"InuYasha" não me pertence, é uma obra criada pela fantástica Rumiko Takahashi.
DICA PARA O CAP #7: Seria legal se vocês escutassem "Ai no Uta" em uma parte do capítulo que eu indicarei com o link do youtube da música. Dará sentimento e trilha sonora.
Entenda que você pega a parte do link que eu coloquei e digita "youtube . com" (sem os espaços) antes. Se não, você não escutará a música.
AVISO: No decorrer da fanfiction haverá cenas de hentai e ecchi.
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CAPÍTULO #7
Pequena adaptação do Inuyasha Movie II - Castle Beyond The Looking Glass
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Eu tinha colocado um vestido longo de tecido bem leve com flores vermelhas e verdes que prendia em meu pescoço, então as costas ficavam nuas. Prendi o cabelo com um coque frouxo com a ajuda de um broche dourado de flor, passei um pouco de maquiagem e coloquei uma sandália também dourada.
Quando chegamos a tal festa, podemos dizer que ela era BEM havaiana: com tochas acesas, frutas, frios, peixes, moluscos, crustáceos, vegetais, luzes coloridas decorando o jardim, vários ornamentos com flores, algumas dançarinas e músicas bem animadas.
Encontramos Sango e Miroku em pé, conversando próximos à piscina, com doses de alguma bebida em mãos. Juntamo-nos a eles em pouco tempo, depois de tirar algumas fotos com alguns hóspedes e autografar algumas pequenas folhas, até mesmo guardanapos. Inuyasha era, de longe, o que dava mais autógrafos e tirava fotos com as meninas. Se elas soubessem o que acabou de acontecer em nossa suíte iam me jogar hotel a baixo.
Sim, "hotel a baixo" porque a piscina ficava em um lugar mais alto do que os demais. Havia uma relevante distância de altura com relação à areia da praia. Isso era lindo, pois nos proporcionava uma ampla visão do pôr do sol, de alguma forma nos livrando do vento forte, e causando um ar de luxo e privacidade.
- Não vá exagerar na dose, pirralha. – Inuyasha falou atrás de mim, abraçando-me pela barriga.
- Que golpe sujo o seu. – sorri e olhei para cima, o encontrei sorrindo de modo confuso.
- O que? Te abraçar por trás?
- Não. Tentar me dar um susto para fazer meu coquetel cair. – me virei para frente dele. Ele gargalhou.
- Boa mocinha. Não está fugindo de mim.
- Com essa multidão olhando para a gente e os paparazzis? Eu prezo pelo o meu emprego, Inu. – o vi levantar as sobrancelhas de modo divertido.
- Inu? – ele sorriu e depois olhou para o meu coquetel. – Quantos desses você já bebeu?
- Por que a gente não dança? Estão tocando músicas lentas agora. Seria uma boa, não? – falei animada, tirando a dose de whisky da mão dele e colocando junto com meu coquetel em uma mesa, o puxando para a pista de dança pela mão, sem dar-lhe opção de resposta. Ele deixou-se ser guiado.
- Não gosto de dançar. – ele falou abertamente enquanto eu colocava meus braços ao redor do pescoço do alto homem de cabelos prateados. Seguindo meus movimentos, ele colocou as duas mãos em minha cintura.
- Por quê?
- Porque isso me faz lembrar minha mãe.
- O que aconteceu com ela? – perguntei, enquanto dávamos alguns passos lentos.
- Ela morreu quando eu ainda era criança.
- Sinto muito.
- Tudo bem. Já me acostumei.
- Eu também perdi meu pai quando era pequena.
- Você é pequena. – ele me sorriu quando fiz uma cara de dolorida.
- E você me entendeu.
Depois que sorri de volta para ele, Inuyasha segurou mais forte minha cintura e me levantou por alguns segundos, levando meus pés a ficarem por cima dos seus.
- O que está fazendo? – falei enquanto ele me guiava naquela dança.
- Era isso que minha mãe fazia comigo para me ensinar a dançar. – olhei para ele sorrindo, sentindo-me estranha.
Eu estava feliz. E os fotógrafos também, visto que o número de flashes aumentara.
- E você é uma péssima dançarina. – ele sorriu mais aberto me fazendo gargalhar baixo. – Acho que você bebeu demais.
- Aquele era o meu primeiro coquetel, Inu. – ele levantou as sobrancelhas.
- Você fica bêbada só com um coquetel? – dei uma tapinha no ombro dele, sorrindo junto.
- Idiota, não estou bêbada.
- Ei, o que aconteceu com o "Inu"?
- Posso te chamar assim mesmo?
- Não. Isso foi uma brincadeira.
- Tudo bem, Inu.
Sorri abertamente e encostei a cabeça em seu peito, fechando os olhos. Nossa dança durou apenas uma música, tempo o suficiente para os paparazzis tirarem milhões de fotos e de acontecer um milagre: Inuyasha estava se abrindo para mim.
Seguimos lentamente para a mesa na qual deixei nossas doses de bebida.
- Miuga acabou de mandar uma mensagem para o Miroku. Ele disse que as fotos estão caindo na rede em tempo real. Já passou da especulação que vocês são um casal. – Sango apareceu ao nosso lado, entregando-me uma máquina fotográfica.
- Ele mandou algo mais? – Inuyasha perguntou, atrás de mim.
- Disse para que vocês não se beijassem agora. Ele quer mais audiência, e deixando o público curioso isso é garantido. Disse para que vocês fiquem junto à noite toda, mas nada de beijos... Por hoje. – Miroku falou.
- Você tira uma foto, K?
- Pensava que não ia pedir depois de jogar a câmera em cima de mim.
Flash.
- Agora uma de vocês.
- Cala a boca, Miroku. Os paparazzis já tiraram.
- Inuyasha, seu mal humorado, só para a gente registrar.
- E mostrar para a imprensa depois.
- Essa parte fica subentendida. - Miroku respondeu.
- Vamos fazer uma fogueira depois daqui, lá na praia? – Sango falava enquanto Inuyasha enlaçava minha cintura por trás, para a foto. – A gente pede uns champanhes e algumas taças.
Flash.
- Claro. – falei e olhei para Inuyasha.
- Por mim, tudo bem.
A festa foi seguindo com um jantar à luz da lua cheia, bandas ao vivo, mais comida, dançarinas, Miroku cantando as dançarinas, Sango brigando com Miroku por ele estar cantando as dançarinas... Até que finalmente fomos para a praia, levamos duas garrafas de champanhe, acendemos uma fogueira e ninguém mais, além da gente, habitava aquela praia.
Depois de algum tempo, uma garrafa já tinha ido embora e a outra encontrava-se intermediariamente seca. Eu estava virada para o mar e tudo estava mais silencioso que antes, já que Sango e Miroku estavam bêbados demais e Inuyasha os tinha levado para seu quarto.
(/watch?v=BTG2NqofSIY)
- Estão dormindo. – escutei a voz masculina de Inuyasha falar calmamente enquanto sentava-se ao meu lado, olhei para ele.
- Obrigada por ir vê-los. – voltei meu olhar para o céu. Ele seguiu meu movimento.
Estávamos concentrados demais olhando para aqueles pequenos pontos brilhantes.
- Ah! Uma estrela cadente! – falei e o ouvi fazer um barulho surpreso. – Vamos fazer um pedido! – juntei as mãos e fechei os olhos, e com toda a minha fé, desejei.
Eu podia sentir a brisa do mar e o calor da fogueira, à nossas costas, beijar minha pele com carinho, como também, algo dentro de mim dizia que mais e mais estrelas cadentes passavam por cima de nossas cabeças enquanto o olhar do dono dos cabelos prateados ainda estava sobre mim.
Apertei ainda mais as mãos quando esse pensamento me atacou. Abri os olhos, mas ainda olhava aquela chuva de estrelas que deslizavam sobre nós.
- Hey, Inuyasha... – ele murmurou como se eu tivesse o tirado de seus próprios pensamentos – Você quer mesmo se tornar um yokai de verdade, como diz em algumas revistas?
- Tá brincando? – ele respondeu com um pouco de riso na voz.
- Mas você é bastante forte.
Ele suspirou com um pouco de impaciência, parecia que não gostava de tocar nesse assunto.
- Fique quieta. Eu vou me tornar um yokai.
Olhei para ele, tudo o que ele fazia era olhar para o céu.
– Já me decidi. Não venha me questionar. – ele falava calmamente, mas aquela pequena impaciência ainda estava em seus movimentos.
Olhei para o céu também.
- Mas sabe, – falei – andei pensando. Você está tão bem assim como hanyou. Gosto de você do jeito que é hoje.
Sorri sem perceber e ele fez silêncio por algum tempo, como se estivesse digerindo a minha opinião. Até que soltou:
- Que pobreza.
- Como assim "pobreza"? – olhei para ele com raiva. – Dá para me levar a sério?
Toquei no ombro dele como uma forma de atrair sua atenção.
E ele virou.
Sem nenhum esforço. Sem nenhuma raiva. Sem nenhuma impaciência.
Foi como se tudo tivesse acontecido em câmera lenta. Seus olhos ficaram mais dourados e brilhantes que nunca, sua pele parecia mais macia do que o normal, os cabelos estavam prateados como a lua cheia que refletia no mar.
E um pequeno e discreto sorriso estava em seus lábios. Seus lábios...
No momento em que nossos olhares se cruzaram, meu coração deu um salto. Um brilho de aceitação misturado com o de gratidão e carinho cintilava em seus olhos dourados.
"Ele aceitou o que eu disse?". Pensei. Esse foi o momento em que minhas bochechas começaram a queimar e meu coração acelerava mais o ritmo. Até que...
- Atchim.
- Hã? Ficou doente?
Ele falou, virando para mim e encostando a testa na minha para saber se eu estava com febre. Fiquei imóvel, apenas olhando para ele.
Os olhos dele estavam tão próximos e olhando diretamente nos meus. Nossos narizes chegaram até a se encostar. A respiração dele estava diretamente em minha boca. E a minha boca estava tão perto da dele que eu até conseguia imaginar qual era o sabor de seus lábios.
Ficamos em silêncio por um pequeno espaço de tempo, enquanto ele me olhava atento e preocupado não ligando para a curta distância que se encontrava entre nós.
Por que eu quero beijá-lo?
Ele olhou para a minha boca e afastou o rosto quase instantaneamente, não me olhando nos olhos.
- Acho que não. Só está um pouco frio aqui fora. – sorri sem graça, tentando compreender o que eu acabara de pensar.
Inuyasha virou o rosto em minha direção e ficou me olhando como se eu fosse algum tipo de maluca, tirou o blazer e o colocou sobre meus ombros.
- Obrigada. – encostei minha cabeça em seu ombro e senti Inuyasha ficar um pouco tenso. Olhei para o mar – E obrigada também por ter conversado comigo hoje.
Ele ficou em silêncio e pareceu relaxar.
- Eu... – bocejei – fiquei muito feliz. – falei sonolenta, dormindo bem ao final da frase.
- Eu também. – escutei baixo, bem longe... Vindo da direção de Inuyasha, seguido de um beijo em minha cabeça. Um sonho...
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CÁPITULO #8
Pequena adaptação de "Devil Besides You"
(Dorama)
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"Por que tem algo pesado em minha cintura?" foi o meu primeiro pensamento. Demorei um tempo para raciocinar, o sol estava exatamente em meu rosto e eu tinha uma leve dor de cabeça.
Que bela maneira de acordar.
Abri os olhos lentamente. Ok, estou no quarto. Inuyasha deve ter me trazido.
Lembrei-me do peso em minha cintura. Quando olhei para ver o que era, deparei-me com uma mão masculina.
O que?
Segui o braço, apesar de saber só pelas unhas grandes de quem era. Eu tinha que ver isso com meus próprios olhos para ter certeza.
Inuyasha estava adormecido, deitado atrás de mim, pois estávamos quase de conchinha. Seus cabelos estavam espalhados pelo colchão, a franja caia-lhe nos olhos fechados. Uma mão estava em baixo de sua cabeça, dando-lhe apoio, e a outra estava sobre minha cintura. O lençol, já muito revirado pela noite, cobria-nos da cintura para baixo.
Espera, pela noite? Olhei por debaixo deles rapidamente, será que? Eu estava vestida. Graças a Deus.
Virei-me e fiquei de frente a ele. Ele era tão lindo quando estava sereno. Passei as pontas dos meus dedos em sua testa, tirando-lhe a franja e alguns cabelos rebeldes que caiam no rosto adormecido. Olhei para aquelas orelhas de cachorro no topo de sua cabeça.
Que vontade de tocá-las.
Não me controlei. Eram tão macias e fofinhas. Em determinadas posições que eu as acariciavas com a minha mão, elas mexiam-se rapidamente, indo para trás de voltando. Eu estava sorrindo, isso era muito divertido.
Em um momento vi o rosto de Inuyasha se contorcer um pouco e logo em seguida seus olhos abriram-se lentamente.
- O que está fazendo com minhas orelhas? – ele perguntou com a voz mais grossa do que o normal, rouca e sonolenta. Como ele consegue ser mais sexy do que já é?
- Tinha vontade de tocá-las desde o primeiro dia em que as vi. – falei, ainda as tocando. Fazendo um carinho que fazia em meu gato, por trás delas. Ele fechou os olhos.
- Acabei de acordar e você já quer me fazer dormir novamente?
- Gosta?
- Além da minha mãe, nunca deixei ninguém tocar. Você me pegou desprevenido. – ele abriu os olhos novamente, tirando o braço de cima de minha cintura, não percebendo que ele estava lá. – Que horas são?
- Não faço a mínima idéia. Não fizemos nada na noite passada, não é mesmo?
- Você se lembra de alguma coisa? – ele sorriu malicioso enquanto se espreguiçava e cruzava os braços sobre peito nu, coberto apenas pela camisa social aberta.
- O que aconteceu? Por que não dormiu no sofá? – falei tensa.
- Você dormiu na praia, eu te trouxe no braço para cá e você não me deixou ir dormir longe. – ele riu, fiquei vermelha – Depois começou a tremer de frio e eu te abracei. Nada mais. – fiquei mais vermelha ainda.
- Ótimo.
Inuyasha aproximou o rosto do meu, só que eu ainda olhava para frente, então ele ficou mais perto do meu ouvido que de minha boca.
- Você fala enquanto dorme. – ele falou simplesmente.
Congelei. Eu quase podia vê-lo sorrindo maliciosamente só pelo tom de voz que ele usava.
- De jeito nenhum.
Virei o rosto lentamente para ele, com medo da resposta, ele riu
- Você está imaginando coisas, Inuyasha. - desviei o olhar.
- Você disse: "acho que estou começando a gostar do Inuyasha". - minha circulação parou e um segundo depois voltou como se fosse uma explosão enorme em meu corpo.
Gritei só em pensar naquela possibilidade.
Será que isso é verdade? Será que isso é verdade?
Levantei-me, querendo que aquela conversa acabasse ali. Cheguei a porta do banheiro, virei-me para ele e o encarei.
- Como isso é possível? De jeito nenhum! - ele sorria. O maldito estava se divertindo com o meu escândalo.
Não esperei resposta e bati com tudo a porta do banheiro, me trancando lá dentro. De repente, aquele lugar estava me servindo como ponto de sobrevivência para a convivência com Inuyasha.
Eu dormi na mesma cama que ele! Ele me viu dormindo! Por que eu deixei ele ter tantas chances?
"Você fala enquanto dorme" me bateu na cabeça como uma bigorna e novamente eu senti um frio no estômago.
Não. Na-na-na-na-não. NÃO! Não mesmo. Não. PARE! KAGOME! NÃO ACEITE ESSA IDEIA! NÃO!
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... Mas...
... Que estranho...
... A expressão do rosto dele ontem, no momento, não quer sair da minha cabeça.
Por que parece que não posso me controlar?
Respirei fundo. Não funcionou.
De novo...
De novo...
De novo.
Certo, agora eu estou mais calma. Calma, Kagome. Calma. Finja que isso não está passando por sua cabeça.
Abri a porta do banheiro novamente. Inuyasha estava deitado na cama, do jeito que o deixei, só que agora estava vendo televisão.
– Vou tomar banho e depois sol. Você vem? - tentei falar num tom casual enquanto passava para pegar meu biquíni no armário.
Como resposta: ele apenas levantou-se e tirou a camisa social, pegou uma bermuda branca com preto da mala, uma bandana também branca e foi em direção ao banheiro.
- Vou apenas me molhar. – e fechou a porta.
Peguei meu biquíni preto da mala e um macaquinho de algodão, pequenininho e rosa. Depois que Inuyasha saiu do banho, tomei uma ducha rápida enquanto ele me aguardava e depois seguimos para o café da manhã no restaurante do hotel. Miroku e Sango estavam lá, acabados, se entupindo de comida e com óculos escuros.
- Então vocês estão vivos.
- Não fale muito alto, Kagome. Minha cabeça está explodindo.
- Miroku, eu estou impressionado. Como você conseguiu acordar tão cedo depois do porre de ontem?
- Por sua culpa, meu chapa. Miuga não parou de me ligar um segundo se quer hoje de manhã.
- Aquele velho já está acordado? – Inuyasha falou surpreso.
- O que ele queria?
- Que vocês se beijassem hoje, Kagome.
- Ele disse que as notícias já se espalharam o suficiente. – Sango falou baixo, enfiando um pedaço de pão na boca logo em seguida.
- Velho maluco.
- Inuyasha, não o chame de "velho". – olhei feio para ele.
- E você quer que eu o chame como? De "novo"? – ele respondeu meio sem paciência.
- Não. Só não é educado falar assim. – retruquei sem paciência também.
- Chega. – Miroku e Sango falaram iguais.
- Querem calar a boca e começar o teatro lá fora? Eu não estou com o mínimo saco para escutar nada hoje. – Sango levantou-se e foi em direção ao quarto.
- Estou na mesma situação. – Miroku falou mais calmo que Sango e foi saindo, virou-se para nós e completou:
- Ele mandou vocês fazerem um tour numa lancha do filme. Bom dia.
Se meu dia depender do "bom" do Miroku, hoje será horrível. Aliás, já está sendo antes mesmo disso.
Quando finalmente encontramos a tal lancha nenhum dos funcionários sabia que a nossa história de namoro era falsa. Na verdade, apenas quem sabe sobre isso sou eu, Inuyasha, Miuga, Miroku e Sango. Ninguém mais. Isso significou que tivemos que ficar abraçados enquanto fazíamos aquele passeio.
Ficamos na parte da cima da lancha, sentados em um tipo de banco que existia ali. Encostei minha cabeça do peito de Inuyasha, enquanto o braço dele enlaçava meus ombros, me fazendo ficar mais próxima a ele. Não reclamei; sinceramente, aquele lugar parecia feito sob medida para mim.
- Velho matreiro.
- Agora você pode chamá-lo de "velho" não é, pirralha? – ouvi a voz de Inuyasha e sentia seus dedos mexendo numa mecha do meu cabelo.
- Por que ele tem que pensar em tudo? – falei com um pouco de raiva, levantando a parte de cima do meu tronco, virando-me de frente para ele, para olhá-lo nos olhos.
- E você queria algo menor que isso? – Inuyasha tirou uma mecha de meu cabelo que insistia em cair em meu rosto, colocando-a atrás da minha orelha.
- Pelo menos ele sabe fazer, não é? – voltei à posição anterior em que estávamos – Se não fosse por ele nem estávamos conversando. – Inuyasha acariciava meu ombro com o polegar.
- Ia ser meio difícil não falar com alguém que habita o mesmo quarto que você por mais de uma semana. E você fala demais, Kagome. Você é muito barulhenta. – levantei meu tronco novamente e olhei para ele indignada.
- Ei! Eu não falo demais eu só... – vi a mão dele se dirigir para a minha nuca e o rosto dele se aproximar do meu. – O que você pensa que está...?
Senti uma leve pressão em minha nuca, fazendo meu rosto ir para frente, em direção a de Inuyasha. E em um segundo os lábios dele encontraram-se com os meus. Inuyasha tinha acabado de me beijar. Meus olhos se abriram, meus braços perderam as forças e nada mais se passava em minha mente.
Eram tão macios, tão quentes. Não foi um beijo profundo, eu não tinha aberto a boca e nem ele me pediu permissão para aprofundar o beijo. Mas foi como se uma pequena carga elétrica tivesse ainda em meus lábios depois que ele afastou a boca. Eu estava olhando para ele confusa enquanto ele olhava para frente, sorrindo de canto.
- Desculpem-me. – minha cabeça disparou para uma moça da lancha que estava na escada, olhando um tanto surpresa e alegre para nós – Estamos chegando perto de um lugar em que se podem alugar caiaques. Vocês desejariam...?
- Seria ótimo. – Inuyasha falou displicente. Eu não conseguia falar, apenas fiquei olhando para ele.
Quando a moça desceu as escadas com um sorriso de orelha a orelha, minha ficha caiu.
- Você me beijou por causa dela?
- Isso nem poderia ser chamado de beijo. O que importa é que ela viu e a notícia vai se espalhar. Isto é... Até nos beijarmos na praia.
- O que? – dei um salto olhando incrédula para ele. Ele pegou minha mão e me puxou para o lado dele novamente. Falando baixo, próximo a mim.
- Ela não é um paparazzo, Kagome. Ela vai apenas divulgar tudo até no final da tarde, na praia, a gente se beijar.
- E você pensou nisso tudo? – eu estava chocada. E com raiva.
- Sim.
Olhei para ele chocada. E com raiva.
- O que foi?
Continuei olhando para ele, confusa, chocada e com raiva. Com muita raiva.
- Ah, e você pensou isso com quem? – levantei-me, me distanciando dele - À surdina com o Miuga? Enquanto ele ficou passando mensagens ou fazendo ligações para você e para o Miroku? – falei magoada, indo para a ponta da lancha, ficando de costas para ele.
- Kagome, foi apenas um beijo. – ele falou se aproximando de mim e colocando a mão em meu ombro – Por que você está assim? - senti um pouco de impaciência na voz dele.
NÃO SEI POR QUE EU ESTOU ASSIM, SEU IDIOTA!
Eu queria gritar. Arg, como eu queria gritar!
- Não é isso, Inuyasha. – falei pesarosa e me virei para ele, olhando em seus olhos.
- Estou me sentindo usada. Todos os meus passos estão sendo guiados e eu não posso nem aproveitar uma viagem que deveria ser legal porque eu estou interpretando além das câmeras que eu deveria interpretar. Isso cansa. Tudo o que vai acontecer não é natural. E ainda mais, tudo o que aconteceu foi pensado por você? Aquilo que você falou para mim, eu pensava que era porque você estava confiando em mim, a história da sua mãe e...
- Não. – ele me cortou. Calei-me – Aquilo eu falei por mim.
- Como vou sabe se o resto não foi esquematizado? Eu realmente achei que estávamos nos tornando amigos... – ele tocou meu rosto com a mão.
- Podemos fazer um acordo. – olhei para ele – Passaremos o resto dos dias aqui tentando nos conhecer, sem nada forçado. Apenas esse beijo do fim da tarde tem que acontecer hoje. Você pode me perguntar o que quiser e eu também.
- Não está esquematizando isso também, não é?
- O que você acha que eu sou? Um cara que não tem mais nada o que fazer? Claro que não.
- Posso confiar em você?
- Apenas se você achar que deve. Não sou eu quem decido isso.
- Feito.
Chegamos ao lugar onde se alugava caiaques. O clima estava bem mais leve depois do acordo feito entre nós. Foram nos dado dois salva-vidas e algumas rápidas instruções de como deveríamos mover nossos remos e onde ficava a devolução dos caiaques na superfície. Eu fiquei na cabine da frente e Inuyasha na cabine atrás de mim, pois ele tinha muito mais força do que eu.
Quando chegamos ao lugar onde entregava o caiaque, descemos e ficamos na água. Foi então que Inuyasha me segurou pela cintura e submergirmos até a linha do peito na água salgada, nos afastando um pouco do local.
- Meus pés não estão mais tocando o chão, Inuyasha. – falei um pouco envergonhada.
- Segure em meus ombros.
Fiz o que ele mandou. Em seguida, ele sustentou minhas duas pernas com as mãos e as fez entrelaçar a cintura dele, criando um ponto de apoio para mim. Fiquei vermelha. Eu já não estava mais com o macaquinho que tinha ido. Estava apenas com o biquíni.
- Melhorou? – ele me perguntou sorrindo de canto. Balancei a cabeça afirmativamente, sem falar nada por culpa da vergonha. As mãos de Inuyasha estavam firmes em minha cintura – Por causa do mar não dará para ver suas pernas, então não precisa ficar preocupada. Apenas tente não se afogar.
Conversamos um pouco e nadamos. Entregamos os coletes salva-vidas e fomos para a areia finalmente.
- Até que você é resistente, pirralha. – Inuyasha falou divertido na minha frente.
Sorri para ele e fiz uma pose com os braços levantados na direção dos meus ombros, mostrando meus músculos (que não eram nada grandes) fazendo uma careta de ameaçadora com a boca. Inuyasha levantou as sobrancelhas e sorriu de canto.
- Isso era para eu ter medo de uma magrelinha como você? – ele falou irônico enquanto eu me aproximava dele rindo.
- Eu não vou te machucar se você me prometer ser um bom cachorrinho. – falei, fingindo dar alguns socos na direção da barriga dele.
- Cachorrinho? - ele repetiu realmente surpreso.
E isso fez com o que eu o olhasse também surpresa pra ele devido ao que falei, só que sorrindo. Afastei-me alguns passos já esperando o que ele ia fazer em troca. Não esperei e comecei a correr praia a fora.
– Eu vou te mostrar o cachorrinho, pirralha. Venha cá! – Inuyasha gritou, correndo atrás de mim.
Não demorou muito até ele me alcançar, me pegar pela cintura e me abraçar por trás enquanto brincávamos de pique e pega no meio de uma praia quase deserta do Hawaii. A risada dele é tão gostosa. Ele me girou em seus braços, para ficar de frente a ele. Ainda estávamos dando alguns passos sem nexo. Rindo, nem percebi que meus braços foram parar no pescoço dele
- Me desculpe. – ele falou meio sem graça. Já tínhamos parado de andar.
- Inuyasha, eu sou uma pessoa saudável, correr assim não vai me matar.
- Idiota. Não é por isso, foi por te fazer se sentir usada. Não foi minha intenção.
Ele me olhou por baixo, como um cachorrinho abandonado. Sorri na mesma hora em que mexia nos cabelos molhados da nuca dele. Senti que ele estava um pouco tenso quando fiz o carinho e que não sabia para onde olhar, visto que seus olhos não estavam mais presos aos meus.
Era tão difícil assim para ele pedir desculpas?
Até que ele voltou a me encarar, agora mais sério, e falou:
- Lembra-se do nosso trato? – fiz que sim com a cabeça. Ele parou um pouco e pensou. Depois disse:
- Eu posso te beijar agora ou só no final da tarde? – ele falou baixo.
- Você quer me beijar agora? – respondi no mesmo tom de voz.
Ele me apertou mais contra ele com os braços e aproximou o rosto lentamente me olhando nos olhos. Beijou-me em uma bochecha e voltou pra minha frente, me olhando. Eu estava sorrindo de canto de boca, olhando para ele. Ele beijou a outra bochecha e voltou para minha frente, fazendo-me levantar uma das sobrancelhas, questionando-o mentalmente. Foi a vez dele em dar o meio sorriso e, com esse meio sorriso, veio em minha direção. Na direção da minha boca...
E os nossos lábios se tocaram. Aquele calor e aquela maciez puderam ser sentidos muito mais agora. A língua de Inuyasha tocou calmamente a superfície da minha boca, e todo o ar em que eu tinha se foi. Abri lentamente a minha boca, dando-lhe permissão de invadir e explorar o que ele quisesse. E ele o fez.
Com a maior calma do mundo Inuyasha explorava a minha boca e uma onda de correntes elétricas invadiu meu corpo mais intensamente que antes. Era um beijo lento, saboroso... Um beijo em que a gente queria aproveitar até final; queríamos descobrir e sentir o gosto de cada um, os pontos fracos de cada um... A cada toque que nossas línguas davam uma na outra, nós nos agarrávamos mais a cintura e ao pescoço um do outro, respectivamente. A respiração estava aumentando. O nível do beijo também aumentou. Inuyasha apertava a minha cintura contra a sua pele seminua. A pressão que eu fazia em seu pescoço também aumentou, tentando inconscientemente trazê-lo mais para perto de mim, se á que era possível. Até que ele separou nossas bocas.
Tenho certeza que as batidas do meu coração davam para ser ouvidas até por quem estava no hotel. Minha respiração estava um pouco pesada e eu não sentia muito bem as minhas pernas. Em minha cabeça, uma névoa com o gosto de Inuyasha predominava.
E ele parecia estar da mesma forma.
- Não... Não podemos exagerar. – ele falou rouco, em um fio de voz olhando nos meus olhos.
- Não. – por mais que eu queira.
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A-Yo, queridos! O que vocês estão achando da história? Estão gostando? Hoje, para a nossa alegria, dois capítulos seguidos e dois beijinhos. O hentai está se aproximando, hein? Eu aviso no começo do capítulo quando for acontecer. :)
AH! Se vocês tiverem ideias para acontecimentos e coisinhas que vocês queiram que rolem com os personagens, é só gritar nas reviews. Hahaha! Depois eu posto mais.
NOTÍCIA BOA: ENTREI DE FERIAS DA FACULDADE! WEEEEEEEEEEEEE! Agora eu posso me dedicar mais a fanfiction. #promise
RESPONDENDO AS REVIEWS:
marcellacvlcnt: Tá aí seu beijinho. ME AGRADEÇA! Foram DOIS beijos e DOIS capítulos. Agora eu tenho que correr contra o tempo pra escrever mais. KKKKKKKKK D:
