Nota: Os personagens de Saint Seiya não me pertencem, pertencem ao mestre Masami Kurumada e empresas licenciadas.


Uma boa leitura a todos!


Blue Sky

Capítulo VII: O limiar entre a razão e o desejo

-Ué será que a Marin não vem mesmo pros treinos hoje? –Kiki coçou a cabeça com um olhar distante enquanto procurava a amazona com os olhos. –Mestre Mu me disse que hoje ela havia combinado com ele que me ensinaria umas... Shina!

O garoto lemuriano gritou e acenou ao ver a amazona de cobra se aproximando. Correu até ela ofegante.

-Shina! Shina!

-O que houve Kiki? O Santuário está sendo invadido por aliens por acaso? –indagou a amazona num meio sorriso. Ainda se recordava do garoto aparecendo para ajudá-los em diferentes ocasiões.

-Não, pela graça dos deuses não, mas você por acaso sabe da Marin? Mestre Mu me disse que...

-Sim, eu sei; Shina cortou o garoto. –Marin ia lhe ensinar umas técnicas de luta. Sei que Mu pediu isso a ela, mas ela não vem hoje e eu fiquei incumbida de treinar você.

-Como assim ela não vem? –Kiki arregalou os olhos.

-Hei? Não me ouviu? Eu vou treinar você garoto! –Shina cerrou os olhos. Era como se o menino não desse a mínima importância a isso.

Ser treinado por Shina? Só de pensar o garoto suou. Ainda se recordava da surra que Milo havia levado da amazona.

-O que foi garoto? Porque me olha com essa cara? Eu não mordo não sabia? –ela brincou num sorriso divertido.

-É, eu sei, mas o Milo me disse que essas suas unhas fazem um bom estrago; Kiki apontou para as mãos da amazona que sorriu.

-O inseto de disse isso foi?

-Disse e disse também que você...; Kiki ponderou ao ver o olhar envenenado da amazona sobre si.

-Disse que? –Shina arqueou a sobrancelha.

-Nada não; Kiki desconversou coçando a cabeça. –Mas por que a Marin não vem hoje?

-Ela não estava muito bem e resolveu ir meditar um pouco no templo da Coroa do Sol; disse Shina que havia passado pela casa da amiga mais cedo.

-Ah; Kiki murmurou pensativo. –Mas então...

-Mas então que eu ainda quero saber o que aquele inseto andou falando sobre mim garoto...

Kiki engoliu em seco. Ele e sua boca grande...


Não fora difícil descobrir a onde ela estava. O Grande Mestre sabia sobre absolutamente tudo o que acontecia no Santuário, tal qual com seus habitantes. Bastaram apenas algumas poucas perguntas entre as servas e soldados rasos que descobrira. Ela estava meditando no antigo templo da Coroa do Sol. Marin estava mesmo muito enganada se pensava que aquilo acabaria assim. Ela ferira o seu ego, seus sentimentos e pagaria por isso.

O antigo templo apesar de estar há muitos anos desabitado era um lugar calmo e não sombrio. Havia alguns pilares tombados devido às batalhas travadas ali há alguns anos e algumas teias de aranha, mas nada mais, além disso, a não ser um profundo silencio. A amazona de fato havia escolhido um bom lugar para meditar. Pena que isso fosse a ultima coisa que faria ali. Tinha outros planos pra ela... Pra eles dois.

Um sorriso maroto moldou os lábios do cavaleiro que continuou sua silenciosa caminhada. Não demorou muito porem, após passar por uma antiga fonte Saga se deparou com aquilo que procurava: Ela...

Marin jazia sentada na posição de lótus e com os olhos fechados. Ela havia mesmo vindo meditar, mas será que estava conseguindo? Duvidava muito que sim. Provavelmente ela tivera uma noite insone como a sua, se revirara na cama à noite toda e se perguntara por que não haviam consumado aquele desejo pungente? Ambos desejavam aquilo, pertencer um ao outro, então porque a recusa?

Provaria isso a ela, que ela precisava de si tanto quanto precisava dela. Tinha que possuí-la, ouvi-la gemer e se contorcer nos seus braços com o prazer que daria a ela. E depois... Depois a descartaria da mesma forma vil com que o açoitara ao correr pros braços de Aiolia após ter se declarado pra ela. Desejava o seu corpo e nada mais. E era exatamente isso que ela queria, não era?

Aproximou-se sorrateiro como um gato, ou seria serpente? Pronto para dar o bote em sua presa. Abaixou-se e sussurrou em seu ouvido:

-Buh!

Marin se arrepiou inteira com aquele sussurro atrevido ao pé do ouvido e se levantou no mesmo instante. Perplexa fitou o cavaleiro. Ele tinha um sorriso sedutor a brincar nos lábios. Terrivelmente sedutor e irresistível. Droga! Como não o havia percebido chegar?

-O que faz aqui? –ela indagou ríspida. Já não chegava o acontecido naquela maldita sala? Já não bastava ele tê-la feito se sentir suja e vulgar? Não, ele queria mais. –Eu fiz uma pergunta! –Marin exasperou.

-E se eu te disser que; Saga ponderou se aproximando da amazona. –Que eu quero terminar o que começamos naquela sala?

-Ah claro; Marin entrou no seu jogo. –Não consegui te aleijar ontem e você sonha ardentemente com isso? –ela completou sarcástica. –É por isso que veio até aqui?

-Não creio que esse seja o seu real desejo, pois... Aí quem é que vai lhe dar prazer? –Saga revidou num sorriso maroto vendo os olhos da amazona faiscarem de raiva.

-Talvez um homem de verdade; ela revidou e foi à vez dos olhos do cavaleiro faiscarem de raiva.

Ponto! Acertara em cheio o seu ego inflamado. A amazona deu lhe as costas e começou a caminhar pra fora do templo.

-Não me ignore! –Saga vociferou e aproximou-se da amazona prendendo-a contra o seu corpo. Agarrou-a por trás e segurou seus punhos cerrados que tentavam inutilmente se soltar de si. –Muito menos o que o seu corpo sente... Eu sei o que você sente quando eu te toco...

Marin não conteve um fraco gemido quando sentiu a mão grande que se fechava sobre o seu pulso a soltar para deslizar provocantemente sobre a lateral de seu corpo. Por que não o impedia de continuar com aquilo? Ele a estava fazendo sentir-se suja mais uma vez. Sentia aquele corpo grande e quente colado no seu enquanto a mão do cavaleiro subia provocante pela lateral de sua coxa esquerda, a acariciava e parecia queimar a sua pele, mesmo sobre o tecido. Aquilo a fazia ter pensamentos insanos. Como seria sentir as mãos dele em seu corpo nu?

-Você me deseja Marin...

Saga sussurrou em seu ouvido para então mordiscar o lóbulo de sua orelha. Sorriu ao perceber que ela se controlava pra inutilmente não emitir um fraco gemido.

-Desejo é? –ela indagou segurando a mão que passeava por seu corpo. Deteu-a sobre o seu quadril. Ele já havia brincado demais consigo. Voltou-se para ele e fitou-o. –Você realmente sabe o que eu desejo?

Iria aproveitar outro lapso de descuido por parte dele lhe dar mais uma joelhada como a que havia dado antes. Quem sabe assim ele aprendesse a se controlar e parasse de agir como um adolescente com os hormônios em fúria. O que ele pensava que ela era? Uma prostituta? Mais uma daquelas servas que se deitavam com ele a qualquer hora do dia? Ele a havia machucado demais, pra achar que palavras sussurradas ao pé do ouvido a fariam esquecer tudo o que havia lhe dito. Não eram animais que reagiam apenas aos seus instintos. Ela tinha sentimentos e ele destruíra todos eles com suas palavras hostis e injustas.

O que ela não sabia era que Saga estava preparado e também disposto a lutar até o fim, a convencê-la do contrário. Segurou-a no instante em que ela se preparava para acertá-lo e a empurrou até fazê-la encostar contra a parede de pedra do templo. A amazona arregalou os olhos surpresa. O que era aquilo? Saga apertou-lhe a coxa direita e foi subindo provocantemente.

-Tem coisas mais prazerosas e excitantes pra fazer com suas pernas sabia? –ele sussurrou insinuante e então a puxou para si enroscando a perna da amazona em sua cintura.

Estava se deliciando com aquilo. Marin o fitava com os olhos arregalados e assustada. Aquilo era loucura, ele era louco e ela... Ela era mais, porque estava gostando daquilo.

-Não resista mais... Amazona; ele sussurrou enrouquecidamente enquanto a puxava pra cima e fazia prender ambas as pernas em sua cintura. –Eu sei que você também me deseja...

-E isso é uma ordem do Grande Mestre? –ela revidou fitando-o diretamente nos olhos.

-Não. É do homem chamado Saga Crisantys que te deseja e que quer fazê-la sua. Eu quero possuí-la Marin! Eu quero te dar um prazer que você jamais sentiu...

A amazona mordeu o lábio inferior e gemeu ao sentir o quanto ele estava excitado e fazia questão de que ela soubesse disso. Apertava seu corpo contra o dela, a evidência de que suas palavras não eram só palavras. Seu corpo clamava por ela.

Como ele podia fazer aquilo?

Ter aquele poder sobre si?

Sentia-se trêmula, indefesa, incapaz de resistir a ele. Saga sorriu ao perceber o que havia causado a amazona e comprimiu ainda mais seu corpo contra o dela.

-Você não vai se arrepender, eu garanto...

Mais uma vez aquele sorriso cheio de promessas moldou os lábios bem feitos do cavaleiro e Marin sentiu seu coração falhar uma batida. Que maldito poder ele tinha que a deixava impotente as suas investidas? Que lhe permitia somente ansiar por ele?

Simplesmente não tinha como resistir a ele...

Saga enfim tomou-lhe os lábios, que ansiosos esperavam por si. Tinha sede e queria devorá-la com sua boca faminta, com seu corpo, que ansioso, implorava por um contato mais intimo.

Marin agarrou-se aos braços fortes do cavaleiro que a prendiam contra a parede. Arranhou seus músculos rijos que jaziam expostos pela regata. De fato não era o grande mestre que ali estava, era um homem, um homem com vestes comuns e que a desejava. Desejava a mulher e não a amazona. E isso era tudo o que queria...

E aquela promessa velada de prazer insano não era só uma promessa...

Saga sabia exatamente como deixá-la louca de desejo. Suas mãos, seu corpo, sua boca, ele lhe provava com todo o ardor do tato e do paladar. Sua língua deixava um rastro úmido e quente a queimar sua pele, seu pescoço, seu colo. Marin deixou-se guiar por ele, por todas aquelas sensações novas que a entorpeciam e a faziam querer mais e mais.

-Saga...

-Eu quero que seja minha Marin... Agora!

Saga voltou a comprimi-la com o rosto enterrado em seu pescoço. Aquele perfume doce o estava enlouquecendo. Ela gemeu ao perceber o quanto ele estava excitado. Algo percebível claramente em sua voz embargada e rouca, assim como em seu corpo, que queimava de desejo. Ele não podia esperar mais.

E não mais se negaria a ele. Não podia. Não queria. Ele iria possuí-la, porque esse também era um desejo seu. Queria ser dele, queria descobrir se aquele prazer insano que ele tanto lhe prometia realmente existia. Estava entregue a ele, as suas vontades e...

-Ops!

Ops? Ambos se indagaram em meio ao torpor ao ouvir aquela voz conhecida e infantil.

-É, bem, eu não queria, bem... atrapalhar e... Bem, eu estava fugindo da Shina por conta do Milo e... E achei que podia pedir a sua ajuda, ahm... Marin, mas eu volto depois!

-KIkI? –ambos indagaram perplexos ao se depararem com os grandes olhos do garoto e sua face em chamas ao presenciar aquela cena. É provavelmente a sua não estaria muito diferente; pensou Marin. Estava literalmente morta de vergonha.

-Me desculpem! –disse Kiki e da mesma forma silenciosa em que aparecera ali usando sua telecinese também se foi.

Continua...


N/A: Gente... Cadê os reviews hein? To esperando... é só clicarem uma única vez naquele botãozinho roxo e... Taran! Pronto! Eu fico sabendo o que estão achando da fic! É sério, gostaria muito de saber o que estão achando da história... rsrsrs

E antes de ir, agradeço as lindas que comentaram o capítulo passado: Sah Rebelde, Margarida e Dama 9.

Um grande bju e um forte abraço!