Iodes - Mú vai penar muito com a Ash, ele realmente vai ser testado, Shion é um mala (uma linda mala, mas mala). O Kanon realmente tá pegando pesado, não as aceita de jeito nenhum e quando os "pozinhos" aparecerem... sai de baixo.

Calyeh - Quando eu escrevi essa cena do Mask, fiquei uns cinco minutos rindo e não parava de rir. (doiduras da autora) fora que ele é muito experiente nesse assunto e vai ser de grande ajuda para todos, principalmente quando... surpresa. Quando ao casalsinho que não se suporta ainda vai ter altos barracos. Não precisa da Ash dar nada para o Mú, ele por se só vai perder o senso do limite... ele não é o homem mais próximo de deus.

Alice - Nosso ariano é muito fofo e sem perceber ele começa a se preocupar com a Ash, mesmo ela tentando-o de todo jeito, porque aquilo foi só o começo, a tendência é só piorar. Ainda vai ter mais flashs da historia da Ash, fico feliz que tenha gostado. O Mask é um fofo, o casal vip é só porrada e Shion é um folgado mesmo.

Kitana - MM é um capitulo a parte, ele é meio sem noção, ainda bem que ficou com a Hikari porque se fosse com qualquer outra menina era capaz de ele até arrumar drogas para elas. Kanon ainda vai jogar muito na cara de Hat a sua condição, mas um dia ele aprende. Shion se acha o tal, mas vai acabar amolecendo, é questão de tempo. Quem diria o Mu tendo pensamentos perves (bom, nem tanto), eles só estavam ocultos porque nem ele sabia que os tinha, mas agora com a Ash, tudo vem a tona... aguardem cenas desse tipo.

Aredhel - A Farah é muito inteligente e em companhia de Guil e Ash, formam a mente do grupo. Hathor auxilia com sua perspicaz e a Annya na distração rssrsr. Os dourados se quiserem ajuda-las, vão ter que começar a ficar mais ligados. Porrada no Shion e no Kanon! A duplinha Mask e Hikari ainda vão aprontar, de certa forma, muitas vezes, e só para deixá-la curiosa, os dois serão estopim de uma 'guerra' que vai abalar o tranqüilo santuário de Atena

Nikke - Mask tem altos segredos, Kanon ainda vai cair de armores pela Hat e Mú terá que ser forte para resistir a Ash.

Dri - Vou escrever para a Globo e indica-los casal malhação. Quanto ao Mask quando eu estava escrevendo essa cena, eu não agüentei chorei de rir. Bem a cara do Mask rsrs.

Flor - MM ainda aguarda grandes surpresas e o Mú terá que ter todo o auto controle do mundo para não cair nas garras da Ash.

Capitulo 6:As primeiras verdades I

Casa de Leão.

Bel entrou em casa imaginando a garrafa de uísque que iria tomar. Tinha muita vontade de beber, mas o que parecia era que Aioria não compartilhava do mesmo gosto. Foi para o quarto, pegou uma roupa, seus sais e ervas (n/a: ervas de banho)e foi para o banheiro.

- Por que tenho que acostumar com um banheiro desse tamaninho... que saudade da hidro do Vilnius. - lamentou.

Tudo que o leonino queria era um bom banho, entrou apressadamente indo direto para o quarto, pegou uma roupa e rumou para o banheiro.

- Quem está aí? - tentou abrir a porta.

- Íris.

- Desculpe.

Foi para a sala e pacientemente esperou que ela terminasse. Passaram-se 10 minutos, 20 minutos, 40 minutos e nada.

- Morreu lá dentro, não é possível. Nem o Dite fica tanto tempo. - foi para a porta. - Íris! Vai demorar?

- Não.

Voltou para a sala e passaram mais 20 minutos.

- Não tem lógica. - levantou. - vai acabar com a água. - bateu na porta. - Íris sai daí. Já tem uma hora que está com o chuveiro ligado.

- Espera.

- Haja água. - voltou.

Jogou as coisas no sofá e saiu da casa. Caminhou até o relógio da luz e sem qualquer peso na consciência desligou a chave principal. No banheiro...

- Inferno!!! Aioria!!!!! - enrolando na toalha saiu do banheiro, estava cheia de espuma. - Aioria!

O leonino voltava.

- O que pensa que fez? Eu não terminei!

- Tem uma hora que estava lá. - a olhou e corou.

- Não tinha o direito de desligar o relógio. Meus banhos costumam durar uma hora e meia.

- O que?! - exclamou pasmo.

- Isso mesmo.

- Pois aqui senhorita Íris serão no maximo de 20 minutos.

- 20 minutos? Isso não é nada. Nesse tempo nem usei meus sais.

- Sais? - indagou Aioria. - usa sal no corpo? Que gozado.

- Sais de banho! Mente ignorante.

- Ah... então mais cinco minutos pelos sais.

- É muito pouco.

- O suficiente. Vai, vou ligar o relógio.

- Insensível.

Saiu pisando duro.

- Sais... - sorriu. - que frescurada... nossa uma hora no banheiro... ainda bem que Atena é que paga a conta.

Depois de cinco minutos Íris finalmente saiu. Aioria entrou em seguida e em 10 minutos saiu. Ela sentada na sala via TV.

- Íris.

- O que foi?

- Desculpe pelo chuveiro.

- Tudo bem já passou. Onde vamos jantar?

- Aqui.

- Mas não era para o cozinheiro ter chegado?

- Cozinheiro? Nós é que vamos cozinhar.

- O que?! Eu cozinhar?

- Por quê?

- Acha que sou mulher de cozinha?

Aioria a olhava em entender.

- Estou fora.

- Mas... é que...eu pensei que você poderia me ensinar a fazer alguns pratos...é tão inteligente...

Íris o olhou incrédula.

- Está brincando não é?

- Falo serio. - os olhinhos verdes brilhavam.- "nunca mais vou passar fome." - pensou.

- Ta, com uma condição.

- Qual?

- Eu falo e você faz, não quero sujar minhas mãos.

- Tudo bem.

Rumaram para a cozinha e para tristeza dela quando abriu o armário.. por pouco as panelas não saltaram para cima dela.

- Aioria.

- É que não tenho paciência para arrumar... - recolhia os objetos do chão.

- Percebi.

- Prometo que não farei bagunça.

- É bom mesmo.

Mas não foi isso que aconteceu, em pouco mais de meia hora a cozinha estava um pandemônio.

- Aioria deixou cair no chão.

- O que?

Derramou um pouco mais de molho de tomate.

- Dai-me paciência. - sentou numa cadeira.

- Experimenta. - deu-lhe uma colher.

- Até que não ficou ruim, melhor seria...

- Se fosse no Hilton. - completou.

Os dois se olharam, apesar do jeito desleixado e sendo um total bagunceiro, achava-o uma graça.

- Vamos comer. - ela sorriu.

Sentaram a mesa. Aioria observava seu modo a mesa e como ela conseguia usar todos aqueles talheres.

- Como consegue usar isso tudo?

- Usando. Aprendi desde criança.

- Você deve ser rica. Tem cara que estudou em colégios caros e teve uma boa educação.

- É...

- Por que se tornou...

- Por nada. - cortou-o. - é deselegante falar enquanto se come.

- Desculpe.

O resto do jantar seguiu em silencio.

- Pode deixar que eu arrumo tudo. - disse recolhendo os pratos.

- Vou dormir. - disse seca. - boa noite.

- Boa.

Aioria a observou sair.

- "Parece que ela esconde alguma coisa..."

Bel em seu quarto pegou um espelho e começou a passar o creme que usava para dormir. Aioria tinha sido inconveniente por perguntar sobre seu passado. Aquilo não dizia respeito a ninguém, muito menos a ele.

-------------------------------------------------FLASH BACK----------------------------------------

Era primavera e o clima em Helsinque era ameno. (n/a: capital da Finlândia) Uma Mercedes prata andava tranquilamente pelas ruas do condomínio fechado mais luxuoso da cidade. Tomando rumo para a ultima rua a Mercedes parou em frente a um casarão em estilo vitoriano. O ocupante achou estranho o manobrista da casa não aparecer e a contra gosto teve que descer do carro.

- Onde está o Alfred? - indagou uma moça de longos cabelos negros e olhos cinzentos, usava um vestido Versace e uma bolsa Armani.

A moça entrou em casa e estranhou a movimentação. Os moveis estavam sendo embalados e dezenas de pessoas os transportavam para fora.

- Oi maninha.

- O que está acontecendo Karl?

- Vamos mudar.

- Sério? - sorriu. - papai comprou aquele chateau em Vantaa! (n/a: cidade próxima a Helsinque)

Subiu as escadas correndo e sem bater abriu a porta do escritório.

- Até que enfim alguém me ouviu. - disse entrando. - o Chateau de Brissac é muito mais elegante e está a nossa altura.

- Não estamos indo para lá Iris. - disse um homem sentado à mesa.

- Não?

- Estamos falidos.

- Falidos? Como assim?

- Perdermos tudo na bolsa princesa. - disse uma mulher, olhando seus livros raros.

- E?

- Estamos mudando para um apartamento na área central, vendemos essa casa e algumas propriedades. Tivemos que tirar você e Karl da escola. Seu carro não é mais seu, assim como suas jóias. Seu cartão foi cancelado.

Íris ouvia tudo perplexa.

- Como assim venderam aqui, meu carro, minhas jóias!!

- Infelizmente não podemos mais manter nosso status Íris. - disse a mulher. - arrume suas coisas.

- Não!!! - gritou. - não vou sair da minha casa! Não vou ficar sem meu carro! Não vou perder minhas jóias! Sou Íris Marie Houlapainen e não aceito isso! - bateu o pé.

- Não tem opção. - disse o homem cortando-a. - arrume suas coisas, precisamos entregar a casa.

- Mãe...

- Obedeça seu pai princesa.

- Não saio daqui! - saiu batendo a porta.

Foi correndo para o quarto e não encontrou quase nada.

- Não... - seus olhos encheram de água, foi escorregando até sentar no tapete persa. - eu não aceito. Não aceito.

----------------------------------------FIM DO FLASHBACK--------------------------------------------

- Nunca que iria morar num apartamentinho. Nunca! - suspirou. - calma Íris, respira fundo... lembre-se que tem as suas jóias guardadas, seu carro, tudo a sua espera quando voltar para Vilnius.

Acalmou-se, deitou e logo pegou no sono.

Casa de Virgem

Farah foi imediatamente para seu quarto, abrindo sua mala pegou seu Alcorão e leu algumas passagens. Levava uma vida promíscua, entretanto nunca conseguira abandonar sua religião, ela era a única coisa que a ligava a seu passado e não queria perder esse elo.

Guardou seu livro com carinho e depois abrindo o fundo falso da mala, pegou um saquinho. Sentia falta de ópio, algo que se viciara desde dos 16 anos.

- "Maldito homem." - pensou enquanto abria o saquinho e retirava uma porção de pó branco. - vou cheirar à vez de injetar vai durar mais.
Pos um pouco de cocaína num papel e aspirou. Sentiu suas narinas irritarem e um gosto amargo na boca. Os membros pesaram e não conseguia levantar.

- Isso não é o bastante, preciso de mais.

Esforçou-se para levantar, como num passe de mágica, suas pernas ficaram leves e um enorme sentimento de bem estar. Correu para a cozinha e tomou dois LSD. Foi fulminante, começou a rir, ria sem parar, seu coração parecia que ia saltar pela boca. Foi para a sala, tudo era brilhante e doía suas vistas. Uma estátua que tinha na sala parecia aumentar de tamanho a cada segundo.

Shaka subia as escadas calmamente, pensava no que faria para o jantar, afinal sendo o que fosse não poderia matá-la de fome.

Entrou em sua sala, estava vazia e tudo silencioso demais.

- Farah. - chamou o virginiano. - Farah. - chamou novamente.

Não tendo resposta foi para a cozinha. Farah em seu quarto, ria baixinho.

- Vou me divertir um pouco.

Foi até o espelho retocar a maquiagem de depois saiu.

Levantou, retocou a maquiagem e saiu.

Shaka, na cozinha cortava algumas verduras, pensava no que Afrodite tinha falado, realmente não era um santo, mas compará-lo a elas era um ultraje.

- "Como ousou falar comigo daquele jeito, 'virgem você pode ate ser, mas santo não.' ele não sabe nada sobre mim."

- Olá.

- Oi senhorita Farah. - depois de dizer percebeu que era bobagem chama-la assim.

- Pode me chamar de Ariel. - sorriu.

- Não sou tão intimo. Prefiro Farah. - cortou.

- Não seja por isso, podemos ficar íntimos. - caminhou até ele.

- Nossa relação é apenas profissional. - virou dando de cara com ela.

- Podemos mudar isso. - aproximou mais.

Shaka continuou com os olhos fechados, mas percebeu uma alteração na pupila dela.

- Não há necessidade. - saiu de perto. - sempre janto nesse horário e sou vegetariano.

- Por mim.

- Com licença. - saiu.

Farah deu um leve sorriso.

- "Ainda vou ter você." - pensou pegando uma jarra com água.

Shaka depois do jantar pegou seu rosário e foi para a sala das arvores gêmeas, ali ficaria longe da libertina. A afegã não quis jantar, voltou para o quarto, onde permaneceu até adormecer, porem...

A madrugada seguia alta, sentindo uma forte câimbra abdominal Farah acordou, começou a ter tremores e arrepios.

- Ai. - rolava de um lado para o outro. - ópio... preciso de ópio...

Seus olhos começaram a lacrimejar e suava da cabeça aos pés. Com muito custo conseguiu erguer o corpo da cama, mas assim que pos os pés no chão caiu por causa da dor. Reunindo forças foi arrastando até sua mala. As mãos não paravam de tremer e sentia vontade de vomitar. Abriu a mala e a primeira coisa que viu foi seu Alcorão. Pegou-o e começou a recitar alguns versos. Sempre fazia isso quando entrava em crise.

As câimbras aumentaram e tremia, tremia muito. Segurou o livro com força aí se lembrou que tinha uma caixa de Valium. Abriu mais a mala, pegou a caixa e destacou cinco. Foi de quatro até uma jarra de água que tinha no quarto e tomou-os de uma vez. Seu corpo foi amolecendo, até que caiu deitada no chão.

Shaka na sala das arvores gêmeas, havia perdido a noção do tempo, quando foi para o quarto, era madrugada. Escutou a voz de Farah vinda do quarto, porem pensou que talvez fosse imaginação.

Casa de Libra

Lay em seu quarto estava preocupada, a movimentação das meninas mais cedo era suspeita. Com certeza Farah e as outras tinham arrumado um jeito de arrumar droga e isso era perigoso. Já vira diversas vezes quando elas estavam drogadas e o estado em que ficavam era lamentável. Até Ani e Bel que só bebiam transformavam-se tontas. Pensou em procurar Atena e contar-lhe, mas seria uma traição a elas. Afinal conviviam juntas há mais de dois anos.

- "!Dios o dios me assista!" - pensou (n/a: Deus me ajude.)

Andou ate a cozinha, já estava perto da hora do jantar e estava com fome. Pensou que seu 'segurança' demoraria a chegar e por isso resolveu cozinhar por contra própria. Dohko voltava para a casa, certamente MM estava exagerando, ele sempre não fora muito certo da cabeça e na certa disse aquilo para assusta-los. Ao entrar em casa notou cheiro de algo cozinhando.

Caminhou devagar até a cozinha, parando na porta ao ver Lay. Ela por sua vez estava perdida em seus pensamentos, lembrava dos dias que vivera em Portugal e de tudo que lhe aconteceu. Não sabia se estava melhor ou pior do que aquela vez. As coisas caminhavam de tal maneira que as vezes perdia a esperança de um futuro melhor.

- "Eu a amaldiço-o Linna Montilla. - uma voz ecoou pela mente dela. - vai morrer com uma facada no coração."

Lay estremeceu, jamais esqueceria aquela noite, jamais.

- Linna. - chamou do Dohko.

Levou um grande susto, deixando as panelas cair no chão. Assustou tanto que começou a chorar.

- Linna? - Dohko aproximou. - desculpe...

- Não chegue perto de mim. - abaixou para apanhar as panelas. - afaste-se.

- Eu te ajudo. - abaixou para ajudar.

- Não precisa. - juntou rapidamente.

- Desculpe não queria assustá-la.

Ele a olhou, os olhos azuis ainda derramavam lagrimas.

- Tudo bem. - levantou limpando o rosto. - não foi nada.

- Desculpe tê-la feito chorar. - estava preocupado pelo estado dela.

- Não se preocupe senhor Dohko. - fitou seus olhos verdes, que pareciam sinceros.

- Eu te ajudo com o jantar.

- Não precisa. - disse. - faço sozinha. Pode me deixar?

- Posso... - murmurou. Deu meia volta e saiu.

Ela suspirou aliviada, não gostava da presença dele por perto. Não confiava nele, alias não confiava em homem nenhum. Meia hora depois o jantar estava pronto, preparou um prato e dirigia-se para seu quarto quando Dohko a parou no corredor.

- Não quer jantar comigo? - sorriu.

- Não.

- Por favor, as vezes me sinto meio sozinho.

Lay o olhou desconfiada.

- Tudo bem. - foi saindo vendo que ela não mudaria de opinião.

- Espere. Vou com você.

Ela o seguiu. Sentaram de frente para o outro, mas permaneceram calados.

- Gostou da vila? - indagou querendo quebrar o silencio.

- Sim.

- Rodória é encantadora. É tão antiga quanto esse lugar.

- Sim.

Novo silencio.

- Disse que era chinês. - ela resolveu falar.

- Sou.

- E por que veio para cá?

- A trabalho. Você parece ser de paises mediterrâneos.

- Espanha.

- Shura também é espanhol. - notou que ela não ligou o nome a pessoa. - o segurança daquela menina que faz perguntas.

- Annya.

- Essa mesmo. Ele é espanhol.

- Sim.

- E sua família?

- Não tenho. - disse seca. - já terminei, com licença.

Saiu sem dar chance de resposta para o libriano.

- "Que estranho... o fato dela ter se assustado tanto deve haver sobre a família dela." - pensou.

Lay trancou-se em seu quarto, ainda estava assustada, parecia que tinha ouvido nitidamente a voz do tio nos seus últimos momentos, aquele dia que queria esquecer, mas jamais conseguiria... deitou na cama, o pranto antes suprimido agora saia com força, eram cinco anos que não conseguia dormir a noite, tendo pesadelos constantes daquele dia. Para piorar, a voz de Dohko quando a chama de Linna assemelhava com a voz dele.

Chorou até esgotar e adormecer.

Casa de Escorpião

Guil não perdeu tempo, foi correndo para o quarto, coçava-se inteira e suava gelado. Era uma nova crise. Pegou sua seringa, indo para a cozinha.

- Nem vou precisar dissolvê-la... - riu. - esta é da boa.

Guil tinha dado um pouco para Gabe porem deu a de pior qualidade. Dissolveu e injetou. O efeito foi imediato, sentiu um enorme bem estar e leveza. Como se tivesse asas ou pudesse levitar. Juntou seus utensílios, deixou no quarto e foi para a sala. Ligou o som na maior altura começando a dançar de maneira frenética.

Miro voltava para casa quando escutou o barulho de musica eletrônica vindo da sua casa.

- Por Zeus... quem está dando festa na minha casa? E nem me convidou?

Entrou rapidamente indo para a sala.

- "O que...?"

Ficou pasmo com o que viu, Guil dançava de forma agitada, mas sensual. Ficou olhando para ela, tinha um corpo belo e os cabelos balançavam displicentes.

- Oi Miro. - disse assim que o viu. - venha dançar comigo.

- Não...

- Vem.

Guil o arrastou para o meio da sala. Os dois dançavam juntos e Miro seguia os movimentos dela sem saber se era pela musica que gostava ou pelos olhos dela. Depois de um tempo é que caiu em si.

- Não Angelina. - se soltou dela. - vão me matar pela musica alta. - foi até o som e o desligou.

- Não gosta desse tipo de musica?

- Gosto e muito, mas não estamos num dia apropriado.

- Esse lugar é muito chato. - parou na frente dele. - queria me divertir. - deu um sorriso provocante.

- Não é hora. "Eu também quero! Faz tempo que eles não me deixam sair." - pensou, suspirando. - outro dia.

- Eu quero agora. - fez bico.

- Angelina.

- Só um pouquinho. - aproximou-se mais.

- Angel...

Nem terminou, ela o beijou. Miro acabou deixando-se levar, afinal não era de negar fogo, puxando-a mais para perto de si. Porem depois de um tempo Guil o soltou indo ligar o som.

- Você... você... - o escorpião estava confuso.

- Foi só vontade de experimentar.

- Como?

- Atração, sabe o que é isso? É o que move o mundo. - disse.

- Está enganada, é o amor que move o mundo.

- Amor? - começou a rir. - amor? Só se for em outra dimensão. Isso não existe, o que existe é atração, conveniência. Amor é para os utópicos. As pessoas são falsas, só esperam o momento certo para dar uma punhalada nas costas.

- Nem todo mundo é assim.

- Errado querido. Todos são assim.

- Por que pensa dessa maneira? - Miro não acreditava nas palavras dela.

- Por que sim. E chega dessa conversa. Você é muito chato, fora.

Guil praticamente enxotou Miro da sala.

- Sujeito chato. - ligou o som e recomeçou a dançar.

Miro na cozinha tentava entender tanta descrença.

- Ela é doida. - murmurou.

Abriu a geladeira, tinha poucas coisas.

- " Droga..."

Guil depois de um tempo desligou o som, o efeito estava passando e o barulho a incomodava. Sentou no chão encostando na poltrona e subitamente começou a chorar.

Miro na cozinha acabava de improvisar dois sanduíches, quando deixou de ouvir a musica.

- Cansou?

Colocou-os numa bandeja e foi para a sala.

- Angelina. - chamou. - Angelina...? - assustou ao vê-la chorando. - o que foi?

- Nada. - enxugou as lagrimas. - me deixa em paz.

- Mas...

- Me deixe em paz! - gritou saindo correndo.

- Angelina!

Bateu a porta e jogou-se na cama.

- Tudo não passa de uma farsa. Todas as pessoas são assim.

-------------------------------------------------FLASH BACK-------------------------------------------

Turim, Itália, ano de 2004. Tinha sido o ano mais perfeito para Angelina Amarazzo. Seus pais viviam em perfeita harmonia, tinha como namorado, o garoto mais desejado, sua família era rica e ainda conseguira um estágio como restauradora no museu local, seu maior sonho.

- Parabéns Angelina.

- Obrigada senhora Castelli. Vou me esforçar ao maximo para corresponder as suas expectativas.

- Eu sei que sim. O professor de historia da faculdade de Turim me deu ótimas referencias suas.

- Obrigada.

- Começa amanha, a uma hora.

- Sim, ate amanha.

Desde pequena Angelina era fascinada por antiguidades e quando fez uma viagem ao Egito essa fascinação só aumentou. Estudando com afinco, entrou para a faculdade de Turin e logo no primeiro período conseguira um estágio, no renomado museu da cidade. Sua vida seguia as mil maravilhas, tudo era perfeito até um dia...

Depois do estágio encontraria com o namorado, Bruno, ele dissera que lhe faria uma grande surpresa e como o namoro estava sólido pensou que lhe pediria em casamento. Iriam se encontrar no apartamento dele as sete, porem como havia terminado o serviço mais cedo foi direto para lá.

Parou o carro na garagem e subiu, já que tinha as chaves. Entrou e tudo estava num silencio absoluto ate que ouviu alguns murmúrios. Foi para onde tinha ouvido... a bolsa que trazia nas mãos foi ao chão, os olhos encheram de água e a voz sumira. Na cama estava Bruno e uma outra mulher.

- Bruno...

Ao escutar seu nome olhou para a porta arregalando os olhos.

- Lina?!! Eu posso explicar!!

- Cafajeste.

- Não é nada disso que está pensando. - ele levantou. - posso explicar. - colocou as mãos nela.

- Não toque em mim! - o empurrou. - e você. - foi até a mulher. - vagabunda. - deu um tapa na cara dela. - a quanto tempo?

- Calma. - aproximou.

- Responda! - gritou. - a quanto tempo me trai?

- Seis meses...

- Crápula!!!

- Angelina. - tentou segura-la.

- Tire suas patas de cima de mim! - empurrou com mais força. - nunca mais chegue perto de mim!

Pegou sua bolsa e saiu. Descia as escadas tentando se controlar, jamais pensou que fosse traída dessa maneira.

- Angelina!

Desceu mais depressa e chegando ao estacionamento correu até o carro, Bruno ainda tentou impedi-la, mas não conseguiu.

Partiu em alta velocidade pelas ruas da cidade quase cometendo acidentes, chegando em casa, trancou-se em seu quarto e só saiu porque a governanta achou estranho o sumiço dela. Não querendo preocupar os pais, ela não disse nada, inventando que eles tinham terminado por razoes bobas. Com sacrifício, conseguiu voltar a faculdade e ao trabalho e passado alguns dias levava uma vida relativamente normal. Seu único conforto era ver que seus pais viviam bem e eram o exemplo de casal perfeito, mas não eram...

A mãe dela começou a aparecer com cicatrizes e hematomas pelo corpo e alegava que eram machucados derivados de pequenos acidentes. Angelina aceitava isso já que a mãe parecia estar bem. Foi quando numa noite, não conseguindo dormir, resolveu andar pela casa. Ao passar perto do quarto dos pais escutou os gritos da mãe. Continuou a escutar, até que não agüentando entrou, a tempo de impedir que o pai desse uma bofetada em sua mãe. A partir daí foi uma sessão de agressões tanto físicas quanto psicológicas. Quando parecia que as coisas não poderiam ser piores, Angelina descobriu que o pai tinha uma amante a vários anos e que a mãe sabia. Incapaz de viver nessa farsa, juntou suas coisas e sumiu.

------------------------------------------------FIM DO FLASH BACK-----------------------------------------

Miro ficou olhando os dois sanduíches sem entender. Minutos atrás dançava como se tudo fosse festa e segundos mais tarde estava chorando.

- O que deu nela? - indagou dando uma mordida no lanche. - o que deu em mim de aceitar o beijo! Miro, Miro, Miro, - falava consigo mesmo. - toma jeito, se quer diversão que não seja com ela.

O escorpião depois de comer o seu e o dela recolheu e minutos mais tarde já estava dormindo. Guil tomou mais uma picada e apagou.

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Fim de mais um, no próximo o restante das meninas. Até.