Eu acordei com um sobressalto no dia seguinte, pressionada por um Harry sem camisa. Fechei os olhos de novo, respirando fundo,esperando a náusea chegar e tentando colocar os pensamentos em ordem.
Hoje seria o julgamento de Umbridge. Eu tinha pesquisado todos os arquivos do caso na noite anterior - uma desculpa perfeita para ficar acordada até tarde e evitar Harry.- e tinha ficado chocada ao descobrir quantas pessoas ela havia condenado a ganhar o beijo do Dementador, principalmente pessoas como eu, nascidos trouxas mas que eram tão mágicas como todos os outros.
Após o fim da guerra, havíamos descoberto sobre seus crimes mas um monte de coisas tinha sido mantido escondido para salvar a imagem pública do ministério que se atreveu a aceitar de volta aquela mulher nos tempos sombrios, mas quando você é a ministra, descobre tudo, até mesmo arquivos magicamente selados no Departamento de Mistérios.
—Você precisa relaxar. —Eu ouvi sussurro de Harry no meu ouvido, me tirando dos meus pensamentos e foi ai que percebi o quanto tinha ficado rígida. Respirei fundo e senti a mão de Harry massageando minhas costas, minha cintura, beijando meu ombro e, em seguida se movendo para frente, acariciando a minha barriga.
Virei-me para ficar de frente a ele, e agora suas mãos descansavam na parte inferior das costas. Nas últimas vinte e quatro horas que Harry estava de volta, eu estava me sentindo confortável perto dele, mas sabia que em breve, eu teria que ficar íntima com ele e isso fazia meu estômago dá um pontapé em ansiedade e preocupação. Eu sabia que devia confiar nele e eu o realmente o queria e o desejava, mas meus temores me impediram no dia anterior e, provavelmente, iria me manter-me afastada esta tarde, eu estava tão preocupada com tantas coisas, ter que se preocupar sobre como eu ficaria com meu marido que nem lembrava era algo que teria que esperar.
A náusea finalmente chegou mais uma vez e corri para o banheiro. Depois, desse "agradável" interlúdio, um pouco instável e em silêncio, me preparei para o ministério enquanto Harry levava as crianças para minha mãe, e, depois juntos, partimos para o ministério por meio da rede de flu.
No momento em que saímos da lareira, pelo menos quarenta repórteres e fotógrafos invadiram nossa volta, tirando fotos e fazendo perguntas que eu não podia sequer entender. Harry avançou, abrindo caminho para nós, em silêncio e segurando minha mão, enquanto eles gritavam algumas questões envolvendo até mesmo Ron.
Era isso, estava chegando a hora que eu tinha que me provar como ministra da Magia.
Quando chegamos no andar, Lorelei estava esperando por nós em suas melhores roupas e com um olhar pronto para matar alguém.
—Os jornalistas terão acesso ao nível do tribunal e vão estar à espera de comentários logo após o término ou a pausa do julgamento e...
—Não haverá pausa, não quero que isso tenha a chance de se arrastar ao longo da semana nos jornais, o julgamento vai durar todo o dia, se necessário, mas a decisão será tomada hoje.— Interrompi com os dentes cerrados e Lorelei assentiu enquanto Harry serpenteou um braço em volta da minha cintura. Eu suspirei, me apoiando nele, esperando Lorelei pegar algumas coisas necessárias para o julgamento e uma poção.
—Hoje vai ser um longo dia e isso vai tirar possíveis náuseas e dores de cabeça. —Lorelei me disse, entregando o frasco e eu sorri, agradecida bebendo a poção muito doce.
—Obrigado, Lorelei, você é uma grande amiga.— Harry disse para a elfo e eu assenti com um sorriso. Saímos do escritório, indo para o Departamento de Mistérios.
Havia um monte de gente no corredor, pelo menos metade da Suprema Corte ainda estavam fora da sala do tribunal, longe do grupo de testemunhas que, naturalmente, não podia falar com os bruxos idosos até que o julgamento terminasse. Quando eu, Harry e Lorelei chegamos, para minha surpresa, todos olharam com respeito, murmurando saudações como"Ministra Potter" e "Sr. Potter" a medida que seguíamos em frente e, com o canto do meu olho, tive um vislumbre de cabelos vermelhos, mas não me atrevi a olhar na direção, ainda hoje eu descobriria o que tinha acontecido conosco.
—Boa sorte, tudo ficará bem, eu te amo. —Harry murmurou para mim quando chegamos em frente a sala do julgamento e eu balancei a cabeça quando ele se inclinou e me deu um beijo no canto da minha boca. Eu sorri para ele, murmurando um leve eu te amo e entramos na sala.
Eu sabia que, um passo errado e aquela bruxa sangrenta poderia escapar da prisão. No seu arquivo dizia que ela tinha escolhido o primo de McNair para ser seu advogado. Marcus McNair era um dos melhores em assuntos mágicos, ganhando fama depois da guerra, quando ele quase conseguiu provar que um monte de comensais da morte eram inocentes com seus truques em uma época que o ministério sofria com falta de força política. Mas eu também sabia que, se eu jogasse minhas cartas corretamente, eu poderia até mesmo condenar aquela mulher em um destino pior que a prisão perpétua, ainda existia a pena do Beijo do Dementador e eu queria lhe dar um gosto de seu próprio remédio...
Enquanto Lorelei ficou do meu lado, Harry se sentou acima, na minha direita, sendo, obviamente, um dos membros da Corte. Senti uma onda de calma súbita com sua presença reconfortante e perto dele, havia dois jornalistas com canetas e cadernos na mão, prontos para escrever sobre tudo e todos.
Depois que todos os membros da Suprema Corte tomaram seus assentos, as testemunhas começaram a entrar.
Reconheci Malfoy ao lado de Astoria Greengrass e suspirei de alívio quando ele nem sequer olhou para mim ou Harry. Meu coração chutou desconfortavelmente quando vi, pela primeira vez, Arthur e Molly, de mãos dadas entrar na sala e olhando para qualquer outro lugar exceto para mim e Harry ao contrário de Fleur e Bill que os seguiu e mandaram pequenos sorrisos para nós. Depois foi a vez de George e Percy -George realmente acenou para nós enquanto Percy olhava para tudo preocupado e irritado, eram mais ou menos conhecidos os seus pontos de vista sobre puro sangues, meio-sangues e nascidos trouxas. - e Ron foi o último, me deixando surpresa.
Tudo nele estava diferente, desde suas roupas caras até sua expressão fria fixadas em mim e Harry. O homem que era nosso suposto melhor amigo entrou na sala do tribunal com uma carranca terrível no seu rosto, e eu não tinha certeza se gostava daquilo. Eu sabia que Harry me olhou por um momento, mas meus olhos ainda estavam grudados em Ron.
Todo mundo finalmente se sentou em seu lugar e eu tive que começar o meu trabalho. Levantei e acenei para os Aurores que guardavam a porta e, Umbridge apareceu. Seu cabelo castanho agora estava completamente branco, seu rosto estava cheio de rugas e ela tinha emagrecido durante os anos mas seus olhos eram a coisa mais aterrorizante, eles pareciam mortos, cruéis e mesmo assim, ela andava com uma onda de superioridade que me fez cerrar os dentes. Ela sentou-se no assento no centro da sala, como se aquele fosse seu trono, enquanto seu advogado serpenteava perto.
— Dolores Jane Umbridge, você está aqui hoje, perante o Tribunal Superior e da Suprema Corte do Ministério da Magia britânico para o apelar a respeito da sua sentença de prisão perpétua em Azkaban. Você percebe que a sua condenação pode mudar tanto para pior quanto para melhor? —Eu comecei formalmente conforme as regras e ela balançou a cabeça.
—Sim. — ela disse apenas e eu continuei.
—Você foi condenada em 1999 por crimes contra a comunidade bruxa, formas impróprias de punição e disciplina que incluíram tortura a bruxos e bruxas menores de idade durante o seu trabalho na Escola de Magia e Bruxaria Hogwarts, tentativa de usar a Maldição Cruciatus em Mr. Harry Potter em 1995 e a condenar ao beijo de dementador trezentos e trinta e nove bruxos e bruxas nascidos trouxas e cinquenta e sete meios-sangues durante o período de maio de 1997 a abril de 1998. —Eu li em voz alta seus crimes como se fossem fatos simples. Ela havia condenado quase quatrocentas pessoas a um destino pior que a morte, aquele ser desprezível era pior que um assassino em série e ainda tinha coragem de apresentar um recurso. Eu respirei fundo antes de continuar a leitura.
—Você está aqui hoje, diante da Suprema Corte e da ministra para alterar a sua sentença, você tem quinze minutos para apresentar seu lado, em seguida, as testemunhas vão dar seus depoimentos e serão lidos em voz alta, os depoimentos daqueles que não puderam estar presentes hoje, cada um deles terá cinco minutos para depor e, em seguida, serão feitas perguntas tanto por mim quanto pelo advogado que você escolheu. No final, a Suprema Corte vai fazer uma pausa para a decisão final a ser tomada. E o julgamento pode precisar de mais do que uma sessão para terminar. Você pode começar. —Finalmente terminei e ela se levantou, olhando em volta da sala de audiências, com aquele seu velho sorriso sinistro e eu senti tanto medo como se estivéssemos de volta aos 15 anos e ela tinha levantando a varinha em direção Harry, pronto para amaldiçoá-lo com uma das Imperdoáveis.
—Primeiro de tudo, uma vez que eu não aceito nascidos trouxas como bruxos, eu não reconheço Hermione Jane Granger Potter como Ministra da Magia.— Umbridge iniciou causando uma comoção na sala, apenas alguns permaneceram calmos, como eu, Lorelei, Harry, Ron e Bill incluídos, até mesmo Molly e Arthur estavam de pé, gritando e apontando o dedo acusador a Umbridge.
Eu comecei a bater com pequeno martelo, exigindo silêncio, nem um pouco surpresa, ela foi julgada por seus crimes contra o meu tipo, é claro que seria assim.
—SILÊNCIO! —Eu gritei e pelo menos metade das pessoas se acalmaram, enquanto os outros, tinham pelo menos, reduzido o volume de suas vozes até se acalmarem também.
—Vá em frente.— eu ordenei e ela continuou.
—Portanto, eu não aceito um julgamento injusto por conta do que eu fiz sob a autoridade do ministério em um momento de crise do mundo bruxo e a amável Sra. Potter pode facilmente levar meu caso para o lado pessoal. —Umbridge continuou e desta vez eu interferiu antes que alguém pudesse falar.
— Você condenou quase quatrocentas pessoas para o beijo do dementor, eu acredito que tantos puro-sangue quanto meio-sangue ou nascidos trouxas conseguem perceber as atrocidades dos seus atos, então eu garanto que você vai ser julgada de forma justa.— Retorqui e muitas pessoas acenaram em concordância.
—Minhas ações foram autorizados e ouso dizer totalmente aceitas e aprovadas pelo próprio ministério. —Umbridge começou, mas desta vez ela foi interrompida.
—UM MINISTÉRIO QUE ESTAVA SOB O CONTROLE DE VOLDEMORT! — O grito de Harry fez todos ofegar, obviamente, mesmo depois de todos esses anos, o nome daquele louco ainda assustava a comunidade.
—Silêncio ... —eu disse muito mais suavemente do que a primeira vez, olhando para Harry que estava encarando Dolores furiosamente.
—Como eu estava dizendo... —Umbridge disse olhando para Harry como se ele tivesse quinze anos de novo. — Minhas ações foram aprovadas pelo ministério, quando as necessidades da comunidade eram diferentes. Eu fui julgada por um tribunal em 1999, quando os vencedores da Segunda Guerra mágica precisavam provar o quão cruel podiam ser contra os caídos, eu me considero uma caída que tentou fazer uma diferença no mundo, e ainda hoje, eu temo por minha vida, já que o tribunal é liderado por uma trouxa cujo registo criminal não é tão limpa quanto ela gostaria de admitir, como invantir o Departamento de mistérios desse próprio ministério, entrar no cofre dos Lestrange em Gringorts, a forma como escapou e sabe-se lá quantos mais.
—Crime como ter pais trouxas? Nós não estamos aqui para julgar a Ministra Potter já que seus chamados "crimes" salvou a comunidade da escuridão eterna! — alguém gritou da platéia e, para minha maior alegria, eu reconheci a voz de Neville.
Umbridge estava tentando se tornar a mártir, usando a mudança na política do ministério em sua vantagem e ser sentenciada com, pelo menos, indulgência, mas eu não ia deixá-la fazer aquilo, Harry havia sido torturado, graças a sua ânsia de lhe ensinar uma lição, o que tinha sido suficiente para mandá-la para Askaban por alguns bons anos mais para piorar sua situação quase quatrocentas pessoas estavam, literalmente, sem alma por causa dela.
O resto do processo levou horas, as últimas testemunhas eram os Weasley e eu esperei pacientemente todos eles darem seu testemunho, perguntando poucas coisas. Quando chegou a vez de Ron, ele falou sobre o tempo que ela estava pronta para amaldiçoar Harry, e nossa fuga do ministério mais tarde.
—Senhor. Weasley, o senhor acredita que Madame Umbridge iria tentar prejudicá-lo se conseguisse capturá-lo? — Perguntei olhando para ele, e em todo o tempo, ele não tinha tirado os olhos de Umbridge.
—Tenho certeza que sim, e se ela pudesse, teria machucado toda a minha família também. — Ron respondeu, e eu balancei a cabeça com um pequeno suspiro, novamente ele nem sequer olhou para mim ou Harry.
—Obrigada, você pode voltar para o seu lugar. — eu disse formalmente e ele fez o que eu disse sem dizer uma palavra.
Logo, todas as testemunhas já tinham dando seus testemunhos, a maioria deles confirmando a crueldade das ações desta mulher, mesmo que as perguntas difíceis de seu advogado tivessem os confundido-os um pouco. Eu suspirei enquanto lhe dava o direito de ter suas palavras finais antes da Suprema Corte tomar uma decisão, eu sabia que algumas das pessoas de lá a apoiavam, sempre haveria pessoas com mente estreita.
— Quando eu estava no poder, o próprio ministro me pediu para agir como achava que era necessário e eu segui suas ordens, fiz o que acreditava que era certo, o mundo bruxo estava caindo nos últimos anos, as famílias puro-sangue tinham sido forçadas a chegar ao extremo para salvar o status de sangue que era imperial e,agora, elas são acusados por causa de suas crenças quando eles só queriam proteger sua espécie.
—Eu fiz o que eu acreditava que estava certo, então eu peço para não me julgarem como uma pessoa que condenava outros, mas como uma pessoa que tentou salvar uma espécie tão rara que estava prestes a ser extinta pela união de puro sangues com pessoas de menor importância. —Umbridge disse e eu senti meu coração chutando no final de suas palavras quando ela olhou para Harry e depois para mim. O lado paterno de Harry era puro-sangue e Lily, como eu, era uma nascida trouxa e Umbridge estava claramente julgando o fato que James e, mais tarde, Harry tinham nos escolhidos como esposas. Eu vi meu marido cerrando a mandíbula com força, olhando para ela com pura raiva, mas eu tinha que assumir a liderança, mesmo quando tudo que eu queria fazer era correr para seus braços e sussurrar que estava tudo bem.
—Isso é tudo? —Eu perguntei formalmente e ela balançou a cabeça, se negando a se dirigir para mim. —Muito bem,vamos votar, dependendo do resultado, a mesma bancada do júri irá decidir sobre a sua nova sentença.
—Aqueles que são a favor da condenação levantem a mão. —eu disse enquanto eu levantava a minha, sendo seguida pela maioria dos membros da Suprema Corte, o advogado dela realmente tentou o seu melhor mas obviamente não funcionou.
—Aqueles a favor de reconsiderar a presente sentença e possível compensação pelas acusações levantem a mão.—Afirmei no mesmo tom, abaixando minha mão e apenas poucos foram levantadas, nem mesmo um décimo do todo.
—Dolores Jane Umbridge, sua sentença final será decidida em breve. As testemunhas e a acusada podem evacuar o quarto temporariamente. —Eu adicionei firme e ela me olhou, parecendo irritada e com medo, tentado protestar, mas os Aurores a levaram embora de qualquer maneira.
—Condenando mais e mais puro-sangue, você está condenando o futuro da comunidade! —ela gritou novamente e novamente antes da porta atrás dela ser fechada. Suspirei, esperando que as testemunhas saíssem. Quando apenas os membros da Suprema Corte restaram, falei.
—Temos apenas mais duas opções para a sentença de Madame Umbridge. A morte ou o beijo do dementador. —eu comecei. —Aqueles a favor da condenação a morte, por favor, levantem a mão. — Para meu alívio, alguns poucos levantaram as mãos. —Agora, aqueles a favor do beijo do dementador. — Falei e a maioria dos membros levantaram as mãos, inclusive Harry e eu. —Muito bem — eu finalmente disse e acenei para as testemunhas voltarem primeiro e depois Umbridge voltou.
Ela caminhou de volta ao tribunal, desta vez um pouco mais composta e permaneceu de pé diante de mim. Eu me levantei e falei as palavras que eu sabia que iria alegrar a maior parte da comunidade bruxa.
—Dolores Jane Umbridge, você entrou com um recurso no supremo tribunal e foi julgada pela Suprema Corte do Ministério britânico da Magia pelos crime cometidos no passado, sendo considerada culpada, mais uma vez e a Suprema Corte decidiu alterar sua sentença de prisão em Azkaban para o beijo do dementador, que deve ser realizado em sete dias e até lá, você deverá permanecer prisioneira em Azkaban. — Eu anunciei com uma voz firme dando o sinal do final do julgamento e todos na sala começaram a aplaudir. Umbridge estava gritando coisas para mim mas a única coisa que percebi foi o sorriso orgulhoso de Harry.
Olhei para o relógio de pulso e percebi que tinham sido mais de nove horas de julgamento e só então, senti meu corpo inteiro reclamando depois de tanto tempo sentado na cadeira e meu estômago roncando pela falta de comida. Harry pegou a minha mão e chegamos perto da saída, agradecendo pelas felicitações que as pessoas nos davam.
—Ótimo trabalho. — Harry sussurrou com orgulho e eu sorri, lhe agradecendo. —Eu vou ver os anúncios e comentários, porque você não retorna ao escritório e deixar os arquivos lá? —Ele me disse. Concordei com a cabeça e beijei seus lábios. Com o canto do olho, vi Ron finalmente olhando para nós.
Esta era a minha chance de saber o que tinha acontecido com a gente.
Ele saiu e depois de entregar os arquivos a Lorelei, aproximei-me de Ron com o tribunal já quase ficando vazio.
—Ron...posso falar com você? —Perguntei hesitante e ele se virou, indo embora, mas eu o segurei. Havia repórteres por perto, mas eu não me importei.
—Ah ... Ministra Potter. — ele disse com uma voz dura, como se a minha posição e nome fossem um insulto para ele. Tentei manter a calma. Eu precisava de respostas e estava em águas perigosas, obviamente. —O que posso fazer por você e seu marido? —Ele perguntou no mesmo tom.
—Ron, por favor...—eu tentei, mas ele pareceu ficar mais irritado.
—Por favor, o que, Hermione?— ele me perguntou em um sussurro áspero, se aproximando de mim, sua barba por fazer e os cabelos mais compridos o fez parecer ainda mais sinistro. —O que você quer de mim agora? Ele ficou com tudo: a vitória, a glória, a garota, os amigos que tivemos, a família que ele tanto queria ... e agora? Ele me quer de volta também?— Ron perguntou furiosamente e eu olhei para ele em choque.
—E você fez bem, ouso dizer... terminou com o perdedor e ficou com o grande Harry Potter e parece que funcionou para você, a melhor e mais jovem ministra da magia com todas aquelas estátuas espalhadas em todo o mundo bruxo da Grã-Bretanha, junto à do salvador todo poderoso! —Ron adicionou e eu podia ver claramente todo o ciúme, inseguranças e seus complexos diante de mim, eu precisava aceitar que Ron nunca iria mudar. Uma vez, ele acreditou que Dumbledore lhe deu o desiluminador para ele sempre poder retornar para casa, obviamente, um presente desperdiçado já que ele sempre estaria longe.
—Nada mudou. —murmurei sem conseguir me conter mim, o deixando ainda mais irritado.
Ron fechou a distância entre nós e agarrou meu cotovelo com força, me pegando totalmente desprevenida.
—Você tem o que queria, é a salvadora do mundo, enquanto eu fui deixado para trás, como sempre. Algo que você não se importa nem um pouco, não quando ele também está lá. Vocês decidiram ficar juntos e eu fui o último a saber sobre isso. No entanto, você tem tudo, a admiração, a simpatia da comunidade, o amor do povo, a família que você queria tão desesperadamente criada na linha entre o mundo trouxa e mágico, uma linha que ambos sabemos nunca vai se ajustar. Agora me deixe em paz! —sua voz era exatamente a mesma usada na tenda, anos atrás.
Pelo canto do olho vi alguns flashes em nossa direção, mas não prestei muita atenção, olhando profundamente em seus olhos, eu não podia ver o amigo ou o namorado que eu tinha tentado ter, me iludindo acreditando estar apaixonada. Eu só vi a pessoa que tinha abandonado seu amigo assustado de quatorze anos por causa de sua baixa auto-estima, o garoto que eu tentei ajudar a entrar no timo de Quadribol da Grifinória, o homem que me abandonou, sua supostamente, amada e a Harry, seu melhor amigo e irmão; o homem que decidiu colocar a si mesmo e suas inseguranças acima das pessoas que ele deveria amar. Olhei nos mesmos olhos que tinham olhado para mim com ódio, há quatro dias, gritando que eu não tinha o direito de ir para o Canadá e deixar a Inglaterra e percebi que as pessoas não mudam, não importa o quanto você desejava isso.
—Você está me machucando, me solte, agora. —eu sussurrei com uma voz furiosa.
Ele me soltou furiosamente e saiu do tribunal ruidosamente. Respirei fundo, engolindo a vontade de chorar, era difícil mas precisava aceitar que Ron não tinha mudado e minhas escolhas só tinham o tornado pior.
Sai da sala do tribunal e uma enorme audiência estava me esperando do lado de fora. Harry estava lá também e assim que me viu, veio para o meu lado e me forcei a fazer algumas declarações e comentários. Assim que tudo tinha acabado, Bill, Fleur e George vieram me dar os parabéns pelo bom trabalho, prometendo aparecer em breve, não se importando com Ron, Molly e Arthur, que já estavam se afastando sem um segundo olhar. Dez minutos depois, Harry e eu estávamos usando flu para voltar para casa.
Me senti meio entorpecida enquanto preparava um jantar rápido, enquanto Harry ficava com Lily e James, que eram os filhos mais alegres uma mãe poderia pedir, e como não tinham nos visto o dia todo, não saíram do nosso lado nem por um segundo desde que chegamos, impossibilitando Harry e eu de conversamos, coisa pela qual eu não estava reclamando.
Nós nos sentamos ao redor da mesa, James no colo de Harry, e Lily, que já se considerava uma menina grande, na sua própria cadeira. Começamos a comer nossa comida e eu fiquei na maior parte da refeição em silêncio, pensando novamente e novamente todas as coisas que tinham acontecido desde que o dia começou até o que Ron tinha me dito.
—Papai, posso te perguntar uma coisa? — Lily perguntou e Harry e eu olhamos para ela com expectativa. —Nana estava dizendo que a nossa casa é linda, mas longe de Londres, por que vivemos aqui?— Ela perguntou e eu sorriu quando Harry sorriu amplamente.
—Bem, querida, sua Nana e vovô trazia a mamãe de vocês para acampar na floresta quando ela era uma menina, e desde então, ela amou o lugar, por isso no passado, anos antes de nós ficarmos juntos, sua mãe propôs para mim permanecer na floresta e envelhecermos juntos... anos mais tarde, eu aceitei. — Harry disse com um sorriso brincalhão olhando para mim e eu ri e Lily olhou para mim com admiração.
—Você pediu papai em casamento? Isso é tão girlpower, mamãe. (n/a: não consegui encontrar uma tradução melhor, poder feminino, de alguma forma, parecia muito sério para uma menina de cinco anos falar) — Lily disse e eu gargalhei pela primeira vez em todo o dia, concordei com a cabeça, mas antes que conseguisse falar algo, Harry disse.
—Bem, ela propôs primeiro. Anos mais tarde, quando ficamos juntos e ela queria se casar eu que tive que realmente propor... sua mãe sempre me empurra para dizer coisas em voz alta. Então eu propus também ... uns três anos depois de sua primeira proposta. —Harry disse e a luz em seus olhos nunca se desvaneceu. Lily levantou a mão para um hi-5 e eu bati na sua mãozinha acima da mesa e todos nós rimos.
Meu coração se aqueceu, era tão bom ri sobre algo bobo com a minha família, o preço que eu e Harry teve que pagar valeu a pena comparado com o que ganhamos. Colocamos as crianças na cama e assim que chegamos no nosso quarto, Harry me abraçou por traz, beijando minha orelha.
—Importa-se de tomar um banho comigo? — ele perguntou e eu me engasguei quando sua mão moveu-se em torno de minha barriga e tocou meu peito sem hesitação, fazendo meu coração e respiração acelerar descompensada.
Este foi um dia incrivelmente longo e ficar íntimo de Harry era demais para o meu já esgotado corpo e mente.
—Uhm ... na verdade, eu estou muito cansada, querido, por que você não vai enquanto eu vou verificar as crianças e se der tempo, eu me junto a você. — eu disse e ele acenou com a cabeça e beijou- meu pescoço, mais uma vez.
No momento em que ele fechou a porta, corri para o guarda-roupa, troquei meu vestido e mesmo que eu fosse adorar tomar um banho para tirar o cansaço não poderia fazer isso. O julgamento, metade dos Weasleys - principalmente Ron- não falando com a gente cansou minha mente, lidar com o tesão de Harry teria que esperar.
Conferi rapidamente as crianças para ver se elas estavam realmente dormindo e voltei para nosso quarto, me deitando e fechei os olhos rapidamente. Logo, o chuveiro parou e fingir dormir. Harry me conhecia tão bem que iria entender. Ouvi-o sair do banheiro, ir para o guarda-roupa e em seguida se deitar ao meu lado. Eu o ouvi fazendo uma pausa por um momento, em seguida, dar um suspiro e, me deu um beijo no meu pescoço e um mais no meu cabelo, colocando seu braço em volta da minha cintura acima das cobertas.
Eu suspirei, como se estivesse dormindo, mas, acima de tudo era um suspiro de alívio por ter, mais uma vez, evitado fazer sexo com o homem que eu queria mais do que qualquer outra coisa nesse mundo.
Oii gente, eu realmente tentei adiantar esse capítulo mas uma viagem de família e escola atrasaram um pocuo! Posso confessar o quanto eu amo essa Hermione poderoso? Amoooo de paixão GIRLPOWER! E próximo capítulo vamos ter mais algumas cenas HH fofinhas, então por favor por favor não desistam e tenham fé que vou terminar!
Muito muito obrigada a todos que estão lendo e principalmente para quem deixou reviews, e já que chegou até aqui não custa nada deixar uma certo? Beijos meus lindos
Nickley: kkkkkk posso te confessar uma coisa? Também adorariaaaa ser acordada desse jeito, se você souber onde tem um homem desses você me avisa, por favor? Fico muito feliz em saber que estás gostando e espero sinceramente que tenha gostado da atualização, beijos flor :D
LuanaMalfoyLivros: Você voltou! Por favor, não me abandone! (kkkk sou dramática mesmo). Mulher, eu tento tanto não demorar muito mas traduções são uóóó para fazer, não tem como, mas tenho que admitir que quando leio review chega dá um gostinho a mais adaptar (principalmente as suas, que são maravilhosas!) Obrigada por ser minha leitora fiel e espero sinceramente que tenha gostado da atualização (Adoro essa Hermione poderosa) e até a próxima, florzinha! Beijos :D
CoveiroSensei: Muito muito muito obrigada pelo elogio :D Você não tem ideia do quanto é bom saber que tem gente gostando do seu trabalho e espero, de coração, que tenha gostado da atualização e continue sempre acompanhando, beijoos :)
