Álbum de família
Capítulo 6-- O paraíso parece estar tão próximo
Sheffield, Dezembro de 1943
Narrado por Isabella
-Bate o sino pequenino sino de Belém, faz nascer Deus menino para o nosso bem. Hoje a noite é bela vamos pra capela... - Cantava Reneesme com sua voz infantil circulando a nossa pequena árvore de Natal. Tanto eu quanto a Alice não podíamos nos dar ao luxo de gastar com coisas supérfluas. Nós ainda tínhamos uma boa quantia, ainda mais porque trabalhávamos, mas dentro de mim a esperança dessa maldita guerra acabar já estava se esvaindo. Fazia meses que eu não via o Edward e a Alice não conseguia escutar o nome do Jasper sem passar horas a fio chorando.
Eu entendia o lado dela. Pelo que o Edward havia falado da última vez que esteve aqui a situação que o Jasper havia se metido era irreversível. O que eu entendi era que a motivação do Jasper não era propriamente proteger o seu país e sim uma espécie de vingança pessoal pelo que seu povo estava sofrendo na Alemanha.
Eu não tinha muita noção do que era, mas a Alice disse que a partir de 1933 os judeus que eram espertos começaram a fugir do país, já que nesse ano subiu ao poder o partido conhecido como nazista. E os relatos de repressão só tenderam a aumentar e por essa vingança o Jasper permanecia na linha de frente querendo levar para o inferno o máximo de "monstros" que ele conseguisse.
Em minha opinião ele estava sendo egoísta por não estar pensando na agonia que a Alice sofria, mas eu não poderia julgar um soldado que só ver mortes há quase quatro anos.
-Porque você parou de cantar querida? - Perguntou Alice acariciando os cabelos ruivos de Nessie enquanto enfeitava da melhor forma possível a precária árvore.
-Porque eu lembrei que os homens maus destruíram a igrejinha – Respondeu Reneesme e aquela resposta tão sincera mexeu comigo. Eu lembrava que na minha infância as preocupações não eram essa. E era difícil ver a minha princesinha crescer sentindo o peso da morte em seus pequenos ombros.
-Não foi os homens maus, amorzinho, foi a chuva – Disse Alice sorrindo tentando me tranquilizar com um olhar – E nós vamos ter uma comemoração aqui em casa com direito a você fazer anjo de neve e bonecos com o nome do papai.
Reneesme se tranquilizou com a resposta de Alice e sorrindo voltou a cantarolar. Eu fiquei observando as duas imaginando como cada dia era uma pequena vitoria. A campanhia tocou e como a Leah e a Sue tinham saído foi abrir me deparando com um homem vestido de soldado. Ele era loiro com a cabeça raspada e era bem bonito. Tinha várias pequenas cicatrizes pelo rosto e seu braço estava enfaixado.
-Você é Isabella Swan? - Perguntou o rapaz, que não aparentava ter mais do que dezoito anos, e eu estranhei o uso do meu sobrenome de solteira.
-Cullen agora – Falei tentando parecer calma – O que deseja?
-É sobre o seu irmão mais velho, ele morreu – Anunciou o rapaz sem a menos sensibilidade e eu senti minhas pernas enfraquecerem e só não caí porque ele me segurou – Desculpa, mas eu nunca soube dar noticias.
-Aconteceu alguma coisa, Bella? - Perguntou Alice e eu respirei fundo para não começar a chorar.
-Nessie, vai para o seu quarto brincar com suas bonecas – Pedi e minha pequena correu para dentro e fiz um gesto para o menino entrar – Como o meu irmão morreu?
-Em batalha. Eu estava ao seu lado e o prometi que viria atrás de você – Disse o rapaz tirando um envelope branco do casaco com algumas manchas vermelhas que eu tentei não imaginar que era sangue. Eu peguei a carta com as mãos tremendo e a abri.
Querida Bella,
Eu infelizmente não consegui fugir do Exercito Vermelho, mas agradeço a Deus por ele estar ao lado dos ingleses assim não me sinto um traidor completo.
Primeiro, quero pedir desculpas por não ter podido comparecer ao seu casamento e rogo que seu marido seja bom para você, mesmo imaginado que ele também esteja na guerra.
Segundo, rogo por sua misericórdia. Sei que deveria está escrevendo para os nossos pais, mas nunca confiei na piedade da nossa mãe então venho até ti por essa carta. Sei que é pedir de mais, só que Bella, por favor, tome conta da minha Victória e do meu pequeno filho. Eu me portei contra o governo e não consigo imaginar a minha preciosa esposa fazendo trabalhos forçados.
O James é de total confiança, ele me salvou inúmeras vezes e peço agora abelhinha que me ajude.
Do seu irmão que te ama.
Passei a carta para Alice tentando não notar tanto o sangue quando as manchas que pareciam ser de lágrimas no papel. Será que essa maldita iria arrancar tudo dela? Tudo de bom que ela tinha iria partir?
Só que eu tinha que me lembrar constantemente do que o padre havia falado para mim. Eu não podia olhar as perdas e sim se lembrar do que havia ganhado. Tinha uma bela filha. Tinha um marido que a amava e que ainda estava vivo. Tinha uma amiga que sempre permanecia ao meu lado. E agora ganharia uma nova irmã e um sobrinho.
-Se a senhora não quiser a Victória e a criança eu vou tentar entrar em contado com um homem em Paris que ajuda pessoas a ir para a América – Falou o rapaz que deveria ser o James e sorri perante sua aflição.
-É claro que ela vai ficar aqui – Falei e Alice confirmou com a cabeça.
-Tem onde passar a noite? - Perguntou Alice com um pequeno sorriso.
-Eu sou um desertor, senhora, não tenho mais para onde ir – Respondeu o rapaz parecendo triste com tal realidade.
-Você pode trabalhar aqui fazendo os serviços pesados, não podemos pagar, mas você terá teto e comida – Falou Alice sorrindo.
-Muito obrigado senhora – Disse o rapaz e pedi que ele ajudasse a minha cunhada a vim para cá e entrei no meu quarto onde me permiti chorar por mais uma perda.
Londres, Dezembro de 1943
-Eu ainda não acredito nisso – Disse Rosalie sorrindo para Emmett enquanto o mesmo acariciava os fios dourados.
-Todas as minhas folgas são suas, esposa – Falou Emmett sorrindo deixando amostra suas adoráveis covinhas. Ninguém da família sabia do casamento, mas os dois acharam melhor esperar a guerra acabar para que a noticia se espalhasse.
-Eu sentia falta de Londres – Comentou Rosalie se aconchegando nos braços fortes do grandalhão – E foi ótimo voltar com você querido.
-Eu soube que a Alice e a minha cunhada moram no interior agora para fugirem dos bombardeios, você quer passar o Natal em família? - Perguntou Emmett sabendo o quanta falta Rosalie sentia das duas.
-Você faria isso por mim, Emmett? - Perguntou Rosalie sorrindo abertamente.
-Isso e muito mais minha ursinha – Respondeu Emmett roubando os lábios da loira para si.
Sheffield, Dezembro de 1943
-Bella, aconteceu alguma coisa com a Reneesme – Falou Alice e a morena saiu correndo para o quarto da filha a encontrando chorando muito.
-Meu amor, o que aconteceu? - Perguntou Bella pegando a menina no colo e só depois de vários minutos chorando é que a menina encarou a mãe.
-O menino da escola disse que Papai Noel não vem esse ano – Disse a pequena fazendo bico.
-E porque ele não vem? - Perguntou Bella olhando aflita para a Alice.
-Porque os homens maus derrubaram o treno dele – Respondeu Nessie e Bella sentiu o seu coração pequeno diante daquela afirmação.
-Oh minha querida! É claro que o Papai Noel vai vim – Disse Bella beijando a testa da criança.
-Tem certeza mamãe? - Perguntou Nessie eu Bella sorriu – Então ele vai trazer minha boneca e o papai?
Narrado por Isabella
-Nessie, você sabe que o papai ta lutando contra os homens maus – Falou Bella sendo interrompida pela campanhia. Não liguei para esse detalhe e continuei a tentar falar com Nessie, eu não queria que ela perdesse a crença no bom velhinho tão cedo.
-Ola – Cumprimentou aquela voz masculina e eu levantei meu rosto surpresa. Até eu estava começando acreditar em espirito natalino.
-Ta vendo, Papai Noel te presenteou mais cedo – Sussurrei para Reneesme que arregalou os olhos pulando do meu colo para abraçar o pai. Fazia tanto tempo que eu não via o seu rosto de anjo e a tristeza escondida por trás daqueles olhos verdes era difícil de assimilar.
-Tava com saudade papai – Disse Nessie sorrindo tocando no rosto do pai que se abriu em um largo sorriso.
-Eu também minha princesinha – Falou Edward beijando a testa dela – Porque você não vai lá na sala conhecer seu tio Jasper?
-Ta bom – Falou Nessie que saiu correndo pelos corredores.
-O Jasper também veio? - Perguntei me levantando me aproximando lentamente daquele que sempre seria o dono dos meus sentimentos.
-Veio – Confirmou Edward segurando meu rosto com suas suas mãos. Ele ficou um longo tempo observando meu rosto como se tentasse ver casa detalhe que mudou com os meses – Minha imaginação nunca faz jus a sua beleza, minha Isabella.
-Eu pensei que ia passar o Natal sem você – Falei subindo minhas mãos pelo seus braços apreciando o contato entre nossas peles.
(N/a: Cenas Nc-17 quem não gosta pode pular para a próxima nota da autora)
Percebi que ele ia descendo o tronco e suspirei com força quando seu boca tocou a minha. Prendi minhas mãos em sua nuca sentindo falta de quando se cabelo era maior. Ele me puxou pela cintura colando seu corpo completamente no meu e eu já podia sentir o tamanho do ser desejo.
Empurrei os nossos corpos de leve saindo do quarto da nossa filha e nunca apreciei tanto o seu senso de direção quando senti minhas costas em contato com a superfície macia da cama. Quando o ar se tornou completamente indispensável ele se afastou mordendo meu queixo e eu joguei minha cabeça para trás dando livre acesso a sua boca ao meu pescoço.
Ele passou lentamente o nariz por minha pele já sensível ao toque aspirando calmamente o meu cheiro parecendo gravá-lo em sua mente. Mordi o lábio com força quando senti seus dedos se movendo pelos pequenos botões que havia nas costas do meu vestido aproveitando para abrir o fecho do meu sutiã e logo eu estava despida da cintura para cima.
-Você é tão perfeita – Sussurrou Edward mordendo o lóbulo na minha orelha enquanto uma mão sua se fechava no meu seio direito – Eu mal consigo refrear meu desejo.
-Então não o faça – Pedi sabendo que ele podia ler o meu desejo quase insano pelos meus olhos.
-Eu não quero te machucar, você é tão delicada – Falou Edward e eu tomada por uma coragem que eu nem sabia que tinha inverti nossas posições. Sentei propositalmente em cima da sua fonte de desejo me movimentando sutilmente tentando não corar pela minha ousadia quando pela minha nudez.
-Eu quero que me faça sua – Sussurrei mordendo seu lábio inferior o puxando de leve – Eu quero saciar o meu desejo de você.
-Você sempre me surpreende Isabella – Falou Edward modificando novamente nossas posições e meus lábios já estavam novamente em contado com o seu. O beijo era feroz, envolvente, apaixonado. Sua língua se movia com a minha em uma dança erótica que me fazia tremer. Sua mão envolveu novamente meu seio, mas seus lábios engoliram meu gemido.
Seu outra mão se moveu pelo meu corpo me livrando totalmente do meu vestido e eu tirei sua camisa espalmando minhas mãos no seu peito pálido e esculpido sorrindo ao notar que eu ainda tinha o poder de fazer o seu corpo estremecer.
Ele beijou minha testa, descendo para ponta do nariz e novamente minha boca. Rodeei sua cintura com minhas pernas gemendo ao sentir nos intimidades, apesar das barreiras físicas, se tocando. Seus beijos estavam no meu pescoço e mordi com força meu lábio para abafar um curto grito de prazer e dor quando ele morder meu ombro.
Virei novamente nossas posições o beijando com mais calma apreciando seu sabor tentando não notar o quanto os nossos corpos estavam quentes. Foi beijando seu maxilar enquanto meus dedos iam decorando cada músculo do seu peito. Raspei meus dentes pelo seu pescoço sorrindo de encontro a sua pele quando o senti tremer.
-Bella, eu quero matar minha falta de você – Falou Edward me puxando para encará-lo e eu podia entender bem o que ele queria.
-Eu também, meu amor – Falei deixando meu corpo mole que logo foi movido para o coxão. Ele tirou suas calças me permitindo sorriu diante sua nudez e minha última peça foi arrancada do meu corpo – Eu te amo tanto.
-Não mais que eu te amo – Sussurrou Edward antes de entrar em mim com um único movimento. Ele me beijou evitando que eu gritasse e começou a se mover com a minha ajuda. Prendi minhas pernas ao seu redor permitindo que os movimentos fossem mais prazerosos.
Ele me beijava, me amava, me levava ao paraíso. Nossas palavras foram ficando desconexas. Meus sussurros apaixonados se misturaram com os seus e sua voz rouca me fazendo declarações era maravilhosa. Meu ápice chegou junto ao dele e nunca ele pareceu tão belo quanto com as bochechas coradas e sorriso satisfeito.
(N/a: Fim da Nc então podem voltar a ler quem parou)
-Só isso aconteceu? - Perguntou Edward acariciando meus cabelos me abraçando com força enquanto eu contava tudo que aconteceu – Eu sinto muito por seu irmão.
-Eu também, mas você não se irrita com o fato da sua viúva vim morar aqui? - Perguntei aspirando lentamente o seu perfume.
-Claro que não querida – Falou Edward beijando os meus cabelos.
-O Jasper veio mesmo? - Perguntei feliz por minha amiga.
-Nós vamos ter um Natal cheio querida – Disse Edward sorrindo – Além do Jasper veio o Seth.
-Oh! Imagino como a Leah e a Sue devem estar felizes – Falei me aconchegando em seus braços – Eu não podia estar mais feliz.
-Nem eu querida – Sussurrou Edward e eu me deixei adormecer nos braços do meu único amor.
N/a: Ola meus amores!!
Nossa quero pedir desculpas pela demora com o capítulo, mas estava em fim de semestre então já viu prova, medo de ficar em AVF, trabalhos e seminários, mas agora to de férias
Polly-- Oi!!
Ela ta meio triste mesmo, mas é por causa do contexto histórico querida
huahuahauhau
Já já posto na Amor além do Ódio também
Miss Masen – LUTO-- Ola querida!!
Não superei a morte do Antony...mas ficaria estranho se no meio da guerra não morresse ninguém...aii que bom que você gostou da aparição do Emmett também adoro esse casal ^^
Lais-- Ola!!!
huahauhauahu
tadinha da Bella...prometo que as coisas vão começar a melhorar. Fico muito feliz que você esteja gostando
Yasmin Farias-- Que bom que você gostou do capítulo querida
Luiiza-- Ola querida!!
Que bom que você ta gostando
Bom...quero muito agradecer a todos que comentaram e que colocara a fic como alerta e/ou favorita e a minha pessoa como autora favorita.
Continuo com a campanha "Mande um oi para a autora" e espero muitos reviews ta???
=***
Até o próximo.
