AVISO: Quem persegue a Caitlyn não vou falar na fic. Hohohohoho' quem quiser saber baixe o livro Era uma vez no verão de Lisa Jackson e vocês descobrirão! Como sou cruel!
MICK GUZAUSKI TAMBEM É LITERATURA! ELA APOIA O GOSTO PELA LEITURA!
Fic baseada em um livro de mesmo nome de Lisa Jackson.
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Capítulo 5
Por que agora? Rin se perguntava. Por quê? Puxa, não precisava disso! A janela na frente da pia estava aberta e ela observava a filha subir nos galhos mais baixos de uma macieira no quintal.
- Caitlyn! Almoçar.
- Tô indo! - Com a agilidade de um verdadeiro moleque, Caitlyn pulou do galho e correu para a escada dos fundos. Fang, o cachorro bobão, estava em seus calcanhares.
- Deixe as botas na varanda.
- Eu sei, eu sei. - Caitlyn puxou o salto de uma bota com o bico da outra.
- E lave...
- ...as mãos e o rosto.
- Isso mesmo.
A porta de tela se abriu e depois bateu quando Caitlyn passou só de meias pelo tapete e desapareceu dentro do banheiro. Fang, balançando o rabo, foi para seu lugar perto do velho fogão a lenha. O relógio do forno tocou.
Rin pegou a torta de morango do forno. Não era bem uma cozinheira, e a casca perto das beiradas estava chamuscada, mas o aroma doce da fruta quente e da canela se espalhou no ar.
Caitlyn voltou para a sala, um sorriso no rosto. Todas as preocupações sobre estar sendo observada por algum desconhecido pareciam ter sumido, e não recebera mais nenhum trote desde o último de Jenny Peterkin. A vida de Rin e de sua filha parecia estável mais uma vez. Exceto por Sesshoumaru Taisho. Ele era um problema de carne e osso que Rin teria de encarar.
- Posso comer um pedaço?
- Depois.
Quando Rin colocou a torta na janela para esfriar, Caitlyn pulou no assento desbotado da cadeira.
- Que horas a mãe de Sarah vai chegar?
- A qualquer instante. - Rin olhou o relógio ao servir meio copo de leite e colocá-lo sobre a mesa. - É melhor comer rápido.
Caitlyn já estava comendo o sanduíche, mordendo o pão com dentes que ainda eram grandes para a sua boca. Aos nove anos, ela era um pouco desengonçada, os braços e as pernas cresciam mais rápido do que o resto do corpo, mas aos olhos de Rin ela era linda.
- Diga para a mãe de Sarah que pegarei vocês depois da aula. - Rin se sentou e pegou a outra metade do sanduíche. - Não vou me atrasar, mas se me atrasar, você e Sarah...
- Já sei. Não nadem no rio sozinhas, não peguem carona com ninguém e... ela chegou! - O som dos pneus na estrada entrou pela janela aberta, e Fang se levantou e começou a latir.
- Já? Ela está dez minutos adiantada. - O que era estranho. A mãe de Sarah, Mandy Wilson, estava sempre correndo contra o relógio, conciliando quatro crianças e um emprego de meio expediente. E Mandy ainda insistira em dar sua contribuição levando as meninas para a aula de canoagem que insistiram em fazer neste verão.
- Fang, quieto!
Caitlyn deixou metade do sanduíche esquecido e tomou um gole longo do leite, depois pulou da cadeira, pegou a mochila do gancho perto da porta e saiu.
- Ah, não é Sarah! - A decepção era evidente pelo movimento de seus ombros.
- Não? Então quem...? - Mas Rin não precisou perguntar porque sabia que a pessoa mais provável era Sesshoumaru Taisho. Seu coração disparou e ela quase deixou cair o copo de chá gelado que estava na boca.
Como podia ter tanto azar em reencontrá-lo cara a cara tão rápido? Não estava pronta para isso, mas provavelmente nunca estaria. Tomando coragem, olhou pela janela para o raio de sol que refletia na porta da caminhonete empoeirada dele. Se ele apenas soubesse como ela o amara dez anos atrás e como fora cruel em partir seu coração. O ardente caso deles não fora planejado; mas cometeram o erro de mergulhar de cabeça nesse amor. Para Sesshoumaru , o amor nunca durava mais de duas semanas. Rin acreditava em amor para a vida toda. Por trás daquela aparência de durona, ela era romântica.
Ela empurrou a cadeira para trás e foi até a varanda, onde Caitlyn, curiosa como sempre, observava o estranho com olhos tão parecidos com os dele que uma hora Sesshoumaru teria de notar a semelhança.
- Oi, Caitlyn - ele disse com o mesmo sorriso pelo qual Rin se apaixonara anos atrás.
- Oi - respondeu Caitlyn.
- Você não apareceu mais para me ver nem para ver o Curinga.
- Mamãe não deixou - replicou Caitlyn, lançando um olhar de triunfo para a mãe.
- Eu... hum, não achei que seria uma boa idéia. - A voz de Rin era inexpressiva, e ela tinha a sensação de estar vivendo uma experiência fora de seu corpo. Estava dizendo as coisas certas, agindo como se nada no mundo estivesse errado, mas dentro de sua cabeça escutava uma súplica ensurdecedora, como o som de uma cachoeira distante que parecia estar se aproximando e ficando mais alto e mais perigoso a cada segundo.
- Ela pode aparecer por lá sempre que quiser.
- Mesmo? - perguntou Caitlyn encantada.
- Espere um momento. - Esta conversa estava indo rápido demais para Rin.
- Claro. Quando quiser. É um trato. Os olhos de Caitlyn cintilaram.
- Quer selar o acordo? - ele disse, esticando e oferecendo a mão para ela apertar.
Rin se inclinou no parapeito da varanda. As pernas fraquejaram ao ver a pequena mão de sua filha ser engolida pelos enormes dedos de Sesshoumaru . O momento era magnífico, mas nenhum dos dois sabia o porquê. Não, deveria existir uma ligação mais permanente, uma compreensão mais profunda, um amor especial. Mas nem o pai nem a filha sabiam a verdade. Rin assegurara que os dois estivessem protegidos da realidade. Só ela podia compreender a magnitude deste momento. Lágrimas brotaram em seus olhos.
Pai e filha.
Sonhadora. Sua boba romântica. Ainda não cresceu? Eles nunca serão parte de uma família de verdade.
- É um trato, Sr. Taisho. - O sorriso de Caitlyn era enorme, mostrando seus dentes grandes.
- Pode me chamar de Sesshoumaru . "Sr. Taisho" faz com que eu pareça um homem velho. - Ele abaixou um pouco para olhar mais de perto o rosto de Caitlyn quando soltou a pequena mão.
Ele lançou um sorriso fascinante para Caitlyn, e Rin mal conseguiu respirar. Então, a expressão dele mudou - subitamente, a princípio, uma pergunta presa em seus lábios. A mesma pergunta, uma suspeita de algo que não podia denunciar, encobrindo os olhos.
Ele sabe. Ele vê o próprio rosto refletido no olhar dela! Rin começou a suar, e o coração pulsava tão forte no peito - como um passarinho tentando escapar da gaiola - que ela não conseguia se mexer.
Ele tem o direito de saber a verdade. Caitlyn também. Você tem de contar para eles!
Lentamente, como se ele estivesse olhando para uma piscina suja em que a água começasse a clarear, as dúvidas em seu rosto desapareceram. Em um piscar de olhos ele soube. Rin tinha certeza disso.
Conte para ele. Conte, para ele agora! Conte para os dois! Ah, Deus. As mãos de Rin começaram a suar e ela abriu a boca, no mesmo momento em que uma buzina tocou e a minivan de Mandy Wilson, apinhada com os filhos e o cachorro, desceu a alameda. O carro prateado parou perto da cocheira. Da cozinha, Fang latia.
- Tenho de ir! - Caitlyn disse e saiu correndo.
- Espere! - Sesshoumaru olhou para ela sem palavras.
- Tenha cuidado! - disse Rin, tentando acenar para Mandy, que colocara a cabeça para fora da janela do lado do motorista.
- Pegarei as meninas no final da aula.
- Ótimo, estarei em casa com o resto da criançada. Caitlyn desapareceu dentro da van. A porta de correr que Sarah estivera segurando bateu fazendo um baque que parecia ecoar o coração de Rin. Está chegando a hora, pensou Rin, levantando a mão enquanto Caitlyn acenava da janela e Mandy saía dirigindo.
- Ela é um encanto - disse Sesshoumaru , olhando na direção da minivan que ia para a estrada. O cenho estava levemente franzido, o lábio inferior cobrindo o superior como se estivesse perdido em penRinentos. - Quantos anos ela tem?
- Nove. - Um bolo se formou na garganta de Rin. Mais alguns segundos de silêncio. Sesshoumaru tirou os óculos de sol e os pendurou na camisa. O coração de Rin batia doloroRinente entre o zumbido dos insetos e o gorjeio dos pássaros. Ah, meu Deus. Ele sabe. Ele tem de saber. Fang veio até a porta e começou a arranhar para sair.
- Quando é o aniversário dela? O coração de Rin parou.
- Entre, Sesshoumaru . – Ele já estava juntando dois com dois e chegando a três: pai, mãe e filha. A filha deles. Abrindo a porta, ela virou para a cozinha enquanto Fang passava para a varanda e desaparecia entre os arbustos. - Tem chá gelado e torta e...
- Não quero chá gelado.
- Bem, tem outras coisas mais fortes. Meu pai deixou uma garrafa de uísque no escritório e...
- Ela é minha filha, não é? - Seus olhos foram encobertos por nuvens escuras, e o sorriso, que já fora tão caloroso, apagou em uma linha amarga, assustadora, tão gelada quanto os invernos nas montanhas.
- Meu Deus... - Ela recusava-se a ver as malditas perguntas nos olhos dele, as acusações silenciosas escritas em seu rosto. Ela sentiu como se as pernas não fossem mais agüentar quando olhou para a cozinha em que Caitlyn brincara quando criança. Construindo fortes embaixo da mesa, empilhando blocos perto da despensa, fazendo mil e uma perguntas quando não estava correndo feito um furacão pela casa. A vida como elas conheciam mudaria para sempre.
- É ou não é? - Ele chutou uma cadeira de balanço que estava na varanda que bateu na parede da casa. Fang latiu.
As mãos de Rin se apertaram na maçaneta gasta da porta de tela.
- Olhe, Sesshoumaru . Precisamos conversar. Se você pelo menos entrasse... - Ela começou a abrir a porta, mas tão rápido quanto um leão faminto, ele fechou a porta com a palma da mão, a agarrou firme, e com dedos fortes segurando os ombros dela, e a fez girar e encarar a fúria em seu rosto.
- Responda, droga! Ela é minha filha ou não?
O controle de Rin se partiu como um galho frágil.
- É, Sesshoumaru , ela é sua filha. É claro que é. - Ela afastou a mão dele e o encarou. - Meu Deus, você não conseguiu ver isso nos olhos dela, no nariz, na curva do queixo?
- Eu não fazia idéia...
- Você realmente acreditou que eu poderia me envolver com outra pessoa logo depois de você? Acreditou?
- As pessoas acharam que Kohaku Okinawa...
- Nunca dormi com Kohaku, Sesshoumaru . O único homem com quem estive foi você. Como pôde pensar que estive com outra pessoa? Nem Kohaku, nem nenhum outro, logo depois que eu e você... Ah, Deus, que desespero!
- Eu não entendo o que você fez.
- E por que isso? - ela perguntou, incendiando como fogo na gasolina. - Foi você que me seduziu e fugiu assim que pôde. Antes que pudesse piscar, você já estava casado com outra mulher.
- Rin...
- Você não é cego, Sesshoumaru . Caitlyn é a sua cara! Ela tem as características dos Taisho por todo o corpo. Ela é sua filha, Sesshoumaru , goste ou não. Agora, podemos entrar e conversar civilizadamente ou você quer descarregar toda sua raiva aqui na varanda mesmo?
- Ela sabe? - ele perguntou com o maxilar contraído.
- O que você acha? - Rin abriu a porta e entrou na cozinha.
Sesshoumaru praguejou alto enquanto entrava.
- Não posso acreditar.
- Então não acredite.
- Quero dizer... Inferno, nem sei o que quero dizer - Ele balançava a cabeça tentando controlar a raiva. Sempre tivera cabeça quente, conhecido por suas brigas e discussões. Mas isso era diferente. Ambos sabiam disso.
- Por que não me contou? Não achava que eu tinha o direito de saber?
- Não.
- Não? - repetiu ele. - Não? Você perdeu a cabeça? Em que planeta você vive? Hoje em dia, os pais também têm direitos. Ou você não tem acompanhado casos de custódia ultimamente?
O coração de Rin congelou. Custódia. Certamente ele não estava pensando em acioná-a judicialmente por direito de custódia. Não Sesshoumaru . O eterno playboy. O que ele poderia querer com uma menina de nove anos que só bagunçaria a vida dele? Mas por mais que argumentasse consigo mesma, Rin não conseguia evitar o medo – um tipo de perturbação profunda e cortante que rouba o sono e faz com que suor brote em pleno inverno.
- Você desistiu de todos os direitos sobre a minha filha há muitos anos.
- Eu não sabia dela. - Uma veia estava começando a pulsar em sua têmpora. - Como eu poderia desistir de alguma coisa?
- Você desistiu dela quando desistiu de mim.
- Eu não...
- Você se casou, Sesshoumaru - ela sentiu aquela antiga ferida no coração, aquela que tanto tentara curar.
O ar ficou pesado. Apenas o som do relógio da sala e o ruído da geladeira quebravam o silêncio.
- Tudo bem - ela disse suavemente. - Quando eu finalmente tomei coragem e fui ao médico, depois de dois meses sem menstruar e um exame de gravidez de farmácia, os convites do seu casamento já tinham sido entregues.
- Mas você podia ter me contado...
- Quando? Na despedida de solteiro? Ou talvez no jantar de ensaio... Não, melhor ainda, no casamento, você sabe, naquela parte da cerimônia em que o padre pergunta se alguém tem alguma coisa contra aquele casamento. Talvez eu devesse ter anunciado que estava esperando um bebê do noivo. - Ela não pôde evitar o sarcasmo nas palavras, não conseguia deixar de sentir a mesma dor e amargura que sentira quando vira o convite de casamento aberto em sua mesa. O pai trouxera junto com a correspondência, e a mãe abrira o envelope creme. Quando Rin, que acabara de vir da consulta do médico que confirmara as suspeitas, viu o convite, sentiu como se fosse desmaiar. Ainda tinha as palavras gravadas na memória: Sr. e Sra. Donald P. Smythe têm a honra de convidá-lo para o casamento de sua filha, Kagura Joanne, com o Sr. Sesshoumaru James Taisho.
A sala rodou. Rin jogou o maldito convite na mesa, os joelhos repentinamente fracos, o estômago revirando. Então, por força do destino, ela correu para o banheiro, onde deixou todo o almoço e foi obrigada a confessar para a mãe que estava esperando um filho de Sesshoumaru Taisho. Esse fora o segredo delas, que nunca compartilharam com ninguém, nem com o pai.
E agora Sesshoumaru sabia a verdade.
- Por que você não senta? Vou servir um pouco de chá ou qualquer outra coisa. Tem torta e...
- Não quero torta nenhuma! - A voz dele ecoou como um trovão pela casa, e ele chutou uma cadeira que bateu na parede. - Droga, Rin, você acaba de me dizer que sou pai. Tenho uma filha que já está crescida e nem sabe que eu existo. A minha vida está virando de cabeça para baixo e você quer que eu coma torta?
- Só estou tentando me manter calma.
- Por quê? Este não é um tipo de conversa calma, Rin. Certo. Se é assim que ele quer, então vai ter de escutar tudo. A batalha começou.
- Você nunca ia me contar? - ele perguntou, passando os dedos nervoRinente pelo cabelo, como se tentasse mas não conseguisse manter a compostura.
- Ia.
- Quando?
- Um pouco antes de contar para ela.
- Que seria...
- Quando ela fizesse dezoito anos.
Ele olhou para ela estupefato, como se tivesse criado raízes ali naquele chão amarelo, depois balançou a cabeça lentamente de um lado para o outro.
- Dezoito?
- É.
- Quando ela já fosse adulta?
- Madura o suficiente para entender.
- Filha da mãe! - Ele foi até a pia e olhou pela janela aberta. - Você não acha que ela gostaria de saber que tinha... tem... um pai, que ela tem o direito de saber a verdade, que é um crime esconder esse tipo de informação?
- Mas não foi um crime enganar uma pessoa o verão todo, deixá-la sem defesas, convencê-la de que você era o homem mais especial do mundo, fazê-la amá-lo tanto que até doía e depois deixá-la para casar com outra mulher?
- Não foi assim.
- Guarde isso para alguém que acredite em você, Sesshoumaru . - A garganta de Rin estava apertada, o corpo extenuado.
- Eu gostava de você e...
- Não comece, tá? Por favor, não comece. Eu fui burra, uma romântica ingênua, mas não tenho mais dezessete anos e agora sou imune a você. - Ela foi até um armário no canto da pia, abriu a porta, ficou na ponta dos pés e pegou uma garrafa empoeirada. - Não sei você, mas eu preciso de uma bebida. - Ela olhou para ele sobre os ombros.
- Ninguém precisa de bebida.
- É claro que precisa. A última vez que bebi foi quando papai morreu e antes eu não me lembro. Mas hoje, eu definitivamente preciso de um gole de alguma coisa forte. Além disso, não preciso de nenhuma lição de moral. - Ela pegou dois copos, colocou uma espécie de uísque nos dois e entregou um para ele. - Saúde - provocou, encostando seu copo no dele. - Não é todo dia que se celebra o fato de sermos pais.
Com o maxilar contraído e os olhos apertados, fervendo de fúria e desaprovação, ele disse:
- Talvez eu deva propor um brinde.
- Por que não?
- A Caitlyn. - A voz dele estava rouca quando encostou seu copo no dela. Rin sentiu um bolo na garganta. Com o olhar preso no dele, tomou um gole e quase engasgou quando aquele líquido quente bateu na garganta. -Espero conhecê-la muito melhor.
- Você tem seis meses.
- Não. - Ele terminou o uísque em um gole. - Tenho o resto da minha vida.
- O que isso quer dizer? - O mundo estava caindo de novo. Ele colocou o copo na pia e disse bem alto:
- Apenas que tem muito tempo perdido para ser recuperado.
- Agora, espere um minuto. Você não pode simplesmente voltar para Wyoming e impor sua presença na vida de uma menina.
- Errado, Rin - ele disse com a mesma arrogância maldita que ele usava como medalha. - Eu posso fazer o que quiser.
- Por que você é um Taisho?
- Não. - Ele foi até a porta e a abriu com um chute. -Porque, a não ser que você seja a maior mentirosa do mundo, eu sou o pai de Caitlyn.
- Pelo amor de Deus, Sesshoumaru ...
- Onde ela está? - Ele estava indo para a caminhonete, procurando as chaves no bolso enquanto cruzava o quintal e o estacionamento.
- No rio... com um instrutor.
- No rio?
- Ela e a amiga Sarah estão tendo aula de canoagem.
- Não acredito.
Ele chegou na caminhonete.
- Espere um minuto. O que você pensa que está fazendo? - O pânico dominou o coração de Rin.
- Vou encontrar a minha filha.
- Agora?
- Acho que já esperei tempo demais. - Ele abriu a porta. - Você vem?
- Claro.
Ele colocou os óculos de sol.
- Suba.
- Mas... mas eu não estou pronta. Não peguei minha bolsa ou...
- Não vai precisar. Entre na caminhonete ou saia do meu caminho.
- Pelo amor de Deus, Sesshoumaru , escute o que você está dizendo. Pense um pouco!
Ele entrou na cabine, o rosto tenso, os cantos da boca apertados, os olhos escondidos atrás das lentes escuras. Rin não gostava da sensação de estar sendo manipulada. Sempre se orgulhara de tomar suas próprias decisões, mas neste momento não tinha muita escolha. Com um giro do pulso, ele ligou o carro.
- Tudo bem, tudo bem - gritou ela, passando pela frente da caminhonete. - Mas vamos fazer isso do meu jeito.
Ele bufou de desgosto enquanto ela entrava na caminhonete.
- Acho que você já fez do seu jeito por tempo suficiente.
- Só estava pensando em Caitlyn.
- Até parece. - Engatando a primeira marcha, ele pisou no acelerador, provocando uma nuvem de poeira ao virar o volante e seguir para a estrada. O coração de Rin batia como um tambor. Suor descia pela coluna, e pavor, sempre a sua sombra, tomava conta de tudo dentro dela, tornando até a respiração impossível.
- Onde eles ficam?
- Bittner Point Park. A doca perto de onde o Stiller Creek passa.
- Eu lembro.
Rin manteve a boca fechada e os olhos fixos na janela. Alamos contornavam as encostas, as folhas balançando com a mais suave brisa. Gado e cavalos pastavam na grama desbotada e quilômetros de arame farpado separavam a estrada dos campos que a margeavam. O céu estava claro e azul, só algumas poucas nuvens se reuniam em volta dos picos das montanhas mais altas. Nada mudara, exceto a vida dela e a da filha que nunca mais seriam as mesmas.
- Conte-me mais.
Ela olhou para ele, adivinhando seus pensamentos.
- Sobre o quê... criar Caitlyn?
- Descobrir que estava grávida.
- Ah. - Ela fingiu estar interessada nos campos que passavam em uma sucessão de colunas da cerca. - Bem, não foi uma boa notícia a princípio. Eu estava assustada. Ficava pensando que tinha calculado errado ou estava apenas atrasada. Torcendo para estar errada. Eu não sou daquelas mulheres que têm o ciclo regular, mas no segundo mês, tinha quase certeza. Comprei um desses testes de farmácia e quando deu positivo, procurei um médico e depois contei para minha mãe. - Ela esfregou as palmas da mão no jeans. - Ela não ficou muito feliz.
- Aposto que não.
- Ela queria saber o nome do pai, e eu contei depois dela jurar que nunca contaria para ninguém, nem para o papai, e principalmente para Kate... e para você.
- Você deveria...
- Você ia se casar, Sesshoumaru , ou não se lembra?
- O casamento foi anulado em um ano.
- Como eu poderia saber disso? E no dia que eu descobri que esperava um filho seu, minha família recebeu o convite para o maldito casamento. Tudo que eu sabia era que você se casaria com uma mulher que conhecia a vida toda e que era educada e tinha uma boa posição social, a mulher certa para você... alguma debutante que tinha o maldito pedigree. - Nunca conhecera Kagura Smythe, só vira a foto do casamento no jornal local. Mas a noiva de Sesshoumaru estava linda: alta, elegante, cabelos escuros e curtos e um vestido delicado de renda com uma cauda que parecia se estender por quilômetros. Na foto, Kagura sorria para o noivo, que vestia um smoking, parecendo muito distante daquele menino com quem Rin nadara nua no riacho e fizera amor sob o céu estrelado de Wyoming.
Ela engoliu a antiga dor enquanto ele dirigia a caminhonete para o parque. Carros, caminhonetes, motor homes e trailers estavam estacionados sem cuidado no asfalto empoeirado. Uma família estava fazendo piquenique perto do rio e crianças mergulhavam onde algumas árvores faziam sombra sobre a água. Rin abriu a porta para sair, mas a mão de Sesshoumaru segurou seu braço.
- Espere.
- Para quê? Achei que você quisesse acabar logo com isso.
- E quero... Acho que é justo eu contar para você o que aconteceu realmente, já que você está sendo tão franca comigo.
- Isso seria um bom começo - ela disse, o pavor se misturando com a curiosidade.
Os lábios dele se contraíram como seja estivesse arrependido de confiar nela. Os dedos da mão esquerda batiam no volante.
- Mas que droga, Rin! A verdade é que casei com Kagura para esquecer você.
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Oiiii!
Bom, foi mal'z pela demora pra postar essa fic... Mamae liberou hoje pra eu postar pra vc's.. Brigadinha MAE!
Bom, não vou explicar pq eu demorei, pq a maior parte vai ser desculpa esfarrapada, então amores peço um milhão de desculpas pra vocês... e so to postando hj pq domingo foi o MTV Movie Awards e Lua Nova ganhou o premio de melhor filme (GO THE TWILIGHT SAGA!) ai estou postando em comemoraçao...
Esse capitulo cheio de revelações de parar o coração(o meu parou no domingo xS) vai matar vocês do coracaooo... xD' sem mais delongas(isso existe?) um beijão e...
:*
RESPONDENDO:
*Lykah-chan: oiii, obrigadinha pela review e foi mal'z pela demora... Volta sempre falou?
* Diinda Neko: Pois num eh... Esse povo... mas desisti de ligar... Eles que vao perder Sesshy embrulhado na casa deles xS...
*deh.s2chan-lol : e descobrimos mais coisas nesse capitulo... UHU! xD' não tem de que... Mick apóia o gosto pela literatura...
