CAPÍTULO SEIS
O chocolate quente e as omeletes nunca chegaram.
De qualquer forma, Bella havia perdido o apetite. Os paparazzi tinham descoberto tudo e Edward estava muito de sapontado. Se ao menos pudesse parar de andar de um lado para o outro freneticamente, desejou ela.
— Pegue suas coisas. Tenho que tirar você daqui antes que o hotel fique infestado dessa gente e não dê mais para a gente sair.
Nervosa demais para conseguir arrumar qualquer coi sa, ela abriu as gavetas e jogou tudo, de qualquer jeito, na mala.
— Pensando bem, vou pedir ao meu primo Emmett para me ajudar. Precisamos que você saia daqui sem nenhum ar ranhão. Pode confiar em mim. Ele é de inteira confiança e meu melhor amigo.
Apanhou o telefone e ligou para o primo.
O que havia acontecido com o jeito romântico dele, de pois do banho juntos? De repente, o amado Edward não era apenas um príncipe, mas também um estranho furioso.
Um príncipe italiano que havia se excedido com uma jovem. Provavelmente não era a primeira vez. Por que não pensara nisso antes? Quantas mulheres já não tinham se apaixonado por ele e se iludido em seguida? Quem não se apaixonaria por ele? Era tão lindo, elegan te, educado, competente na cama e um excelente dançarino. Sem contar outros predicados de sua anatomia.
Ele a esqueceria em uma semana e, logo, cortejaria e se casaria com a princesa. Teriam lindos bebês de sangue azul. Se Bella fosse esperta encararia aquela breve aventura como uma experiência única de férias, algo para contar à amiga Alice ou à irmã Elena.
Bella mordeu os lábios. O dia, que havia sido como um sonho dourado, terminava da pior maneira possível.
Edward desligou o telefone e a fitou.
— Já providenciei um carro com motorista. Em cinco minutos partiremos. Há uma saída alternativa no hotel para situações como essas.
Bella olhava tudo com curiosidade. Observou a tapeça ria, os quadros, os móveis antigos e os enfeites raros. Tentou fingir que não se sentia intimidada com tanta grandiosidade e luxo ao redor.
Onde estava Edward?
A mãe dele, em seu terninho elegante, certamente de algum costureiro famoso, e lindíssimos brincos de pérolas, havia se comportado graciosamente com ela, cumprimentando-a com um sorriso delicado ao vê-la chegar, estendendo a mão e, pouco depois, oferecendo-lhe chá. Bella agradeceu, mas recusou, apesar de que adoraria uma xícara de chá. Apenas não queria dar mais trabalho. No momento seguinte lhe pe diram encarecidamente que esperasse em um dos salões do palácio, enquanto a princesa e Edward discutiam a "situação" a sós. Um homem vestido de terno preto, postura rígida, alto e bem magro, lhe fez companhia. Apresentou-se como Tiberio Abruzzi. Era o mordomo da família.
Bella olhava para o relógio a cada minuto, tentando ficar quieta na cadeira ao lado de uma estátua de mármore. Há uma hora estava sentada ali e não fazia idéia do que estava acontecendo. Sempre que olhava na direção da porta, o olhar encontra va o de Abruzzi. Ele tinha o rosto fino e era branco, pálido. Devia ser tão velho quanto aquele palácio, pensou ela.
Definitivamente, ele havia recebido ordens expressas de vigiá-la.
Depois de muito tempo, já cansada de esperar, levantou-se. A cadeira antiga rangeu, chamando a atenção do mordo mo. Enquanto caminhava pelo recinto, Abruzzi a observava como uma pintura que move apenas os olhos. Encabulada, foi até o salão ao lado, repleto de enfeites de porcelana e temas góticos, e voltou para onde estava Tiberio.
Sentindo-se deslocada e inquieta, naquele ambiente tão suntuoso e frio, por fim resolveu ir até a uma enorme janela e ficou observando o jardim exuberante em volta do castelo. Dois cisnes nadavam serenamente em um lago ao centro do terreno.
Apesar da bela vista e dos cisnes encantadores, não conse guia se aquietar. Só lhe interessava saber onde estava Edward. Por que a havia deixado ali sozinha por tanto tempo?
Voltou a sentar-se. Ergueu a cabeça para o teto, tentando se entreter observando os detalhes que o adornavam. Uma profusão de anjos voando, com pedaços de pano coloridos cobrindo-lhes parte do corpo. Ali havia crescido o Edward que ainda não conhecia: entre o luxo e a exuberância, e rodeado de servos e pessoas influentes.
O Edward que conhecia cumprimentava meninas em bares, com sua garrafa de cerveja, saía para dançar em discotecas à noite, fazia amor em cavernas marítimas. Esse Edward dava cativantes gargalhadas e era doce. Havia aberto seu coração para ela. Porém, a vida real, o dia-a-dia, ele passava ali, na quele palacete suntuoso e impessoal.
De repente, ouviu passos vindo do corredor. Desejando que fosse Edward, Bella levantou-se ansiosamente. No entanto, para sua infelicidade, quem entrou foi a mãe dele, elegan te e intimidadora. Bella tentou sorrir, mas os lábios recusa ram-se a tamanho sacrifício, permanecendo imóveis.
— Não tinha a intenção de causar tanto transtorno — mur murou ela, compungida.
A princesa não disse nada por alguns segundos e o silên cio que imperou no recinto era gélido e desconfortável.
— Mesmo assim, tenho certeza que sabe da gravidade desse pequeno escândalo. É muito ruim para a imagem da família.
— Sinto muito.
— Felizmente, como outros incidentes anteriores, esse também será logo esquecido — disse a principessa Donna Esme Lúcia Cullen. — Pelo menos, os jornalistas não sabem que está aqui. Isso, claro, se você mantiver segredo.
— Nunca teria coragem de revelar isso. A principessa Donna Esme ergueu as sobrancelhas:
— Claro que não — disse educadamente.
Era óbvio que Esme considerava Bella uma inimiga.
— Emmett providenciou um lugar na primeira classe para você. Para hoje à noite.
Então, a mulher achava que poderia comprá-la com um bilhete de primeira classe.
— Obrigada.
Esme apenas movimentou a cabeça afirmativamente, sem perder o decoro.
— Onde está Edward? — perguntou Bella , perto de entrar em desespero.
— Bem aqui — respondeu ele fria e indiferentemente, da porta de entrada. — Minha mãe já avisou que está tudo re solvido?
O tom da voz dele era tão metálico e distante que ela não conseguiu expressar uma palavra. Apenas confirmou que sim com a cabeça.
— É melhor irmos andando — disse ele.
A principessa os acompanhou até a saída e fez uma ex pressão de resignação.
Quando desciam as escadas em direção ao carro, Bella tropeçou, mas logo recuperou o equilíbrio. Riu nervosamen te e se agarrou a Edward. Mesmo tenso e cansado, ele a abraçou com força. A mãe empalideceu, mas, mesmo assim, conse guiu expressar um sorriso apático.
As duas mulheres se despediram educadamente, porém o clima inamistoso era evidente.
Já dentro da limusine, Edward parecia mais relaxado. Abra çou Bella e respirou fundo.
— Acho que, no final, deu tudo certo — disse. — Você agüentou firme com minha mãe. Parabéns.
— Onde está minha mala?
— No porta-malas.
O chofer fechou as portas e ligou o motor.
— E o Emmett?
— Foi no carro dele. Vai se encontrar com a gente lá. In felizmente, ele terá que entrar com você no aeroporto no meu lugar.
— Eu entendo.
— A última coisa que quero é que se machuque. Não que ro seu nome na lama, que digam que é uma caçadora de for tunas ou coisa parecida.
— Vou ficar bem — ela fez uma pausa. — Viemos de mundos muito diferentes. Acho que nunca conseguiria me adaptar a sua realidade. Isso tudo prova que...
— Marie, querida. Será que todos os obstáculos que nos se param não são insignificantes demais nesse mundo moderno em que vivemos? Às vezes me pergunto se não deveríamos pagar para ver o que acontece e ficarmos juntos.
— E sua mãe? Ela conseguiria superar isso?
— Não seria nada fácil para ela, principalmente no início, mas, também, não teria escolha senão aceitar, não é? Tem muitas responsabilidades para se deixar abater por um único desapontamento.
Bella tentou imaginar as ceias de Natal e almoços de Páscoa com uma sogra daquelas. Sobre o que conversariam e o que teriam para trocar? Que tipo de avó seria? Que exigên cias imporia à mãe de seus netos, uma simples plebéia?
Edward a envolveu enquanto o enorme carro preto corria pela longa via de Amalfi. Ela se aninhou em seu colo e en terrou a cabeça em seu ombro. Estava tão apaixonada por ele que chegava a doer.
— Apenas gostaria que tivéssemos mais tempo juntos, só nós dois — disse.
— Podemos aproveitar o banco de trás da limusine.
— Mas e o motorista?
Edward apertou um botão e um vidro fume se ergueu isolan do a parte da frente da de trás. As portas travaram.
— As janelas são blindadas. Nossa privacidade está garantida, tesorina.
Em poucos minutos ela estava nua e deitada embaixo de Edward e, como sempre, o sexo era muito mais do que apenas sexo.
Emmett acompanhou Bella até o embarque. No caminho passaram por uma banca de jornal e puderam ver a capa de algumas revistas. Nelas havia o rosto enfurecido de Edward, com as mãos erguidas para esconder Bella das câmeras. O nome dele estava estampado em dois tablóides.
O coração de Bella ficou apertado. Não resistiu e com prou uma das revistas.
Já no avião, devorou as fotos de todas as mulheres que já haviam se envolvido com ele, segundo a revista. Eram tan tas depois, leu as matérias, e cada uma delas abalava ainda mais a auto-estima de Bella . Teria sido realmente especial para ele?
O fato da mãe de Edward a ter feito se sentir tão descon fortável e de ter dado a entender que estava acostumada a encobrir as aventuras do filho reforçava a idéia de que ela não passava de mais uma na extensa lista de relacionamentos passageiros de Edward. A diferença era que as outras rnulheres eram famosas e extremamente belas.
As mãos tremiam enquanto virava as páginas.
— Ele é tão lindo, não é? — disse a mulher ao lado ao ver a foto de Edward. — Todas as mulheres da Itália são apai xonadas por ele... e dizem que ele tem um coração enorme também. — A mulher se aproximou ainda mais. — E um enorme... você entende, não é? Para poder amar todas as mu lheres da Itália, deve ser. Conheço uma que passou três dias em Portofino com ele e não saíram do hotel nenhuma vez. Comeram morango com chocolate e tomaram champanhe.
— Três dias... garota de sorte.
Bella virou-se, encerrando a conversa. Não queria escu tar mais nada. Estava engasgada, prestes a chorar.
Edward se sentou ao lado de Lauren, ou melhor, o mais lon ge quanto fora possível. Estavam na ala oeste do palácio e pensava que nunca havia gostado do Grand Salon por cau sa das janelas francesas que, apesar de amplas, ofereciam mais sombra do que claridade. Relanceou o belo perfil alvo e louro de sua Lauren. Estava ansioso para sair correndo daquele encontro absurdo que a mãe havia insistido em marcar, assim que ele retornou de Roma. O que realmente queria era pegar um avião naquele instante para Austin, Texas.
A mãe fez um suave ruído com a garganta, trazendo Edward de volta à realidade, e ele se esforçou para conseguir prestar atenção em Lauren.
Era muito elegante e graciosa, mas sua beleza não o toca va. Ela esboçou um sorriso tímido e inseguro. Na verdade, Edward sentia pena de ambos. Porém, mais dela, pois não que ria partir o coração de outra mulher.
Aquela seria sua esposa? A mãe de seus filhos. Seus her deiros tão importantes?
Lembrou do corpo suado de Marie por baixo do dele, na limusine, os olhos brilhantes que o fitavam com adoração. Vendo que o filho estava em uma espécie de transe, a prin cesa Esme se levantou e foi até o casal.
Como um robô, Edward virou-se e sorriu educadamente para as duas mulheres e então tomou a mão de Lauren. Porém, em vez de levá-la aos lábios, como pretendia, soltou-a segundos depois.
Uma porta de vidro se abriu e Tibério anunciou que os fotógrafos haviam chegado. A mãe dissera a Edward que fotos ao lado de Lauren seriam necessárias para abafar os rumores do misterioso romance com a turista americana.
— Precisamos oferecer às massas um conto de fadas — disse ela. Esme odiava a imprensa, em geral, mas tratava de manipulá-la sempre que lhe era conveniente.
Edward voltou a segurar a mão de Lauren e os dois se levan taram.
— Vamos?
A mãe sorriu satisfeita.
Com rugas na testa, Bella guardou o arquivo que estava sobre a sua mesa e olhou pela janela do escritório. A cabeça, no entanto, estava no outro lado do oceano. Fechou os olhos com força e tentou não pensar em Edward.
Se envolvera com o trabalho desde o retorno da Itália. Sua meta era esquecer Edward. Mas as imagens da boca, dos olhos, do rosto lindo dele não desapareciam, mesmo quando se concentrava em suas tarefas. Voltou para frente do computador e, só então, notou que havia recebido cinqüenta e dois e-mails em menos de duas horas, desde que começara a ler os processos da empresa. A maioria era da Black Boar, uma gigantesca empresa de gás e petróleo, que o escritório de Bella representava. As acusações contra a multinacional foram feitas por uma ex-funcionária. Rebecca Hewit havia trabalhado para a Black Boar por 12 anos.
Metódica, Rebecca guardara dezenas de documentos que provavam que a Black Boar estava irresponsavelmente jo gando toxinas no reservatório de água municipal. Enquanto ainda trabalhava na empresa tinha conversado com seus superiores a respeito e ameaçado denunciá-los se não fossem tomadas providências para solucionar o problema.
A Black Boar a demitiu. Como Rebecca não desistia de sua causa, os advogados da companhia começaram a amea çá-la por telefone. Rebeca Hewit gravara todos eles. Havia passado os últimos seis anos colhendo provas que incrimi nassem a empresa, e mantinha um diário pessoal onde conta va tudo, além de ter guardado todos os e-mails da época em que estava empregada.
Bella folheou o processo com calma. Ouviu algumas das ligações com ameaças. Eram assustadoras. Porém Rebe ca era forte e não se deixou intimidar. Talvez pelo fato de a filha pequena ter leucemia.
No dia anterior, Bella havia visto a sobrinha, Bonie, brin cando na piscina do quintal, imersa em litros de água.
Ninguém, além dos altos executivos da Black Boar e al guns políticos locais e corruptos, devia saber do erro que a empresa estava cometendo. Alguém precisava detê-la.
Não é da sua alçada, querida. Você está do lado dos ban didos, esqueceu?
Desde a escola, Bella havia sabido o que queria e para aonde ir. Traçara um plano e se apegara a ele. Ter consegui do aquele emprego, em uma das firmas de advocacia com mais prestígio em Austin, havia sido um sonho realizado. Já estava lá há um ano e até então não tinha do que se queixar. Estava crescendo dentro da empresa e tinha chances de pros perar ainda mais, com esperanças de um dia se tornar uma das sócias do escritório.
Porém, agora, diante daquele processo sórdido e crimino so, percebia que seu plano já não tinha valor. Nenhuma das ambições que a nortearam até então importavam agora. Sim plesmente não conseguiria levar aquilo adiante. Não poderia continuar defendendo a Black. Boar.
Tremia ao pegar o processo novamente. Quando conse guiu se acalmar, saiu da sala e foi ao encontro de Robert Riley, o ex-sogro.
— Não posso me livrar de Rebecca Hewit. Não tenho condições de representar a Black Boar.
Robert não abriu o processo que ela lhe entregou. Escu tou com paciência por alguns minutos, antes de sorrir pa ternalmente, como se compreendesse todos os motivos de Bella .
— Não gostei dessa sua viagem para a Itália. Você voltou muito diferente.
— Leia o processo.
— Não preciso. Mas você, sim, precisa tirar um bom in tervalo de almoço para repensar com calma sua posição.
Bella não desistiu e levou adiante seu discurso, tentando convencer o chefe do absurdo que era representar uma firma que estava poluindo a própria, comunidade que servia.
O céu continuava mágico e tranqüilizador, assim como o mar. No entanto, nuvens negras ameaçavam invadir a costa de Amalfi.
Edward passou por um quiosque que vendia jornais e revis tas e se deparou com a própria foto em algumas das capas. O assunto era o romance com Lauren . Continuou seu caminho até avistar o banco vazio na orla, debaixo do limoeiro. Fez uma pausa. Havia tido um dia difícil e longo no escritório. Estava cansado e sem vontade de encontrar-se Lauren .
Ainda observava o banco de Bella, quando uma senhora com vestido esvoaçante parou repentinamente com o carro em frente a ele e buzinou.
Edward deu um pulo, pois não vira o carro parado.
— Ora, um dia vai acabar me causando um enfarte.
— Edward, meu querido e precioso neto — disse ela piscan do para ele.
Os dois só conversavam em francês.
— Grand-mère — respondeu ele, com um sorriso. Acha va divertidíssimo o gosto da avó para se vestir. — Não acha que já passou da idade para vestir rosa-choque?
Ela sorriu maliciosamente, deixando que as rugas ficas sem evidentes em todo o rosto.
— Idade. Não existe isso. Não seja cruel. Toda minha vida as pessoas trataram de dizer como eu tinha que viver ou me comportar.
— Tentaram em vão.
— Graças a Deus. — A senhora deu uma gargalhada. — Cheguei a ouvi-los quando era ainda jovem demais para me defender... assim como você, agora. Pois eu não consegui me enquadrar. Acho que você tem muitos dos meus genes.
As sobrancelhas era pintadas e os lábios murchos pela idade. Porém, por trás da pesada maquiagem, os olhos per maneciam joviais e vívidos, e brilhavam cheios de amor pelo neto.
— Entre — ordenou ela. — Tentei ligar para você várias vezes. Claro que a corja da sua mãe inventou que você não estava. A própria Esme veio ao telefone e me disse que você não estava na cidade.
Esme, sua filha, não aprovava a relação íntima de Edward com a avó escandalosa, a artista que havia se divorciado do príncipe, depois de arcar com os compromissos de princesa e parir os herdeiros da família real.
— Quer dizer que minhas gardênias mágicas falharam dessa vez e você desistiu da moça americana bonita — dis se ela, quando saíram do acostamento, sem prestar qualquer atenção nos carros que vinham atrás.
Quase bateu em um ônibus, que desviou no último segun do, salvando a ambos por poucos centímetros.
— Tinha tantas esperanças que não fosse desistir dela — comentou ela sem nem ter se dado conta do perigo que os tinha ameaçado poucos segundos antes.
— Grand-mère, deixe que eu dirijo. Ela fincou as mãos no volante.
— Eu dirijo. Vou levá-lo de volta para sua garota.
Edward fez uma promessa de nunca mais entrar no carro da avó, se ela estivesse dirigindo.
— Meu estilo de vida a deixaria muito infeliz.
— E acha que ela é feliz sem você? Somos nós que cria mos as condições para sermos felizes neste mundo. A esco lha é toda sua, meu amor.
— Não. Tenho obrigações...
— Mas está pronto para essas obrigações e para essa vida tanto quanto eu estava. Tenho visto como tem sofrido nos úl timos dois anos. Só quero que volte a ser feliz. Não tem que ceder aos caprichos de sua mãe. Ela foi uma criança muito difícil. Bastante mimada. Nunca se interessou por pintura ou nada voltado para a arte. Gostava de ficar no quarto com suas roupas e bonecas. Ela não é como você. Lembra-se de como era rebelde quando pequeno? Você nasceu para grandes pai xões, grandes emoções, assim como eu. Se ficar com Lauren , vai transformar a vida dela em um pesadelo.
Ela deu uma volta no quarteirão e voltou ao banco de baixo do limoeiro onde encontrara o neto. Despediu-se e o beijou várias vezes.
Um minuto depois, Edward caminhava rumo ao iate.
Olhava a praia e lembrava da noite em que a tinha levado para o barco.
Em seu escritório, Edward pegou uma garrafa de uísque e encheu metade do copo. Tomou o drinque de uma só vez e apanhou o celular. Buscou o número de Bella na agenda e discou. Não tinha idéia do que iria dizer caso ela atendesse. Apenas sabia que precisava escutar sua voz.
— Alô.
Sim, era a voz dela; pura e doce.
Mas que barulho era aquele ao fundo? Havia crianças chorando e, de repente, um grito agudo: "posso comer outro cookie, tia Belliia? Por favooooor!"
— Um minuto, querida. Alô! Alô!
— Sou eu, Edward. Precisava saber se havia chegado bem.
— Liguei para o Emmett semanas atrás. Ele não comen tou com você?
— Sim, mas queria ouvir de você.
— Estou bem. — Ela soava perdida. — Trabalhando mui to. Hoje estou de babá dos meus sobrinhos.
Os bebês berravam e então uma criança gritou:
— Tia Bellia! Tia Bellia!
— Não, Bonie, o pote inteiro não pode! Vai ficar com dor de barriga se comer tudo! Edward, está um caos aqui. Pode es perar um minuto? Tenho que ir!
Edward ouviu um barulho de algo quebrando.
— Alô! — Ouviu uma menina dizer com uma voz estri dente e alegre.
Ouviu os botões do celular sendo apertados e, em seguida, a ligação caiu. Bonie havia desligado o aparelho. Talvez tivesse sido melhor assim. Sentindo-se vazio e ta citurno, ergueu o copo e o esvaziou de um só gole.
Com a guarda baixa por causa do efeito do uísque legíti mo e poderoso, as lembranças do rosto de Marie, seu corpo, sorriso, o consumiam. Lembrou das noites anteriores em que havia acordado suado e excitado por causa dos sonhos luxuriosos e delirantes onde faziam amor das formas mais inusi tadas e inimagináveis.
Ficou olhando para o celular, mas em vez de tentar ligar novamente serviu-se de mais uma dose do uísque.
Gentee, desculpas desculpas pela demora, mais ta ai novo cap. Qem ai gostou da vovo do Ed? HAHA qeria um vo figura assim :D agora qe. estou de ferias prometo terminar essa fic o mais rapido possivel. Isso significa postar os caps com maior frequencia. Entao dedos a obra e vamos deixar reviwes :D amo tdas vses *-*
