Incertezas - capítulo 7
Fandon: Supernatural
Personagens principais: Dean/Sam/John
Sinopse: Sam é um garoto de 17 anos, vivendo uma adolescência conturbada... Tem problemas de relacionamento com a família, é doce e inocente, mas ao mesmo tempo encrenqueiro, curioso e cheio de dúvidas... principalmente quanto ao amor que sente por seu irmão Dean, agora com 21 anos ( Slash / AU).
Nota: Os três não são caçadores.
John havia saído e só voltaria no outro dia pela manhã, e Sam passou o restante do dia trancado no quarto, estava evitando falar com Dean, porque este a toda hora o enchia de perguntas, as quais não queria responder.
Quando chegou a noite, Sam não quis jantar, estava muito ansioso, e logo depois Dean saiu, tinha um encontro com uma garota, mas não antes de perguntar mais umas dez vezes se estava tudo bem, e se não tinha problemas em deixar Sam sozinho aquela noite.
Sam só queria era que Dean saisse logo, afinal já eram quase nove horas, e já que teria que ir pro abate mesmo, pois não via outra solução, só queria que tudo acabasse logo.
Estava com uma sensação muito ruim, se pudesse escolher entre levar uma surra ou ir lá no celeiro esta noite, com certeza escolheria a surra. Mas o desgraçado tinha atacado seu ponto fraco, Tom sabia que Sam faria qualquer coisa para que John não soubesse, e agora estava totalmente nas mãos dele... E bem que Dean tinha lhe avisado que Tom não era confiável.
Sam esperou alguns minutos depois que Dean saiu, apagou as luzes da casa e saiu... Seu coração parecia querer saltar pela boca, sentia um frio na barriga, tamanho o medo e repulsa de ter que ir até lá. O que Tom iria querer fazer com ele, afinal?
Pulou a cerca e viu que as luzes do celeiro estavam acesas, então respirou fundo uma última vez e criou coragem para entrar. Tom já o estava esperando...
- O que é isso, Tom?
- Hey Sam... esses são meus primos... Ralf e Jim.
- Eu, eu vo-vou embora - Sam disse assustado e fez menção de sair, mas Ralf bloqueou a porta...
- Sabe Sam, o Tom falou tão bem de você, que nós ficamos curiosos pra te conhecer melhor - Disse Ralf, que era o mais velho dos três.
- É, a gente pensou em se divertir um pouquinho, o que você acha? - Perguntou Jim.
- Tom, eu que-quero i-ir embora - Sam estava gaguejando e tremendo, visivelmente assustado.
- Calma Sammy, é que você ultimamente andava tão insaciável, eu já não era mais suficiente pra você, não é? Então eu achei que os meus primos aqui pudessem me ajudar a apagar o seu fogo - Tom disse se aproximando de Sam.
- O De... o Dean va-vai te matar - Sam já estava chorando nesse momento.
- O Dean, sempre o Dean, ele não vai poder te ajudar agora Sammy, ele não está em casa. E você também não vai contar nada pra ele depois, porque você não vai querer que o seu amado irmão saiba que você fodeu com três caras, e que gemeu feito uma vadia, porque você com certeza vai gostar Sam, ninguém aqui vai te machucar - disse Tom.
- Eu quero ser o primeiro - Disse Jim se aproximando, segurando o rosto de Sam e passando a língua pelo seu rosto e por seus lábios.
Sam cuspiu com nojo e o empurrou, então correu para o outro lado do celeiro onde tinha uma fresta, e mesmo sabendo que seria em vão, gritou por Dean com toda a força de seus pulmões...
Ralf foi atrás dele e lhe deu uma bofetada com força, seguida de um soco no estômago, fazendo Sam se curvar. Então ergueu sua cabeça o segurando pelos cabelos, e com o outro braço o agarrando com força por trás.
- Agora você vai ficar bem quietinho, e deixar a gente fazer o que quiser com você, a não ser que você queira que a gente te pegue a força - Falou Ralf...
Sam olhou para Tom pedindo clemência, era sua única esperança, que Tom se arrependesse e voltasse atrás, pois sabia que Dean estava em uma festa e que só chegaria de madrugada.
- T-Tom, p-por favor...
- Você está ga-gaguejando Sammy? É mesmo... eu havia esquecido que de criança você gaguejava quando ficava com medo... Mas não precisa ter medo Sam, você só vai ter o que merece...
- Você di-disse que me am-amava...
- E o que você fez comigo, Sam? Me chutou... trepou com outro cara...
- Se v-você gostasse de mim, Tom, nunca iria p-permitir uma coisa dessas...
- Cala essa maldita boca, Sam! - Tom já estava nervoso agora...
- P-Por favor - Sam continuava chorando e implorando...
Ralf continuou segurando Sam pelos cabelos e pela cintura, então começou a morder seu pescoço, pressionando ao mesmo tempo sua ereção no traseiro de Sam, que tentava em vão se esquivar de nojo...
- Para com isso Ralf! – Disse Tom.
- O que? Você está louco? Agora que vai começar a diversão! - Disse Ralf sem parar de se esfregar em Sam.
- Era só pra dar um susto nele, podem ir embora agora!
- Tom, se você não quiser participar, cai fora, porque eu não saio daqui antes de foder esse traseiro gostoso...
- Tom tentou soltar Sam, mas Ralf era mais forte, e deu-lhe um empurrão com força.
Dean chegou em casa excomungando, tudo havia dado errado naquela noite... A garota havia lhe dado um bolo, alguém riscou a lataria do Impala, então acabou voltando para casa mais cedo para não se incomodar ainda mais.
Estacionou o Impala na garagem, e ao desligar o motor teve a ligeira impressão de ouvir Sam gritar seu nome... Deveria estar ouvindo coisas, porque as luzes estavam apagadas e com certeza Sam já deveria estar dormindo.
Entrou em casa, acendeu as luzes da sala, então subiu até o quarto... Para sua surpresa Sam não estava lá...
- Onde se meteu este moleque?
Então olhou pela janela e viu luzes no celeiro do vizinho. Dean sentiu um tremor e um frio na barriga... Será que Sam tinha ido até lá para ficar com Tom novamente? Era estranho, pois os dois não estavam mais se vendo, aí Dean se lembrou do grito... será que tinha sido mesmo real? E se fosse lá do celeiro? Sam estaria em perigo?
Sem pensar duas vezes, Dean correu e pulou a cerca em disparada, e chegando perto do celeiro, foi em silêncio, devagar, então espiou e viu um sujeito que não conhecia segurando Sam pelos cabelos, com seu corpo agarrado a ele...
Dean continuou em silêncio e viu que a porta estava livre, então deu um chute nela, e nisso o cara largou Sam pelo susto, e Dean lhe deu um soco com toda força, o derrubando sobre um balcão.
Dean então levantou Sam que havia sido jogado no chão pelo cara, segurando seu rosto com as mãos, buscando contato visual...
- Sammy! Olha pra mim! Você está bem? Eles te machucaram?
- Não Dean, v-você ch-chegou a tempo - Sam disse chorando e soluçando.
- Sam, agora você vai sair daqui correndo o mais depressa que puder, e só vai parar quando chegar em casa, você entendeu? Corra como se estivesse fugindo do John... agora vai!
Sam simplesmente obedeceu, saiu do celeiro em disparada, pulou a cerca e correu para o seu quarto, deitando na cama desesperado. Seu corpo todo tremia, não conseguia conter o choro...
Assim que Sam saiu, Dean partiu pra cima de Tom, neste meio tempo Jim, o mais novo, já havia saído correndo dali.
Dean deu dois socos na cara de Tom, que caiu no chão com a força, então o ajuntou e socou várias vezes contra a parede...
- Você se acha muito machão, se aproveitando de um garoto de 17 anos, não é Tom?
- Dean, eu... eu só queria dar um susto nele, não era pros caras terem encostado nele de verdade, não era...
- Cala essa boca, seu cretino! Você devia sentir vergonha de si mesmo... Mas eu juro, que se eu ver um arranhão sequer no meu irmão, eu volto aqui e acabo com sua raça de uma vez! E não ouse chegar perto dele nunca mais!
Dean disse e deu mais um soco no estômago de Tom e outro no meio da cara, este ficou com o nariz sangrando. Então Dean voltou a Ralf que estava caído sobre o balcão, e o atirou com força contra a parede, este se levantou cambaleando e saiu correndo também.
Então Dean respirou fundo e saiu dali. Chegou em casa e foi se lavar, pois suas mãos estavam sujas de sangue, para então se dirigir ao quarto e ver como seu irmão estava.
Chegando na porta do quarto, podia ouvir seus soluços, se aproximou da cama e viu que o corpo todo de Sam tremia... Dean então se deitou ao seu lado, o abraçando, fazendo um carinho em seus cabelos.
- Sammy, tem certeza que eles não machucaram você?
- Tenho, ta t-tudo b-bem, Dean - Sua voz saiu fraca, quase um sussurro.
Sam então se aconchegou mais nos braços de Dean, e depois de um longo tempo, acabou adormecendo.
Dean ainda ficou algum tempo ali, com o irmão em seus braços, sentindo uma raiva muito grande, se antes já não ia com a cara de Tom, agora então seria capaz de matá-lo se cruzasse o seu caminho novamente. Dean ficou dando graças por ter chegado a tempo, não conseguia nem imaginar o que teriam feito com Sammy se não chegasse naquela hora. Só esperava que Sam conseguisse esquecer tudo e que não ficasse traumatizado com isso.
Ao ver que Sam dormia profundamente, Dean se levantou e foi tomar um banho, para então se deitar em sua cama e tentar dormir também.
Quando Dean levantou pela manhã, Sam ainda dormia. Fez café e foi para a oficina, entrando de vez em quando para ver como o irmão estava. Lá pelas dez da manhã, John estranhou o fato de Sam ainda não ter levantado, afinal este sempre acordava cedo e ficava rateando por ali..
- Dean, o que há com o seu irmão que ainda não levantou?
- Ele está gripado pai, é melhor ele ficar na cama mesmo.
- Mas então, não é melhor levar ele ao médico?
- Não, não precisa, amanhã ele já vai estar melhor.
Na hora do almoço Dean levou-lhe um prato de comida, mas Sam não quis comer, seu estômago ainda doía um pouco devido ao soco que levara, e também não tinha vontade para nada, só queria poder ficar ali sozinho ou sumir se fosse possível.
Quando Dean entrou no quarto a noite para dormir, Sam ainda estava encolhido na cama, chorando baixinho...
- Sammy, eu sei que você ainda está muito assustado, mas você tem que reagir Sam, amanhã querendo ou não você vai ter que sair dessa cama...
- Eu só quero morrer, Dean...
- Não Sam, você não quer... isso me faria sofrer muito... Esqueceu que você prometeu que nunca faria nada que me fizesse sofrer?
- Idiota...
- Eu dei uma lição no Tom, Sam. Eu prometo que ele nunca mais vai chegar perto de você... E Sam... por que você foi lá? E justamente a noite quando estava sozinho?
- Ele... ele disse que iria contar tudo pro John se eu não fosse...
- Então era por isso que você estava daquele jeito ontem... Você devia ter me contado! Olha quanta coisa a gente podia ter evitado...
- E se ele ainda contar pro John? Pra se vingar?
- Ele não vai fazer isso, eu tenho certeza. Agora volta a dormir que amanhã eu quero ver você de pé, correndo por aí...
- Ta, boa noite Dean!
- Boa noite, Sammy! - Dean disse dando um beijo carinhoso nos cabelos de Sam.
Pela manhã Sam levantou cedo e ajudou Dean a organizar algumas peças e ferramentas que John havia comprado para a oficina.
Dean ficou o observando, Sam estava calado, calado demais... mas aos poucos as coisas iram voltar ao normal. Assim como se magoava com facilidade, Sam também esquecia as coisas facilmente, Dean sabia que em breve ele esqueceria o ocorrido e já estaria aprontando novamente.
No dia seguinte John veio com uma conversa que deixou Sam apavorado, e Dean também ficou branco feito papel...
- Sam, eu não quero mais ver você andando com o Tom...
- P-por quê? - Sam sentiu o sangue congelando nas veias...
Dean parou onde estava, encarando John de olhos arregalados...
- Eu estive lá hoje pela manhã, e soube que ele andou se metendo em brigas de rua... está até com o nariz quebrado. Eu não quero mais você metido com ele, está entendido?
- S-sim senhor!
Dean suspirou aliviado... esta tinha sido por pouco...
Na semana seguinte tudo já havia voltado ao normal, Sam não estava mais saindo de casa, mas também não parava quieto um minuto, sempre ansioso, andando de um lado para o outro...
- Eu vou, Dean...
- Pra onde?
- Stanford... pra onde mais?
- Você tem certeza disso?
- Não, mas...
- Então?
- Então? O que eu vou ficar fazendo aqui? Eu não quero trabalhar com o John na oficina... E você nunca vai mudar de idéia quanto a...
Dean só o olhou de cara feia...
- Sam, eu só espero que esta sua decisão não seja por causa do Tom...
- Não, não é por causa dele, eu juro...
- Você já falou com o pai?
- Já.
- E ele?
- Deve estar aliviado...
- Sam!
- Ele disse que tudo bem, se eu quiser ir.
- Bom, então a tarde nós dois vamos sair pra te comprar umas roupas... afinal você vai ser um universitário, não é Sammy? - Dean dissse passando a mão na cabeça de Sam, revirando seus cabelos...
Dean ficou pensando com tristeza... O que seria da sua vida sem ter Sam por perto? O seu Sammy? Ficariam ele e John, praticamente o dia todo enfiados na oficina, naquele tédio de sempre. Algumas vezes Sam o irritava muito, mas pensar naquela casa sem ele, sem suas perguntas, que até hoje Dean não conseguia entender de onde ele tirava tantas, suas brigas com John, suas provocações... Como Dean poderia viver sem isso? Sem aquele seu sorriso todas as manhãs lhe trazendo um café na oficina, sem aquelas saladas horríveis que só Sam gostava, na hora do almoço... Sem ter alguém para reclamar por causa da bagunça no quarto, sem aquele sorriso tímido que ele dava apenas quando aprontava alguma coisa, sem a sua cara de pau de chegar em casa depois de uma noitada, e fazer de conta que não fez nada de errado...
Dean começou a sentir um aperto no peito... E como seria Sam sozinho em Stanford? Quem iria cuidar dele por lá? Dean pensou que de alguma forma isso seria bom, porque Sam se tornaria mais independente, e também quem sabe esquecesse essas idéias malucas que andava tendo... E Dean teve que admitir para si mesmo que seria bom que ele se afastasse, para acabar com esta maldita tentação, que não sabia até quando iria aguentar.
Estava cada dia mais difícil se manter no lugar de irmão mais velho e manter Sam a distância. No início era apenas em seus sonhos, sonhos molhados que tinha com Sam durante a noite... Mas agora, as vezes se flagrava pensando nele enquanto acordado, por muitas vezes se pegava olhando demais para o corpo do irmão, para a boca, a pele macia, e quando se dava conta já estava excitado e com a imaginação longe... Estava cada vez mais difícil manter o controle, ainda mais com o irmão dormindo no mesmo quarto...
Continua...
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