O Retorno de Salazar Slytherin

N.A.: Esses próximos capítulos são os mais darks da história. Você pode imaginar, Draco está terrivelmente de coração partido, mas é claro que ele preferiria morrer que admitir isso, e eu escrevi que ele poderia pirar totalmente se ele perdesse a Gina. Então, por favor, perdoem o mau comportamento dele... eu tentei dizer a ele para se comportar, mas ele não ouve, ele tem um grande gênio próprio que eu lhe dei... o título do capítulo não tem muito a ver com o que acontece nele, mas Gina é a Profecia do Poder do Slytherin, então gravem isso.

Capítulo Sete - A Profecia do Poder

-"Gina Weasley..."

O nome pareceu ecoar pelos ouvidos de Draco. Seu coração parou e voltou a bater, e ele engoliu na tentativa de tirar o nó de sua garganta. Percebendo que estava dando vazão a seus sentimentos, forçou-se a zombar.

-Ela tem apenas dezesseis anos. Uma garota de dezesseis é a única pessoa capaz de matá-lo?

O rosto de Slytherin obscureceu pela provocação.

-Nem ela sabe o poder que possui.

Draco forçou seu rosto a continuar olhando zombeteiramente para seu pai, mas por dentro sentiu-se diferente. "Gina, poderosa?". É claro que ela tinha um poder sobre ele, ela tinha de alguma maneira enfeitiçado-o para fazer de tudo para que ela ficasse feliz. Mas aquele era o poder que toda mulher bonita possuía. O que fazia Gina tão diferente?

-Se as memórias de Lúcio estão corretas, você conhece a garota. - Slytherin continuou, seu sorriso insano retornando. -Muito bem, na verdade.

-Então? - Draco disse rapidamente, talvez um pouco rápido de mais.

-Narcisa, saia! - Slytherin disse repentinamente, fazendo a mãe de Draco pular de surpresa por ele falar com ela.

Draco tinha até esquecido que ela estava no quarto e a viu escapar quase grata.

-Como eu tenho que te ajudar a matá-la? - Draco pressionou.

O sorriso de Slytherin aumentou.

-Gosto de você, Draco. Ao contrário de seu pai, eu acho que você tem um grande potencial. Você é muito parecido comigo. Estou te dando a chance de ser recompensado além do que poderia sonhar. Se você me ajudar a matar a única coisa que ameaça meu caminho, nós dois poderemos conquistar o mundo e ser os homens mais poderosos vivos.

Draco bufou.

-Por favor. Eu sei que você vai apenas me usar para o que precisa, ou quando se cansar de mim, me matará. Portanto, não venha com essa conversa tola de dividir o mundo com você.

Slytherin pareceu impressionado.

-Você é muito mais esperto do que seu pai acredita. - disse.

-E você, simplesmente acredita que eu vá ajudá-lo? - Draco zombou.

-Você ainda será recompensado. - Slytherin o falou. -Você pode fazer qualquer coisa com a minha ajuda... Apenas peço duas coisas em retorno. Sua lealdade e seu conhecimento do que é preciso para trazer Gina para mim.

Draco ponderou a possibilidade. Gina merecia tudo o que aconteceria. Ela tinha, acima de tudo, feito-o acreditar que ela se importava com ele enquanto ficava com Potter por suas costas. Ele a ensinaria, daria o troco, a entregaria para Slytherin e veria sua reação quando percebesse que iria morrer.

"Não quero que ninguém morra." - Draco pensou. "Não sou um assassino."

Não seria assassinato, exatamente. Ele não estaria matando-a. Estaria apenas fazendo o mesmo que fizera com Voldemort, abrindo mão da vitima. E, além do mais, mesmo que o Ministério o acusasse de cúmplice, Slytherin seria mais poderoso. Slytherin o manteria a salvo, longe de Azkaban.

Draco sentiu-se tão arruinado, não havia mais nenhum motivo para viver. Por que não tornar-se um pouco poderoso antes de morrer? Seria divertido enquanto durasse. Mas algo dentro de si hesitou. Então disse.

-Deixe-me pensar.

E virou-se para sair. Repentinamente Slytherin ergueu a mão e agarrou um pouco do cabelo de Draco, levantando-o do chão. A dor irradiou do escalpo de Draco, mas ele conseguiu manter os lábios fechados e não deixar escapar nenhum lamento de dor.

Se antes ele tinha qualquer dúvida de que seu pai não fosse Salazar Slytherin, não tinha mais. Seu pai algumas vezes havia puxado seu cabelo e jogado-o pela sala, mas nunca tinha conseguido levantá-lo do chão com uma mão. Draco agarrou o punho Slytherin, assim poderia segurar-se e tirar um pouco da pressão de seu cabelo.

-Bastardo! - ele gritou. -Solte-me.

-Você responderá agora. - Slytherin sibilou. -Sim ou não. E devo mencionar a outra possibilidade além de pegar a Weasley para mim. Morte. Se você disser não, estará morto antes de pronunciar sua sentença.

Draco sabia que seu rosto estava ficando vermelho pelo esforço de segurar-se.

-Sim, pegarei a Weasley para você. Agora, solta meu cabelo, maldito.

A boca contraída de Slytherin relaxou para um sorriso cruel e desviou o olhar de Draco por um grande momento. Então, soltou a mão cheia de cabelo e Draco pareceu voltar a seus pés sem tombar.

-Boa escolha. - ele sussurrou.

-Gina? Posso entrar? - a voz de Rony atravessou a porta.

Gina acordou sobressaltada, sem nem perceber que havia dormido. Sentou-se e esfregou os olhos.

-Sim. - respondeu, sua voz ainda embargada de sono.

Rony entrou no quarto meio timidamente e sorriu para ela.

-É hora do almoço. - disse com uma alegria forçada.

-Não estou com fome. - murmurou, virando as pernas para o lado da cama.

-Ãhn, Gi, o que exatamente aconteceu ontem à noite? - Rony perguntou, entrando no quarto e sentando a seu lado. -Harry não nos contou.

"Isso porque você o mataria." - Gina pensou. Então decidiu dar a boa notícia.

-Bem, a verdade é que eu provavelmente não verei Draco nunca mais.

Rony simplesmente sorriu.

-Mesmo? - percebendo a expressão dela, tentou parecer um pouco triste. -Sinto muito, Gina. Mas é realmente melhor.

-Hum, hum.

Ele deu um tapinha no joelho dela.

-Vamos lá, Hermione nos fez o almoço. Ela é muito melhor cozinheira que qualquer um de nós. Ah, eu não contei para mamãe sobre seu desaparecimento, ela já tinha muitas preocupações.

Gina concordou.

-Sim, você está certo. Mas realmente não tenho nem um pouco de fome.

-Só vem e se senta com a gente. - Rony disse, sem desistir.

Definitivamente não queria encarar Harry, mas sabia que Rony não aceitaria um não. Então Gina cedeu e o seguiu escadas abaixo.

O almoço foi muito tenso. Fred e Jorge tentaram manter o ambiente mais leve, mas ninguém estava com propensão a rir. Depois que tinha terminado de comer, os gêmeos disseram que tinha que voltar a loja de logros e aparataram.

Gina voltou a subir as escadas. Com a cabeça abaixada entrou em seu quarto e com um aceno de sua varinha as luzes se acenderam. Foi quando olhou para cima e percebeu que alguém já estava em seu quarto.

Ela pulou.

-Draco! - gritou surpresa.

Ele estava deitado nos pés da cama, as mãos atrás da cabeça e olhando severamente para o teto. Gina perguntou-se como ele havia entrado e viu que a janela estava sem o vidro.

-Draco! - repetiu, dessa vez com mais alegria. Fechou a porta atrás de si e arremessou-se através do quarto, pulando ao lado dele e colocando os braços em volta de seu peito, dando um abraço de lado.

Ele não respodeu, nem sequer olhou para ela.

-Precisamos conversar. - disse simplesmente.

Gina não conseguia parar de sorrir e apoiou a cabeça em sua mão, olhando para ele.

-Eu sei, estou agradecida que você tenha vindo. Sei que confundi tudo e preciso te explicar-

-Não aqui. - Draco interrompeu. Ele finalmente virou a cabeça para olhar para ela. -Venha para a minha casa.

Gina parou completamente.

-Sua casa? - repetiu.

Ele sentou-se, seus olhos parados intensamente nos dela.

-Minha casa. - confirmou.

Ela sentiu-se inteiramente arrepiada. Mas dispensou a sensação. "Esse é o Draco, ele quer apenas conversar. Não vai te matar."

-Podemos dar uma volta ou algo assim?

-Escute, Gina, eu realmente preciso conversar. - ele disse. -E não quero fazer isso aqui. Você pode vir comigo ou não. Não há acordo.

Gina sabia o que ele queria dizer. "Se você não vier comigo, nunca mais me verá. Não terá mais nenhuma chance comigo."

Tinha que ir. Ela precisava de Draco e não poderia desistir do relacionamento porque ele estava a dando um olhar estranho. Ainda assim, algo a fez responder:

-Draco, por favor. Você sabe que quero conversar com você, mas a sua casa... é tão...

-Não é mais como se meu pai estivesse lá. - ele respondeu rapidamente, quase se defendendo.

-Mesmo assim, não podemos-?

-Não, não podemos. - disse furiosamente se levantando. Cruzou o quarto até sua vassoura e abriu a janela.

"Ele está magoado. Eu o machuquei muito fazendo o que fiz com Harry. E ele está irritado porque não quero ir com ele. Tenho que ir."

-Espere. - Gina disse, saindo da cama e o seguindo. -Eu irei, estou indo.

Ele olhou para ela por um momento. Em seguida um sorriso que Gina nunca tinha visto cruzou seus lábios.

-Boa escolha. - disse suavemente.

Continua...

N.A.: Oh, Draco mal! Eu disse para ele agir como o bom garoto que ele é, mas ele nem me ouviu!