Mais um cap on! Ainda não sei se vou poder att ma semana que vem, ok? Mas vamos ficar de olho nisso. Sempre aviso tudo no twitter, então... se eu puder a gente se encontra por aqui daqui uma semana, certo?


Cap V


Tyler pulou para fora do taxi apressado e bateu a porta com tanta força que o taxista o xingou alto o suficiente para que algumas pessoas que passavam pela rua escutassem.

Ele respirou fundo e tocou na campa da casa que um dia também foi sua e temeu levar um enorme esporro pela falta de cuidado com a data de hoje.

Caroline abriu a porta e ficou observando o irmão mais velho com uma careta.

"Ei você!" Ele sorriu e a pegou no colo, fazendo com que ela sorrisse e esquecesse qualquer sinal de abuso por nunca vê-lo o suficiente. "Como está a minha grande desenhista?"

Ela riu envergonhada.

"Eu tenho uma nova mostra em duas semanas, sabia?"

"Sério?" Ele bagunçou seu cabelo. "Você está ficando importante ou algo assim?"

"Não sou eu que venho pouco em casa." Resmungou fazendo bico.

Tyler sorriu sabendo que poderia contornar a situação. Lidar com sua irmã mais nova sempre era fácil. Ela era a sua princesa, uma artista que precisava de um pouco mais de amor e carinho que o normal, já que seu pai era ausente e seu verdadeiro irmão mais velho mal teve a chance de conhecê-la direito.

Ela encostou a cabeça em seu ombro e colocou a mão bem em cima de onde ela sabia que estava a tatuagem.

"Ela chorou hoje de manhã." Tyler sabia que a irmã estava falando da falta que Michael fazia para todos. "Vinte e dois anos é muito pouco, não é mesmo?"

"Claro que é! Eu tenho vinte e três!"

"Vinte e três e pouco mais de meio." Ela sorriu com ele fazendo cócegas. "Quando você aparece na minha escola?"

"O estágio está me matando." Ele comentou tristonho. "Tenho um mínimo de horas para cumprir todas as semanas."

"E nos finais de semana? Não pode almoçar com a gente? A família do Les sempre faz almoços aos domingos."

Tyler estava feliz que Caroline pudesse ter um pai de verdade em sua vida. Se padrasto era um bom homem e a amava como se fosse sua filha. Ele sim estava disposto a qualquer coisa para manter o sorriso dela sempre presente. Ele também era um cara legal para Tyler.

O cheque de mil dólares todo mês caia em sua conta.

Ele sempre falava que ser universitário não era fácil.

Tyler nunca tinha levado a universidade a sério até algum tempo atrás. Ele ainda estava em uma fase de experimentar as coisas interessantes que a universidade podia lhe dar. Muitas aulas interessantes, bons mestres e muitos livros.

Filosofia e sociologia eram seus temas favoritos.

O problema é que depois de dois anos gastos em cursos para autoconhecimento, ele precisava fazer uma escolha de uma profissão real, já que não gostaria de se tornar um professor.

A entrada em cadeiras para o curso de engenharia foram apenas para que ele tivesse uma ocupação maior, mas com o tempo, ele descobriu que a arquitetura era um curso completo para ele que gostava de passar horas se perdendo em maquetes, cálculos e planejamentos perfeitos.

Como se fosse um bônus,quando estava trabalhando ele conseguia afastar tudo de ruim ou que soasse pesaroso de sua cabeça.

Ele tinha grana suficiente, graças a ajuda de sua mãe e seu padrasto, para pagar o aluguel do apartamento, as contas extras e também conseguir ter alguns luxos de vez em quando.

Luxos...

Assim que ele soltou a irmã que saiu correndo para chamar a mãe, se lembrou do ultimo luxo que tinha se dado com o dinheiro de Les que estava em sua conta.

Mallory.

Seu temperamento explosivo.

Seu corpo natural e sexy.

Se sexo depilado.

Seus gemidos.

Seu sorriso sacana.

Seus beijos.

Sua boca em seu...

"Já não era sem tempo." Ele sentiu a mão pesada em seu ombro. "Maldição Tyler, sua mãe estava ansiosa pela sua chegada."

"Tiver alguns problemas hoje." Confessou envergonhado. "Mas nada que eu não possa lidar, realmente."

"Você sabe que eu estou aqui para o que der e vier, não é garoto?" Les lhe observou sério. "De verdade Tyler... o que você precisar..."

Ele riu balançando a cabeça negativamente.

"Eu só encontrei alguém legal." Comentou vendo seu padrasto sorrir.

"Alguém legal?"

"Algo assim..." Ele encolheu os ombros.

"E ela não veio?" Tyler fez uma careta. "Vamos lá, sua mãe ia adorar conhecê-la."

Tyler riu e caminhou em silencio imaginando como a sua mãe ia adorar conhecê-la. O rosto sempre demonstrando irritação, as roupas curtas demais e a falta de modos natural.

Se ela tinha achado Aly esquisita no começo por causa de suas pequenas manias, ele tentou não rir demais pensando em como a mãe ficaria chocada ao ver que ele estava saindo com uma prostituta.

Ele até podia ver ela usando o vestido preto e colado que flagrou ela usando mais cedo. Era bonito e arrumado, apesar de curto. E ele tinha visto o seu rosto complemente limpo, sem maquiagem.

Ele precisava reparar nela mais vezes.

Observar aqueles olhos com mais cuidado.

Verdes, misteriosos, faiscantes, profundos...

Existiam muitas palavras para que Tyler descrevesse os lindos olhos da garota que neste exato momento ele se deu conta de que tinha virado o seu mundo de cabeça para baixo.


A casa ficou vazia, mas ele continuou na sala.

Caroline mostrava seus últimos desenhos animada e tagarelava sem parar sobre a nova mostra de arte que iria participar.

Sua mãe o observou com cuidado durante toda a noite.

A forma com que ele ficava distante do nada, como ele foi fumar diversas vezes... claramente ele estava pensando em alguém e seu marido tinha comentado mais cedo que Tyler estava vendo alguém.

Ela sorriu junto com ele e tentou conter sua excitação.

Todos sabiam como ele ficou magoado por meses e ainda se sentia culpado pela morte da ex. Foi apenas uma grande fatalidade que mudou a vida de todos de tal forma que Diane temeu perder mais um filho que a vida tinha lhe dado. Tyler era um bom garoto, mas passou meses ainda mais depressivo que o normal.

Quando ele decidiu que gostaria de se mudar para o velho apartamento de Michael todos ficaram alarmados.

Com o passar do tempo tudo foi parecendo estar em seu devido lugar.

Peça por peça.

Ela se encostou mais no corpo do marido e sorriu imaginando que a ultima peça finalmente tinha ocupado o seu devido lugar...


Tyler puxou a coberta por cima do corpo da irmã e puxou ar chateado.

Ele tinha fumado mais que o normal e Caroline reclamou com ele mostrando mais uma vez que mesmo sendo mais nova era a mais sabia dos dois.

Michael também não fumava, achava errado.

Mas se toda família tem sua ovelha negra, Tyler tinha certeza de que este era o seu posto.

"Ei..." Ele ouviu sua mãe o chamar, já vestindo um robe. "Vem cá."

Os dois não tinham se falado muito.

O almoço que foi esticado para um pequeno jantar para os mais íntimos que ficaram até tarde foi monopolizado pelo novo material de Caroline e as novidades em sua galeria de arte. Ela estava expandindo o negocio com a ajuda de dois novos sócios e o projeto foi dado para a empresa que Tyler estava estagiando.

Ele tinha esperanças de ser contratado, mas a certeza veio quando o seu chefe, que era amigo de Les confirmou que bastava ele terminar os estudos na NYU que tudo estava certo. Diane ainda estava muito orgulhosa por saber que o amigo sempre comentava como Tyler era talentoso, organizado e pontual, além disso, ele também sabia tratar com os clientes, o que era fundamental.

"Acho que vou nessa." Ele avisou depois de fechar a porta do quarto da irmã.

"Não." Ele sentiu sua mãe passar a mão em seu cabelo. "Fique. Me deixe curtir meu filho no final de semana do meu aniversário."

"Você já curtiu." Garantiu envergonhado.

"Você tem um quarto e nós temos muito o que conversar." Ela o abraçou. "Estou vendo o meu menino virar um homem..."

"Nem tanto mãe..."

"Filho, você conseguiu um estagio e garantiu um emprego em uma das maiores empresas de arquitetura do país. Como quer que eu não reconheça isso?"

Ele riu.

"Só espero que seja tão organizado no escritório quanto em casa." Ela brincou já sabendo como o apartamento que ela não teria coragem de entrar estaria uma grande bagunça.

"Estou feliz com a oportunidade. Acho que finalmente encontrei meu lugar no mundo e a jornada de trabalho não é tão pesada assim."

"Não?" Ela riu e se sentou em cima da antiga cama dele. "Você poderia voltar para cá."

"Não mesmo." Ele riu passando a mão pelos livros da prateleira. "Como vou beber com meus amigos e trazer garotas para este quarto de solteiro?" Ele se virou para cama. "Elas riram de mim por causa dessa colcha de estrelas."

Diane riu do filho.

"Pode ser pior." Ela tentou começar o assunto. "Ela podia rir das estrelas que brilham no seu teto quando apagamos as luzes."

Ele sorriu sem graça antes de se sentar ao lado da mãe.

"Les te falou, não foi?"

"Ele é meu marido e você é meu filho." Ela passou a mão por seu braço. "Como ela é? Ela é bonita? Ela tem atitude? O que ela faz da vida?"

Tyler ficou ligeiramente irritado com si mesmo.

Les nunca deveria ter escutado o que ele e falou.

"Mãe... calma."

"Vamos, Tyler." Ela pediu. "Me conte."

"Ela é linda." Ele buscou palavras para descrevê-la. "Sim, ela é uma garota forte. Mas... além disso eu não sei muito."

"Onde vocês se conheceram?"

"Em uma... em uma boate."

"Você gosta dela." Era uma afirmação. "Finalmente permitindo alguém aqui, campeão?" Ela esfregou seu peito, bem em cima de seu coração. "Ei fico tão feliz por isso."

"Eu ainda não sei. Pode ser um..." Ele balançou as mãos nervoso.

"Namorico de algumas noites?"

"É." Ele concordou apenas para se livrar. "Algo assim."

"Certo." Ela sorriu se levantando. "Amanhã eu termino o interrogatório."

"Mãe..." Diane sorriu com a careta do filho.

"Durma Tyler." Ela sorriu sem humor. "Amanhã será um longo dia."

Naquele momento ele soube que deveria ficar na casa de sua mãe já sabendo que no dia seguinte iriam visitar Michael.

Ele olhou bem para o celular e se perguntou se ela gostaria de receber uma ligação dele.

Mas ele sabia que a grande verdade é que ele gostaria de receber uma ligação dela e conversar.

Como será que ela estava?

Será que ela estava bem?

Será que ela estava muito puta com ele?

Será que ela estava trabalhando?

Muito longe de onde Tyler estava Mallory tentava não observar a entrada do segundo andar, onde estava fixa agora.

Ela não tinha certeza sobre tudo o que tinha acontecido hoje, mas tinha certeza de que era melhor se afastar dele quando atendeu um cliente e fechou os olhos para imaginá-lo. Não era a melhor solução, mas era a mais prática que ela tinha ao seu alcance.

Ela ainda estava irritada com o fato dele ter invadido sua privacidade, ter usado o seu corpo para conseguir o que queria sem pagar nada.

Ela desligou o telefonema com Lois quando ela começou a perguntar mais do que estava acontecendo e seu celular estava desligado desde então.

Ela não tinha coragem.

Ela nem mesmo tinha certeza do que estava acontecendo, mas era claro que ela queria mais daquele estranho conforto que tinha conseguido.

Naquela noite, porém, Mallory não o viu.

Não pode cobrar seu pagamento.

Não pode pedir por mais.

Não pode se sentir protegida quando finalmente se deitou em sua cama.


Ir ao cemitério jamais seria animador para qualquer humano normal.

Caroline segurou mais forte sua mão quando Charles se aproximou de todos. Não existia maneira de fazer com que os dois não se tratassem como estranhos. Em um ano e meio, pai e filha se viram vezes suficiente que podiam completar todos os dedos de uma mão na ocasião de hoje.

Não era ago bonito de se ver, mas Les, que sempre se incomodava com toda a situação mordeu a língua e tentou não ficar mais tempo incomodado com toda a situação que fora criada em pouco mais de segundos. O clima ficou pesado e todos ficaram extremamente incomodados com toda a formalidade.

Para a surpresa de todos, uma mulher se aproximou a passou o braço pelo de Charles. Caroline foi quem mais pareceu estar surpresa e surpreendida. Quase como se estivesse sendo ameaçada.

"Tyler?" Ela perguntou baixinho e ele a pegou no colo saindo de junto do túmulo.

"Caroline, você já tem onze anos."Charles resmungou. "Já é quase uma moça. Não precisa disso."

Tyler ignorou e caminhou pelo cemitério para longe de todos eles.

"Não vai passar no tumulo da Aly?"

"Você quer passar lá?"

"Eu sou sua irmã." Ela o abraçou com força. "Estou com você em tudo."

Tyler sorriu e a apertou mais antes de chegarem até o túmulo.

Aly Craig – 12 – 10 – 1983 - 11- 09 – 2001

"Você não seve se culpar." Caroline disse com calma. "Às vezes eu acho que Deus apenas faz o que precisa ser feito pelas pessoas."

Tyler riu sem o menor humor.

"Como assim?"

"Eu não sei... mas na escola sempre lembram que Deus tem uma missão para nós na terra. Talvez... a dela já tenha acontecido."

Tyler a abraçou com mais força e fechou os olhos lembrando que Aly tinha ido até o escritório de Charles aquela manhã para tirar satisfações com ele. Segundo ela tinha deixado em seu bilhete, ela não agüentava mais ver que o sogro era tão irresponsável e indiferente com os filhos.

"Ela jamais teria ido se eu não ficasse tão mal com algumas merdas..."

"Tyler..."

"Ok." Ele riu de verdade. "Me desculpe pelo palavrão, senhorita. Eu não sei se apenas me sinto culpado..."

"Um dia a gente descobre, não é?"

"Acho que sim."

"Certo." Ela sorriu. "Estou pronta para comer o meu café da manhã especial.
Tyler voltou a caminhar com ela.

"Você gosta mesmo da mostarda daquele lugar, não é?" Ela sorriu e ele amou perceber como poderia contar com a pequena irmã para se afastar das magoas.

"Eu amo o menu do Michael." Ela encostou a cabeça no ombro do irmão querendo conforto. "Acho que é a maneira que eu tenho de ficar mais próxima dele. Comendo torrada com mostarda daquele lugar... que nem você, escrevendo no café do outro lado da rua."

Tyler não falou nada.

Apenas caminhou até o carro de Les sem falar mais nada.


Durante o café da manhã o clima continuou tenso e constrangedor.

Caroline era a única que tentava fazer com que existisse alguma conversa na mesa, mas evitava a jovem mulher ao lado do pai.

"Não vai nos apresentar?" Tyler perguntou usando um tom de voz rude. "Oi, eu sou o Tyler. O filho do meio."

"Sim. Sinto muito querida." Ele se referiu a mulher ao seu lado. "Esta é Lucianne. Minha namorada."

Todos pareceram bastante impressionados com a noticia, esbugalhando os olhos e se movendo de forma estranha.

"Oi Lucianne." Tyler começou. "Esta, bem na sua frente é Caroline. A filha que ele está vendo pela terceira vez no ano."

"Tyler, não comece..." Charles pediu irritado. "Não comece e estrague a conversa."

"Oh!" Ele levantou a voz. "Nós estamos tendo uma conversa agora? Sério?"

"Tyler..."

Ele se virou e ficou calado não querendo piorar a situação.

Ficou olhando pela janela e um cabelo vermelho chamou sua atenção.

Tyler se levantou e correu para o lado de fora em uma triste esperança de ver Mallory, mas tudo o que viu foi uma outra ruiva que mal lembrava ela.
Era domingo.

Talvez ela finalmente estivesse tendo uma folga.

"Tyler?" Caroline chamou sua atenção. "O que foi?"

"Eu pensei ter visto alguém."

"Quem? Sua nova namorada?" Ele sorriu sem humor.

"Nova namorada?" Charles perguntou. "Pelo visto meu filho também tem alguém para nos apresentar, não é mesmo Tyler?"

Ele não soube o que responder naquele momento.

A semana passou lenta demais.

Mallory já não agüentava mais se perguntar os motivos de Tyler não ir atrás dela e dois dias atrás, quando atendeu um cliente que ficou no Hotel do Sr Kevin para dormir, esperou que amanhecesse para observar o movimento no café.
Nenhum sinal.

Ela sabia que estava sendo estúpida, então precisava seguir em frente.

Ele era apenas bonito demais para que fosse verdade...

Os clientes foram chegando e agitando a noite da quinta. Muitos pedidos, muitos toques em seu corpo, muitas notas por sua roupa. Ela detestava dançar por ser muito desastrada, mas continuou tentando fazer seus movimentos sensuais enquanto a música ainda tocava.

Mas uma surpresa chamou sua atenção.

Ela observou quando ele entrou no andar e continuou a dar voltas lentas ao redor do pole.

Engoliu seco quando ele foi abordado por outra garota e o seu quase sorriso morreu quando ela notou que ele não estava só. Aidan mais algum outro cara que ela já tinha visto estavam ali.

Ela não queria ter que dividí-lo com ninguém.

Mesmo sabendo que não deveria pensar sobre nada disso.

Um assobio e ela se inclinou no palco, recebendo a nota de um cliente que pediu para que ela tirasse o sutiã.

Ela já estava começando a obedecer o pedido quando os olhos de Tyler encontraram os seus.

Ele correu em sua direção com uma nota na mão. Apenas um dólar, mas naquele escuro não teria problema... Ele só não podia permitir que ela tirasse a roupa daquela forma.

"Não te disseram que eu estava te esperando na vip?"

Ela apoiou as costas na barra e sorriu sussurrando para ela mesma.

"Você veio..."

"Ei garota! Eu mandei tirar esse sutiã!"

Tyler se irritou vendo como ela estava sendo tratada.

"Eu já paguei por ela na vip." Tyler rosnou e Mallory se encolheu. "É melhor cair fora."

"Devolve meus cinco dólares então." O cliente pediu estendendo a mão e Mallory com muita raiva devolveu o dinheiro.

"Merda!" Ela resmungou. "Você acertou mesmo pela Vip?" Perguntou desgostosa.

"Vou acertar agora." Tyler pareceu indiferente. "Sobe lá."

"Ok..."

Ela caminhou até o primeiro andar e se sentou no pequeno sofá da sala e esperou que Tyler entrasse na sala parecendo irritado.

"Posso fumar, não é?" Ele estava estranho.

"Claro que você pode." Falou tediosa enquanto se levantava e dava a ele a chance de se sentar. "O que posso fazer por você hoje?"

"Eu estou tão irritado." Ele resmungou soltando a fumaça com força. "Meu pai! O filho da..." grunhiu. "Minha irmã fez onze anos de verdade ontem. E meu pai não foi vê-la."

Mallory estava decepcionada.

Ele não estava aqui para vê-la, mesmo depois de dias.

"O que eu posso fazer por você, Tyler?" Perguntou irritada.

"Me escutar? Por favor?"

Ela não queria saber de sua vida, muito menos que ele tinha uma irmã com quem se importava. Ela o queria para si. Ela o queria para poder estar apenas com ela. Ainda mais depois de tudo o que tinha acontecido, depois de tanto tempo que ele estava fora.

"Eu não sou sua psicóloga. Aqui, Tyler, eu sou a sua puta." Resmungou irritada.

"Não posso, de verdade... não quero explorar esse lado de você. Eu passei dias terríveis, só pude vir aqui hoje e queria conversar com você."

Ela lambeu os lábios para conter um palavrão.

Ele não tinha sentido a falta dela, tinha?

"Mas eu só estou aqui para te servir." Ela abriu bem as pernas para que ele pudesse observá-la. "Você não queria tanto me tocar?" Perguntou tentando soar sedutora. "Me toca Tyler."

"Não." Ele fechou os olhos. "Você é mais do que isso."

Ela sorriu e se levantou indo para o seu colo.

"Me toca Tyler..." Ela sorriu passando a mão por seu cabelo macio e cheiroso. "Eu sei que você quer. Seus hormônios não mentem."

Ele pegou em sua cintura com força, mas diferente do que ela imaginava ele apenas a afastou.

"Porra Tyler!"

"Por favor... converse comigo. Ou me escute." Ele parecia nervoso, cansado, mas não estava pensando nela.

Não estava querendo ela.

Não mais.

Isso a irritou.

Ela tinha esperado por ele todo esse tempo.

Mas ele... só estava pensando em usá-la.

"Certo." Ela fechou as pernas e arrumou a postura irritada. "Quer conversar? Me pague."

"Pagar você? Mas eu já paguei lá embaixo."

"Eu sei." Ela se irritou. "Eu estou falando do serviço em minha casa."

"Você não pode estar falando sério." Resmungou "Porra Mallory! Eu... eu fui atrás de você!"

"Exato!" Se segurou para não gritar além do que poderia para algum segurança não estranhar. "Você foi atrás de mim para me comer! E conseguiu! E... e você... em..."
Mallory não conseguia terminar a frase ' E você dormiu comigo em minha cama antes de me abandonar.'

"Eu não tenho essa grana agora." Ele suplicou.

"Se vire! Me pague!"

"Eu vou arranjar." Ele prometeu nervoso. "Mas por favor, me escute..."

"Estamos acertados por aqui?" Ela caminhou até a porta irritada. "Estamos, não estamos?"

"Sim, mas por favor, não vai..."

"Eu não posso ouvir seus dramas pessoais. Eu posso ouvir tudo de mais sujo que quiser falar, seus gemidos e até mesmo seus pequenos resmungos. Mas eu não me importo com a sua vida fora daqui. Então se você não quer nada comigo, nem pode me pagar pelo serviço do sábado passado, encerramos por aqui."

"Eu senti a sua falta a semana inteira..." Ele confessou nervoso.

Mallory apenas fechou os olhos não sabendo se queria ouvir mais.

"Eu tive uma semana difícil. Domingo eu visitei o tumulo do meu irmão e o da minha ex..."

"CALA A BOCA!" Ela gritou irritada. "Acabamos por aqui!"

Mallory disparou para fora da pequena sala e assustou algumas pessoas que não tinham visto ela tão irritada assim já tinha algum tempo.

Ela entrou no bar e começou a ajudar Suzan com algumas bebidas, mas não perdeu Tyler de vista. Ele ainda olhou em seus olhos, demonstrando como estava irritado, mas ela não pode correr atrás. A vida dela já tinha merda demais acontecendo para que ela se importasse com a merda da vida dos outros.

"Ele parece uma fera."

"Ele vai ficar assim até me pagar."

"Te pagar?" Suzan perguntou sem entender.

"É... rolou um extra outro dia."

"Safada!" Suzan riu. "Que tipo de extra?"

"Ele me comeu." Resmungou. "Mas não pagou."

"Eu deixava ele comer minha bunda sem pagar..." Suzan comentou risonha. " Ele é gato demais!"

"Sim..." Comentou chateada. "Ele é lindo, mas só isso."

"Você se preocupa demais Mall." Ela riu. "Um cara desse é para curtir... Ou você já sentiu que ele pode ser problema?"

"Não sei... Não imagino ele sendo ruim ou problemático tipo Sr Kevin."

"Você podia pedir um emprego no café, não é?"

"Não." Mallory balançou a cabeça. "Eu não vou pedir emprego nenhum em lugar algum. Aqui é o meu lugar Suzan."

"Ok. Você quem sabe."

Suzan queria uma vida melhor para a garota ao seu lado, mas sabia que onde estavam, por pior que fosse ainda era a grande alternativa que elas tinham para sobreviver em um mundo que exigia tantas qualificações até mesmo para trabalhar como atendente de um bar qualquer.

"Ei..." Mallory lhe chamou atenção. "Eu já fiz a cota do dia mesmo..."

"Você vai atrás dele não é?" Suzan notou pelo seu rosto como ela estava arrependida.

"Acho que sim..." falou baixinho. "Preciso de minha grana também..."

"Vai lá..." Ela sorriu. "E tenta se aproveitar, pois cliente gostoso a gente não tem todo dia..."

Mallory quis rir.

Mas não conseguiu.

O apartamento foi mais difícil de lembrar qual era, por causa do andar, do que o prédio em si. Tyler morava apenas doze quadras da boate.

Ela bateu na porta errada duas vezes, mas uma das vizinhas que tinha os olhos brilhantes enquanto falava sobre Tyler finalmente disse qual era o real apartamento dele.

Bater na porta foi fácil.

Difícil foi ouvir todas as trancas sendo abertas.

Pior ainda foi encará-lo que apesar de estar inicialmente surpreso, se demonstrou completamente irritado.

"Se você veio atrás do seu dinheiro, eu não tenho."

"Você disse que ia arranjar, não disse?" Perguntou entrando no pequeno apartamento.

"O que você quer aqui Mallory?" ele a imitou.

"Eu sei que você está puto comigo."

"Sim. Talvez eu realmente esteja." Ele continuou de costas. "O que você quer de mim esta noite Mallory?"

"Conversar."

"Sobre o que?" Ele observou ela se sentar no sofá.

"Eu quero que você me conte tudo o que estava tentando me contar em meu trabalho."

"Para quê?"

"Droga Tyler..." Ela passou a mão no rosto. "Eu não gostei do que você fez."

"Eu também não." Se sentou ao seu lado.

"Ok, merda... eu fiz merda." Confessou. "Mas você também foi idiota."

"Certo." Ele se encostou de vez no sofá. "Eu errei mesmo."

"Você sumiu..."

"Eu tive uma semana difícil." Ela mordeu os lábios para não dar tempo de falar mais do que deveria. Ele também ficou calado.

"Me conta..." Ela tentou começar o assunto. "Conversa comigo..."

Tyler sorriu olhando nos olhos dela e começou a conversar. Foi muito mais um monólogo e ela realmente não parecia se importar com o que ele estava falando, mas estava ali. Ela segurou sua mão, muito mais por estar incomodada por ouvir sobre a sua vida pessoal que outra coisa, mas o pequeno gesto de conforto fez com que os dois fortalecessem aquele laço estranho que criaram.

Tyler se sentiu culpado quando ela começou a ficar sonolenta e ofereceu o sofá da sala para ela que aceitou de bom grado.

Ele puxou o sofá para que virasse uma cama de casal modesta e ela o ajudou a forrar a cama explicando que existia uma dobra especial que ela sentiu falta de não fazer.

"Foi o Doug quem me ensinou." Ela riu e ele não gostou de ouvir aquilo, imaginando que fosse um ex.

"Bem... boa noite."

"É."

Ela tirou os sapatos e a calça.

Era melhor ele sair logo dali...

Tyler sabia que logo mais ia trabalhar. Ele teria que se levantar em quatro horas, mas a falta de sono apesar do cansaço, era enorme. Ele resolveu deixar Mallory na sala, mas a porta de seu quarto ficou aberta.

Se ela precisasse de qualquer coisa ele estava ali, disponível.

Ele pegou um livro qualquer e tentou ler, mas não estava conseguindo se concentrar. Já estava quase dormindo quando ouviu um barulho alto e delicioso.

Parecia que Murphy estava ali, lembrando que tudo que está ruim pode ser piorado.

Ele não estava louco.

Não podia ser.

Será que...

Claro que não.

Podia ser um gemido de dor. Aquele sofá velho não ia fazer bem para a coluna de ninguém, ainda mais alguém tão delicado como ela.

Tyler se levantou disposto a oferecer sua cama para ela, mas assim que entrou na sala precisou puxar ar com força.

Mallory estava com a mão entre as pernas, mordendo os lábios e sua outra mão estava por baixo da blusa, provavelmente beliscando seu lindo e pequeno mamilo.

"Porra Tyler..." Ela resmungou baixinho. "Eu preciso de alguma privacidade."

Ele engoliu seco e deu as costas para ela.

"Ok. Deixa para lá." Ela pediu com a voz embargada. "Vem cá."

"Você..." Ele não sabia por onde começar. "Você estava mesmo se masturbando em meu sofá?"

Ela sorriu.

"Me ajuda a dormir." Confessou.

Tyler não sabia como agir em uma situação com aquela. Além disso, garotas geralmente dormiam em sua cama, não no sofá velho da sala. Aquele sofá cama era de Michael. Ele nunca gostou de dormir em camas e Tyler resolveu manter aquele móvel por ser confortável, apesar de tudo. Michael tinha conseguido comprar com algum esforço já que não queria um centavo se quer de seu pai. Era estranho ela estar ali, pois ele sim estava acostumado a dormir ali de vez em quando.

"Você pode ir dormir na minha cama."

"Não Tyler." Ela riu voltando a se deitar. "Eu posso tentar me resolver por aqui mesmo. Não quero foder com você. Não de graça."

Ele riu.

"Eu prometo não ser barulhenta de novo…" Ele fechou os olhos e se levantou se perguntando como teria forças para tentar dormir sabendo o que ela estava fazendo quando ele acordou.

Ele foi até a cozinha beber uma água e quando voltou para a sala, lá estava ela.

"Você fica tão linda fazendo isso..." Confessou observando ela continuar o que estava fazendo. "Merda..." Resmungou. "Me deixa te tocar Mallory."

Ela mordeu mais os lábios olhando em seus olhos e assentiu.

"Allison." Ela falou baixinho quando ele se sentou na cama. "Eu não estou trabalhando, lembra?"

Tyler sentiu ela puxar sua mão e logo depois ele estava sentindo a pele macia de sua barriga.

"Me toca..." Ela pediu.

"Daquele jeito?" Perguntou nervoso enquanto deixava os dedos escorrerem por seu sexo.

"Não." Ela guiou os movimentos de sua mão. "Pra dormir eu gosto de me masturbar devagar... "

"Porra..." Ele resmungou sentindo tudo o que ela estava disposta a lhe dar. "Você está tão molhada..."

"Eu estava pensando em você..." comentou baixinho para deixá-lo com ainda mais tesão. "Assim!" Ela tremeu verdadeiramente. "Não pare!" Ela pediu antes de gemer alto.

Tyler continuou os movimentos leves e constantes sem penetrá-la. Ele amou ouvir ela gemer e pedir mais, se entregar e se derreter em seus dedos. Ela apertou os lençóis, as suas pernas e quando arquejou, ele não resistiu e a penetrou com dois dos seus dedos fazendo com que ela revirasse os olhos extasiada com o orgasmo que tinha conseguido.

Tyler estava maravilhado por conseguir que ela relaxasse de verdade como agora.

Ela sorriu e olhou em seus olhos antes de finalmente agradecer.

"Obrigada Tyler." Ela se encolheu parecendo estar um pouco insegura.

"Vem comigo..."

"Acabei de gozar em seus dedos." Comentou rindo, quase inocente. "Não precisa."

"Ok." Preferiu não insistir e a ajudou a se cobrir. "Qualquer coisa... qualquer coisa mesmo, sabe onde estou."

"Boa noite Tyler..." Ela riu. "E obrigada de novo." provocou.


Ui. Hehehe. Tanto ainda tem que acontecer... Tanto ainda vão conversar... como será que as pessoas que se importam com eles vão reagir a isso tudo? Hmmmm

Me deixem saber de tudo, ok? Hehe


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Bjs, Mi.