Disclaimer: Naruto não é meu, mas bem que eu queria. :D
OBS: A história é narrada pela Sakura. Em algumas partes será em terceira pessoa ou narrada por outros personagens.
Como eu já tinha falado, nós não sabíamos que tinha feito aquela merda toda com a Hanabi, mas todos estavam dispostos a descobrir quem tinha sido o Filho da p***.
Hinata resolveu que iria entrar pra uma escola de assassinos junto com Neji, o que eu achei uma coisa totalmente estúpida. Considerando os fatos entrar pra uma escola de assassinos estava fora de cogitação. Mas Hinata continuou insistindo com essa história até que todos nós acabamos aceitando.
Em uma manhã fria e nublada, lá estávamos nós três, eu, Hinata e Ino, na frente de um enorme portão de ferro com vários anjos e demônios estampados. Me deu um arrepio só de pensar no que essas pessoas faziam lá dentro. Ao lado da portão havia uma salinha. Nós fizemos gestos tentando mostrar pra quem quer que estivesse lá dentro, para que abrisse o portão para nós. E assim foi feito. O portão enorme se abriu, juntamente com ruídos estrondosos.
Nós passamos por ele e olhamos através do vidro da salinha, com a intenção de agradecer ao "porteiro". Detalhe: Não havia ninguém lá dentro. Dessa vez um arrepio mais forte passou por mim e por minhas duas amigas. O prédio parecia como uma construção medieval. Só que bem mais sombrio do que qualquer outra q eu já tenha visto. Passamos pelo campus e chegamos à recepção. Não havia ninguém lá. A não ser por alguns estudantes que passavam por lá. Nós ficamos algum tempo paradas lá, até que aparece uma mulher do nada sentada na cadeira. Eu quase caí pra trás. Aquela foi a coisa mais assustadora que eu já vi na minha vida.
- O que as senhoritas desejam? – falou ela com a voz assustadoramente simpática.
- Eeer... Somos as novas "alunas".
- Ahh! Haruno Sakura, Yamanaka Ino e Hyuuga Hinata.
- Isso mesmo! Pode nos nosso quarto?
- Claro, afinal é pra isso que eu estou aqui. – falou ela digitando algo no computador. – É o quarto número 114, no quarto andar.
- Ok, muito obrigada.
Falei agradecida e assim nós fomos para o elevador. Chegamos ao quarto andar e procuramos nosso quarto. Coloquei a chave na fechadura e me surpreendi quando vi o quarto. Não era tão sombrio o quanto eu esperava. Era preto, mas decorado com móveis claros, nada tão exagerado.
- Hmm. Até que é bonito.
- É mesmo Ino.
- Hei, que tal nós arrumarmos nossas coisas e irmos conhecer o prédio? – perguntou Hinata.
- Deve estar tendo aula já. – eu falei – Mas vamos assim mesmo.
Então nós arrumamos nossas coisas e estávamos no refeitório totalmente lotado. Até que eu vi uma cabeleira conhecida que me chamou atenção. Sentamos em uma mesa e quando estávamos nos levantando para pedir alguma coisa apareceu uma garçonete bem na minha frente. Eu sabia que essa escola não era normal.
- Muito bem moças, o que vão pedir? - perguntou ela docemente.
- Eeer... Eu vou querer um suco de Maracujá. – falei nervosa.
- Muito bem, um suco de maracujá. – falou ela anotando no caderninho. – E as outras duas moças, o que vão querer?
- Um café pra mim e uma Cappuccino pra ela. – falou Ino.
- Muito bem, boa escolha. – elogiou ela – Já vou trazer seus pedidos.
- Obrigada. – agradeci.
- Meu essa escola ta muito estranha. – falou Ino depois que a garçonete foi embora.
- Concordo. Parece mais um cemitério habitado do que uma escola pra assassinos. – falou Hinata.
- É mesmo. Eu achei que fosse tipo um quartel, cheio de armas, mas é totalmente diferente do que eu achava.
- É mesmo Sakura. Isso é realmente assustador. Duas mulheres que parecem fantasmas e um portão que tem vida própria. Eu heein!
- Hei Sakura. Aquele não é o Itachi? – falou Hinata.
- É mesmo! – falou Ino – Mas o que ele ta fazendo aqui?
- Espera, eu vou falar com ele.
Falei andando em direção á mesa em que eles estavam. Quando eu cheguei mais perto vi que o Sasuke estava do seu lado.
- Itachi é você?
- Sakura? – perguntou ele virando pra trás.
- O que você está fazendo aqui? Pensei que isso fosse uma escola pra assassinos.
- Eu e Sasuke estudamos aqui.
- Tá brincando né? Porque não me contou antes?
- Eu preciso conversar com você.
Nisso ele segurou no meu braço e bebeu algum tipo de pílula. De repente penas de corvo começam a rondar sobre nós e no segundo seguinte estávamos em um jardim lindo e iluminado pelo sol radiante. A grama brilhante e pétalas de flores flutuando.
- C-como você fez isso? – perguntei espantada.
- É a pílula dimensional. Agora ficaria complicado de explicar.
- Ta, mas, o que você quer falar comigo?
- Você quer saber por que eu estou aqui não é?
- Sim, exato.
- Bom... Eu e Sasuke estudamos aqui há sete anos. Eu sei que você deve estar chateada por eu nunca ter te contado isso, mas nós perdemos nossos pais quando eu tinha 11 anos e Sasuke tinha 8. Meu avô nos criou e nos colocou nessa escola. Hoje ele já esta morto, mas nós continuamos aqui. Desculpe-me por não ter contado antes.
- T-tudo bem. Eu entendo você. – eu falei um pouco chocada por não saber disso. – Mas, o que aconteceu com seus pais?
- Não foi ninguém os matou. Foi alguma coisa que os matou.
- Como assim "alguma coisa"? Tipo um fantasma?
- Sim. Por isso que eu estou nessa escola. Na noite em que meus pais foram mortos, eu e Sasuke estávamos no quarto dele, jogando Uno. Estava chovendo muito lá fora, uma tempestade forte. Nós ouvimos um barulho dentro da casa. E dessa vez não parecia ser um trovão ou um raio. Descemos as escadas e o barulho se repetiu. Parecia vir do porão. Descemos até lá e vimos algo se mexendo no meio das caixas e coisas velhas. Era algo com uma capa preta e mãos de caveira. Parecia um fantasma mesmo. Ele flutuava e, do nada, desapareceu. Sem qualquer rastro, sem qualquer pegada na poeira do chão. Simplesmente desapareceu. Eu e Sasuke, chocados, subimos de volta para meu quarto, sem contar nada aos nossos pais. Uns vinte minutos depois. Ouvimos um barulho do quarto de nossos pais. Era idêntico ao que ouvimos quando fomos ao porão. Fomos ao quarto de nossos pais e os encontramos mortos. Minha mãe na cama com sua camisola toda encharcada de sangue, com um buraco no lugar do coração, e meu pai no banheiro, ao lado da pia, também todo encharcado de sangue e com um buraco no lugar do coração. Sasuke ficou em estado de choque e eu o tirei de lá. Ele só tinha oito anos afinal. Ao lado de nossa casa ficava a casa dos empregados e nós fomos até lá desesperados. Depois a polícia chegou e nos tiraram de lá.
- I-Itachi... E-Eu sinto muito. Não sabia que você e Sasuke passaram por tudo isso. M-me desculpe, mesmo. – falei o abraçando.
- Tudo bem, Sakura. Você não tem culpa por não saber disso.
Nos separamos e percebi que ele estava chorando. Nunca tinha visto Itachi chorar. Sequei suas lágrimas ternamente.
- Então quer dizer que pode ter sido isso que matou a Hanabi?
- Provavelmente. As equipes daqui estão investigando. Mas é bem possível que tenha sido.
- Entendo...
- Então, vamos voltar, agora que já te contei tudo que tinha de saber.
- Tudo bem.
Então ele pegou em meu braço novamente e voltamos para onde estávamos. Itachi voltou para a cadeira dele e eu ao lado dele.
Sasuke estava do meu lado. Mas parecia que eu não tinha mais raiva dele por ter me beijado sem motivo. Parecia que ele era um anjo. Eu queria abraçá-lo para confortá-lo, depois que soube tudo que ele passou.
Voltei pra minha mesa e as meninas me olhavam chocadas.
- Sakura o que foi isso? – perguntou Hinata.
- Você sumiu do nada. O que aconteceu?
- O Itachi queria conversar comigo.
Daí eu tive que contar tudo pras duas e elas também ficaram chocadas. Depois disso fomos para nosso quarto novamente. Eu resolvi tomar um banho e encontrar Itachi de novo. As meninas ficaram no quarto. Eu vesti uma calça jeans preta, uma camiseta pólo azul, meu casaco preto e meu all star branco. Desci para o refeitório e o encontrei de novo ao lado de Sasuke. O chamei e ele levantou.
- Oi, de novo.
- Oi Sakura.
- Então, eu tava pensando de você me mostrar à escola. Legal?
- Claro. Vamos?
- Vamos. Obrigada.
- Então Sakura, a Hinata te arrastou pra cá né?
- É! Pra falar a verdade, eu não queria me envolver nisso. Ela literalmente me arrastou.
- E a Ino veio junto?
- É. Ela também não queria se envolver.
- Hmm. Entendo que ela queira vingar a irmã. Senti a mesma coisa com meus pais.
- Mas eu acho que isso deve passar. Essa sede de vingança.
- A vontade de Sasuke ainda é vingar nossos pais. Ele se enfiou no mundo das sombras. Diz que é capaz de qualquer coisa para se vingar. A cada dia ele está mais envolto nas trevas, e eu me preocupo muito com isso.
- Eu entendo. Ele é seu irmão. Sentiria a mesma coisa.
- É! Ele é meu irmão, e eu o amo. Não quero que ele se entregue pra essa sede de vingança. Sinto que ainda posso salvá-lo disso.
- Certamente que sim. Você sabe que eu o amo também. Mesmo ele sendo tão arrogante como ele é. Mas, agora que eu sei sobre tudo que vocês passaram, sinto vontade de protegê-lo, assim como você. Ele me parece ser tão inocente, me dá vontade de abraçá-lo e confortá-lo. Ele parece tão solitário. Tão... Sozinho.
- É. Ele realmente parece sozinho. Quem o vê e não sabe da verdade, reconhece isso como rebeldia. Mas eu classificaria como... Solidão.
- Realmente, ele precisa ser salvo. Vamos fazer uma promessa. – falei virando pra ele e mostrando meu dedo mindinho. – Nós vamos tentar salvá-lo das trevas! Nem que isso custe nossas vidas e nunca o deixaremos sozinho na escuridão.
- Tudo bem. É uma promessa. – falou ele entrelaçando seu dedo mindinho no meu.
- Vamos voltar. Já está ficando de noite e os alunos não podem ficar fora da escola depois das sete.
- Ta bom. Vamos voltar então.
- No final você nem me mostrou a escola! – falei rindo.
- É! Nós só conversamos. – falou ele enquanto chegávamos a um dos corredores que dava para os dormitórios.
- Bom, eu fico por aqui.
- Tudo bem, até mais, então.
- Você não vem? O andar de nossos dormitórios é o mesmo.
- Eu tenho que buscar meus documentos na recepção antes que dê o horário de recolher.
- Tudo bem, então. Até mais. – falei dando-lhe um beijo e uma abraço.
- Tchau, até mais.
Ele falou e saiu andando em direção á recepção. Por um momento aquele corredor me pareceu tão sombrio. Estava frio e estava muito escuro. Comecei a andar e, como estava tudo escuro, não enxerguei quando trombei em alguém. Só sei que aquele corpo andava tão firme que me derrubou no chão. Uma mão vai á minha frente para me ajudar a levantar. Eu aceitei, mesmo ainda sendo a mão de um estranho. Quando me levantei, senti que estava perto da pessoa, Senti alguma coisa emanando calor em meio a todo aquele frio corredor.
- M-me desculpe. E-eu não vi, está muito escuro aq- Sasuke?
- Ah, Sakura. Só podia ser você.
- Hei, nem vem com conversa não. Por que você está aqui? O toque de recolher já foi dado.
- Eu é que lhe pergunto isso.
- Hum, você não iria querer saber.
- Eu estava indo para o meu dormitório. E você não tem que perguntar nada, não sabe nada sobre mim.
- É claro que sei.
- Ahh claro. O que é que você sabe sobre mim hein? Diga!
- Sei que seus pais morreram. – falei isso e seus olhos se arregalaram. – Sei que você os encontrou no quarto chei- Aaai – soltei um gemido de dor quando Sasuke me empurrou fortemente pra parede e me prensou contra ela.
- Você não sabe de nada! Não sabe de nada do que aconteceu. Não finja que saiba sobre mim. Você não entende nada. – falou ele nervoso e segurando meus braços na parede.
- Eu entendo Sasuke. Não posso imaginar a dor de perder os pais da forma trágica que você perdeu.
- Pare. Cale a boca. Você não entende nada.
- Eu já lhe disse que entendo. Entendo o quanto você sofreu, o quanto você ainda sofre. A dor que você sentiu quando os perdeu, a dor que ainda sente.
- Não você nunca entenderia. Sua vidinha perfeita não lhe permitiria tal coisa.
- Sasuke, eu me importo com você. Entendo que você queira vingá-los, eu faria o mesmo. Mas a vingança lhe traz solidão. Itachi o ama e quer lhe proteger a qualquer custo. Ele não quer que você caia na escuridão.
- Por quê? Por que se importa tanto? Você não tem nada a ver com isso.
- Eu me importo tanto, por que eu amo você. Já não é motivo suficiente? Não sou nenhuma daquelas garotas fúteis que lhe amam pela aparência e popularidade. Eu o amo, do fundo do coração. E você sabia disso desde que estudamos juntos, mas nunca levou a sério. Eu quero lhe salvar Sasuke. Por favor, não se entregue para a vingança. Não se leve para a escuridão. Por favor, Sasuke.
Quando terminei de dizer isso, já saíam lágrimas de meus olhos. Ele soltou o aperto em meus braços e se sentou no chão. Eu o segui e também me sentei. O puxei para meus braços e o abracei ternamente. Seu cheiro me embriagou. Ele me abraçou de volta num abraço quente e carinhoso. Ele se soltou do abraço depois de um tempo. Eu vi seu rosto e lágrimas escorriam por sua face angelical. Seus olhos negros e contagiantes. Seu nariz fino e bem desenhado. Seus lábios perfeitos e rosados. Passei meu polegar por suas lágrimas. Ele fechou os olhos como um gato manso e se aninhou em minha mão. Passei meu dedo por suas sobrancelhas bem desenhadas, por seus olhos, por seus cílios sedutoramente longos, sua bochecha, seus lábios, como se tentasse memorizar tudo perfeitamente. Nós estávamos tão próximos... Ele abriu seus olhos e me encantou novamente. Puxou meu rosto e me beijou. Foi tão quente e carinhoso, assim como o abraço. Nossas cabeças se movendo instintivamente, nossos lábios se encaixando perfeitamente. Sua boca quente sobre a minha trêmula e nervosa. Novamente eu me via nas nuvens. Mas foi diferente do outro beijo. Nesse ele realmente me beijou com ternura. Foi realmente maravilhoso. Encantador.
- O que eu sinto por você passa longe de amizade. Me dê um tempo para definir isso.
- O tempo que você quiser. – falei. – Preciso ir. Até mais.
- Até! – falou ele me beijando rapidamente.
Eu sai andando e ele também. Isso quer dizer que ele sente algo por mim. Por isso quero da r pra ele o maior tempo possível pra pensar sobre o assunto, já que eu o amo e quero que ele me ame de volta.
Mudei totalmente o rumo da fic. Espero que tenham gostado! Desculpem ficar tanto tempo sem postar. Época de provas, trabalhos. Provavelmente posso ficar um bom tempo sem postar novamente, por isso não estranhem se demorar um pouco pra sair o próximo capítulo!
Bjoos! Byee! =DD
