CAPÍTULO VI - The Resistance (A Resistência)


A Grande Mentira.

Ainda Dia 338 e a mentira de Rosalie é rapidamente desenvendada...

Rosalie pensou na situação enquanto preparava-se para o jantar. Se Carlisle descobrisse que passara a noite no apartamento de Emm, seria sincera. Talvez devesse desistir da trama, do que restava do disfarce e de todas as mentiras. Explicaria tudo a todos os envolvidos e torceria para que Carlisle a compreendesse e perdoasse. Afinal, estava apenas tentando ajudar sua família!

Relutante, fechou o vestido verde que comprara algumas semanas antes para usar no Natal, quando iria visitar a família, escovou os cabelos e colocou o conjunto de colar e brinco de pérolas que ganhara do pai ao completar vinte e um anos. Em seguida aplicou alguns toques suaves de maquiagem e respirou fundo, preparando-se para o momento de enfrentar os olhares atônitos dos Cullen.

O jantar estava servido, e uma variedade de odores deliciosos perfumava a sala.

Emm foi o primeiro a notá-la, mas não demonstrou grande surpresa.

Com uma calma irritante, ele ajeitou Nessie sobre uma das pernas e sorriu, um sorriso satisfeito e sedutor que a fez arrepiar-se. Teria percebido sua verdadeira aparência, apesar do disfarce? Era uma idéia assustadora.

Seth foi o segundo a notá-la, e parou de falar para encará-la boquiaberto. Depois disso, todos se viraram e um silêncio atônito caiu sobre o grupo. Alguns segundos mais tarde, os quatro Cullens mais jovens levantaram-se e aproximaram-se para examiná-la de perto.

— Rosalie!

— O que fez com seus olhos?

— Por que anda por aí escondida naquelas roupas, se pode mostrar tudo isso?

— É impressionante!

— Aposto que a escondeu de propósito — Embry acusou, virando-se para Emm. — Não é justo.

— Já disse que a culpa é de Will-William — o mais velho encolheu os ombros. Peter franziu a testa:

— Seu noivo a faz vestir-se como um... um...

— Saco de batatas — Emm ofereceu.

— Ele a faz vestir-se como um saco de batatas? — O outro insistiu. — Por quê?

— Para me proteger do chefe — Rosalie sorriu, tentando livrar-se da tensão.

— Protegê-la? — Seth espantou-se. — De Emm?

— Sim, e parece que funcionou, não? — Ela prosseguiu. Sua piada amenizou a atmosfera de dúvidas e os quatro irmãos riram. Ao sentar-se à mesa, Rosalie notou o olhar atento de Emm e decidiu que seria melhor se não voltasse a encará-lo durante o jantar. Ele parecia ter descoberto algo importante, e a sensação de ter revelado mais do que pretendia através das piadas a perturbava.

Ansiosa para mudar de assunto, Rosalie tomou o bebê dos braços dele.

— E então, o que acharam de sua sobrinha?

A pergunta provocou uma variedade de respostas, todas encantadas.

Durante o jantar, cada tio fez questão de segurá-la por alguns minutos e beijá-la, e Nessie deliciava-se com a dose extra de atenção.

— Afinal, quando Edward retorna? — Embry perguntou, retomando o aspecto sério da questão.

— Logo, espero — Emm ofereceu. — Até lá, Rosalie concordou em me ajudar com a criança. — Assim disse satisfeito.

— Vai ficar aqui? — Peter perguntou com um sorriso.

Rosalie afirmou com a cabeça, perturbada. Carlisle acabaria sabendo sobre o episódio, e essa era mais uma razão para manter-se longe de Emm a qualquer custo. E para isso, teria de insistir ainda mais em seu noivado com William.

— Sim — disse — estou usando o quarto de hóspedes até Edward voltar, com ou sem Bella. O que me faz lembrar... — ela levantou-se. — Preciso telefonar para dizer a meu noivo que estou aqui. Importa-se se eu usar o aparelho do escritório, Emm?

— Não — ele respondeu com tom divertido. — Mande um oi por mim, ok?

As perguntas começaram no instante em que ela saiu da sala, todas sobre seu relacionamento com William. E pelo tom de voz dos irmãos, Rosalie concluiu que a crítica era a tônica de todas as observações. Não que isso tivesse importância. Mais algumas semanas e poderia tirar do dedo aquele anel ridículo e livrar-se definitivamente de todas as mentiras.

No escritório, discou o número de seu apartamento e conversou com a secretária eletrônica por alguns minutos. Havia acabado de desligar quando Emm surgiu na porta.

— Como vai Will-William?

— Bem. E ansioso pela volta de Edward e Bella. Ele espera que possamos retomar nossa vida normal em breve.

— Não ficou preocupado quando soube que você estava hospedada aqui?

— Por que ele deveria preocupar-se?

— Bem, eu ficaria, se fosse seu noivo — Emm confessou, aproximandose da mesa. — Na verdade, não permitiria que passasse nem cinco minutos no apartamento de outro homem.

— Acontece que você não é meu noivo. E para sua informação, nenhum homem permite ou deixa de permitir alguma coisa em minha vida. Faço exatamente o que quero.

— E quer ficar aqui. — Aquele maldito sorriso que a deixava tonta estava ali novamente.

— Com Nessie — ela corrigiu, tentando se recuperar.

— Já disse o quanto está linda esta noite?

— Obrigada — ela disse, levantando-se de um salto e se aproximando da porta. — Não devemos voltar para a sala? Seus irmãos estão esperando.

Emm alcançou-a e, embora não a tocasse, a proximidade a perturbava.

— Nervosa, querida?

— De forma alguma — conseguiu responder, apesar da tensão. — Mas sou noiva de outro homem, e esse tipo de conversa não é apropriada.

— Não? E o que há de impróprio nela? O fato de ter elogiado sua beleza? Ou o fato de estarmos aqui juntos... Sozinhos? Também estaremos sozinhos esta noite, e você mesma disse que isso não representa problema.

— E ainda penso da mesma maneira!

— Então deve ser a proximidade...

— Emm!

— Não, não pode ser. Também ficamos próximos no escritório, e você nunca reagiu tão intensamente — ele murmurou, segurando seu queixo para forçá-la a encará-lo. — Não é verdade?

— Não! Isto é, não estou reagindo intensamente.

— Está mentindo. Sabe como posso ter certeza? Por seus olhos. Esses grandes olhos brilhantes ficam escuros como um céu de tempestade quando não esta sendo honesta. Quantas outras mentiras contou enquanto se escondia atrás daquelas lentes escuras?

— Emm, por favor... — Rosalie pediu. Era claro o tom de desejo em sua voz.

— Sim? Por favor, o quê? Mal posso esperar para satisfazer seus pedidos. Todos eles...

— Nossas vidas já estão suficientemente complicadas. Não piore a situação.

— Piorar? Vou torná-la muito melhor. Dê-me uma chance, Rosalie.

A tentação era enorme, mas então Rosalie fechou os olhos e uma imagem invadiu sua mente. A mãe sentada na sala de estar, costurando os bichinhos de pelúcia que criava com tanto carinho, os brinquedos que haviam gerado a idéia de abrirem uma loja. Não podia sacrificar o sonho de toda uma vida por alguns momentos de prazer.

— Não posso, Emm. Solte-me, por favor — disse com firmeza. Por um momento ele ficou quieto, atento, como se tentasse desvendar algo que escapava à sua compreensão. Seus olhos caíram sobre o anel de noivado e ele sorriu.

— É claro — e soltou-a. — Vá juntar-se aos meus irmãos. Só preciso dar um telefonema rápido, e irei encontrá-los em seguida.

Rosalie saiu sem olhar para trás. Na sala, os quatro Cullen preparavam-se para partir, e cobriam a pequena Nessie de beijos e abraços.

Aquela menina cresceria mimada... e muito amada.

— Hora de ir — Embry anunciou, abrindo a porta e entregando a pequena aos cuidados de Rosalie.

— Vejam, ela sorriu para mim! — Peter exclamou, já bobo pela sobrinha.

— E daí? — Jazz interferiu. — Ela sorriu para mim dezenas de vezes.

— Vocês dois tem a mesma cara. Ela deve ter achado que sorriu para o mesmo. — Seth sabia mesmo como arrancar risadas de todos.

— Silêncio — Emm ordenou, aproximando-se do grupo. — E não esqueçam: ninguém pode saber que Nessie está aqui. Uma visita da polícia foi mais que suficiente.

— Entendemos.

— Não se preocupe.

— Fique tranqüilo — Embry concluiu. — Oh, olá, Sra. Stanley. Estamos fazendo muito barulho outra vez?

— Vou chamar o síndico, e ele cuidará de vocês, seus vândalos!

— Desculpe, Sra. Stanley — Emm intercedeu. — Meus irmãos estão indo embora. Prometo que não haverá mais nenhum barulho no corredor. Certo, rapazes?

— Vândalos! — Ela insistiu, antes de bater a porta com violência.

— Adoro ver a Sra. Stanley — Peter comentou com um sorriso divertido. — Ela me faz lembrar que nem todas as mulheres derretem-se por você, Emm.

— Saiam daqui, antes que tenha de jogá-los para fora. Mandarei avisá-los assim que receber notícias de Edward.

Os quatro se dirigiram ao elevador e Rosalie aconchegou Nessie junto ao peito.

— Acho que já se divertiu bastante por hoje, mocinha. Hora de dormir — anunciou, voltando para o interior do apartamento. Do outro lado do corredor, a porta abriu-se novamente.

— Boa noite, Sra. Stanley — Emm despediu-se, antes dela voltar a se fechar com um estrondo.

— Conversou com ela a respeito de ontem? — Rosalie perguntou. — Não quero que essa mulher tire conclusões erradas sobre o que viu e ouviu.

— Não se preocupe com a Sra. Stanley. Ela passa o tempo fazendo ameaças que não pretende cumprir.

— Mesmo assim...

— Esqueça, Rosalie — ele sugeriu, aproximando-se e passando um braço sobre seus ombros.

Rosalie olhou na direção da janela, fascinada com a imagem que via refletida na vidraça. Emmett a abraçando carinhosamente e Nessie agarrada à ela, como se estivesse com medo que ela fugisse. Aquilo deixou Rosalie realmente encantada. Podiam ser uma família de verdade.

— É minha imaginação, ou seus cabelos estão mais claros? — A pergunta de Emm a trouxe de volta à realidade.

— Eu... Não notei.

— Não brinque comigo, Rosalie. Andou tingindo os cabelos. Por quê?

— As mulheres gostam de variar, sabe?

— Do dourado para o castanho? Ah, por favor...

Rosalie tentou livrar-se do braço que a mantinha cativa, mas ele a impediu de escapar.

— Gostaria de pôr Nessie no berço — ela irritou-se.

— É claro. Faço questão de ajudá-la.

Sabia que seria inútil discutir, e por isso deixou-se conduzir até o quarto de hóspedes, onde os móveis infantis e os brinquedos dominavam quase todo o espaço.

Rosalie tentou concentrar-se na tarefa de trocar a fralda de Nessie e vesti-la para dormir, apesar da presença inquietante de Emm.

— Por que não dorme em minha cama esta noite? — Ele sugeriu.

— O quê? Quantas vezes terei de repetir que sou noiva e...?

— Eu não a convidei para dormir comigo, mas se é isso que está sugerindo... — Aquele sorriso de "sabia que você pensaria isso" estava lá.

— Não! — Ela adiantou-se, levando o bebê para o berço e aproveitando esses instantes para recuperar a calma. — Que tipo de proposta foi essa, afinal?

— A mais inocente e bem intencionada possível. Só estava sugerindo que ficasse com minha cama esta noite, porque é mais fácil trocarmos de quatro do que empurramos o berço até minha suíte. É minha vez de cuidar de Nessie, lembra-se?

— Não se preocupe com isso. Pode ficar com sua cama e deixar Nessie aqui comigo. Eu cuido dela.

— Rosalie, você está exausta! Não é justo.

— Não me importo. — Era verdade sobre a exaustão, mas Rosalie adorava cuidar da pequena.

— Mas eu me importo. Venha, vamos discutir esse assunto na sala. Nessie não conseguirá dormir enquanto estivermos aqui, falando.

— Emm...

— Não quer discutir sobre quem vai cuidar dela esta noite?

— Não.

— Então falaremos sobre o disfarce e os motivos que a fizeram esconder-se por quase um ano — ele decidiu, segurando sua mão e levando-a até a sala, onde a fez sentar-se no sofá.

— Por que não conversamos sobre o tempo? — Rosalie sugeriu com sarcasmo. — É mais seguro.

— O tempo? Boa idéia. Estou sentindo um calor súbito. E você? — Por que ele tem que ser tão... Tão Emm?

Ela apoiou a mão em seu peito e empurrou-o, apesar do desejo de abraçá-lo.

— Pare com isso. Não estamos protagonizando uma cena de uma comédia romântica da década de quarenta.

— Tem razão — ele sorriu, virando-se para apagar o abajur ao lado do sofá. — Agora sim. Vamos fazer a cena da sedução — e abraçou-a, os lábios tocando seu pescoço.

Rosalie ficou rígida, os olhos abertos para a escuridão que a luz prateada da lua amenizava.

— Estou começando a pensar que não existem assuntos seguros para nós dois — disse.

— Então não vamos mais falar. — Emm sussurrou em seu ouvido. Sua voz rouca e sedutora deixando Rosalie cada vez mais louca.

— Não, Emm. Eu não quero... — Eram só palavras, que não refletiam nada do que ela realmente queria.

— É claro que quer. E quer saber o que eu penso? Tingiu os cabelos e usou roupas grandes por uma razão.

— Que razão?

— A mesma por trás disso — e tocou o anel de noivado em sua mão direita. — Proteção.

Ela o encarou com olhos arregalados. Então ele sabia?

— Você enlouqueceu — disse, tentando conter o pânico.

— Tem certeza? Neste caso, vamos enlouquecer juntos. — E abraçou-a novamente, puxando-a para mais perto.

Sem dizer mais nada, Emm beijou-a e a fez compreender que sua reação ao primeiro beijo havia sido apenas uma sombra pálida do que ele podia despertar. De repente o mundo deixava de existir à sua volta, substituído por impulsos, sensações e urgências que pareciam mais importantes que tudo.

O beijo roubava seu fôlego, sua vontade, seu bom senso.

Emm interrompeu o beijo e fitou-a nos olhos.

— Você está segura comigo — sussurrou, o corpo colado ao dela. — Não vou magoá-la, Rosalie. Juro que não.

Quando voltou a beijá-la, as mãos já haviam começado a explorar seu corpo de forma sensual e provocante, e não tardaram a encontrar um dos seios. Ele o apertou, fazendo com que Rosalie soltasse um baixo gemido.

Aquele som surpreendeu ela, mas por alguma razão, que ela mesma desconhecia, mas queria sentir de novo.

— Entregue-se, Rosalie. Deixe-me mostrar como pode ser maravilhoso entre nós...

Era o que mais desejava nesse momento, mas não seria certo, e por muitas razões.

— Emm, não... não podemos...

— É claro que podemos — ele sorriu, os lábios deslizando por seu pescoço. — Venho sonhando com isso há meses. Você não?

Nesses últimos dias, Rosalie vinha sonhando com muitas coisas...

Mas ela conseguiu escapar da pergunta formulando outra.

— Se quer aproximar-se de mim há tanto tempo, por que só agora? — Isso era algo que realmente a intrigava.

— Porque antes existiam alguns... Obstáculos — ele encolheu os ombros.

De sua parte, todos eles continuavam firmes em seus lugares. Emm podia suspeitar que seu noivado com William era uma invenção, mas não tinha nenhuma prova disso. E embora não soubesse que seu acordo com Carlisle a impedia de envolver-se pessoalmente com ele, a relação profissional que os unia era motivo mais que suficiente para fazê-lo pensar antes de tentar iniciar um romance.

— E agora não existem mais obstáculos? — Perguntou, tentando despertar daquele desejo.

— É você quem deve dizer — ele devolveu, erguendo a cabeça para encará-la.

— Tenho de pensar em meu emprego.

— O que tem ele?

— O que vai acontecer com meu emprego depois que...? Bem, depois de tudo.

— Que diabos está querendo dizer? — Emm impacientou-se.

— Acha que nunca ouvi falar sobre minhas antecessoras? Deve haver um verdadeiro exército de mulheres que deixaram seus empregos depois de apaixonarem-se por você.

— Para sua informação, nunca me envolvi com alguém que trabalhasse para mim.

— Até agora?

— Até agora — ele concordou.

Em seguida segurou seu rosto entre as mãos e beijou-a com tanta urgência, que parecia querer arrancar todos os pensamentos e dúvidas de sua mente. Rosalie quase cedeu ao desejo, à necessidade egoísta de ser amada e satisfazer seus impulsos.

Mas, nesse instante, pôde ver suas opções com clareza espantosa.

Podia quebrar todas as regras que sempre respeitara e manter um caso breve com Emm. Teria lembranças maravilhosas para guardar até o fim de seus dias, mas seria só isso. Ele acabaria interessando-se por outra mulher, e isso despedaçaria seu coração. E podia encerrar esse envolvimento agora, antes que fosse tarde demais para conservar o coração intacto. O que lhe deixava apenas uma opção.

Agora, tudo que tinha a fazer era encontrar uma forma de afastá-lo.

Rápida, livrou-se do abraço é levantou-se em um salto.

— Por que está fazendo isso? — Disparou Emm.

— Sou sua empregada. Abandonei minha vida pessoal para ajudá-lo a resolver um problema familiar, e você está... me atacando!

— Você tem uma imaginação bem ativa — ele comentou com ar divertido. — Acha mesmo que a ataquei?

— Sim! Não! — Se não fizesse melhor que isso, jamais conseguiria afastá-lo. Só havia uma saída disponível, e sabia muito bem qual era. Erguendo o queixo, cruzou os braços e impôs uma nota fria e impessoal à voz. — Se quer continuar contando com minha ajuda, terá de contentar-se com um relacionamento estritamente profissional. Não admitirei mais nenhum comentário insinuante, nem permitirei que me toque. Se insistir, não hesitarei em ir embora. Fui clara? — Nem ela mesma acreditou que foi capaz de falar tudo aquilo de uma só vez.

Rosalie prendeu o fôlego e esperou tê-lo convencido desta vez. Apesar da escolha que acabara que fazer, não queria apenas um relacionamento profissional com Emm. Tudo que desejava era passar noites inteiras ouvindo seus comentários insinuantes e sentindo suas mãos. Mas tinha de pensar na Baby Dream e em sua mãe.

— Sim, foi muito clara — ele finalmente respondeu, encarando-a como se quisesse descobrir o que acontecera de errado. — Não precisa ter medo. Se acha que estou apressando as coisas, podemos ir mais devagar. Você estabelece o ritmo.

— Não estou interessada em estabelecer ritmo algum.

— Exceto o de uma completa retirada? — Ele sugeriu com ironia.

— Exatamente. Devo fazer minha mala imediatamente, ou...?

— Não! — Ele a interrompeu, erguendo as mãos num gesto de rendição. — Você venceu. Se não quer enxergar onde tudo isso pode nos levar, não vou insistir.

— Obrigada.

Não havia mais nada a dizer, e por isso ela virou-se para sair da sala.

— Rosalie?

— O que é?

— Não quero perdê-la. Se para isso tenho de me manter afastado, sem tocá-la, será como você quer.

— Obrigada — ela repetiu sem encará-lo.

— Não me agradeça. Não é o que faria se tivesse escolha. E, se for honesta, vai acabar admitindo que também não é isso que quer.

— Terminou?

— Só mais uma coisa... Fique com a minha cama.

— Já disse que não é necessário — ela irritou-se, virando-se para encará-lo.

— Eu insisto.

— Está bem — ela cedeu, ansiosa para livrar-se da presença perturbadora. — Dormirei em sua cama.

— Ótimo — ele levantou se, aproximando-se com ar sério.

— E para sua informação, minha querida, só para que não reste nenhuma dúvida, seus olhos estão escuros novamente, como sempre ficam quando está mentindo. Fuja, se quiser, mas não pense que acreditei numa palavra do que disse. Você me quer. E em breve acabará admitindo a verdade. Para você mesma... e para mim.

Rosalie não se atreveu a dizer mais nada. Em vez disso, virou-se e saiu.


(/NA: The Resistence - Muse)

meus lindos (Matthew, I u).... *-*

-

Desculpe a demora, de verdade... Eu tenho que parar com essa mania de sumir... XD'

-

Obrigada por todas as Reviews:::::

-

Lah L

MahRathbone

Milena Fernandes

Joyce Flexa

Lou Malfoy

tatianne beward

RosalieHaledeCullen

Raquel Cullen

LeNe Carter

Andy Cullen Snape

-

Bjos, lindas!!!