Capítulo VI – A Canção da Água

Sakura estava totalmente entediada dentro daquele avião. O vôo durava apenas algumas horas mas aquilo parecia ser mais do que a eternidade para ela. E seu acompanhante também contribuía para aumentar o seu desconforto. Li só havia aberto a boca umas duas vezes desde que eles decolaram. Em pouco lembrava aquele guerreiro que havia entrado gritando no seu quarto durante a madrugada.

Syaoran dizia que haviam descoberto onde estava a Guardiã da Água e que eles tinham que partir o mais rápido possível. E agora lá estava ela, trancafiada dentro do avião particular da família Li, onde perdurava um silêncio mais do que mortal.

Olhou para o lado e viu que o guerreiro havia pegado no sono. Ele tinha uma face tão serena enquanto dormia, nem parecia ser o "todo poderoso Guardião das Trevas". Por fim suspirou e ajeitou-se melhor no assento, tentaria dormir um pouco também.

Em uma luxuosa sala, uma moça de pele alva, olhos violetas brilhantes e longos cabelos negros, que caíam como cascatas pelas sua costas, observava atentamente a partitura que tinha em suas mãos. Levantou-se do sofá onde estava sentada e caminhou para perto do grande piano que encontrava-se no aposento. Tomou seu lugar ao lado do instrumento e passou a cantar, mesmo sem ter nenhum pianista para acompanha-la.

Estrelas douradas e distantes
Cintilando no céu noturno...
A mesma cor que os pássaros

A que observei em meu sonho na noite passada
Essa é uma canção que canto sozinha
Nas noites em que não consigo dormir
Estou voando, controlando meu sonho
Junto com o vento que passa por cima de tudo

A voz dela era doce e suave, como a de um anjo. Tinha as mãos fechadas, levadas à altura do peito. Ela gostava muito daquela música, era a sua preferida. Talvez, por que como na canção, ela também estivesse sozinha


Lua prateada e distante
Brilhando no céu noturno...
A mesma cor que a rosa selvagem

Que floresceu em meu sonho na noite passada
Essa é uma canção que canto sozinha

Em noites suaves

Ela era uma cantora, e até muito famosa, podia-se dizer. Havia feito apresentações pelo mundo todo. Mas, sua fama não escondia a tristeza que ela carregava em seus olhos. Por mais que sua carreira fosse bem sucedida, ela tinha a estranha impressão de que não pertencia àquele lugar.


Amanhã, irei cantá-la com você
Voando com as asas de nossos sonhos
Essa é uma canção que canto sozinha
Em noites suaves
Amanhã, irei cantá-la com você
Voando com as asas de nossos sonhos

A canção havia terminado. Nesse exato momento uma empregada entrou no salão de música.

'Senhorita Tomoyo...'

'Sim?' – Perguntou docemente

'O almoço já foi servido, senhorita.'

'Obrigada. Acho que irei almoçar agora.' – Disse enquanto caminhava até a porta

'A senhorita estava ensaiando para a apresentação de hoje?' – perguntou a empregada seguindo a jovem cantora

'Sim. Mas creio que uma pequena pausa para o almoço não fará mal a ninguém!' – Disse sorrindo...

"Uma moça de cabelos longos dormia profundamente, mas seu sono não era tranqüilo. Ela apertava o travesseiro com uma das mãos e seu semblante estava contraído. Um homem estava deitado ao seu lado, tinha os cabelos castanhos e rebeldes, seus olhos eram cor de âmbar, sombrios e profundos. Ele a observava com preocupação, provavelmente ela estaria tendo um pesadelo. Abraçou-a carinhosamente por trás, enquanto começava a beijar-lhe o pescoço. Ela acabou acordando por causa da carícia e então voltou-se para fitar o homem que lhe abraçava.

'Acalme-se. Foi só um pesadelo.' – Beijou a testa dela, tentando conforta-la

'Eu sei que não.' – ajeitou-se melhor nos braços dele – 'Foi outra premonição. Elas estão tornando-se cada vez mais freqüentes.'

'Isso te preocupa?'

'Sim, muito.'

Ele suspira pesadamente e passa a afagar os cabelos de sua companheira.

'Pois não deveria. Eu não permitirei que ele se aproxime de você novamente.' – abraça a moça fortemente – 'Aquele idiota não encostará um dedo sequer em você. Nem que para isso eu tenha que mata-lo.'

'Não!' – ela levanta o rosto do peito dele para fita-lo nos olhos – 'Não pode matá-lo! Lembre-se de que ele é o seu...'

Ele a silencia colocando um dedo sobre os seus lábios.

'Não diga essa palavra. Ele é meu inimigo, nada mais do que isso.'

'Por favor, me prometa que não irá matá-lo!' – Seus olhos estavam rasos de lágrimas

Ele detestava vê-la daquele jeito. Se tinha uma coisa que ele não suportava era ver a sua amada chorando. Nessas horas ele sentia-se o mais inútil dos homens.

'Prometo que irei tentar.' – acariciando o rosto dela – 'Mas eu não te garanto nada. Se aquele cara vier se engraçar para o seu lado de novo, juro que acabo com ele!'

Ela sorriu, gostava quando ele demonstrava ciúmes, quando ele demonstrava algum sentimento. Demorou bastante tempo, mas ela finalmente tinha conseguido penetrar na dura couraça que ele tinha em volta do coração.

'Mas agora...' – abraçou-a e rolou para o outro lado da cama, ficando em cima dela – 'Por que não aproveitamos o resto da noite?'

'Seria bom.' – falou sorrindo – 'Antes que meu irmão descubra que não estou no meu quarto e resolva vir bater aqui.'

'Ele que não se atreva.' – aproximou seu rosto do dela – 'Porque eu o expulso daqui debaixo de ponta pés!'

Ele tocou levemente seus lábios nos dela, beijando-a docemente. Logo ambos entregaram-se de corpo e alma ao amor que sentiam..."

Syaoran acordou sobressaltado com sonho que acabara de ter. Estava confuso... aquele homem, era ele. Mas a mulher... ele não sabia quem era, não conseguia lembrar-se direito do rosto dela. Na sua mente estava tudo meio enevoado.

Passou as mãos pelos cabelos rebeldes, tentando pôr os pensamentos em ordem. Foi então que notou Sakura, que dormia tranqüilamente no assento ao lado. Ficou observando-a por alguns minutos. Levou uma das mãos até o rosto da garota e tirou uma mecha de cabelo cor de mel, que caía-lhe sobre a face.

Ela mexeu-se um pouco no assento e acabou virando o corpo para o outro lado, encostando sua cabeça no ombro de Li. Ele sorriu de lado, olhando para a menina que procurava, inconscientemente, aconchegar-se melhor a ele.

"Ela é muito meiga." – pensou o guerreiro, mesmo sem perceber estava cada vez apegando-se mais à ela.

Em um antigo templo, uma mulher observava o sol que começava a se pôr, tingindo o céu de laranja. Ela usava um manto com capuz na cor azul marinho, o que impossibilitava que seu rosto fosse visto. Seus olhos fitavam o horizonte tristemente, enquanto apertava um pequeno objeto que estava em suas mãos.

'O tempo já está se esgotando.' – falou num suspiro – 'Mizuki disse-me que eles já estão à caminho...'

Olhou para a pequena esfera de vidro azulada que segurava.

'Já está na hora de voltar para a sua verdadeira dona. Pois ela precisará de ti em breve...'

O avião havia acabado de pousar. Li fitou a menina que ainda dormia encostada ao seu ombro, ela tinha um sono bem pesado... Resolveu acorda-la.

'Ei, Sakura.' – Chamava-a baixinho

Ela mexeu-se um pouco, mas continuou dormindo.

'Acho que isso vai ser difícil...' – começou a chacoalha-la levemente – 'Sakura, acorda. Nós já chegamos.'

Ela levantou-se do peito dele, ainda meio sonolenta, enquanto esfregava os olhos. Ao abri-los deu-se conta da proximidade em que se encontravam os seus rostos, ela imediatamente levantou-se do assento, corada de vergonha.

'Acabamos de chegar.' – disse Li – 'Vamos descer?'

Sakura confirmou com cabeça e passou a seguir o guerreiro, que já caminhava para fora do avião.

Tomoyo observava a vista de dentro do seu carro. Em algumas horas teria uma apresentação no hotel mais luxuoso da cidade. A noite já começava a cair sobre a bela Paris.

Ela suspirou, por algum motivo estava com um pressentimento estranho. Isso não era algo comum, ela não costumava ficar nervosa antes das apresentações. No seu íntimo sabia que algo de diferente aconteceria nessa noite. Só não sabia dizer o que era...

'O que há de errado comigo afinal?' – Falou tentando dissipar aqueles pensamentos.

May caminhava pelos corredores mal iluminados do castelo, seu irmão mais velho havia mandado chama-la. Certamente deveria ter alguma missão para ela.

'E aposto que a idiota da Yura nem vai ser chamada!' – Ela riu pensando na cara que a sua "rival" faria quando soubesse.

Abriu a porta da sala onde seu irmão sempre costumava estar e entrou.

'Já cheguei, Shido!' – Anunciou alegremente

Ele estava atrás de uma imensa mesa feita de uma madeira avermelhada, sentado confortavelmente em uma grande cadeira toda em veludo bordô, com os pés e a estrutura dos braços feita do mesmo material da mesa. Observa a moça com um sorriso.

'Está muito bonita hoje, May.'

'Você acha mesmo?' – Falou sem conter seu entusiasmo

'Sim.' – abriu uma das gavetas procurando por algo – 'Tenho uma coisa para você.'

'O que é?' – Estava curiosa, fazia algum tempo que seu irmão não lhe dava presentes

Shido pegou uma caixa de madeira, abriu-a com imenso cuidado e de lá tirou um cristal violeta e deu à ela. A moça pegou a peça com um olhar curioso e começou a examina-la.

'E para que serve isto, Shido?'

'É um cristal muito poderoso, May. Serve para invocar criaturas do limbo.'

'Sério? Legal!' – Disse sorrindo

'Quero que você use-o para matar a Guardiã da Água. Em breve ela irá despertar, e não podemos permitir isso, não é?'

'É claro que não!' – aproximou-se dele e beijou-lhe a face direita – 'Pode contar comigo Shido! Não vou te decepcionar!'

'Eu sei que não, confio em você.'

Ela sorriu, era tão bom ouvir do seu amado irmão que ele confiava nela. Saiu do aposento saltitante, iria logo dar cabo de sua missão.

Num canto escuro da sala, revelou-se a figura de uma mulher com cabelos ruivos e de olhos vermelhos.

'Não entendo porque mandou-a, ao invés de mim, Shido!' – Falou zangada

Ele olhou para a bonita mulher e levantou-se da cadeira, sorrindo para ela.

'Por um simples motivo, minha querida Yura.' – aproximou-se e enlaçou-a pela cintura – 'Por que esta noite, eu quero você para mim.'

Depois de dizer estas palavras colou seus lábios nos dela, beijando-a com paixão...

Sakura estava em uma grande suíte, no hotel onde ficaria hospedada. Ela encarava o dois seres à sua frente com uma expressão nada amistosa... Quando foi desfazer suas malas ela descobriu Kero e Spinel escondidos no meio de suas roupas. Eles haviam vindo até Paris, mesmo sabendo que Li havia mandado ambos ficarem em Hong Kong.

'Eu não acredito! Quando o Li souber que vocês desobedeceram-no vai ficar uma fera!' – Disse enquanto andava pelo quarto

'Ah tá, como se o grande Kerberos fosse ter medo daquele moleque metido!' – Falou tentando seguir sua mestra

'Kero! Você sabia que não deveria ter vindo!' – Parou de andar e encarou a forma falsa do felino

'E te deixar sozinha com aquele moleque? Nem pensar! Não confio nele!'

'Não fale assim do meu mestre, Kerberos!'

Spinel, que até agora não havia metido-se na discussão, revoltou-se ao ouvir o modo como Kero referia-se a Li.

'O que foi sua bola de pêlo preta? Está querendo brigar é?' – O pequeno ursinho alado colocou-se em posição de luta

'Já chega Kero!' – Gritou Sakura

Nesse momento a porta do quarto abriu-se, revelando a figura de Li. O guerreiro cravou os olhos nas formas falsas dos dois felinos e então entrou no aposento, fechando a porta atrás de si. Sakura cerrou as mãos, em sinal de nervosismo, Kero pôs-se à frente de sua mestra e Spinel abaixou a cabeça.

'Então eu não estava enganado, a presença que senti era mesmo de vocês.' – disse Li, aproximando-se – 'Posso saber o que vocês dois estão fazendo aqui?' – Terminou com um olhar sério, deixando claro que não havia gostado de ser desobedecido

'Não brigue com eles, Li.' – falou Sakura, enquanto pegava Kero no colo – 'Kero e Spinel só vieram porque estavam preocupados conosco.'

'Eu não estava preocupado com esse pivete!' – Protestou o pequeno guardião

'Kero! Vê se não piora a situação!' – Sakura deu um cascudo na cabeça de seu protetor, forçando-o a ficar calado

Li desviou o seu olhar de Sakura e fitou a pequena forma falsa de Spinel Sun.

'Poderia esperar algo assim de Kerberos. Mas não de você, Spinel.'

'Desculpe, mestre.' – O pequeno gatinho negro abaixou ainda mais o semblante

Sakura aproximou-se do guerreiro e tocou seu ombro.

'Li, não adianta nada brigar com eles. Já está tudo feito, deixa estar. Agora nós temos que nos concentrar na Guardiã da Água. Temos que acha-la!'

O Guardião das Trevas olhou para a garota, surpreso.

'Não vá me dizer que não sentiu a presença?'

'Qual presença?'

'A Guardiã da Água, Sakura. Ela está por perto.' – Disse o guerreiro

A garota fitou Li, confusa. Não havia sentido nenhuma presença diferente.

'Tem certeza disso?' – Perguntou incrédula

'Sim, senhorita Sakura. Eu também posso sentir a presença...' – Confirmou Spinel

'Estranho, eu não sinto nada...' – Kero falou com uma mão no queixo

'Isso é porque você não passa de um bicho de pelúcia imprestável.' – Syaoran provocava o pequeno protetor de Sakura

'Como é? Oras seu pivete...'

Kero foi interrompido por sua mestra, que tampou a boca dele antes que falasse mais alguma coisa.

'A água é um dos elementos que está sob a regência das Trevas, senhorita Sakura.' – Spinel começou a explicar – 'É normal que mestre Li sinta a presença antes da senhorita e de Kerberos, que tem suas magias regidas pela Luz.'

Sakura ponderou, olhando em seguida para Li.

'Acha que nós vamos encontra-la logo?' – Ela perguntou

'Quando chegamos no hotel a recepcionista disse que hoje haveria uma apresentação com uma cantora, não é?'

'Sim, ela disse que era uma cantora muito famosa.' – Sakura confirmou – 'Acho que se chamava Daidouji... por que pergunta, Li?'

'Tenho quase certeza de que a Guardiã da Água estará nessa apresentação.' – encarou a garota seriamente – 'É melhor você estar preparada. Por que as coisas não serão muito fáceis.'

Sakura observou-o preocupada. Aquela seria a sua primeira batalha, será que já estava pronta para enfrentar o inimigo?

Tomoyo estava em seu camarim, ela dava os últimos retoques na maquiagem. Sua apresentação seria dali a poucos minutos. Terminou de passar o batom e olhou-se atentamente no espelho. Ela vestia um bonito vestido longo na cor vinho. Seu cabelo estava preso em um coque mas algumas mechas estavam soltas.

'Senhorita Tomoyo...'

Uma garota havia entrado no seu camarim.

'Sim?'

'O público já está esperando, senhorita. Podemos anunciar a sua apresentação?'

'Sim.' – respirou fundo – 'Eu já estou pronta.'

Tomoyo acompanhou a moça pelos corredores. Quando chegou aos bastidores esperou até que anunciassem o seu nome. Depois disso entrou no pequeno palco que havia no salão do hotel. Pegou o microfone que estava a sua frente e olhou para o seu público.

'Boa noite à todos. Espero que gostem da apresentação desta noite.' – Disse com um lindo sorriso

O pianista começou a tocar uma melodia suave e Tomoyo soltou a sua linda voz...

Sentados em uma das mesas, estavam Syaoran e Sakura. O guerreiro mantinha seu olhar fixo sobre a cantora enquanto a jovem sacerdotisa apreciava a bela música.

'Ela tem uma voz linda, não acha Li?'

'É ela, Sakura.' – Disse sem olhar para a garota

'Ela quem?'

'Essa cantora é a Guardiã da Água.'

'A Daidouji?' – Perguntou surpresa

'Sim. Concentre-se e sinta a presença dela.'

Sakura não falou nada, apenas fechou os olhos e tentou se concentrar na presença de Tomoyo. Li estava certo, havia alguma coisa diferente nela. Quando abriu os olhos a garota pôde ver claramente a aura azul celeste que circundava a cantora. Aquela era a Guardiã da Água.

Escondida atrás de uma das pilastras do salão, May observava tudo. Ela trazia em suas mãos o cristal que Shido havia lhe dado. Cravou os seus olhos na moça que estava em cima do palco e pôde sentir a grande energia que ela emanava.

'Só pode ser aquela. Dá para reconhecer a presença...' – desviou o olhar para uma das mesas do salão e viu um homem de cabelos castanhos acompanhado por uma jovem de olhos verdes – 'O Guardião das Trevas e a Liho. Droga! Eles já vieram!' – refletiu por alguns instantes e abriu um sorriso – 'Pensando bem, são três Guardiões pelo preço de um! Shido vai ficar muito feliz!'

May ergueu o cristal que segurava e a pedra começou a brilhar num tom negro.

'Muito bem cristal, vamos ver do que você é capaz!'

Continua...

N/A: Oi!!!!! Tudo bom? ^_^ A nossa meiga Tomoyo chegou no fanfic! E agora o que será que a May vai aprontar? Bem leiam a continuação e descubram! Só posso dizer que vamos ter um bocado de ação nos próximos capítulos ^_~

Agora os agradecimentos: Como sempre muito obrigada à Rô, acreditam que na quarta-feira eu fui mandar um torpedo pra ela justamente na hora em que ela estava revisando o meu fic? Que coisa engraçada né? Eu pelo menos achei engraçado ^^'

Obrigada também ao pessoal fofo que me mandou reviews no capítulo passado: Felipe S. Kai, Jenny-Ci, Shaiene-chan, Miaka Hiiragizawa, Fab Lang e Patty. Muito obrigado! Suas opiniões são extremamente valiosas e fazem a minha alegria toda semana! ^____^

E tem outra coisinha: Alguém aí sabe se os malditos Correios já pararam com a greve? Eu não me conformo! Por que eles tiveram que entrar em greve logo agora?! ¬_¬ Eu quero mandar uma carta pra Andy mas não posso! Eu estou com tanta saudade da minha amiga que já vou começar a chorar ;____;

Beijos!

Luci-chan