Disclaimer: Saint Seiya e cia. Não me pertencem, muito menos a mitologia grega, quanto aos originais, basta colocar os devidos créditos e me avisar pra eu ler a fic, e tudo acertado!

A Ninfa da Lua

Capítulo 7:

A Estratégia do Caos

A superfície aparente do olhar

Esconde um mar de lágrimas

E estórias

De onde sereias parecem chamar

Assim que Monique saíra, Mime sentara-se na sala após achar um livro qualquer que encontrara na estante. O nome era "O Homem do Terno Marrom", de uma tal de Agatha Christie, mas não prestava atenção. Já lera a mesma linha umas vinte vezes e não reparara. Sua mente estava longe, na jovem de cabelos prateados.

Ela era linda, e tinha uma voz tão melodiosa que o fazia viajar pelos sete mares.

Há no ar num ato qualquer

Um certo temor

Num segundo passa por nós

Talvez o amor

Monique andava pelo Santuário, lá levara a corça para o Templo. Estava refletindo na conversa que tivera com Ártemis. Amava Mime, isso era um fato, mas tinha medo. Medo de se machucar. Medo de que depois ele fosse embora pra sempre e ela ficasse sozinha.

Um servo do santuário apareceu, fazendo uma mesura e lhe entregando um envelope cheio de floreios, enderaçada a si, com letras rebuscadas. Sorriu ao ver de quem era.

No pensamento em cavernas sem luz

Morcegos vêm e voam

Entre gritos

Antecipando a estratégia do caos

Estava assim, pensando no que fazer em relação à Monique, que teve a impressão de ouvir um grito. Pelo menos julgou ser uma impressão. Só então percebeu que lera a mesma linha diversas vezes. Suspirou, desistindo de ler e devolvendo o livro à estante. Sentou folgadamente no sofá.

A porta abriu-se e Monique entrou. Ficou um tanto sem jeito ao ver Mime na sala. O Guerreiro Deus levantou-se imediatamente ao ver a Napéia entrar.

Mime: Olá, Monique! – disse sorrindo. Viu o envelope nas mãos da jovem. – Recebeu uma carta? – torceu o nariz. Lhe irritava imaginar que algum homem escreveria para a jovem.

Monique: Um convite. Minha tia me enviou. Minha prima vai casar lá na Itália. Infelizmente não vou poder ir... Estava com saudades deles, ou melhor, gostaria de conhecer meu famoso primo Boneli, um cavaleiro de Athena (N/A: Boneli é o nome que dei pro Máscara. Esse casamento aparece no penúltimo capítulo de Doce Vampira). – sorriu singela. Mime suspirou, aliviado.

Há do ar, num ato qualquer

Um certo temor

Num segundo passa por nós

Talvez o amor

Abraçou Moniquer inesperadamente. A face da jovem ficou em brasas. Não tinha idéia do fazer ou dizer. Decidira seguir o conselho de Ártemis, mas ainda tinha medo.

Mime afastou-se, soltando parcialmente a Napéia. Ainda mantia as mãos nos ombros de Monique. Levou uma das mãos ao queixo da jovem, segurando-o e erguendo o rosto da jovem, que abaixou-o quando fitou-lhe os olhos. Sabia que era algo arriscado, sentia isso, mas não ligava. Sentia que a amava, e não era algo dessa vida.

Beijou-a ternamente, mas quando a sentiu apoiar-se em seus ombros, imediatamente abralou-a pela cintura, aprofundando o beijo e encostando as costas de Monique na parede. Sentia que ela estava receosa, então refreou seus desejos, parando de beijá-la.

Mime: Acho que amo você. – sussurrou com voz enrouquecida, apoiando a testa na testa da jovem, vendo-a com a face em brasas abaixar o olhar.

Monique: Também. – murmurou num fio de voz. Mal abriu a boca para isso.

Mime: Fica linda tímida. – disse num tom nada inocente, vendo-a erguer o rosto surpresa. Aproveitou para roubar um beijo da jovem, vendo-a ficar ainda mais vermelha.

Feito um pôr-de-dol em mim

Feito a vida chegando ao fim

Há um fim?

XxX

Sim

Existe um mundo

De lembranças

Onde dança louca a vida e vai

Atrás de um par

Atrás de alguém

Encontrou Caroline treinando num lago que havia no Santuário. Sorriu, aproximando-se lentamente. Quando estava próximo, a jovem virou-se na sua direção em posição de ataque.

Ao fitar os olhos azul-noite escuro sentiu um arrepio percorrer-lhe o corpo. Tinham uma dor profunda que ela enxergava, mas uma chama trêmula e quase apagada de esperança devido à frieza que possuiam. Zéfiro fez os cabelos negros e em cachos bagunçados do deus balançaram junto com os cabelos verdes e brilhantes da aprendiz. Faria tudo por ele, era o que seu coração lhe dizia.

Abaixou as mãos e correu na direção do rapaz, abraçando-o fortemente, surpreendendo-o.

Caroline: Farei o que me pedir para fazer. Sou completamente sua. – murmurou, apertando-o mais entre seus braços, apoiando a cabeça no peito de Anteros.

O deus sorriu, satisfeito, abraçando-a de volta.

Anteros: Então... Mate Mime e me traga sua cabeça... Mas não faça isso na frente de Monique. – disse sorrindo para a jovem, que sorriu de volta com olhar sério, soltando-o e afirmando.

XxX

Eu sei (eu sei), nada vai mudar

Mas tenho tanta coisa pra falar

Sobre você (sobre você), sobre mim, sobre nós

Tente me ouvir agora (tente me ouvir agora)

Assim que acordou, Thor encontrou Milene a fitar-lhe atentamente, deitada sobre si, apoiando a cabeça no peitoral largo do Guerreiro Deus, enquanto comia um morango.

Milene: Bom dia. – disse dando um beijo terno nos lábios do rapaz.

Thor: Bom dia... – respondeu, meio incerto, ainda assimilando o que acontecera na noite anterior.

Milene: Amo você. – sussurrou em tom enrouquecido, mas inocente, ao ouvido do Guerreiro Deus, que se surpreendeu. A sacerdotisa admitira para si mesma que aquela noite fora diferente de qualquer outra e que nenhum outro homem a possuiria. Thor era o homem da sua vida.

E que homem...

XxX

Cristine andava feito louca pelo Santuário atrás de Caroline. A aprendiz simplesmente sumira.

No caminho, encontrou Luane, Paole e Jenyty.

Cristine: Olá. Vocês viram a Carol? Aquela doida sumiu! – disse quase arrancando os próprios cabelos.

Luane: Calma. – disse com uma gotinha escorrendo, agitando as mãos em sinal para a jovem se acalmar.

Cristine: Calma?! A Carya já tá louca! Colocou o Santuário de sobre-aviso! Isso não é comum! – disse entrando em desespeto.

Jenyty: A última amiga minha que entrou em desespero, acabou matando o namorado. – disse pensativa.

Paole: Ajudou muito. – disse sarcástica com uma gotinha escorrendo.

Luane fuzilou Jenyty com o olhar. A Vulcana não tinha noção das coisas que falava mesmo...

Jenyty: Que foi? – perguntou ao perceber o olhar da Guerreira do Vento para si.

Luane: Você não tem noção do que fala, né? – ergueu uma sobrancelha, com aparência descrente.

Jenyty apenas ergueu os ombros em sinal de descaso.

Cristine e Paole balançaram as cabeças negativamente.

Pure-Petit Cat: Tadinha mesmo da Ártemis... Mas não se preocupe, ela vai ficar feliz num futuro não muito distante! n.n Eu também gostava de Milene e Thor brigando, mas tava começando a ficar sem idéias para discussões.

Espero que tenha gostado do capítulo!

Beijos

Tenshi Aburame

Música: A Estratégia do Caos - RPM