Todos os personagens pertencem a Masashi Kishimoto. A história é de autoria de Margaret Moore e de seu livro O Castelo do Lobo. Essa fanfic é uma adaptação feita por JehSanti para o grupo Adattare.
LEIAM AS NOTAS! Obrigada pelos comentários!
Boa leitura!
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Capítulo Sete
Ryoshu estava cochilando diante da lareira, quando Sasuke entrou e tentou passar sem fazer barulho.
– Como foi o treinamento? – indagou Ryoshu, surpreendendo Sasuke.
– Os homens estão melhorando bastante. – respondeu Sasuke, quando Ryoshu sinalizou para que se sentasse a seu lado.
– Lady Sakura também está melhor. Kabuto está satisfeito com o progresso.
– Eu a vi diante da janela.
– Kabuto não me disse que ela podia sair da cama. – disse Ryoshu, franzindo o cenho.
Sasuke viu Kaoru descendo as escadas, vindo do andar de cima e chamou-a.
– Kabuto deu permissão para lady Sakura sair da cama?
– Aye, milorde, ele disse que ela podia andar um pouco, contanto que não sentisse muita dor. Nesse caso, deve continuar de repouso. Ela ficou muito feliz, devo dizer. Acredito que ela esteja cansada de permanecer na cama. Ela ficou em pé agora a pouco para tomar um pouco de ar fresco na janela. Agora está sentada e querendo costurar. Providenciarei agulhas e linhas. Acho que ela não está acostumada a não fazer nada, milorde.
Pela maneira como Sasuke a tinha visto trabalhar no castelo Yamanaka, não era de se estranhar que estivesse sentindo falta do trabalho, ficar parada devia ser como estar aprisionada.
– Faça o que ela quiser, contanto que não se esforce muito. Se por acaso você notar que ela está cansada ou com dor e não quiser voltar para cama, me chame imediatamente. Pode ir agora buscar as coisas que ela quer.
– Aye, milorde. – Kaoru fez uma veemência e deixou o salão.
– Seria bom se Sakura não piorasse. – comentou Ryoshu, sorrindo. – Mas acho que ela é como a mãe. Nossas chances de mantê-la quieta são muito poucas. A mãe dela foi a pessoa mais teimosa que já conheci.
– Milorde a conheceu bem?
– Conheci a família inteira muito bem, até Yamatumi tentar forçar a filha a se casar. Mebuki se recusou e fugiu com outro homem. Depois disso, eu me distanciei.
– Até que minha atitude impensada o colocou em risco. Lamento muito por isso, milorde.
– Eu não, pois jamais conheceria a filha de Mebuki, mesmo que seja em uma situação indesejada. Mebuki era uma mulher determinada e obstinada, suspeito que a filha seja igual. Ser amado por ela é um prêmio, mas se for odiado… Durará por uma eternidade.
– Não tenho dúvidas a esse respeito, milorde.
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– É engano seu. – disse Akio, o cavalariço, sentado à mesa perto do grande fogareiro da cozinha do castelo Uchiha. – Ela não está apaixonada.
– Claro que está. – Kaoru retorquiu. – Nesse momento, ela está lá no quarto, consertando uma túnica dele como se já fosse sua esposa.
Ayana abriu um sorriso tímido, enquanto cortava pedaços de nabo para colocá-los num pote de água fervendo sobre o fogo.
Mizuki, o jovem e esguio cozinheiro, parou de sovar a massa para a torta de carne para comentar:
– Pensei que as damas não gostassem de trabalhar.
– Bem, ela é diferente. – disse Kaoru.
– Ela queria fazer alguma coisa e pensou em costurar. Eu não podia negar, não é? Ela me pediu para pegar agulhas e linhas. Depois abriu o baú de roupas de sir Sasuke.
Ayana suspirou e Mizuki pegou a concha no ar.
– O que você fez? – Akio perguntou, inclinando-se para a frente.
– Ele disse que ela deveria ser tratada com o respeito de uma convidada de honra, não foi? – respondeu Kaoru na defensiva. – Ela me olha de um jeito… Igual a quando ele quer alguma coisa. Não pensei duas vezes antes de abrir o baú e peguei a primeira coisa que vi, uma túnica velha. Ainda bem que estava rasgada, se não era capaz de ela me fazer revirar tudo. Não quero nem pensar o que ele fará se souber disso.
Akio meneou a cabeça, com medo só em pensar na fúria de Sasuke.
– Depois ele me perguntou o que ela estava fazendo. – Kaoru continuou. – Quase desmaiei.
– O que você respondeu? – Indagou Mizuki.
– Eu disse que ela queria costurar. Ainda bem que ele não perguntou que tipo de costura.
Os outros menearam a cabeça, preocupados.
– Digo uma coisa a vocês, essa moça não é preguiçosa como muitas de quem ouço falar. – continuou Kaoru. – Sir Sasuke tem um olho bom.
– Você acha que ele quer casar com ela? – perguntou Ayana num tom de voz baixo como se estivesse numa igreja.
– Qual outra razão para ele tê-la trazido para cá? – perguntou Kaoru. – Além do mais ele está loucamente apaixonado e ela também.
– Como você sabe? – perguntou Ayana, arregalando os olhos.
– Ora, tenho dois olhos. – respondeu Kaoru como se o fato não fosse óbvio apenas para os cegos.
– Aye, deve ser verdade. – Akio interferiu. – Kakashi disse aos soldados que raptar a noiva é um costume Uchiha e foi isso que Sasuke fez.
– Mas ninguém falou em casamento. – Ayana protestou.
– Ainda não. Ainda é preciso decidir sobre o dote e o preço da noiva. – explicou Akio. – É por isso que Sasuke vai e volta até o castelo Yamanaka.
Kaoru passou a sussurrar ao afirmar:
– Tenho certeza de que eles já são amantes.
O rosto delicado de Ayana corou. Akio tentou parecer um homem maduro, fingindo que não tinha se chocado com o comentário. Já Mizuki olhou para Kaoru com a mesma expressão de espanto que ficaria se tivesse de cozinhar para o papa.
– É isso mesmo, Mizuki. – Kaoru declarou, meneando a cabeça. – Pode começar a planejar a festa de casamento. E eu vou voltar para o quarto de milady.
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A chuva ficou mais forte naquela tarde. Sakura achou que fosse ficar louca com o tamborilar dos pingos no teto de ardósia. Quando Kaoru anunciou que precisava descer para ajudar com a refeição da noite, Sakura também deixou o quarto pra se encontrar com os outros no andar de baixo, mesmo que precisasse enfrentar o silêncio sepulcral de Sasuke e sua aparência assustadora.
Ao descer os degraus da escada em caracol, ela notou que, assim como o restante do castelo, o salão precisava ser reformado. Parecia que ninguém tinha se importado em varrer a lareira há semanas, os candeeiros das paredes estavam repletos de teias de aranha e os ladrilhos do chão não eram limpos há décadas. A mobília era simples e rústica. Havia apenas uma poltrona, onde Ryoshu estava sentado. Sasuke estava sentado no banco ao lado dele. Espalhados pelo salão havia outros bancos e mesas, por entre as quais os cachorros e as criadas circulavam.
Sem demonstrar nenhuma surpresa, Sasuke se levantou quando a viu se aproximar. Ryoshu fez o mesmo, mas com um sorriso estampado no rosto. Apesar da túnica de Ryoshu ser escura como a de Sasuke, o tecido era mais fino e naquela noite, havia uma larga corrente de ouro lhe adornando o pescoço.
– Que surpresa inesperada, milady! - disse Ryoshu, levantando-se e sinalizando a cadeira para que ela se sentasse.
Sasuke não disse nada, mas olhou para um soldado sem uma sobrancelha, sentado à uma mesa perto dali. O olhar foi um sinal para que o rapaz barbudo de cabelos loiros, compridos como os de Sasuke, se levantasse. Aqueles que o acompanhavam fizeram o mesmo.
Sakura não estava acostumada a ser o centro das atenções por isso ficou envergonhada.
– Kabuto nos disse que milady está bem. – comentou Ryoshu, quando todos voltaram a se sentar e Sasuke abriu espaço para que ele se sentasse a seu lado. – Mas talvez seja muito cedo para muito esforço.
– Minha perna não está mais doendo tanto, sir Ryoshu. – ela assegurou. – Confesso que estou ansiosa por companhia. Não estou acostumada a passar muito tempo sozinha.
– Sem dúvida, sem dúvida. – Ryoshu concordou. – Estamos felizes em tê-la como companhia no jantar, não é, Sasuke?
– Estou encantado.
– Tenho certeza de que Mizuki se superou, como de costume. – Ryoshu disse, quando Kaoru trouxe outro prato, uma taça e uma colher, colocando diante de Sakura. – Posso afirmar que Sasuke nunca se envergonhará de seu cozinheiro. Mizuki foi treinado na cozinha do rei. Sasuke fez um favor a Mizuki certa vez, e quando este soube que Sasuke tinha ganhado esse castelo, ele veio se apresentar para ser o cozinheiro. Não é verdade, Sasuke?
– Sim, milorde.
– Conte o que fez por ele. – pediu Ryoshu.
– Ele havia sido encurralado por ladrões e eu sugeri que eles o deixassem em paz.
– Sugeriu? – Ryoshu repetiu, rindo. – Posso imaginar como você foi convincente com sua espada!
– Não foi preciso usar violência. Era um bando de covardes que saíram correndo quando eu os ameacei.
Sakura conhecia bem o olhar de Sasuke quando estava furioso, e era o suficiente para afugentar vagabundos e foras da lei.
– E agora temos um dos melhores cozinheiros do país .
– Os soldados lutam melhor quando estão bem alimentados. – observou Sasuke. – Os criados também trabalham bem quando não estão morrendo de fome.
– Concordo. – disse Sakura, sabendo que alguém que tenha nascido pobre gostaria de desfrutar de boas refeições e estaria disposto a pagar.
– Por que não conta a ela sobre o torneio em Ame, onde nos conhecemos? – sugeriu Ryoshu.
Kaoru trouxe uma cesta de pão fresco e perfumado, enquanto outra criada trazia uma travessa de carne e a dispôs sobre a mesa.
– Você devia tê-lo visto, milady! – exclamou Ryoshu, entusiasmado, ao começar a comer uma carne que Sakura não reconheceu. – Até então, eu nunca tinha visto uma armadura feita de retalhos de metal.
– Foi o que consegui comprar.
– Por isso os outros participantes do torneio acharam que ele era tão despreparado como a armadura que vestia. Se tivessem prestado a atenção ao cavalo dele não teriam tanta certeza, não é, Sasuke?
– Gastei tudo o que tinha para comprar Susano e valeu cada centavo.
– Pode ser que sim hoje em dia, mas naquela época o animal estava passando fome. Era tão magro quanto você, Sasuke.
– Eu não era magro.
– Bom, mas parecia que não desfrutava de uma boa refeição havia meses. Então, lá estava ele com aquela armadura toda pesada, montado sobre um cavalo inexpressivo, enfrentando os jovens nobres…
– Ricos. – interrompeu Sasuke. – Não eram necessariamente os melhores.
– Está bem, jovens ricos – corrigiu Ryoshu –, e todos esperavam que ele caísse ao primeiro golpe. Contrariando as expectativas, ele atingiu o escudo de seu oponente uma vez e o derrubou. Quem era ele?
– Não me lembro.
– Não importa, mas ele caiu como um peso morto, quebrando o escudo e foi derrotado – concluiu Ryoshu, ao passar um pedaço de pão no molho da carne. – Depois da primeira competição, os outros o olharam de um jeito diferente, mas ninguém esperava que ele ganhasse o torneio.
– Ninguém tinha muito a ganhar.
– Ou perder, não é? – indagou Ryoshu, servindo-se de mais um pedaço de pão, enquanto Sakura tomava um gole de vinho, tão bom quanto o pão e a carne.
– Duvido que milady já tenha visto uma tenacidade igual a dele. Ele se sentou na sela e lutou como se sua vida dependesse daquilo e não foi derrubado nenhuma vez. Mas esta não foi a melhor parte da história, mas a sim a festa que houve em seguida. Sasuke apareceu sem nenhum arranhão…
– Eu tinha algumas manchas roxas, sim.
– Mas nenhuma no rosto. – observou Ryoshu. – As jovens damas se sentiram atraídas quanto abelhas a uma flor, algumas mais velhas também. Claro que os jovens nobres não estavam muito contentes, especialmente porque além de terem perdido, tiveram de entregar seus cavalos, armas e equipamentos a Sasuke. Um deles se exaltou e insultou Sasuke… quem foi mesmo?
– Sir Tenzen Daikoku.
– O que ele disse a você?
– Ele questionou minha paternidade e disse que eu não pertencia àquelas terras.
– Não foi bem assim.
– Bem, não posso dizer as palavras exatas diante de uma dama.
– Eu conheci sir Tenzen. – disse Sakura, lembrando-se de um dos convidados de seu tio que havia tentado assediá-la em um canto do salão, mas ela tinha se livrado da tentativa atrapalhada. – Ele é um rapaz tolo e vaidoso, por isso posso imaginar o que ele tenha dito.
– Sasuke o acertou com um soco bem no meio da festa. Não se dignou a responder, apenas bateu, depois se desculpou com o anfitrião por perturbar, sentou-se e continuou tomando vinho como se nada tivesse acontecido.
Sakura queria ter visto a cena.
– Eu devia estar cansado, se não o teria ignorado.
– Isso não foi tudo. – Ryoshu continuou, alegre. – Quando o baile começou, quem foi que se mostrou mais ansiosa para dançar com você? Quem ficou voando como mariposa como se você fosse a luz, a ponto de você quase afugentar.
– Não me lembro.
– Dessa vez, eu me lembrou. Foi lady Ageha, irmã de sir Tenzen! E ainda olhava com cara feia para as outras que dançavam com ele. Achei que um assassinato fosse acontecer até o final da noite. Quantas vezes você dançou com ela? Duas ou três?
– Eu luto em vez de dançar.
– Que coisa gentil para ser dita na presença de uma dama!
– Mas não deixa de ser verdade. – Sasuke escorregou no banco e se levantou com a mesma graça com que reverenciou. – Se me derem licença, preciso falar com o comandante dos meus soldados. Um dos pastores encontrou três ovelhas mortas com o pescoço e as barrigas abertas. Vamos sair em uma caçada à raposa amanhã assim que a chuva permitir.
– Tem certeza de que é uma raposa? – perguntou Ryoshu. – Não foram lobos ou foras da lei?
– Raposas costumam matar e deixar os corpos. Lobos ou cachorros selvagens teriam devorado toda a carne. Os homens teriam levado as carcaças e os pastores encontrariam apenas sangue e pegadas, isto é, se encontrassem alguma coisa.
– Você acha mesmo que vai parar de chover?
– Antes do amanhecer, milorde, por isso sairemos com os primeiros raios de sol. Gostaria de nos acompanhar?
– Deus me livre, não! Odeio cavalgar no molhado.
– Boa noite, milorde, milady. – Sasuke fez uma reverência e foi se encontrar com o soldado com a cicatriz no olho.
– Aquele é Kakashi. – Ryoshu explicou a Sakura. – Sasuke e ele serviram juntos por anos. Quando Sasuke se tornou um cavaleiro e eu lhe dei esta propriedade, ele mandou buscar Kakashi para comandar seus soldados.
– Ele também é Uvhiha ?
– Metade, e como Sasuke, ele também nasceu camponês.
Não havia necessidade de saber tanto sobre Sasuke, porém Sakura não continha a curiosidade.
– Como o filho de camponeses se torna um cavaleiro?
Ryoshu girou a taça pela haste com seus dedos longos.
– Foi um feito notável de fato. Ele era um soldado da infantaria da armada do rei de Kusa e estavam numa missão de assediar um castelo. O cerco se arrastava por dias, até que Sasuke decidiu escalar a muralha sozinho e à noite. Ele amarrou uma corda numa das ameias e jogou para baixo para os outros subirem antes de serem descobertos. Os soldados se renderam às tropas do imperador Otsuka e o ele ficou muito agradecido.
Sakura estremeceu ao imaginar Sasuke escalando uma muralha com uma corda ao redor do corpo e concentrando-se onde podia colocar os pés para apoio e as mãos.
– Foi um milagre ele não ter morrido numa queda. Ele se machucou ao lado do corpo durante a batalha e levou algumas semanas para se recuperar. Depois disso, ele saiu do exército do rei e voltou para Konohagakure. Ele era pobre, embora fosse um cavaleiro, mas com dinheiro suficiente para participar dos torneios. Foi assim que eu o conheci, no torneio em Ame. Ele era muito melhor do que os outros competidores e eu precisava de um soberano para esta propriedade. Eu ofereci as terras a ele e recebi a eterna lealdade dele. Sasuke concordou sem ver a fortaleza, contanto que pudesse nomeá-la como quisesse. Não fiz objeções ao nome que ele escolheu, apesar de não estarmos na Gália. – Ryoshu levantou a mão, pois achou que Sakura o interromperia e prosseguiu: – Eu o avisei que o lugar estava em ruínas, mas ele não hesitou e eu tampouco me arrependi de ter feito a oferta. Eu faria tudo de novo, apesar de ele tê-la raptado. – Ele sorriu. – Se não fosse assim, eu não a teria conhecido.
– Milorde disse que conheceu minha mãe e meu pai também? – perguntou Sakura, apegando-se a uma rara oportunidade de falar sobre seus pais.
– Não muito bem. Sua mãe lhe contou por que ela e o marido nunca visitavam seu tio?
– Sei apenas que não eram bons amigos.
– Seu tio não aprovou o casamento deles e nem seu avô. Ele havia feito um acordo de noivado para sua mãe e seu tio estava muito animado com a união. Teria sido uma aliança valiosa e a família teria mais influência na corte.
Assim como o casamento de Sakura também.
– Sua mãe disse amar outro homem. Eles ficaram furiosos, mas acharam que poderiam dissuadi-la a se casar com quem eles quisessem até ela dizer que estava grávida.
– De mim? – Sakura perguntou, perplexa.
– Desculpe-me, querida. Eu devia ter contado com mais jeito.
– Não faz mal. – assegurou ela, colocando a mão no braço de Ryoshu. – Isso explica o que meu tio disse na última vez em que estivemos juntos, além de outras coisas…
Inoichi havia olhado com ódio para a Sakura no dia de sua chegada ao castelo e repetiu a mesma expressão muitas vezes desde então. Aparentemente não havia razão para tal comportamento, nada que ela pudesse imaginar.
– Em vez de conseguir que o pai e o irmão a dispensassem do noivado, ela os deixou furiosos. – Ryoshu colocou a mão sobre a de Sakura. – Eles forçaram sua mãe a revelar o nome do amante, mas ela se recusou. Por ser uma mulher linda, charmosa e doce, ela possuía muitos pretendentes, por isso foi impossível saber quem tinha sido. Ela tratava todos da mesma maneira, pelo menos era o que parecia. Ela apanhou do pai, que a trancou no quarto com a intenção de forçá-la a falar. Certa noite, ela conseguiu fugir e um de seus admiradores, sir Kizashi Haruno…
– Meu pai!
– Ele arriscou a vida para salvá-la e não foi apenas no sentido figurativo, pois seu avô e seu tio o teriam matado se o tivessem encontrado. Sir Kizashi era muito corajoso.
– Eu gostaria de ter mais lembranças sobre meus pais. – disse Sakura, tentando vislumbrar os pais sem conseguir. – Meu tio fica bravo se alguém menciona o nome deles.
– Basta você se olhar no espelho para ver o reflexo de sua mãe, minha querida. – comentou Ryoshu com um sorriso e brincou com a taça de vinho antes de continuar: – Espero que você não leve muito a sério o comportamento ríspido de Sasuke. Ele é um pouco áspero, mas tem um coração leal e bom. É por isso que acredito que ele a tocou apenas para cuidar do seu ferimento e trazê-la até aqui.
O que sir Ryoshu não sabia é que ele a tinha abraçado e beijado… Mas também não precisaria saber.
– Não, é verdade, ele não me machucou.
– Você ainda está firme no propósito de voltar? Ibizo não é uma boa pessoa, ou alguém que tenha valor.
A última coisa que Sakura queria naquele momento era falar sobre seu futuro marido.
– Não estou feliz com o casamento, mas não vou quebrar a promessa.
– Não, claro que não. Eu entendo e Sasuke também.
CONTINUA
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Review do capítulo cinco, Guest: "Aiii torcendo pra sakura nao chega a tempo no Castelo nao casar com esse velho nojento"
R: Só digo que muita coisa ainda vai acontecer! HAHAHA Obrigada pelo comentário. Continue lendo e comentando para incentivar as postagens! ;)
Review do capítulo seis, Guest: "Aiii sakura ta cega pq nao ver que o tio nao presta e fica ai com o sasuke ela nao pode casar com esse velho nojento que venha o prox cap"
R: Na verdade, ela vê sim... O problema é que ela ama muito a prima e tudo que ela faz é pensando nela... No final tudo vai dar certo... Ou não. Será? HAHA Continue acompanhando e comente sempre pra incentivar as postagens, ok?
Review do capítulo seis, Jessica: "Uau.. Está demais.
Mto boa narrativa e consigo visualizar perfeitamente o cenário com as informações que vc dá."
R: Que bom, fico feliz que esteja gostando! Eu também consigo visualizar tudinho, parece até que tô lá no Castelo Uchiha, olhando pela janela do quarto do Sasuke hehehe espero que tenha gostado desse capítulo e continue lendo e comentando, ok? Beijos!
É isso gente, a quantidade de comentários caiu um pouquinho, por isso demorei mais pra postar, pra dar tempo de todo mundo ler! O que acharam desse capítulo? Comentem para eu saber o que vocês estão achando! Dependendo da quantidade de reviews, eu posto o oito amanhã! ;)
Beijos e até o próximo capítulo! s2
#JehSanti
