- ◘ - Um Lugar pra se chamar de Lar - ◘ -

Capitulo 7 – Tenshi Imamura ou Kagome Higurashi.

Será que sua filha estaria sentindo algo ao abraçá-la, Izara leu em algum lugar que quando um filho e separo de sua mãe mesmo que seja no parto, ele nunca esquece sua voz. Seria verdade? Seu coração gritava que sim. Gritava para que de alguma forma sua filhinha, sua Kagome a reconhecesse.

"Como ela e linda, minha filha adulta"

Como seria frustrante pra ela ouvir sua filha chamar a mulher que a levou embora e causou tantos sofrimentos a sua família, ouvi-la chamá-la de mamãe. Não queria isso, queria grita aos quatro ventos: Você e minha, é minha filha.

Ela sentiu que a garota se afastava de seu abraço.

"Não, fiquei mais um pouco assim comigo, ainda não matei todas as saudades que sinto de ti, minha menina".

Ao se afastar Izara olhou fundo em seus olhos esperando encontrar qualquer sinal positivo de que havia sido reconhecida, mas não ela demonstrou nada de diferente. Apenas lhe sorria.

# - A Senhora está de quantos meses? – Perguntou tenshi olhando para a barriga dela.

# - Pode me chamar só de Izara – Ou de mamãe... Completou ela em pensamento. – Estou de quase três meses, mas como sabe que estou grávida? – Perguntou Izara tocando o próprio ventre.

# - Desde que eu engravidei e tive a Pumpkin, eu consigo distinguir uma mulher grávida a quilômetros de distância, e um super poder que só quem é mãe tem. – Falou Tenshi o que fez Izara abrir a boca em sinal de surpresa, deixando Sho, Izayo e Bankotsu igualmente abalados.

# - Voc... Você já... é... é mãe? – Gaguejou na pergunta.

# - Sim. Vocês não viram a minha menina ela está com a... – Apontou para Rin vendo que Pumpkin não estava com ela. – Rin? Cadê a Pumpkin?

# -Oh... Droga eu esqueci ela lá fora. – falou Rin saindo pela porta de vidro, e voltou poucos segundo depois mais ainda assim sem a menina.

# - Você esqueceu a minha filha lá fora? – Repetiu Tenshi com um olhar reprovativo.

# - Ele me distraiu e eu esqueci dela. – Falou Rin apontando para Sesshoumaru. – Ela não está aqui fora. – Revelou torcendo as mãos em sinal de embaraço.

# - E bom que ela esteja bem. – Falou Tenshi com um olhar assassino para irmã. Ela elevou a mão até a boca e assovio, alto e estridente. Os três Yokais na sala tiveram que tapar as orelhas com o som forte.

# - Au! – Reclamou InuYasha acariciando as orelhas.

# - Ahhh... Desculpa eu devia ter avisado. – Pediu ela sorrindo pra ele.

# - Mamãe eu to aqui. – Uma voz infantil foi ouvida no andar de cima da mansão.

InuYasha olhou pra cima e quase desmaiou ao ver a menina entre as grades do mezanino, era ela, a menininha que havia beijado dentro de seu guarda-roupa a treze anos atrás, era exatamente como Kagome quando criança, os cachos, os olhos azuis com aquele brilho lindo.

# - Nossa!!! – Exclamou InuYasha incrédulo. – Ela e igualzinha a você quando era pequena, Kagome. – Falou mantendo os olhos ainda na menina.

# - Como sabe não me conheceu quando era mais nova – ele a olhou assustado pela mancada que acabará de dar, Bankotsu jogou lhe um olhar assassino, ela se aproximou dele e olhou pra filha. – E como sabe que meu nome e Kagome, quase ninguém sabe que esse e o meu verdadeiro nome. Não o disse a você.

# - Eu vi na sua carteira de motorista. – Falou InuYasha tão rápido que ela quase não entendeu suas palavras. Respirou fundo e tomou o auto controle de volta – E olha só pra sua filha. Ela e sua cara. Com um leve toque de Yokai.

Kagome sorriu pra ele e olhou pra filha estendendo lhe os braços.

# - Vem com a mãe. – Chamou, a menina subiu na mureta do mezanino e pulou nos braços da mãe.

# - A mãe nunca me deixou fazer isso. – Falou Inuyasha abismado com a situação.

Sho estava com lagrimas nos olhos, InuYasha estava certo, a menina era igualzinha a Kagome quando pequena, aproximou-se de Izara que observava também a menina de longe. E sussurrou em seu ouvido: Nos somos avós. Izara lhe sorriu, não apenas achara sua filha como também encontrara uma neta.

# - O que a mocinha estava fazendo lá em cima, hein? – Perguntou Kagome para a menina com seu vestidinho rosa cheio de bordados, usava uma meia calça branca e um sapatinho de boneca preto, e os cachinhos estavam todos presos no topo da cabeça em um rabo de cavalo.

# - Eu fui pocura a mamãe lá em cima, eu senti o seu cheirinho num quartinho cheio de bonequinha que tem lá. – a menina mostrou a bonequinha de pano que estava em suas mãos, era antiga e cheia de trancinhas.

# - E você pegou filha, não é sua, dá pra mãe. – Pediu Kagome segurando na bonequinha.

# - Mas e tão bonitinha mamãe.

# - Pumpkin! – Exclamou Kagome. O que fez a menina soltar a boneca na hora. – Desculpa. – Pediu entregando a bonequinha para InuYasha que a pegou sorrindo. – Olha esse e o namorado da mamãe o InuYasha.

Pumpkin o olhou curiosa, e sorriu pra ele.

# - O papai mandou eu te dá isso, ohhhhhh. – Mostrou-lhe a língua e começou a rir gostosamente. InuYasha estreitou os olhos pra ela.

# - Eu gostei do pai dela. – Falou Sesshoumaru pra provocar InuYasha. – Vou gostar mais ainda se ele infernizar a vida desse Hanyou Baka. – Exagerou ao falar baka pra ver se a menina o repetia, que não deu outra.

# - Baka! – Deu gritinhos agudo.

# - Pumpkin não é pra fazer isso, mamãe fica chateada. – Falou Tenshi.

# - Mas foi o papai quem mandou.

# - É o seu pai vai ganhar uma bela bronca por isso depois. – Virou-se para Sesshoumaru. – E você não ensina essas coisas pra minha filha.

Izara não agüentou mais, tinha que abraçar a neta, aquele seria o consolo de seu coração, nunca poderia votar atrás ao que perdeu da vida da filha, mas poderia ver sua neta crescer e se tornar uma mulher linda como a mãe.

Ela pegou a bonequinha da mão de InuYasha e se aproximou.

# - Oi Pumpkin, eu sou a Iza, a tia do InuYasha. – Sorriu pra menina. - Sabia que essa bonequinha era a favorita da minha filhinha.

# - Eh...

# - E ela era uma bonequinha linda assim que nem você quando era da sua idade. – Pumpkin lhe sorriu. – Se você vier no meu colinho eu deixo você ficar com a bonequinha o que acha?

# - A sua filhinha não vai bava, se a mamãe desse meus binquedinho eu ficalia bava com ela.

# - Ehh... é como ficaria. – Diz Kagome sorrindo pra Izara.

# - Não vai ficar não, agora ela já tem uma bonequinha bem maior pra brincar. – Falou Izara, olhando para Kagome.

# - Eu posso mamãe?

# - Pode sim. – Respondeu Kagome, entregando Pumpkin a Izara.

Izara pegou a menina nos braços e lhe entregou a bonequinha. Foi até o sofá onde se sentou junto de Izayo e Sho que também estava louco pra conhecer a neta.

Enquanto Bankotsu pensava, poderia Tanaka saber disso e ter omitido, mais porque razão o faria, eram tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo.

Kagome se aproximou mais de InuYasha, pra lhe falar sem que os outros ouvissem.

# - A sua tia estava se referindo a sua prima que foi seqüestrada, InuYasha?

# - Sim. – Respondeu alisando as costas da garota com carinho.

# - Quando eu fui ao seu quarto eu vi que ao lado tinha uma porta com o nome Kagome. Coincidência nos termos os mesmos nomes. – Diz encostando a cabeça no peito dele.

# - Não sabe o susto que eu tomei quando vi na sua carteira de motorista o seu nome. – InuYasha acariciou o rosto dela e plantou um beijo em seus lábios.

Nem ao menos notaram que estavam sendo observados por suas mães.

# - Eu não disse a você? – Questionou Izara aos sussurros.

# - Realmente, são um casal lindo. – Respondeu Izayo voltando os olhos pra Sho que agora tinha Pumpkin nos braços e fazia um teatro com a boneca para ela, Bankotsu apenas ria com a cena. – E aquela mocinha ali, de mãos dadas com o Mirok quem é? Ele nunca trouxe nenhuma garota aqui em casa.

Somente agora que Izara observou a bela morena com a mão entrelaçada a de seu filho.

# - Mirok?

# - Ahamm. – Voltou sua atenção para mãe.

# - Quem é essa moça linda de mãos dadas com você? – Perguntou Izara vendo Sango enrubescer.

# - Essa a Sango a irmã da Tenshi. Eu a conheci na festa de Coaxial. Sango essa e a minha adorável e bela mãe, Izara. – Apresentou Mirok.

# - Ela e só irmã da Tenshi? – Perguntou izara sorrindo.

# - Por enquanto... Sim. – Respondeu olhando pra Sango.

# - Espero que não demore pra isso mudar. Ela me parece perfeita pra você. – Revelou Izara o que fez Sango sorrir docemente.

# - Bom, eu já te desejo meus pêsames, Sango. Isso ai e uma canoa furada. – Falou Sesshoumaru em tom de brincadeira, acabou recebendo um olhar assassino de Mirok, mas este nem se importou, desde quando um humano tão ridículo colocaria medo no grande Sesshoumaru.

Izayo, Izara e Sho se entreterão com a menina deixando os jovens conversarem entre si, mas Bankotsu ficou atento a cada movimento de Kagome. Queria entendê-la, treze anos ouvindo falar sobre ela e agora finalmente a conhece, e ainda por cima mais essa dela já ser mãe, realmente pelas fotos que já havia dela quando pequena, Pumpkin era uma copia exata dela, se havia qualquer duvida em relação ela ser mesmo Kagome Higurashi, filha de Tanaka e Izara, foram todos esclarecidas.

# - Hei Tenshi. – Falou Sango fazendo Kagome olhá-la. – Foi ele que eu vi saindo do andar de cima da nossa casa no dia da festa.

O sorriso de Sesshoumaru morreu na hora. Olhou pra Rin instantaneamente que abaixou os olhos envergonhada.

# - Ah é mesmo. – Tenshi soltou-se de InuYasha e parou ao lado de Sesshoumaru com os braços cruzados.

# - Acredito que isso seja seu. – Sango retirou do bolso traseiro da calça a correntinha de prata achada em cima da cama de Rin.

Sesshoumaru a pegou nas mãos. E logo após a pendurou no pescoço. Não emitiu nenhum som, ou deu qualquer explicação.

# - Então? – Perguntou Kagome.

# - Então o que? – Ironizou ele, mandando lhe um olhar frio de arrepiar a espinha.

# - Foi você?

# - Eu o quê? – Perguntou fingindo não entender.

# - Você sabe bem o que. – Falou Tenshi abaixando a voz.

# - O que quer que eu diga?

# - Nada. Só não quero que chegue perto da Rin novamente.

# - Eu não sei o que você acha que aconteceu, ou que ela disse que aconteceu. – Falou apontando para Rin. – Mas ela deixou e gostou muito do que eu fiz.

# - É essa Sesshoumaru e a única razão pela qual eu não fui até a policia, ainda. – Sesshoumaru estreitou os olhos, sem acreditar no que ouvia, mas ao invés de lhe sustentar o olhar Kagome o olhou pesarosa. – A Rin tem sérios problemas psicológicos, e desde que você pareceu tem ficado pior, não é só bom pra ela, como também vai ser melhor pra você, que nunca mais se aproxime dela com essas intenções. Isso é um pedido Sesshoumaru. Mas se você causar mal a minha irmã vai deixar de ser.

InuYasha olhou assustado pra cena, não estava entendendo nada do que os dois falavam, Sesshoumaru tinha tido algo com a Rin? Quando? Mirok mantinha-se igualmente assustado, já Bankotsu analisou Rin tentando encontrar algo que responde as mesmas questões que se passavam na mente de InuYasha e Mirok.

A menina parecia meio arredia, lá fora quando Sesshoumaru a apresentou a família, viu que ela preferia não ser tocada pelas pessoas apenas, apertou as mãos de Izara e Izayo mais não quis apertar a dele e nem a de Sho. Sendo detetive percebeu a infelicidade e o sofrimento estampados em seus olhos e face, algo aconteceu a ela, algo que ainda a atormenta, o que teria sido? Verificaria isso mais tarde.

# - Ok, do que vocês dois estão falando? – Perguntou InuYasha por fim.

Mas foi ignorado por ambos, que continuaram a discussão discretamente. Sesshoumaru também desfez seu olhar de desafio, e olhou pra Rin que continuava a olhar pra baixo envergonhada, não queria se afastar dela, não entendia por que desde o a primeira vez a viu teve essa incrível atração.

Tão problemática, tão imperfeita. Ele que sempre exigiu 100 de tudo que faz na vida havia se interessado de verdade por alguém que de longe ele sabe que e encrenca. O sorriso dela era bonito e gostoso de se ver, enquanto ela dançava na festa viu isso. Mas havia algo no sorriso.

A comparou com o famoso quadro de Leonardo DaVinci, MonaLisa. Ela sorri graciosamente e discretamente, mas o fato de sorrir não quer dizer que esteja feliz.

Não ele não queria se afastar queria transformar seu sorriso triste em um sorriso feliz, queria conhecê-la, entender seus problemas, transformá-la numa mulher perfeita.

Perfeitamente feita para ser dele.

# - Não, não vou me afastar – olhou para Rin – A menos que ela queira isso.

# - Eu quero. – Pronunciou-se Rin ainda mantendo seus olhos no chão.

# - Então eu me afasto. – Ele não esperava por outra resposta sabia que novamente seria rejeitado. Mas isso não o impediria de descobrir a verdade sobre a garota.

# - Kagome? – Chamou Sho quebrando o clima tenso que havia caído sobre os jovens.

# - Tenshi. – Corrigiu ela olhando pra o Yokai que pareceu ficar sem graça com a resposta dela.

# - Eh... Tenshi. Eu não sei se seu certo aqui mais a energia sinistra da Pumpkin mostra que ela um Yokai completo. Eu estou certo? – Perguntou Sho.

# - Sim a Pumpkin e um yokai completo. – Informou Kagome indo se sentar ao lado de Izara. No exato lugar onde ela estava sentada à treze anos atrás quando fora levado de casa.

# - Como isso e possível você e humana? – Perguntou InuYasha sentando se no sofá frente a Kagome.

# - Bom... é que... – Ela hesitou, apertou as mãos na saia. Percebendo o comportamento da filha Izara a acalmou.

# - Não precisa dizer se não quiser, querida.

# - Não, tudo bem, eu engravidei de gêmeos.

# - Então você tem duas filhas? – Perguntou Inuyasha deixando visível a sua surpresa.

# - A minha maninha ta mimindo no céu. – Falou Pumpkin, ninando a bonequinha de pano em sua mão.

# - Oh, querida. – Falou Izara colocando o cabelo de Kagome atrás da orelha.

# - Quando os embriões se dividiram as raças também se dividiram, a Pumpkin ficou com toda à parte Yokai do Kouga e a Poppet ficou com toda a minha parte humana. Como eu só tinha catorze anos o meu corpo não estava completamente desenvolvido, eu não consegui agüentar os noves meses, as duas nasceram de sete, não pode se ver o problema da Poppet antes de nascer, a energia sinistra da parte Yokai intoxicou o corpinho dela, a mamãe e eu tentamos durante o mês inteiro purificar ela, mas ela não resistiu, era tão miudinha. – Explicou Kagome com lagrimas nos olhos.

Purificar? Pensou Bankotsu. Uma sacerdotisa das trevas como KaguYa não teria poderes de purificação, havia algo errado ali.

# - Eu sinto muito. Eu não perdi a minha filha como você, mas presumo que a dor seja a mesma. – Falou Izara pegando na mão de Kagome.

# - Acho que sua dor deve ser pior, não ter idéia de onde ela pode estar ou se está bem. Deve ser algo horrível. – Diz Kagome. – As vezes a Pumpkin diz que se senti sozinha, eu nunca entendi o porque disso já que ela está sempre na companhia de alguém, e o Inuyasha me falou do super poder de gêmeos que você e a Izayo tem...

# - Não é um super poder, e uma conexão forte, uma ligação mutua. É não é só os gêmeos que tem. Kikyo e Kagome também tinham essa tão linda ligação. – Falou Izayo rindo da maneira como ela falou.

# - Acha que e a Pumpkin senti falta e da Poppet? – Perguntou Kagome olhando para Izayo.

# - É bem provável que seja, quando eu e a Izara brigamos na Faculdade, eu sentia um buraco vazio no peito. – Comentou IzaYo.

# - É nos ficamos só duas horas sem nos falarmos. – Brincou Izara. – Sesshoumaru pode pedir a Kaede pra trazer um refresco pra gente. – Pediu Izara ao sobrinho que prontamente dirigiu até a cozinha voltando com uma senhora de cabelos acinzentados, um pouco baixinha e muito gordinha com uma bandeja cheira de copos e uma jarra de suco de laranja.

Mirok e Sango sentaram-se ao lado de InuYasha pra entrarem na conversa. Kagome sorriu ao ver Sho dar um pouco de suco a Pumpkin cuidadosamente para não derrubar em sua roupa.

# - Nos podíamos marcar um jantar com seus pais, já que duas das filhas deles fisgaram dois dos nossos rapazes. Não é uma boa idéia Izara? – Perguntou Bankotsu, fingindo não saber de nada, queria descobrir mais sobre o fato de Tanaka e ela já se conhecerem.

# - Ótima idéia. – concordou Izara olhando pra Sango. – Nos precisamos ter certeza se essas meninas são boas pro nossos meninos, não é Izayo? – perguntou Izara.

# - Com certeza, o que acham meninas? – Perguntou Izara.

# - Daqui a pouco vocês vão perguntar quais são as intenções delas. – Falou InuYasha brincalhão.

# - Serve o meu tio? Porque os meus pais já morreram. – Informou Sango com as bochechas vermelhinhas. Mirok riu com a cena a achando encantadora.

# - Eh, a minha mãe também já morreu e eu não conheço meu pai, então vai ter que ser o meu padrasto, que e o tio delas – Apontou para Sango e Rin. – É definitivamente não é uma boa idéia conhecê-lo ele não vai dizer boas coisas de nos.

# - É porque ele não diria? – Perguntou Sho enrolando os dedos nos cachinhos do cabelo da Pumpkin.

# - Por que ele não é o pai de nenhuma de nos três, e ele não fica fantasiando as nossas qualidades assim como os pais fazem, o tio é mais como um amigo, do que como um guardião, somos mais nós que cuidamos dele, do que ele de nós. – Explicou Sango.

# - Ele parece uma boa pessoa, cuidar de três adolescentes sozinho não é fácil. – Fala Izayo Sorridente.

# - Mas... – Tentou Bankotsu – como assim você não conhece o seu pai? Eles se separaram e você não se lembra dele? – Perguntou para Kagome.

# - Não eles nunca se casaram, na realidade ele era casado com outra mulher, a minha mãe era a amante, e fugiu dele quando ele soube que ela estava grávida de mim. – Contou Tenshi.

# - É você nunca procurou por ele? – Questionou Sho.

# - Sim, mas eu na tive coragem de dizer quem eu era, principalmente depois que ele me contou que havia se separado da esposa e o filho mais velho dele o odiava por ele ter traído a mãe. – Imediatamente Izara olhou para Mirok que continua a escutar o que Kagome dizia fingindo não ter percebido o olhar da mãe. – De uma certa maneira eu devo ser culpada. Não sei se vai ficar feliz se souber quem eu sou. – Disse olhando para Izara.

# - Pra mim ele e só um pervertido. – Resmungou Sango cruzando os braços.

# - Sango! – Repreendeu Kagome. – Ele não é pervertido, bom... eu acho que não.

# - Pra um homem que trai a esposa com certeza não deve ser uma boa pessoa. Olha o exemplo do meu pai, ele traiu a minha mãe e de quebra a nossa irmã foi levada por aquela vagabunda. – Falou Mirok

# - Não fala assim filho. – Pediu Izara.

# - Mas o pai da Tenshi e um cinquentão, o que acha que quer com uma menininha de dezessete? É claro que e um pervertido, aproveitador. – Retrucou Sango indignada ganhando o apoio de Mirok.

# - Você concorda com eles Izara? – Perguntou Kagome.

# - Não, acho que ele é só um homem sozinho, já que os filhos dele não aceitam sua companhia ele talvez veja em você um modo de estar próximo dos filhos. – Respondeu Izara olhando para Mirok o tempo todo, mas este continuou sem olhá-la. Desistiu e voltou-se para Kagome. – Você conhece os filhos dele?

# - Não. Eu até queria conhecê-los, mas não acho que gostariam de me ver, tipo vão olhar pra mim e falar "a filha da mulher que destruiu a nossa família". Eu não ia gostar de ouvir isso. Então prefiro ficar na minha. – Kagome deu uma risada baixa.

Izara olhou pra filha e viu o sorriso estampado em suas face, quantas e quantas mentiras mais KaguYa inventou, e por quê? Por quê diabos ela não a reconheceu?

A cada vez que ouvia da boca de sua filha a palavra mãe, sentia como se uma faca cravasse em seu peito, pois aquela mãe de quem falava não era ela, era Kaguya, a mulher que destruiu sua família.

Kagome parecia tão apegada às lembranças da falsa mãe como seria quando soubesse a verdade. Izara não queria ver a filha sofrer mesmo que fosse pra descobrir a verdade.

# - Acho que deveria procurá-los. Você é uma menina adorável, duvido que não apreciem sua presença. – Aconselhou Izara.

# - Acontece que ela e muito medrosa, Izara. Preferi não saber a verdade sobre sua existência. – Falou Sango recebendo um olhar reprovador de Kagome.

# - Como assim? – Questionou Bankotsu tentando de todas as maneiras não parecer estar investigando a vida da menina.

# - É que a tia MiYako antes de morrer disse a Kagome que ela deveria procurar o pai e descobrir a verdade sobre a sua origem. – Revelou Sango exatamente o que Tanaka havia contado a eles. – Ela o achou mais tem medo da verdade.

# - Ah Sango, eu não preciso procurar pela verdade, eu sei bem qual é a verdade sobre a minha origem. – Revelou Kagome.

O coração de Izara disparou na hora.

# - Sabe? – Perguntou com ansiedade.

# - A mamãe morreu por cauda de uma doença no útero, eu acho que ela me adotou. – disse Kagome frustrando todas as expectativas de Izara e do resto da família.

# - Bom... É você não deseja saber a verdade sobre os seus pais? Você é mãe, não imagina a dor que sua verdadeira mãe possa sentir. – Falou Izara.

# - Eu não sei o que pensar, tudo que eu quero e continuar a viver a minha vida como ela sempre foi, ela e boa e feliz, eu sou Tenshi Imamura filha de Miyako Imamura e a verdade não pode mudar isso. Nada vai. – Falou Kagome deixando todos em silêncio.

# - Sim, você está certa. – Falou Izara levantando-se, as palavras de Kagome rasgarão seu coração, podia até mesmo ouvir as gotas de sangue pingarem dentro de seu corpo, do que adiantaria dizer a verdade a ela, ainda assim ela seria Tenshi Imamura.

Virou-se de costas pra filha sem deixar que ela percebesse a lagrima que desceu por sua face como uma navalha. Andou até Bankotsu procurando em seus braços um consolo pra essa amargurada revelação.

Bankotsu a acolheu em seus braços quase sentindo a dor que esmagava o peito da mulher que amava. Como era horrível ver ela sofrer sem poder ajudá-la.

# - Eu não quero que ela saiba a verdade, Bankotsu. – Sussurrou Izara para ele.

InuYasha sentiu uma profunda tristeza ao ouvir o sussurro de sua tia, ele havia se apaixonado por Tenshi Imamura mais queria Kagome Higurashi. Era pedir muito querer as duas, sendo que as duas eram a mesma pessoa.

Vendo que a situação se tornou tensa Izayo começou a fazer perguntas a Sango que sorria o tempo todo de braço dado com Mirok.

Kagome pegou um copo de suco em cima da mesinha e o elevou até boca, estava gostando de mais da família de InuYasha seria legal estar por perto deles, pareciam unidos e felizes apesar da grande fatalidade que ocorreu quando a filha de Izara fora levada, ela olhou para Pumpkin que continua no colo de Sho tomando o suco, como seria ter sua filha arrancada de seus braços assim, essa era uma dor da qual ela desejou nunca descobrir.

Queria muito conversar sobre isso com Izara mais seria tão doloroso para ela falar sobre isso, igual era para ela falar de sua filha Poppet.

Após abaixar o copo de suco, Kagome começou a sentir o braço formigar, era uma sensação estranha como se tudo o seu sangue estivesse viajando a uma velocidade incrível até o seu peito que batia tão forte que vibrava. Era a mesma vibração que sentiu no dia da festa enquanto beijava InuYasha, mas dessa vez estava tão perto.

# - O que é isso? – Perguntou Kagome levantando-se do sofá, tocou o peito como se doesse e fitou a porta fechada.

# - Tenshi o que foi? – Perguntou InuYasha preocupado.

# - Essa vibração...

A porta da frente se abriu e por ela uma moça de longos cabelos negros entrou, e andou calmamente até Kagome.

"É dela que vem essa presença, quem é ela e por que eu sinto isso? Me faz sentir bem, mas ao mesmo tempo sinto algo ruim... Tem algo mais, eu sinto...Não consigo identificar o que seja." – Pensou Kagome enquanto a havia chegar até ela.

Izara na hora entendeu do que se tratava, Kagome estava sentindo a presença da irmã. Kagome viu os lábios de Kikyo se formarem um sorriso e sorriu também.

# - Oi. – Falou Tenshi meio atordoada.

# - Oi. – Respondeu Kikyo.

# - Vo...Você sente isso, porque vem de você.

# - Sim eu sinto.

# - Oh filha por que saiu do carro daquele jeito eu nem tinha estacionado... – Entrou Tanaka falando sem parar, mas só percebeu a presença de Kagome após acabar a frase.

Tenshi assustou-se ao ver o seu pai ali na casa de InuYasha, o que ele estaria fazendo aqui.

# - Senhor Tanaka? O que faz aqui? – Perguntou confusa, na hora Sango levantou-se do sofá com olhos arregalados em surpresa também. – Ela é sua filha? – Perguntou apontando para Kikyo.

Bankotsu percebeu que todo o disfarce tinha ido por água a baixo, ela juntaria as coisas e por fim descobriria sozinha a verdade. Ele viu o medo nos olhos de Izara vendo que ela havia pensado a mesma coisa que ele.

# - Sim. – Pos a mão no ombro de Kikyo – Ela é minha filha. – Respondeu. Ele sabia não sabia o que Kagome havia falado sobre não quere saber a verdade, portanto acho melhor não enganá-la assim como Bankotsu queria, a verdade não seria um choque pra ela.

# - Tanaka vem aqui um minuto. – pediu Bankotsu.

Kagome olhou na direção de Bankotsu e viu que Izara chorava. Tanaka foi até Bankotsu os dois conversaram aos sussurros. O que estava acontecendo ali, e por que essa menina não parava de olhá-la o que ela queria, e essa vibração que não passava.

"Esse sentimento vem dela, o que é... não parece ódio, nem tristeza, o que é? E muito ruim de se sentir... Parece culpa."

"Culpa? Por que ela teria culpa. Eu nem a conheço, mais assim como o InuYasha ela me parece tão familiar. Queria abraçá-la."

Sentiu sua cabeça levar uma martelada,viu sua filha Pumpkin sentadinha num balanço e uma garotinha um pouco mais velha que ela empurrá-la as duas riam, mas aquela não era sua filha. Não tinha os olhos de yokai e nem as orelhas pontiagudas e nem o rabo de lobo. Quem era aquela menininha?

" - Nossa!!! Ela e igualzinha a você quando era pequena, Kagome."

Lembrou-se da frase de InuYasha quando conheceu Pumpkin a poucos minutos atrás.

"Então aquela menina sou eu. Mas quem é a que me empurra?"- Pensou Kagome tocando o peito que ainda vibrava fortemente.

Olhou para Kikyo.

"Se o Tanaka e o pai dela, ela e minha irmã, então a Izara e a ex-esposa dele. A filha desaparecida da Izara também se chama Kagome. Meu Deus eu quero fugir daqui."

Sango olhou para Kagome que parecia confusa. Talvez estivesse pensando as mesmas coisas que ela, talvez já tivesse percebido a horrível coincidência que se mantinha ali. Observou Mirok que continuava sentado olhando furiosamente para o pai.

"O Tanaka e o pai do Mirok?"

"- Pra um homem que trai a esposa com certeza não deve ser uma boa pessoa. Olha o exemplo do meu pai, ele traiu a minha mãe e de quebra a nossa irmã foi levada por aquela vagabunda." - Lembrou-se da frase de Mirok.

"Mas isso e impossível, a minha mãe foi amante do Tanaka, então eu... "

# # # # # Flash Back # # # # #

Ela entrou no quarto do hospital, e viu sua mãe deitada na cama, era tão ruim ver ela assim, uma mulher tão alegre e cheia de vida.

# - Oh filha, vem cá. – Pediu MiYako.

# - Você mandou me chamar? – Perguntou Tenshi.

# - Não quero que fique triste, mas a mãe não suporta mais, eu quero ter um fim tranqüilo...

# - Mãe não fala assim...

# - Escuta. – Segurou a mão dela entre as suas. – eu queria te dizer a verdade mais não quero morrer vendo você me odiar.

# - Você não vai morrer mãe. – Uma lagrima escorreu por seu rosto.

# - Eu vou sim, eu sei que vou. É você também sabe e a melhor Tennyo que eu conheço – acariciou o rosto da filha. – O nome do seu pai e Tanaka Higurashi.

# - Por que está me dizendo o nome dele? – perguntou Tenshi.

# - Porque quero que você o procure, a empresa dele fica na Rua Origami, no centro de Tokyo.

(Essa rua e inventada eu não conheço os nomes das ruas de Tokyo, rs!)

# - Eu não vou procurar por ele mãe, ele não me quis quando a senhora engravidou, não o quero o agora também. – Falou Deixando as lagrima caírem descontroladamente.

# - O que eu te disse... – Suspirou – ...Não era verdade. Eu não tenho coragem de e contar, por isso você precisa procurá-lo e descobrir a sua origem. Por favor prometa que irá procurá-lo. – Implorou com lagrimas nos olhos. – É prometa que quando descobrir a verdade não vai me odiar pelo mal que eu causei a você.

# - Eu nunca te odiaria. Pare de dizer isso. Você e minha mãe e eu te amo.

# - Prometa. – Apertou a mão dela.

# - Eu prometo. – Falou Tenshi tremendo o queixo pra não chorar mais.

# - Assim... – Fechou os olhos – Eu morro em paz.

# - Mãe...

# # # # # Fim do Flash Back # # # # #

Kagome colocou a mão na cabeça sentindo uma tontura.

"Não, não, não!" – Sua mente gritava pra que fosse mentira.

O peito ainda vibrava, Kikyo ainda continuava em sua frente, sua lembrança foi tão rápida, ninguém percebia inferno que se instalava dentro dela, parecia lhe esfaquear de dentro pra fora. Alguns pequenos raios azuis saíram de seu corpo como se ela tivesse sido eletrocutada.

# - Tenshi? – Assustou-se Sango percebendo os raios.

Kagome olhou na direção dela mais não a viu, viu uma festa. As pessoas estavam felizes, viu Tanaka e Izara valsarem, pareciam felizes.

# - Uma festa...

Bankotsu percebeu que ela se lembrava da noite de seu seqüestro. Seus olhos se reviraram, suas pernas fraquejaram, caiu sentada no sofá estava consciente, mais parecia não estar ali presente.

# - Tenshi, você ta bem? – Perguntou Inuyasha sentando-se ao seu lado. Esticou a mãe e tocou a dela, mas levou um choque. – Au – Balançou a mão no ar em sinal de dor.

# - Sango? – Chamou Rin assustada.

# - Que? – Respondeu igualmente assustada.

# - Foi só impressão minha ou aquilo foi um choque do feitiço da memória?

# - Não, eu vi também.

# - Feitiço? – perguntou Bankotsu. – Que feitiço e esse?

Kagome virou o rosto de lado olhando pro lugar vazio ao seu lado.

# - Maninha – Falou esticando o braço. – Segura a minha mãozinha. – Falou como se fosse criança.

# - Rin a erva, você está com ela? – Perguntou Sango quase sem voz.

# - Não eu deixei no carro. – Saiu correndo pela porta.

# - Mamãe. – Chamou Pumpkin ao sair do colo de Sho e andar até a mãe.

# - Não Pumpkin. – Sango a pegou no colo. – Você vai tomar um choque, não toquem nela.

# - O que e o feitiço da memória? – perguntou Bankotsu novamente segurando Sango pelos ombros.

# - E feito pra apagar a memória da pessoa. – Respondeu Sango sentando Pumpkin no sofá que chorava. – Fica calminha minha querida, a mamãe vai ficar bem.

# - Mas o que está acontecendo com ela? – Perguntou Tanaka olhando pra Sango.

# - Ela está lembrando do que foi apagado.

# - Sango! – Rin chegou jogando uma erva cheia de pequenas folha amarelas.

# - Mas e bom que ela lembre, não é? – Perguntou InuYasha receoso.

# - Não, não é nada bom. Os feitiços que mexem com a mente são os mais perigosos, principalmente esse da memória, e tão poderoso que pode apagar toda a vida dela. Ela vai se esquecer de tudo, de andar, falar. Seria como se ela tivesse acabado de nascer. – Sango jogou a erva no peito de Kagome.

Todos os pequenos raios azuis que saiam de seu corpo foram atraídos pela erva, e agora faiscavam por suas folhas.

# - Rin você está pronta? – perguntou Sango erguendo as duas mãos juntas na direção da erva. Rin ficou do outro lado na mesma posição.

# - O que vão fazer? – Perguntou Izara chorando.

# - No três. – Falou Sango olhando pra Rin que confirmou com a cabeça. – Um, dois, três. – dois raios rosados saíram da mão das duas em direção a erva no peito de Kagome, que desmaiou na hora.

As pernas de Sango fraquejavam, apoiou-se no braço do sofá e descansou a cabeça sobre os próprios braços. Rin já estava ajoelhada no chão bufando cansado.

# - Tia Sango? – Chamou Pumpkin chorosa.

# - Vem cá. Pode chegar perto dela agora. – Falou Sango erguendo o braço.

# - O que vocês fizeram? – Perguntou InuYasha acariciando o rosto de Kagome viu Pumpkin chegar perto e a pegou no colo pra fazer ela chegar perto da mãe.

# - O choque de energia espiritual faz com que a lembrança se desligue novamente. E um contra-feitiço. – Respondeu Sango olhando pra Kagome.

# - Como assim desliga? – Perguntou Bankotsu.

# - Eu não vou responder mais nada enquanto vocês não explicarem o que está acontecendo. – Alterou-se Sango com lagrimas nos olhos.

Bankotsu olhou pra Izara que consentiu que ele contasse a verdade às meninas.

# - A MiYako Imamura na verdade se chama KaguYa Nardini a seqüestradora de Kagome Ken Higurashi, filha de Izara Ken Shichinin-Tai e Tanaka Higurashi, conhecida por Tenshi Imamura.

Sango levantou-se do chão com os olhos faiscando de raiva.

# - Vocês estão enganados a tia MiYako era uma boa pessoa jamais seqüestraria uma criança. – Gritou Sango o que fez Pumpkin cair no choro.

# - Vem cá pequenininha. – Rin a pegou no colo.

# - Sango olha. – Izara havia ido até a sala de televisão e trouxe uma foto de Kagome quando criança. Mostrou a ela – Não estamos enganados, vê, essa e a minha Kagome – apontou para e menina de cabelos cacheados abraçada a Inuyasha. – É a mesma coisa que vê a Pumpkin.

Sango pegou a foto nos mãos e viu a verdade era realmente a Pumpkin, mais era humana. As lagrimas desceram violentamente por seu rosto.

Izara foi até o sofá e sentou-se de uma maneira que pode aconchegar a cabeça de Kagome em seu peito.

# - Sango? – Chamou Bankotsu. – Kagome foi levada daqui quando tinha quatro anos, e estranho que ela não se lembre de nada. Explique nos o que e esse feitiço. Por favor.

# - Se imagina numa sala cheia de televisões. Cada uma contém uma lembrança da sua vida. O feitiço da memória da um choque queimando certas televisões, as apaga como se nunca tivessem acontecido. Quando é uma lembrança muito forte ou importante, ela pode se ligar sozinha, se acontecer algo semelhando, um déjà vu. Quando a televisão queimada se liga ela sobrecarrega as outras, então se nos não a desligarmos ela queima todas as outras. – Explicou Sango calmamente.

# - É pode se apagar quatro anos de uma pessoa? – Perguntou Tanaka.

# - Sim. O feitiço e murmurado no ouvido enquanto a pessoa está inconsciente, apagar quatro anos, levaria de 10 meses a um ano.- Revelou Sango.

# - Então é por isso que ela não reconheceu nenhum de nos. – falou Sesshoumaru.

# - Eu quero saber uma coisa – Falou Rin com a voz irritada enquanto tentava acalmar Pumpkin – Vocês sabiam quem ela era desde o primeiro momento que agente entrou nessa casa, por que ficaram fazendo esse teatro todo perguntando dos nossos pais, por que não disseram de uma vez a verdade? – Perguntou Rin irritada.

# - Nos não queríamos traumatizá-la. Queríamos achar o melhor jeito de contar – Respondeu Bankotsu.

# - Ah claro... Isso... – apontou para Kagome desmaiada - ...foi pouco traumatizante. – Respondeu Sango sarcástica.

# - Sango? – Mirok se aproximou dela e passou o braço por seu ombro. – Não foi assim que nos planejamos.

# - Me solta. – O empurrou, enxugou as lagrimas e o olhou com raiva. – Então foi tudo um teatro de vocês? Cada um dos meninos ia se aproximar de uma de nos e depois trama um modo de trazer ela até vocês.

# - Não! – Gritou Mirok desesperado. – Nos não sabíamos quem era ela no dia em que eu te conheci, nem o InuYasha sabia que era ela. Nos só descobrimos depois Sango, se lembra você viu minha irmã indo até mim chorando por que tinha sentido a presença da nossa irmãzinha, quando o InuYasha chegou em casa disse que tinha ficado com uma menina que parecia Kagome nos juntamos as coisas e descobrimos que ela é a nossa imotto. – Mirok explicou tão rápido que quase lhe faltou o ar.

Tanaka ficou orgulho ao ver que o filho tentava se explicar pra não perder a garota, e desde quando Mirok trazia uma garota pra casa, essa deveria se especial.

# - Tem uma coisa errada em tudo isso. – Falou Kikyo pela primeira vez. – É engraçado como vocês tinham exatamente o contra-feitiço necessário guardado bem no bolso. – ela estava desconfiada.

# - Você está insinuando o que, garota? – Perguntou Sango.

# - Vocês foram criadas por aquela mulher, e parecem bem conhecedoras da magia negra que ela praticava. – Respondeu aumentando a voz.

# - Magia Negra? De onde tiraram isso? – Perguntou Sango enraivecida.

# - A única razão para nos termos o contra feitiço dessa magia e por que eu recebi o feitiço da memória e isso sempre acontece comigo. – Explicou Rin ponde se na frente de Kikyo antes que Sango avançasse no pescoço dela.

# - A sua memória foi apagada? – Perguntou Bankotsu.

# - Sim, mas apenas um dia da minha vida foi apagado. Por isso o da Kagome foi mais intenso e ela desmaiou. – Continuou Rin.

# - E você fala assim, como se não fosse nada, a sua vida foi apagada. Você consentiu isso? – Perguntou IzaYo horrorizada.

# - Meu padrasto assassinou a minha mãe na minha frente, não e algo do qual eu goste de me lembrar. – Respondeu calando Izara.

Rin colocou Pumpkin perto de Kagome que com sua mãozinha infantil acariciou os cabelos da mãe.

# - A mamãe vai fica boazinha, num vai? – Perguntou com a voz chorosa.

# - Vai sim. – Respondeu Izara lhe sorrindo.

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Novamente aquela sensação de proteção e segurança a envolvia, seu peito ardia, e seus olhos não queriam abrir, estava mergulhada em uma escuridão profunda, mas o medo não a atingia, por alguma razão sentia que nada de ruim poderia lhe acontecer. E aquele cheiro, era tão bom e familiar.

Abriu os olhos, viu que a luz do dia já havia ido embora deveria ser tarde. O que havia acontecido? Não importava estava tão gostoso o colinho que estava ganhando. Piscou os olhos duas vezes não entendendo, estava sim no colo de alguém, mas quem? Estava tão quentinho e confortável não queria sair dali.

Fechou os olhos novamente e acariciou com o rosto o colo macio onde estava. Mas por que seu peito ardia? Estava confusa. Queria saber de quem era o colo mais ao mesmo tempo queria dormir mais um pouquinho. Queria ter mais um pouquinho dessa paz. Mas resolveu abrir novamente os olhos e descobrir a quem pertenciam àqueles braços carinhosos que a envolviam e a protegia com tanto amor.

"Quem e ela?" Se perguntou ao ver o rosto sereno de Izara olhando para ela com um sorriso nos lábios.

"Por que eu estou no colo dela?" Continuou a olhar para Izara sem reconhecê-la.

# - Ela acordou Izara? – Perguntou Tanaka, que se mantinha sentado ao lado da ex-mulher acariciando os cabelos de Kagome.

Izara? Quem é Izara?

Um flash em sua mente veio como um relâmpago, lembrou-se aquela era a tia de InuYasha. Sim, ela havia ido a casa dele revê-lo e em questões de segundos sua vida se desmoronou diante de seus olhos.

Assustou-se ao reconhecer a mulher e afastou-se bruscamente dos braços dela, ficando encolhida na ponta do sofá onde estava deitada. A sala tomou-se de um silencio mortal, apesar de estar de cabeça baixa sentia que todos a olhavam. Mas não teve coragem de encará-los a sensação de fugir dali voltará, queria trancar-se em seu quarto e chorar, se possível acordar desse infernal pesadelo.

Era isso, um pesadelo, nada disso era real, era absurdo pensar que sua mãe, sua adorada mãe havia a seqüestrado, arrancado-a de sua verdadeira família, não era apenas uma coincidência, Tanaka poderia ter tido mais que uma amante. Sim queria pensar que sim. Não queria acreditar que a mulher em mais confiou na vida a trouxe tanta dor agora.

# - Você já sabe a verdade, não é minha filha? – Perguntou Izara com a voz calma.

Kagome não se mexeu continuou com a cabeça baixa, uma lagrima escorreu como resposta. Uma lagrima que doeu no coração de Izara.

# - Eu... – sua voz falhou, não passou de um sussurro rouco - ...quero ir pra minha casa.

# - É eu queria poder dizer, "você já está em casa filha", mas você não é a minha filha Kagome Higurashi, você e Tenshi Imamura e como disse, a verdade não mudou isso, você só voltará a ser Kagome Higurashi quando reconhecer essa família como sua, e enquanto isso não acontece... – Kagome a olhou nos olhos - ...as portas dessa casa estarão sempre abertas para Tenshi Imamura, a namorada do meu sobrinho InuYasha. – Izara estava calma, obviamente não queria que ela fosse embora nunca mais, mas ela não estaria feliz ali. Kagome tentou levantar-se mais Izara a impediu segurando em sua mão. – Somente, por favor, não suma de nós novamente. – pediu vendo Kagome concordar com a cabeça.

Levantou-se do sofá e saiu pela porta sem olhar para ninguém, Sango e Rin a seguiram carregando Pumpkin nos braços que ressonava calmamente.

Ao ouvir Sango bater a porta atrás de suas costas, caiu no choro, não agüentou mais sentou-se na escada e se encolheu como uma criança indefesa, Sango sentou ao seu lado a abraçando, tentando de algum modo consolá-la.

# - Vamos pra casa. – Pediu Sango ajudando-a se levantar.

Caminharam silenciosas até o carro e partiram.

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Mirok estava em seu quarto, acabará de sair do banho, aquele domingo com certeza tinha sido agitado, os adultos da expulsaram os jovens da sala após a partida de Kagome, queriam conversar entre si. Coisa típica dos pais.

Pouco tempo depois ouviu uma batida na porta de seu quarto pensando ser sua mãe gritou um entra enrolando-se na toalha. Mas não era Izara, era sim seu pai Tanaka.

# - Que você que? – perguntou grosso, indo até o gaveteiro buscar por uma cueca.

# - Te dar os parabéns, filho. – respondeu Tanaka colocando as mãos ns bolsos da calça social.

# - Parabéns pelo que?

Tanaka suspirou, era sempre assim, Mirok nunca mais o tratou bem depois do desaparecimento de Kagome.

# - Pela garota, a Sango, fiquei feliz quando sua mãe me contou que está namorando, já estava mesmo na hora de se comprometer, quando eu tinha a sua idade eu já era noivo da sua mãe e já pensava em formar uma família. – Falou Tanaka sorrindo.

# - Você já planejava traí-la também?

Tanaka ficou em silencio ao mesmo tempo em que seu sorriso morreu.

# - Filho, mesmo com a volta de Kagome vai continuar a me tratar assim? – Perguntou.

# - O fato de ela ter voltado não apaga a sua traição. – Sentou-se na cama, empurrando algumas roupas pro chão.

# - Tem razão. – Concordou Tanaka, abriu a porta para sair mais antes deu uma boa olhada pro filho – Espero que você saiba cuidar bem do amor que essa menina pode te oferecer, espero que não cometa os mesmos erros que eu, desejo que tenha sorte com ela filho. – Saiu do quarto fechando a porta atrás de si.

Parado no corredor, colocou a mão sobre a testa tentando conter a tristeza por mais uma vez ter sido desprezado pelo filho.

# - Ele não te tratou bem? – Ouviu a voz calma de Izara perguntar.

# - Eu já estou acostumado. – Sorriu triste vendo que Izara estava na porta do quarto de Kagome.

# - Dá pra acreditar que nos já somos avós? – Perguntou Izara sorrindo entrando no quarto de Kagome sendo seguida por Tanaka que fechou a porta atrás de si.

# - Ela é tão parecida com Kagome. – Falou Tanaka referindo-se a Pumpkin.

Izara pegou o pequeno carrossel prateado ao lado da cama infantil de Kagome e o girou, uma suave e calma musica começou a tocar a medida que o carrossel girava.

# - Izara... – Suspirou Tanaka pesaroso, recebeu o olhar da ex-mulher. – Eu nunca pedi desculpas a você pela minha traição. O Mirok acabou de me dizer que a minha traição não será esquecida pela volta da Kagome. Por tanto, me desculpa, não tem um dia na minha vida que eu não lamente pelo que aconteceu. – Pediu Tanaka quase chorando.

# - Obrigada Tanaka. Realmente não apaga o que aconteceu, mas faz toda a diferença. – Respondeu Izara lhe dando um abraço.

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Enquanto isso Bankotsu entrava no quarto de Sesshoumaru, queria entender melhor aquela historia da corentinha.

# - Posso entrar? – Perguntou olhando da porta.

# - Claro. O que foi? – Perguntou virando a cadeira do computador para lado da poltrona onde Bankotsu se sentou, ao contrario de Mirok e Inuyasha o quarto de Sesshoumaru era limpo e organizado.

# - Eu ouvi a Sango e Kagome pedirem para você não se aproximar da Rin. O que aconteceu? A Rin me pareceu... – na falta de palavra melhor usou está: - ...Problemática.

# - Eu a conheci na festa, e ela me dispensou.

# - Foi só isso? Como a corrente da sua mãe foi parar com elas? E por que a Kagome disse que iria a policia?

# - Eu percebi que ela era meio perturbada, mas ao mesmo tempo eu a achei fascinante. Enquanto agente conversava eu entendi que ela não queria me afastar dela mais tinha necessidade de me manter longe então eu a segui até o seu quarto e entrei pela janela. Ela estava chorando, desejando querer ter coragem de se entregar, ela não percebeu a minha presença porque tinha tomado um frasco com um liquido roxo, não sabia o que era na hora, mais agora sabendo que ela foi criada pela KaguYa, com certeza não era boa coisa. Eu me aproximei dela, mas ela não me reconheceu. Nos transamos. – Revelou Sesshoumaru indiferente sem se preocupar com que Bankotsu acharia de sua conduta.

# - É por que fez isso? – Perguntou tentando entender as atitudes de Sesshoumaru.

# - Porque eu a queria. E ela também parecia querer mais tinha medo de mostrar ou viver isso. – Explicou ele.

# - É você vai se afastar dela como Kagome pediu?

# - Não.

# - Ótimo. Ela me parece precisar de alguém como você. – Respondeu Bankotsu sorrindo pra Sesshoumaru. – Mas toma cuidado, Kagome e Sango parecem duronas.

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Duas semanas se passaram sem nenhuma noticia dela, nem ao menos por InuYasha ela procurou. Bankotsu estava errado quando pensou que tudo melhoraria com a volta da menina, izara estava pior do que antes, havia deixado de decorar o quarto do bebe e voltou a sentar-se no velho sofá do jardim. Às vezes até InuYasha lhe fazia companhia, também estava triste com a falta de noticias da menina. Mas naquele dia uma visita inesperada chegou pra abalar ainda mais a vida daquela família.

# - Oi. – Falou IzaYo ao abrir a porta, deparou se com um meio-Yokai de cabelos negros e compridos e um par de olhos vermelhos, parecia triste, como se o mundo estivesse em cima de seus ombros.

# - Oi, eu sou Narak Dallas, o padrasto da Tenshi. – Apresentou-se estendendo lhe a mão que foi apertada por Izayo.

# - Oh... Eu sou a IzaYo, entra. – Pediu lhe dando passagem.

# - Vocês têm uma bonita casa. – Falou ele sem graça.

# - Obrigado. – IzaYo também não sabia o que dizer.

# - Eu queria falar com a Izara, ela está?

# - Sim ela está lá fora, por que não se senta, eu vou chamá-la. – Falou Izayo apontando para o sofá e logo depois sair pela porta.

Lá fora InuYasha e Bankotsu tentavam convencer Izara a sair um pouco de casa havia passado a manhã toda sentada naquele sofá das lembranças.

# - Izara! O padrasto da Kagome está aqui, quer falar com você. – Informou Izayo ao chegar até eles.

Izara lançou a Bankotsu um olhar de socorro que foi entendido por ele.

# - Eu vou com você, vamos? – Ajudou-a se levantar e rumaram até a sala onde narak esperava parecia nervoso e abalado.

Levantou-se ao vê-la chegar, e a cumprimentou.

# - Prazer em conhecê-la. – eles não se sentaram, Izara estava por de mais abalada. – Ah... Vocês pretendem fazer o exame de DNA, eu gostaria de uma certeza concreta se não for incomodo. – Pediu Narak.

# - Claro, se acha necessário. – Respondeu Bankotsu vendo que Izara não responderia. – Diga a ela pra ir ao laboratório de St. Mitsuko e no centro de Tokyo.

# - Sim eu sei onde fica. Mas... não foi por isso que eu vim, antes da MiYako morrer ela me entregou essa carta... – Retirou o envelope do bolso do paletó, podia ver-se que estava lacrada, já estava amarela e amassada e via se o nome Izara escrito em letras grandes. - ...eu não entendi na época pois eu não conhecia nenhuma mulher chamada Izara, mas ela disse que eu saberia a quem entregar. – esticou-lhe o envelope.

Izara olhou para o envelope a sua frente mais ao invés de pegá-lo, ela deu dois passos pra trás, estava assustada com isso, o que essa mulher poderia ter escrito a ela, mesmo depois de morta ela ainda causaria mais dor a ela.

Bankotsu esticou a mão e pegou o envelope.

# - Kagome sabe disso? – Perguntou afastando-se da Bankotsu não queria chegar perto daquela carta.

# - Sim eu mostrei o envelope a ela antes de vir aqui, ela concordou que eu deveria entregá-la a você. – Falou Narak. Olhou para InuYasha. – Você deve ser o InuYasha.

# - Sim.

# - Você podia ir visitá-la? – Perguntou tocando a testa em sinal de cansaço. – Ela anda muito triste, não tem ido a escola, só fica no quarto, nem a Pumpkin ou o Kouga conseguem animá-la, a Sango disse talvez você conseguisse.

# - Claro, eu vou mais tarde. – Respondeu InuYasha.

# - Obrigado. E melhor eu ir. – Diz Narak. Izayo o acompanhou até porta e esperou sair.

Izara olhou para carta na mão de Bankotsu, queria lê-la e ao mesmo tempo queria fugir pra mais longe possível dela.

Sentou-se no sofá olhando-a ainda.

# - Abre, Bankotsu. – Pediu Izara.

# - Não – Depositou a carta sobre a mesa. – É você quem deve ler Izara.

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Já era noite quando InuYasha chegou na mansão de Coaxial. De tanto insistir Mirok acabou indo junto pra ver Sango que pulou em seu pescoço ao vê-lo na porta de sua casa.

# - Ehh... Eu senti saudades também. – Falou Mirok a erguendo do chão, os dois iniciaram um beijo que deixou InuYasha um pouco irritado.

# - Eu posso entrar? – perguntou ríspido.

# - Ah claro. – Respondeu Sango soltando-se de Mirok.

A casa estava completamente diferente daquele dia da festa, cheia de moveis, e tudo limpo, bem quase tudo, haviam vários brinquedos espalhados pelo chão da sala onde Pumpkin estava sentada brincando.

# - Oi Inuyasha – cumprimentou com sua vozinha infantil.

# - Oi Pumpkin. Você lembra do meu pai, você brincou com ele no dia em que foi na minha casa, lembra?

# - Lembo, e o vovó Sho.

# - Olha ele te mandou essa isso. – Ergueu um pacote de presente.

Ela pegou o pacote nas mãos e o rasgou eufórica, era uma boneca.

# - Ah que bonitinha. – pegou a bonequinha nas mãos e a abraçou. – Você veio ve a mamãe. Ela ta tão tiste.

# - Sim eu vim ver ela. – Levantou-se do chão e olhou pra Sango. – Onde ela está?

# - Ela esta no quarto dela, subindo as escadas no segundo corredor à direita e ultima porta. – Indicou Sango.

Sango deixou que ele se guiasse e sentou-se no chão pra brincar com Pumpkin. Mirok fez o mesmo.

# - Como ela está? – Perguntou mexendo nos brinquedos de Pumpkin.

# - Mal. Não quer comer, nem dormi, só fica lá no quarto chorando. É a sua mãe. – Informou Sango.

# - Não muito diferente da Kagome.

# - Isso tudo é tão... Estranho. – Falou Sango sem conseguir achar uma palavra melhor pra descrever toda aquela situação. – Ela saiu de casa sendo Tenshi Imamura e voltou Kagome Higurashi, e de quebra ainda ganhou uma família completa.

# - Lembra o que eu te falei na festa? – Perguntou dando lhe um olhar sensual.

# - Sobre o destino?

# - Exatamente. Além disso, não e tão ruim ela ter ganhado uma família, já que a única de vocês e o Narak, não é mesmo? – Segurou na mão dela.

# - Talvez. – Apertou a mão dele nas suas.

# - Vamos olhar o lado bom disso tudo. Sendo minha namorada isso torna você verdadeiramente tia da Pumpkin e irmã da Kagome.

# - Então agora eu sou namorada? – Sorriu divertida.

# - Ah a titia ta namolando... – Brincou Pumpkin.

# - Fica quietinha sua bonequinha. – Falou Sango apertando a bochecha da menina. – Não acha que antes devia ter um encontro de verdade, porque das duas vezes que agente se viu foram só uns minutinhos, nem nos conhecemos direito.

# - Tem razão. Hoje é quinta, amanhã eu tenho um trabalho da faculdade pra terminar, que tal sábado à tarde. É bom pra você? – Pergunto Mirok.

# - Perfeito. – Aproximou pra beijá-lo, mais ouviu uma risadinha infantil. Olhou de lado e viu Pumpkin tampando os olhinhos com as mãos e rindo dos dois.

Enquanto isso no andar de cima InuYasha abria a porta do quarto de Kagome, queria muito vê-la mais não fazia idéia do iria fazer para animá-la, ele nunca foi um rapaz sentimentalista, e agora deveria animá-la queria ter de não fazer isso mais era Kagome, então foi mesmo sem saber o que falar.

Olhou para cama e viu que ela estava deitada de costas pra porta, sentiu o cheiro salgado de lagrimas, era forte com certeza ela havia chorado muito.

Circulou a cama deixando que ela o visse, o cabelo dela estava todo embaraçado e oleoso, os olhos vermelhos e inchados, pareciam que estavam até meio acinzentados.

Sentou-se no chão ao lado da cama.

# - Eu nunca te vi tão feia. – Comentou ele com um meio sorriso.

# - Obrigada. – Sorriu ela. – O grande amor da minha vida vem até a minha casa olha nos meus olhos e me diz que estou feia. Isso e uma coisa da qual eu jamais vou poder contar aos meus netos.

# - O Narak foi lá em casa e pediu pra eu vir até aqui te animar, mas a verdade e que eu nem sei o que te dizer. – Confessou meio ruborizado.

# - Só a sua presença aqui já me fez bem, priminho. – Brincou ela.

# - É... você é minha prima, a garotinha que eu amo desde que eu tinha cinco anos. Hei, o seu primeiro beijo foi comigo. – Relembrou ele.

# - Eu sei, mas não me lembro, e realmente disso eu queria me lembrar.

# - Eu tive pensando, Kagome ou Tenshi, pra mim não faz diferença quem você seja, desde que eu possa te chamar de minha.

InuYasha se aproximou vendo que os olhos dela se encheram e lagrima. Ela abriu um sorriso bonito, sorriso do qual ele se apaixonou por ela naquele dia perto da fonte.

# - Eu sou sua. – Tocou-lhe o rosto e lhe beijou com saudade, estava tão triste com tudo que havia acontecido, mas ele estava ali com ela. E estando nos braços dele nada mais importava.

# - Acho melhor você ir tomar um banho. – Falou cocando o nariz. – Nem consigo sentir mais aquele cheiro de jasmim que você tem e que me enlouquece.

# - Eu não estou com vontade, mas... – o olhou maliciosa - ...se você quiser me dar um banho eu não vou achar nem um pouco ruim. – Viu ele sorrir.

# - E agente pode fazer isso aqui? A sua filha está lá em baixo. – Perguntou ele a vendo sentar se na cama.

# - É só trancar a porta. – Sussurrou ela sensualmente.

InuYasha foi até a porta e virou a chave, ao voltar os olhos pra Kagome viu que ela já havia se levantado da cama, acompanhou com os olhos os passos lentos dela até o banheiro e o modo sensual que ela retirou a camisola azul de algodão jogando a no chão. Ela o chamou com o dedinho e entrou no banheiro.

Ele entrou logo em seguida dela e fechou a porta atrás de si. Sentou-se na tampa do vaso sanitário com ela em pé a sua frente e abaixou lentamente a sua calcinha, apreciando minuciosamente cada cantinho do sexo da jovem que lhe era revelado.

Kagome deu um passo à frente encaixando suas pernas a dele. InuYasha tocou lhe o ventre lisinho com os lábios enquanto sua mãos acariciavam as redondas e macias nádegas da garota. Era incrível o poder que Inuyasha exercia sobre ela, há dois minutos atrás estava entregue a mais profunda tristeza, e agora estava ali nua a sua frente ansiosa para recebê-lo dentro de si.

Puxou a camiseta dele pela cabeça e a jogou no chão. Inuyasha retirou o tênis com os próprios pés e levantou-se sendo puxado pela garota que lhe abriu a calça vagarosamente como ele fez com ela. Ajoelhou-se no chão e abaixou a cueca preta dele revelando seu membro completamente rígido, o segurou na mão e deu um leve beijo na pontinha.

Ao levantar-se viu que InuYasha sorria.

# - Que foi? – Perguntou ela sorrindo também.

# - Nada... Você só vai dar um beijinho nele? – Perguntou meio envergonhado.

Gargalhou levemente e voltou a se ajoelhar, decidiu brincar um pouco com rapaz, acariciou vagarosamente os testículos dele com a mão enquanto dava pequenos beijinhos na ponta de seu membro, lambeu as laterais, o deixando alucinado, vendo que ela brincava com seu auto controle, forçou um pouco a cabeça dela, riu com a atitude dele, depois o abocanhou.

Desde a primeira vez em que transaram, ele esperava que ela fizesse sexo oral nele novamente, pois ela sabia fazer isso muito bem. Sentindo o gozo se aproximar ele a parou, foram pra debaixo do chuveiro onde delicadamente ele ensabôo o corpo de Kagome, encostando-se nas costas dela e sentia seu corpo estremecer de prazer quando acariciava seus seios e sua feminilidade, enxaguou toda a espuma e a virou de frente pra ele. Ajoelhou se no chão colocando uma das pernas dela em seu ombro, assim teria livre a acesso a sua feminilidade, a chupou, brincando com seus clitóris e a enlouquecendo assim com ela fez com ele.

InuYasha desligou o chuveiro e calmamente enxugou o corpo dela, passou rápido a toalha no próprio corpo e a pegou no coloca fazendo enlaçar as pernas em volta de sua cintura, toda aquela preliminar era uma delicia mais estava mais que ansioso para entrar nela e ouvi-la gemer ate ficar rouca. Voltaram pro quarto, mal conseguiu depositar ela na cama, tamanha era sua ansiedade, tentava ao mesmo tempo penetrá-la, mas foi fácil à garota estava tão excitada que seu membro deslizou pra dentro dela com uma estocada só. Ao cair na cama começaram o vai e vem frenético de seus corpos até explodirem juntos num gozo sensacional.

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Enquanto no andar de baixo Sango e Mirok já se encontravam sozinho a babá de Pumpkin, Abby, já havia levado a para a cama. Os dois se encontravam deitados no sofá um sobre o outro, Mirok por cima, Sango por baixo, beijavam-se desesperadamente, como se precisassem daquilo para sobreviver.

Sango nunca havia deixado um garoto se aproximar tanto dela assim, foram poucos os garotos com quem ela se relacionou, bem, nem de relacionamento ela podia chamar, pois nunca passavam de uma semana, sempre que as coisas esquentavam entre ela e o rapaz, ela encontrava um jeito de afastá-lo, mas por incrível que parece não queria afastar Mirok apesar de ter percebido desde o começo que Mirok era abusado com as mãos. Desde quando era pequena aprendeu com a mãe a temer os homens e sempre agiu assim, como se eles fossem inimigos, mas de maneira nenhuma possuía sequer uma linha de medo vinda de Mirok, bem pelo contrario ele a fazia se sentir protegida do resto do mundo.

Sentiu a mão de Mirok descer pela lateral de seu corpo até a cintura e depois subir por dentro da blusa. As coisas estavam quentes de mais e era bom, nunca havia chegado a esse ponto com ninguém. E na queria parar.

Mirok afastou-se da boca dela, beijando o pescoço e os ombros. Subiu um pouco mais a mão por dentro da blusa onde começou a sentir a renda do sutiã, estava quase tocando o seio perfeito e duro dela, mas foram interrompidos.

# - É você achou que ele estaria entediado de tanto esperar. – Falou Kagome sorrindo para InuYasha. Aos ouvir a voz de Kagome, Mirok tomou um susto que o fez cair do sofá, Sango levantou-se envergonhada abaixando a blusa que estava um pouco erguida e secando a boca que estava úmida depois de tantos beijos.

# - Porque o seu cabelo está molhado? – Perguntou Mirok após se levantar e observar a cena.

# - Eu escorreguei no banheiro. – Respondeu sorrindo debochado.

# - Claro e a Sango e eu estávamos procurando a chave do carro no sofá. – Debochou Mirok também.

# - Então porque perguntou se sabia o que nos estávamos fazendo?

# - Porque era pra você vir aqui animar a minha irmã e não fazer o que você fez.

# - Ué, ela não parece animada? – Perguntou segurando o queixo de Kagome e mostrando a ele. – É desde quando você questiona a minha vida sexual.

# - Bom, desde que a sua vida sexual está ligada a da minha irmã mais nova, e é trabalho do irmão mais velho ser chato. – Sorriu pra Kagome.

# - Como é que está a sua mãe? – Perguntou Kagome um pouco pesarosa.

# - A nossa mãe está triste, você deveria ir lá em casa como prometeu a ela.

# - Eu vou... Assim que digerir tudo, só preciso de mais tempo.

# - Ok. Então InuYasha, vamos embora?

# - Não, eu vou ficar com a Kagome. Vim te avisar, que você já pode ir.

# - Mas, você pode ficar com a Sango, Mirok, afinal vocês pareciam estar se divertindo bastante. – Comentou Kagome Indo se aproximar de InuYasha que a abraçou pelas costas.

# - Boa Noite pra vocês. – Falou InuYasha saindo sa sala junto de Kagome.

Sango olhou para Mirok meio sem graça. Kagome não deveria ter sugerido que ele ficasse com ela, obviamente ele iria querer algo que ela não poderia dar. Não agora, não ainda.

# - Tudo bem, eu vou pra casa. – Falou Mirok vendo o conflito nos olhos de Sango. Pegou na mão dela e a puxou até a porta. – Nos vemos Sábado eu venho te buscar depois do almoço, o que acha? – Abriu a porta.

# - Mirok você podia ficar, mas... mas... só pra dormir. – Perguntou Sango.

# - Tem certeza? – Perguntou.

# - Sim. Se você se contentar só em dormir?

# - Por mim tudo bem. – Fechou a porta sorrindo para Sango.

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Eram cerca de quatro da manhã, Izara não havia conseguido dormir, olhava para a carta de KaguYa ainda fechada jogada sobre o criado mudo.

Não havia tido coragem de ler ainda, e nem sabia se iria ter, mais não saber o que tinha na carta era pior do que saber.

Vestiu o roupão, pegou a carta e saiu deixando Bankotsu sozinho na cama. Dirigiu-se até o lado de fora da casa, foi sentar-se no seu tão companheiro de sempre o sofá das lembranças.

A noite estava agradável, nem fria nem quente, tremendo um pouco as mãos ela abriu a carta.

Izara,

Há tantas coisas que desejo lhe contar, mas nem ao menos sei se irá ler está carta. Eu no seu lugar nem ao menos a pegaria nas mãos.

Então vamos começar pelo inicio...

CONTINUA...

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Agradeço a todos pelas Reviews, dessa vez eu demorei a continuar, mais fiquei sem inspiração pra escrever, não sei se vão gostar muito desse capitulo, mas no próximo as coisas vão pegar fogo, entre o Inuyasha e o Kouga, e entre a Kagome e a Kikyo também, e as coisas que a KaguYa revela na carta iriam ser reveladas só no desenrolar da historia, não será no próximo capitulo.

E só pra dar um mistério gostoso.

Não liguem para os erros de digitação eu tenho preguiça de revisar, então é isso espero que gostem do capitulo e não esqueçam de deixar reviews, ela me fazem muito feliz, mesmo que sejam criticas, tudo e bem vindo de coração.

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