O CONSERTO DA MÁQUINA
Ele esperava na nave. Olhou no relógio, faltavam cinco minutos para o prazo dela terminar "Se ela me desobedecer" pensou "Vai dormir no telhado esta noite". Exatamente quinze minutos depois ela apareceu suada tentando carregar a pesada caixa de ferramentas. Vestia shorts curto, um tope de algodão leve e tênis, tinha o rosto e o corpo muito vermelho por causa da exposição ao Sol. Ele não agüentando provocou:
- Bonito bronzeado. Comentou provocador enquanto pegava a caixa da mão dela.
- Fiz no Vegeta instituto de beleza. Disse ela continuando a tirada e entrando embaixo do painel de controles da nave.
Ele já sem paciência sentou-se no chão. Faziam mais de vinte minutos que ela estava ali embaixo, não dizia nada, apenas pegava diferentes ferramentas para usar. Não agüentando mais perguntou nervoso:
- Vai demorar muito? Disse alto.
Ela deu um pulo devido ao susto, pois não sabia que ele ainda estava ali.
- AI! DROGA! Reclamou. – Você me assustou e eu bati a testa! Disse levando a mão ao novo machucado.
- Você bateu a testa porque é burra. Falou ele áspero defendendo-se.
Ela nada respondeu. Continuou mais um tempo quando:
- Desisto. Não dá pra consertar. Disse largando as ferramentas.
Ele ouvindo isso deu um pulo e chegando perto dela a puxou pelo pé tirando-a debaixo do painel.
- Como assim não dá pra consertar? Perguntou desconfiado enquanto a segurava pelo pé.
- Foi muito danificado. Respondeu. – Ao que tudo indica uma carga muito grande de energia foi deferida contra ele. Disse franzindo a testa – Só não entendo como! Exclamou. - Você não tem nenhuma idéia? Notou algo estranho? Perguntou olhando pra ele.
- Não, nada que tenha notado. Respondeu seco. Não iria mencionar a explosão de raiva que tivera. E refletindo melhor avisou:
- Se for mentira sua só para se vingar de mim... Advertiu furioso – Você vai morar naquele telhado o resto da vida. Disse ainda segurando o pé dela.
- Não é mentira. Falou brava tirando o pé da mão dele. – Não dá pra consertar, precisa de uma peça nova. Disse levantando-se.
- Então substitua a peça danificada. Disse ele como se fosse simples.
- Não é assim tão simples. Ela retrucou. – Não temos esta peça aqui na fábrica. Papai já a encomendou há alguns dias atrás, mais por causa do feriado ela provavelmente chegará só na segunda-feira. Concluiu.
- Maldição. Disse ele com raiva.
- Posso ir? Perguntou – Ou vossa majestade deseja mais alguma coisa. Falou sarcástica enquanto catava suas ferramentas.
- É tudo. Disse ele com cara fechada enquanto a observava.
Ela catava todas as ferramentas espalhadas no chão. Quando pegou o martelo um pensamento rápido passou-lhe pela mente "E se eu o atingir com o martelo? Poderei me vingar por hoje á tarde" pensou diabólica enquanto segurava o objeto "Não, isso não o machucaria e antes que eu o acertasse ele já teria tirado o martelo de mim. Só serviria para irritá-lo ainda mais. E eu vou acabar morando no telhado por causa disso" concluiu desistindo da idéia e guardando o martelo. Assim, com todas as ferramentas na caixa parou e olhou pra ele. Ele curioso perguntou:
- O que foi? Disse encarando-a também.
- Preciso de ajuda para levar a caixa até o laboratório. Disse ela mostrando a tala.
- Inferno! Reclamou ele enquanto pegava a caixa e saia da nave.
Ela o seguia enquanto caminhavam na direção do laboratório. Chegando em frente à porta ele parou para ela poder abrir e acender as luzes.
- Coloque em cima da mesa. Disse e mediante ao olhar reprovador dele continuou: – Por favor. Pediu fingindo um sorriso.
Colocando a caixa no lugar ele saiu do laboratório sem dizer nada. Quando Bulma ia deixar o ambiente olhou no espelho e franzindo a testa resmungou:
- Droga! Agora minha testa esta roxa também. E fazendo uma careta fechou a porta e saiu andando atrás dele.
