Todos os Homens do Presidente
Capítulo 7
"Em cada crise na vida de cada um, é a salvação absoluta ter um amigo solidário com quem você possa pensar em voz alta, sem retenção ou apreensão." Woodrow Wilson.
*Thomas Woodrow Wilson foi o 28º presidente dos EUA (1913 – 1921) e líder do movimento progressivo.
Edward viu quando Bella olhou o espaço ao seu redor, olhos escuros voando de um objeto para o outro, itinerantes sobre tudo e parecendo arquivá-los. Ele notou com um sorriso irônico que ela parecia estar resmungando para si mesma enquanto fazia isso, tocando levemente os livros com as pontas dos dedos enquanto caminhava pelas pilhas da extensa. biblioteca.
Ele sentiu-se cheio de esperança e saudade enquanto seguia seus movimentos, sabendo que o seu amor pela literatura não tinha sido perdido, se seu fascínio atual com este cômodo em particular fosse qualquer indicação.
Eles chegaram em Camp David, algumas horas antes, ambos nervosos e inseguros, não só com a situação atual, mas por todos. Edward estava fazendo o seu melhor para manter-se de envolver sua esposa em seus braços a cada poucos minutos, e ele podia ver claramente como ela estava tentando manter a calma e a simpática expressão em seu rosto, em vez do medo e insegurança que ele sabia que ela deverei estar escondendo.
Depois que o Air Force One tinha aterrissado, Emmett garantiu o carrinho de golfe presidencial oficial, que ele tinha o orgulho de conduzir para o presidente, e levou o seu comandante-chefe e a primeira-dama para o Chalé Aspen, onde o presidente permanecia durante suas visitas à Camp David. Edward planejou para Bella ficar lá até que ambos estivessem confortáveis para ela se mudar para a Casa Branca.
Emmett depositou-os na porta da frente, saindo para levar as malas e permitindo-lhes uma turnê privada do chalé.
Edward acenou para a porta da frente com um sorriso amigável no lugar. "Devemos?"
Bella assentiu, dando um passo para além do limiar e entrando no cômodo, seus olhos maravilhados vagando sobre o espaço sagrado. Edward cuidadosamente a guiou ao redor, sua mente apenas metade no que ele estava dizendo a ela, a outra no passado, lembrando-se da primeira vez que ele e Bella entraram em sua própria casa.
"Oh meu Deus, Edward", Bella gritou, batendo-lhe repetidamente no ombro com uma das mãos enquanto se agarrava ao seu pescoço com a outra. "Ponha-me no chão. Eu quero ver!"
"Tudo bem, tudo bem. Pare de me bater primeiro e eu te colocarei", Edward riu.
"Bem, se você não tivesse insistido em me carregar, eu não estaria batendo em você."
"O que, e não levar a minha noiva sobre o limiar da nossa casa? Duvidoso", ele bufou.
"Você está falando sério?" Bella gritou, o som alto perfurando a orelha de Edward. "Esta casa é nossa?!"
"Sim, querida. Bem vinda ao lar", Edward sorriu, colocando Bella de pé, suas mãos em torno de seus quadris.
"Obrigada", Bella murmurou. "Eu não posso acreditar que é nossa", ela suspirou com seus lábios tocando os de Edward em um beijo lento, mas sensual, não o suficiente para satisfazê-lo, mas com a promessa de mais, permitindo que Edward relutantemente a soltasse.
Com mais um beijinho rápido, Bella estava fora de seus braços, girando em cada sala, sua voz e risada ecoando contra as paredes nuas e no piso de madeira enquanto corria de um espaço para o outro.
"E aqui será a sala de estar", disse Bella, parando em um cômodo em direção a parte de trás da casa aconchegante. "Nós colocaremos grandes, cadeiras estofadas e uma namoradeira lá, a TV pode ficar lá", ela apontou, "E eu posso pendurar algumas daquelas impressões do mercado de pulgas aqui em cima também. Ficará perfeito."
"Parece que você tem tudo planejado já. Você não vai precisar de mim para qualquer coisa", Edward brincou, dando um passo atrás de Bella e envolvendo-a em seus braços.
"Por favor, quem mais irá fazer o trabalho pesado? E a pintura? Não eu", Bella bufou, fazendo Edward rir, embora ele tenha tentado esconder, enterrando a boca contra o pescoço dela.
"Eu acho que eu posso fazer isso, já que você pediu com tanto jeito e tudo mais."
Eles ficaram ali abraçados por alguns instantes em silêncio, Bella passando as mãos ao longo dos antebraços de Edward que estavam em volta dela enquanto apertava sua cintura, balançando-os lentamente para trás e para frente, enquanto olhavam para fora através da janela para o quintal.
"Você acha que devemos colocar uma churrasqueira lá atrás? Talvez alguma mobília no pátio?"
"Que tal um balanço? Com um escorregador?" Edward perguntou com uma de suas mãos alisando a barriga plana de Bella.
Bella virou-se em seus braços e levou suas mãos até o pescoço dele, roçando os cabelos curtos na nuca. "Sério? Você quer isso?" Ela questionou e seus olhos castanhos estavam esperançosos, mas nervosos.
"Claro que sim. Você sabe que eu quero que tenhamos filhos", disse Edward.
"Eu sei, eu acho que eu quis dizer agora. Eu pensei que íamos esperar mais tempo, já que acabamos de nos casar. Talvez até você decidir se vai concorrer para o Senado ou não. Isso seria muito para lidar tudo de uma vez; novo casamento, novo emprego, novo bebê".
Edward assentiu, puxando o lábio de Bella com o polegar antes de dar um beijo em sua boca. "Você está certa. Eu apenas não posso esperar para essa parte das nossas vidas."
"Eu também." Bella o beijou profundamente, deixando-o deslizar ao longo de sua língua, mordendo seu lábio superior suavemente com os dentes antes de sussurrar em seu ouvido sedutoramente, "Mas podemos começar a praticar, se você quiser. Nós temos uma casa completamente nova, muitos dos cômodos poderia ser batizados".
Edward não hesitou, deslizando as mãos sob sua blusa e puxando-a rapidamente, a risada de Bella foi abafada apenas ligeiramente.
"Isso é incrível", disse Bella, virando-se para Edward com um sorriso no rosto, distraindo-o de suas memórias.
"Eu fico feliz que você gosta", respondeu ele com as mãos fechadas em punhos nos bolsos para não puxá-la em seus braços. Edward não queria forçá-la tão cedo, já ciente do grande salto de fé e confiança que ela tinha dado apenas por ter vindo com ele, deixando o pouco que sabia do mundo para trás.
"A biblioteca em nossa casa é muito maior, no entanto", Edward riu com uma imagem de Bella folheando os livros lá se infiltrando através de sua mente.
"Casa?" Bella perguntou.
"Sim, na Casa Branca."
"Oh, sim, claro," Bella respondeu apressadamente, suas bochechas corando em um tom de rosa claro. A visão emocionou Edward, a cor tão perfeita contra sua pele beijada pelo sol.
Ele sempre amou a porcelana pálida da pele de Bella antes, mas esta cor era tão sedutora e a reação ansiosa de seu corpo uma indicação clara disso.
Edward mostrou a Bella o resto do chalé, apontando várias salas e curiosidades sobre cada uma, explicando a configuração básica de Camp David que nenhum civil saberia.
"E este é o meu, quero dizer, o seu quarto", Edward explicou, abrindo a porta para a grande suíte master.
Ela era bem decorada, sem surpresa, com uma grande cama king-size com uma cabeceira negra de ferro, uma penteadeira e um espelho escuro contra uma parede com uma pequena sala de estar do lado oposto; uma espreguiçadeira e uma mesa de correspondências ficavam no outro canto. O quarto era decorado em ricos tons quentes de terra caracterizado nas paredes e tecidos, com algumas fotos pessoais espalhadas.
"Eu preciso fazer uma ligação, você vai ficar bem aqui por alguns minutos?" Edward perguntou, observando como Bella observava lentamente o quarto, com a mão arrastando lentamente através dos lençóis cor de ferrugem da cama.
"Oh, sim. Na verdade, isso me dará a chance de me trocar, e falar com os meus... hum, amigos", Bella disse com uma pitada de desconforto em sua voz.
Edward fez o seu melhor para não aparecer afetado, balançando a cabeça de acordo antes de deixá-la, precisando de alguns minutos para se recompor.
Lhe ocorrera que nos quatro anos desde o seu desaparecimento que Bella pode ter desenvolvido algum tipo de ligação com outro homem, possivelmente um relacionamento. Ele só pedia a Deus que não fosse verdade; a ideia de qualquer outra pessoa com sua esposa era o suficiente para fazer sua pele arrepiar e seu temperamento azedar.
Edward decidiu não focar nisso, e caminhou até o pátio dos fundos em busca de ar fresco, o telefone celular pessoal pesando no bolso.
Ele teclou "um" em sua discagem rápida, a mão livre despenteando seu cabelo enquanto observava a brisa suave levantar as folhas nas árvores, proporcionando algum alívio do calor de agosto, enquanto esperava por uma resposta.
"'Lô?"
"Hei baby", Edward suspirou e seus ombros tensos relaxaram ao som da voz doce.
"Papai! Oi!" Beth exclamou com um guincho agudo. "Onde você está? Nós tínhamos marcado uma festa de chá ontem e você não apareceu."
"Eu sei, querida, e eu sinto muito. Mas algo muito importante aconteceu e eu tive que cuidar." Edward explicou.
Ele ouviu Beth suspirar, seu pequeno suspiro de exasperação fazendo-o sorrir. "Eu acho que está tudo bem. Mas você tem que se desculpar comigo, ok?"
"Claro, princesa. O que eu posso fazer?"
"Hmmm, acho que talvez um novo cachorro", disse Beth firmemente, e Edward retratou seus pequenos cachos cor de bronze saltando com o seu aceno de cabeça decisivo, olhos castanhos sérios.
"Um novo cachorro? Mas o que dizer de Jake? Você ainda o ama?" Edward brincou, já sabendo se um cachorro era o que o seu bebê queria, um novo cachorro é o que ela iria ter. Mesmo se ele ou Alice fossem os únicos que acabariam tomando conta dele.
"É claro que eu ainda amo Jake, papai", Beth advertiu. "Mas ele está velho e não me deixa vesti-lo. Meu novo cachorro vai brincar comigo de se vestir, porque ela será uma menina."
Edward riu e o som se espalhou com o vento, rico e completo. "Tudo bem, papai vai ver o que pode fazer. Como foi o seu dia?"
"Bom. Tia Alice diz que eu posso nadar depois do almoço."
"Isso será divertido. Lembre-se de usar as suas boias e ouvir a tia Alice", Edward instruiu.
"Claro, papai."
Embora ele desejasse poder falar mais, um olhar para o relógio o lembrou de que precisava voltar e encontrar Bella. "Eu tenho que ir agora Beth, mas você seja boazinha para a tia Alice. Eu estarei de volta em breve."
"'Kay. Tchau papai! Eu te amo", Beth cantarolou ao telefone.
"Eu também te amo, querida", Edward murmurou, embora Beth já tivesse desligado. Ele sorriu tristemente com as travessuras de sua filha, a menina vivaz que amava mais que a vida e que era dona de seu coração sempre o fazia se sentir melhor.
Edward não gostava de colocar distância entre eles, embora seu trabalho muitas vezes exigisse. Tinha sido uma luta para os dois depois do desaparecimento de Bella, Beth chorava noite e dia, não querendo ser consolada por ninguém, exceto seu pai, mesmo quando ele estava fora. As chamadas telefônicas eram a solução mais fácil, já que ele não poderia estar com Beth quando precisava cuidar de assuntos estrangeiros e ela ainda precisava se sentir conectada a ele. Agora que ela estava um pouco mais velha, um telefone celular especial que Beth carregava com ela quando Edward não estava em casa tornava a sua separação mais suportável.
Edward se perguntou como Beth iria lidar com esta nova mudança em sua vida, sua mãe retornando depois de tantos anos de ausência. Beth era carinhosa e gentil com todos, como sua mãe, mas ela era cautelosa, também. Ela perdeu uma das pessoas mais importantes em sua vida com uma idade muito jovem, e embora eles tivessem esperança de encontrar Bella antes, quando tudo inevitavelmente acabava mal, Beth era esmagada de novo.
Edward temia que ela pudesse não ser muito receptiva a sua mãe agora, que a preocupação de perder Bella novamente mantivesse Beth retraída.
Só o tempo diria, Edward supôs.
"Desculpe interromper, eu te vi aqui e pensei em ver se você queria uma bebida", Bella disse timidamente atrás dele.
Edward virou-se com um sorriso no rosto, embora tenha caído ligeiramente quando viu a expressão reservada no rosto de Bella. "Isso seria ótimo", respondeu ele, pegando o copo de limonada de sua mão.
Eles permaneceram em silêncio por vários minutos, os olhos de Bella olhando para tudo, exceto Edward. Incapaz de suportar a tensão, ele finalmente falou. "Eu acho que seria bom para nós falarmos mais sobre o que aconteceu. Vamos entrar e começar?"
Sim, esses dois têm muito o que conversar... Beth não é um amor?
Beijo e até quinta.
Nai.
