Espero que gostem de mais esse capítulo!

Obrigada a todos que tem acompanhado e, principalmente, a quem deixa comentários, porque eles significam realmente MUITO pra mim!

Beijos e boa leitura.


1 de Julho de 2013

O barulho estridente do despertador invadiu os ouvidos de Finn e ele mudou a posição do travesseiro, colocando-o sobre a cabeça, para tentar abafar o ruído, que, no entanto, logo cessou, por ação de sua mulher. Sentiu Rachel se mexer a seu lado e recolocou o travesseiro na posição original, ficando de lado e abrindo os olhos para observá-la, mas encontrou-a já sentada na ponta da cama, alongando os braços acima da cabeça.

"Ei! Aonde você pensa que vai?" Perguntou, contrariado, e ela o encarou, sorrindo, mas continuou se espreguiçando. "Eu quero meu beijo de bom dia, Sra. Hudson!" Ela riu e, então, parou de se espreguiçar e se levantou.

"Se eu te der um beijo de bom dia, aí na cama, eu sei bem aonde ele vai levar, Sr. Hudson. E eu não tenho tempo pra isso agora."

"Como não tem tempo pra isso agora?" Ele perguntou, perplexo, se ajoelhando na cama e se arrastando para sair dela já perto de onde estava a esposa. "Você não inventou alguma dessas aulas matinais, de novo, né, Rach?" Perguntou, se referindo à yoga que ela andara fazendo bem cedinho, alguns meses antes, mas tinha mudado para outro horário porque Finn fazia questão de sexo matinal e que tomassem café da manhã juntos.

"Não." Ela falou, sentindo os braços dele em volta de si, e se virou de frente para ele. "Mas hoje eu preciso chegar realmente cedo ao escritório, porque eu tenho algumas coisas pra revisar e outras pra assinar... e eu vou levar à Quinn pra maternidade no começo da tarde."

"A Quinn vai ter o bebê hoje? Ela não pode esperar o seu irmão voltar e... o feriado passar, não?"

"Finn, não é assim que as coisas funcionam." Ela riu. "A Quinn já passou dos nove meses e não tem contrações, nem dilatação... então a obstetra dela achou melhor induzir o parto, o quanto antes, e marcou pra hoje. O Puck só vai voltar daqui há dez dias... não vai dar pra esperar."

"E sobrou pra você?" Foi a vez dele de rir. "Você vai entrar na sala de parto e filmar tudo, como seu irmão queria fazer?"

"Qual é o problema, amor? É meu sobrinho... ou sobrinha." Deu um tapinha no ombro dele. "Você acha que eu vou desmaiar ou o que?" Ele riu mais e levou mais um tapa.

"Eu acho que você vai ser uma ótima tia... a começar por hoje." Ele declarou. "Mas, primeiro, você tem que ser uma boa esposa... e voltar comigo pra essa cama... ou meu dia vai ser terrível, por sua culpa!" Usou seu tom mais exagerado.

"Finn, eu vou me atrasar." Ela protestou, mas sem muita convicção, porque ele já a estava deitando na cama, enquanto beijava o pescoço dela.

"Meu dia tá tranquilo, hoje... eu assumo parte do seu trabalho, junto com o Blaine." Ele resolveu o assunto, já deitado sobre ela, e erguendo sua camisola de cetim azul bebê com renda branca.

Os dois trocaram beijos apaixonados e começaram a se tocar, e se excitar. Ela usou as mãos e depois os pés para se livrar da samba canção de seda que ele usava para dormir, e ele tirou a calcinha dela numa velocidade torturantemente lenta, enquanto beijava cada parte do corpo dela pelo qual ia passando, enquanto executava tal tarefa. Quando havia descartado a peça, foi beijando de novo desde os pés até a virilha, e ficou tocando e beijando bem perto da intimidade dela, criando uma antecipação gostosa nos dois.

"Finn, quer parar com isso!" Ela pediu, ofegante. "Me dá logo o que eu quero... por favor."

"E o que você tanto quer de mim, Sra. Hudson?" Questionou, de um jeito safado, tocando, finalmente, o sexo dela, mas ainda de forma muito sutil, ainda apenas provocando.

"Me faz gozar, nessa sua boca gostosa. Não é isso que você quer também? Sentir o meu gosto... o gosto... huuuuuuuuuum..." Gemeu, sentindo a língua dele pressionar seu clitóris. "... do meu prazer?" Conseguiu completar.

"Tão gostosa!" Ele afirmou, levantando a cabeça e olhando para ela, antes de continuar, e fazer exatamente o que ela tinha demandado, levando-a ao orgasmo com lambidas e sugadas certeiras. "Sempre tão gostosa, meu amor." Reiterou, voltando a se deitar sobre ela, que o puxou pelos cabelos, provando do próprio gosto em seus lábios.

"É a sua vez."

"Não." Ele negou, encarando os olhos grandes e brilhantes da mulher. "Agora é a vez de nós dois, juntinhos. Que nem ontem! Eu adoro quando a gente goza junto." Declarou, separando as pernas dela, e penetrando sua cavidade, devagar, mas com força, fazendo com que ela gemesse alto. Invadiu o corpo dela assim, mais algumas vezes, até ela ficar impaciente e segurá-lo junto de si, com os calcanhares em seu traseiro.

Os dois conseguiram, mais uma vez, sincronizar seus momentos de ápice, graças ao conhecimento que um tinha do outro, e ao jeito inigualável como os dois sabiam se amar. Então, depois de um começo de dia irretocável como este, tomaram o café da manhã que a governanta da casa já tinha servido para os dois, e seguiram no carro dela para o prédio do grupo GHShow. Rachel usaria o automóvel para levar a cunhada para o hospital e Finn voltaria em um carro da empresa no final do dia.

A Sra. Hudson ainda teve tempo de revisar algumas coisas e outras ficaram a cargo de Blaine que, antes de finalizar as mais importantes, as mostraria ao Sr. Hudson. Então, no momento em que estava prestes a sair, para passar no apartamento do irmão e ir para o hospital com uma boa margem de tempo, em relação ao horário que tinha sido combinado com a Dra. Daniela, o celular da garota tocou e uma desesperada Santana gritava do outro lado da linha.

"Rachel Hudson, pelo amor que você tem ao Finn... pelo amor que você tem aos SEUS futuros filhos... eu preciso de você! Eu preciso que venha até aqui... pelo amor de Deus!" Ela não parecia estar chorando, mas parecia estar ofegante.

"Calma, Santie. Respira!" Pediu. "Me fala. O que houve? O que tá acontecendo?"

"Eu não sei." Agora, sim, ela começara a chorar. "Eu... acho que são as contrações... dói MUITO!"

"E cadê o Sebastian? Seus pais?"

"O Sebastian tá gravando no México... e meus pais chegam na véspera do feriado só. Eu só tenho você e o Finn, Rachel... pelo amor de Deus!" Como a latina não era de Los Angeles, e tinha se mudado depois do casamento apenas, ela não tinha realmente ninguém mais a quem recorrer.

"Tudo bem, Santana. Fica calma, tá? Seu médico é do Cedars-Sinai, não é?"

"É, sim. Por que?"

"A Quinn vai induzir o parto hoje e a médica dela é de lá também. Eu to indo buscá-la... então fica pronta, que eu pego ela primeiro e depois passo por aí, ok?"

"Ok... só não demora, pelo amor de Deus, Rachel... é sério. Essa coisa dói demais!"

Rachel fez o que pode, mas quando chegou à casa de Quinn, a loirinha, apesar de não estar em trabalho de parto propriamente dito, estava super nervosa com a proximidade do nascimento de seu primeiro filho, e ficava conferindo as coisas milhões de vezes, sempre resolvendo que precisava levar algo mais consigo. A cunhada precisou ser firme com ela, a uma certa altura, ou não só elas chegariam atrasadas, e deixariam a médica esperando, como Santana e o menino que ela esperava poderiam ter problemas.

"Será possível que tudo meu tem que ser sempre compartilhado? Será que eu nunca vou ter um momento só pra mim?" Quinn falava mais consigo mesma no carro, apesar do tom de voz até mais alto que o normal. "Primeiro foi meu casamento que foi duplo e agora eu vou ter filho no mesmo dia que a Santana!" Soltou, sem pensar, mas Rachel não falou nada, apenas continuou dirigindo rumo à casa da amiga. "Me desculpa, Rach. Me... desculpa, por favor. Eu não queria ter falado isso... de verdade! Eu sou muito grata a você pelo lance todo do casamento..."

"Tá tudo bem, cunhada!" Rachel falou, sincera. "Você tá nervosa e... realmente, vai ser meio chato, porque você vai ter que comemorar sempre os aniversários do meu sobrinho ou sobrinha junto o do Patrick... e eu prevejo muita confusão por isso." Riu.

"Tudo bem, né? Paciência! O pior é se for uma menina, porque os temas de aniversário são diferentes e tal." Disse, mais calma. "Eu acho que, no fundo, eu to é com inveja da Santana, e não chateada por ela também ter o filho hoje."

"Inveja, Q? Mas por que você estaria com inveja?"

"Ah! Eu fiz tanta questão de parto normal, de não saber o sexo antes, de deixar tudo ser uma grande surpresa e... olha só pra mim agora! Indo fazer uma cesariana com hora marcada." Declarou, chateada. "Meu marido tá longe..."

"O dela também, se serve de consolo. E vocês duas tão contando igualmente com uma amiga que nem gravidez sabe ainda o que é!"

"É, mas ela que é toda prática... que já deu até nome pro menino dela... é quem deveria estar fazendo com tudo marcadinho, mas... a natureza quis dar esse presente pra ela, que não deu pra mim." Quinn vim Rachel olhar para ela pelo retrovisor e se envergonhou. "Viu? Eu disse que tava com inveja... e isso é horrível!" Choramingou.

"Quinn!" Rachel colocou a mão para trás, pegando, por alguns segundos, a da cunhada, sem tirar os olhos do caminho. "Tá tudo bem! Você queria que tudo fosse perfeito, no nascimento do seu primeiro filho... é só isso. Mas quer saber? O importante é que ELE... ou ela... vai ser perfeito, saudável... e vai nos dar muito orgulho, muitas alegrias. Quando você olhar pro rostinho do seu bebê, você nem vai se lembrar qual foi o tipo de parto usado."

"Você tem razão." Sorriu. "Olha lá! O que a maluca tá fazendo na calçada, meu Deus?" Surpreendeu-se ao ver que Santana, depois de ter recebido o telefonema delas, minutos antes, já estava em frente à portaria do edifício onde morava, com uma bolsa de itens para maternidade, enquanto ela estava levando duas abarrotadas.

"É... vocês são mesmo diferentes." Rachel riu da situação.

A morena parou o carro e colocou mais uma barriguda nervosa no banco de trás. A caminho do hospital, Quinn falava sem parar sobre o erro que tinha sido não saber o sexo do bebê, afinal tudo o que ganhava era verde ou amarelo. Ela já não aguentavam mais nem ver tais cores e a criança ainda nem tinha chegado a esse mundo!

"O que faz as pessoas acharem que devem dar coisas dessa cor quando a gente diz que não sabe se é menino ou menina?"

Santana praticamente urrava de dor e as poucas palavras que ela conseguia formar, aos gritos, acabam saindo em espanhol, o que, para Quinn e Rachel, era quase equivalente aos urros. A Sra. Hudson até se surpreendeu por ter conseguido chegar ao hospital com o carro e seus cinco ocupantes inteiros, depois da quantidade de sustos que levou no trajeto.

Cada uma das gestantes foi recebida por seu médico e encaminhada para um quarto, onde foram preparadas por enfermeiras para os procedimentos. A Dra. Daniela, conhecedora da vontade da Sra. Puckerman de ter seu filho por parto normal, aplicou um medicamento chamado Ocitocina por meio do soro, para provocar contrações, e felizmente a medida foi bem sucedida.

Rachel ficava indo de um quarto para outro, para dar apoio às duas amigas, mas ficou em uma situação difícil quando uma enfermeira foi chamá-la no de Santana, avisando que o parto de Quinn iria começar, e a latina, cujas contrações já estavam ocorrendo em um intervalo bem pequeno, indicando a proximidade do próprio parto, agarrou a mão dela, implorando para que ela não a deixasse sozinha.

A garota não queria deixar a amiga, de modo algum, mas, por outro lado, tinha prometido ao irmão, pelo telefone, um dia antes, ao saber que o parto tinha sido agendado, que filmaria tudo. Ficou pensativa por alguns segundos, enquanto a enfermeira a encarava, aguardando que ela a acompanhasse, e Santana apertava a sua mão, chorando de dor. No entanto, quanto mais pensava menos sabia o que fazer. Ela iria magoar alguém de qualquer jeito!

No entanto, como Rachel quase sempre foi uma pessoa que pode contar com a sorte, a solução apareceu bem na sua frente. Blaine, que tinha esquecido de dar a ela dois documentos que precisavam ser assinados até o final do dia, entrou no quarto, com os papéis na mão.

"Rachel, honey, eu esqueci desses dois." Afirmou, entregando-os. "Como elas estão?"

"Elas tão bem... mas eu não! Eu sou uma só, caramba! Eu quero ser uma boa irmã, uma boa cunhada, uma boa amiga... mas não dá! Isso parece impossível, sendo uma só, nesse momento!" Blaine ergueu as sobrancelhas. "Elas vão parir ao mesmo tempo." Explicou, em um sussurro, e ele fez uma careta.

"Caraca!" Exclamou, batendo na testa.

"Mas eu... acho que eu tive uma ideia, pra isso não ser um desastre completo." Ele a olhou questionador, de novo. "Você filma o parto do Quinn, pro meu irmão... e eu fico com a Santana, que já tá agarrada em mim."

"Filmar o parto?" Ele quase gritou. "Mas... será que eu consigo? Eu não lido muito bem com essa coisa de sangue."

"Você pode ficar aqui e eu vou, então." Propôs, mas, nesse momento exato Santana deu um grito que fez o interior dele estremecer.

"Não... não, não, não... eu vou. Eu vou." Mudou de ideia. "Onde está a câmera?"

"Me dá isso aqui e pega na minha bolsa, enquanto eu assino." Ela pegou os documentos e a caneta que ele tinha no bolso da camisa, e largou Santana apenas tempo suficiente para assiná-los e colocá-los em lugar seguro, enquanto Blaine pegava a filmadora. "Enfermeira, ele vai no meu lugar, ok?" A garota assentiu.

Minutos depois, a Sra. Smythe dava à luz Patrick Smythe, levando Rachel às lágrimas. Ela nunca tinha assistido a um parto e a emoção era indescritivelmente grande. Então, enquanto Santana segurava o pequeno garotinho em seus braços, Blaine voltou, devolvendo a câmera, pegando os documentos e informando que Rachel tinha uma sobrinha, o que a fez chorar ainda mais, e sair correndo para o quarto da cunhada, depois de dar um beijo no rosto da amiga e se assegurar de que ela ficaria bem.

Encontrou Quinn emocionadíssima, como era de se esperar, e as duas ligaram juntas para Puck, dando as notícias. O marido de uma e irmão da outra perguntou o que ambas achavam sobre batizarem a menininha com o nome Marie, e as duas concordaram que era um belo nome e que, apesar de ele só estar vendo a imagem da pequena pelo aparelho celular, tinha escolhido um nome que combinava com ela perfeitamente, por alguma razão.

Rachel entrou em contato com Sebastian, porque Santana estava muito casada após o parto e dormira, e, enfim, ligou para o próprio marido, contanto como tudo tinha acontecido e elogiando os bebês, que ele mesmo veria, poucas horas depois.

"Deu vontade de ter um também?" Finn perguntou, mais tarde, já pessoalmente, enquanto a esposa ninava Patrick.

"Não agora." Ela respondeu, sorrindo. "A gente ainda vive meio em lua de mel... meio recuperando o nosso tempo perdido... e, além disso, a gente acabou de fundar a emissora... eu to cheia de compromissos. A gente vai ter os nossos, no momento certo."

"Ótimo!" Ele concordou, sorridente. "Não leva a mal... eu... é claro que eu quero muito ter filhos com você. Eu imagino sempre uma miniaturazinha sua, me olhando com esses olhos lindos e tirando o que quiser de mim. Só que..." Ficou sem jeito, mas continuou. "Eu sei que é um pouco egoísta, mas, depois de tudo que a gente passou, eu não to preparado pra dividir o seu amor, ainda. Eu preciso de você só pra mim, por um tempo."

"Tá tudo bem, meu amor!" Ela assegurou. "Eu também me sinto assim. Eu quero ser a única tirando o que quiser de você, por enquanto." Brincou.

Então Quinn, que tinha acordado e recebido o consentimento da médica para se levantar um pouco, contanto que não cometesse excessos, chegou ao quarto de Santana, com Marie nos braços. Antes que qualquer um dos adultos pudesse dizer qualquer coisa, todavia, os dois recém-nascidos começaram a chorar, sem parar, deixando as mães de primeira viagem assustadas e o casal que sequer estava preparado para ter filhos mais ainda.

Rachel entregou Patrick para Santana, e uma das enfermeiras fez algumas perguntas sobre amamentação, troca de fraldas e outros detalhes, mas não havia motivo aparente para que as crianças chorassem, então as mães simplesmente ficaram com elas em seus colos, ninando-as, e esperando o que deveria ser birra passar.

Quinn caminhou até perto da cama da amiga para conhecer o menino dela e mostra-lhe a sua pequena loirinha, e foi então que, surpreendendo a todos, os bebês pararam de chorar ao mesmo tempo, exatamente como tinham começado, como se sentissem a presença um do outro.

"Acho que eles já se gostam." Rachel comentou baixo com Finn, orgulhosa de ambos os "sobrinhos".

"Coitado do Puck!" Finn respondeu mais baixo ainda. "Não sei se eu ia querer um filho do Sebastian com a Santana namorando uma filha minha, não." Debochou.

Os quatro adultos ficaram mais algum tempo observando os bebês que seriam por algum tempo o centro das atenções de todo o grupo.

Eles nunca poderiam imaginar como as histórias das pessoas se escrevem e como o mundo dá exatamente as voltas que tem que dar!