We're throwing stones at a glass moon

Memórias (parte I)

N/A: James – 11 anos; Lily – 6 anos.

- Jay – chamei meu primo que deveria ter uns onze anos.

Estávamos sentados no chão em porcelanato e aconchegadamente friozinho da varanda, no casarão da vovó, após o almoço.

Era verão e ali sempre fora o nosso local preferido (perdendo somente para a cerca do pomar) para ter um descanso, era raro querermos descanso e em certos momentos não tínhamos escapatória (entenda-se: nossos pais nos obrigavam a parar de brincar), abrigados em um clima aprazível a aguardar inquietos e ansiosos para retornar à peraltice.

James me encarou compenetrado, com aqueles olhos que me lembravam cauda de chocolate em movimento recém-saída do fogo. Pela minha entonação, ele sabia que vinha uma pergunta pela frente. Paciente e atento, ele esperou que eu prosseguisse.

- O que é sexo?

Não me recordo se houve outra situação em que meu primo corou tanto e tensionou o corpo e o rosto de um jeito tão sem graça e nervoso.

- Então Jay – insisti, impaciente com a sua falta de resposta, pois ele sempre sabia de tudo, lógico que me explicaria sobre sexo! – O que é sexo? – repeti com maior ênfase.

- Pergunta pro seus pais!

Ele estava aborrecido (eu não tinha idéia da razão) e acho que sua coloração facial já não se devia unicamente ao embaraço.

O olhei confusa e ofendida, cinco anos de diferença entre nós faziam com que eu me sentisse uma pirralha idiota perto dele, às vezes...

Percorri com meu pequeno dedo indicador o vão entre as lajotas gélidas do piso, desviando minha atenção de James, eu estava sutilmente embaraçada em ter que admitir algo.

- Eles não me respondem... – me referi aos meus pais, admitindo a verdade em palavras altas, entre chateada e triste.

Afinal, por que eles se negavam a me dizer? Por que só quando eu fosse mais velha? Mais velha quando? Eu era tão incapaz de entender isso?!

Senti a respiração de James contra a minha franja ruiva e voltei meus olhos para ele, a vergonha esquecida e tendo reascendido minha esperança em obter a resposta.

Agora ele observava com falso interesse a porta que ligava o restante da casa ao compartimento em que estávamos.

- Quando um homem e uma mulher... – parecia que ele acabara de aprender a falar, o jeito descontraído e seguro de pronunciar frases, pertencia a outro James de onze anos.

- Sim? – incentivei-lhe, ansiosa por saber.

- Quando eles... – ele engoliu em seco, comprimiu os lábios em todas as direções possíveis e um vinco se materializou perigosamente entre as suas sobrancelhas.

O fitei realmente preocupada. Será que era por isso que meus pais se recusavam a me explicar? Por que doía ter de contar? Então qual a relação disso com a minha necessária maturidade?

Eu estava mais perdida do que antes. Mas de uma coisa eu tinha certeza.

- Não precisa mais explicar James – reuni muita determinação e nobreza para vencer a minha curiosidade em prol do bem estar dele.

Eu não queria machucar ninguém, muito menos meu primo.

Este, enfim me encarou.

- Não... precisa? – ele ainda não tinha recuperado totalmente a arte de se comunicar.

Balancei a cabeça em concordância, a franja temporariamente me impedido de ver um palmo adiante, o que me fez mergulhar meus dedos nela e retirá-la sem delicadeza de cima dos meus olhos. Então, pude visualizar James reproduzindo a mesma careta de antes, só que em vez de fitar a porta, fitava a mim.

Ele também estava determinado a fazer algo.

E num só fôlego, disparou – Sexo-é-quando-uma-mulher-e-um-homem-vão-pra-cama e o... o... – ele havia começado muito bem, apesar de mais se assemelhar a uma metralhadora do que a um garoto normal que conversa com a prima cinco anos mais nova.

Porém, eu havia conseguido acompanhá-lo e entender o que dissera.

Até ele voltar a ruborizar-se e gaguejar.

Pelo menos ele foi mais longe.

- Você sabe... – emendou evasivamente e notou meu olhar gritando: "o que? O que?! O que!!", suas sobrancelhas aparentavam querer tocar o céu acima de nós e ele respirou fundo.

- Você sabe o... – e apontou com o rosto cintilando, como fogos de artifício de cor vermelha, para um ponto próximo de sua virilha.

- Seu pinto? – indaguei ainda não entendendo nada daquele papo de sexo.

Era mais difícil do que eu pensava...

E temi por James, ele parecia que entraria em ebulição e sua cabeça seria pipocada para fora de seu pescoço.

Ele fixou seu olhar no piso e assentiu, movimentando a cabeça como se fosse um martelo descontrolado e extremamente veloz, além de ser rubro.

- E a sua... – e relutantemente apontou, tremendo levemente, para o local no meu corpo que correspondia ao indicado por ele no seu próprio.

- Ahh sim! – fiquei feliz por entender algo e satisfeita comigo até então, me aprumei sentada sob minhas pernas preparada para a próxima etapa e sorri encorajadora para ele – E daí?

James havia desfeito como que por mágica a expressão de alívio que expusera. Dando um tapa na própria testa logo em seguida, eu o levara a acreditar (com a minha exclamação entusiasmada) de que havia entendido tudo e não só uma etapa da explicação. Acho que desde aquela época ele se lamentava de ter uma prima como eu.

Jay puxou o ar com força para dentro dos pulmões, os enchendo por inteiro.

- O casal... – pausou e copiou o gesto anterior, mais ruidosamente -... Vai pra cama e o homem... – me olhou depois de passar as mãos pelos cabelos espetados, claramente esperando que eu berrasse: "não precisa mais Jay, já entendi".

A esperança é a última que morre...

Entretanto, eu ainda não havia compreendido e o olhava de volta, como se aguardasse que ele começasse a regurgitar bombons intactos e embalados de chocolate.

Mais uma vez, ele sugou sofregamente oxigênio.

- Ele enfia o... – gesticulou para o órgão genital entre as pernas, não lhe narrando o nome e com as maçãs do rosto pegando fogo -... na sua...

Pelo tom de sua voz e cor de sua face, eu havia aprendido a que (exatamente) ele estava se referindo, que era minha.

- Só isso? – o impedi de completar, não conseguindo conter meu desapontamento a tempo de deixá-lo terminar de cumprir o seu papel de professor.

James me encarou dividido entre raiva e descrença.

- Que coisa mais sem graça! Pensei que sexo fosse mais gostoso que chocolate, pelo que ouvi sua mãe dizer – justifiquei, admirando meus próprios dedos curtos e delgados arrumarem a barra do meu vestido florido.

Logo, não pude sondar as emoções de James. O que me fez continuar, inocentemente.

- Ela disse que seu pai é um animal na cama. Ela gosta de bichinhos de estimação? – volvi minha atenção para James, a fim de me certificar de que ele estava atentando para o que eu dizia e de que ele me responderia.

Todavia, ele tinha as mãos sobre os ouvidos, os olhos fechados apertadamente como quem tem medo de encarar um monstro, as bochechas ainda vermelhas e da boca escapavam sentenças desconexas como: "não quero ouvir isso! Não quero!".

- Jay – o chamei, magoada por não ter sido escutada e ser tratada tão rudemente.

O que eu fizera de errado? Disse algo que não devia? James não gostava de animais de estimação, era isso? Ou ele tinha medo?

Como ele não ligou, coloquei minhas mãos sobre as deles e vagarosamente, o fiz desfazer o gesto estranho.

- Obrigada por ter explicado – dei-lhe o melhor sorriso que podia ensaiar, verdadeiramente agradecida.

Ele me olhou contrariado e de bico acrescentou, desviando o olhar de mim – De nada – estava com a cor da pele quase normal.

Se pôs de pé, espanando a roupa sem motivo, o imitei.

Caminhamos para a porta e ele pisou no primeiro degrau da escada, que conectava o andar superior (no qual ainda estávamos) ao térreo, quando o interpelei repentinamente:

- E o que é masturbação Jay?

Ele tropeçou num obstáculo invisível e rebolou escada abaixo.

Quebrou um braço e uma perna. E ficamos proibidos de ir para a varanda sem um adulto por perto, mais especificamente: James de descer as escadas, sozinho...

Fim da "Memórias (parte I)"


- E então, a gente gripou – Samara arrematou, se referindo ao acontecimento que foi caminharmos na praça debaixo de chuva no dia anterior, com uma animação infundada para o nosso grupo de universitários

Aline, Alice, Frank e Edgar.

O último passa impune sob o olhar da coordenação do curso e da universidade. Como ninguém nota que um cara da idade do meu primo (podendo até ser mais velho) está estudando direito sob as asas de propina do corrupto do Potter? Que país é esse?!

Quanto à gripe...

Eu simplesmente entupi meu nariz com o máximo de lencinhos de papéis que couberam (e não caberiam, mas eu sou capaz de coisas impossíveis) e se houvesse um dreno com pressão negativa que ligasse meu nariz à França, os charmosos franceses não sofreriam com a escassez hídrica... Eles teriam que dá uma filtradinha básica, mas o que é filtrar muco com catarro quando eles filtram água da privada?

Mattiazzi me encarou impassível.

Eu tremi.

Ele lê pensamentos?? Será que ele pode me dedurar para o Potter-Potty só porque o chamei de corrupto e espalhei aos quatro ventos do meu cérebro que ele paga proprina?!

Ai meu santo...!

...!

Ele não pisca! Que tipo de pessoa não pisca?! Ele é um robô, só pode ser!

- A senhorita Potter está bem? – ele perguntou praticamente sem mover os lábios.

Longbottom nos olhou com um interesse científico. Por que a Lice tinha que arranjar um namorado nerd? O Frank é um garoto legal, mas às vezes ele é tão... nerd. E ele não sabe do Edgar, então ele é um nerd meio desligado dos babados da universidade.

Acho que ele nem é mais tão ruim assim.

Sorri orgulhosa para Frank e me atirei no colo de Edgar (o qual nem piscou! Ele nem movimentou um músculo! Esse cara é o demo...).

- Meu namorado – estico os lábios e resisto a dizer "que kut kut da mamãe Lily" ao apertar-lhe as bochechas (nuss... Que são duras, esse cara NÃO é normal!)

- Ele não é fofo me chamando de senhorita? – perguntei e Frank devolveu um sorriso muito forçado, temi que o rosto dele fosse se rasgar em dois, tamanha a tensão.

Rapidamente ele voltou a prestar atenção na namorada.

Nerd...

Como se tivesse levado uma alfinetada no traseiro, me levantei deixando meu namorado intacto e imóvel, mais imutável que o tiranossauro Rex em exposição no museu de Londres (pelo menos o dinossauro já está morto).

- A-ah! Preciso devolver os livros antes das dez! – desajeitada e apressadamente juntei minhas tralhas num montinho e o abracei, como se acarinhasse um grande urso panda.

Dirigi meu olhar carente, de ruiva jogada na sarjeta necessitada de um lar quente e de sopa e talvez até de um cafuné, para Mattiazzi.

Edgar continuou sendo Edgar, ou seja, um cara em segundo lugar no disputado ranking dos "sem coração".

A medalha de ouro, logicamente, é do Potter.

Apelei para minhas amigas, Frank espertamente desentupia a boca de uma delas. Preciso narrar o ridículo a que as outras se submeteram para não me ajudar?

Bufando revirei meus olhos e segui, como se estivesse sobre uma corda bamba, para a biblioteca antes que o intervalo terminasse.

Sem que uma única boa alma me oferecesse ajuda. Nessas horas todo mundo tem sempre algo inacabado pra fazer, ou miraculosamente não vê uma garota com um negócio VERMELHO sobre a cabeça tentando dar uma de malabarista.

Sinceramente...

Tomara que o juízo final chegue logo.


- A-ah! – berrei pela décima terceira vez, isso é que é azar.

Se eu não tinha uma escoliose, já ganhei uma de tanto derrubar minhas coisas, ajuntá-las e equilibrá-las de novo.

Talvez eu desenvolva uma hérnia também.

- A-ah! – não, não caiu de novo.

A biblioteca estava fechada.

- A-ah meu rei dos tomates... – analisei incrédula a construção que me lembrava uma igreja medieval enorme.

Hoje era sexta-feira treze por um acaso?

- É bonita, não é? – alguém ao meu lado comentou.

- A-ah! – tive vontade de engolir de volta a interjeição, que saíra naturalmente junto com o gás carbônico de mim – Me desculpe, virou costume – falei humildemente e pude respirar e enxergar de verdade.

O garoto havia me ajudado, segurando alguns livros.

Ele era alto e magro, mais branco que eu e de cabelos tão escuros e lisos quanto os meus são ruivos.

Escova definitiva? Cabeleireiro eficiente...

- Obrigada – agradeci internamente por não ter saído mais um "a-ah!" e não obtive sucesso em sufocar um suspiro de derrota.

Não havia conseguido chegar a tempo para a devolução dos livros. Eu pagaria multa e receberia suspensão logo em período de prova, que mandinga!

Ele me olhou simpaticamente após ler algumas capas dos meus livros, que carregava.

- Posso entregar esses livros ainda hoje pra você – ele transformou o meu dia.

Como eu não havia reparado que a biblioteca era (mesmo) bonita?

- Sério? – só faltei sacudir-lhe o braço, se eu tivesse um terceiro braço também.

Ele sorriu meio incerto, sem ter certeza se deveria responder ou não, na dúvida sorriu inseguramente. Talvez ele não costumasse sorrir...

- Você trabalha aí? – resolvi perguntar e antes que ele pudesse falar algo – E ah! Eu sou Lily Evans – me apresentei alegremente e teria apertado sua mão, se tivesse uma terceira mão.

- Severus... – ele me fitou estranhamente – Snape.

Senti alguém gritar dentro do meu cérebro, o que é realidade muito comum para mim, mas que eu nunca me acostumei com essa voz mandona demais.

Estava atrasada!

- A-ah a minha aula! A gente se vê depois Severus! – acenei e corri até minhas pernas doerem, estava distante do bloco do curso de direito.


- A McGonagall vai se aposentar? – interpus explodindo de alegria.

Era espontâneo, não me levem a mal, não sou muito fã de fofocas. Contudo, a mulher era o terror do primeiro e terceiro ano do curso. Dizem que ela pendurava no teto da sua sala de estar as provas que tiveram nota abaixo de oito e a partir de então, os estudantes (cujas provas foram decapitadas e enforcadas no teto) nunca mais alcançavam um oito por toda a vida... E ainda cometiam suicídio se afogando no bebedouro do corredor das salas de direitos humanos...

Sinistro...

- De onde você ouviu isso? – Samara se virou para mim antes de entrarmos no carro da Aline, que recebera sua carteira de motorista há uma semana.

Acreditem-me, não preciso ir numa montanha russa tão cedo.

Uma turba de estudantes se espalhava pelos terrenos livres da universidade de Hogwarts, alguns se acomodando debaixo dos carvalhos para almoçar e seguirem para a próxima aula, outros entrando em carros, como nós, para retornarem aos seus lares ou repúblicas, já que não teriam aulas pela parte da tarde.

Meus dias preferidos...

- Por aí... – foquei minha atenção em Samara de novo.

- O porteiro não me falou nada – ela parecia importunada, até repensar mais uma vez e ajeitar os cachos sem muito zelo para longe dos próprios ombros - Provavelmente é mentira.

Quanta intimidade...

- E como anda o seu primo Lily? – Alice perguntou sem segundas intenções ou maldade, ela era realmente meiga.

O problema era que as duas inconvenientes da rodinha estavam num silêncio na frente do carro.

Elas escutaram.

- Pois é! O amigo do Edgar! – concordou Aline completamente por fora dos papos e já adquirindo o tom aéreo, tão característico de quando até a caspa do Edgar era trazida à baila.

Pronto, vamos morrer no trânsito.

Dei um beslicão na Lice.

- O cara que só perde para o cara da praça – completou Samy que entusiasmadamente quebrara duas regras do código de trânsito, estava sem cinto e de joelhos no banco, totalmente virada para a traseira do automóvel.

Ela estava me encarando como quem vê uma apetitosa e enorme torta de morango.

Mereço...

- Não, o Edgar é muito mais bonito que o cara da praça! – contrapôs em tom de "fim de conversa" Aline.

E ela nem viu o cara da praça... Deus!

- O Frank é o homem mais bonito e sexy que existe! – Alice ainda massageava o local no qual sofrera um atentado advindo de mim e se inclinou para perto das outras duas, depois de me lançar um olhar muito ofendido.

Era muita besteira para três garotas só! E francamente, o Frank nerdesco, sexy?! Onde foi que drogaram a Lice?!

- A-ah! Querem saber de uma coisa? Eu vou pra casa sozinha! – esperneei e chutei a porta de passageiro.

Elas se calaram e notaram a minha presença se esvaindo para fora do veículo.

- Sua grossa – Alice me criticou, ignorando perfeitamente a forma que estava discutindo tão docemente com as outras.

- Volta Lily, eu te levo! – berrou Aline acenando para que eu permanecesse no meu lugar.

- Hey Lily! – Samara se juntou ao coro.

Dei um tchau, mandei beijos e continuei caminhando, pulando alguns canteiros e desaparecendo no interior do terreno de Hogwarts.

Poucas eram as turmas que ainda teriam aula, alguns casais simplesmente curtiam a presença um do outro, debaixo do clima agradável e sob a grama confortável dos jardins.

O romance estava brotando ternamente entre os pombinhos. Mas nem todos eram casais que estavam ali...

- Severus? – visualizei, sob uma faia, um garoto semelhante ao que me ajudara ainda hoje, só que mais cedo.

Ele esticou as pernas, parcialmente receoso.

- Oi – e respondeu fracamente, me olhando paralisado como se eu tivesse acabado de pegá-lo fazendo algo indevido.

E ele estava jogando simplesmente game boy, que mal poderia haver nisso?

- Beleza? A minha aula já acabou – falei realmente realizada, por ter uma tarde toda para jogar fora...

Com as conseqüências eu lidaria depois.

- E por que você não foi com as suas amigas? – ele em seguida adquiriu uma coloração rosada e tímida.

Ah, era isso o que ele estava fazendo de indevido...

- Elas se viram bem sem mim – dei de ombros, não me importando realmente - E você? Terminou seu expediente?

Eu simpatizei com ele de primeira. Poxa, o garoto havia salvado a minha pele.

- Eu não tive expediente, meu trabalho é de meio período na biblioteca e é no horário da tarde. Eu vim hoje porque tinha que... – seus olhos vagaram desfocadamente pela minha mochila, o que me leva a crer que ele estava prestes a mentir ou criando coragem para contar a verdade.

- Ajeitar umas coisas para amanhã... Apesar de hoje ter tido folga – completou não muito persuasivo e recordei que graças à folga dele, eu quase ficava suspensa.

Ô justiça divina cega... De qualquer jeito, ele me salvou.

E eu não iria discordar do que ele dissera, quando ele estivesse pronto para falar, falaria.

- Então você cursa o que Severus? – acomodei mais adequadamente minha mochila às minhas costas e acrescentei – Você não se importa que eu lhe chame de Severus, certo? Às vezes me esqueço que vocês britânicos não devem ser chamados pelo primeiro nome assim, tão repentinamente.

Ele abriu e fechou a boca inúmeras vezes.

Decidi fazer algo.

- Você pode me chamar de Lily – disse para ficarmos quites.

- Claro... – observei seu pomo subir e descer ao engolir uma quantidade de líquido ausente – Lily.

- Fácil, né? – sorri e ele se levantou, colocando a mochila tropegamente sobre um único ombro – Você volta como?

Severus me encarou como um coelho coagido. Eu tinha cara de raposa esfomeada? Sacudi a comparação animalesca da minha mente.

- Faz tempo que não ando de metrô, você me guia! – o puxei subitamente pelo pulso.

Ele não teve alternativa, a não ser me acompanhar.


N/A: Sevvie \n.n/ Ruiva louca \n.n/

Ca-ham, ele já tá caidinho... E cadê o Potter? Hey, eu nem demorei e se vocês verem por um lado... O MICHAEL JACKSON VOLTOUUUUUUUUUUUUUUU E EU AMO ESSE LEITINHO GOSTOSO DE NARIZ DEFORMADO (?)

R&R ;)