não sabes como me arrependo.

A Slayra sentou-se na sua cama e começou a chorar. Depois de alguns minutos, recompôs-se.

Slayra (pensando): Tenho de ser forte. Tenho de descobrir quem matou o Jil! Tenho mesmo! Este crime não vai ficar impune, nem que seja a última coisa que eu faça na minha vida!

Nesse momento, ela ouviu um barulho de uma fotografia a ser tirada.

Slayra: Huh? O que foi isto?

Ela olhou para a prateleira que estava na parede à frente da cama e viu a máquina do Miguel.

Slayra: Oh, é a máquina que ele me mandou pôr a arranjar porque funcionava sozinha. E deve ter-me tirado uma fotografia sem mais nem menos. Deve ter-se ligado sozinha.

Ela foi até à prateleira e pegou na máquina.

Slayra: Que parvoíce... o que interessa a máquina agora?

Ela carregou num botão e viu a fotografia que tinha sido tirada.

Slayra: Estou horrível. Vou apagar a foto.

Ela apagou a foto e apareceu a coisa que tinha sida feita antes da foto, um vídeo.

Slayra: Um vídeo? E tem a data do dia em que o Jil... deixa ver.

Ela carregou no botão e viu o vídeo todo. Ficou pálida.

Slayra: Meu Deus! A máquina ligou-se sozinha naquela noite e filmou a morte do Jil... e está aqui tudo. Dá para ver claramente quem o matou.

A Slayra fechou os punhos.

Slayra: Isto tem de ser resolvido já. Vou à polícia agora!

A Slayra foi logo à polícia entregar o que tinha descoberto. A Inspectora Jane viu o vídeo.

Jane: Muito bem, não há duvidas. O caso está resolvido. E desta vez fez o que estava certo e viu mostrar o que obteve à polícia em vez de ir confrontar o culpado.

Slayra: Eu aprendi a lição. Mas, vão actuar já, não vão?

Jane: De imediato.

Slayra: Eu... posso ir com vocês?

Jane: Nem pense. É perigoso.

Slayra: Pronto, está bem, mas avise-me quando o tiverem prendido.

A Slayra voltou à estalagem e a Inspectora Jane e mais alguns polícias foram prender a pessoa que tinha matado o Abacácio e o Jil. Em poucos minutos, chegaram à casa do suspeito e bateram à porta. Ele veio abrir.

Jane: Martinho Telhas, está preso pelo homicídio de Abacácio e Jil de Deus. Tem o direito de permanecer calado e tudo o que disser pode ser usado contra si.

No dia seguinte, já a noticia se tinha espalhado. Mas na estalagem, ainda não tinha sido revelada. A Slayra reuniu a Lara, a Glorita, o Miguel e a Madilena na sala de refeições.

Slayra: O que tenho a revelar é complicado... bom, é melhor eu dizer logo. Eu descobri quem matou o Jil e o Abacácio e entreguei as provas à polícia. Por esta altura, essa pessoa já deve estar presa.

Glorita: Ah, graças a Deus!

Lara: Quem é o assassino?

Slayra: Vai custar-te Lara... mas quem os matou foi o Martinho.

Os outros quatro ficaram chocados.

Madilena: O Martinho?

Lara: Não pode ser! Isso é mentira! - disse ela, angustiada.

Slayra: Não, não é. Miguel, lembraste da tua máquina, que me pediste para pôr a arranjar?

Miguel: Sim.

Slayra: Bem, eu estava chateada e em vez de a pôr a arranjar, deixei-a no meu quarto. Ela ligou-se sozinha naquela noite e filmou o Martinho a matar o Jil

Glorita: Ai meu Deus! Que horror. - disse ela, começando a chorar. - Coitadinho do Jil...

Miguel: O Martinho merece passar o resto da vida na prisão!

Lara: Não digas isso! - disse ela, zangada.

Madilena: Enfrenta as coisas, Lara. O Martinho é um assassino, por isso tens de o esquecer de vez.

Lara: Eu sei...

Quando o Alfred ia sair de casa, a Victória apareceu e contou-lhe tudo o que se tinha passado.

Alfred: O Martinho é o que é o assassino?

Victória: Sim. E agora?

Alfred: Bom... vai para a empresa. Tens de orientar tu as coisas. Eu vou falar com o Martinho à prisão.

O Alfred foi directamente para a prisão e deixaram-no ver o Martinho. Quase ao mesmo tempo chegou a Lara e eles decidiram falar com o Martinho juntos.

Lara: Porque é que mataste o Jil? Porquê?!

Martinho: Não era para o matar a ele. A tal Slayra é que devia ter morrido. Ela sabia demais.

Lara: Então, é mesmo verdade. Tu atropelaste e mataste uma pessoa no passado, o Abacácio descobriu e tu acabaste com ele. E depois, foi a minha prima Slayra e tentaste matá-la a ela e em vez disso, mataste o Jil.

Martinho: Não vale a pena negar. - disse ele. - É tudo verdade.

Alfred: Martinho. Assim, vais ser condenado.

Martinho: Têm provas contra mim. Não há maneira de eu escapar. - disse ele. - Alfred, vou passar-te uma procuração.

Alfred: Para quê?

Martinho: Vais ficar tu à frente da empresa, até ao dia em que eu sair da prisão.

Alfred: Tens a certeza?

Martinho: Absoluta. - disse ele. - Quanto a ti, Lara. Continuamos meios-irmãos e mais nada.

Lara: Sim... mais nada... vou seguir com a minha vida em frente.

Algum tempo depois, o Martinho foi condenado a 25 anos de prisão. O Russ foi condenado a 3 anos de prisão com pena suspensa e teve de pagar uma multa. O Ciprino foi esperto pois quando a polícia foi à procura do corpo do homem que o Ciprino tinha matado, o Ciprino já o tinha tirado desse lugar, desde o tempo em que o Abacácio o tinha chantageado e assim, ele escapou à prisão. O Alfred tomou posse do lugar do Martinho na Empresa. A Biatrix foi condenada a 5 anos de prisão.

Russ: Bom, dona Glorita, está na hora de partir. - disse ele, já com a sua mala na mão.

Glorita: Faça boa viagem.

Russ: Farei. Adeus.

E assim, o Russ foi-se embora, rumo a outra cidade, em busca de novas descobertas.

Algumas horas depois, o Alfred entrou no gabinete da Victória, feliz.

Alfred: Finalmente, saiu o meu divórcio.

Victória: Que bom, Alfred. - disse ela, sorrindo. - Agora és um homem livre.

Alfred: Sim. Estou pronto para viver outra paixão.

Victória (pensando): Agora tenho uma hipótese de o conquistar.

Alfred: E sabes Victória... já tenho uma nova pessoa a ocupar o meu coração. - disse ele.

Ele saiu dali, sorrindo.

Victória (pensando): Será que ele já se estava a atirar a mim?

Na estalagem, o Miguel estava no quarto da Madilena.

Miguel: Madilena, tenho de dizer-te o que sinto por ti. - disse ele.

Ela sorriu-lhe.

Madilena: Eu não sou estúpida. Sei o que sentes por mim, Miguel.

O Miguel corou um pouco.

Miguel: Hum... se calhar sou um bocado óbvio demais...

Madilena: Mas diz-me... pelo que vi nestes dias... tu não gostavas da Slayra?

Miguel: Gostava, mas passou.

Madilena: Está bem. Bom, vais pedir-me em namoro ou não? É que a minha resposta é aceito, ok?

O Miguel sorriu-lhe.

Miguel: Eu adorava namorar contigo, Madilena, mas entretanto vou-me embora da cidade.

Madilena: Oh... estou a ver...

Miguel: Acho que vou regressar a casa, pelo menos durante um tempo... mas... tu podias vir comigo?

Madilena: Eu? Eu gostava mas... vou dar muito trabalho. Não tenho dinheiro, emprego... não tenho nada. - disse ela. - Ia dar despesas à tua família e não quero.

Miguel: Ora, não faz mal.

Madilena: Claro que faz. Deves vir de uma família modesta, por isso não convém que haja mais alguém lá em casa a ocupar espaço e é mais uma boca para alimentar.

O Miguel riu-se.

Miguel: Madilena, gostas mesmo de mim?

Madilena: Claro que gosto.

Miguel: Bom, o meu último nome é Noronha e, apesar da minha família já ter tido mais dinheiro, mesmo assim, somos ricos.

A Madilena abriu a boca de espanto.

Madilena: A sério?

Miguel: Sim. Eu vivo numa mansão e tudo.

Madilena: Uau... mas será que queres mesmo que vá contigo? É que eu só me aproximei do Martinho por dinheiro, sabes? Depois claro, passei a gostar mais dele e tudo... mas se calhar, vais ter dúvidas se eu gosto de ti ou do teu dinheiro.

Miguel: Não, não vou. Tu disseste que gostavas de mim, mesmo antes de eu te dizer que era rico, por isso, isso para mim basta.

Dois dias depois, eles estavam prontos para ir embora da estalagem. Mas antes de irem, o Miguel foi falar com a Slayra.

Slayra: Então, sempre te vais embora com ela...

Miguel: Sim. Gosto dela.

Slayra: Estou a ver. - disse ela, pensativa. - Mas eu não confiava nela, se fosse a ti.

Miguel: Mas eu confio. Sei que ela gosta de mim e eu gosto dela. É o que importa.

Slayra: Tenho pena de eu não poder controlar os meus sentimentos. - disse ela. - Gostava de me ter apaixonado por ti... mas paciência. Sê feliz Miguel.

Miguel: Hei-de ser. E tu também.

Slayra: Espero que sim. Espero que nos voltemos a ver qualquer dia.

A Madilena estava a despedir-se da Lara.

Madilena: Sê forte Lara. Eu depois telefono.

Lara: Está bem. Não podemos perder o contacto uma com a outra.

Alguns minutos depois, o Miguel e a Madilena foram-se embora.

Na casa da Magda, ela estava bastante zangada.

Magda: Ciprino, vem cá!

O Ciprino apareceu rapidamente.

Magda: As pessoas têm pagado a renda a tempo e horas?

Ciprino: Bom... quase todas. Há uma que não pagou...

Magda: Então tens de lhe retirar as terras arrendadas e pronto.

Ciprino: Preciso que assine um documento para pôr essa pessoa para fora das terras.

Magda: É para já. Quero tudo a render. - disse ela.

O Ciprino foi buscar um documento para ela assinar. Mas a Magda nem o leu e assinou logo. Azar para ela.

No dia seguinte, o Diogo foi visitar a Lara à estalagem.

Diogo: Queria saber se está tudo bem contigo.

Lara: Bom, está tudo bem na medida do possível. - disse ela. - Pelo menos, ainda tenho o meu emprego.

Diogo: Eu sei que não é a melhor altura, mas acho que precisas de te distrair. Não queres ir sair comigo hoje à noite?

Lara: Eu... bem... sim. Podemos ir sair.

Diogo: Óptimo. Venho buscar-te às nove. Até logo. - disse ele saindo dali a sorrir.

A Glorita apareceu.

Glorita: Estava a passar e ouvi tudo. Fizeste bem filha. Assim podes espairecer um pouco. E o Diogo é muito bom rapaz.

Lara: Sim, eu sei.

Nesse momento, apareceu um rapaz com um ramo de flores nas mãos.

Danilo Oliveira: Venho entregar estas flores a Glorita Cosmo.

Glorita: S-sou eu.

Danilo Oliveira: Aqui tem. - disse ele, entregando-lhe as flores. - Tenha um bom dia.

O Danilo foi-se embora.

Glorita: Mas... quem terá mandado estas flores?

Lara: Não sei mãe, mas tem um cartão. Lê-o.

A Glorita pegou no pequeno cartão e leu-o. Corou um pouco.

Lara: Então, de quem é?

Glorita: Não estava à espera disto...

Entretanto, na empresa...

Alfred: Victória, nem sabes o que fiz hoje.

Victória: O que foi?

Alfred: Mandei flores à minha amada. – disse ele.

Victória: À tua amada?

A Victória ficou subitamente triste.

Victória (pensando): Mas eu não recebi flores nenhumas!

Alfred: Bom... acho que te posso revelar. Eu estou apaixonado pela Glorita, a mãe adoptiva da Lara.

Victória: O quê?! Mas tu só a viste uma ou duas vezes!

Alfred: Bem... nem por isso. Já inventei umas desculpas para ir à estalagem e de vez em quando vou lá tomar café só para ver a Glorita. - admitiu ele. - Ela é uma pessoa maravilhosa. Espero que ela também goste de mim.

Ele saiu dali, sorridente.

Victória (pensando): Não acredito nisto... afinal ele gosta da Glorita e não de mim...

Passou-se uma semana. A Glorita recebeu mais flores do Alfred e eles encontraram-se uma vez, mas não oficializaram nada. Mas a grande surpresa estava reservada à Magda quando, uma manhã, uma senhora lhe bateu à porta de casa.

Magda: Quem é você?

Senhora: Eu sou a Carla Manjerico. Dona desta casa.

Magda: Dona? A dona sou eu!

Carla Manjerico: Desculpe mas eu comprei esta casa há dois dias e vim tomar posse. Aqui tem o documento a comprovar tudo.

A Magda ficou estupefacta e ligou para o seu advogado, Bernardino Chaves.

Advogado: Então mas a senhora não passou tudo para o nome do Ciprino? Ele tinha uma procuração sua. Vendeu a casa e todos os seus bens e foi-se embora do país.

Magda: O quê?! Não! Estou na miséria... já não tenho nada!

A Magda só pôde tirar da casa alguns bens pessoais seus e depois, teve de sair.

Magda (pensando): Não acredito! Já não tenho nada! E agora? Hum... acho que está na altura de eu apelar para a minha filha. Já que a Madilena se foi embora, ainda tenho a Lara...

Entretanto, na empresa Telhas e Companhia...

Alfred: O quê? Não podes estar a falar a sério, Victória!

Victória: Estou sim, Alfred. Aceita a minha demissão.

Alfred: Mas porque é que te vais embora? – perguntou ele, sem perceber.

Victória: Arranjei outro emprego melhor.

Alfred: Mas...

Victória: Vou aceitá-lo. - disse ela. - Este é o meu último dia na empresa.

Alfred: Está bem. Se é o que tu queres...

Pouco depois, a Magda apareceu na estalagem.

Slayra: Huh? É a Magda.

Magda: Sou pois. Quero falar com a minha filha. – disse ela, de modo altivo.

Slayra: A Madilena já se foi embora daqui.

Magda: Eu sei. Quero falar é com a Lara.

Slayra: E agora trata-a por filha é? Que eu saiba, não a queria para filha!

Nesse momento, apareceu a Glorita.

Glorita: Mas o que é que você está aqui a fazer?! - perguntou ela, zangada.

Magda: Vim falar com a minha filha Lara.

Glorita: A Lara não vai querer falar consigo! Está a almoçar.

Magda: Pois eu quero falar com ela e não saio daqui sem falar com ela. - disse ela, aborrecida.

Slayra: Pronto, eu vou chamar a Lara.

Pouco depois, a Slayra voltou acompanhada pela Lara.

Lara: Mas o que é que você está aqui a fazer?

Magda: Vim falar contigo, filha.

Lara: Não me trate por filha! Não sou nada a si!

Magda: Mas querida, eu preciso da tua ajuda. Enganaram-se e tiraram-me tudo. Não tenho onde ficar.

Lara: A sério? Não quero saber! Não me abandonou? Pois agora abandono-a eu! Vá dar uma volta e durma num banco de jardim se tiver de ser!

Magda: És uma insensível!

Lara: Devo sair a si! Agora, fora daqui e nunca mais apareça à minha frente!

A Magda foi escorraçada da estalagem.

Magda (pensando): Bolas e agora?

Sem ter para onde ir, ela acabou por ter de ir viver para a rua como uma mendiga. No dia seguinte, a Victória estava de malas feitas.

Victória (pensando): E pronto, vou começar de novo. Não consigo suportar a ideia do Alfred gostar de outra pessoa e eu ter de conviver com ele todos os dias. Vai ser melhor assim.

E pouco depois, a Victória partiu rumo a outra cidade e a um novo emprego. Passou-se uma semana e a Glorita reuniu a Lara e a Slayra.

Glorita: Tenho uma novidade para vos contar.

Lara: Que novidade, mãe?

Slayra: Até aposto que é algo a nível sentimental! - disse ela, sorrindo.

Glorita: Sim. Bom, o Alfred pediu-me em namoro.

Lara: E tu aceitaste?

Glorita: Bem... já estou demasiado velha para namoricos... – disse ela, atrapalhada.

Slayra: Não está nada, tia.

Glorita: Bom... mas eu aceitei na mesma.

A Lara e a Slayra sorriram.

Lara: Que bom, mãe! Espero que ele te faça muito feliz.

Slayra: Tu mereces, tia.

Glorita: Obrigada, minhas queridas. Ainda bem que ficam contentes por mim.

Alguns dias depois...

Slayra: Tia, tenho de falar consigo.

Glorita: Diz, Slayra.

Slayra: Bom... é que eu tenho concorrido para arranjar um trabalho melhor e consegui.

Glorita: A sério? Isso é bom.

Slayra: Mas pronto, é noutra cidade, por isso além de deixar de trabalhar aqui, vou ter de me ir embora.

Glorita: É o curso da vida, querida. É normal que tenhas de ir mudando e pronto, se é para melhor... mas vou ter saudades tuas.

Slayra: Quando puder, venho visitá-la.

Uma semana depois, a Slayra estava de partida.

Glorita: Vai dando noticias, está bem?

Slayra: Claro.

Lara: E dá o teu melhor no novo emprego.

Slayra: Nem precisas de me dizer isso. Vou fazer o meu melhor.

Diogo: Boa sorte.

Slayra: Bom, adeus a todos.

E a Slayra partiu, rumo a um novo emprego e uma nova perspectiva de futuro.

Glorita: E ficamos nós sozinhas novamente, Lara. - disse ela, quando elas voltaram para a estalagem. O Diogo tinha ido para sua casa.

Lara: Não é bem assim.

Glorita: Pois, o Alfred agora faz parte das nossas vidas. Vou jantar com ele hoje.

Lara: Não é isso, mãe.

Glorita: Ah, foi a Magda? No outro dia via-a a pedir esmola à porta da igreja, mas não lhe dei nada.

Lara: Não é a Magda, mãe. Estou a falar do Diogo.

A Glorita sorriu-lhe.

Glorita: Não me digas que vocês se entenderam.

Lara: Digamos que sim. - disse ela, sorrindo. - Ele é um querido. E pediu-me em namoro e eu aceitei.

Glorita: Que bom, querida.

Lara: Agora, hei-de ser feliz.

Glorita: Claro que sim. No final, todos têm o que merecem e tu mereces o melhor do mundo, querida.

Fim

Destinos das personagens:

Lara Cosmo e Diogo Furtunado: Os dois continuam a namorar e estão felizes. A Lara conseguiu esquecer o Martinho, mas vai visitá-lo de vez em quando à prisão. O Diogo finalmente concretizou o seu sonho de ficar ao lado da Lara.

Glorita Cosmo e Alfred Aventura: Os dois continuam juntos e agora decidiram viver juntos. Como a Glorita não podia sair da estalagem, porque depois era complicado andar de um lado para o outro todos os dias, eles decidiram ficar os dois a viver na estalagem. O Alfred continua a gerir a empresa Telhas e Companhia.

Crisálida Augusta: A ex-empregada da limpeza da empresa Telhas e Companhia foi viver para o Brasil e arranjou lá um emprego melhor.

Jacomiro Xaparro: O senhor que não pagava a renda do terreno a tempo levou porrada do Ciprino e pagou tudo. Depois foi-lhe tirado o terreno, mas ele já arranjou outro para poder arrendar e continua a não pagar a renda a tempo e horas.

Segurança Zuca e Recepcionista Laurinda Bisnaga: A recepcionista do hotel onde o Abacácio esteve hospedado conheceu o segurança Zuca, segurança da empresa Telhas e Companhia, numa festa e agora os dois namoram.

Russ Jeller: O Russ já está noutra cidade, a fazer mais escavações e a tentar encontrar mais vestígios de dinossauros, mas até agora, não teve sorte.

Inspectora Jane: Continua a ser inspectora da polícia e faz bem o seu trabalho. Já se fala que ela vai ser promovida.

Jil de Deus, Abacácio Silvedo (Ambrósio Silvano, mas na realidade chamava-se Ambrósio Valente), Artur Telhas, Mãe da Magda, Aníbal Hermenegildo, Eugénia Telhas, Rogério Andradde de Seabra, Homem que o Ciprino matou, Homem que o Martinho atropelou e matou: Estão todos mortos. Fim para eles.

Ciprino Formiga: O Ciprino roubou todo o dinheiro e propriedades à Magda e foi viver para a à Magda e foi viver para a Rússia. Como a Magda assinou o documento que deu plenos poderes ao Ciprino, foi tudo feito de maneira legal e ele está a viver à grande, sem ter medo da polícia.

Rosarinho Alverca: A candidata a empregada da limpeza que não sabia fazer nada, continua desempregada e sem saber fazer nada, ou quase nada, em casa.

Sesaltina Castro: Outra das candidatas ao emprego de empregada da limpeza. Ela conseguiu arranjar emprego noutra empresa.

Papa Zé Terceiro: O Papa continua a ser o Papa e pronto. Ele não apareceu na história, mas foi referido pela Victória.

Biatrix Aventura: A Biatrix está presa pelo menos pelos próximos dois anos e meio. Se se comportar bem, pode cumprir o resto da pena em liberdade. Mas continua muito raivosa e é provável que nos próximos tempos faça alguma coisa maluca e agrave ainda mais a sua pena.

Mãe da Biatrix: A mãe da Biatrix ficou chocada com o que a filha tinha feito, mas mesmo assim, todos os Domingos vai visitá-la à prisão.

Júlio Barradas: O senhor do banco que atendeu a Slayra continua a trabalhar no banco e foi promovido.

Martinho Telhas: O Martinho continua preso e vai ficar assim por muito tempo. Tem consciência do que fez e está arrependido, mas agora já não há nada a fazer. Ainda pensa na Lara, mas sabe que já não pode ter nada com ela.

Humberto Lima: O assaltante que tentou roubar o Martinho e a Lara está na mesma prisão do que o Martinho e já se viram várias vezes.

Agente Silva: O agente Silva continua a fazer parte da polícia, mas é um bocado trapalhão e por isso nunca consegue ser promovido.

Magda Seabra: A Magda ficou pobre. Agora pede esmola à porta da igreja e vive num bairro de lata, com vários outros pobrezinhos. Apesar disso, continua altiva e acha que é a líder dos pobres.

Ladrão que roubou a Madilena: O ladrão vive no mesmo bairro de lata da Magda. Continua a roubar coisas às pessoas.

Danilo Oliveira: O rapaz que veio entregar as flores à Glorita continua a fazer entregas.

Slayra Almeida: A Slayra foi viver para outra cidade e está a dar o seu melhor no seu novo emprego. Mesmo assim, continua sozinha.

Bernardino Chaves: O advogado da Magda continua a exercer as suas funções de advogado e diz às pessoas para lerem sempre as coisas antes de assinar.

Madilena Seabra e Miguel Noronha: Os dois estão a viver na mansão do Miguel e estão felizes. A Madilena começou a trabalhar na fábrica de perfumes e o Miguel decidiu abrir uma loja de fotografia.

Carla Majerico: A nova dona da ex-casa da Magda está a gostar de lá viver.

Victória Salgada: A Victória já está no seu novo emprego. Ela gosta do novo emprego, mas mesmo assim ainda está triste por o Alfred não gostar dela, mas está decidida a esquecê-lo.

E assim a história termina. Uns tiveram um final feliz, como a Lara, a Glorita e a Madilena, outros tiveram um final mau, como a Magda, a Biatrix e o Martinho. Espero que tenham gostado da história.