Infernal Devices não me pertence. O que eu posso fazer se Cassandra-senpai chegou primeiro?
Legenda:
- Fala -
"Pensamento"
Sonho
Narração
Flash Back
(comentários meus não muito felizes)
O0o0o0o Mudança de lugar o0o0o0 (Ou de tempo, me esqueci de falar. n.n'').
Capítulo Sexto
- Como assim o Zhǔ te pegou? O que aconteceu?
- Aconteceu... Se não me engano, dois anos atrás. Por isso ele me persegue.
- Como ele...?
- Oh, eu só te mostrei a parte em que ganhei a cicatriz, não? Foi assim...
Flash Back
- Ora, ora, ora, se não é a Dama da Noite.
- Quem é você? – Dama pergunta calmamente enquanto se acomoda nas grades da gaiola em que está presa. "Deus, eu odeio ficar presa em lugares pequenos. O que, raios, está acontecendo aqui? Que fiz agora para me engaiolarem? Tudo bem, tem gente que me odeia, mas isso já é um pouco demais."
- Você deve estar se perguntando por que não consegue queimar a gaiola, não é?
- Na verdade, eu perguntei quem é você. Mas se quiser responder as duas perguntas, à vontade. – A sala está escura, apenas dá para ver a silhueta de um homem, e a gaiola suspensa a uns dois metros do chão não ajuda muito.
- Sempre a mesma, desde criança. Vou lhe contar sobre esta sua prisão: Ela é feita de ferro com pedacinhos de lápides e igrejas. E alguns crucifixos.
- E pra que isso?
- Acha que eu não sei que esse seu poder provém de um inferior?
- Inferior? Se quer dizer que vem de um demônio, está correto, mas preferiria que não chamasse os pobres diabos de inferiores. Afinal, você está chamando a si próprio de inferior.
- Você não mudou nem um pouco.
- Nem você.
- Oh, me reconheceu?
- Não, imagina, sou telepata e li sua mente pra saber que você é. – Revira os olhos – Só você chama todo e qualquer ser, vivo ou morto, de inferior.
- Menos você.
- Já me chamou. Nós tínhamos quatro anos.
- Não importa, preciso de você.
- Não sei o que quer, mas a resposta é não.
- Não preciso ouvir sua escolha, faço o que quero quando quero.
- Duas palavras me vêm à mente quando te escuto falar: Doido e psicopata. Uma terceira? Imbecil. Agora, abra essa maldita jaula e me deixe ir embora ou não vai ter quem recolha suas cinzas, se é que vai sobrar alguma.
- Nervosa? – Zhǔ sai das sombras, revelando seus cabelos negros bagunçados e olhos verdes, e vai até ela.
- Por que estaria?
- Acha que alguém virá para salvá-la?
- Não, tenho certeza.
- Se vier alguém, irá protegê-lo?
- Com minha vida.
- E como vai fazer isso? Afinal, esse seu luxuoso aposento sela seus poderes. Acha que eu não sei que com apenas uma palavra, mesmo um simples movimento de lábios sem emitir som algum, você pode incendiar minha casa? Como naquela noite.
- Cale a boca. – Dama fica tensa.
- Oh, não me diga que a fria Dama da Noite não gosta de tocar na ferida?
- Mandei calar a boca.
- Cale-se você.
- O que quer de mim, Zhǔ?
- Como...?
- Posso estar presa, mas não cega e surda. Ouvi aquelas pedras azuis te chamando de Zhǔ.
- Você é muito observadora pro meu gosto. – Zhǔ comenta com desgosto.
- Zhǔ significa "mestre" em chinês, não?
- Isso mesmo. Mestre dos Bottomless, as "pedras azuis" como você diz, mestre do mundo e seu futuro mestre.
- Sonha, faz bem sonhar.
- Mestre da família, como eu seria, se não fosse por você. Lógico, tinha que ser a Dama para estragar tudo. Maldita noite!
- Cale-se! Já disse que não era eu naquela noite!
- Claro. Então outra pessoa, idêntica a você, também chamada Dama entrou em nossa casa, bem na hora da festa familiar, envenenou o próprio...
- CALE A MALDITA BOCA! – A moça de longos cabelos negros exclama e uma das cortinas começa a pegar fogo.
- Não quer ver a verdade! VOCÊ É UMA ASSASSINA!
- VÁ PARA O INFERNO, DESGRAÇADO! – Um ódio imenso toma conta da voz e dos olhos de Dama, fazendo com que tudo na sala começasse a pegar fogo e, por consequência, derreter a gaiola.
- VAI FAZER NOVAMENTE! VAI MATAR SEU ÚLTIMO PARENTE VIVO! – Zhǔ berra em meio às chamas, com desespero evidente.
- NUNCA TE CONSIDEREI ALGUÉM QUE DEVE VIVER OU UM PARENTE! – As chamas diminuem, ficando apenas perto da jaula de Dama, esta já quase toda derretida – Mas, te matar sem um motivo evidente vai contra meus votos, sendo assim, irei embora e fingirei que você não existe. – Sai do que restou da jaula e vai em direção a uma janela, sem notar que o homem empunhara uma faca e agora preparava o bote. Zhǔ a ataca, dando a ela tempo apenas de proteger o coração, mas não o rosto.
- Você ficará marcada para sempre, meu anjo. – O moreno fala enquanto prepara outro ataque.
- Anjo? – Dama sorri e levanta a sobrancelha cortada, igualmente ao seu olho esquerdo. O corte não a deixaria cega, disso tinha certeza, mas ficaria uma cicatriz grande, desde um pouco acima da sobrancelha até quase a metade da bochecha – Eu, um anjo? Você bebeu? – Pergunta sentindo o sangue escorrer pela sua face.
- Você não, sua alma. – Tenta atacar novamente, mas dessa fez o fogo salvou sua mestra, afugentando-o – Tire esse fogo daqui!
- Medo? – O sorriso dela se alarga – Não se preocupe, o meu fogo não irá lhe queimar, mas não posso dizer o mesmo de sua casa. – Vai até a janela, vendo com prazer seu fogo devorar a casa daquele homem vindo dum passado infernal.
- Vai pular? – Ele pergunta escandalizado – Estamos no segundo andar!
- Vou pular, claro. Afinal, eu sou a Dançarina do Fogo por uma razão. Adeus, Zhǔ! – Acena e pula da janela, aterrissando no chão em segurança graças ao fogo, que virara uma plataforma quando Dama pulara.
Flash Back
- E foi isso que aconteceu. O machucado durou apenas alguns dias e a cicatriz está aí para provar pra quem quer que duvide de minha história.
- E seus amigos não foram salvá-la? – Tessa pergunta surpresa.
- Não lhes dei chance. Acabamos nos encontrando no meio do caminho que dava para a casa de Zhǔ. A cara deles quando me viram quase intacta foi incrível, os queixos de todos quase tocaram o chão que tanta surpresa. – Sorri com a lembrança – Então eu tinha um novo inimigo, ele me conhecia bem e não media esforços para tentar por as mãos em mim, por isso nós nos separamos.
- Só por isso?
-...
- Só por isso? Dama?
- Talvez. – Tessa conhecia a pessoa à sua frente para notar que ela não queria tocar no assunto.
- Sempre reservada, não é? Algum dia você vai ter com quem revelar seus segredos e poderá ser você mesma.
- Eu sou assim. Um pouco reservada demais, é verdade, mas a verdadeira Dama, aquela sem segredos e angústias, está adormecida no fundo de minha alma, Resa. – Suspira – Deus não gosta muito de mim, mas eu faço o que posso.
- Um dia, você poderá ser feliz, e eu rezo para que isso aconteça logo.
- Espere deitada, pois sentada dói o traseiro. – Levanta e vai em direção à porta – Noite, Resa. – Sai do quarto sem ouvir resposta alguma.
- Boa noite, Dama.
Yo, yo, minna! *foge dos tomates* Eu demorei um pouquinho, eu sei. *foge dos raios-lazer e dos sabres de luz* Ok, foi bastante tempo. ¬¬ Pelo menos o capítulo tá maior que os outros. Espero que compense um pouco. Bye, bye
Ass.: Kurara Black
