Lucy ficou tão indignada com o fato da amiga ser injustamente posta em detenção, que passou o almoço inteiro após a aula de poções falando sobre isso.

- Dominique, você não aprende! – disse irritada Victoire – novamente uma detenção!

- Você não estava lá para ver a injustiça que foi Victoire, ela literalmente não fez nada! – falou Lucy.

- Deixa para lá, Lucy! – disse Dominique – Teddy, te admiro muito por aturá-la.

A Weasley se levantou novamente estressada com sua irmã e seguiu para o Saguão de Entrada, onde avistou Andrew e seus amigos e fez questão de esbarrar no namorado.

- Ei! Essa garota só cria problemas! – disse Isaac.

- Deixem comigo. – falou Andrew sorrindo – Eu encontro vocês na próxima aula.

Dominique desceu para o porto onde sentou no último degrau da escada e se encostou na pequena casinha de pedras. Seu namorado descia correndo para se encontrar com ela.

- Domi, o que aconteceu? – perguntou Andrew, em seguida brincou – Não está conseguindo trocar apenas olhares.

A reação da menina não foi esperada por ele, ela olhava para o lago negro como se estivesse sozinha e logo após o comentário humorado que Andrew fez, uma lágrima escorreu dos olhos da loira, deixando-o assustado. Ela nunca tinha ficado naquele estado na frente de ninguém.

- Ei, ei, ei – disse o namorado se levantado e ficando de frente ao rosto da menina – o que houve?

- Estou atrasada na matéria, os treinos de quadribol estão me matando, Victoire só sabe pegar no meu pé, e estamos distantes um do outro. – disse Dominique, a cada palavra que saia de sua boca mais lagrimas escorriam pelas suas bochechas.

Ele se levantou e esticou a mão para a namorada que a segurou, assim Andrew a ergueu do degrau empoeirado e a abraçou. Dominique apertou seu rosto contra o peito do rapaz e quando parecia ter se acalmado um pouco, o rapaz a ergueu colocando seus pés 37 sobre os dele 41 e começou a cantar e se movimentar de modo aos dois dançarem.

- Andrew – suspirou a garota – você canta muito mal.

Os dois riram e o rapaz imediatamente parou, ele comentou que graças a Merlin ela tinha voltado ao normal. Em seguida olhou profundamente para os olhos verdes da namorada e disse:

- Eu te amo, Dominique Weasley.

"Eu te amo?" pensou a Weasley, essa foi a primeira vez em um mês namoro que Andrew havia dito aquelas palavras. Naquele momento, a menina até esqueceu de seus problemas, estava tomada pela felicidade e pela paixão, mas logo se lembrou do que Roxainne havia lhe dito há alguns dias atrás.

- Andrew, eu tenho que te falar mais uma coisinha, que está me incomodando um pouco – disse Dominique – Minha avó materna era uma veela, acho que talvez você possa estar enfeitiçado por essa característica.

- Você está brincando, não é? – perguntou retoricamente o rapaz – eu sei a diferença entre as paixões, quando tinha treze anos, meu pai me colocou em uma sala sozinho com uma veela, ele queria que eu não tivesse fraquezas.

- Sério? – perguntou Dominique curiosa.

- Sim, ele é meio paranoico, vivenciou a guerra, mas não lidou muito bem com ela. Então ele me preparou minha vida toda para não ter fraquezas. – falou o menino – Por isso que eu gosto de você, pois me mostrou que ainda sou humano, ainda posso amar. Você me salvou.

O casal se envolveu em um beijo intenso, Dominique estava com tanta vontade de beijá-lo que só conseguiu separar seus rostos quando perdeu o folego. Eles voltaram a se sentarem na escada, dessa vez, abraçados.

- Então você é imune aos poderes das veelas? – perguntou a loira.

- imune não, mas sei manter meu auto controle perto de uma, não viro um bobalhão – disse o rapaz fazendo a namorada rir – Para falar a verdade, esse gene de veela em você não é tão forte.

"Não é tão forte?" pensou Dominique, que estava crente que o Sonserino podia estar sob efeito do gene, principalmente, porque ele havia dito "eu te amo".

A tarde foi caindo, a paisagem estava linda, o sol sumia por trás da montanha, deixando o céu com um tom alaranjado e o lago negro, iluminado. O casal sabia que deveriam volta, pois seus amigos estariam procurando por eles.

- Vamos ficar até o sol sumir? – perguntou a loira.

- Sem dúvida, não perderia essa oportunidade por nada. – disse o rapaz beijando o pescoço de Dominique.

- O que mais seu pai te mandava fazer? – perguntou a Weasley.

- Muitas coisas, consigo defender mentalmente o feitiço legilimens – respondeu Andrew pensativo – consigo ficar cinco minutos de baixo d'água sem respirar e sem nenhuma magia, dentre outras coisas.

- Poxa, seu pai deve ter sofrido muito nas mão dos comensais – disse Dominique olhando para o sol que estava quase todo coberto pela montanha – por isso toda paranoia.

- É, deve ser – falou Andrew – Vamos voltar, o Sol já se foi.

No caminho de volta para a sala comunal da Grifinória, Dominique decidiu escrever uma carta para sua mãe lhe perguntando sobre o seu gene de veela, pois estava curiosa com a resposta dada pelo namorado, de que nela não era tão forte. Rapidamente escreveu a carta e preferiu não mostrar para Lucy, em seguida chamou sua coruja Harpie e lhe entregou o envelope.

Na semana seguinte começaram as provas bimestrais, por conta disso, tanto jogos, quanto treinos de quadribol foram adiados. Dominique conseguiu colocar a matéria em dia com a ajuda de Lucy e Dylan.

Depois de alguns dias longe de Hogwarts, a coruja de Dominique voltou com duas cartas, uma era do professor Slughorn, que havia marcado a detenção para a tarde após o exame de poções, e a outra era de sua mãe com a resposta para suas perguntas.

"Filha, de fato você não tem o gene de veela como o principal, ao contrario de seus irmãos, nesse sentido, acabou puxando para o lado lobisomem de seu pai. Nós demoramos muito para descobrir, mas todo dia de lua cheia, você perde um pouco do autocontrole, e acaba fazendo coisas por impulsão. Esperamos que esteja bem, beijos. mère".

"Isso explica muita coisa" pensou Dominique, lembrando-se da tarde em que beijou Andrew pela primeira vez e do por do beijo ao por do Sol no porto de Hogwarts. Realmente os dois foram por impulsão. "Bom, o soco no nariz dele no segundo dia de aula não foi por impulsão" riu sozinha a menina.

- Dominique, você está bem? – perguntou Lucy ao ver a menina rindo para o livro de História da Magia – nem eu consigo fazer isso.

- Não é nada, eu estava me lembrando de umas coisas.

- Por que não está estudando poções como eu falei? – disse Lucy severamente.

Dominique deu de ombros, pegou se livro de poções, passou o braço pelo ombro da prima e disse para irem para a sala comunal estudar para a prova do dia seguinte.